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O Tempo Amoroso da Eternidade

Outro dia passando pela rua um cachorro sorriu pra mim Então, decide que ninguém mais roubaria meus sonhos... Aquele bebê que chorava nas noites de trovoada Ainda mora no meu ser, e consegue ouvir a chuva caindo na telha... E lembrar da luz faltando, da vela acendendo e da lua no sertão. Meu caminhar é sereno, meus cabelos não bailam no vento Minha preguiça é quase eterna, “quase” pelo próprio preguiçar Não alcançarei os méritos dos heróis, nem chegarei antes da aurora Oxalá seja aberto o portão dos sonhos antes de minha chegada O ato de sonhar me faz vivo, com ânsia de realizar mais e mais Todo o sentido de viver, lá no mundo dos abraços Na singela silhueta das lágrimas das almas Meu canto ecoa nos seus lábios Pétalas de sonetos no deserto Como violinos pardos, dançantes no tempo Sorriso de agradecimento após infinita espera Amanhã o céu estará azul, ou cinza, quem sabe ! O crepúsculo é lindo, de lá do farol da barra. Com a infinidade de cores de uma bola de sabão Tão transparente, tão leve, tão frágil e tão Tao O ar vai mais profundo, quando mais devagar inspirado O amor é, sem ter nó, quando tem pó, sem pré... O amor é sempre eterno, o tempo que o diga. Por: Romildo Sapucaia
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