Posts de Marta Cosmo (4)

EU TE AMO!! EU TE AMO!!


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EU TE AMO!! EU TE AMO!!

Eu te amo!! Eu te amo!!
Repete cada batida do meu coração!
Eu te amo!! Eu te amo!!
O dia todo, a noite inteira, numa canção!

Eu te amo!! Eu te amo!!
Vibra cada centelha de minha alma em festa!
Eu te amo!! Eu te amo!!
Canto, entre as estrelas, numa seresta!

Eu te amo!! Eu te amo!!
Ressoa num voo feliz meu pensamento
em todos os espaços da Terra e do firmamento!

Que dedilhem acordes celestes, as gotas de chuva no ar!
Que entoem hinos de amor, todas as aves em bando!
Eu te amo!! Eu te amo!! Eu te amo!!

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SONETO DE AMOR TOTAL

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Que me arranquem a alma do meu corpo em viva e fria carne, mas não permitam os anjos que as lágrimas dos teus olhos caiam! Que dilacerem minha pele lentamente, rente ao áspero chão, mas não permita, nunca, os céus que se angustie o teu coração. Se um poder do céu fosse me dado, ordenaria que os ponteiros do tempo, para os dias mais felizes de tua vida, rápidos e ligeiros voltassem... ...E feliz eu contemplaria tua alegria Ainda, que nessa vida, eu jamais te encontrasse. ************* Marta Cosmo /Anoitecer de 04 de janeiro de 2016

Imagem: internet
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O PODER DA COISA

O PODER DA COISA (por Marta Cosmo)


         William Shakespeare já dizia; “Há mais coisas entre o céu e a Terra do que imagina nossa vã filosofia”. Bob Marley se interpelava: “Deus fez as pessoas para serem amadas e as coisas para serem usadas, por que as pessoas amam as coisas e usam as pessoas?”. Albert Einstein disse que “insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. E outro dia ouvi, por onde eu passava, uma música que dizia: “Está faltando uma coisa em mim, e é você amor, tenho certeza!”. Ah... São tantas coisas...
         É... Já faz algum tempo que a(s) coisa(s) por vezes me fazem refletir, outras vezes me incomoda(m), ou até apavoram! Eu não gosto muito da "coisa". Ela se mete em tudo, e mais: quer se apoderar de tudo e até ser tudo. É o tipo de coisa que “se a gente der o pé, quer a mão”, e tudo o que puder. Como “O abutre” de Franz Kafka, a coisa fica à espreita, esperando o momento certo para mergulhar profundamente nas entranhas de qualquer ser, coisa, sentimento, ideia, ou qualquer coisa, e se afogar ”irremediavelmente” em seu ”sangue”, e preencher cada profundidade e inundar todas as margens. Como no filme “A coisa”, e suas versões, a coisa é algo que não se sabe o que é exatamente, mas que se apodera na tentativa de ser o que oportunizar a sua entrada, num simples descuido, ou inconsciência.
         Para desvendar a coisa, resolvi, primeiramente, consultar seu significado no dicionário, pois a identificando, exatamente, seria mais fácil entendê-la ou combatê-la. E o que encontrei me causou ainda mais espanto! A coisa é “tudo que existe e pode existir”; “qualquer ser inanimado ou objetos”; a coisa pode ser “um fato real”, um acontecimento; a coisa é “aquilo sobre o que se conversa, se escreve, fala, pensa, etc.” (é essa crônica, então!); “é aquilo que é do seu interesse ou de alguém”; a coisa é “tudo aquilo que não se conhece"; é "um mistério”; pode ser “uma vinculação entre duas pessoas, uma relação”; ou “uma indisposição repentina e indeterminada; um troço”. E é algo que eu ainda desconhecia: “uma palavra-ônibus que pode ser utilizada no lugar de qualquer objeto, fato, acontecimento, sentimento ou sensação etc.”. A coisa pode até se transformar em verbo e, então, a coisa pode coisar! Isso até parece “coisa do arco da velha”. É nesse momento que “a coisa fia fino” e vira “coisas e loisas”. Mas agora não tem mais jeito, ela tornou-se “coisa pública”, e não pode mais se tornar uma “coisa à toa”. Ou pode? Ou o é?
         Parece até que já não estou “falando coisa com coisa”. Talvez a coisa, não seja lá "grande coisa", mas é preciso saber das coisas. Por isso, não desisto de desvendar a verdade da coisa, coisíssima nenhuma!, ainda que vire uma coisama, mesmo que na realidade “a coisa em si” seja uma “coisa feita”, ou possa até se transformar no “coisa ruim”.
         Mas o pior de tudo é esse poder que a coisa pode ter: o de coisificar tudo, a chamada “coisificação”. Lembras do mito de Midas? O rei ganancioso que tudo que tocava virava ouro? Da mesma forma, tudo que a coisa toca vira uma outra coisa. Eu sei que tem coisas que merecem ser chamadas de coisa. Mas tudo isso nos faz perceber que fomos inseridos na “história das coisas”, construida pelo Capitalismo, e que por isso querem que acreditemos que o valor está nas coisas e não nos seres humanos. Nesse triste contexto todos os seres vivos em geral são vistos como coisas (coisa sem valor; coisa não humana que não sente frio, fome ou dor). Digamos não a coisificação dos seres humanos, e de tudo que tem vida!!
E nesse mundo das coisas, a toda hora nos chega uma ideia de coisa sedimentada que nos dizem pra sermos ou que somos como as coisas. Por exemplo: seja como a ponte e não como o muro; seja como a linha e não como a agulha, ou frases como a de Friedrich Nietzsche: “O homem é uma ponte suspensa no abismo que liga a besta ao Super-Homem.”, etc, etc, etc. Inclusive eu disse outro dia, numa rede social: “é duro ser pedra”. Despertei. Em fim, “as melhores coisas da vida não são coisas”, frase que li ainda hoje em uma rede social. É por isso que “está na hora de descoisar as coisas que estão coisadas”. Deixo, assim, um alerta: cuidado com o poder da coisa!

Rrrrrrrrrrrrrsssssssss!!!!!
Imagem: internet
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FELIZ ANO NOVO!SEJAMOS ARTESÃOS DO 8º DIA



        À meia noite de cada dia trinta e um de dezembro, nos diferentes fusos horários, um pequeno “grão de poeira suspenso num raio de sol”, como o astrônomo Carl Sagan descreveu o nosso planeta Terra, resplandece ainda mais, quebrando o silêncio cósmico para saudar, entre festejos e fogos de artifícios, a chegada de mais um novo ano, o inicio de mais uma odisseia terrestre ao redor do sol, começo de mais um capítulo da vida de cada um de nós dentro do livro do tempo. E se pudéssemos, além de ouvirmos e vermos os fogos colorindo o céu, ouvir cada coração, visualizar cada pensamento em prece, cintilaria ainda mais o “nosso oásis” e “refugio cósmico”, visão da Terra do astrofísico vietnamita Trinh Xuan Thuan, pois são igualmente de luz os sentimentos emanados de cada ser humano. Não há quem não projete sonhos tecidos de esperança e fé nas páginas futuras que anseiam serem escritas por historias felizes e por que não prodigiosas. Sim, este novo ano pode assemelhar-se a uma espécie de livro artesanal em que cada um, com as próprias mãos, e a sua maneira, escreverá seus registros de cada dia, e por isso singular, especial e único. Somos assim uma espécie de artesão na tessitura do tempo de nossas vidas. Antonine Maillet, poetisa e romancista canadense disse: “Escrevo para acrescentar à criação o oitavo dia”. Esplêndida idéia! Refletindo sobre os pensamentos de tal escritora, Hubert Reeves, astrofísico, humanista e ensaísta canadense, escreveu um capítulo em sua obra Malicorne intitulado “O artesão do oitavo dia” no qual afirma que a atividade artística representa a evolução cósmica, pois muitos artistas, diante de dificuldades quase intransponíveis, como doenças sem cura e até mesmo a loucura foram capazes de persistirem em seus ideais e presentearem não somente suas vidas, mas ao mundo, tesouros extraordinários: Beethoven, Van Gogh, e acrescento Antonio de Lisboa (O Aleijadinho) e Cândido Portinari, são grandes exemplos. Sejamos, estão, neste novo ano, artesãos do oitavo dia. Dia este invisível aos nossos olhos, inacessível no calendário, mas que existe para todos os que acreditam, persistem e lutam com bravura por cada um de seus sonhos e contribuem para o sonho de paz do mundo, indo além das perspectivas cotidianas. Que a exemplo de nosso Pai celeste, possamos dizer a cada ação, pensamento e palavras: Fiat Lux! (Faça-se a luz!), e também ser criadores, tecedores de um mundo melhor e assim também sejamos luz para nós e  para todos que habitam conosco o nosso “pálido ponto azul” iluminado por um raio de sol. Um Ano Novo de paz, amor e luz!!

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