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Trespassando o tempo

Trespassando o tempo

 

Tempo... Que tempero

advém do  teu  desdém,

e qual  deve ser  o  cheiro

que esse  cheiroso  detém?

Tens  para  acalmar meu ser

bálsamo  dulcíssimo para dor.

Neste  mundo  de  dolorida  cor

quero  saber  de  cor  quanta  cor

existe  no âmago do  eterno amor.

Cor  e  som dão à vida   mais sabor,

apesar  de   muito  fulgor  há  langor.

Vem   a   contestação   do  contexto

de   profundo   e   amargo   horror.

Tempo  tu  és  o  grande vilão

a partir o meu desgastado

e amargurado coração.

Como podes brecar

o  que  é  bom!

Ou  não  sei

dizer - te

qual o

tom?

E

olhando  ao  infinito,

majestosa  vastidão,

de coração contrito

eis o que avisto:

Eternas estrelas

ao som silencioso

dum universo airoso,

mas  há tempo que não

o vejo  bisbilhotando, não.

Aonde andas  Oh... Tempo,

que  não passas  a buscar

o  jeito perfeito  de  amar

sem  jamais me revelar

o   lugar  donde  vais

me  lagar  na mão.

Sou eterno-terno

Então;  irmão

sempiterno,

pena que

despena

solidão

serena,

somos

irmãos.

 

Encontrar-te-ei na imensidão...

 

jbcampos

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Comentários

  • Grato, Cláudio Avelino pelas considerações, com abraços do jb.

  • Belo poema João.

    Uma leitura prazerosa de versos verdadeiros.

    Abraços.

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