Posts de Roseane Ferreira (155)

Águas - um alerta em poesia!

Águas - um alerta em poesia!

Quer rarefeitas ou densas
Doces, de Sal, são águas
Águas remotas vertentes
Águas bravias, imensas.

Águas correntes, revoltas
Saciando ou socorrendo
Salvadoras ao desalento
Águas: Seres sobrevivendo.

Gélidas, tépidas, amenas
Águas qual avivamento
Aparentemente infindáveis
Enganos, por trás, sofrimento.

Homens da terra são donos
Das fortunas, das maldades
Esculpem das águas a seca
Expiando pesados ônus.

Aviltam, desequilibram
Homens sem dó, nonsense
Avessos e desregrados
Sem consciência, matam.

Homens que não preservam
Retiram sonhos, chances, vida
Alheios nada nos reservam
Homens despertam feridas.

Águas, contrárias aos homens
Necessárias, se ausentando
Sofrimentos provocando
Homens sem lei, sem nomes.

Homens águas e poderio
Vencer, sempre o mais forte
Mas o mais forte é fraco
Destroem, destituem a sorte.

Águas, homens, afinal?
Futuro certo de memórias
Antes águas, mares hoje Sal
Das águas restarem histórias.

# Um apelo pela preservação das Águas, tão necessárias ao mundo, a sobrevivência...

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Ata...

Ata...

Ata-me mãos e punhos,
Ata-me braços e coração,
Ata-me corpo e pensamento,
Ata-me alma e sentidos,
Ata-me em tua cama,
Tua casa,
Teu existir,
Ata-me aos teus beijos,
Ata-me a tua vontade,
Ata-me aos teus desejos.
Ata-me...
Ata-me...
Ata-me... A ti.

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As pertinências do amor

As pertinências do amor

O que afinal é pertinente?
É pertinente amar acima de tudo, amar respeitando,
Amar vislumbrando o amor do outro,
O bem estar do seu amor,
É pertinente a calma, em horas findas do amor,
O sossego quando se está em aconchego,
O silêncio quando queremos ouvir apenas o respirar, e o palpitar.

É, porém pertinente o desalinho, o desconcerto e o encabular,
Quando se fala indecorosa e maliciosamente no ouvido do seu amor;
Neste caso é pertinente avançar, espreitar e bolinar o corpo malemolente do ser desejado,
Ai então é pertinente, prudente, amar na plena entrega sorver na pura sede,
Derramar no então todo fogo, do perfeito prazer.

É pertinente abster-se de abster-se,
É pertinente nos afetos e nos afagos exagerar,
Mais que pertinente, ser indecente e cometer desvarios,
Tudo em nome da pertinência da alegria do amor do seu amor.

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Sonata para ti (in lilac)

Sonata para ti (in lilac)

No sonhar que aqui decanto,
Musiquei as notas do meu sentir,
Ritmei por ti meu tênue pranto
Qual “sing a song” pelo teu existir.

Em tempos e contracantos,
Movimentos definidos
In solo o lento querer
O desejar vem seguido
Acordes para envolver.

Segue em tons, se faz em cores.
Nuances de azuis entremeados
Na paixão os lilases dos amores
Suaves violetas, cachos e cachoeiras.
Derramando em roxos aromados...

Por ti fiz do amor uma canção
Cantigas compus com tal ardor
Espalhei violetas no teu chão
É lilás, arroxeado, o meu amor...

Recebe então o que de mim ecoa
Pois desse intenso vibrar te apropria
Ama-me logo, não tarda, o tempo voa.
Deixa que brotem lilases de alegria!

Poesia on line de 10/05/10
Mote: Lilás ( insp. Na cor ou na música)

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Apartar das ilusões

Apartar das ilusões

Aporto minhas lembranças no cais das minhas naufragadas ilusões.
Apartei-me de todos os sonhos que redundaram caminhos sem volta.
Extravio.
Perdi-me nas abissais profundezas do que me prendia a ti.
Fundeada.
Agora sou nau em desalinho, afeita as intempéries das ruínas da rota.

Aniquilaram-se as tênues vontades.
Já não sou, inexisto avulsa e avessa aos planos.
Abro a foice os caminhos trançados e traçados por entre ruidosos dolores,
Demasiada sangria.
Tormenta.

Espero que pela fresta um naco de luz alumie o negrume da alma,
O cerrado coração.
Nada que perdure ousará a eternidade, far-se a empedernir.
Não há lamento que não cesse.
Não existe fustigo que não desvaneça,
Flagelo que não debele.
Querer que não se sepulte.
Amor que não se exile.

Há de vir o sobrevir,
O porvindouro.
Abrolhar inesperado de esperançar.
Novilúnio.
Aurorescer.
Há que se ver, o inusitado, acontecer....
Descerrar o vindouro,
Expectar o remate do destino.

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Encontro com as letras

Encontro com as letras

Marcamos aqui um encontro:
Eu e um rol de letras soltas,
Num toque de mágica elas se multiplicam,
E fazem o meu desejo verdade:
Juntas, de mãos dadas,
Abraçamos o universo.
Daí surge os versos.

Uno-me as letras e a infinda magia
Com elas parto, rumando ao abraçar
E somar a nós o real e a fantasia,
Construir, compondo nosso deleitar.

Por esse bem trabalhamos,
Destilando, vertendo suor e sal
Avessas ao tempo, nós vamos
Há castelos a montar lá no quintal.

Faremos das ilhas nossas moradias
Quer tendas, iglus, ocas, cabanas
Comporemos-nos com alegrias
Ser versos, não mais letras profanas.

Eu e as letras, inevitável encontrar
Letras e eu, vontade de estar juntas
Nós, em prol de um simples versejar
E tornaremos poesia, derivarão muitas... 

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Inevitável escrever...

Inevitável escrever...

Cato letras no universo poético interior,
Sigo rumo ao denso, busco a desconhecida poesia
Os versos que desvendarão o meu sentir.
Vou,
Aprofundo,
Investigando que composição desaguará?
Sei, produzirei aquilo que planejo segredar.
Silente escrevo para não dizer,
São palavras mudas, inaudíveis...
Mais que entrelinhas são nacos do fundo interior,
Retalhos, recortes, alinhavos de alma, de coração...
Vasculho cantos escuros e retiro rimas plenas,
Nuances de sonhos
Ilusões...

Continuo incessante procura,
Careço da expressão escrita dos sentimentos
Porções poéticas desabrocham,
Vertem, fluem ante o rebuliço íntimo,
Ante o palpitar incurável,
Diante da ânsia de desvendar o porvir...
Sigo,
Prorrogando cada diminuta linha construída nesse percorrer,
Alongo estrofes, estendo verbos infindos,
Sons de silêncio, do meu completo silenciar...

Por vezes creio que falam por mim palavras sem palavras
Palavras sem sons, secas...
Julgo que a expressão mais forte em mim vem da escrita,
Com ela sei mais de mim, e findo por me revelar...
Em mim o cotidiano dos vocábulos faz uma imensa diferença
Deixa de ser grafia solta, e torna idéia, retrato, reflexo...
Pedaço de mim...

É assim, prossigo a procura que não cessa.
O inquirir infindável por expressões reveladoras
Um pouco de quietude para aflição,
Escrever para se (me) socorrer.
Criar para elucidar
Compor para capturar a lucidez.
Expressar letras, em telas desenhar...
Escrever, abastecer as vontades,
Desvendar os quereres, para não enlouquecer.
Ser e escrever,
Escrever e ser...
Recitar os afetos, a essência,
Concluir as energias, inferir o mistério,
Enigmas que há nos versos,
Na vida...

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Irrefutável alvitrar

Irrefutável alvitrar

Que fazer se ele tinha predileção por estar enclausurado,
Acorrentado,
Trancafiado em seus recônditos porões?
Afinal o que falar se era praticamente impenetrável,
Inacessível,
Imponderável que aparentava,
Canto obscurecido no qual prevalecia o breu... Intenso e enigmático breu?

Havia que ter um jeito,
De roubar um sorriso que fosse,
De desatravancar um milímetro qualquer a barricada,
Afrouxar os nós das duras amarras,
Permitir,
Conceder,
Destravar...

Aquelas imensuráveis e quase permanentes trincheiras não nasceram ali,
Não tinham estado sempre erigidas.
De certo que não...
Quiçá nos primórdios,
Houve, ainda que anteriormente um fugaz consentimento,
E então eis que sucedeu um COM_sentimento,
“En passant”, mas existiu...

Razão para não desistir,
Buscar diluir,
Amaciar,
Amolecer,
Quebrar gelos,
Faze-lo feliz, fazer jus ao que realmente é,
A singularidade da sua existência,
A pluralidade de seus indescritíveis sentimentos...

È carnaval,
Passam foliões nessa rua que se colore de serpentinas, em tons de arco-íris,
Pleno carnaval,
Fantasiar, fazer festa, folia,
Folguedos,
Colombinas e Pierrôs confraternizam risos e lágrimas,
Deixar o jejum para depois,
Para isso tem a quarta-feira.

Vai! Sai daí,
Olha lá, as máscaras, as alegorias, adereços...
Música,
Desembaraça o olhar,
Retira as algemas imaginárias que te impões...
Roga perdões a ti mesmo por tanto procrastinar...
Muda de vez esse trágico enredo,
É carnaval...
Afinal...

Pede arrego de ti mesmo,
“Bandeira Branca”
Rendição!
Um dia que seja sem trincheiras,
Deixa os escaninhos que te povoam...
Roubam teu verdadeiro sentido,
Tu,
Somente tu és quem pode te conceder o ir e vir.

Denuncia-te a ti mesmo,
Escapa de toda ameaça que te lacra a fala,
Vai
Se livre,
Coração...
Oferta-te um agrado,
Uma ode a tua própria obra, biografia.

Tu és o teu carrasco,
E o único quem vai te alforriar,
Ou te salvaguardar com um Habeas-Corpus...

Escolhe coração...
Elege por onde queres trilhar...

Correntes ou asas... ?????

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Habeas Corpus
Saiba mais, conheça os outros textos: http://encantodasletras.50webs.com/habeascorpus.htm

 

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Girassóis interiores

Girassóis interiores

Não os tenho ao alcance da visão, mas insurgem no jardim imaginário do meu ilusório. Amarelos, degradantemente amarelos, eloquentemente e em quantidades variáveis, nos vasos ou cortados, um delírio visual precioso e necessário para o alegrar. Qual o Sol. Girassóis infligem a regra da delicadeza de um jardim, abundando em tamanho, exuberando na cor, são convidativos, plenos, intensos, chegam a parecer ter sabor. Sabor de tarde ensolarada e ventilada bem na frente da baia do Guajará.

A ideia do artista, a febre que o tomou pouco antes do trágico fim, deixa-nos inúmeras mensagens, aliás, cada obra o retrato de uma fase da vida, mas os Girassóis, que foram pintados no anteceder do agravamento das doenças psíquicas revelam um apelo, uma tentativa talvez de ousar retirar-se da loucura.

Os Girassóis cortados, em número de quatro telas, em especial a tela Os Quatro Girassóis cortados que datam de 1887, ganham mais clareza, quando a obra do artista sai definitivamente dos tons obscuros. E daí para frente predomina cores, em especial o amarelo, que para uns denunciava um mal e/ou uso excessivo de Absinto (Fada Verde) que o fazia ver tudo em amarelo (xantopsia), e para outros uma instantânea intenção de alegrar, de se alegrar, na eminência do agravamento da doença que por ele era completamente conhecida. Da qual tinha consciência. Um rol de prováveis razões.

A chamada época da explosão de cor antecedeu um momento de muita doença, internações e o intensificar do quadro de depressão que culminou com o fim trágico que deu a sua vida. Um tiro no peito e os dois últimos dias agonizando nos braços de Theo (irmão), para quem dirigiu as famosas últimas palavras “A TRISTEZA DURARÁ PARA SEMPRE”.

Entre tantos artistas consagrados, este é um dos que me envolve deveras, cuja história me faz refletir sobre a breve e marcante trajetória na arte e na vida, remetendo ao mais íntimo que posso me observar. O quanto de loucura e lucidez cabe em um ser humano. Como conciliar as exasperações, indignações, decepções, frustrações sem que isso nos cause danos irrecuperáveis, lesando em especial a nossa dignidade e acuidade.

Penso no que conduz a um evento psíquico complexo, em pessoas que antes deram exemplo de lucidez, coerência e mais ainda, pessoas tão imensuravelmente geniais. Inominável saber e agir.

Ouso acreditar que mister se faz ter atenção redobrada as pequenas e sutis mudanças que ocorrem no decorrer da vida, enquanto a consciência nos permite alguma ação para mudá-las. Tomar sempre consciência das limitações, observar mais as pessoas introspectivas, fechadas, que pouco ou nada se expressam tentando achar nelas um veio de expressão, canal de entendimento. A arte é sempre um sinal.

Sou fã da espécie (planta), mas em destaque sou aficionada pelos Girassóis de Van Gogh, não só o belo da obra, arte em si, mas pelo que eles retratam, como se fizeram tão símbolos de uma passagem importante do artista, e mais, tradutores dos sentimentos mais belos que ele vivia como a vontade se ser imensamente feliz.

Nada como retratar o Sol.

O grande símbolo do combate à depressão. O sol, seu alegrar, sua força e energia. O Girassol, a natureza tão perfeita se permitindo imitar, reproduzir... Criou uma Flor que expressa o Sol, seus raios, cores, e ainda o acompanha do nascer ao se por. Isso é belo por demais. Significativo.

Gira que gira a vida. Que girem e luzam os Girassóis.
Essencial, é mesmo ser feliz.


Adendo

Das Obras:
Dois girassóis cortados (três obras) e Quatro Girassóis cortados, todas de 1887 – quatro obras.
Vasos com Cinco Girassóis, vaso com Quinze Girassóis (três obras), Vaso com Doze Girassóis (a mais conhecida) duas obras e vaso com três Girassóis. (1888 a 1889).
Um total de 11 (onze) trabalhos com o mesmo motivo.


Algumas citações do Artista

Em cartas para Theo:
“Pinto com prazer de um marselhês comendo uma bouillabaisse, o que não o surpreenderá sabendo que pinto girassóis”...
"Você pode saber que a peônia é de Jeannin, a malva-rosa pertence Quost, mas o girassol é minha de um jeito." Janeiro 1889.

Outras cartas:
“Eu sinto o desejo de renovar a mim mesmo, e para tentar se desculpar pelo fato de que meus quadros são, afinal, quase um grito de angústia, apesar de o girassol rústico que pode simbolizar a gratidão.” Fevereiro 1890.

Outras:
"Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nesta vida."
Vincent van Gogh – 1853 a 1890.

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RECICLAR

RECICLAR

RE duzir poluentes, minimizar desperdícios: REUTILIZAR.
CI vilidade necessária, consciência ecológica: REEDUCAR.
CLAR as são as Metas. Objetivo: Salvar o mundo: RENOVAR

 

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Indrisos Subliminares (EC)

Re_começaria

 Com inspiração em "Começaria Tudo Outra vez" - de Gonzaguinha  
                   
 
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                         I
 
COMEÇARIA, ao fim de cada dia
TUDO o que propõe o amor e a fantasia
OUTRA VEZ, mil vezes poderia...


SE PRECISO tudo consentiria
FOSSE pela causa da alegria
MEU AMOR razão de toda paz e agonia!

A CHAMA EM mim faz poesia
 
MEU PEITO clama paixão nunca tardia...
 

                       II
 
AINDA que o tempo derrame,
QUEIMA, qual sanha inflame,
SAIBA! Ferve a saudade tamanha...

NADA é maior que se reclame,
FOI e será companheira que acompanha,
EM VÃO, tentar passar ao longe qual estranha...
 
A CUBA-LIBRE, aflora a ausência insana,
 
DÁ CORAGEM para que o sentir declame!

 
                       III

EM MINHAS lembranças, teu semblante
MÃOS de todo acariciar, tão distante,
A DAMA sem valete, sem rumo, vagante...
 
DE LILÁS vestida, de dor corroída,
ME acabrunha o vazio, a longínqua partida,
MACHUCANDO, pedindo um naco só de vida...
 
 O recomeço lá longe, vindo qual viajante
 CORAÇÃO quer aportar, quer sarar a ferida...
 

                       IV

NA SEDE DE ter-te, um quinhão que fosse
SENTIR outra vez o teu querer indecente
SEU CORPO, aquietar-se ao meu no depois,
 
INTEIRO, pronto, tomado de amor completamente,
COLADINHO, suado, unos, manifesto de desejo,
AO MEU... ao meu sonhar,acordar em beijo...
 
E ENTÃO na convicção do pleno, do recomeço,
 
EU CANTARIA, começaria tudo outra vez...”
 

                     V

A NOITE perdeu estrelas, de cinza o céu se tingiu,
INTEIRA é palidez de lua sem luz e sem prata, tal
COMO JÁ CANTEI hoje versos pálidos, sem graça...
 
CANTAREI efusiva para ti pelo eterno e sempre
AS COISAS TODAS que vivemos, e o amor pleno
QUE JÁ TIVE, o qual nunca esquecerei...

TENHO E SEI o melhor memorar,
 
UM DIA TEREI... De novo, não sei...
 

                   VI
 
A FÉ NO novo dia há de vir,
QUE VIRÁ trazendo aurora, o porvir,
E A ALEGRIA que de mim se ausentou...
 
DE PODER apenas contemplar o belo do existir,
OLHAR PRÁ TRÁS e ter ternura pelo que ficou...
E VER QUE há céu claro de infindo azul...

VOLTARIA sim no tempo, e tudo repetiria,
 
COM VOCÊ nada diferente seria...

 
                     VII

DE NOVO, na mesma e inusitada medida,
VIVER viveria novamente cada simples acolhida,
NESSE recomeço, amor alimentado a todo instante,
 
IMENSO, profundo desejar, anseio de te ter neste
SALÃO..., e dançando apreciar o teu semblante,
AO SOM DESSE amor que rouba inteira a razão...
 
BOLERO? Que seja um feliz final sem solidão,

VIDA VAMOS seguir o que manda o coração...
 

                      VIII
 

 
NÓS E o recomeço, auras que se acercam,
 NÃO ESTAMOS desatados, laços que nos deixam nunca
 SÓS, VEJA: afetos a nos rodear...
 
MEU BEM, a luz está calma, convidando a dançar...
A ORQUESTRA NOS brindando, suaves acordes a soar,
ESPERA POR FAVOR!Toma-me em teus braços firmemente!

MAIS UMA VEZ, nossos olhos a nos revelar, que é hora de
 
RECOMEÇAR, a dança, o amor, apenas recomeçar...

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*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Recomeço
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http://encantodasletras.50webs.com/recomeco.htm
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Indrisos Subliminares- Inspiração “Um certo alguém – Lulu Santos”

I

QUIS não ter em mim o fixo do teu olhar

EVITAR seria essa a minha exata salvação

TEUS castanhos abissais, razão do meu naufragar.

OLHOS de imensidão, razão de toda paixão,
MAS nas águas caudalosas perdi-me inevitavelmente.

NÃO pude me desfazer, e de certo assim não quis.

PUDE forjar resistência, mas quem dita regra é o coração.

REAGIR? A quê? Se o que quero é a perdição?

II

FICO aqui, completamente tua refém,

À mercê dos desejos e beijos teus,

VONTADE maior que tenho maior que eu...

ENTÃO que o devaneio se realize,
ACHO que os olhos se falam a língua da emoção,

QUE traduzem o que mais anseiam, dizem do íntimo querer.

É loucura contestar, lutar contra quê?

BOBAGEM querer dizer não, se sim é o verdadeiro desejar.

III

A quem pertence à razão?

MANIA de amar tanto assim

DE se perder e se achar.

FINGIR que nada é ruim
NEGANDO seguir amando

A alma implora, rogando.

INTENÇÃO que seja louca

E faça a vida valer, sem nada regrar...

IV

E QUANDO amar for total, plena loucura

UM CERTO perder-se em tempestade

ALGUÉM além do mero especial.


DESPERTA o melhor do existir, do ser...

O SENTIMENTO que abunda e se derrama,
É MELHOR amar simplesmente,

NÃO RESISTIR, só sorrir.


E SE ENTREGAR, completamente.

# Vi pela primeira vez na Escrivaninha da Fernandinha Xerez, daí me encantei.

Brigada Fernandinha, pela permissão de poder fazer parecido!

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Presentes Metrificados - Natal

Presente de Natal

Presentes metrificados (EC)

Presente em TROVAS

Esperando o bom velhinho

Minha meia pus na janela

Anseio ganhar presentinho

Cheinho de emoção tão bela.

Se assim pudesse escolher

Lindo amor escolheria

Cheio de alegria de viver

Completo e pleno seria.

Papai Noel, será fui bem?

Será fiz tudo direito?

Pode me escutar também,

Dar um agrado perfeito?

Presente sempre é bom

Quando é dado com carinho

Mesmo que seja bombom

Doce é o coração todinho...

Brincadeirinhas a parte

Lembrança é melhor presente

Quando afeto se reparte

Afagando a alma da gente.

Por isso aqui vou brincando

A todos meu presentear

Meus versos vou dedicando

Alegria quero entregar.

Aos amigos cá do encanto

Que Deus encha de bênção

De paz saúde e amor um tanto

Desejo do coração.

FIB

Um

Belo

Presente

Dado a nós

Enviado por Deus

Foi (É) Jesus Cristo Nosso irmão.

TANCA

Presente ao universo

A paz reinando entre os povos

Sem fome, sem dor.

Nosso sonho acalentado.

Na alma uma doce esperança.

HAICAI

Brilha no céu a estrela

Reluzindo a conduzir

Rumando ao presente.

LETRIX

P

A

I

N

O

E

L eva meu pedido// trás ao mundo presente//Paz entre os homens.

PRESENTINHOS

POETRIX

Natureza

Roga respeito,

Requer cuidados,

Melhor presente.

TAUTOTRIX

Perfeito presente

Pedidos preciosos, perenes,

Pequenos primorosos presentes

Poesia, proteção, prazer, paz.

ACROSTIX

PRESENTE

PREvisão de renovada alegria,

SENsação de esperança revigorada,

TEr viva a razão primeira do Natal.

POETRIXINFANTIL

Troca troca

Na árvore a cartinha,

Envolta em sonhos,

No sapatinho, materialização.

ONOMATOTRIX

Anunciação

Na capela soa o sino

Blim blim blim blim blim blom blom

Nasceu quem? Deus menino, para o nosso bem!!!

*****

Este texto faz parte do Exercício Criativo - Presente de Natal

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Corda e lanterna

Corda e lanterna... Peço-te! Joga a corda, A escada, È quase breve, O eterno que se esvai. Escorrego mais e mais, É fogo ou afogar? Quero um fio, uma linha, Que desafogue a consciência, Deixar o choro sufocar, È certo, Logo a noites se vai, Esvai, Nada vai resistir, Submerjo... Será... Sigo cega o caminho de pedras, De sangue ou de pão, Segue-se o sal pelo chão, Um único palpite, Um só sim, ou só um não. Peço-te um feixe de luz, Que seja um raio qualquer, Vaga-lume vagante, Acende a menina dos olhos, Um fatídico iluminar. Vem, Ainda assim, vem, Ao que resta, Jogar a luz, A bóia, O barco, O foguete, O derradeiro. Mover a lanterna, Conduzir, E me levar viva e de vez a ti... # Um pouco inspirado em “Lanterna dos Afogados – By Hebert Vianna” ***** Este texto faz parte do Exercício Criativo - A Lanterna Saiba mais, conheça os outros textos: http://encantodasletras.50webs.com/alanterna.htm
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Te espero

Te espero Na porta, na esquina, Num canto qualquer ilusório, Te espero a sombra dos sonhos, Num canto sereno, secreto de mim. Te espero na janela, de frente para o mar, Na mesa sempre posta, um café fresco, Te espero palavra presa no olhar. Te espero no banco da praça, No batente exposto da vontade desmedida. Porque te espero, esperarei. Cantando , esperando, dormirei. Esperando sossegada, Seguirei. Esperando por ti na madrugada, Luz da lua apagada, Cama feita, arrumada. Véus de seda fiarei... Esperando... Esperarei. Te espero, porque quero, Por esmero, Esperar sincero, Simplesmente, Espero. Te espero na noite assombrada, Quando vago a toa, Quando durmo, acordada. Te espero porta levemente encostada, Vendo invadindo, Uivo do cão latindo, Será? Tua chegada? Ainda espero. Com mãos estendidas, Olhos pedidos, Sede tamanha, Tempo que foi consumado, Calendário rasgado, Já não tão belo sorriso, Marcas do tempo cravadas, Te espero visão quase perdida, Te espero mais tato, Olfato, Só, Quase nada. Mesmo assim te espero, De frente para o mar, agora tanto ausente, De águas bravias, de ilusões tardias, De poucas surpresas, De raras alegrias, De sobreviver, Quase nada sobrevir, De esperar... Espero por ti. Espero-te...
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Há que não vacilar...

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Há que não vacilar...E quando amar fazer do amor integralidade,Para si amar inconformadamente,Para o amor garantia de exclusividade.Em doses que não faltem,Nem façam derramar.E quando amar, fazer amor completamente,Entre corpos, avidamente,Entre almas: delicadamente,Fazer amor com coração escancarado,Janelas e vento convidados,Luas e sóis cúmplices enredados,Amor, no corpo, na pele, no cheiro, na mente...Para que o amor não vacile, todo dia, um recomeçar,Cada instante uma inovação vivenciar, com o mesmo amor,Um novo amar...Um jeito novo de dizer,Um gesto inédito de fazer,A palavra original a escrever,Um olhar diferente a conceder...Nada que possa ser o mesmo, sempre primeiro re-conhecer...E se ainda assim ele parecer dar um vacilo?Jogue fora os velhos conceitos e conselhos,Amarras e correntes,Ponha-se ao mar em novo navegar,Aventure-se,Beba na fonte,Transpirar inesgotável,Derramar rios de lágrimas e suores,Total desvelo que seja ao amar,Fome que não sacia,Prece que angustia,Fogo que nunca cessa,Deixe um louco de amor em ti habitar...Afinal,O amor não pode vacilar...E depois de tudo,Ao acordar, todos os dias, declare seu amor com a própria existência,Viva para isto.POE de 08 de novembro de 2010,
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Por tudo que o amor pode ser...

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Por tudo que o amor pode serPor todas as possibilidades que nos concedemos,Na seara do amor, cestos fartos de cotidiana vivência,Por todo e cada acontecimento do amor,Eu sei, eu quero esta acontecência,Quero este íntegro e retalhado amor...Tenho medo,Acordo assustada nas noites que nem durmo,Olho a porta fechada,Vejo-te dormindo,E te sinto se fechando para mim,Não quero,Grito em silêncio, me desepero...Porque te tenho amor,Amor incompleto e que não me cabe,Amor repleto e desacertado,Que pede o aceite,Que quer só o revide do teu.Eu te amo,Amo tudo e cada coisa,Amo tudo que é objeto de ti,Incluindo doces e amargos,Certos e errados,Inteiros e triturados,Porque amo o absoluto do teu ser.De ti, amo as rugas precoces,Os brancos quase em prata,A voz que me atormente,A clemência,O desassossego...Amo o que te faz diferente,A obra que tu fazes,A cor dos teus dentes,O amassado da camisa,Amo teus imperceptíveis detalhes.As sandálias de borracha, gastas...Amo-te quando faz guerra,Quando em ti não mais conténs,Amo tua insônia intermitente,E teus infinitos cafés, quer frios ou quentes,Amo quando de mim te fazes ausente.Amo teu ranço, tua acidez,Amo tua eloqüente lucidez,Amo quando superas tudo que de ti espero,Amo tuas renovação e insensatez...Eu te amo sempre e de quando em vez,Eu te amo juventude que exacerba,Amo-te pelos dias todos de comiseração,Pelos perdões pedidos sem razão,Pelos pecados loucos da paixão.Eu te amo na plena inconsciência,Amo no amor que sei se delimita,Te amo antes mesmo da chegada,E mais te amo quando a partida é anunciada.Eu te amo amor firme, rocha quase quebrada,Amo as fagulhas das farpas contadas,Eu te amo, um amor consolidado,Uno,Inquebrantável...Amo esse teu amor vacilante,E amo o meu vacilante amor,Mas amo com fé, agarrada ao fio dependurado,Quase partido,E quero me despedir dessa possível dor.Eu sei,Esse amor resiste agora, ainda que ferido,Magro e desenxabido,É o meu amor por ti, faminto e obstinado,Que vigorará independente de qualquer agrado,E restará amor até o final,E assim esse fim ultrapassado,Continuará amor de mim,Perdurará além do invólucro que me comporta e me compõe,Viverá...Viverá...# Inspirado no mote de hoje do POE, cujo tema foi: “Quando o amor vacila”, poema de autor desconhecido, contido no DVD do Show Maricotinha, ao vivo, de Maria Bethânia.
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Um quase confessar...

Quase confessar Caro André, Pensei por toda, ou quase toda a vida, antes de tomar está decisão. Até bem pouco tempo jamais imaginaria chegar a tal ponto.Ou melhor, chegar ao ponto. Não sei se me abato ou me alegro, se me anuncio ou se me denuncio. Sei apenas que alguma hora, esta hora havia de chegar. Rendo-me. Ponho agora uma marca no decorrer desta jornada. Haverá dias, meses, anos que antecederam esse Hoje, e haverá o que vier depois. Esta carta é um emblema, uma insígnia que marcará, delimitará os meus dias e quem sabe os teus. Todos temos algum ou alguns segredos, atos dos quais perdemos a chave da revelação, gestos que nos comprometeriam, ou que causariam mal a alguém, desestabilizariam vidas, enfim, atos que por alguma razão precisamos arquivar, queimar, não deixar provas. Tenho um guardado precioso, que decidi ser só meu até bem pouco. Porém ao completar mais da metade da jornada de existência, antes que a visão, e principalmente a razão me falte, vou materializar aqui, em poucas palavras esse tesouro. Pretendo que esta te seja entregue, e envidarei todos os esforços para que chegue intacta as tuas mãos. Seria um tanto egoísta em te esconder por mais tempo. André, assim que receberes esta missiva, acompanhada dela um pacote seguirá. Deves agora, por exemplo, estar estranhando tanto mistério, principalmente de alguém que há muitos, muitos anos, diria décadas, sequer sabes notícias. Mas eu, ainda que geograficamente distante, não te perdi de vista, e armei uma teia, bem engendrada, onde pela qual tive constantes notícias tua, de tua vida. Não, ainda não me condene, sei que por outras razões, mais adiante, certamente me condenarás. Peço se não for muita ousadia que me perdoes por tudo, por absolutamente tudo e compreenda as minhas prováveis razões. Sei que tal revelação, pode ou não modificar tua vida, tudo vai depender de como me interpretares e interpretares a vida e de quão favorável fores com o destino. Rogo que se tiveres que castigar alguém, que seja apenas a mim. A tua punição, o teu desprezo ou silêncio tomarão o lugar da pena diária que me impus silenciosamente por todos estes anos de tortuosa reclusão. Neste momento em que te escrevo tiro da minha alma um peso incomensurável, que contribuiu amargamente e sem volta para que eu hoje seja quem sou a sentença que me imputei restou neste estado atual em que me encontro, carcaça física e espiritual da mulher que fui. Perdoa-me se te for possível. Sei que meus atos foram errôneos, mas omitir de ti foi meu maior erro. Chega de explicar o que talvez tu aches, não tem plausível explicação. Clamo-te, prossegue, não queima ou rasga esta e não te desfaz do conteúdo do pacote antes de tudo averiguar, por favor. Só fará sentido no final, é quase como um jogo, e a tua compreensão e a medida do teu ódio ou desprezo por mim se concluirão quando tudo averiguares detidamente. Peço-te a chance de que pelo menos partilhes comigo este que foi até hoje o meu maior e mais doloroso segredo. Belém, em 08 de novembro de 2010. Rúbia ***** Este texto faz parte do Exercício Criativo - Inconfessável Segredo Saiba mais, conheça os outros textos: http://encantodasletras.50webs.com/inconfessavel.htm
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Inverso partilhar Agrada-me o teu cheiro misturado de estações, Alegra-me tua louca liberdade, Teu andar de por aí, teu olhar composto de desertos, Tudo, um constante revelar. Sou envolta por tuas idas e vindas, Sou espera da demora do sem ti. Sou saudade quando perto estás. E plenitude na tua falta. És um pequeno presente em um passado mais além, És um futuro incerto na certeza da chegada, És o tempo, onde as horas são raras e marcadas, És dias e noites perdidas entre alcovas arrumadas, Sou o sintoma que deixas presente na minha solidão, O infindável efeito das marcas de tuas mãos, O teu sabor é perene nos meus dias vãos, Mapa de caminhos que inversamente partilhamos.
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