Blog 2.0

Um Tempo

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Quero um tempo sem tempo de girar,

Um tempo só meu, parado, de olhar,

Um tempo sem relógio, de preguiça,

De não refletir, vida mortiça.

 

Um tempo sem sonhos despedaçados,

Nem lágrimas, nem pesares, nem brados.

Um tempo em que sobrem noites vadias

De desejos vertidos em euforias.

 

Um tempo de movimentos eternos

Que manifestem sentimentos ternos.

Um tempo vestido de horas únicas

(Passe o vento sem arrancar-lhes as túnicas).

 

Um tempo de sol liberto do posto

Cujo brilho resplandeça transposto.

Um tempo que no meu silêncio soe,

Flua no coração e não destoe.

Mardilê Friedrich Fabre

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