Posts de Soaroir de Campos (137)

Trens para felicidade

Trens para Felicidade
by Soaroir de Campos

na bagagem, só coisas de necessidade
confiança e alguns lógicos medos
esvaziada a expectativa
e a metade do passado
saudades pendurei nas costas -
só o amor carreguei no colo
rumo à Felicidade.

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Bruta asno ler

Bruta asno ler
Soaroir 17/5/14
(experimental)

Rosnar neste que,
pequeno eis,
a se no suor; (soa ser uno)
Ca teu um oposto.
Agenda lume num porto.
Tranca surdo quente osso..

Original
Sobrenatural
Soaroir

Ser enquanto ser,
o que pensei,
ser não sou;
tampouco estou.
Pertenço a mundo algum.
Que encontro assustador...

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Amor no Tempo dos Telefones

Amazing How Time Goes By...

Por Soaroir Maria de Campos 03/10/07 10:48
O amor no tempo dos telefones
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Uma companhia
(O amor nos tempos do telefone)
Por Soaroir Maria de Campos 03/10/07 10:48

quando o amor não estava por perto
chegava com toques de campainha
na almejada voz do amado distante
dando por um fio asilo à ausência
e do galopante coração apeava
gastura na boca do estômago
pernas bambas, mãos suando e frias
desordenadas palavras tão ensaiadas
esquecidas, que na hora não saiam
o amor rendia até a próxima chamada
decorando frases feitas pelos caminhos
nutridos pelas coragens da distância
e das lembranças como companhia.
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Crônica de Chuva

Crônica de chuva

Logo cedo
 Soaroir Maria de Campos
14 de abril/2008




Ainda dormem os "tropegantes" na breve aragem de outono, enquanto a sisuda e silenciosa manhã de segunda-feira digladia com o raio e o trovão na alcova do céu anuviado.
Todos ainda dormem, menos eu aqui na rede enquanto a chuva banha o ainda silencioso asfalto desta metrópole sobressalteada de esperança por um dia sem fumaças, motores e violências.
Timidamente roncam ao longe as engrenagens competindo com os primeiros gorjeios da natureza.
As plantas me caçoam com os pingos antes tímidos que se avolumam em gargarejos da tormenta que por aqui desaba. A luz não cessa. Ela persiste, reprisa e se aproxima com os trovões e a chuva que aperta.
Sem pôr de lado o matreiro ludibrio de poeta eu viro pássaro entre as nuvens carregadas. Tiraram a tampa do céu... Penso nas ribanças, nos “barranqueiros” e em suas casas soterrando-se, alagados terreiros e no trânsito parado e outros enguiçados nas águas correntes dos bueiros; nos pontos os que marcam um ponto para defender irreais 415 de mínimo, máximo para sobreviver até a outra segunda feira.
Ainda faltam dez para eu acordar dessa chuva torrencial que cai às seis. Como espelhos, persianas e janelas aos poucos uma a uma deixa a luz passar. Silhuetas indecisas estendem os braços e experimentam o tempo.
Lá vai um cobertor. Entre PETs um mendigo na enxurrada encharcado atrás de sua relíquia conseguida entre os sobejos do domingo.
Chove “cats & dogs” por aqui no alto da Paulista.
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Dia de Quadrilha - Avant, Anarrier

"Avant, Anarrier"...

Soaroir 13/6/08
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Hoy voy a bailar cuadrado
Sem pensar em qualquer quebranto
Requebrando ao tambor do vento
Hoy voy, a bailar saltando
alto sobre qualquer uma ponte
e flexiva como um bambuzal
me permita o amadurecimento
hoy voy a bailar até fandango
na réstia de ondas ultravioletas
e infravermelhos insights
no compasso da casualidade
na  noche buena de meu tempo
sem ter definida a direção
voy a bailar quadrilha
mañana es mi cumpleaños y
voy até cuando cantar el gallo.


(para poesia on-line "Dança da quadrilha")
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Flagrante de Solstício 2015

Flagrante de Solstício 2015


Flagrante de Solstício  2015
Soaroir 21/6/15
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Novamente Inverno
Fina lua crescente
Entardecer de Junho;
Vênus, Jupter luzem
Inspirando o Solstício
No azul azul daqui;
- Deus, agradeço a visão,
Deleite de minha morada
Abundante no Hemisfério Sul.
Novamente é Inverno
A hora certa de florir
como bulbos eu espero...
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Pelo Dia dos Pais

Uma Mãe Pelo Dia Dos Pais

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Perdidos na Net

31 Meu Pai – Amo Você
Soaroir Maria de Campos

Aquele futebol de botão,
O jogo de frescobol na areia,
Minha Primeira Comunhão...
Eu nunca vou me esquecer.
E quando operei as amígdalas,
E acordei tonto da anestesia,
Procurando pelo seu colo?
Ah, isso também não esquecerei.
No, de escola, meu primeiro dia,
Encontrar você me esperando na saída,
Entregar os meus rabiscos que fazia no jardim,
Sua presença na minha formatura do ginásio,
Nas fotos dos Natais em família,
Na missa de domingo do Dia dos Pais...
Nunca vou esquecer.
E o orgulho de mostrar pros meus amigos
Quem era meu pai!
Pai, nunca hei de me esquecer: 
A falta que sua presença me fez
Quando mais precisei
E não o encontrei por perto
Só porque você não quis ir me ver.
Eu me acostumei e cresci,
Hoje já sou um doutor,
Não lhe espero mais.
Mas eu lhe perdoo meu pai,
Porque ainda o amo muito,
Mesmo sem você 
Mais me reconhecer -

E eu, deste Dia, me esquecer...

                                                                                          Soaroir 10/8/07 - 11:30h
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Lira dos Namorados

Soaroir - 2009

(reedição)

I

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O tempo chegará
quando você com semblante terno
e o corpo já meio cambaleante
ao ritmo de um sentido/mento estranho
embalará a aurora farejante, confinada,

que volta do ontem

e bate à sua porta,
pedindo para namorar,

você esse ser experimentado
e tão pouco namorado.

Convide-a para entrar
sirva-lhe um chá
inicie um outro novo passado
adoçado com o presente.
Se, e quando chegar a sua aurora,
num outro dia dos namorados,
não se amofine
pode vir me procurar ...


© Soaroir

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Marie Kant e o Gênio

Marie Kant e o Gênio

Contos Curtos
By Soaroir 6/2012
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- Se você pudesse me pedir três desejos, quais seriam? Perguntou duas vezes Dranduff

- Eu pedira mais três...

- E depois?

Que eles se realizassem. E o terceiro, que eu não me arrependesse.

- Ok. E os demais?

- Que você não me perguntasse mais nada...

Poof!

O gênio sumiu e desde então não foi mais visto até 200 anos depois, num outro dia das mães.

Eu, Marie-Anne Kant, testemunhei.
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"Eu Sou"

Saída
By: Soaroir Fev.19/08


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(Autorretrato)

Para o que sou não há desculpas
Nem culpados, responsáveis
Pelos acertos nem os tropeços
No palco da intenção das alegrias;
Hoje apagadas as circunstâncias,
Sou a lembrança que ficou na memória
Emersa como pessoa melhorada,
Eu sou uma desfaçada
Pela inferência das aleivosias;
Sou aquela que sai para dentro
Para então entrar pra fora sem dó
E nenhuma autopiedade.

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