Fúria

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Fúria

Arrancas do peito disforme
o coração vivo de sangue
que sob o formato de rosa
não perfuma jamais.

Cospes no infortúnio
vitimizado pela dor
ainda que te suplique
luz e compreensão.

Nada mais tem sentido
e um orfeão de demônios
em óperas dantescas
repercute no ar.

Não mais se afasta
o paraíso enlutado
parco plenilúneo
da emoção que finda.

Lágrimas tamborilam
no átrio da saudade
que salpica tristeza
em doída lembrança.

É o fim.

Nefertiti Simaika
Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2016 - 14h45

 

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