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férreo ferrete

Já te peguei,
na minha cabeça,
entre quereres,
entre portas
envoltas em pó,
encontrei-te:
velho carimbo,
estampa,
gravura;
timbraste-me,
levaste-me à
insanidade
da férrea lembrança,
(férreas águas
da mal-saúde),
marcaste os meus dias
e ferraste-me.
Ferro de marcar gado
garanhão
das terras inóspitas
não tem dono,
nem paga tributo;
apenas responde
ao tribunal da insónia,
da corte marcial
da extinção.
(ou julgas, ferrete,
que um galopar louco,
entre insanos crepúsculos,
me leva a consentir o cabresto?)

(publicado originalmente no meu blogue:

www.soprodivino.blogspot.com)

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