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Aprendo a ouvir meu coração

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Meu coração pôs-se a pulsar lentamente.

Foi sua maneira de reclamar

Que não lhe atendo as aflições.

Sussurra-me, já sem alento para gritar,

Da sua mágoa e inquietação.

Suplica-me que bloqueie o desalento

Que o proteja das desilusões,

Que o desembarace do descaso,

Que o defenda do desrespeito.

Quedo-me em total silêncio,

Toma-me estranha sensação do nada.

Nunca parei e escutei meu coração.

É hora de fazê-lo.

Pobre coração!

Ele esmorece porque não lhe dou trégua,

Mendiga carícias de mim.

Preciso aprender a fasciná-lo

Com inebriantes pensamentos.

Pretendo absorver os primores da natureza

E presenteá-lo com o equilíbrio do voo dos pássaros,

Com a força da correnteza dos rios,

Com a pompa do sol,

Com a majestade da lua.

E enfim, com o meu eu

Convertido em melodiosa poesia,

Revesti-lo com a capa mágica do crepúsculo.

 

Mardilê Friedrich Fabre

Imagem: Adriana Caitano. WordPress.com

 

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Comentários

  • PRATA BABPEAPAZ

    3543976223?profile=original

  • É sempre um prazer ler suas belas e ternas composições. Mais um exemplo de sua criatividade, este poema é lindo ! Abraços do Paolo.

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    "Pobre coração!

    [...]

    Mendiga carícias de mim.

    Preciso aprender a fasciná-lo

    Com inebriantes pensamentos."

    Versos belos e profundos!

    Parabéns e Felicidades!

    Beijosssssss

    3543974368?profile=original

  • BRONZE BABPEAPAZ

     Querida Mardilê,

     Lindo teu escrito!

     Parabéns.

     3543974508?profile=original

     

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