Posts de Sílvia Mota (1367)

Artista Digital Professora Artista Plástica Poetisa Advogada e Escritora Criadora-BABPEAPAZ

Um soneto alexandrino para Chico Máximo

Em passado longínquo, o meu sorriso puro foi verbo em poesia, no discurso do querido primo Chico Máximo. Ouvi-o dizer para minha Mamãe: “A sua filha não ri da vida – ela sorri para a Vida!” Essas palavras influenciaram o meu destino. Assim que cheguei ao Rio de Janeiro, aos 18 anos de idade, percebi que não mais poderia sorrir com tanta espontaneidade, porque aquele sorriso puro não mais se sustentava frente às maldades do mundo. Era preciso sorrir menos... e foi tão difícil compreender aquilo! Sofri. Mas, as palavras do meu primo ecoavam... sempre fortes e vibrantes, a relembrar-me que a pureza vence barreiras indestrutíveis. Aos poucos, voltei a sorrir... Por vezes, foi-me difícil fazê-lo! Combater o mal que se acercava o tempo todo era fadigoso. Mas, consegui vencê-lo! E, Chico Máximo, sem o saber, esteve sempre no meu pensamento...

A partir de fevereiro deste ano, ao colocar o meu coração mais próximo ao coração do meu querido primo, contei-lhe tudo isso... Surpreendeu-se, o sábio professor! E sorriu... Sorriu com tanta pureza, que me senti menina novamente! Aquela menina que ao seu olhar sorria para a Vida, renasceu livre e venturosa! Todos os finais de tarde, conversamos sobre a Vida, a Poesia, o Amor, a Paz e, por vezes, sobre os desditosos pensamentos que ainda volitam pelo Mundo: preconceito, discriminação e outros mais... A seu pedido, ainda que timidamente, comecei a declamar-lhe os meus poemas... E Chico Máximo passou a ser um pedacinho do meu sangue a engrandecer minha poética! O que mais poderia desejar aos 67 anos de idade? Considerava-me “La Belle de Jour” e sorríamos a esse pensamento... Ah, Chico Máximo! Volte logo para a cadeira vermelha inserida na Júlia Fashion somente para acolher a sua sabedoria e ternura!

Na última tarde que passamos juntos, às vésperas do mal que o acometeu, disse-lhe que escreveria um soneto alexandrino iâmbico em sua homenagem. Quanta audácia! Mas, o meu querido Chico respondeu-me docemente: “Faça-o!”

Segue o singelo poema, que brotou do mais puro sentimento:

Chico Máximo

Nas plagas do verão, há som de multicores...
Adentras no meu sonho e em dança sábia e infinda,
viceja em luz audaz a flor dos teus amores
nos veios da saudade, em beijos do além vida.

Em ode cultural faísca o teu sorriso...
O olhar é tão brilhante e a íris resplandece,
se o tom da voz se apruma ao relembrar em siso
a história social, que às vezes entristece.

A nuvem que floreia a cor dos teus cabelos,
comove os olhos meus. Há vida e completude
nos fios cor de prata... e sou feliz em vê-los!

O Máximo de Vida enfeita a minha tarde,
sou flor e sou poema. Ao teu Saber Virtude
sucumbo... e no arrebol triunfas sem alarde!

Piquete, 7 de abril de 2019 – 10h52
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Na próxima terça-feira, se os médicos permitirem
e a emoção não apagar a minha voz,
declamarei o meu poema para você, querido primo.

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Rafael Mota na Universidade de Leiden

Rafael Mota, em Leiden, no ano passado - quando lançou o seu objetivo.

Há momentos inigualáveis em nossas vidas. No último domingo, vivenciei um deles. Meu filho Rafael (33 anos, atualmente Coordenador do Departamento Jurídico da empresa Michelin para a América do Sul) e sua esposa Nikole (Nutricionista) vieram a Piquete para a inauguração da nossa loja Júlia Fashion. À noitinha, presentearam-me com uma bela foto do Rafael, ao lado de uma placa comemorativa da Leiden University Law. A foto foi capturada no final do ano passado, quando o casal esteve na Holanda. À época, ao admirar a foto, brinquei com o meu filho: “Somente o respeitarei quando entrar nesta Universidade”.

Pois bem, Rafael concretizou o veredicto circunstancial emitido pela exigente mamãe: foi selecionado para o curso de Mestrado Avançado em Direito e Tecnologias Digitais (Direito Digital), dessa Universidade.

Cabe ressaltar, que a Universidade de Leiden foi fundada em 1575. É a mais antiga e melhor escola de Direito da Holanda. Está no top 30 das escolas de Direito (é a oitava melhor escola de Direito da Europa) e top 10 no quesito Mestrado em Direito. A atual família real holandesa e os ascendentes, todos foram alunos de Leiden, assim como o atual primeiro-ministro. Leiden foi a base de figuras importantes no mundo cultural como René Descartes, Rembrandt, Hugo Grotius e Baruch Spinoza. Como se não bastasse tudo isso, Albert Einstein – Prêmio Nobel de Física 1921 - foi professor de Leiden.

E, agora, o que faço eu – essa mãe encantada e apaixonada - que, dois dias após a notícia, ainda não contém as lágrimas insistentes que escorrem pelos olhos do próprio coração? O que fazer, se consigo apenas murmurar: “Muito obrigada, meu filho! Aos 67 anos de vida, você protagoniza um dos mais belos, importantes e emocionantes presentes da minha vida.”

Em maio deste ano, Rafael e Nikole partirão para a elegante cidade de Haia (Holanda) e, com base no amor verdadeiro que sentem um pelo outro, edificarão uma nova vida. Que sejam felizes sempre! 

À frente do sonho...

Na areia da praia, a declaração de um sonho que se tornou realidade...

Sempre juntos. Tudo é possível, quando o Amor é a base.
Muito obrigada, Nikole Moeschke, pelo amor incondicional,
confiança inabalável e incentivo imprescindível dedicados ao meu filho Rafael Mota Felinto.

Sem mais palavras... de Piquete para o Mundo!...

19 de fevereiro de 2019

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Top30 Brasil - Dezembro 2018

Segundo lugar na Classificação Geral

- Edição de dezembro de 2018 do ranking de sites Top30 Brasil -

Conferir aqui: http://www.top30.com.br/cgi/vencedores.cgi?230:1

Primeiro lugar na Categoria Cultura

- Edição de dezembro de 2018 do ranking de sites Top30 Brasil -

Conferir aqui: http://www.top30.com.br/cgi/vencedores.cgi?230:4

Agradecemos a todos aqueles que nos brindaram com o seu voto diário.

Sílvia Mota - Criadora da Rede Belas Artes Belas

Margarida Maria Madruga - Administradora da Rede Belas Artes Belas

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Mensagem de Ano Novo - 2019

Aos meus queridos amigos e amigas do Belas Artes Belas

Ao invés de um FELIZ ANO NOVO - dito ao sabor do corriqueiro, DESEJO QUE SEJAS UM NOVO E FELIZ SER HUMANO! Acredito, sinceramente, que a edificação de uma vida melhor se faz através das mudanças individuais – concretizadas de dentro para fora – o que nos permite florescer em atitude diferente do habitual.

Desejo que as forças positivas do Universo se postem vibrantes, altaneiras e protetoras, ao derredor de cada ser vivente, e que os pensamentos bons se expandam a partir de gestos solidários e sorrisos benfazejos, imprescindíveis ao bem viver.

Desejo que o nosso Brasil não se limite a exibir a encantadora forma geográfica de um coração, mas que seja, verdadeiramente, O CORAÇÃO DO MUNDO, em Beleza, Ordem e Progresso.

Desejo que a bandeira da Fé, do Amor e da Paz tremule no firmamento e lance indestrutíveis ondas de Felicidade para o coração de todos os Seres Vivos do Planeta Terra. Em consequência, que as mudanças individuais e sociais se coloquem a serviço do Bom e do Bem e que a Lei Mística de Causa e Efeito evidencie o que de melhor há em cada um de nós.

Fé. Coragem. Desafio constante. Nova atitude. VITÓRIA!

Carinhosamente,
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Piquete, São Paulo, 1° de janeiro de 2019 - 8h50

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1968 - Concurso Miss Estudante Vale do Paraíba

1° de junho de 1968 (16 anos) - Sílvia Mota - Concurso Miss Estudante Vale do Paraíba

Não sei porque retirei as datas das fotos depois de escaneá-las. Assim que reaprender essa tarefa (escanear... rsrsrsrs), publicarei as fotos com as datas. À época, inseri a data do concurso no verso da foto, de próprio punho.

Quando Miguel Castro, um grande amigo da família, foi até a minha casa convidar-me (dirigiu-se ao papai, claro!) para participar do concurso, realizava um trabalho de biologia com uns desenhos bonitos feitos a tinta nanquim e nessa tarefa continuei. A visita foi muito formal e não me permitiram participar da conversa, mas mamãe corria para lá e para cá contando-me as reações do papai. Ao final, disse-me que permitira e até sugerira a cor do vestido - rosa sulferino - que, a partir do seu pensamento, combinaria com a cor da minha pele. Ao final, vestiram-me de dourado... Bom dizer, que papai somente permitiu minha candidatura, porque não haveria desfile de maiô - as concorrentes eram muito jovens... kkkkk

À época, meu irmãozinho Salvador Augusto emagrecera muito e começara a mancar da perna direita, mas não sabíamos ainda a respeito do câncer. Por tal motivo, participei do concurso. Foi muito rápida a evolução da sua doença. Triste demais. Lembro-me bem...

Minha Mamãe, ao escolher o competente trabalho da costureira Professora Eunice Fernandes, idealizou o vestido, todo em fio metálico dourado, com apliques de flores douradas em paetês e canutilhos importados, para que no momento em que entrasse na passarela, sob as luzes dos holofotes, reluzisse como uma flor dourada! Mas, por motivos que até o momento desconhecemos, fui a única candidata a desfilar sem o acompanhamento da trilha sonora e sem as luzes dos holofotes. Também, enquanto desfilava, a apresentadora do cerimonial Laurinha Bittencourt Damico, não leu a síntese das minhas habilidades (ou qualidades), como ocorreu com as demais candidatas. Sendo assim, os brincos em formato de flores, as luvas em cetim preto e os sapatos em gorgurão preto acetinado, simplesmente e, por si mesmos, completaram a luz natural que rescendia da minha pureza adolescente.

Vivíamos a era dos transplantes de órgãos e, no momento das entrevistas com as candidatas, a Miss Estudante de Guaratinguetá foi perguntada a respeito do primeiro transplante de coração realizado no Brasil pelo Dr. Zerbini, em 25 de maio de 1968. A mim, perguntaram-me sobre minha experiência com os esportes, o que aborreceu aos meus pais, pois, ainda que muito jovem, reunia talento para questionamentos mais elaborados.

Fiquei em segundo lugar.

Meu pai, inconformado, retirou-me do baile, como se fosse a Gata Borralheira, mas, não antes de pedir ao Tio Carlinhos que, mais uma vez, dançasse comigo. Meu tio possuía o dom de transformar-me na mais linda e graciosa bailarina e exibiu-me o mais que pode, principalmente, frente à mesa dos jurados. E, murmurava aos meus ouvidos, com insistência: "Sorria, minha sobrinha... sorria!"

Dias depois, encontrei-me com papai na Praça da Bandeira, a dizer aos seus amigos aposentados, que nunca mais sua filha participaria de concursos de beleza:

- As ruas de Piquete, daqui para a frente, serão a sua passarela.

E, assim foi.

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Almoço com Poetrix

21 de julho de 2016

 

Almoço solitário, ou melhor, acompanhada por Poetrix... rsrsrsrs... Arroz com ervas finas acrescido de quadradinhos de tomate e salpicado com ervilhas; panaché de legumes (repolho, vagem, couve-flor, brócolis, cenoura, pimentão, cebola e muita pimenta) - tudo acompanhado por deliciosa mandioca cozida e dourada ao azeite extravirgem suave. Realmente, a carne dos nossos amiguinhos indefesos é totalmente dispensável. Por não me alimentar mais com nenhum tipo de carne animal, sinto-me um ser humano melhor, graças ao amor que desenvolvi por meu querido Poetrix (a foto não é de hoje). Obrigada, meninão!

Rio de Janeiro, 21 de julho de 2016

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Poetrix, meu neném...

Amar um animalzinho significa, entre outras coisas, cuidá-lo, acarinhá-lo, oferecer-lhe comidinha na hora certa, trocar sua água várias vezes por dia, para que esteja sempre fresquinha; não deixá-lo exposto ao calor ou frio exagerado, nunca maltratá-lo fisicamente, nem psicologicamente... Não podemos passá-lo de mão em mão, sem dó nem piedade. Mudança de casa para apartamento, não justifica o abandono, porque ele se adaptará a qualquer lugar, desde que permaneça do nosso lado. Nossos animaizinhos necessitam de acompanhamento médico, quando ficam doentinhos, porque também sentem dores, que podem ser intensas. Não merecem sofrer, nem serem abandonados à própria sorte, quando velhinhos, sem a beleza e a energia dos primeiros anos. Por tais motivos, é necessário refletir bastante antes de adotá-los, porque será necessário agir com AMOR e RESPONSABILIDADE, enquanto viverem!!!

Quando adotei Poetrix, permanecemos em Cabo Frio, numa grande casa, com um quintal de 600m2, no qual ele se esbaldava pela grama, sozinho ou com seus amiguinhos. Mas, depois de dois anos, foi-me necessário voltar para meu apartamento no Rio de Janeiro. Nem por UM MILÉSIMO DE SEGUNDO, pensei em deixá-lo por lá. Viemos juntos. Na primeira semana, estranhou bastante, porque estava acostumado com grama verdinha, todo dia. Não conseguia fazer suas necessidades fisiológicas, nem em casa e nem na rua. Descia com ele... e nada! Ficou por mais de 24 horas, sem ao menos urinar. Entrei em pânico, pois sabia que aquilo era um sofrimento para ele! Então, quando não conseguiu mais segurar, fez tudo dentro de casa. Não permiti que ninguém o recriminasse! Aliás, fiquei muito aliviada, por aquilo ter acontecido! A partir disso, nesses seis anos que está comigo no Rio de Janeiro, Poetrix nunca mais fez suas necessidades dentro do apartamento, a não ser por duas ou três vezes que esteve doentinho. E como ficava nervoso quando isso ocorria! Cutucava-me o tempo todo, até que o seguisse ao local da "sujeira". Então, deitava-se no chão, a olhar-me, enquanto limpava tudo. Parecia pedir-me desculpas, envergonhado. É perfeito, meu cãozinho! Está sempre atrás de mim, pelo apartamento. Tem um "personal" que o leva a passeio quatro vezes por dia e, pela madrugada, como sou notívaga, descemos juntos, ainda que rapidamente. Somente realizo viagens longas, para onde posso levá-lo junto e, por tal motivo, às vezes sou criticada. Mas, não me incomodo mais com isso. Optei por respeitá-lo muito, sempre! E assim será, enquanto meu cãozinho viver. Sei que meu sofrimento será inevitável quando Poetrix se for, mas, mesmo assim, torço para viver mais, pois desejo cuidá-lo até os seus últimos instantes. Se me for antes dele, espero que ao menos um dos meus filhos o cuide, da forma como merece. 

Sílvia Mota, a mamãe do Poetrix

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Meu querido Papai Geraldo Silvia Mota - um herói do Brasil!

Depoimento do meu irmão Geraldo Mota publicado no site da minha irmã Auxiliadora Vieira: http://www.mauxhomepage.net/geraldomota/geraldomota2.htm:
 
"Sempre converso com o papai sobre histórias da guerra; vou tentar tirar algumas coisas dele. É fácil; ele gosta de falar sobre o assunto. A mamãe é que fica brava, não gosta. Lembro-me de garoto, que ele tinha um baú com algumas relíquias da guerra, como por exemplo, um sabre alemão, tomado de um soldado, cuja patrulha foi feita prisioneira; segundo o papai, os primeiros prisioneiros alemães feitos pela FEB. Este sabre era lindo, muito superior à baioneta velha e enferrujada que o papai ainda guardava; a dos alemães, ainda possuía o vigor do aço novo, não enferrujava, tinha peso, uma arma digna dos deuses nórdicos. Eu me lembro bem, por que costumava pegar este sabre escondido do papai, para jogar 'fincão', uma brincadeira da época que consistia em espetar uma faca no chão, arremessando-a pela ponteira, tentando formar um triângulo. Lembro-me de distintivos e honrarias tanto do papai como soldado, como também de alemães, souvenires conquistados nas batalhas. Conta o papai que eles tiveram treinamento no Rio de Janeiro, por quase um ano. Fala de um colega que foi convocado e, com medo, chegou a arrancar todos os dentes - gente de classe abastada na época - e quando do exame médico, foi reprovado por ter PÉ CHATO. Amigos que morreram mesmo no treinamento, quando saltavam de grandes alturas empunhando o mosquetão com a bainha (calado, ou seja, com a baioneta); no salto o mosquetão teria que ficar ao lado do corpo, e com medo, colocavam-no de frente; quando batiam no chão, invariavelmente, a baioneta entrava na garganta e saia pelo topo craniano. As conquistas mais significativas da FEB, segundo relatos do papai, foram a tomada do MONTE CASTELO e MONTE FORNOVO. No Monte Castelo, foram as maiores baixas da FEB, pois dependiam do ataque aéreo americano, o que não aconteceu, fazendo com que os pracinhas brasileiros, avançassem e recuassem por 3 vezes, num frio glacial, tendo que ficar pulando dentro das trincheiras para não congelar as pernas; foi tanto o sacrifício de idas-e-vindas debaixo de severo fogo de artilharia, que os alemães, como faziam sempre, atiravam morteiros com propaganda nazista, pedindo aos rivais que se entregassem, pois teriam BOA VIDA. Os brasileiros não se rendiam, então os alemães soltavam panfletos alegando que o SOLDADO BRASILEIRO ERA O MAIS BURRO OU O MAIS VALENTE DO MUNDO. Conta o papai, que saiu ileso da guerra, não sabe como. Em cada acampamento, parece que dormiam 6 ou 7 soldados por barraca, sendo que em uma das vezes, o Comandante teria que mandar uma patrulha para uma determinada cidade italiana que não me lembro o nome; foram designados alguns soldados para a empreitada e como era uma cidade na qual o papai tinha conhecimento que moravam alguns parentes do vô Dodô, ele determinou-se a conhecê-la. Na posição de um dos pracinhas mais velhos - ele foi convocado com cerca de 30 anos - falou com o comandante e conseguiu substituir um dos soldados escolhidos. Assim, foi para a sua missão; nesta noite o acampamento deles foi severamente bombardeado e todos os colegas que faziam parte da sua barraca foram mortos. Para ele, sorte do destino. Parece-me que ele trocou de barraca, pelo menos três vezes, devido à morte de colegas, isto ele não gosta muito de falar. Conta também que o seu apelido de guerra era BAEPENDI; seus superiores sempre achavam que ele fizera parte da tripulação do navio brasileiro afundado 'pelos alemães' que motivou a entrada do Brasil na guerra, mas não: era pela sua cidade natal. Relata ainda que ao chegar na Itália, um oficial passando revista nas tropas gritou: QUEM É MINEIRO? O papai é lógico, levantou a mão e foi recrutado imediatamente, para o que eles chamavam de 'Pelotão Suicida', pois MINEIROS, eram os que iam à frente do batalhão, equipados com caça-minas, abrindo caminho para quem vinha depois. Quando soube do que se tratava, papai continuou em sua posição, pois pensou: 'se tenho que ir, pelo menos saberei onde piso; não preciso ficar na dependência de ninguém'. Por isto ele fez parte das missões mais importantes da FEB. Não sei se é de seu conhecimento, mas o papai tinha um diário, desde a época do treinamento no Brasil, até o último dia da guerra da FEB, enriquecido de fotos, dentre as quais a de Mussolini e sua mulher mortos dependurados de cabeça para baixo. Quando o batalhão do papai chegou ao local, ainda estavam retirando os corpos; anos mais tarde, fotos como essa, foram publicadas pelo O CRUZEIRO (vc se lembra da revista?), como furo de reportagem. O papai também possuía um arquivo desses, mas como em seu diário eram relatados casos com mulheres italianas, a mamãe que à época não entendia a riqueza documental daquele acervo, atirou-os, num acesso irresponsável de ciúmes, às plácidas águas do rio que corre em frente à nossa casa, último guardião de 'profundas riquezas', da história de vida de um bravo homem que lutou pela liberdade e pelos ideais de uma nação e que constituía-se num tesouro valiosíssimo, não só para o resgate do heroísmo brasileiro na Segunda Guerra, coisa que alguns não esclarecidos teimam em depreciar, como um tesouro familiar, pois trata-se de NOSSO PAI."
Fotos do meu Papai - Geraldo Silvia Mota - na Itália - ex-combatente, pela FEB, na Segunda Grande Guerra Mundial
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Significado do Natal

Significado do Natal

Considerações iniciais

Sou budista. Portanto, não festejo o Natal, sob o espírito propagado. Para mim, a data apenas carrega o caráter poético da imagem do Papai Noel, que encanta e seduz as criancinhas.

Origem e significado do Natal

O Natal é uma festa de origem romana celebrada todos os anos, principalmente na noite de 24 a 25 de dezembro e 25 durante todo o dia. A data 25 de dezembro foi escolhida por sua proximidade com o solstício de inverno, que fora acompanhado por rituais pagãos desde tempos imemoriais. Realmente, uma vez que o solstício de inverno passou, o dia é acreditado até o solstício de verão. Esse fenômeno natural do dia, que finalmente prevalece durante a noite, sempre foi alvo de celebrações, mas é visível que foi particularmente adequado ao simbolismo da natividade. Assim, na Idade Média surgiram as primeiras representações teatrais da natividade, depois apareceu a natividade viva nas igrejas e, finalmente, os pequenos presépios dos santos chegaram a cada lar.

Conotação cristã

Para os cristãos, o Natal é a data mais importante da Páscoa e apareceu no calendário cristão no quarto século em Roma. Tradicionalmente, é a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré que, segundo os Evangelhos Lucas e Mateus, nasceu em Belém. Conta-se, que enquanto Maria estava prestes a dar à luz, um censo compulsório foi decretado pelo imperador romano Augusto. A partir de então, para registrar-se, seria necessário voltar para a cidade natal, o que motivou José a ir para Belém, onde nascera, acompanhado por Maria que se encontrava grávida. Quando chegaram a Belém, o parto se aproximava e nenhum hoteleiro queria acomodá-los, porque todos os lugares se encontravam ocupados. Foi assim, que somente em um celeiro o casal encontrou refúgio. Maria trouxe à luz o seu primogênito Jesus, envolvido em uma manjedoura. Por tal motivo, montar um berço em casa durante o período do Natal é uma tradição que ainda está viva e bem definida.

As reuniões familiares para a celebração do Natal, com a valorização das crianças e a abertura da casa a todos, é o que determina, para os crentes, o espírito de Natal. É nesse espírito que muitas famílias mantém a tradição de preparar um lugar extra à mesa na véspera do Natal. Esse lugar, denominado "lugar do homem pobre", destina-se à pessoa conhecida ou desconhecida, que tocará a porta sem aviso prévio e será acolhida calorosamente.

A festa de Natal rapidamente assumiu a magnitude de hoje, por causa do seu caráter mágico e comovente, que determina, antes de tudo, uma celebração à vida e à inocência. A história da criança predestinada à consecução do amor e da paz, nascida em um celeiro humilde, faz sentido quase que universal.

Considerações finais

A troca dos presentes no Natal, não contém acepção econômica e não é um ato econômico, exceto para as lojas que os vendem e as empresas que os produzem. A razão para a oferta dos mimos é essencialmente tradicional e emocional, porque se constitui em um reflexo dos laços sociais e não necessariamente das nossas necessidades e desejos. O ritual é difícil de ser ignorado, porque a pressão social e comercial é muito forte. No entanto, de um ponto de vista puramente econômico, o uso em grande parte inútil dos recursos, seria muito melhor aplicado para o próprio indivíduo, a Família e a Sociedade.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Piquete, São Paulo, 20 de dezembro de 2018 – 4h29

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Só amor e desejo [Sílvia Mota/Marcial Salaverry]

Só amor e desejo
Sílvia Mota e Marcial Salaverry
Prepara-te para meu coito abdutor,
não fiques indeciso...
Quero-te perdidamente...
Esta noite, meu amor,
te levarei ao Paraiso...
Quero-te inteiramente...
Toma minhas mãos,
sinta-as assim – estás quente...
Quero tuas mãos,
para beijá-las docemente...
Entreabem-se meus lábios,
rubros e belos – ânsias de tesão...
Quero teus lábios,
para beijá-los com ternura e paixão...
Sinuoso, esgueira-se meu corpo,
enroscando-se ao teu, pois quer amar
e ser teu ardor do mais profundo...
Quero teu corpo,
para sentir e te dar
todo o prazer do mundo...
Lembro-me de que te adverti...
Seria tua loucura
em menina, mulher e rosa...
Penso sempre em ti...
Quero-te com a ternura
de uma criança amorosa...
Criança ou mulher – sou loucura
aos teus braços abusados...
Quero-te também com a loucura
dos verdadeiramente apaixonados...
Sinto arrepio benfazejo...
És meu homem, meu ardor...
És a poesia dos meus dias...
Teu corpo é meu templo de desejo...
Tu és minha mulher, meu amor...
Tu és a razão de meus dias...
Ah! Natureza, deste-me um semi-deus?
Luz do sol e beija-flor?
O que é isso, meu Deus?
Como poderei viver sem esse amor?
Quero-te em cada lugar,
vestido na minha nudez...
Dê-me a alegria de te encontrar,
pelo menos mais uma vez...
Sílvia Mota e Marcial Salaverry
Rio de Janeiro, 5 de agosto de 2010 – 21h40
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Tão verde que senti ciúmes
Mouro H.C.
Rio de Janeiro, 5 de outubro de 2007

Te conheci
de repente mulher
num momento qualquer
num domingo vadio.
Invadi e invadiste
meu corpo
sem pedir licença.
Te conheci
de repente voz
num canto qualquer.
Te registrei
tão verde que senti ciúmes
da poesia e da natureza.
TE ENCONTREI MADURA.

Guardei-me virgem
Sílvia Mota
Cabo Frio, 12 de outubro de 2007, 15h26

Não sintas ciúmes
do meu passado
hoje confessado
em meus poemas.
Meu corpo foi deflorado
e minha beleza renegada;
meu sonho, por vezes, aviltado,
e desvestida minha tristeza
mais profunda...
Por tal razão,
se aceitares este triunfo,
incumbo-te a ti
desvirginar a exuberância
da minha alegria
e da minha vaidade.
Entrego-te a ti desvendar
meus secretos enigmas de mulher.
Ofereço-te patentear
pela eternidade
o amor sublime da fêmea
e a paixão da fera no cio
ocultados na inocência
da minh’alma.

Não te iludas,
nem sofras,
pelas minhas palavras
escritas no passado.
Essas palavras
- nada mais nada menos -
eram procuras por ti.

Não te iludas,
nem sofras,
pela força da natureza
que me tornou assim madura,
pois o verde dos meus verdes olhos
- tu o recriaste -
será sempre teu. Ilustração: Foto dos meus olhos, 2007

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Fragmentos do passado

Fragmentos do passado


Sou menina e moça dos dias de outrora, que agora sonho e enxugo lágrima verde, que embaça olhos de pureza... e outra... e outra mais... 

Laços de fita engomados emolduram de branco minhas negras tranças e bonecas alegres sentam-se ao meu lado nos bancos escolares. À sala escura do cinema sou Jane do Tarzan e dedos saltitantes campeiam garbosos pelos teclados e botões de um verde acordeon. Ao palco da juventude sou Miss Estudante, sob olhos dos meninos medrosos do meu pai, que me surrupia da festa qual Gata Borralheira. Chão de paralelepípedo estremece patriota por onde desfilo altiva - coração aceso em chama - e exibo ao passo certo, a Bandeira do Brasil. 

Sou menina e moça dos dias de outrora, que agora sonho e enxugo lágrima verde, que embaça os olhos de pureza... e outra... e outra mais...

Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2010 - 2h53
Eu e alguns dos meus irmãos.
Sou a pequenina com a boneca de louça de tranças negras
Primeira foto, da esquerda para a direita: Miguel, Luíza, Geraldo Luiz, Auxiliadora e Sílvia Mota
Segunda foto, da esquerda para a direita: Luíza, Miguel, Geraldo Luiz, Sílvia Mota e Auxiliadora Vieira
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Caetano Veloso

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♥Catetano Veloso. Você Não Me Ensinou a Te Esquecer♥

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8- Clicar em "Enviar convites"

Pronto.
Qualquer dúvida, estarei à disposição.

Sílvia M L Mota

 

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