DIVAGAÇÕES GRIPADAS DE UMA TARDE CINZA

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o poema nasce vadio.

os dedos do poeta

subscrevem-lhe a sina.



é tocado pelo

mover de muitas pestanas,

pois que a todos pertence

sem que se possa doar

a ninguém.


o poema é um menino de rua

querendo abrigo e,

ao mesmo tempo,

renegando o domínio

de quem o gerou.


é uma prostituta

beirando rua,

pedindo carona

nos olhos de quem

a ousam fitar;

permite assédios

gratuitos às curvas

expostas, para depois

ser largado em abandono

no centro d’alguma alma

suscetível a ser 

atravessada por uma 

espada perpendicular



MarySSantos

Em, 11.06.2014

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