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CANTO X - A MADRUGADA

O sono do sol sombreava a cidade
antecipando a noite, alegrando a noiva,
arrumando a p***, açambarcando a claridade.

Orei aos mortos, aos marinheiros dos portos,
a fúria dos defuntos doces e azedos, juntos,
ao sangue nas armas, a liberdade atravancada.

Ela se move como deusa sobre saltos, destreza.
Seios empinados, olhos de ébano arregalados,
sinuosos glúteos malemolentes, dentes contentes...

Na penumbra da rua imunda,
o ar sem vida outrora tida.
Azulfundo, rasoprofundo, malgradomundo.

Sentei no primeiro degrau acima do nada.
Golfei palavras amarfalhadas, arrotadas,
enlameadas, em frases vomitadas.

O lazer felino das panteras,
o cheiro azedo das feras,
sem novidades. Velhas quimeras.

A face coral do andar de cima
e os deuses ao meu lado. Parece sina.
- Velha rica ! Sovina !

Não quero vinho. Quero cana.
Estou em Copacabana - lar dos sacanas,
das putas e dos sacripantas.

Eu e meus leopardos
carnalmente saciados,
pela sorte abandonados.

Sorte é o azar vestido de gala,
ou simples refluxo d'água:
- Vem e vai, mais nada.

Nos baixios se aguarda a madrugada -
hora zero da viúva excitada
e do proxeneta dividir migalhas.

Nelson Rodrigues romanceou a verdade,
a calamidade, a autêntica marginalidade
- com doçura, extravagância e beldades...

Arrependa-se na noite. É tiro e queda.
Estimule a madrugada vadia, espia.
Extraia dos olhos as picardias...

Pixadores, grafiteiros e outros atores,
arrancando aplausos, arrecadando valores.
Inês é morta ! - Onde estão os andores ?

Espelhos sugam energias,
congelam imagens. Sabias ?
Derivativos, sugestões, antropofagias...

Oswald de Andrade arrancou a cueca de São Paulo.
Coloriu seu cinzento lúdico, meio ralo
e nos burgueses bunda, botou no rabo.

- "Conheceis e temeis" ! - Diz o pastor
sobre um Deus que mete medo,
castiga, põe no fogo. Um horror.

Subo mais um degrau do nada. Sinto calor.
Conjeturar sobre Deus dá briga.
Espinosa que o diga. Ele ? - Deus nem liga !

O afeto afeta e dá idéias.
É da vida a melopéia
e dos poemas a logopeia...

                                                                                  Paolo Lim

Saiba mais…

CANTO XI - CIVILIZAÇÃO

Faróis de xenon, cegam.
Celulares vitimam.
Lua nova no céu da civilização. 

Tecnologias cabestram pensamentos,
borrifam novidades, ensinamentos,
fusões de mensagens, novos fundamentos.

O verso esmirra na "gift" engraçada,
compartilha galhos podres de árvores arrancadas.
Tudo na tela que ofusca a luz do sol esfumaçada.

É o velho falando...
Balançando o momento, abanando o tempo
de terra imprópria.

Camada por camada,
ponta de idéias fendidas
e a sociedade acomodada.

Som de chamada. - "É dela" ?
Assovios, gongos qual bater de panela
e toda curiosidade que o alerta encerra.

Nenhum vento me pertence -
o cristal líquido da tela, vence,
inebria, convence.

O sabiá canta no teatro vazio, sem platéia.
A pata preta da cabra branca
apenas antiga prosopopeia.

Ao mesmo tempo, em tempo
se constroem saudades ao relento.

                                                                          Paolo Lim

Saiba mais…

CANTO XIII - O CASAMENTO

- Ah... Maria Antonieta!
Como pôde perder a cabeça, que abrigava tão lindo rosto, amado meu, no salão amarelado e tosco daquele velho Liceu?

 

- Ah... Maria Antonieta!
Casáramos com comunhão de bens – lembra? União estável, sem vinténs... Numa tarde de Halloween e atitudes mirins. Você vestida de Theda Bara e eu de Elvis, o cara... Cerimônia chinfrim, com taças e tin, tins.

 

-Ah... Maria Antonieta!
Escrevêramos a sub-ópera de Saigon na lua de mel diabética - sequer um bombom. Atacáramos sem dó, o dó, ré, mi, buscando o tom, homenageando Giap e Ho Chi Min, seus arrozais inundados, com secretos túneis interligados, milhões de vietcongs armados, soterrados, sob o rá, tá,tá dos helicópteros do Tio Sam, napalm nas palmas amareladas, tentativa vã, sob a lua cheia na lama, ofensiva insana, mortes sem honras à condecorar.

 

Ah... Maria Antonieta!
Aos poucos você revelou novas facetas: - Messalina enrustida, das trans preferida, arquiteta de pontes para velhos amantes, vagabunda maquiavélica – angelical, angélica. Mata Hari dejà vu, cheque mate, Khárites, mocinha do faroeste, a própria Métis. Espartilhos e olhos esbugalhados, cruz de vidros coloridos contra maus olhados. Incursões por outros mundos – quarto ou quinto, sei lá que número ! Misturada a entidades urbanas, sacanas, baianas - Que não recebem, apenas protegem as putas bacanas.

 

Ah... Maria Antonieta!
Ostentavas as lantejoulas do tesão. Azulzinhas. Ed Lamares, Gretas Garbo. Iguaizinhas. Nem Bruce Lee resistiu: - Golpeou o vazio. Kennedy, tomado por Hímeros, lhe era a feitio. Hittler, para você, comeu mosca. Teve enfastio. Black Panters” lhe foram caros. -“Negros são lindos, muito claros”. E houve o Oscar com Marlon Brando em momento raro...

 

Ah... Maria Antonieta!
Loira como a loucura. Moria, morou ? Pele lisa, dura musculatura. Shiva dourada. Multiplena. Vaca profana. Oráculo de ateus. Metade gente, metade hiena. Atiçadora de Lissa, ladra de cena, desnudadamente plena. Até Tirézias a teria visto.

 

Ah... Maria Antonieta!
Vá... Toque as cornetas por Cronos – corno maluco, temporizador, manso, eunuco, cheio de afetos, papos retos, Valdicks Sorianos despertos, Ânima que anima, Gaia gaiata que ensina pura toxina, pó das vísceras de Hiroxima, espécie rara de propina.

 

Ah... Maria Antonieta!
 
                                                                                               Paolo Lim
Saiba mais…

CANTO X - A MADRUGADA

O sono do sol sombreava a cidade
antecipando a noite, alegrando a noiva,
arrumando a p***, açambarcando a claridade.

Orei aos mortos, aos marinheiros dos portos,
a fúria dos defuntos doces e azedos, juntos,
ao sangue nas armas, a liberdade atravancada.

Ela se move como deusa sobre saltos, destreza.
Seios empinados, olhos de ébano arregalados,
sinuosos glúteos malemolentes, dentes contentes...

Na penumbra da rua imunda,
o ar sem vida outrora tida.
Azulfundo, rasoprofundo, malgradomundo.

Sentei no primeiro degrau acima do nada.
Golfei palavras amarfalhadas, arrotadas,
enlameadas, em frases vomitadas.

O lazer felino das panteras,
o cheiro azedo das feras,
sem novidades. Velhas quimeras.

A face coral do andar de cima
e os deuses ao meu lado. Parece sina.
- Velha rica ! Sovina !

Não quero vinho. Quero cana.
Estou em Copacabana - lar dos sacanas,
das putas e dos sacripantas.

Eu e meus leopardos
carnalmente saciados,
pela sorte abandonados.

Sorte é o azar vestido de gala,
ou simples refluxo d'água:
- Vem e vai, mais nada.

Nos baixios se aguarda a madrugada -
hora zero da viúva excitada
e do proxeneta dividir migalhas.

Nelson Rodrigues romanceou a verdade,
a calamidade, a autêntica marginalidade
- com doçura, extravagância e beldades...

Arrependa-se na noite. É tiro e queda.
Estimule a madrugada vadia, espia.
Extraia dos olhos as picardias...

Pixadores, grafiteiros e outros atores,
arrancando aplausos, arrecadando valores.
Inês é morta ! - Onde estão os andores ?

Espelhos sugam energias,
congelam imagens. Sabias ?
Derivativos, sugestões, antropofagias...

Oswald de Andrade arrancou a cueca de São Paulo.
Coloriu seu cinzento lúdico, meio ralo
e nos burgueses bunda, botou no rabo.

- "Conheceis e temeis" ! - Diz o pastor
sobre um Deus que mete medo,
castiga, põe no fogo. Um horror.

Subo mais um degrau do nada. Sinto calor.
Conjeturar sobre Deus dá briga.
Espinosa que o diga. Ele ? - Deus nem liga !

O afeto afeta e dá idéias.
É da vida a melopéia
e dos poemas a logopeia...

 

                                                                Paolo Lim

Saiba mais…

CANTO XI - CIVILIZAÇÃO

Faróis de xenon, cegam.
Celulares vitimam.
Lua nova no céu da civilização.

Tecnologias cabestram pensamentos,
borrifam novidades, ensinamentos,
fusões de mensagens, novos fundamentos.

O verso esmirra na "gift" engraçada,
compartilha galhos podres de árvores arrancadas.
Tudo na tela que ofusca a luz do sol esfumaçada.

É o velho falando...
Balançando o momento, abanando o tempo
de terra imprópria.

Camada por camada,
ponta de idéias fendidas
e a sociedade acomodada.

 

Som de chamada. - "É dela" ?
Assovios, gongos qual bater de panela
e toda curiosidade que o alerta encerra.

Nenhum vento me pertence -
o cristal líquido da tela, vence,
inebria, convence.

O sabiá canta no teatro vazio, sem platéia.
A pata preta da cabra branca
apenas antiga prosopopeia.

Ao mesmo tempo, em tempo
se constroem saudades ao relento.

                                                                                    Paolo Lim

Saiba mais…

CANTO XIII - O CASAMENTO

- Ah... Maria Antonieta!
Como pôde perder a cabeça, que abrigava tão lindo rosto, amado meu, no salão amarelado e tosco daquele velho Liceu?

 

- Ah... Maria Antonieta!
Casáramos com comunhão de bens – lembra? União estável, sem vinténs... Numa tarde de Halloween e atitudes mirins. Você vestida de Theda Bara e eu de Elvis, o cara... Cerimônia chinfrim, com taças e tin, tins.

 

-Ah... Maria Antonieta!
Escrevêramos a sub-ópera de Saigon na lua de mel diabética - sequer um bombom. Atacáramos sem dó, o dó, ré, mi, buscando o tom, homenageando Giap e Ho Chi Min, seus arrozais inundados, com secretos túneis interligados, milhões de vietcongs armados, soterrados, sob o rá, tá,tá dos helicópteros do Tio Sam, napalm nas palmas amareladas, tentativa vã, sob a lua cheia na lama, ofensiva insana, mortes sem honras à condecorar.

 

Ah... Maria Antonieta!
Aos poucos você revelou novas facetas: - Messalina enrustida, das trans preferida, arquiteta de pontes para velhos amantes, vagabunda maquiavélica – angelical, angélica. Mata Hari dejà vu, cheque mate, Khárites, mocinha do faroeste, a própria Métis. Espartilhos e olhos esbugalhados, cruz de vidros coloridos contra maus olhados. Incursões por outros mundos – quarto ou quinto, sei lá que número ! Misturada a entidades urbanas, sacanas, baianas - Que não recebem, apenas protegem as putas bacanas.

 

Ah... Maria Antonieta!
Ostentavas as lantejoulas do tesão. Azulzinhas. Ed Lamares, Gretas Garbo. Iguaizinhas. Nem Bruce Lee resistiu: - Golpeou o vazio. Kennedy, tomado por Hímeros, lhe era a feitio. Hittler, para você, comeu mosca. Teve enfastio. Black Panters” lhe foram caros. -“Negros são lindos, muito claros”. E houve o Oscar com Marlon Brando em momento raro...

 

Ah... Maria Antonieta!
Loira como a loucura. Moria, morou ? Pele lisa, dura musculatura. Shiva dourada. Multiplena. Vaca profana. Oráculo de ateus. Metade gente, metade hiena. Atiçadora de Lissa, ladra de cena, desnudadamente plena. Até Tirézias a teria visto.

 

Ah... Maria Antonieta!
Vá... Toque as cornetas por Cronos – corno maluco, temporizador, manso, eunuco, cheio de afetos, papos retos, Valdicks Sorianos despertos, Ânima que anima, Gaia gaiata que ensina pura toxina, pó das vísceras de Hiroxima, espécie rara de propina.

 

Ah... Maria Antonieta!
 
                                                                                               Paolo Lim
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VENTO

Este vento, Senhor, é o sopro do desamor...
Fustiga a alma, tira a fome, descolore, traz a dor.
A poeira sobe e embaça o ar,
se deposita nos colarinhos, atrapalha enxergar.

Este vento, Senhor, sobe degraus em céu aberto,
conduz micróbios não descobertos,
causa estrias nas águas paradas,
move-se como verme em tripas contaminadas.

Este vento, Senhor, aciona moinhos na estia,
seca o sal, gera energia,
assanha os cabelos da morena
e lhe levanta a saia a revelia. 

Ah... Esse vento, Senhor, é mais um exemplo da Sua picardia.

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REFLEXÕES

Nem um vacilo de luz do sol -
no quarto escuro sinto-me especial,
crio luz, mergulho no essencial,
vejo o que quero, admiro o que se mostra
neste precário caos vital...

Eu e o negror. Silêncio epidérmico.
Um vento anêmico carrega espectros,
imagens mentais, filosofais,
misturam mitos e arquétipos,
dialéticos. 

Consumo fundamentos
jamais expostos ao relento.
Herméticos e purulentos.
Não é um surto porque curto.
Não é triste pois sorrio,
têm a imponderabilidade dum rio...

Vulcão com fogo controlado,
lavas d'ouro, explosões ao largo,
emoções perigosas,
trips venenosas,
valores torpes à testemunhar,
amesquinhar, querer guardar
para ter, sem ser, sem crer,
se enrolar...

Fiat lux !

                                                                         Paolo Lim

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GOROROBA

Comida o vento não leva;
Quem tem estômago tem pressa.
É pela barriga que se chega ao intestino
Raspar o prato é educação, trato fino.

A vida é gororoba da boa,
não podemos desperdiça-la atoa.
Gordura é reserva de energias,
Rubens amava as gordinhas.

Chocólatras, uni-vos !
Leiam o que dizem os livros.
O que os olhos não vêem,
o estômago não pede,
o nariz fareja longe o que fede...

Olho de sogra é delícia;
Ovos mexidos ? - Caso de polícia !

Não é chique, em público, comer coxinhas.
Coma escondido num canto da cozinha.


Empada de camarão, tentação;
- Eita veneno bão !

Morramos pela boca.
Garanto que melhor do que pelo coração.

                                                                                                Paolo Lim

 

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ASSIM SERÁ...

Palavras, como cascas de barata,
luzem na contraluz e se desfazem
na memória do instante seguinte.

Cego como morcego, ouço o mar
batendo em aposentos vazios
em busca da beleza primal.

Quatro cadeiras e a cama arqueada
na simples sucessão convencional
de necessidades vitais.

Meu portal sem maçaneta
se abre ostensivamente
à paisagem oleosa.

Vozes de homens velhos
procurando ouvidos
em meio a fatos corriqueiros.

Frágeis cascas que conheci como homens,
sorriem banguela para a vida
que insiste em não deixa-los partir.

Eros afogado às velhas vontades,
ribomba desejos, sensações, aflições,
agitando o casulo seco.

Move-se a grande indiferença,
ressurgem as velhas vontades
na mesa parca, engalanada.

Apaga-se a vela.
O escuro eterno.
Pronto. Nada mais será novo...

                                                                                                           Paolo Lim

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INTERROGAÇÃO

Não teria nexo, tampouco sentido,
se no anexo do texto lido,
um perplexo indivíduo,
manifesto enrustido
por complexo de diminutivo,
como reflexo obtido,
me desse um amplexo agradecido.

Desconexo, mas acontecido.

Saiba mais…

VIRTUAL

Doces são palavras mastigadas 
num leito de amor perfeito,
em madrugadas enclausuradas
pelo clima causa e efeito,
de fidelidades obrigadas,
papeis passados e direitos
há muito arruinadas,
pela exposição dos defeitos,
nas fotos amareladas
dum amor pelo tempo desfeito.

Febril é a paixão imaginada
que lhe aperta o peito,
tem hora marcada,
adjetivos, sujeito,
pernas embaraçadas,
caricias ao jeito,
profundezas encharcadas
pelo virtual eleito...

                                                                                        Paolo Lim

Saiba mais…

MOÇO

Empalado até o pescoço,

morreu ainda moço

pelo destino que armou.

Naquela tarde o badalar do sino,

despalavrou o rabino,

entristeceu o pároco e irritou o pastor.

Empalado até o pescoço -

jovem, bonito, bom moço -

morreu por prazer e amor.

 

                                                                         Paolo Lim

Saiba mais…

OUSADIA


Muitas sombras...
A vida é para ser vista à luz do dia.
Mastigada, deglutida com temperos de ousadia.
A paz é utopia.
 
Entre na guerra.
Abandone os caminhos traçados,
experimente secos e molhados,
pise na lama, durma na rama,
execute aqueles sonhos encalhados.
 
Quebre regras,
saia da cela,
refresquece-se no mar desconhecido,
busque o infinito dos desejos esquecidos,
seja o que poderia ter sido.
 
Saia da sombra,
escreva no asfalto o que pensa,
voe, chega de pedir licenças,
submeter-se às crenças,
viver desavenças.
   
A vida é ousadia.
Saiba mais…

OUSADIA

                                           
3542087483?profile=original
Muitas sombras...
A vida é para ser vista à luz do dia.
Mastigada, deglutida com temperos de ousadia.
A paz é utopia.
Entre na guerra.
Abandone os caminhos traçados,
experimente secos e molhados,
pise na lama, durma na rama,
execute aqueles sonhos encalhados.
Quebre regras,
saia da cela,
refresquece-se no mar desconhecido,
busque o infinito dos desejos esquecidos,
seja o que poderia ter sido.
Saia da sombra,
escreva no asfalto o que pensa,
voe, chega de pedir licenças,
submeter-se às crenças,
viver desavenças.
A vida é ousadia.

Saiba mais…

MOÇO

3542086708?profile=original

Empalado até o pescoço,

morreu ainda moço

pelo destino que armou.

Naquela tarde o badalar do sino,

despalavrou o rabino,

entristeceu o pároco e irritou o pastor.

Empalado até o pescoço -

jovem, bonito, bom moço -

morreu por prazer e amor.

Saiba mais…

VIRTUAL

3542077658?profile=original

Doces são palavras mastigadas 
num leito de amor perfeito,
em madrugadas enclausuradas
pelo clima causa e efeito,
de fidelidades obrigadas,
papeis passados e direitos
há muito arruinadas,
pela exposição dos defeitos,
nas fotos amareladas
dum amor pelo tempo desfeito.

Febril é a paixão imaginada
que lhe aperta o peito,
tem hora marcada,
adjetivos, sujeito,
pernas embaraçadas,
caricias ao jeito,
profundezas encharcadas
pelo virtual eleito...

Saiba mais…

INTERROGAÇÃO

3542074797?profile=original

Não teria nexo, tampouco sentido,
se no anexo do texto lido,
um perplexo indivíduo,
manifesto enrustido
por complexo de diminutivo,
como reflexo obtido,
me desse um amplexo agradecido.

Desconexo, mas acontecido.

Saiba mais…