PULSEIRA DE PRATA

 

PULSEIRA DE PRATA

 

Aqui vai a tua pulseira
que já não sei se foi feita ou fazida;
sei que foi sendo feita
e o tempo era tanto, que ela foi feita
em horas de riso e de pranto.

 

Nem sei se as três pedras
que vieram assim,
ainda são coloridas, amarelas
como o citrino nas jazidas
e as margaridas
que espiam das janelas,
ou se têm a cor dos beijos de amor
que dei nelas.

 

Grata lembrança das horas de ternura
que juntaram os meus pedaços
em uma corrente de prata,
na exata solidão de noite tão escura,
quando eu na tua procura,
quis que tu tivesses 
brilho em teus braços ...

 

Marco Bastos

 

Desejo.pps

 (desejo - victor hugo // il mondo - sérgio endrigo)

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Uz2TnU5dJSs

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Comentários

  • Às cumadis, rs, Márcia Portella e Maria das Graças Campos, muito grato pelas rosas espreitarem  das janelas o artesão de singelos versos e de pulseira que enfeita o braço dela. O amarelo dos citrinos sobre o nacarado da prata cinza clara dão bela combinação. beijos.

  • PRATA BABPEAPAZ

    Lindo poema! Construção entre riso e pranto e beijos coloridos traz doce lembrança e/terna e se faz brilhar!... 

    Beijos

  • PRATA BABPEAPAZ

    Lindo,terno ,suave, e presente em você.....bjus

  • Obrigado, Gustavo. Escrever poemas de amor é bem gostoso, mas ... pegar na mãozinha dela e sair mundo afora é melhor ainda. rs. Poesia nesse estilo, quase sempre é sublimação. Acho que a poesia de amor tem que ter endereço certo, ter a musa que canta a música nos teus ouvidos, e ela deve ser de carne e osso. Não gosto da poesia de amor que é só lembrança, ou que nem isso é, mas um louvar sem ter a pessoa a quem dedicar o poema. Ninguém ama o genérico - não se ama o amor, ama-se a pessoa, e isso às vezes é uma grande dor-de-cabeça. rsrs.

    abração do pai. rs..

  • Obaaa!, Amália gostou desse poema!... E é assim, tem épocas na vida que a gente encanta ou é encantado, e faz poesia, e faz pulseira, ou dá cambalhota ou fica mesmo na bobeira. rsrs. pinta o mundo de cor-de-rosa, enche o céu de estrelas e manda flores, manda rosas. rs. porque namorar é mesmo muito gostoso. rsrs. Obrigado, Amália. também gosto muito dos seus poemas. abraços.

     

  •  Olá meu pai,

    Belíssimos versos, um misto de nostalgia e suave melancolia. Todos nós queremos o brilho de momentos assim, eternizados na memória.

     

    Grande abraço !

  • Ó Marco, meu amigo. Li e reli... Talento de poeta professor dos poetas vertido em teus versos. Por mis voltas que der enfatiza o amor. Bravo!!! Um abraço terno, pá.

  • Mônica, Janete, Antonio Carlos e Marcial. Obrigado pela presença e pelos comentários.

    Vou aqui Marcial, adivinhando e divagando, divulgando a divina diva devagar. rs. Funcionou, Antonio Carlos, quando ela chegava eu apagava as luzes e a encontrava pelo brilho. rsrs. A música combinou bem, Janete. É um belo diálogo em um lirismo imenso. O piano é um relógio. Obrigado. Pois num é, Mônica? Tudo é um perigo quando se derrete no zetético revelando a natureza do eu_tético. rs. eu e aquela prata líquida éramos mesmo azeotrópicos, inseparáveis por ebulição. rsrs. nos compassos, eu entrava no anacruse, ela no acéfalo quando não vinha no tético. e nós dois achávamos que doido era o metrônomo. rsrs.

    Bom domingo prá vocês.

    abraços.

     

  • Muito sentido e a esperança aparece no fundo. Muito bom.

  • Frase encantadora!

    Uma frase as vezes fala por um poema inteiro!

    "E o tempo era tanto, que ela foi feita em horas de riso e de pranto."

    Muita harmonia na escolha da música para este seu belo poema!

    Meus parabéns...Bjs

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