Blog 2 (PEAPAZ)

POEMA AO NOVO HOMEM

 

 

P1010012.JPG

Homem que vives fora do teu tempo
Que te misturas com os elementos.
Da sociedade afastado
Não te deixas aquietar.
Vives no teu reino animal
Amas o sol, a lua, o mar.
Tu te libertas. Nas asas da borboleta.
Tu, que tudo vês, que tudo sentes
Trabalhas a tua mente
A sociedade te deixa enfermo.
A ti, que queres ser livre,
Como livre é a andorinha.
Não queres que, por ti,
Ninguém faça teu ninho.
Tu que amas a natureza,
Que amas o teu planeta,
Que tudo fazes por ele,
Para que, depois de ti,
Ele viva e gere vidas.
Para que vinguem
outras sementes,

Que outros, à terra, deitarem
Onde, hoje, te sentes temente.
Respeitas teus ideais altivos
No espirito trazes a raiz
Que teu espirito te deu,
Vai, para o mar,
Vai, para o mar.
Despe tua roupa, incómoda
Fica uno com a natureza.
O novo homem será novo.
Será recto.
Será desperto.

Neste mundo encoberto
Onde os espertos se safam
Acumulam riquezas, com avareza.
Daquelas que lhe tiram o sono.
Eles se atropelam e atropelam
Nos corredores da riqueza, miserável.
Mas o novo homem é essência divina.
Ele sente-se, de tudo, libertado.
E cavalga a praia deserta
E entrega-se ao prazer do espirito
E abre os braços a um Deus,
Que, nem ele, sabe se existe.
Ele é livre. Sempre foi livre.
Com os pés descalços, sente-se rico
Ele despe a sua roupa, ao tempo
E se deita na areia fria e molhada
É onde pede ajuda, socorro
Para esta raça que se diz divina.
Surdos de espírito. Surdez na mente
Sente-se mudo, impotente
Perante tanta estupidez reinante.
Mas sabe, também, que existe
Saída para sua inteligência.
O novo homem não acumula riquezas
Faz sua obra transparecer,
Deixa sua marca, sua semente.
Em desespero de causa,
Ele, de todos, se afasta.
E caminha sem parar.
Por debaixo do sol,
Por debaixo da lua,
Pelo sol e pela lua iluminado.
Nunca se cansa de achar na terra
A causa, sua. A sua casa.
E só alguma felicidade transparece
E quando os outros adormecem
Ele começa a DESPERTAR
Só, percorre caminhos desertos,
Onde sua mente, acordada,
Por esses caminhos encontra,
A força do seu querer.
Ele é diferente.
Sabe que, um dia, irá morrer
E ninguém o amordaça.
Nem com risos, nem com chalaças
O novo homem veio ao planeta dar o exemplo
De como se pode respeitar a natureza
De se afirmar, com toda a certeza, diferente.
De viver em plenitude. Estando presente.
É um solitário da mente.
Solitário na vida. Nada o contenta
Rodeado por um povo inerte
Adormentado. Na embriagues.
POR:
JOAQUINA

26/10/2011

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Belas Artes Belas.

Join Belas Artes Belas

Comentários

  • PRATA BABPEAPAZ
    Joaquina! SEM DÚVIDA faz-se necessária a criação deste novo homem que consiga encontrar-se na Natureza e amar aos semelhantes!  Parabéns!  Beijossssssssss
  • Um poemão. Muito bom. Loquaz.
  • Ola! Criastes um novo homem, por uma acaso não fostes muito cruel com esse novo homem...
    belo texto parabéns.
    Ronaldo
This reply was deleted.