Posts de Neuza de Brito Carneiro Neuzinha (19)

Descobertas

Eu pensava

Que todas as coisas eram permanentes,

Que tudo seguia um rumo definido,

Que idas e vindas tivesse propósitos firmes,

E que as situações fossem estáveis.

Eu pensava

Que as lutas não fossem tão renhidas,

Que o dia-a-dia fosse sempre tão igual,

Que as pessoas fossem sempre muito amigas,

Que os inimigos estivessem bem distantes

E sanidade fosse perene.

Eu pensava

Que toda pedra era inabalável,

Que a vida fosse como num conto de fadas,

Cheia de poderes mágicos

Bons para os bons, maus para os maus.

E para ser bom e bem sucedido

Bastava seguir algumas regras

E nada de mau lhe aconteceria.

Então, por que deveria eu ser triste?

Mas a vida vai seguindo diferentes rumos,

E eu fui descobrindo

Que não há um dia igual ao outro.

Ir e vir podem ter propósitos

Que nem sempre são determinados

Pelo simples querer.

Ser rico hoje não dá nenhuma certeza

De continuar sendo amanhã e sempre,

Mas o dinheiro continua abrindo e fechando portas.

Se agora estou de pé

Daqui a pouco posso me surpreender

Diante de muitas quedas

Que me fazem lamentar e sofrer.

Embora busque sempre a paz,

Tenho aprendido que devo guerrear todos os dias,

E que nem sempre os inimigos são os mesmos.

O coração desfalece, o cotidiano é imprevisível,

As emoções são fustigadas.

Quem há de permanecer impassível?

Amigos vêm e vão deixando marcas,

As pedras mudam de lugar,

O tempo leva e traz lembranças.

Há sorrisos e há choros, há festas e há enterros.

São ambos uma mesma coisa?

O horizonte nunca está perto,

O amanhã jamais dará certezas.

Então comecei a perceber que

"O que é sólido se desmancha no ar".

Vivemos em constantes incertezas e descobertas,

Pois a permanência só se encontra no pó,

Tudo o mais continua passando.

E descobri que somos seres solitários

Numa procissão indevassável.

     (Fevereiro/2004) 

(Poema publicado no livro autoral "Selectas", 2013.

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Menina

Eu sou uma menina, ainda.

Curiosa e muito cheia de perguntas,

Buscando tenazmente as respostas,

Que muitos talvez desconheçam,

Mas os livros revelam.

Por isto estudo muito, sempre,

Em qualquer hora, em qualquer lugar.

Não gosto do estudo sistemático

(Embora dele precise)

Que pede respostas conhecidas,

Marcadas como verdades únicas

Às quais devo prestar contas.

Talvez nem sirvam.

Como dizem, arsenal de cultura inútil.

Mas nenhuma cultura é inútil.

Coisas não me interessam, gente me interessa.

Saberes grandiosos não me interessam,

Eu sou muito pequena e limitada,

Minha finitude me entristece.

Estar em paz, viver em paz,

Isto me interessa.

Não sou dona de nada,

Nada tenho por brigar,

Meu trabalho me conforta,

Me sustenta e me alegra.

Dele vem minha dignidade.

Não tenho ambições,

Meus livros são minha riqueza

E tenho Deus à minha frente.

O mais, são consequências.

   (Outubro/2013)

Poema igualmente publicado no livro "Cotidiano", 2015.

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Robotizados

Um perpassar de dias insossos,

Apesar da intensa correria,

Pois há sempre muito a fazer

Em cumprimento de obrigações

Passageiras, cansativas e inadiáveis.

Eis o que é viver o cotidiano

Neste século da velocidade.

Muita canseira, muita agitação,

Muitas emergências, 

Pouca satisfação.

E a família, como vai?

Nossos encontros eletrônicos

Dizem: vai tudo bem!

As redes sociais nos amparam.

Fomos robotizados.

Que estranho! ...

   (Agosto/2013)

Poema publicado no livro autoral "Cotidiano", 2015.

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Alguém para conversar

A luta pela sobrevivência

Impõe-nos um ritmo insano

Que nos leva a desejar mais paz.

Não há tempo para descansos,

Todo o tempo está tomado

Pelas obrigações.

Não temos tempo para olhar a vida

Ou esquecemos de viver.

Oh, se ao menos nós tivéssemos

Alguém com tempo para nos ouvir,

Sorrir, falar, compartilhar ... 

As doenças certamente fugiriam.

Perder tempo em conversar

Sai muito caro,

Não temos mais esse tempo

E nisto perdemos mais,

Pois ficamos tão vazios,

Tristes, insensíveis,

Amargurados, banalizados ... 

É triste, mas é assim.

Minha avó ganhou bem mais,

Pois ela perdia tempo

Em conversas nos quintais,

E dava belas gargalhadas,

Coisas que não fazemos mais.

(Outubro/2003)

Poema publicado no livro autoral "Incógnitas", Phoenix Editora, São Paulo, 2014.

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Hoje é meu dia!

Eu sou fã do Hoje.

Hoje - é meu dia.

Acordei e vi que era hoje

Mais uma vez.

Alegrei-me!

Vamos trabalhar,

Realizar o que sonhei.

Sou ativista, nem sei de quê.

Mas não paro e não me canso.

Sou imediatista renitente.

Algo não deu certo?

Faço de novo

E de novo faço.

Se hoje é hoje,

Então eu tenho tempo

E faço o que me apraz.

Obstáculos me incomodam,

Mas não me intimidam.

Persigo-os sem pressa.

Vou vencendo paulatinamente.

Ainda é hoje?

Então há tempo!

Hoje é meu tempo!

(Novembro/2016)

Poema publicado na Antologia "III Coletânea Viagem pela Escrita", organizada por Jean Carlos Gomes, Editora PoeArte, 2017, p. 71.

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Coração doido

Meu coração cresce, cresce continuamente,

Cresce tento que não cabe dentro do peito.

E dói, e treme, e sua,

E grita; e grita; e grita.

Comprime-se. Expande-se.

Comprime-se. Expande-se...

Nessa doideira toda explode.

Eu tenho que catar, ligar os pedaços

E colar com papel celofane.

Aí ele fica novinho,

Mas é por pouco tempo, pois ele é doidão

E é teimoso.

Logo, logo começa a desejar

Tudo de novo.

Começa a padecer

Tudo de novo.

Começa a crescer

Tudo de novo.

E cresce, e cresce,

Cresce continuamente.

E dói, e treme, e sua.

E grita; e grita; e grita.

Comprime-se. Expande-se.

Comprime-se. Expande-se ...

Para, para, para, doido!

Assim eu não aguento!

          (Julho/1998)

Poema que faz parte do meu livro "Selectas", 2013. (Observar o ritmo do coração batendo na metragem dos versos correspondetes.)

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Ela vem!

Ela vem.

Infalível, oportuna e inadvertidamente

Ela vem.

Implacável e avassaladora

Ela vem.

Às vezes até suavemente

Ela vem.

Bem poucos se preparam

Para recebê-la,

Mas ela vem.,

Pois fez uma aliança inviolável

Com a vida

No seu dia próprio.

Ela,

A mais perfeita e verdadeira

Das nossas realidades,

A temida companheira do amanhã.

Ela, a morte, vem.

          (Janeiro/2016)

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Casa rica

Alegria, boa vontade,

Tolerância, respeito,

Cumplicidade, paz.

Sorrisos, gargalhadas,

Consolo nas lágrimas inevitáveis.

Diálogos, apoio, solidariedade,

Compartilhamento de dores e alegrias.

Dedicação de tempo precioso,

Escuta, auxílio,

Maturidade, carinho.

Cheirinho de limpeza,

Comidinha gostosa,

Deliciosamente fumegante

Rescendendo sabor,

Vindo do fogão companheiro.

Festas, celebração

E paixão quando possível.

Tudo isso

É riqueza que não tem preço.

          (Maio/2017)

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Mudanças

Quero mudanças em minha vida.

Que tipos de mudanças?

Não sei ... são tantas ...

Não. Sei. 

Quero mudar a porta da frente,

Ela é estreita.

Quero mudar o telhado,

Ele é feio.

Quero mudar os móveis, 

Estão bichados.

Quero mudar a cozinha,

Está inóspita.

Quero jogar fora um montão de panelas,

Tem demais para o tanto que como.

Quero mudar o sofá, 

Ele não me recebe.

Quero mudar minhas roupas,

Estão com cara de roupa velha 

E eu não sou.

Quero mudar de rua,

Ela é muito quieta.

Quero mudar de casa,

Ela não tem janelas.

Quero mudar o mundo,

Ele está apavorado

E eu quero paz.

Quero mudar ... mudar ...

Jogar o que não gosto pro ar,

Depois, deitar-me no sofá, agora novo,

E de pernas para cima

Gostosamente gargalhar!

      (Junho/2015)

Este poema está publicado no livro "Literarte Celebra Bahia" Literarte, 2015.

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Sou eu, apenas ...

Minha alma andeja

Não deixa de voar

Nas asas da música

Que vai passando.

Ela me leva ao topo dos sonhos,

Coloca suas asas em meus ombros,

Faz-me andar por lugares

Ou que nunca fui antes,

Ou pelos quais tanto andei,

Que fazem parte de mim,

Despertando saudades.

São lágrimas e sorrisos que se misturam

Fundindo as alturas nos abismos.

Sou borboleta, sou pérola,

Sou etérea, sou rara,

Mergulhada no fundo dos oceanos

Vislumbrando as estrelas no céu dourado.

Meus pés têm asas,

Minhas mãos alcançam o infinito,

Visto-me com mantos flutuantes

Ao sabor do vento

Que continua a afagar meus mimos.

Sou eu.

Eu, apenas,

Que não paro de sonhar.

     (Janeiro/2014)

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Hoje é meu dia!

Eu sou fã do Hoje.

Hoje - é meu dia.

Acordei e vi que era hoje

Mais uma vez.

Alegrei-me! 

Vamos trabalhar,

Realizar o que sonhei.

Sou ativista

Nem sei de quê.

Mas não paro

E não me canso.

Sou imediatista renitente.

Algo não deu certo?

Faço de novo

E de novo faço.

Se hoje é hoje,

Então eu tenho tempo

E faço o que me apraz.

Obstáculos me incomodam

Mas não me intimidam.

Persigo-os sem pressa.

Vou vencendo paulatinamente.

Ainda é hoje?

Então há tempo.

Hoje é meu tempo!

(Novembro 2016)

Este poema faz parte de uma Antologia "III Coletânea Viagem pela Escrita", Editora PoeArt, Volta Redonda RJ, 2017, p.70.

Saiba mais…

Robotizados

Um perpassar de dias insossos,

Apesar da intensa correria,

Pois há sempre muito a fazer

Em cumprimento de obrigações

Passageiras, cansativas e inadiáveis.

Eis o que é viver o cotidiano

Neste século da velocidade.

Muita canseira, muita agitação,

Muitas emergências,

Pouca satisfação.

E a família, como vai?

Nossos encontros eletrônicos dizem:

Vai tudo bem!

As redes sociais nos amparam.

Fomos robotizados.

Que estranho! ... 

(Agosto/2013)

Poema que faz parte do meu livro "Cotidiano",2015.

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Amazônia

Amazônia,

Linda! Esplêndida Amazônia!

Florestas imponentes,

Várzeas, igapós, biodiversidade

De uma mãe generosa.

Fauna, flora, clima,

E características peculiares

De uma floresta tropical.

Profusão de rios impressionam.

Lá, Todas as raças se encontram.

Mas, justamente por isso, 

Encontra-se também teu desequilíbrio.

Interesses diversos,

Ganâncias inconsequentes

Ameaçam-te.

Que paradoxo!

Imponência não rima com fragilidade.

Mas é isso que és!

Como toda mulher forte,

És frágil e indefesa.

Se teus filhos de ti não cuidarem,

Sucumbirás.

E grande será a desolação.

Amazônia, Amazônia,

Desperta teus filhos!

Que possam todos

Amar-te beneficamente.

Os projetos passam,

Mas tu ficas. 

E como será o teu amanhã?

(Dezembro/2003)

Este poema faz parte do meu livro Cotidiano, 2015. Ele foi feito para um trabalho num curso de Pós-Graduação sobre a floresta amazônica na disciplina Habitantes da Biosfera.

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Nenê

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Um chorinho de criança anuncia ao mundo:

Cheguei, mundo velho!

Vim nu do infinito,

Vim do nada, vim do amor.

Nem mais sei o que fazia,

Sei apenas que estou aqui

Com olhinhos assustados

Precisando de amor.

Minhas mãozinhas se agarram,

- A quê?

A alguma coisa que me faça sentir

Que não vou cair.

... Bocejo... ahh... que preguiça...!

Aqui neste lugar

Onde meus olhos olham sem nada entender.

Que estranho,

Passei tanto tempo no escuro

E agora, quanta claridade!

Pisco incomodado.

E que barulho!

É... parece que vou ter de me acostumar!

Afinal, para que vim?

Choro.

Ouço outros chorinhos iguais ao meu!

Onde estou?

Será que aqui só existem lágrimas? gemidos? dores?

E eu que pensava em ser feliz!

Mas há umas mãos que me acariciam,

E há uns olhos que sorriem para mim, 

E há uma voz terna que diz para mim:

"Você chegou, filhinho!"

Ah!... fico mais tranquilo!

Pelo menos existe alguém cujo coração

Pulsa tanto quanto o meu!

Parece que encontrei o amor,

Sim, o amor! 

Agora posso dormir tranquilo!

Hum... que ternos braços me aconchegam ao seu corpo!

Acho... acho que já sou feliz!

(Outubro/1987)

Este poema faz parte do meu livro "Selectas", 2013. Fi-lo para uma vizinha que tinha acabado de dar a luz ao seu filhinho. E como é aniversário do Peapaz, dedico para este iluminado portal. Parabéns a Sílvia Mota pela bela criação.

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Mil Mundos ou Mundo de Mil Caras

Por acaso existe palavra

Mais  complexa, mais rica,

Mais polissêmica, mais misteriosa

Mais instigante, mais fascinante,

Mais travestida, mais utilizada,

Mais penalizada, mais acolhida

E ao mesmo tempo mais rechaçada

Que a palavra mundo?

Mundo ... mundo ... insondável mundo.

Que segredo tu escondes?

Mundo ... mundo ... multifacetado mundo.

Quantas caras tens tu? Mil ou uma só?

O mundo é um só se apenas for meu.

Mas nem mesmo em meu mundo

Eu o encontro só.

Trago incontáveis mundos dentro de mim,

Que nem mesmo posso imaginar.

O mundo das ideias, o mundo das minhas ideias,

O mundo das ideias dos outros

Difíceis de encarar, de aceitar, de concordar,

De rejeitar, de olvidar, ou de conservar,

Ou mesmo, de adotar.

O mundo cósmico está aí,

É meu, é seu, é de todos nós.

Há um mundo que me pertence.

Há outro, porém,

Que nem ouso entrar, nem conhecer.

Meu mundo é minha casa.

Neste eu sou conhecido,

Embora muitas surpresas me aguardem.

Mesmo nesse mundo-casa

Existem tantas diferenças paradoxais,

Pois o mundo-casa de apenas um

É diferente de quaisquer outros.

Um é o mundo do rico,

Bem distante do mundo do pobre.

Haverá quem queira dizer

Que ocorre uma só coisa

Numa choupana, num casebre,

Num palácio, num edifício qualquer?

Haverá algum olho que queira enxergar 

Tudo igual

Numa escola, numa feira, numa igreja,

Num hospital ou num centro comercial?

Acaso companheiros de viagem

Estão todos unidos

Por algum laço especial?

Não!

Meu mundo é meu e o seu é seu.

Há mundo onde se cultiva

A virtude ou a loucura,

A sensatez ou a ganância

A sabedoria ou a ignorância,

O conhecimento ou o engano,

A paz ou os conflitos.

Às conquistas dão-se limites,

Porque a infinitude é insuportável.

Fronteiras impedem excessos,

Ideias libertam, ideias amarram,

Ideias vivificam, ideias matam.

Há mundos que são fechados,

Outros nem portas têm.

Um é o mundo de crianças, outro é dos iluminados.

Um carente de explicações

Outro quer tudo explicar.

Cada mundo tem seu tempo

Trazendo em si mesmo a marca da efemeridade.

Um mundo pode estar sob intensa luz

Ao lado de outro inteiramente em trevas.

Quem poderá sondá-lo?

Somente Deus.

Pena que a sapiência de alguns

E as razões de outros

Transformem esse Deus

À imagem e semelhança do homem limitado

Em seu pequeno e estreito mundo.

E haja divergências!

(Outubro/2005)

Este poema faz parte do meu livro "Incógnitas" Phoenix Editora, SP, 2014.

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Água

Água ... linda!

Cheia de atributos indizíveis.

Sem cheiro, sem cor,

Sem formas circunstanciais.

Mansa, tranquila,

Correndo num leito

Ou contida num copo.

Avassaladora, indomável

No furor das tempestades.

Incontestavelmente viva,

Outorga vida e a mantém.

Sem voz, sem olhos

Desnecessários,

Onde não encontrá-la?

Estranhamente solitária

É companheira que alegra,

Cura, conforta, satisfaz.

Essencialíssima,

Poderosa e humilde,

Dá de si mesma

Gratuita e prodigamente.

A quem devo seus favores?

(Março/2014)

Este poema faz parte do meu livro "Cotidiano",2015. E hoje estou postando-o em homenagem ao Dia da Água.

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O melhor presente

O melhor do que se pode dar ou receber

Está dentro de cada um.

Paz, amor, alegria, solidariedade,

Forças para vencer dificuldades

(Que não são poucas)

E coisas semelhantes,

Somente dá quem as tem.

Dar e receber.

Mãos dadivosas, coração aberto,

Benevolência! Eis aí o melhor presente

Para um mundo melhor.

Abracemo-nos, pois,

Na eterna esperança de que amanhã

Será bem melhor do que hoje,

Porque hoje é o dia de fazer

O melhor que se pode.

 E Vivas! para nós,

Num grito de agradecida alegria,

Celebrando Hoje mais uma vitória!

(Este poema faz parte do meu livro "Cotidiano",2015)

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Surpresa

Sílvia, estava a arrumar meus caderno de recortes e percebi que tenho coisas suas desde quando eu não a conhecia nem sabia que você tinha este site. Foi uma descoberta agradável. E, bem. até que enfim consegui entrar novamente após muitas e muitas tentativas frustradas. Sinto-me bem-vinda.

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