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Extrato do epílogo do livro Testiculos Habet et Bene Pendentes

Na atualidade, o importante é que os terrestres reconheçam o ridículo de uma cadeira ajustada a mostrar testículos, na desumana intenção de banir a mulher de qualquer lugar de influência, seja ela religiosa, política ou social e em tudo o que essa atitude tão primitiva se espelha. Reconhecer também a desunião e arrogância que esse mesmo quadro exemplifica, em seus conceitos inadequados e desumanos, onde a compaixão é substituída por indulgências remuneradas. O resultado da Igreja ser apenas governada pelos que tanto precisam de certificar-se que testículos fazem parte da mente, do pensamento e da alma, foi a adoração a um deus que eternamente desune e mortifica, em fogos eternos e terrestres morticínios. Essa ridícula e desumana noção de valores reflete-se a todos os níveis, sejam eles sociais ou políticos. Essa cadeira ajustada para mostrar testículos, mesmo já não sendo usada, é um símbolo da maior afronta feita à grande mensagem de Cristo: “Quando fizerdes do macho e da fêmea um e o mesmo entrareis no Reino”, Evangelho de São Tomé, Evangelhos Gnósticos. O uriano tem de reconhecer o ridículo de seus dogmas e conceitos, como o encontro com Deus que só pode acontecer através da santa eucaristia, reminiscência do canibalismo, que vem do mais primitivo instinto de sobrevivência, perpetuado em ritos criados para que a própria Igreja sobreviva. O uriano tem também de reconhecer a humilhação a que se sujeita quando é catequisado na mea-culpa onde lhe exigem que implore piedade para ganhar o ingresso para um mundo após a morte, junto a um deus que fica eternamente sentado num suntuoso trono de ouro apenas julgando a natureza humana que ele teria sido incapaz de experimentar.
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Comentários

  • Querida Silvia, Repare que esse texto é o epílogo de um livro com 400 páginas ou um áudio com 13 horas. A bibliografia tem 100 livros e é fruto de uma grande pesquisa. Esse é um dos meus dois livros com mais sucesso. Nada do que digo é à toa, embora ele represente as minhas próprias ideias. Estará à sua disposição a qualquer hora que me diga para onde mandá-lo. Tudo o que quero é ajudar as pessoas a ver a vida e a cultura que só nos trouxe a tanto sofrimento com o realismo necessário para que fortemente desejem modificá-la. Não nascemos para sofrer, mas para evoluir. Temos de ir ao encontro do átomo divino alojado dentro de cada um. Só essa união nos levará à entrada do templo do Novo Ser Humano. Porém nada poderá ser conseguido sem a intrinseca união entre homem e mulher, assim como o desenvolvimento da anima/animus.
  • DIAMANTE BABPEAPAZ
    Excelente texto, para ser lido com mente aberta à reflexão, sem grilhões com o fanatismo. Ao contrário, que não se leia.
    Sobre o último parágrafo, não compactuo com determinadas posturas frente ao julgamento divino e sobre a essência de Deus - assumindo-o como um SER, quase que materializado - conferindo-lhe as glórias de todas as vitórias e/ou a responsabilidade de todas as derrotas. Utilizam-se as expressões "Se Deus quiser" ou "Deus quis assim" ou "Graças a Deus", ao bel prazer, sem reflexão mais aprofundada. Ocorre uma acomodação frente às próprias fraquezas, cominando a responsabilidade dos fracassos a um ser divino, que por si não erra. - "Infelizmente Deus quis assim", pois "Ele sabe o que faz"... (Joga-se fora o livre arbítrio tão cultuado - veja-se a incoerência!). Não se percebe a rendição ao fatalismo através desses pensamentos. Daí, repito a pergunta que meu sobrinho realizou, aos seis anos de idade: "Afinal, seremos robôs de Deus?" - Criança possui sabedoria, mesmo!
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