Posts de Mônica do S. Nunes Pamplona (398)

DIAMANTE BABPEAPAZ

TANTO DE AMOR NO AR

 
 
 
TANTO DE AMOR NO AR
 
Magia de amor, - caixa de Pandora
Reage em sentimento, a cada gesto
Revela toda a emoção da hora
Face à realidade em manifesto.
 
Lágrima que nasce mas conforta
Acorda e desperta nos sentidos
Momento supremo em que transborda,
tanto amor no peito quando fluido.
 
Do sorriso ao beijo, - ora enfim...
Corações alternos, em cetim.
Sempre é motivo para se amar
 
Nesse sopro de vida não há
nada que divisa, nem confim
O tanto de amor que paira no ar!
 
 
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M.P.
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DIAMANTE BABPEAPAZ

ENTRE O CÉU E A TERRA

 

 

         Havia algo de magia, naquela velha cadeira de balanço. Por três gerações acompanhara sua família, sempre à disposição de seu usuário. Agora se destacava em baixo de uma cobertura, em pleno jardim. 

 

          Juliana fora transferida de seu emprego, para uma filial em outro país. Tinha que se desfazer de todos os móveis, mas quando chegava na hora de vender aquela cadeira, não tinha dinheiro que a convencesse. O móvel, de fato, valia muito no mercado de antiguidades, principalmente a um colecionador. Mas a jovem além de já se sentir triste, por ter que deixar suas raízes, também não conseguia esquecer o amor que a provocou tomar tal decisão. Um rapaz volúvel e de pouco caráter. Interessado somente na boa vida que ela lhe pudesse dar. Constatação provada, ao flagra-lo tentando roubar um beijo de sua melhor amiga. Foi quando alguns dias depois, chegou à decisão de aceitar a proposta de transferência.

 

        Tudo já estava encaminhado; Casa na imobiliária para alugar, quase todos os móveis com novos donos... Mas aquela cadeira... não conseguia se desfazer!

 

        Foi desperta de seus pensamentos, ao toque de seu celular:

 

- Alô. Pois não, seu Eduardo.

 

       Era seu chefe informando que Luís, seu amigo de trabalho com quem iria viajar, estava a caminho de sua casa para acertarem os últimos detalhes da viagem. Foi o suficiente para esquecer de tudo, correr pro banho e arrumar o visual, para a esperada visita. A moça tinha grande admiração pelo rapaz, e sabia que era correspondida. Talvez fosse o seu lado carente que a conduzia a ele, pois seus pensamentos insistiam em sua presença. Muito embora não quisesse alimentar esperanças, mas um velado desejo brilhava em seus olhos a cada vez que o via.

 

- Como vai Luís? Entre, por favor. Ainda restam algumas cadeiras para que possamos sentar.

 

       Luís em seu traje informal pareceu mais bonito, aos olhos da jovem. Calça jeans com uma blusa clara, que expunha sua pele bronzeada e o realce de seus músculos. Este, se sentia muito à vontade, com um deslumbrante sorriso a fitar a moça. Acertaram os detalhes que faltavam, mas antes de se ir o rapaz pediu para ver a comentada cadeira. Juliana o levou até o jardim e diante do móvel o rapaz observou curioso, apalpando suas almofadas e se sentando na cadeira. Pegou em uma das mãos da moça e a fez sentar ao seu lado. Como que por encanto, seus olhares não conseguiram desviar, um do outro. As mãos dele a acariciar os ondulados e sedosos cabelos dela. Seus finos dedos deslizavam pelos lábios do homem desejado. E assim, sem nenhuma palavra, aconteceu o primeiro beijo. Um beijo suave e demorado, que apagou qualquer dúvida sobre os sentimentos de ambos, que deu espaço a novas emoções e esperanças. Leves carícias falavam de amor, no momento em que sentados e abraçados, somente a certeza desse sentimento os preenchia. Tudo agora parecia ser tão claro, a felicidade os alcançara, e independente de onde quer que estivessem, sempre teriam um ao outro. Ficaram por muito tempo nesse êxtase de desejo contido, sem pressa. Como se cada qual, sentisse a energia que vinha do outro, e assim, apenas desfrutando de uma intensa paz que lhes invadia. Mas chegara o momento de voltarem à realidade, com o celular do rapaz insistindo em tocar. Levantaram-se e foram caminhando de volta à casa, de mãos dadas.

 

Talvez, se tivessem olhado para trás, teriam visto os pais de Juliana envoltos em uma grande luz, próximos à cadeira de balanço, a comentar.

 

- Finalmente se encontraram. Agora, o percurso do amor fará o resto.

 

- Serão felizes, com certeza. Pois todo esse amor guardado no peito por tantas encarnações, dessa vez os encontrou. E tão puros como a água límpida, dignos entre si. Assim, como um dia neste plano, este mesmo sentimento nos uniu para sempre. Missão cumprida, podemos retornar ao nosso lar.   

 

 

 Mônica Pamplona.

 

 

 

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SENHORA DE QUARENTA

 

SENHORA DE QUARENTA

 

 

Ah, senhora...

Tua oculta prata apenas responde

sobre os desejos ainda tão presentes

Da mulher/juventude sobre essa ponte

 

No expresso tempo que te reverencia

Não permitas furtar a idade

Intensas, são sempre as emoções

sem que percas tua identidade.

 

Que importam as marcas da vida,

se és Senhora de toda tua existência?

Num sacio onde à beleza,

faz dispensa diante de tuas experiências.

 

És Senhora de todas as Senhoras

Das quatro décadas que enfrenta

Perdida dos viços da juventude
Porém dotada

Dos encantos de todos os teus quarenta.

 

Mônica Pamplona.

 

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DIAMANTE BABPEAPAZ

Tece o mundo em acalanto

                                                                                                                                                     

 

                                                                             

Tece o mundo em acalanto

E vou vivendo em resposta

Sigo em frente por enquanto

Com meus versos, minhas prosas.

 

 

M.P.

 

 

                                                                         

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DIAMANTE BABPEAPAZ

FILHO DO MUNDO

 

 

 

FILHO DO MUNDO!

 

Sempre discordo quando comentam:

‘Que filho foi criado pro mundo.’

Isso não passa de coisas que inventam

Justificando, um desassossego profundo

 

Diante da falta que sente daquele ser ausente

Que por uma vida esteve lado a lado!

Convivendo, compartilhando... com a gente

Deixando agora tudo, num arrumado/ bagunçado!

 

Sem nem mais a porta do banheiro trancada

Por interminável tempo, pra quem está de fora!

 E aquele filme barulhento, na tv  ligada?

Que escuta, até quem já tenha ido embora!

 

Um filho no mundo, não tem quem queira

Por que a saudade não vem só quando se quer!

'Ela' cobra as risadas, o chamego, brincadeiras...

Até daquele quarto fedido a chulé!

 

Quando um filho vai viver lá fora

Viver o mundo, viver sua vida, ou mesmo nada.

A casa de antes, não é mais a mesma, agora

Está sempre vazia, mesmo estando lotada.

 

Sem as noites insones, varando a madrugada

Esperando o filho que não vem

Só de lembrar, a mãe respira aliviada.

Quando enfim, a preocupação se resume num amem.

 

Nada... não existe nada mais gratificante

do que as mãos de mãe tão exímias!

Servindo a comida feita naquele instante,

e o filho saboreando aquelas delícias!

 

Todas as lágrimas já derramadas.

Do parto até o momento da hora.

Não passam de águas abençoadas.

Para que um filho nunca vá embora.

 

Portanto, filho não é para o mundo

Filho é para se ter por perto

Ali, no mano a mano... sempre junto

Sem sentir sua falta, nem por um decreto!

 

E assim, conforme o tempo passar

E o amor se procriar sem nenhuma dó

O filho ainda há de brincar na sala de estar

Junto ao seu filho, o vovô e a vovó.

 

Mônica Pamplona.

 

 

 

 

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