Posts de Lais Maria Muller Moreira (570)

DIAMANTE BABPEAPAZ

Amar

 

O verbo amar tão misturado.

Na Terra o amar é verbo turvo e incompreendido.

O amar na Terra não é verbo popular é verbo auxiliar e infeliz.

A Terra profana não entende de poeta e exclama, a todo momento,

que amar é não se amar.

Ninguém ama o ser em suficiência, amar é difusão é paciência.

Amar é verbo do Céu!

 

 

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Madrugada que se faz Fatídica

Noite exaurida

exímio canto brota aos sentidos

cantor mavioso a exalar sonido

vou à janela ária mui bela o ouvido excita

e  aguçada adentro o cenário despida

a pele me alisa frescores da brisa sem nostalgias

e aérea me entrego à mensagem

da noite suave que me acaricia

rubores frescores voragem

me devoram e consomem aliciam

sabores  olores a fruir as sensações

que vem de fora e assim nesta hora

noite esvoaça

magia exultante da noite em melodia sidérea

de um céu de estrelas de energia etérea

o clamor da noite se adentra em mim

madrugada escoa

não demora a aurora salpicada em frescor

vem entoando poesia e amor

num embevecimentos que assim ressoa

extravasar momento assaz se faz alvissarar

enlevada em força estranha que vem sussurrar

a me declarar que já é hora e é dia

alvoroço surjo do nada

soar sidéreo me alienou

às lonjuras me levou

e deste voo imenso

tal brisa etérea só meu corpo ficou

naquele leito

 

Laís Müller - julho de 2014

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DIAMANTE BABPEAPAZ

Diz que ...

Vibrante melodia

vem cantar o dia

noite esmaece

teima amanhecer

porvir de incertezas

desfilam clementes

diz o Sol nascente

que o torpor da mente

chega à exaustão

diz que a ingratidão

se vestiu de festa

galgou a floresta

em exasperação

diz que a melodia

barganhou com a rima

a que tudo ensina

ganhou na contra mão

 

 

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Tingi Meu Coração

Tingi Meu Coração

 

Tingi meu coração
em tons desiguais,
salpiquei purpurina
poli meus castiçais.
Acendi todas as velas
para iluminar o meu íntimo,
adornei minha janela
em brio assaz seguro
e assim ver no escuro.
Tornei meu orgulho ínfimo
e meu espelho múltiplo,
insculpi os meus defeitos,
revistei todos maus feitos,
numa olhada crítica,
em renovada íntima.
Ajustei todos enfoques,
do grosseiro ao menor toque,
das entranhas às estranhas.
Do espelho o conselho,
sussurro um susto,
avisto um vulto,
sou eu

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Lavores

 

Linhas retas que definem a sincronia de uma estirpe que se concentra e onde o que vale é um.

Tribos mais rudimentares têm muitas vezes modelos de vida, onde o coletivo vem trazer guarida, é pleno e forte, fausto em sorte para cada um.

Na colheita todos valem, enfrentam o trabalho de sol a sol. Não há tempo a perder, pois a preguiça de um pode significar uma perda do total, onde o substrato é a meta de todos, e a fartura é para o bem geral.

Divisões que se fazem, repartir é a riqueza do povo, cada qual com seus braços abarca.

Povo em trincheiras, na disciplina que a vida ensina, que a fartura de hoje poderá faltar no amanhã.

Tribos sólidas, amplas e lógicas sustém um modelo de vida desconhecido por tantos modernos, que individualizados, não sabem mais somar, tampouco repartir, quando o senso comum se perde no horizonte de um só.

 

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O Idoso é Amigo

3542067041?profile=originalArte de Safira Saldanha

Como se pode esquecer daqueles que para nós foram a essência.

Daqueles que em sua veemência nos deram a base o estado de viver.

Luz em decadência deve ser aproveitada,a candeia que alumia não pode ser jogada num canto,como velho metal que de nada serve.

Os abusos contra os idosos proliferam por esta Terra incomum, onde a juventude é valorizada em quinhão desmedido.

É do velho que vem o exemplo, aquele que plantou a semente,que agora colhemos fartamente e nem sequer um muito obrigado, oxalá um basta!

É preciso mais comedimento, modificar os valores,onde a decrepitude do idoso se faz ridicularizada, em jargões em todas as classes sociais. E se faz motivo de risos soltos,quando os presos em seus leitos,não tem forças suficientes nem mesmo para caminhar.

Aliviar o fardo que carrega o idoso é modelo ditoso de se comportar.

Alegrias poderiam ser entregues todos os dias, àqueles senhores, que muitas vezes têm seu descanso na sala de estar, por não terem outra opção para se locomoverem.

São lacrados em lares onde as condições não se fazem maravilhas, muitos jogados às pilhas como se  nada valessem.Vivem em albergues mau cheirosos onde a malquerença demonstra a falência de uma sociedade ingrata, que não demonstra gratidão ou relevância, àqueles que lhe serviram de esteio, que lhes estenderam um berço, e que em noites de vigília em candura e ternura, lhes embalaram em braços, unindo o seu cansaço em ardor e calor.

É do velho a lição particular, que a medida singular,que precisa, que é incisa, é derramar amor!

 

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PEAPAZ Portal Feliz

Anos que se passam, voam. Decifram ilusões, sonhos vêm e vão... zoam tal marulho.

Asas que se inflamam ao adentrar neste círculo, em prol da paz, amor e dignidade que é nosso orgulho.

PEAPAZ, ninho sem igual, onde cada qual exala de si o seu melhor.

Altar-mor, onde frontes coloridas são jazidas de ricos pensamentos.

Aprazíveis momentos, onde primaveras eclodem em criações matizadas, outras apaixonadas explodem em verões. Comoventes canções douram outonos em sonhos, inauguram invernos ternos, no abraço dos soares fraternos.

PEAPAZ árvore frondosa, onde uma aliança generosa nos une.

Amor e paz, PEAPAZ é lume!

Parabéns PEAPAZ!

  

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Indagações

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Mil pontuações espalham,  mil interrogações amealham.

Um hiato, uma migalha de tempo livre,

emoldura o retrato, dourado alvitre à perplexidade.

É prioridade preencher obtusas resmas de papel,

ou quiçá contar confusas nuvens a passear no céu?

O tempo é caro, e prostrar-se a vagar sem itinerário é raro!

Em tamanho resumido, se parece a um bandido,

 outras vezes a um estranho, ele se esconde,

e quando o temos nas mãos, não responde.

Sem chamá-lo aparece, e quando se tem pressa, depressa vai embora.

Horas ganhas e perdidas, cada qual se vai por sua vez,

e acomodar todas as investidas, é mais um talvez.

Espiar cabisbaixa, ante o relógio, o que se encaixa no seu sóbrio rodopiar?

Quiçá seja zombar do acaso, pois todo soldado raso,

sabe extrair da hora o azo mor, sem demora.

 

 

 

 

 

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O Escritor

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Repassar sentimentos para a escrita, não deixa de ser uma arte.

Redigir o que se sente é uma questão de sapiência. Sim, pois vários eruditos, que apresentam estilo rebuscado são maçantes, enquanto outros em simplicidade  alcançam  graça e harmonia.

Grafar é incluir pessoas ao seu rol de conhecidos e quantas vezes ao meditar certas páginas nos sentimos muito próximos de quem as escreveu.

Concretizar em linhas os pensamentos é modificar conceitos e a boa  literatura não deixa de ser um modo prazeroso de abrir fronteiras, de alargar os estreitos horizontes humanos.

Cada escritor traz em si um germe, que poderá ser ou não desenvolvido, e ainda bem que muitos deixaram suas raízes nesta Terra para o nosso aproveitamento.

Quisera que todo escritor tivesse a chance de desenvolver seus talentos. Porém, os meios para que isto viesse acontecer estão escasseando, pois vemos no dia a dia boas publicações não lidas. E, é uma lástima que os interesses descambem para trivialidades.

Que a mentalidade se alargue, que as fronteiras se expandam, e que bons princípios se disseminem!

Um autor é uma ponte que nos leva a enxergar sob o seu prisma.

Que conheçamos muitos e muitos deles, e que a nossa gratidão recaia por sobre aqueles, que se privaram de tanto, para nos proporcionar a graça de ampliarmos nossos horizontes!

 

 

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Modelo

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Doar, beneficiar, são sentimentos abstratos, intangíveis , valores sem tato, impossíveis de  serem materializados.

As setas, os vértices, o ápice, tudo se volta ao mundo do amor, da beneficência, da benemerência em ardor.

Mulheres sensíveis, amáveis, modelos irretorquíveis, ágeis aos benefícios, em incontáveis sacrifícios .

São flores e pores de sol, são canções ternas em bemol, são cores, mares enluarados, com beijos açucarados.

Senhoras, jovens, de todas as cores os matizes , de etnias  diversas, de todas as raízes, de todas as classes sociais, todas são únicas e especiais.

Para aquele que é acalentado, ela é suave, é um doce magistrado, na certeza absoluta, que no mundo estará sempre amparado.

Uma mãe é reconhecida até pelo odor, pela voz, pela certeza que onde quer que for, consigo sempre estará ao lado.

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  Feliz Dia das Mães!

 

 

 

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Quando as Folhas Caem

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Quando as Folhas Caem

 

 

O crepúsculo minúcias revela,

vem e a  luminosidade debela,

diz que a luz do dia é finita.

 

O outono se parece com a vida,

mostra que término se acerca,

em breve não mais se enxerga.

 

O  outono é ouro florescente,

para todo  aquele que é ciente,

que a felicidade é asserenar.

 

Em outra fase irá adentrar,

e disto ter plena consciência,

é o coroar de toda a existência.

 

O verbo vem a ser o estar

porque o sentido da vida

se resume em serenar.

 

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Amar

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O verbo amar tão misturado.

Na Terra o amar é verbo turvo e incompreendido.

O amar na Terra não é verbo popular é verbo auxiliar e infeliz.

A Terra profana não entende de poeta e exclama a todo momento que amar é não se amar.

Ninguém ama o ser em suficiência, amar é difusão é paciência.

Amar é verbo do céu

 

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Panorama

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De quanto mais alto mais abrangente se faz a visão.

E isto realmente vem a ser uma constatação. Dos cumes a vista é alargada, não se prende a um mero ponto ou detalhe.

A vida nos leva a esta conclusão, quando não tentamos viver por um fato em si e por ele ter ganas de não evolver.

As esplêndidas miradas se fazem do topo, mas para isto houve certamente largas doses de coragem, ingrediente principal, para qualquer tentativa que tenha o brio dos vitoriosos.

A vista dos feitos interligados de um a um, de uma vida bem vivida, leva a uma contemplação, que tudo foi programado devidamente , numa lógica sequência de acontecimentos , até encontrar-se onde está e ainda para onde deverá ir.

Emboscadas para trás ficaram, a caminhada se faz segura, se baseada na linha reta, que evita o mordaz , que não olhe para trás com olhos de rusgas, mas sim com olhos fixos e firmes no horizonte meticulosamente delineado.

Vista abrangente e audaz deixa atrás dores e constrangimentos.

Mas de que vale o ruir, se de brio somos feitos e de que vale o infortúnio a despeito de um momento destes?

 

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Irmanados

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Irmanados

 

Graça e candura que se repassam de um ao outro, quando a alegria, só de estarem juntos, vem tornar irresistível o sorriso.

Irmãos naturais, tão especiais!

É  como se um amor próprio e fecundo os segurasse bem perto, de um afeto que nasce invencível.

Irmãos naturais, filhos dos mesmos pais, na mesma família convivem, e engalanam-se com o dia a dia.

Joviais em galhardia, tudo em torno de si é  alegria , somente por estarem abraçados, tal casal de enamorados, onde a cordialidade reina e não há réstia de dúvida, que ali estão para escorarem-se na menor dificuldade.

Desde o berço assim são, vidas lindas em ascensão, tais rouxinóis e colibris, assim voejam e se beijam somente por estarem ali; um frente ao outro.

Envergaduras que se fazem, magistraturas do que a vida vale, são garantias  que o amor não se extingue, chama acesa que reparte a dor e a sobremesa.

Proximidade física tão natural, como o ardor que não arrefece, no abraço, no beijo que nunca fenece , na alma dos irmãozinhos em alto astral.

  

 

 

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Lavores

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Lavores

 

Linhas retas que definem a sincronia de uma estirpe que se concentra e onde o que vale é um.

Tribos mais rudimentares têm muitas vezes modelos de vida, onde o coletivo vem trazer guarida, é pleno e forte, fausto em sorte para cada um.

Na colheita todos valem, enfrentam o trabalho de sol a sol. Não há tempo a perder, pois a preguiça de um pode significar uma perda do total, onde o substrato é a meta de todos, e a fartura é para o bem geral.

Divisões que se fazem, repartir é a riqueza do povo, cada qual com seus braços abarca.

Povo em trincheiras, na disciplina que a vida ensina, que a fartura de hoje poderá faltar no amanhã.

Tribos sólidas, amplas e lógicas sustém um modelo de vida desconhecido por tantos modernos, que individualizados, não sabem mais somar, tampouco repartir, quando o senso comum se perde no horizonte de um só.

 

 

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