Blog 2.0



- permanências_

há quem nasceu beira rio

há quem nasceu beira mar

eu nasci beira trilhos

ficou no lado esquerdo do peito

carvão, fumaça, apitos

há quem nasceu nos planaltos

há quem nasceu nas campinas

eu nasci entre montanhas

ficou esse débito com horizontes

no amarelo de minhas retinas

por isso esse jeito de lágrimas e fervor

a suspirar partidas, a mastigar adeus

entre as palavras que soluçam nos dedos

e nos lábios os ecos-saudades de beijos de amor

ficou em minha voz o clamor eterno

balançando os ventos da memória entre os dormentes

de quem vai, de quem vem:

_ plasmado na plataforma devotada da estação do trem!

anamerij


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Comentários

  • Silvia,
    Agradeço a leitura.
    Assim é Amiga, nós - que nascemos entre montanhas , no acalanto do apito do trem , carregamos vida afora , este olhar de descortinar horizontes, esta memória recostada entre dormentes ...enquanto do trem de ferro , perdura o vai e vem em nossas memórias.
    Bjs, anamerij
  • DIAMANTE BABPEAPAZ
    Que beleza! Também nasci entre montanhas e, também, vi e ouvi o trem nos trilhos, a apitar pelas curvas, da minha pequenina cidade do interior de São Paulo... Lindo momento, de nostálgica lembrança! Beijosssssssssssssss
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