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Coração doido

Meu coração cresce, cresce continuamente,

Cresce tento que não cabe dentro do peito.

E dói, e treme, e sua,

E grita; e grita; e grita.

Comprime-se. Expande-se.

Comprime-se. Expande-se...

Nessa doideira toda explode.

Eu tenho que catar, ligar os pedaços

E colar com papel celofane.

Aí ele fica novinho,

Mas é por pouco tempo, pois ele é doidão

E é teimoso.

Logo, logo começa a desejar

Tudo de novo.

Começa a padecer

Tudo de novo.

Começa a crescer

Tudo de novo.

E cresce, e cresce,

Cresce continuamente.

E dói, e treme, e sua.

E grita; e grita; e grita.

Comprime-se. Expande-se.

Comprime-se. Expande-se ...

Para, para, para, doido!

Assim eu não aguento!

          (Julho/1998)

Poema que faz parte do meu livro "Selectas", 2013. (Observar o ritmo do coração batendo na metragem dos versos correspondetes.)

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