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CIDADE SUFOCANTE

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Um dia disse que gostava de viver

Numa grande cidade.

Ou até naquela mais pequena

No centro do país

Mas duvido que lá seria feliz.

 

Sempre gostei de mentir a mim mesmo

Para fugir daquilo que não quero

Quando passo pela cidade

Lavo o rosto nas águas turba e poluídas

Saboreio o pão da manhã

Sentado no banco do jardim

Afasto as mágoas

Que vão se arrastando em mim!

 

Já não há lugar para viver

A floresta assusta-me.

Com suas árvores desorganizadas

Me olham com ar assustador e sombrio.

Na luz acinzentada aves de rapina cacarejam

Com um olhar ameaçador que me provocam dor  

Assusta-me quase tanto quanto

Fazendo-me refugiar no abismo!

 

As folhas escondem o sol reclamando a sua dor

Com um rugido acusador,  

Fogem com razão provocando-me

Uma profunda solidão

As estrelas refugiam-se

Com a incúria daquilo que veem

As ações de obras humanas

A provocar danos no meio ambiente.

 

Se soubermos cuidar…

Matamos a poluição, espantamos o cinzento

E abriremos a porta à paz e à luz.

Se tivermos talento

Corremos com a assombração e fazemos desabitar

A solidão…! 

 

 

Joaquim Moreira

16-02-2018

 

 

 

 

 

 

 

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