Cerca-viva

sinto ilusões forrando meu lado de fora

inalo cheiros distantes

pressupostos verdes

verdadeiros

os falsificados já se

instalaram dentro

do (meu) mundo

conspirando pútridos

com a face da morte...

quando ainda nem sei

quem fui

quem sou

qual a cor

da casa

que me

vaza

um território sem fronteiras

sem linhas

que se façam encruzilhadas

é a negação de

que sou minha

sinto paredes me fechando

invisíveis e frias

são abraços que me dizem

que nada sou...

se houvessem pelo menos

palavras que se fizessem

versos e me prendessem

dentro de cercas-vivas

Maria Souza dos Santos Sanches

quem sabe, um dia, ainda serei poeta...

por enquanto vou testando chão,

de um jeito aqui, de outro jeito ali,

tentando encontrar algum que suporte

minhas inquietações.

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