Posts de Nina Costa (72)

O QUE VAI SER QUANDO CRESCER???

 
 
 
O que vai ser quando crescer???


Testando a inteligência do filhinho, os pais começaram a indagar o que ele vai ser quando crescer...
Até que um dia, em sua inocência, ele respondeu:
_ Eu telo sê gandi igol o tio qui icondi no gada opa da mamã!

Criança diz cada coisa!...

Moral da história:
*Quem muito questiona acaba tendo resposta!!!


Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 21/02/2012.
Mimoso doSul, Espírito Santo, Brasil
 
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NASCIMENTO DE ARABEL

 

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Nascimento de Arabel

 

          Arabel nasceu num desses dias de verão... Uma tarde quente, ensolarada, mas com uns filetes de uma chuva temporã que caiam zombeteiros, aqui e ali. A chuva caia numa ruidosa sinfonia no telhado das simples casas, enquanto o sol teimava em brilhar atrás de umas nuvens brincalhonas.
     Era assim o dia de sol e chuva, calor e umidade, com as águas teimosas correndo pelo chão, quando Arabel nasceu...
     Ele vinha caindo vertiginosamente, com as asas encolhidas para trás, de olhinhos fechados com medo de bater no chão... Quando uma mão firme, calçada de luva o segurou pelos pés, e Arabel, com aquele medo, sequer respirava... encolhidinho, frágil, sem entender como entrava neste mundo.
     Aquela mão desejava fazer Arabel respirar o oxigênio, encher seus pulmões de ar, oxigenar seu cérebro, então aquela mão firme que lhe segurava os pés, recorreu à sua companheira e deu um tapinha no bumbum de Arabel. E Arabel sentindo a primeira dor do mundo, então chorou... Abriu os olhos, olhou em volta tentando reconhecer onde estava.
     Ai, o corpo lhe doía, ...
     Sentia-se tão pequenino. Antes era grande e forte, agora tão frágil... O que fazer nessa nova casca, nesse corpinho minúsculo? Chorar? Sentir o cheiro desta que vai acolhê-lo nos braços, amamentar ao seio e chamar de filho? Reaprender a viver?...
     Arabel naquele visgo vermelho que estavam tentando tirar de si. Introduziram uma sonda em seu nariz aspirando um líquido que ele sequer reconhecia, lavaram-no, vestiram-no e o colocaram numa máquina quentinha, mas não era quente como o céu, de onde ele viera... Não sei se pobre, não sei se feliz. Mas era Arabel no primeiro dia em que aqui nascia...
     Arabel sugou o seio daquela mulher. Arabel sentiu o carinho e a proteção daquelas mãos maternas.  Arabel começou a olhar em volta e descobrir, agora, que mesmo sem as asas que se lhe quebraram na queda, poderia voar: voar na imaginação, voar no tempo, voar, ...  mesmo sem sair do chão. Uns diziam que isso era brincadeira lúdica, outros diziam que era fantasia...
     Arabel hoje crescido, assina, e os outros chamam de poesia...
     Ahhh, Arabel!
     Ahhh, Arabel! Tu és um anjo perdido do céu...
 
By Nina Costa in 21/09/2014.
Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil.
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ORAÇÃO PELAS MÃES


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Para todas as mães e seus(suas) filhos(as)

Senhor, abençoe às Mães:

Aquela que carrega no ventre a vida que teu Espírito abençoou com o sopro de novidade...

Aquela que o ventre não soube fazer essa acolhida, mas nos braços se fez por merecer a bênção rejeitada de outra (e adotou)...

Aquela que espera com carinho na porta da escola, a que joga bola, a que brinca de boneca

Aquela que ainda criança, espera outra criança e aprende a ser mulher junto da própria filha...

Aquela que chora pelas madrugadas, e preocupada, busca o filho nas ruas incertas...

Aquela que escolhe ser e o é bem planejado, e a que é sem ter sequer querido...

Aquela deseja ser o que as outras são e sonha acalentar ao seio o filho esperado ...

Aquela que já não se encontra nessa vida, e a que os anos já cicatrizou...

Aquela que é menina, avó, sogra, mulher, a que cuida da casa, que trabalha fora...

Aquela que é letrada, a que é pai e mãe, a que nunca foi na escola ...

Meu Deus, na sua bondade infinita forjou amor tão próximo do seu dentro do coração de uma mulher,

Abençoe Senhor, todas as Mães!... Inclusive a Mãe que hoje sou...

*******

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 07/05/2011

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A ENCICLOPÉDIA NOSSA VIDA SEXUAL

 
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 A ENCICLOPÉDIA  NOSSA VIDA SEXUAL
 

          Ele era como um filho de minha mãe e mais um irmão para meus irmãos, não para mim... Eu não gostava dele como irmão, não o queria como irmão... mas ele me tratava como a irmãzinha caçula.
          Quando ele chegava, meu coração quase pulava pela boca, mas por não conseguir sair, se agitava dentro do peito, e eu não podia entender porque,... O porquê de aqueles grandes olhos azuis naquele rosto moreno queimado de sol me faziam tão desconcertada, aquele sorriso de lábios fartos me deixavam tão emocionada e a presença dele me dava tanta felicidade... Não era algo que eu soubesse explicar, apenas sentia...
          Quando ele bebia água, café ou suco, eu tomava no mesmo copo, para sentir o gosto dos lábios  dele... Quando aos finais de semana, ia lá pra casa  com suas tralhas, e me pedia pra passar sua roupa para sair com meus irmãos, eu alisava como se o acariciasse dentro delas e escondido cheirava suas camisas...
          Ele não tinha nenhuma orientação da mãe, e vendo uns livros que minha irmã comprara _ ENCICLOPÉDIA  NOSSA VIDA SEXUAL _, ele pediu para levar e ler (claro que eu já havia lido os três volumes da enciclopédia).
          Então, colocando em prática o que havia escrito nela, entre alguns poemas românticos de Goethe, ele um dia me trouxe uma flor de graxa vermelha e me deu escondido..., e eu, escondido, apanhei e a coloquei em um copo dágua e dentro do coração. Esse foi o sinal que me fez descobrir que aquilo que eu inocentemente experimentava era o sabor magnífico do meu primeiro amor.
          Deitado no sofá da sala entre dormindo e vendo TV, vez em quando ele me olhava com aqueles olhos de céu e mar, e eu sentia aquele azul  como que me envolvesse numa cortina de fogo, e eu fugia daquele olhar por não saber lidar com aquela combustão que só ardia dentro de mim...
          Quando ele completou seus dezenove anos, resolveu ir embora para o Rio de Janeiro, tentar a vida lá, e eu fiquei esperando que um dia voltasse...  quando voltou,eu agora com dezoito anos e ele com vinte e dois,  veio sem avisar, e me encontrou na rua e me perguntou de sopetão se eu estava namorando ou paquerando alguém, ao que eu respondi que não. Perguntou ainda se podia ir pedir minha mãe para me namorar...
          'Depois de quase quatro anos sem dar nenhuma notícia...', eu disse que fizesse o que bem pensasse, dando de ombro. Ele foi embora e em pouco tempo depois, recebi a notícia de que ele estava namorando a filha do patrão, foi quando eu comecei também a namorar aquele que se tornou depois, meu esposo. Neste mesmo ano, no dia 23 de setembro, ele veio e deu uma festa de aniversário para a mãe, sendo eu uma  convidada, fui com meu namorado...
          Ele, no meio da festa, mesmo vendo-me com o namorado do lado, convidou-me pra dançar, e falou em meus ouvidos: "Broto, como você está bonita!", abraçando-me. Eu me afastei e disse que ia embora, esperando que ele dissesse "não vai, meu amor, eu te quero, te amo..." ou outra coisa assim. No entanto ele só disse que ainda era cedo. E eu disse "não" e me fui...
          Nesse dia eu dei ao meu namorado aquilo que guardava há tanto tempo para ele, rompeu-se o lacre de uma história, um himen, um sonho... e eu que sonhei dar a ele minha pureza virginal, senti doer na alma meu defloramento, me vinguei de mim por amá-lo demais... A ENCICLOPÉDIA NOSSA VIDA SEXUAL não nos  ensinou lidar com nossos sentimentos...
          A última vez que nos vimos, nos abraçamos forte como se quiséssemos comprimir o tempo e a distância que haviam crescido entre nós dois, eu senti o tremor e arrepios nos percorrer os corpos, e os corações baterem ambos em um compasso acelerado, e ele, olhando-me com aquels olhos de céu e mar, disse: "Broto, você continua muito bonita!" 
          Falamo-nos de nossas famílias e nos despedimos mais uma vez...
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 10/02/2012

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QUEM ÉS?

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"QUEM ÉS?"

 

Às noites que divagas, indolente.
Levando ao peito, do cupido, a lança.
"Quem és?", sei que perguntas em tua mente
Ao ver-me na moldura da lembrança.


Eu sei que sonhas-me feito criança
Que não sabe lidar com o que sente...
Eu sou a luz da lua, a brisa mansa
Eu sou o desejo forte e envolvente.


Indagas-me ao próprio pensamento,
E ensimesmado co'a mente difusa,
No fundo de tu'alma me procuras.


Descobres-me nos vários sentimentos
Sou tua amada, tua eterna musa
Teu sonho, teu amor e tua loucura...


            Em interação ao texto  "MUSA IMAGINÁRIA"
            do poeta amigo PUETALÓIDE (Luciê Ramos)
        http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/5000082
 
N.A.: In memoriam ao meu grande amigo que foi fazer sonetos nas estrelas! Saudades de duetar contigo, Luciê!

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PALAVRAS CERTAS

 

Palavras certas.


As palavras certas,

Muitas vezes calam-se aos lábios

Ficando por dizer indeléveis palavras...

O insólito medo de não saber expressar com destreza e fieldade

O anseio por se fazer entender dentro do inteligível ser...

As palavras trancam-se dentro de um cofre

E como preciosas joias valorizam-se no silêncio de um olhar

Nos sussurros do coração,

No ritmo da emoção ensandecida,

Na expressão do gesto,...

O corpo em puro e real protesto,

Geme,

Fala,

Grita,

Transborda em suas fontes...

Como vozes de maresia,...

Como o silvo de constelações,...

No ventre da alma enluarada e nua

As palavras rebentam ondas no cais.

E como ondas balbuciam entre vem e vai

Guturais ruídos traduzindo roucas emoções,

Sonhos,

Fantasias,

Desejos...

E finalmente,

As palavras certas rolam pela fresta dos lábios

E se consagram no sabor de um beijo...

       Te amo!... Te amo!... Te amo!!!...


                    

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 25/08/2012

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REPETIÇÕES

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REPETIÇÕES


Te amo!

Sei que não preciso repetir tantas vezes

Que te amo, ...

Pois sabes que te amo

Intensamente,

Com loucura e paixão,

Com ternura e o reconhecimento...


De que tua existência em mim alegra meus dias,

Enche meus versos de poesia

E minha vida de sonhos...


Mas eu te proponho

Aceitar que eu repita tantas vezes

Quanto eu necessitar dizer

Te amo!...


Pela manhã ao nos levantarmos:
Te amo!

Quando juntos  à hora do almoço:
Te amo!

Ao retornares do trabalho:
Te amo!

Ao nos deitarmos em nosso leito de amor:
Te amo!

Após nos amarmos:
Te amo!

Em entrecortadas respirações ofegantes,


Em meio a exatidão do desejo realizado

E da satisfação da plena entrega

Dizer: 
Te amo!... Te amo!... Te amo!... 

Te amo além da rotina,

Te amo além da carne que vibra ao teu toque,

Te amo além do espaço

E do tempo que nos separa e nos une,

Te amo além da efemeridade do amor

Que o mundo oferece,

Além de tudo e de todos, meu amor,

Eu simplesmente

Te amo!...
 


By Irene Cristina dos Santo Costa - Nina Costa,  in  09/01/2013
 

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MENINA BOBA...

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Menina boba...

 

A menina boba

Fantasia ser uma  loba

Mas sua pele lupina

Não dá ainda pra usar

Porém,  olhando da janela

A menina boba pra lua

Ela donzela, e a lua nua

Boba se põe  a uivar

Uivo de loba  menina

De quem tem a fantasia

Esperando a hora “H”

Quem olha vê a “bobiça”

Da menina que cobiça

Garras felinas criar

Ah! Pensem o que quiserem

Já brincou de ser ovelha

Já foi gatinha faceira

Agora ela quer ser loba

Nem que seja um guará...


Irene Cristina dos Santos Costa – Nina Costa 13/12/2011

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HORA DE REOMEÇAR...

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HORA DE RECOMEÇAR

 

Depois de uma noite chuvosa

Vem um dia luminoso de sol

Assim quando se pensa chegado o fim

É hora de recomeçar:

Refazendo esperanças,

Renovando votos de fé,

Reavaliando perspectivas,

Reestruturando o que de bom ficou e

Desfazendo-se do que não presta...

 

Recomecar é aparar as arestas,

Faxinar a alma com calma e sem pressa,

Iluminar o pensamento com otimismo,

Abrir as janelas para a vida e o amor

Pondo o coração para secar ao sol da alegria

E ao vento do entendimento,

Fazer-se poesia nos versos do dia a dia...

 

Recomeça-se, principalmente entendendo, enfim

Que o que é bom para você,

É diferente para mim

E nessa diferença toda

Cada um é especial, vive dias bons e maus

Mas foi feito obra divida, criado eterno aprendiz

Da arte de ser feliz...

 

Nina Costa, in 21/04/2018

Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil

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CORES

 

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CORES

 

Pintar-me-ei nas cores mais vibrantes,

Desfilarei nuances e tons na tela de teus olhos.

Notar-me-ás em todos os ocultos mistérios,

Escondidos desde a minha criação

Aos teus olhos cegos, ao teu pálido juízo.

Meu corpo, como aparição,

Ser-te-á a mais perfeita pintura,

La madona negra esculpida a carvão

Acesa em brasa à tua combustão...

 

Esquecerei teus frágeis votos de paz,

Invadirei teus flancos, tomarei os teus sentidos.

Até que, inglório em tuas lutas e remido,

Renda-te às forças igneas de minha sedução.

Mudarei os rumos de tua história e,

No falso abismo deste teu pudor, far-te-ei amor.

Clonarei minha imagem, nua e multicor, na tua memória,

Sem que possas deletar-me de teu coração.

 

Far-me-ei latente em tuas sinapses cerebrais,

Em teus sonhos quentes, como em termais.

No fundo de teu lago inconsciente,

Render-me-às teus insanos rituais

Em gestos profanos à minha pictoridade

Até que derrames em minhas cores quentes

Tua louca devoção, renitente e difusa

E te quedes, enfim sublimado,

Coberto de cores, tons e luz,

Ante a idolatria a esta tua musa.

 

By Nina Costa, in 08/04/2018

 

                                         

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DISFARCE

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 DISFARCE

 

Lábios encarnados cor de amora,

Dentes alvos feito marfim,

Hálito quente num desenho fátuo de felicidade...

Verdade necessária no rosto, feito maquiagem...

O sorriso fácil e raso esconde a dor que a alma mente

E sente.

 

Ninguém precisa saber que por dentro

Ela sangra e chora,

Que em lutas interiores impera, soberana,

A angústia, a solidão, ... e a necessidade de, ‘inda que fera

Parecer bela como faz agora.

 

O batom delineia a forma do sorriso largo e bonito

Enquanto a alma, em grito, se alimenta de torpor:

A dor é pink, cor de canela ou carmim,

Uma mistura de tons rubentes

E brilho falso.

Mas a alma por trás da face, pálida desfalece

No fundo do lábio que sorri como uma flor

Que logo desabrocha

E tão cedo fenece...

 

Quem conhece a beleza da rosa,

Simplesmente ignora

Ou desconhece,

Que a mesma flor que emociona e alegra

Traz consigo o rito de dor

Na crueza dos espinhos...

By Nina Costa, in 07/03/2018
Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil.

 

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VOO SOBRE O ABISMO...

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VOO SOBRE O ABISMO...

         

          Subíamos de mãos dadas a íngreme montanha. Eu, inocente criança, não sabia onde aquelas mãos

ávidas a me segurar para não cair, me levavam... mas eu seguia confiante entre pedras, cascalhos e uma

relva rasteira e úmida de orvalho. O vento batendo no rosto e o sol aquecendo a alma.

          _ Onde vamos, papai? Perguntei-lhe curiosa.

          _ Lá em cima, minha filha, no alto ... Respondeu-me misterioso.

          Silenciei e procurei aproveitar aquele passeio inusitado que nos levava ao cume do monte...

          _Chegamos?

          _Sim, minha filha... daqui agora eu sigo sozinho, foi muito bom dispor de sua companhia até aqui, lhe

amo...Disse meu pai emocionado,... esticou as asas e voou sobre o abismo...

          Com gritos entrecortados de soluços eu pedia:

          _ Me deixa ir com o senhor? Me deixa, pai?

          Ele dizia:

          _Daqui, filhinha, eu sigo viagem sozinho...

           Entre soluços e lágrimas e em sobressalto acordei com aquela nítida imagem de meu pai pairando

sobre o abismo e eu, ainda sem asas, não podendo acompanhá-lo neste voo. Foi assim, que em sonho,

meu velho pai veio me avisar que ia embora, me ensinando que a morte não é o fim, mas o começo de uma

nova história. Até o cume do monte ele me levou pela mão, ajudou-me a desviar das pedras e cascalhos,

secou o suor do meu rosto e me apoiou. Mas ao chegar no cume do monte e içar voo, ele foi e eu fiquei.     

          Porque cada um tem seu tempo e seu momento.

          Há pessoas que se desesperam quando lhes advêm uma doença grave, se amofinam, entram em

depressão, porque lhes falta essa noção sublime de que a vida não acaba com o fim da matéria... quando o

corpo fenece, a alma voa sobre o abismo e sobe ao trono de DEUS onde descansará em repouso sagrado.

          O corpo, a limitação da alma, vai ser exaurido na caminhada até o cume do monte para que a alma se

fortaleça e as suas asas cresçam para poder voar até o céu. No caminho, muitos serão os percalços em

forma de cascalhos e pedras; o sol se tornará, em algum momento, inclemente, e haverá outros tantos

momentos em que se queira desistir, mas o Pai sempre estará presente apoiando com suas mãos ávidas e

seu amor, e ainda que queiramos ir antes da hora, antes de estarmos prontos para voar, Ele não permite,

porque nos quer pairando sobre o grande infinito, não estatelados no chão...

          Hoje compreendo exatamente o significado daquele sonho e sei que há tempo para tudo nessa nossa

existência, tempo para sorrir, tempo para chorar, para amar e tempo para desamar, tempo para viver e

tempo para morrer, e seja vivendo ou morrendo, nosso destino é o alto e quando chegamos ao cume do

monte e não há mais para onde subir, nossas asas fortalecidas por DEUS nos permitem voar sobre o

grande abismo ganhando o céu. Esse grande abismo, a morte, não é o fim, é o começo...

                             

                               By Nina Costa, in 10/01/2011 

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MEDO DA CHUVA

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 MEDO DA CHUVA...

 

  (Noite de 26 de dezembro de 2010, ocorreu uma enchente assolou o município de Muqui e inundou parcialmente algumas ruas de Mimoso do Sul)
 
 
 
          Medo da chuva... minha cidade, nas épocas de verão vive intenso medo da chuva, porque é uma cidade plantada em um vale, cercada de montanhas por todos os lados e as águas da chuva sem ter como rapidamente escoar,  se acumulam causando enchentes ... é portanto comum, pelo menos uma vez por ano, perder tudo e depois reconstruir,... só não se perde o medo de quando o tempo fecha a cara , encobre de pesarosas nuvens o céu e desaba em constante e torrencial  chuva de verão, transbordando os leitos, acampando de água lamacenta as praças, as ruas, os quintais, as casas, a alma do povo... Quando, seja qual  for a hora do dia ou da noite, o sino da matriz soa insistente, o povo se agita e se solidariza e tenta sem demora salvar o que pode, mesmo quando o que pode é a sua vida.
 
          Hoje, andando pelas ruas da cidade e vendo o resultado da enchente da noite passada, desviando aqui e ali dos entulhos trazidos pela água, vendo as pessoas retirando o barro e lavando  suas casas,  o carro pipa lavando as ruas... penso:  que rotina triste!!!... Raul Seixas em sua música diz ter perdido  o “medo da chuva vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar...”
 
          Eu sei que ele não falava de pedras nem de chuvas no sentido próprio das palavras, eram metáforas de pessoas que se acomodam em seu marasmo e seus preconceitos, em sua rotina e seus tabus... estagnadas no mesmo lugar imposto pela moralidade, a vida toda... mas eu, diante desse quadro triste e 
lamentável que meus olhos são obrigados a ver, reflito nessa música de outra forma, com o sentimento de quem experimenta ser “pedra parada no mesmo lugar” por não ter outra opção, por estar plantado nesse chão que ama, por não ter condições financeiras de buscar outro lugar,... seja qual for a razão vive-se intensamente essa dor e essa angustia...
 
          Qual será, pois,  “o segredo da vida”, inesquecível Rauzito, dessas “pedras que choram sozinhas no mesmo lugar...” ?  o lugar é a cidade que amamos, é nosso chão, nossa identidade, as pedras somos nós, que lamentamos as perdas que cada enchente traz, mas que não nos  arredamos daqui, porque somos parte dessa terra, somos filhos deste chão,... partículas de uma existência da qual não abrimos mão. Ser mimosense, é portanto ser  pedra que resiste ao tempo, à chuva, ao vento, à erosão,...  mas nunca desiste de existir, ainda que seja uma  pedra bruta, ainda que seja parentemente uma pedra de pouco valor, seu  segredo da vida, de sua existência é permanecer, é a perseverança e a eterna vontade de ficar sempre no mesmo lugar, Mimoso do Sul...
 
 

    (Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 27/12/2010)
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AVELHA CASTANHEIRA

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A velha castanheira

             Todos os dia, passando pela castanheira, mês após mês, ano após

ano,   sem nunca me aperceber de suas constantes mutações.

          A castanheira inerte em seu lugar, sempre ali, plantada àquele cantinho

simples de praça, fazendo sombra para os transeuntes, e dando-se por ninho

aos passarinhos.

          Hoje, eu sentei sob sua copa, olhei para cima e vi como ela cresceu... E

eu?,... Eu continuo a mesma, com os mesmos defeitos de sempre, com as

mesmas manias de sempre, com os mesmos

sonhos...

          Ela, a castanheira, tem alguns galhos secos, poucas folhas e em seu

redor, no chão, um tapete avermelhado que se tornará humo para o solo. Na

solidão desse silêncio fresco de sua sombra, me consolo, pois sei que assim

como a castanheira envelhece e morre só, seus frutos, levados por morcegos e

aves, farão nascer novas mudas e futuras árvores. Eu semeei sonhos onde

passei, plantei quimeras em alguns canteiros de minha vida, e não importa se

verei seus frutos e/ou suas flores, certamente um dia, elas nascerão.

          Resta-me o consolo de saber que nada acontece por acaso nesta vida,

que tudo tem seu propósito e sua finalidade. E enquanto eu observo a velha

castanheira, reflito sobre a efemeridade da vida... Mas também sobre seus

legados aos que vierem depois.

          Venham ventos, chuvas, trovões, sóis, luas, estrelas, venha o inverno

inclemente e o verão escaldante,... ela estará ali, até que se cumpram os

propósitos que lhe são inerentes. Assim será comigo e mesmo com você que

talvez, neste momento, esteja perdendo seu precioso tempo para ler esta minha

crônica. No momento certo, tudo passa, todos passam e eu (já dizia o poeta), "eu

passarinho..."

By Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, in 07/08/2013

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MIMOSA

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MIMOSA

 

De onde vem esse teu doce encanto
Cuja beleza se desenha nos olhos de amar
Entre o céu azul e verdejados campos
E a afinada orquestra da passarada a cantar?

 

Quem compôs harmoniosamente a linda melodia
E pôs nesses cantores afinados versos?
Quem pintou a tela matinal em cores esmeradas
E sinuosas formas em montes diversos?

 

Quem desenhou teu céu de beleza matizado
C'um sol amarelo dourado e luz por todos os cantos
Os morros de ternura cobertos, espalhando as verduras,
Renovo e sentimentos em suntuosos mantos.

 

A brisa desliza suave desvirginando teus montes
Namora em tuas curvas, teus veios, sem compostura
E brinca de amar no entardecer, em tuas fontes
Qual o artista extasiado ante sua melhor pintura.

 

E a natureza revela vaidosa toda tua graça
Na noite em que se passeia pelas tuas praças
Desperta com a láctea lua todo teu enlevo

 

É tanta poesia em tua geografia,
É tanto mistério neste teu relevo
Que o coração te ama e a alma se enlaça...

By Nina Costa, in 03/04/2018.
Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil.

 

Amcl - Academia Mundial De Cultura E Literatura - Autor
Publicado por Irene Cristina Dos Santos Costa

ACADÊMICA:Nina Costa
PATRONA:Maria Antonieta Tatagiba
CADEIRA: 62
POSTAGEM AUTORAL OFICIAL DO DIA 03/04/2018

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FELIZ PÁSCOA!

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Hoje, mais uma vez, o sol nasceu

O dia amanheceu,

Trazendo-nos uma promessa de vida,

De esperança e amor...

Apesar de mim, apesar de você,

Independente das agruras do mundo,

À revelia dos nossos pessimismos,

Que tornam nossos dias áridos.

A flor da esperança desabrocha no meio do caos.

Páscoa é isso...

Renovação

Não podemos olhar para o hoje com os olhos do ontem

Porque o ontem já passou,

E por mais que queiramos trazer de volta,

Ele não volta mais...

Porque mesmo que pareça não ser verdade

Tudo se renova dentro da misericórdia divina.

E DEUS

Nos presenteia com promessas de vida...

Feliz Páscoa!!!

 

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FOME e MANIA

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*****

 

Fome & Mania 


Peregrinas  e sedentas mãos

No oásis dos corpos  se buscam e se acham

No arrebol dos sonhos dessa lírica poesias

No aconchego do regaço, no abraço

Nos braços que se enlaçam e dançam

No vibrato de nosso corpos em solfejos

No arfar da emoção, do encanto,

Na hipnose dos sentidos em simetria

Somos sons de sensível emoção

De alegria...

Vibrando nossas vontades em acordes

Somos mágica alquimia sacrossanta

Ritual do fogo sagrado

Na inquisição e sigilo de seu beijo

Meus sibilos de desejos,

E os acordes sonoros dos afagos

Anunciam a canção dos corpos,

Em presságios de amor e poesia

Tudo bem, amor, ... sou sua fome e sua mania...

Meus sonhos rasgando a madrugada, 

Criando novos veios, quebrando os estigmas

Eternizando o momento, ...

Parando o tempo

Para ver você sempre feliz comigo...

Derramo-me completamente sua

Vestida de amor e paixão

Em sonora e sensual melodia...


*****

 

By Nina Costa, in 06/07/2013

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TEU VÍCIO

 
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Teu vício
 
Viro-te do avesso

Não tem preço que me desbanque

Ou adereços

Que me impeçam de fazer-te ansiar mais...

Não serei jamais a última dose

Nem a última picada...

Sem lenço e sem documento

Sigo nessa estrada falciforme

Não uso nenhum emblema

Não finjo ser o que não sou

Quem quiser me engulir, que seja sem lisuras

Arranhando na garganta, estilhaçando a alma

Invadindo os poros sem pedir licença...

Não me visto de misuras para agradar

Sou pedra no sapato, sou vulto, sou açoite

No turvo da noite,

Sou o teu mais terrível pesadelo

Tua fome, tua necessidade gritante

Aguda e constante no íntimo de tuas intranhas.

E ainda assim, ai de ti que me anseias...

Sei que te inflamas quando me consome

No ínterior de tuas veias,

Na ardência de tuas narinas,

No enegrecer ou alucinar de teu cérebro...

Sou teu inevitável vício,

Teu erro e teu precipício

Deleitando-me de tua "sorte"...


By Nina Costa, in 03/12/2013
 

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NO ÉDEN

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NO ÉDEN

Tu me destes de comer todas as frutas

As ácidas, as doces, as amargas, as suculentas

E me ordenastes  apenas uma sentença

"Daquela que está no meio do jardim não comerás."

Só olharás  com os olhos e lamberás com a testa...

 

Eu que andava desnudo, sem pudor pelo jardim,

E que brincava inocente com os querubins

E ainda não me sabia pelado, nem experimentava as cores do pecado...

Minha pele era a tela em branco em tons de inocência,

Sur tons de pureza e castidade à luz do sol...

 

Mas de minha costela fizestes Eva e a destes-me por minha companheira

E ela me ofereceu o fruto do meio, e eu comi a fruta sem receio

E descobri o bem e a maldade, e me envergonhei de minha vaidade

E vi meu corpo nu, tão descoberto, e o gosto daquela fruta nos lábios quentes

Mostrou-me o sabor do errado e o certo, tirou-me o paraíso, deu-me o deserto.

 

Quando eu sinto saudades lá de casa, rasgo humildemente as minhas vestes

Cubro de cinzas meu orgulho e vaidade, peço perdão por minha insanidade

Por não ter resistido ao fruto do meio, e ter ferrado toda humanidade

Por eu ter me rendido ao segundo sexo, e ter me lambusado por inteiro...

 

By Nina Costa, in 03/03/2018

Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil

 

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ILUSÃO

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ILUSÃO

 

Eu te quis

Muito mais que a mim

Sorri, amei, me desmanchei

de amor.

 

Eu sonhei

Com flores num jardim,

Imaginei

contigo ser

feliz.

 

Mas foi tudo sonho,

Tudo irreal,

Uma fantasia

que se foi...

 

Nada tão perene

Nuvem lá no céu,

Chuva de verão

em fim de estação...

 

Eu senti

A força da emoção

Guiando 

os passos da

paixão

 

Eu vibrei

Ao toque de tuas mão

Me entreguei

cheia de amor

então... 

 

Mas foi tudo sonho,

Tudo irreal,

Uma fantasia

que se foi...

 

Nada tão perene

Nuvem lá no céu

Chuva de verão

em fim de estação... 

 

Eu te amei muito

mais que  a mim.

Acreditei

numa grande

ilusão...

 

By Nina Costa, in 19/03/2018.

Mimoso do Sul, Espírito Santo, Brasil.

 

 

 

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