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Pétrea Coluna

3541743790?profile=originalVerte-me sangue

Lágrimas d’alma

Punhais de aço

Lacerada cama.

 

Furta-me a razão

Inocente malícia

Pétrea coluna

Indômita fugitiva.

 

No ocaso intrépido,

Sou a sela atrevida

Não sou o cavalo

Na encelada carne.

 

Transpassa-me...

A verdade furtiva,

As mentiras justas,

Os beijos amargos.

 

Queima-me vivo,

Prostituta carne,

Anjos e demônios,

Certos sentidos...

 

Verte-me sangue,

Furta-me a razão,

Transpassa-me...

Queima-me vivo.

 

Sou eu que sinto

As minhas dores.

Sou eu que faço

Esse meu destino.

 

Planto roseiras,

Colho espinhos.

Rogo aos céus,

A terra responde.

 

Estendo as mãos.

Grito em silêncio.

Verte-me sangue,

Falta-me a razão.

 

Sinto fome e sede.

Sinto frio, calafrios,

Nessa insanidade

Que me consome.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

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Comentários

  • Cláudio,

    Parabéns pelo teu aniversário!

    Um poema gótico muito bem escrito.

    Bj

    Nanda

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