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Garça na tempestade

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Em meio à tempestade vai a garça

revoa, tão perdida, tão sem norte,

cruzando a ventania fria e forte

que o véu do dia , sem cessar, esgarça.

 

E segue só, sem ter qualquer comparsa,

levada pelos ventos, rumo à morte,

sem nada que a proteja, que a conforte,

ao menos uma luz suave, esparsa.

 

Distante do conforto dos ninhais,

olhando, com tristeza, os pantanais

deixa-se ir, entregue à tempestade.

 

As plumas, brancas plumas, voam soltas

em meio às ventanias, tão revoltas,

e o corpo tomba, enfim, na escuridade.

 

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Comentários

  • Que pérola, amiga! Triste, porém maravilhoso!! Aplausos mil!!!

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Releio, pela beleza.

    Beijosssssssssssss

  • Sim, acontece, sobretudo com as noviças e as mais eradas

  • Edir, um primor seu poema. Agora fiquei curiosa como o Marco, mas, sendo ou não reflexão, é belíssimo, parabéns pela inspiração.

    Carinho, Lu 

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Muito triste o poema. Porém, belíssimo! Beijossssssssssssssssss

  • Triste fim teve essa garça desgarrada. Acontece mesmo nas tempestades, Edir? ou é metáfora?

    bjs.

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