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_nós ,os que matamos as mércias e elisas..._

a vogar silêncios de sepulcros na talagarça deste poema sudário de faces ainda meninas que me assombram com suas dores e gritos não direi flores: - direi de espinhos nas retinas dos versos as nódoas de mãos assassinas no verbo por cada uma de suas veias escorre o sangue da ignomínia exausta, quedo-me diante esta muralha suja pelos escarros de fel desta coisa humana e queimo todas as minhas esperanças de ser gente na vergonha em chamas parte desta espécie das trevas sobre a mesa molho o pão e o vinho em lágrimas como e bebo minhas últimas inocências e minhas derradeiras alvoradas anadeabrãomerij
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Comentários

  • DIAMANTE BABPEAPAZ
    Poema necessário, conquanto triste a realidade que lhe deu nascimento.
  • Tirar do horror a arte: ofício de poeta!
    Ainda que brotem sujos de sangue,
    versos que consigam alquimizar nossa dor.
  • Obrigada Mônica , pela leitura.
    Somos uma sociedade podre, corrompida, incapazes de mudar tanta barbárie. Quisera jamais ter escrito este poema, pois tanta bestialidade humana,provoca em mim, esta vergonha de ser gente.
    Olho meu cão, para aprender as bondades que perdemos.
    Abs, anadeabrãomerij
  • DIAMANTE BABPEAPAZ
    Poema forte.
    Sente-se uma revolta oculta ao lê-lo.
    Bjsssssssss
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