Posts de Sílvia Mota (1834)

DIAMANTE BABPEAPAZ

Queridos Poetas e Escritores da PEAPAZ

A experiência demonstra que devemos evitar a postagem seguida dos textos. Monopolizaremos a capa do site, mas não seremos lidos... muito menos comentados. E, estamos aqui, para sermos lidos e comentados. Desejássemos somente postar, estaríamos a trafegar pelas veredas solitárias dos nossos sites e blogs particulares.

No meu caso, há oito anos mantenho o site "Centro de Pesquisa Jurídica SÍLVIA MOTA" com mais de mil páginas de estudos científicos, oferecidos gratuitamente aos internautas e alunos que angariei pela vida afora. Neste local, tenho quase um milhão de visitas (http://www.silviamota.com.br). Há cerca de um ano mantenho VINTE E SETE blogs sob meu nome e mais QUATRO blogs que ostentam alguns dos meus heterônimos. Neste recanto, onde exponho minha vida literária, tenho 14.773 visitas, até este exato momento (http://silviamotapoeta.blogspot.com). Ao finalzinho do ano passado criei meu Site do Escritor no Recanto das Letras (http://www.silviamota.recantodasletras.com.br), mas somente agora, após um belo "puxão de orelhas" oferecido pela amizade despretensiosa de Denise Severgnini, passo a utilizá-lo devidamente.

Sendo assim, o que motiva o engenho desta Rede Cultural?

Se não tenho problemas particulares que me aprisionem os sorrisos; se não padeço de nenhum mal que me leve à tristeza constante e, consequentemente, me afaste de outras pessoas... qual a razão de enveredar-me por dias e noites na criação desta Rede Cultural, que, neste momento, encanta meus sonhos de poeta e escritora, de companheira e amiga?

A priori, estou aqui, por dois grandes motivos.

Primeiramente, porque ostento o desafio de ser um valor para a concretização da Paz Mundial - o sonho que, na contemporaneidade, é a pedra de toque dos seres humanos responsavelmente éticos. Ofereço o perfume que possa evolar da minha poesia e a verdade científica que possa exarar através dos meus escritos, à conscientização do ser humano, quando necessitar este do pouco que tenho a oferecer, seja sob a forma de alento poético ou rigor acadêmico. Como percebo em cada um dos poetas e escritores aqui presentes, este dom universal, acredito que nossa Rede Cultural poderá ser o instrumento que nos possibilitará, a todos, sermos exemplos de poetas e escritores engajados no processo de desenvolvimento social. Através da palavra escrita ou falada, temos o poder de provocar os cidadãos (em particular, os jovens), à formulação de pensamentos críticos, o que lhes propiciará transitar livre e conscientemente no corpo social, alheios à opressão imposta pelo poder arbitrário. Em segundo lugar, pretendo continuar por aqui, porque o convívio entre pessoas vinculadas ao bem e ao belo é relevante ao crescimento do grupo, quando vislumbrada nossa essência particular de autores.

Outros motivos, guardo-os no meu coração, sob os cuidados da razão. Aos poucos, externá-los-ei... ou serão advinhados... de coração para coração aqui presente.

Sendo assim, meus amigos... (e soubessem todos o carinho que estas palavras carregam...) vamos ler e comentar nossos companheiros, sempre que possível! Mas, façamos críticas consistentes. Não estamos aqui para receber elogios exageradamente falsos. Não devemos cultivar sentimentalismos inúteis. Às vezes, uma palavra de alerta, faz-nos crescer. Uma "chamada de atenção", realizada com educação e bom senso, sem arrogância e exibicionismo de quem o faça, leva-nos ao estudo das técnicas literárias, poéticas ou não. Também, passamos a observar nossas atitudes e a sermos juízes de nós mesmos.

Escolhemos morar, poeticamente, num lugar ao qual decidimos chamar de Rede Cultural dos Poetas e Escritores do Amor e da Paz...

Por enquanto, fiquemos com o ressoar da canção Heart to Heart, ao piano de Ernesto Cortazar...

Cordialmente,
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Criadora da Rede Cultural Poetas e Escritores do Amor e da Paz.
Cabo Frio, 16 de maio de 2010, 22h30.

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DIAMANTE BABPEAPAZ

FELIZ ANIVERSÁRIO, RAFAEL MOTA FELINTO!!!

DESEJO-TE: Saúde! Amor! Paz! Harmonia familiar! Sucesso profissional! Parabéns, por todas as vitórias alcançadas, até o momento! Que tua vida continue embasada na ética e no respeito ao próximo! Tenho muito orgulho em expor ao mundo que és meu filho!!! Felicidades, sempre! Com carinho, admiração e respeito, da tua Mãe Sílvia Mota.
CLICA EM "VÍDEO" E OUÇA MINHA HOMENAGEM! NDllNmE*NjhlMWJl.gif


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Meus filhos


Meus filhos,


"Obrigada, porque hoje, aos 58 anos de idade, ainda festejo a concretização do maior sonho da minha vida: SER MÃE! Obrigada, porque mereço ser Tua Mãe!

Cometi acertos e enganos. Vivenciei vitórias e derrotas. De tudo, o grande acerto e a vitória incontestável é tê-los como MEUS FILHOS. Nada, nada, nada me é mais importante! Que aos meus ouvidos ensurdeçam todos os sons da Natureza, mas jamais o som dos teus risos! Que me seja negado o brilho das estrelas, mas jamais me falte o fulgor dos teus olhos! Que recaiam sobre mim todas as tristezas, sendo necessário para conter as tuas! Nada mais me importa, a não ser amá-los e senti-los realizados na vida! Obrigada, meus filhos! Sejam felizes, da forma como desejam sê-lo!"

Mamãe,
Cabo Frio, 10 de maio de 2010 - 9h32:42
Mensagem por e-mail.

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Eu, enquanto Mãe: nasci três vezes, numa vida só!

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O início...
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Nasci no dia em que meu primeiro filho veio ao mundo.
Quem pariu quem, não consigo explicar,
tão unos em mistério!
Algo extraordinário aconteceu,
pois se antes simplesmente vivia,
naquele momento transcendi
o respirar vadio que não cria
e desvendei o esplendor da coexistência!
Ao depois, a desafiar o lógico e o ilógico
e a sublimar todas as quimeras
- criadora e criatura -
nasci por mais duas vezes!
A cada nascimento, emoção única e inigualável!
A partir de então, algo em mim eternizou-se...

Cada nascimento dos meus filhos foi, para mim, um "nascer" e não um "renascer".
Não sei muito como explicar sobre essa coisa enigmática, que é meu SER-MÃE...
Para renascer, algo precisava encontrar-se morto em mim.
Mas, não foi assim. Nasci, mesmo, a cada nova chegada!
E, de forma natural e mística, aquela nova vida, unia-se à pré-existente...

Chego a elucubrar que esta insólita sensação ocorra com outras mães.
Talvez, seja proteção antecipada... uma estratégia de sobrevivência,
para conviver sob o enlevo de tanto amor,
ao qual, nem de longe, suporta-se a possibilidade de um dia perder!

Quiçá, seja por tal razão - conseguir ser tantas vidas numa só -
que algumas mães consigam sobreviver à ausência dos filhos,
que partem, seja pelas sendas naturais do mundo,
que os leva em busca dos seus próprios caminhos,
seja sob a razão fatal de perdê-los à euforia da morte...

Não sei... não sei... mas, sinto pavor, incontido,
só por pensar na última alternativa...
Na realidade, a única tragédia para a qual
não consigo imaginar minha sobrevivência, sob juízo perfeito...

 


O depois...
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3541597235?profile=originalSílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, Rio de Janeiro. Brasil

Creative Commons License

O acervo intelectual (obras científicas, técnicas, literárias, pictóricas e de outras categorias) publicado nos Sites e Blogs Particulares de Sílvia Mota sob as assinaturas de Sílvia M. L. Mota ou Sílvia Mota é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil. Based on a work at silviamota.ning.com. Permissions beyond the scope of this license may be available at http://silviamotapoeta.blogspot.com; http://www.silviamota.com.br.

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Gota de saudade



3541597105?profile=original Uma gota de saudade


pode cristalizar
um olhar...
na lembrança.
3541597105?profile=original Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 28 de março de 2010 – 12h30

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O acervo intelectual (obras científicas, técnicas, literárias, pictóricas e de outras categorias) publicado nos Sites e Blogs Particulares de Sílvia Mota sob as assinaturas de Sílvia M. L. Mota ou Sílvia Mota é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil. Based on a work at silviamota.ning.com. Permissions beyond the scope of this license may be available at http://silviamotapoeta.blogspot.com; http://www.silviamota.com.br.


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O ressurgir da fêmea

3541596083?profile=originalO ressurgir da fêmea

3541596083?profile=originalNão sei bem como iniciar esta história,
esta aventura ou loucura...
Vivo um momento primeiro
que me comanda o espírito,
preenche o coração e
satisfaz o corpo.
3541596083?profile=originalApaixono-me pelos próprios olhos
ao simples motivo de que enxergam.
Gosto da palavra redescoberta para a sedução
e do sorriso que escapa na malícia.
3541596083?profile=originalSonho qual adolescente apaixonada
e sinto aperto no peito ao som dessa canção...
Galanteio o espelho
e adorno de rosa o cabelo,
sentindo-me bonita e cativante.
3541596083?profile=originalAs lingeries coloridas e rendadas,
harmonizam-se com a roupa exterior,
no afã de provocar a carícia do teu olhar.
3541596083?profile=originalSou a fêmea no estro.
És o jovem macho.
3541596083?profile=originalNa realidade, escrevo-te a ti,
em homenagem à voz que me encanta o ouvido,
ao sorriso que me embeleza as manhãs,
ao corpo que me deslumbra e seduz
ao cair do dia...
3541596083?profile=originalSílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz.
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1998.

Ernesto Cortazar. El dia que me quieras (romantic piano)
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Desejo fêmeo

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É madrugada...

Vontade de falar com teu corpo

na escuridão romântica

e calada da minh’alma...

Uma necessidade de enfiar minha língua

nos ouvidos da tua vida

e, depois, cantarolar-te

um interlúdio de amor, de paz, de ninar,

de não sei bem o quê...

Senti vontade de não estar sozinha,

rolando nesse sofá de seda,

rosa de cor...

Senti a fêmea despertar,

querendo vaidosa

mostrar a camisola vermelha,

de fitas e rendas mentirosas...

Senti volúpia de vê-la

rasgada e estuprada no chão...

Sílvia Mota a "Poeta do Amor e da Paz".

Rio de Janeiro, 1987 – 2h30min.

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DIAMANTE BABPEAPAZ

HOMENAGEM TOP PEAPAZ - JORGE CORTÁS SADER FILHO

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- Membro TOP PEAPAZ desde 12 de abril de 2010 -

1110615717?profile=original Às vezes recebemos elogios que não merecemos; outras, exaltam-nos ao extremo... Às vezes levamos um puxão de orelhas; outras, uma trombada que nos lança ao chão... Situações díspares. Mas, qual a preferida pela maioria das pessoas?
.................................
Percebe-se, que a maioria prefere a primeira opção. Alimenta o ego. Nada a mudar. Que delícia! Afinal, mudar exige detectar os erros, aceitá-los, planejar transformações, estabelecer desafios e estratégias... Ufa! Cansa e, em determinados casos, dói bastante.

Sou muito brava, mas passada a emoção primeira, consigo discernir o certo do errado. Os 59 anos vividos comprovaram-me que quando alguma coisa machuca meu coração, faz-se necessário compreendê-la. E tem sido assim...
.................................

Qual a razão dessas divagações? Simples.

Jorge Cortás, de quando em quando, publica matérias que deixam muita gente a soltar fogo pelas ventas, inclusive eu, talvez influenciada pelos reclamos internos (risos). Prometo a mim mesma que não lerei mais seus textos. Aqui com os meus botões chamo-o de arrogante, brutamontes, entre outros absurdos mais. Mas, ao final, sucumbo ao encanto dos tankas, dos poetrix, dos contos...

Da última vez que ocasionou rebuliço com sua crônica, mantive-me "tranquila" (acho!), acalmando aqui e ali. Afinal, o que desejava nosso cronista com suas provocações? Por que a reiterada atitude, se desde o início esteve aqui, estimulando-me à criação da PEAPAZ? Compartilhou todos os atos corajosos e todas as inseguranças. Elogiava-me, sempre. Ninguém sabe, mas Jorge aplaudiu convictamente a PEAPAZ, antes mesmo do seu nascimento. Concretizado o sonho, agradecida, ofereci-lhe a administração da PEAPAZ. Não aceitou. Desejava apenas colaborar e assim o fez, presente todos os dias.

Outro dia resolvi inscrever-me no Portal Literal - aquele indicado por Jorge numa das suas polêmicas crônicas. Quase não tive leituras no processo da "Edição dos textos", momento em que os demais autores sugerem acertos às publicações. Ansiosa enviei mensagem para Jorge, que me tranquilizou ao dizer que a fase definitiva era a dos votos. Garantiu-me que seria votada. Então, lembrei-me dos momentos de insegurança à época da criação da PEAPAZ...

Atrevida, fui além - além do poema "Poeta suicida" inscrevi a Rede PEAPAZ, mas não disse nada a ninguém, nem mesmo ao Jorge.

Advinhem de quem foi o primeiro comentário? – De Jorge, claro!

"Tenho a honra de ser um dos primeiros colaboradores do PEAPAZ, criado por Sílvia Mota, a quem envio os votos do meu mais profundo respeito. Grande abraço, poetisa! Jorge"

Em seguida, imprimiu seu voto, que à época tinha peso cinco. Agora, valerá muito mais.

Depois de Jorge recebemos o forte voto de Solange Gomes da Fonseca:

"Silvia: gosto de desafios e de inovações e, o seu PEAPAZ chegou trazendo um grande interesse, em conhecer mais de perto seus escritos, onde a interdisciplinalidade entra em contato com várias camadas culturais e sociais e nos dá um amplo conhecimento do mundo que nos cerca. Todos esses pontos citados que o PEAPAZ trata é forte elo de conhecimento e de leitura, para abrir os olhos fechados da humanidade e direcionar, principalmente aos jovens o direito de ir e vir, sem vasilhar na estrada do social, cultura, ético e moral, sempre na obediência e buscando a PAZ e o AMOR entre os povos. Bjns. Solange. VOTADO!!!"

E, de voto em voto, alcançamos rapidamente os 20 necessários para que a PEAPAZ passasse a ser divulgada definitivamente no Portal Literal. Mais uma vitória... ao estímulo constante e contagiante de Jorge Cortás!

Confesso que fiquei mais feliz com a vitória da PEAPAZ do que com os votos todos alcançados com a publicação do meu poema, que foi muito bem recebido pelos demais autores.

Grata, meu querido amigo!

Desejo-te toda a felicidade do mundo, ao lado da tua amada esposa.

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1110615717?profile=originalSílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Criadora da PEAPAZ

1110615717?profile=originalFundo musical: Harlem nocturne. Joseph Breitenfeld on Sax. Melbourne, Australia.

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Chuva forte!

Águas fortes caem dos céus!
Saio livre às ruas...
deixo-me molhar!

Águas fortes lavam-me o rosto!
Ergo a fronte para o alto...
sinto-me limpa!

Águas fortes levam-nos sonhos!
Abaixo os olhos e, triste, choro...
rendo-me à força da natureza!


Cabo Frio, 11 de fevereiro de 2010 – 11h44min.
(Poema reeditado, sem modificações)


MORRO DE BOREL: O SILÊNCIO DA VIDA RECEM INAUGURADA

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SONHOS LEVADOS PELAS ÁGUAS DO CÉU

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A ESPERANÇA PELA VIDA

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SOBREVIVENTES

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CASCADURA: A CACHOEIRA DO DESESPERO

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TÚNEL: DESMORONAMENTO

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SUBÚRBIO DO RIO DE JANEIRO: INSTALAÇÃO DO CAOS

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CASTELOS? SONHOS?

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OS PASSOS DE QUEM NÃO SABE PARA ONDE IR

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[Fantasia] - Meus versos na madrugada fria

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Aquele friozinho gostoso... modorra gostosa... um soninho gostoso, interrompido por um barulho ou um desejo qualquer. Acordada, então, ou "quase acordada", permaneci enrodilhada ao meu edredon de oncinha, vestida num babydoll vermelho, quietinha, a pensar na vida... Os lábios, ainda marcados de ermo baton, mordiscavam de leve o braço esquerdo, a comer o perfume que rescendia do meu corpo, pelo lado do coração... Mas, com aquele frio, enfiada num babydoll?.. Sim, intimidade; o quê fazer? Eu-mulher subjugo o frio com edredon e, se necessário, envolvo-me num cobertor, ou dois, ou três, ou mais. Mas, Eu-fêmea, ainda que seja para entregar-me aos braços de um sonho sem sexo, conquanto sensual, mimoseio-me com lingerie bonita e rendada. Sou assim e não me quero diferente...

 

Naquele momento, estava só. Algumas palavrinhas poéticas iniciaram uma brincadeira no meu pensamento. Lindas. Inocentes. Soltas. Graciosas. Serelepes. Necessitava registrar tamanha beleza! Mas, logo naquele momento? Sairia dali, não. Frio. Muito frio e muita lassidão!

Minha preguiça resmungou, aconchegando-se ainda mais ao edredon: - Ahnnn! Amanhã escreverei esse poema...

Voz suave, alertou-me: - Amanhã, terás esquecido...

Mas, a preguiça preguiçosa retrucou: - Claro que não! Muito bonito, para esquecer! Amanhã, agora não...

- Lembra-te daquela noite, na estrada? Não me destes ouvidos, preferindo cochilar, preguiçosa, ao balanço do carro. Viste no que deu! Nem do primeiro verso te lembravas mais, quando chegaste ao destino! E, castiguei-te, escondendo aquela maravilha.

- Mas está frio... e tenho sono... amanhã...

Reclamei baixinho, com a língua enrolada, a rebolar o corpo mais para o centro da cama.

Impaciente e quase raivosa, a consciência poética (não sei por qual razão, mantinha-se acordada até aquela hora!) vaticinou: - Tudo bem... Quiçá percas, mais uma vez, um pedaço de ti, ou quem sabe... um pedaço de alguém...

Foi o que bastou! Afinal, quanto perdera na vida, por fazer ouvido mouco à minha consciência. Afastei o edredon, devagar... Levantei-me. Pés langorosos arrastados, torpor entorpecido pelo sono... acendi a luz do escritório. Apanhei o primeiro pedaço de papel que vi na minha frente (vi, mesmo?), segurei a caneta lasciva e rabisquei meus versos, que escorreram libertos... Li. Reli aqueles garranchos, rapidamente, porque urgia abraçar a cama. E, reli e gostei e repeti tudo em voz alta. Só mais uma vez... depois iria para a cama... Não é que eu melhorava a cada êxtase poético? Então, na ânsia incontida de alcançar ouvidos inexistentes, declamei com ardor... e perdi o sono por entre aquele sonho todo...

A madrugada sorridente acolheu-me de braços abertos. Encontrara outra solidão, para dividir a sua. E, ao enlevo do luar, escrevemos muitos versos de amor. Rompemos o dia. Ingressamos no dia. A madrugada, nua. Eu, naquele frio, de babydoll vermelho. O edredon de oncinha? Abandonado, na cama vazia e desfeita.
  3541593951?profile=original Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 29 de julho de 2009 - 9h05
Reformulado em 5 de abril de 2010 - 5h23

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Perdas - [primeiro "soneto alexandrino", aos 16 anos]

Perdas - [primeiro "soneto alexandrino", aos 16 anos]

Chego de uma visita à minha cidade natal: Piquete, interior de São Paulo. Ausente por quase dois anos, um detalhe do meu dia faz-me escrever estas linhas, antes da postagem do poema em epígrafe.

Sou filha de Geraldo Sílvia Mota (in memorian) - professor, escultor, compositor e arranjador, dono de um sopro inigualável ao piston; e de Mariinha Mota - professora, poeta, trovadora, cronista, romancista, historiadora, jornalista, biógrafa, formada em Pedagogia e Letras - inglês e português.

Mamãe é detentora de grande número de prêmios em poesia e prosa, nacionais e internacionais. Foi eleita pela revista belga "Poemas" para o seu "Tableau D'Honneur - 1982", como uma das seis intelectuais brasileiras de maior renome internacional. Publicou diversas obras, muitos trabalhos traduzidos para o francês, inglês, espanhol e grego. São composições de sua lavra: Ascese (sonetos), Ascetério (poemas), Acendalhas (poesias infantis), Vida Afora (trovas), Per Viam Vitae (trovas), Três Artistas Baipendianos (biografias), Res Non Verba (crônicas), Filipe II e sua História (romance) e Bárbara Heliodora e a Inconfidência (estudo histórico).

O nome da minha linda mamãe figura nas seguintes antologias: Trovadores do Vale, Crônicas de Barra Mansa, Poetas Valeparaibanos, Roteiro Biobibliográfico da Poesia Feminina no Brasil, Anuário de Coletânea de Trovas Brasileiras - 1978 e 1979, Poetas do Brasil - 1977, 1978 e 1979, A Trova no Brasil, Escritores do Brasil - 1978 e 1979, Coletânea de Contos e Poesia e Dicionário Conciso de Autores Brasileiros. Pertence a diversas associações culturais: Academia de Letras do Vale do Paraíba, cadeira número 27, patronímica de José de Anchieta; Academia de Letras de Uruguaiana, Academia Internacional de Letras "Três Fronteiras" (Brasil, Argentina e Uruguai), Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, Academia Internacional de Heráldica e Genealogia, Academia Internacional de Ciências Humanísticas e Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana. É, ainda, detentora das seguintes láureas: onze medalhas de ouro e prata e inúmeros diplomas conquistados em concursos de declamação no Vale do Paraíba e Sul de Minas, diploma de Honra ao Mérito do Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1978" da Federação de Academias do Sul do País, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1979", da Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul e Troféu Evangelina Cavalcanti - Recife, Pernambuco.

Nada, nenhum título ou prêmio fez com que mamãe deixasse de ser mulher simples, devotada ao seu primeiro e único amor, mãe extremada, patriota em essência e professora primária ativa na missão de transformar os pequeninos seres que se colocavam aos seus cuidados, em cidadãos conscientes dos seus deveres.

Aos 55 anos de idade, mamãe evidenciou o Mal de Parkinson. Coube à minha irmã Maria Auxiliadora, médica, anunciar-lhe o triste veredictus, que nunca foi aceito pela nossa mamãe. E, a contradizer o senso comum, aproximadamente, 15 anos depois, a grandiosa vida intelectual que ostentou não lhe foi suficiente para evitar o Mal do Esquecimento. A Esclerose Cerebral a dominou. Hoje, é uma criancinha, sob os cuidados de Miguel, meu irmão caçula, de Maristela, minha cunhada, e de duas cuidadoras que se revezam entre os dias e as noites. Por vezes, nem se lembra de quem sou, chegando mesmo, a brigar comigo quando afirmo que sou a sua filha Sílvia.

Hoje, encontrei mamãe um pouco entristecida. Altos e baixos da malvada doença. Beijei-a e ofereci-lhe uma caixa de deliciosos bombons. Aos poucos, contei-lhe a respeito das minhas últimas vitórias pelos campos da Literatura, falei-lhe dos prêmios recebidos e da minha nomeação no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz. Enfim, conferi-lhe todas as glórias das minhas vitórias todas. Olhou-me com um olhar endurecido pela moléstia, mas, um olhar tão sublime, como somente as mães podem ter! Fitou-me calada e longamente, enquanto lhe afirmava que jamais chegaria a alcançar um décimo do seu significado para a cultura nacional, mas que tudo faria para ser, ao menos, um pouquinho parecida. Murmurou baixinho: “Eu não sou mais nada!” Beijei-a. Fitou-me. Quase uma estátua. Meu irmão Geraldo Mota, observava. Filho sensivelmente apaixonado, engoliu em seco o profundo olhar da mãe querida, que parecia nada ver. Mas via. Passei as mãos naqueles cabelinhos finos, branquinhos; desci os dedos no rosto sem rugas (incrivelmente, sem rugas!), rosado. Beijei-a, novamente. E, no afã angustiado de reviver-lhe significados, declamei uma das suas trovas mais premiadas. Meu irmão emocionou-se: “Como adoro essa trova!” Mamãe olhava-me, calada. Relembrei-lhe a beleza dos seus sonetos alexandrinos. E, completei, carinhosa: “Tenho escrito alguns... e, quem foi que me ensinou a escrevê-los? Quem foi?” Naquele momento, entrevi (imaginei?) um clarão de orgulho materno no seu olhar e um tênue sorriso, sem expressão, aflorou-lhe ao canto dos lábios. Minha estátua querida sorria. Compreendia minhas palavras? Parabenizava-me? O que se passou nos meandros daquela mente, ninguém jamais saberá! Não, mesmo? Pois eu juro que alcancei o significado daquele silêncio, juro!

Momento de retornar a São Paulo, onde me encontro a resolver situações particulares...

Ao despedir-me, mamãe murmurou, quase imperceptivelmente: “Ora por mim, minha filha!... Cuidado! Vai com Deus!” E, eu - que nem sou cristã - fui somente uma filha querida a responder: “Fica tranqüila, mamãe. Fica com ele, também!”

Agora, pela madrugada, com lágrimas nos olhos e ao som de uma das suas canções preferidas reconheço, em mim, os efeitos do Amor e da formação humanística que me foi transmitida por essa mulher maravilhosa que é minha Mãe – Mariinha Mota - exemplo de Força e de Fé, inigualáveis! Por tal razão, publico meu primeiro soneto alexandrino, escrito aos dezesseis anos de idade e o ofereço, para sempre, ao sublime e sensível sorriso escultura que, na tarde de hoje, me foi ofertado por minha querida mamãe.

Perdas

Bolhinhas de sabão, o vento está tão forte!
Vai levá-las prá longe, distante do além.
Bolhinhas de sabão, como eu não tenho sorte!
Vocês estão levando os meus sonhos também...

Se todas vão partindo em busca de aventura,
de novas coisas belas, mundos mais risonhos,
de que me vale tudo? Somente a desventura
já chora de tristeza ao me roubarem sonhos...

Bolhinhas de sabão, bolhinhas de sabão!..
Já não me escutam mais. Partiram na ilusão,
tal qual num dia, há tempos, eu também parti...

Mas, tudo era tão triste e eu pude regressar...
Bolhinhas de sabão!!! É tarde. Vão-se estourar,
evaporando os sonhos que jamais vivi!

Sílvia Mota, quando menina de Piquete.
Primeiro poema escrito após a morte do meu irmão Salvador Augusto, vitimado pelo câncer.
São Paulo, 21 de janeiro de 2010 – 2h07

*** Mantive algumas falhas na marcação das sílabas fortes (para manter o ritmo perfeito deveriam cair nas segunda, quarta, sexta, oitava, décima e décima segunda, como sempre faço): uma ao segundo verso da primeira estrofe e outra ao segundo verso da última estrofe. Também, as falhas decorrentes do término de alguns primeiros hemistíquios: segundo verso da primeira estrofe; segundo e terceiro versos da segunda estrofe; terceiro verso do primeiro terceto; segundo e terceiro versos do último terceto. Falta-me coragem para corrigi-las, e, também, para deixá-las desapercebidas... Eita professora chata!!! Por outro lado, continuarei a denominá-lo, com muito orgulho: "Meu primeiro soneto alexandrino, aos 16 anos de idade."

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