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Balada dos pensamentos perdidos

 

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Perdida em teus pensamentos, a mente já absorta,
sobre a batalha entre o idílio e o pesadelo impuro.
trazes olhos abertos mirando o céu quase escuro,
apenas num disco diáfano jaz, a lua parece morta,
Excitam de longe confusas canções sem harmonia,
a prosseguires nos pesadelos, manteres a altivez,
entre os gritos e os ares da completa insensatez,
louvando em ti confessa a guerreira, feroz harpia. 

Nas vestes roxas avulta o contraste do carmesim,
com cuidado ingente, calcular a cada passo o revés,
prossegues medindo o espaço vazio diante dos pés,
buscando com cuidados alguma pegada no jardim.
Sem que vejas marcada a trilha do comum vezo,
talvez chores baixinho qual o fole de um acordeão,
procurando disfarçadamente a origem da inquietação 
mas displicente ajaezas o brinco fingindo desprezo.

Talvez eu veja em ti o desenvolver de jogo divertido,
ocultando os males internos que percebes injustos,
a disfarçares na aparente calma das faces os sustos,
como se deixasses o pensamento voar sem um sentido.
Tal perdida em pensamentos a tua alma progride e voa,
males que te afligem o íntimo com vigores redobrados,
é o que escondes atrás dos tristes olhos já marejados.
transpondo vales e sobrevoando o salgueiro da lagoa.

Perdida em pensamentos evitas falar... e resistes...
Talvez não existissem desertos ou a selva sombria,
e tudo ficasse bem como os alvitres da pura magia,
se o meu amor pudesse realizar teus sonhos tristes.

Luiz Morais - Brasil
Do livro " *Alma* *revisitada*"

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