NATAL, OUTRA VEZ...

Quando o Natal chegar,

quero ser  uma partícula desse Natal

transcendental,

desse Natal de luz e parcimónia,

com animais felizes ao meu redor

e estrelas suspensas no céu plúmbeo

cujo brilho não contém acrimónia.

Anseio por um Natal feito de gestos sem rodeios

e abraços inteiros, que cumulem de alegrias

cada corpo e dentro dele cada alma.

Que não seja um Natal de pressas nem de correrias,

onde os sons criam ambientes de frenesim

e as luzes enfeitam de brilhos falsos os espaços.

Desejo um Natal que seja apenas Natal,

sem ademanes de corista,

nem trejeitos de mágico amador

que faz acontecer pombas brancas,

presas em si mesmas,

na masmorra dos seus truques e artimanhas.

Natal...

Apenas Natal!

Outra vez...

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