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50 anos de literatura - cordel

 

 

Dia catorze  de maio

vou sim, fazer cinquenta anos,

que comecei escrever.

Isso sei não há enganos.

Guardei o primeiro poema

sim,  senhores, cinquenta anos!...

 

Início de longa estrada

quando ainda adolescente.

tudo ia pra o papel

mesmo sem ser condizente,

com  aquilo que esperava

era muito  inocente!...

 

Após a primeira fase

comecei o meu diário.

Era o confidente fiel

sempre a noite era o horário.

De converser co’o amigo

eu era só o emissário…

 

Alegrias e tristezas

eram ali anotadas.

Para escrever os meus livros

sempre dava umas  olhadas.

Buscando novas ideias,

nas páginas amareladas…

 

Os anos foram passando

ganhei dos filhos, os netos.

Também com livros ganhei

muito carinho e afeto.

A todos que  me acompanham

amor eterno eu decreto!...

 

Já são dezenove livros

e sessenta antologias.

Jornais, revistas e sites

e muitas academias!

Troféus, medalhas, diplomas

deram-me mil alegrias!...

 

Mas,  também vou distribuindo

boas  oportunidades.

Organizando trabalhos

em suas comunidades.

Publicando antologias

dos amigos e confrades…

 

Organizei os  dois   grêmios

da  paixão que é o hacai,

O GAALA virou ACLAM

E a vida assim sempre vai!

Pelo menos mais trinta anos

peço a Deus. querido PAI.

 

Benedita Azevedo

15-02-2014

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Comentários

  • Rosemaire, que bom encontrá-la no PEAPAZ, seja bem vida querida! Um beijo!

  • Mônica, é realmente uma bênção essa mania de escrever. preenchemos muitos vasios com a escrita! Um beijo!

  • Selda, obrigada pelo carinho. Um abraço!

  • Maria Iraci, obrigada pela atenção. Um abraço!

  • Marcial, poetamigo. Foi sempre uma convivência harmoniosa e tranquila. Um deleite quando o texto sai pronto, sem  precisar emendas. Mas, às vezes, deixo-o de lado e no outro dia, a caneta deslisa no papel como se tivesse vida própria e o texto se completa.  Vou para São Luís de 7 de julho e volto dia 10 de agosto. Grande abraço!

  • Jorge, estes cinquenta anos foram cheios de muito trabalho, em média sessenta horas por semana. Eu lecionava nos três turnos. Só me aposentei em 2005. À escrita eram reservadas as noites insones. Era e ainda é a minha terapia. Tudo que me incomoda vai para o papel, mas, também boas emoções. Tanto em verso como em prosa. Tenho 20 livros publicados, 2 no prelo e outros em revisão. Sou muito inquieta e não consegui desacelerar com a aposentadoria. Continuo dormindo 5 horas por dia. São muitas instituições com as quais colaboro revisando textos, organizando antologias etc. Obrigada pela atenção. Abç.

  • Lúcia, o cordel nos dá oportunidade de desenvolver  o texto sem limite de versos, de maneira graciosa e sonora. É uma das maneiras que mais gosto de escrever. em primeiro lugar, o haicai. Um abraço.

  • Querida Silvia, obrigada por manter este maravilhoso espaço onde podemos postar nossos textos. Peço desculpas por não ser mais assídua, mas, sou deficiente visual e preciso dividir o tempo com todos. Não devo ficar muito tempo ao computador. Um beijo!

  • Edir Pina, querida, eu também gosto muito da redondilha maior, principalmente, pela sonoridade que podemos imprimir em composições tal a trova e o cordel. Obrigada pela sua atenção!

  • PRATA BABPEAPAZ

    3543034993?profile=original

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