POÉTICA DA LIBERDADE

 

 

A minha poesia é solta

E quem sou eu

Para pôr algemas

Em palavras asas!

Em poemas emas.

 

Quem sou eu

-agora digo-

Para pôr o pássaro

Em um abrigo?

Numa gaiola,

Oh, que castigo!

 

O poema pássaro

É sub-azul?

Abaixo a métrica!

A prisão estética!

A poesia é mais alta...

A poesia é liberta.

 

Não, não quero,

Ser o poeta!

(fiquem tranqüilos)

Apenas a minha

Poesia tem

Trocadilho!

 

Por isso eu rimo,

Rimo e desrimo!

Às vezes sou adulto,

Depois sou menino.

 

Então ela nasce

Tão feia e tão bela

Como a Cinderela?

Como a minha esperança

Brincando de roda

Feito criança.

 

ANTONIO COSTTA

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