Posts de Lia Helena Giannechini (42)

Sozinho no Mundo

Amigos, estou disponibilizando no grupo dos eróticos, Romance, o meu livro escrito on-line no Wattpad pra vocês.

A enfermeira pede pra chamarem o médico e me manda de maca para a sala de cirurgia. As nenéns vão nascer já. Admiro demais essa rapidez, menos de duas horas e as bebês estão vindo. Tenho sido abençoada e este é mais um dos milagres recebidos. Tudo está fluindo tão positivo que preciso agradecer.

Assim enquanto subo de maca no elevador, meus pensamentos se elevam ao meu anjo da guarda e a Deus que me trouxe mais esse presente. A emoção toma conta de mim quando vejo minha mãe, Dona Tereza e Dr. Alexandre na porta do centro cirúrgico. Eles me desejam sorte e minha mãe me beija. Sinto que minha vida é especial.

Há um cheiro doce no ar, como no dia em que a luz penetrou nossa casa. Parece que o anjo está por perto. Sinto sua força dando-me toda energia necessária para passar por esse momento. Embora eu esteja sozinha, estou acompanhada da energia que me conduz e me alimenta.

Meu sorriso se ilumina, minhas lágrimas caem de emoção. Percebo meu corpo todo se energizar, numa corrente mais forte onde ele se apronta para o grande momento.

Quando pulo para a maca do centro cirúrgico uma vontade de fazer cocô muito alta. E eu digo pro médico que me acompanha:

 − Vou fazer cocô.

Ele me disse para eu fazer força empurrando que as nenéns estão chegando. E quando empurro para baixo, o médico posicionado em baixo de minha vagina me diz:

− Elas estão chegando. Força!!! Agora!!! E tudo é tão rápido que não me dou conta de quantas forças eu fiz. Apenas ouço o choro de um bebê e sinto outra vontade de fazer mais força, dá vontade de fazer de novo. O médico grita:

− A outra está vindo enfermeira rápido.

E há uma correria para pegar a outra neném.

− Essas meninas são apressadas demais, como se tivessem correndo a maratona. E todos da sala dão risadas. Inclusive eu, que acho graça nessas condições. O médico me deixa ver as duas e depois vai terminar de tirar a placenta da última bebê.

Essa é uma emoção indescritível. Como se cada momento da vida fosse um caminho pra chegar nesse auge. E todos os sofrimentos se esvaem por um momento e aquele se eterniza, criando um símbolo de amor e paz, onde tudo está correto, perfeito.

O médico pergunta se já tem nome e eu digo Dasha e Susan, numa ordem invertida. Eles anotam na pulseirinha e cada uma é identificada com seus nomes e com o nome da mãe: Helena Vanderberg.

Sinto que a cada momento minha vida se torna mais especial.

Sintam-se em casa para comentar, criticar e debater. Abraços aos amigos daqui 

Saiba mais…

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artista: soso piava   

Relembrar a noite passada…

Acordo com as memórias dos prazeres da noite passada em minha cabeça.

Há muito tempo eu e Helena não tínhamos momentos tão bons. Contrastava com as últimas vezes que nos vimos, onde tudo parecia um tédio. E, eu sabia que não era por culpa dela. Percebia que meu enfado pela vida não dependia de sua presença. Ao contrário, ela era meu porto seguro, meu oásis, como parecia aquele buraco na parede que refletia a única gota de luz solar, que se atrevia a roubar minha escuridão matinal, que eu amava tanto. Já estava amanhecendo e os raios do sol invadiam o quarto, dizendo que já era hora de me levantar. Ele parecia muito mais vigoroso que eu, nesse momento. Só queria ficar recordando aqueles beijos molhados, quentes e excitantes que ela me lançou assim que nos vimos. Isso era tão bom!

Ela prendeu seus braços em volta de meu pescoço e com suas carícias em beijos sublimes, introduziu sua língua morna, em minha boca, explorando minha surpresa e arrancando de mim sensações de prazer que reverberaram em todo meu corpo, fazendo meu desejo de estar com ela nua ir às alturas. Mas, tínhamos um longo caminho pela frente. Esse era nosso primeiro contato, daquela noite que já parecia gloriosa.

A gota invasora estava cada vez mais forte, fazendo-me lembrar que já era hora de ir tomar meu banho matinal. E, eu naquela preguiça toda, lutava com a intensidade dela, para que aquele momento que eu recordara, não acabasse jamais. Mas, não podia faltar ao trabalho. Agora não era hora de me perder nas gostosuras dessa mulher, por quem eu estava completamente apaixonado, embora ela fazia parte do pacote que eu estava inserido.

Lembrando da sensação inebriante que a dança com ela me produziu, fui ao chuveiro. Tinha, ainda fresca, a ideia de sua mão em meus ombros, seu corpo aconchegado ao meu, enquanto dançávamos a salsa, tão elegante. Suas cadeiras balançando associadas ao ritmo de meu quadril que dançava em passos determinados, fazendo com que suas ancas se misturassem a minha cadência e meu frescor e, além disso, ainda posso reviver esses bons momentos de entrega que ela me proporciona, sempre que dançamos juntos. Esses ritmos latinos deixam-nos mais próximos. Ela nunca esteve na Colômbia, mas lá, eles dançam nas ruas. E todas as mulheres balançam as cadeiras assim. Aqui, no Brasil, nem sempre elas acompanham esse compasso tão marcado e tão sedutor.

As gotas de água começam a cair em meu corpo, dizendo que é hora de me conectar com o agora. Já chega de lembranças boas. É tempo da dura realidade de ter que matar o coelho de todo dia, para que as refeições sejam lautas. No entanto, se eu não precisasse trabalhar agora, ficaria relembrando o resto da noite que tinha sido mais que ardente, fenomenal. A vida reserva boas lembranças quando deixamos os momentos gostosos tomarem conta de nossas sensações e esquecemos de todo o resto, mesmo que seja por algumas horas. Nosso oásis de alegria, que nos alimenta e nos protege para que a luta diária tenha sentido.

A minha… bom, essa não tem tido muito sentido, não. Cada conquista profissional já não me agrada mais como antes. E sei que tudo isso é culpa de minha mãe, que precisava de um filho notável, para pôr em seu currículo mais esse feito.

Ao ensaboar minha cabeça, as sensações de peso e desânimos recomeçam. Oh! Vida triste essa que eu me deixei levar. Chegar no escritório a cada manhã, tendo que criar uma campanha de marketing digital para as empresas, deixam-me entediado. Esse Facebook, só anda nos atrapalhando com suas mudanças. E o Google resolveu nos embaralhar mais uma vez nessas métricas, que nada mais são do que o alcance que conseguimos com nossas postagens, para divulgar a marca ou produtos, duas coisas tão distintas, que a empresa nunca dá o seu devido valor. Apenas querem que venda, mas esquecem que a empresa tem que permanecer no tempo e, na trajetória, ganhar espaço no coração dos clientes, fidelizando suas compras em nossa companhia…

Nossa empresa? Eu devo estar maluco mesmo. Se fosse minha, seria muito diferente de tudo o que eles fazem lá. Nesse mundo globalizado e digital, os donos perderam a mão de seus negócios quando não atualizaram seus procedimentos de administração em todos os setores da empresa.

Água morna caindo no corpo, deixa a esperança de ser um dia bom…

Desligo o chuveiro, pego a toalha e uma sensação esquisita percorre meu corpo todo… Como se fosse acontecer alguma tragédia. Oh! Sensação estranha essa. Que começo de dia tão esdrúxulo. Mas, estou falando em português. Esquisito mesmo, de excêntrico, inusitado, fora do normal. Não é espanhol, que é bom, esse esquisito. Não estou achando nada agradável essa sensação de domingo de manhã.

Não ouço barulhos vindos da rua. O que houve? O pessoal se esqueceu de que hoje é quarta-feira, dia de trabalho e de jogo?

Escolho minha melhor roupa, porque tenho uma apresentação aos diretores, dessas inovações que foram feitas no Facebook e no Google. São as hashtags que vão comandar o que aparece nos perfis e nos androides. Meu terno azul turquesa agora me vai muito bem, porque deixa esse frescor de inovação que está em minha mente, com a camisa branca de riscas acinzentadas, cintos e sapatos azul marinho, e a gravata azul marinho com fios dourados, dão um toque de elegância ao meu visual que eu sou tão cuidadoso. Em minha cabeça tudo é muito simples, no entanto, não creio que seja assim para todas as pessoas da diretoria, que mais parecem mortos vivos. Não sabem nada do mundo atual e querem que a empresa sobreviva sem fazer nada para ela atravessar o tempo em que está inserida e chegar ao futuro com a promessa de estar funcionando e ainda obtendo lucros. Deixassem suas mulheres no comando, que não estariam morrendo, como estamos, porque elas tem sede de novidades e capacidade pra se reinventar sempre que for preciso e, mesmo que não tivessem essa competência, estariam muito melhor equipadas para o futuro, porque sabem pensar nele e olhar longe, com a distância de uma sequência de ações futuras todas programadas. Elas não vivem só para o momento.

As hashtags vão comandar onde nossos produtos chegam. Isso é complicado de explicar às diretorias. Elas teriam mais chance nesse mundo globalizado por conta da capacidade de se ater às minucias.

Lá vou eu fazer o café após calçar os sapatos. Mas, que dia tão estranho!!! Onde está o barulho da cidade que acorda feito um vulcão em erupção todos os dias? Não estamos falando de uma cidade pequena. Estamos na capital. E, o que houve hoje?

Esqueço os sapatos e saio correndo, vou de chinelo até lá em baixo e ligo a TV para saber notícias. Será que todo mundo foi embora e me largaram aqui? Ideia absurda essa, falando sozinho…

Ligo a TV e nada de aparecer imagens.

Olho o celular, canal de notícias e não tem nada. Nenhuma chamada, nenhuma notícia.

Isso é estranho demais…

Saio de meias até o quintal e parece que os vizinhos não estão. Não sei o que pensar.

Vou tomar meu café e verificar depois o que aconteceu… Deve ser alguma pane no satélite de comunicação e os celulares TV e rádio não estão no ar.

Saiba mais…



https://www.youtube.com/watch?v=PpkQR0ILY0g&feature=youtu.be

Homenagem à France da Mata

 

Sentindo a dor

Desta partida enfim

Cheia de adeus

De emoção

Repleta de luz

Que ficou por estas terras

A iluminar outras vidas

Como a minha, neste momento..

 

Sentindo amor,

Aquele incondicional

Sem fala..

Apenas olhar

Esta trajetória a me inspirar  

 

Deixa na memória

Um canto de paz

Um grito de alerta...

Um sonho a afagar

 

Parte assim,

Neste desejo de ser,  

Que agora se esvai

Em lágrimas a escorrer

 

Sem dor..

Apenas amor

Por ter vivido

Assim

Para a arte

Para amar ... 

 

Saiba mais…

http://youtu.be/D9jqZ9ZAL2s

Este vídeo mostra a canção feita com a poesia “LATA D´ÁGUA NA CABEÇA” da autora Lia Helena Giannechini. Contando a história ela nasceu de uma situação vivida dentro de casa, quando o SEMAE de Piracicaba corta a água para fazer reparos e não avisa a população. A água da caixa acabou e ficamos sem água para fazer a comida. O jeito foi emprestar a água da vizinha. E neste momento me ocorreu a lembrança da vida de muitas mulheres que subiam os morros, atravessavam matagais para pegar água com a lata d´água na cabeça.

No nordeste, como conta Hildebrando Menezes, o parceiro do duo nascido desta poesia também confirma, que ainda hoje, no sertão baiano quando passeia pelas terras áridas, encontra as mulheres com a lata d´água na cabeça. O sentimento de desconforto que senti, quando entendi que esta tarefa está destinada as mulheres, pois ninguém teve a iniciativa de ir buscar água para suprir as necessidades da casa. Como esta capacidade de suprir a casa, arrumar ela, limpar, lavar fosse algo que é nato, que vem com o gene da mulher. Tudo isto faz parte de nosso caldo cultural, que deixa a perpetuação de papéis tão arraigados quando as mulheres respondem ás tarefas sem questionar o porquê.

Esta cena também é imortalizada na música de Luiz Antônio e Jota Júnior, cantada no filme “TUDO AZUL” da FLAMA FILMES, por Marlene e dirigido por Moacyr Fenelon. O disco foi gravado na Continental em 25 de outubro de 1951 (matriz C-2778, disco 16509-A), com lançamento em janeiro de 52. Informações retiradas do Youtube, no acervo colocado por “canal de SenhorDaVoz” que tem um dos mais impressionantes acervos da música brasileira.

Ao rever a história nada mais justo do que atualizarmos um pouco este tema, gerando mais uma cria da “LATA D´ÁGUA NA CABEÇA”, Adalton Miguel, compositor premiado em vários festivais e meu parceiro em outra canção “ ENCONTROS”, compõe a canção “FAZ DE CONTA”, com uma modinha, saída lá dos rincões espanhóis, chegando ao Brasil, para mais uma vez colocar a sensibilidade de nossa história em pauta… “FAZ DE CONTA” canta a “LATA D´ÁGUA NA CABEÇA”, numa história que nunca vai ter fim, ao cantar a vida destas brasileiras guerreiras, a identidade brasilis está arraigada em seu mundo, mesmo de longe, pode sentir tudo que vivemos… Ele tem outra música sobre os apagões… Acho que estas parcerias chegam para emprestar á poesia um caldo cultural, que vai dizendo da vida de todas as pessoas que se envolvem numa rede de comunicações que formam o jeito da sociedade brasileira de entender o mundo e devolver esta criatividade tão natural. A modinha “FAZ DE CONTA” trás um pouco desta mistura de povos e sentimentos que o Brasil foi se apropriando e devolvendo em conexões com tantos povos. Obrigada parceiro Adalton Miguel por mais este presente..

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Lata da água na cabeçaAs dores nem sofrem maisJá viraram tudo aqui do avessoEstacionaram ao relento no caisAs lágrimas ficaram no rio… Ando no fio da navalhaA beleza da vida …Até por vezes embaralhaSó abraça o sonho Tudo parece tão bisonhoDe novos caminhos a percorrerQuero viver o que componhoNão tenho mais como correrDos pesadelos medonhosSentada na beira do universo Só quero escrever meus versosContemplo as várias mulheresEm suas múltiplas fases da luaÀs vezes tão sérias, puras e nuas…As guerreiras, as faceiras, as da ruaAs artistas, sofredoras,Meretrizes, sonhadoras…Todas elas com sua fascinante belezaNa lata o caldo desfeitoNo leito todo o deleite da sutilezaDo caminhar sem fronteiras…A vida escolhe os caminhos Quando dessa vida sofrida Sabemos garimpar no seu ninhoO amor e a paz das despedidasNão escolhemos nossas dores…A gente sofre, a gente vacila na lida.Oh chega da existência de horroresVamos viver só de amores…

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LATA D´ÁGUA NA CABEÇA LIA HELENA GIANNECHINI

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Lata d´água na cabeça

As dores nem sofrem mais,

As lágrimas ficaram no rio…

A beleza da vida

Só abraça o sonho

De novos veleiros navegar

 

Sentada na beira do universo

Contemplo as várias mulheres…

As guerreiras, as faceiras,

As artistas, sofredoras,

Meretrizes, sonhadoras…

Na lata o caldo desfeito,

Do peregrinar sem fronteiras…

A vida escolhe acessos,

Quando da vida,

Não escolhemos nossas dores…

Saiba mais…

 

Salpicando de espadas,

O coração cinge o caminho

Congrega imagens do passado

Nas contas do porvir

                     Carrega este fardo, menina!!!

Que pode ser leve se foi guardada

As melhores passagens vividas

Nos passos céleres percorridos

Do resultado final apurado e aferido

                     Então divida conosco o ocorrido...

Beirando a avalanche de mistérios

O ser se transforma em esperança

Sorrindo nestas desgraças

Que assolam a sorte no porvir

                      Mostra suas garras, donzela!!!

- Percorro teu adorável enigma

Vestido de lutas e perseveranças

Sabendo tirar proveito dos estigmas

Sinto em poesia a tua desenvoltura criança

                     No melhor e maior dos aprendizados

Nada por acaso acontece

No mar das ilusões derretidas,

Onde se recria o encanto das águas,

No salpicar das espadas confrontadas.

                         Deixa a ginga gingar, cabloca!!!

- Sim! Tua biografia guerreira enaltece

O turbilhão oceânico dos teus mergulhos

Tal qual a diva que vem ao topo em prece

Que mostra sua face no verso em espelho

                          Sinto o seu gingar sacrossanto

O ser e o nada

Se urgem de uma voz

Que transporta o trovão

Do Bem e do Nós acorrentado

                        Solta esta canção do amanhecer, mocinha!!!

- Sinto que desatas os nós dos grilhões

Juntando os teus entre vazios que cultivas

Numa explosão libertária das masmorras

Rumo à plenitude do teu eu em construção

                      Vejo os primeiros raios do nascer do dia

Este belo par

Se enfrenta no agora

Recria o amanhecer

Numa nova história a trilhar

                    Joguem seus laços, Marias!!!

- É o enfrentamento secular

Da dor e do amor a bailar

Na recriação do universo

Que fulgura dentro dos teus versos

                  No desenlace das adormecidas paixões

E no momento presente se doa,

No corpo extenuado,

Na espada do poder

Desabrocha o sêmen da paixão

                               Joga ao além o fardo, alma feminina!!!

- É sabedoria que vejo estampar na sua proa

De quem tudo apreende, sabe e perdoa...

Digna de uma menina leoa em seu esplendor

Na melhor virilidade da sua doçura

                   Mais leve ainda ficou a plumagem d’alma

E assim acontece todos os dias

Em milhares de lares,

Nos cem anos de vida

Encontra o destino dos amantes

                   Teça sua coroa, fêmea fatal!!!

- Rebobinas o curso de toda história

Feita de dores, suores e glorias.

Na secular solidão que flutua

A espera de inaugurar nova era

                     Chegarás ao porvir que tanto espera

Transpassa o nó

E salta para a eternidade

Chega no porvir

Maculando as mágoas do viver

                   Coloca seu sonho de nova cancão a cantar!!!

- Nesse despertar desse entardecer

Há a certeza que a madrugada geradora...

Alimentará novos elos dos teus fragmentos

Cessando os intrusos lamentos que chora

                     Para cada novo dia o brilho da aurora

Transfere este hino

Ao ser que lhe empresta

O calor do coração

Tirando da amargura os cem risos do amor

                     Recria o amor, nesta nova canção, ó Marias!!!

- Findo os desencontros e desatinos da mente

Sinto somente a flor brotar no jardim

Na pureza desta tua forte emoção

Perfumando os laços propulsores da alegria

Que jorras do leito fecundo da sua alma

                         Na bela e poderosa arte da tua poesia.

Duo: Lia Helena Giannechini e Hildebrando Menezes

http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3992103

www.alemdooceano.wordpress.com

 

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"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração."

Charles Chaplin

Silêncio como despedida..

Já não há mais amor...

Só resta o mutismo

Da fala que cala

Sem tempo de dizer adeus

Resta apenas o amor

Que se desconstrói

Em gotas de chuva do desamor

Nos braços que nunca me tocou

Dilacerado em lágrimas

Que não se pode chorar

O alento de um novo amanhã

Não desapega o adeus que não se findou

A marca do engano

Da ponte que se partiu

O mastro já não tem sabor

Na fenda que se abriu

O coração partido

O inimaginável nem aconteceu

O calor se fez gelo

Num sabor de sorvete derramado

Nada pior que este adeus

No silêncio da noite

Chora baixinho

A alma que não se cala

Diante de tantas atrocidades de luta

E vai além do oceano

Cantar suas dores

Na marca dos desamores

Que já não se tumbam ao luar

Silence as a farewell ..
There is no more love ...
All that remains is the silence
Speech that silent
No time to say goodbye

It remains only love
That deconstructs
In the raindrops disaffection
In the arms that I never touched

Torn down in tears
You can not cry
The breath of a new tomorrow
Do not let go bye that is not expired

The brand of deception
The bridge that broke
The mast is no longer flavor
In the rift that opened

The heartbreak
The unthinkable happened or
The heat was made ice
In ice cream flavor poured

Nothing worse than this goodbye
In the silence of the night
cry softly
The soul that is not silent
With so many atrocities in the fight

It goes beyond the ocean
Sing his pain
In the brand does not love
No longer fall under the moonlight

Lia Helena Giannechini's Copyright:
Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-03-27 10:44:11 UTC Title :: O silêncio como despedida / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: 3bac7a70c51dbfe35a16e3608430bf839c9474bfc43bcf1e49177f1204d1e455 MCN :: EACR9-KUVD3-8SETR
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Brisa Suave / Lia Helena Giannechini

Tão linda

Esta brisa suave

Chega para amainar

A dor dilacerante

De viver tão só

Tão fresco

Este vento,

Balança minhas cadeiras

Explode em versos

Corpo altaneiro

Sopra pra viver

Um sibilo de amor

Desabrocha nesta solidão,

Um arrocho de calor

Traz pelo pombo-correio

Uma mensagem de sabor

Vida que se cruza

Além do oceano

E vira mar

A maré de agonia

Que perscruta

Devaneio ancestral

Da vida que se foi

Na bancarrota do mundo

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Carinhos / Lia Helena Giannechini

Você me preenche com seus carinhos..

Faz-me sentir mulher

Aporta meu pranto

do fundo do mar

Deixa-me viver esta grande emoção,

Seguir a vida com uma canção,

Dizer a nota do coração

E saborear cada segundo no seu chão

Traz-me alegrias sem fim

Deixa-me sentir tão linda

Como uma flor que nasce

Em um bosque de ramas entremeadas de amor

Eu estou apaixonada..

E sinto você tão perto

Que esta preenchendo todos os meus recantos

De dor e de desamor que eu já vivi..

Nosso bosque está nascendo

Mas já é uma explosão de miosótis,

Orquídeas e lírios, coloridos

Com a cor do amor..

Brota em nossos corações

A esperança de ter este bosque

Todo florido, regado a amor

E a paixão de viver!!!

You fill me with your affection…
It makes me feel like a woman
Brings my tears
the sea floor

Let me live this great emotion,
Follow the life with a song,
Say the note from the heart
And savor every second on your floor

It brings me endless joy
Let me feel so beautiful
Like a flower that grows
In a grove of vines interspersed with love

I'm in love ..
And i feel you so close
This filling all my corners
Of pain and lack of love that I've lived .

Our forest is born
But it is an explosion of begonias,
Orchids and lilies, colorful
With the color of love ..

Arises in our hearts
The hope of this forest
Every flower, washed down with love
And the passion to live!

Lia Helena Giannechini's Copyright:
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Copyright :: All Rights Reserved Registered :: 2012-04-17 10:43:50 UTC Title :: Carinhos / Lia Helena Giannechini Category :: Blog Fingerprint :: c205e2bada2dc70a4d94aebf3c1a0022a778362b92400116ae89305cb6cf4631 MCN :: E9PU3-NXQKM-4X4TC
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seu olhar penetra minha razão

Seu olhar

Penetra minha razão,

Destitui,

Meus sonhos

Com paixão,

E me faz sentir

Nua,

Tão sua,

Linda,

Como uma flor,

Que abre seu botão

Para perfumar

Com seu olor

Inebriante

Um doce

Jardim do amor..

 

Seu sorriso

Suspende minha emoção

Deixa um rastro de desejo,

Misturado

Com paixão

De um corpo que te quer

E que ao seu lado

Carece permanecer

Para um gozo eterno

De felicidade suprema

Açoita a vida,

E deixe sua marca

Cunhada

Em meu ser Mulher

 

 

Só você,

Com sorriso

E olhar penetrante,

Corpo lindo e cativante

Deixa-me desvairada

Com as fantasias

Que confessam

Ao te ver tão doce,

Calmo e gentil..

A esperar por mim,

Nesta solidão

De um dia ter

O grande amor

A povoar

Meus recantos mais calados

Para sempre ao seu lado

Viver o
Êxtase desenterrado

 

his look
Penetrates my reason,
strips,
my dreams
With passion,
It makes me feel
nude
So you,
beautiful
Like a flower,
That opens your button
to perfume
With its smell
heady
a sweet
Garden of love ..

his smile
Suspends my emotion
Leave a trail of desire,
mixed
with passion
In a body that you want
And that in turn
needs remain
For an eternal joy
Of supreme felicity
Scourges’ life
And leave your mark
printed
Women in my life


Only you,
with your smile
And stare,
Body beautiful and captivating
Let me mad
With the fantasies
who confess
when I see you so sweet,
Quiet and gentle ..
The wait for me,
In this solitude
To one day have
The great love
The charm
My quiet corners
Forever by your side
living the
ecstasy unearthed

 

Saiba mais…

SONHOS DE MULHER/ LIA HELENA GIANNECHINI

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Na vida

No dia,

No sol

Ou na Lua,

Sou morte ferida,

Atroz agonia.

Na ausência

Do amor,

Somente

Solidão.

Carrego

No peito

Mar

De eterna aflição...

Sou tua,

Tão nua,

Tão solta,

De sentimento.

No amanhecer,

Invento,

Meu sonho,

Recrio

O infinito

De nós dois.

Na esperança

De um dia

Saber

O que sou

Apenas pra você.

Sou tua..

Na tez

Serena

De um sonho

Que brilha,

A cintilar emoção.

Quando,

Descobres-me,

Enternecendo

O acaso

Da vida,

Que lida

Com tantas agruras.

Sentimento

De imaginar

Ser apenas tua..

Invento

Seu corpo..

A conquistar

Meus encantos..

Perpetuar

Desejos...

De ser

Por um instante,

Apenas mulher

Lia Helena Giannechini's Copyright: Copyright :: All Rights Reserved Registered :: Sat Oct 08 00:34:40 UTC 2011
Title :: Sonho de Mulher / Lia Helena Giannechini
Category :: Blog
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MCN :: EEU4L-RY8US-CRJVA
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BONS SONHOS JOSEPHINES / LIA HELENA GIANNECHINI

_colegio1

Queridas Josephines

Às amigas de Colégio

As histórias são a alma do mundo

Elas movem, anônimas,

Tantos espectros

Avivando tantos jardins

_colegio2

Certificam estações de

Trombadas e embates

No mundo que cinge

Seu fulgor universal

salão2

Impactante

Notícias e saberes de todas vocês

Re-arranjar de trajetórias

De seivas que brotaram

Em nossas existências sem fim

_colegio3

Personagens transbordam, de suas vidas

Máscaras recobriram rostos

E corroboraram como luva

Preenchendo talentos a reluzir

igreja5

A vida me induziu para a conjuntura

De estar só comigo mesmo,

Em cenários psicodramáticos

Em poesias e escritos

E hoje em dia, espiando vocês

igreja3

Vejo o titilar dos afetos antigos

Restaurando vivências

Que se perpetuam

Em perscrutar interesses,

salão1

Valores corriqueiros

Para cada momento infindável

Nada pode ser tão rico

Como este burburinho de esplendor

ambiente57

Encantos, vivências

Ao som da Marselleise,

Revividas de uma passagem tão rica

Ensaios trans-formadores

Deixaram marcas

Grilhões impressos

Perfilhados agora

Neste tempo tão esvaído

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Profundidades,

Que nos acompanham sem cessar

Derramando em cada encontro,

Oceanos para,

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Novos sonhos arquitetar...

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Saiba mais…