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SEM PRESSA

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Tento fazer do teu calmo silêncio 
Umas variações de questões.
Dás-me tempo a pensar no nosso momento
Na doce pele do teu rosto, em pensamento, 
Escrevo poemas de amor!

Não estou preocupado 
Por não estares a meu lado 
E por não conseguir ouvir o teu cantar. 
Pela friesta daquela pequena janela 
Vejo o brilho dos teus olhos.

Nosso amor está acima das palavras
Que já não somos capazes de dizer
Há dois extremos que nos separam 
Mas juntos, 
Não conseguem separar o que sentimos…!

Entre linhas e letras 
Um pouco ao quanto cinzentas
Tento escrever versos emblemáticos 
Desde o dia que olhei e vi teu morno sorriso
Sem dramatizar nem ironizar!

Puxas pela minha memória 
Obrigas-me a pensar
Em doses inteiras de ti 
Lentamente sento-me à beira mar 
Em cada onda transparente
Vejo o teu sorriso e acalmo minha mente

Na ânsia de um amor sem limites 
Acabo por fazer crescer emocionalmente 
A dor da solidão. 
Para continuar a viver 
Busco outras metades
Sem nunca perder a noção 
Daquilo que um dia fez mover meu coração.

Não tenho presa de viver nem de morrer 
Vou esperando, por aquilo que o tempo me quiser oferecer 
Porque viver e amar também é renunciar e conseguir 
Abraçar a saudade…!

Joaquim Moreira 
09-01-2016

Saiba mais…

INTERVALOS LONGÍNQUOS

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Na abertura de um intervalo

O que fazer por não te ver,

Quando não estou onde estou

E por mais perfeito que seja o mar 

Não é ele que me vai aconchegar.

Que imperfeita forma de ser,

Sinto-me num exílio acutilante.  

 

Não me queixo, mas quando de ti

As circunstâncias me separam,

Deixam-me neutralizado, vivendo

De coração quase parado.

Vou recolhendo o sopro do vento

Até que ele me surpreenda

E dilui-a os dias assombrados

Na esperança de alcançar o sopro da vida. 

 

O que adianta fazer texto sobre texto

Se quando recolho à cama

No fim da madrugada

Quase não encontro nada 

Olho para o enxergão e sinto-o frio e vazio.

 

O sentido do sorrir por nada

É ficar triste naquela imensa parada

É exclusão do sentido

De um desejo sem carinho…

 

Nos sonhos noturnos

Vou abraçando com vontade

O passeio da felicidade

Sempre no contexto de enganar a realidade

Não por maldade, mas para entreter

As insónias da verdade…!

 

Sonho com aquilo que não posso ter.

Há dificuldade em absorver o espaço

Que consegui obter… Mas a maior dificuldade

É alcançar a felicidade, sem deixar para traz

O verdejante que outrora deveria ter ido embora…!

 

Joaquim Moreira

02-01-2016  

Saiba mais…

PULSAR A RITMOS DIFERENTES

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Os dois corações já bateram 
Na mesma frequência 
Hoje não oiço o mesmo toque 
E não é pela morte.

A distância acalentou as palavras 
E deu aso a um profundo silêncio 
Aquela abertura hoje tornou-se obscura
Há palavras que por incúria ficaram por dizer 
Devendo-se ao facto de não se compreender!

O espaço é tão diminuto,
Que qualquer espinho no caminho 
Transborda o copo nos pequenos gestos de carinho. 
O projeto, planeado, fraquejou, 
E o tempo passou…

O objetivo nunca mais se reencontrou
Esse reencontro pode acontecer 
Propositadamente ou casualmente! 
O caminho desviado 
Foi hábil para não ser mais encontrado 
Dissuadiu o nosso Amor e o nosso carinho!

Hoje corrói-me o pensamento 
Por não ter havido argumento
Esta tua demora corrói a minha memória.

As tuas palavras leves e carinhosas 
Essas ficarão eternamente guardadas 
Na minha alma como o canto dos pássaros 
Em tempo de primavera.

Mesmo a esperança estando quase perdida 
Foi uma felicidade teres entrado na minha vida.
Fecho os olhos e a força da mente 
Consegue ver e sentir, o que se encaminha para vir
Mas o que vier que seja puro 
E que aguente enquanto duro!

Se as tuas asas não quebrar 
Continuarás a voar… 
Mas de mim não vais mais fugir 
Se a minha mente não me mentir!

Joaquim Moreira 
26-12-2015

Saiba mais…

VOZES DE MEDO

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Apareceram no escuro da noite 
Vozes solitárias…!
Vozes de um corpo em chama. 
Entre palavras e cenários 
Protagonizaram-se histórias
Algumas mexeram… 
Nas minhas velhas memórias…!

Naquela desconfortável enxerga
Escondemos marcas dos nossos segredos 
No Eco das palavras 
Em voz baixa e fora de tom, 
Fomos sussurrando palavras de amor 
Tentando esquecer coisas 
Que nos marcou pela dor!

Amor de momento, determinado, 
Mas assombrado pelo passado temporal.
Pairava algum medo…. 
Que foi dissipado pelo vento agreste 
E sepultado por nuvens de gelo
Medo escandalizado pelas suas imperfeições…!

Depois do passado ser enterrado 
Quero um amor que não seja superficial,
Sem definições e sem pensamentos alongados 
Quero um amor intenso 
Determinado e longe de ser datado…!

Estamos conscientes, 
De ter construído este castelo no ar
Mas sem nos preocupar, 
Saboreamos as areias escaldantes do mar

Vale a pena viver no sufoco…
Quando me sinto amado, 
Esqueço o veneno do passado!

Tuas curvas são a montanha
Onde pretendo navegar 
Mas fica nas tuas mãos 
Se devemos continuar ou terminar…!

Joaquim Moreira 
20-12-2015

Saiba mais…

UM ADEUS TEMPORÁRIO

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Hoje deve de ser o dia mais assombrado 
Da minha vida.
Resolvi e te chamei aqui 
Para te dar notícias inesquecíveis 
Já eram previsíveis 
Mas serão inesquecíveis…!

Não posso ver-te mais 
Devendo-se às nossas obrigações 
Das provocantes amarras questionáveis 
Sempre nos encontramos 
Por tudo quanto é lado. 
Já decidi, este será o meu último 
Dia para ti! 
Quero abraçar-te e beijar-te só mais uma vez 
E depois de virares as costas não olhes para trás!
Lembra-te das horas boas e esquece as más.

Pretendo não esquecer
Para recordar como foi o nosso amar 
Vamos apenas nos beijar 
E pela ultima vez dizer adeus.

Sem mais demora, tive de te encontrar 
Pela necessidade de te falar 
Da imensidão de coisas 
Que tenho para te dizer
Houve por favor, 
Sem me interromper até eu acabar. 
Não quero cair no erro de voltar adiar o inadiável

Quando te encontrava sempre te amava… 
Tudo o que fizemos não foi por acaso 
Não me arrependo, mas sinto que foi errado
Não vale a pena chorar
Nosso amor não vai acabar 
Ficará a inesquecível recordação 
Sei que me vou magoar quando sentir 
A tua falta … Isso não posso negar

No fim de conversar sem nos magoar 
Vamos apenas nos beijar 
Dás-me o teu lenço 
Eu dou-te o meu, para enxugar
As lágrimas que vão derramar…!
Vamos beijar-nos e dizer adeus 
Na esperança de mais tarde 
Recomeçar até a morte nos levar…!

Joaquim Moreira 
10-12-2015

Saiba mais…

TRAMA ISOLADA

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Entretecedor são os amanheceres
De noites de insónia 
Que batem sorrateiramente 
Invadindo a gente sem rodeios…

A mente é invadida por coisas rotineiras 
A ponto de me fazer morrer e respirar 
O teu silêncio permanente 
Choca-me num desalento sem fim 
E num improbo ensurdecedor

Memorizo meus pensamentos
Onde moras na minha memória 
Mas deles não saí nada 
Atravesso-me entre o precipício 
E a espada. 
Dou-me por inteiro sem pensar 
Nas consequências insólitas e perigosas
Deixo rolar até ao dia que alguém me venha a calar…!

Sei a intensidade que mora em mim 
Em momentos sou tudo 
Noutros sou muito pouco
Calo-me dentro de multidões 
Uma vez que não me cabe mostrar 
O que sinto…
Nem o que há no fundo do meu coração.

Espero no meu canto 
Permaneço no meu descanso 
Deixo o que o acaso me leve 
Para onde devo ir.

Se te encontrar à beira rio, sorrio 
Disposto a navegar entre o mesmo 
Furaremos oceanos para que possa 
Concluir os meus textos 
Que ficaram por te contar…!

Já me julguei por aquilo que não fiz
O preço que paguei o elevei, 
Carregando o peso do mundo 
Pelo profundo desconhecimento 
Pelo insólito silencioso 
Que sempre censurou 
O nosso espaço amoroso…!

Joaquim Moreira 
01-12-2015

Saiba mais…

NA SOMBRA

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Fecha a porta alumia-te 
Com a luz da fogueira da lareira 
Sabes que não está mais ninguém 
A neve vai cair forte 
E tu não vais sentir 
Quando a porta abrir!

Os ventos nortenhos sopram frios… 
Transportam notícias vergonhosas…! 
Antecipam a minha chegada 
Adiantam as minhas palavras 
Transmitindo-te a entrega do sonho
Negativo para mim e para ti.

Já escolhemos o caminho 
Por onde ninguém passa
Já não existe compaixão
Sabemos de onde vem o vento 
Esse que quer dissipar o nosso tempo 
Sem inventar só acreditamos
No amor e na nossa paixão…

O contrário anda lado a lado 
Com a “morte”!
O diabo ridiculariza… 
Todos os nossos passos e sonhos
A neve traz de volta 
Os lentos pensamentos
Contextualizando argumentos 
Vergonhosos e mesquinhos…! 
Enquanto os “cães” da perdição uivam 
Trazem notícias desnecessárias… 
Que não necessitam ser entregues.

O tempo ensinou-nos 
A construir o nosso sonho
Por onde ninguém passará 
Nem conseguirá pôr fim 
Já escolhemos o carinho
Onde vai ser o nosso ninho…!

Joaquim Moreira 
23-11-2015

Saiba mais…

FOLHAS ESTRELADAS

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As folhas estão melando e caindo… 
Está na hora de voltar 
A pegar o meu caminho 
Graças a ti que não me perdi 
Estou muito grato 
Por aquela estadia fugaz… mas incendiária …!

Mas agora está na hora de ir para a estrada 
O Sol do outono envergonhado 
Iluminou o meu caminho. 
A aproximação da chuva vai humedecer meu corpo
A dor vai caminhar em minha direção…!

Tem dias que me sinto cansado 
Mas eu sei que tenho coisas para fazer 
E não dá para esquecer nem estar parado.
Necessito de saltar, caminhar e dançar. 
Chegou a hora de cantar a minha canção!

Estou de saída em redor do mundo…! 
Preciso de encontrar a minha estrela pelo caminho 
Já não tenho tempo para espalhar raízes. 
O tempo veio para de repente ir embora!

À nossa saúde, brindamos dezenas de vezes 
Está na hora de saltar e dançar 
O que mais me agradar…! 
Ando desta maneira exausto 
Há dezenas de anos a dançar a mesma melodia 
Está chegando o dia de dançar o que sempre quis

Preciso de encontra 
A estrela de todos os meus sonhos!
A minha vida é uma história 
Que não pode ser contada a preço do nada 
A minha liberdade é respeitada e estimada com apreço!

Como nos anos passados e em horas de outrora 
Quando a magia enchia a minha alegria 
Foi nas profundezas mais absurdas 
Que conheci uma estrela atraente 
Que me marcou, como marcaria 
Qualquer tipo de gente 
Está na hora de procurar 
A Luz que nunca deveria ter ido embora…!

Joaquim Moreira 
19-11-2015

Saiba mais…

UMA DAS QUATRO ESTAÇÕES

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Era o telintar de passos de mulher!

Era uma planície de rosas

E verdes em terra bravia…

Era um corpo que me esvaziava

De alegria…!

 

Era os teus dedos delicados no meu cabelo

Penteando…penteando sem pente

Era magia doce e macia…

Era o amor que nos vencia…!  

 

Era a sombra do medo de amanhã ficar sem ti.

Era um jogo de palavras sem ser amargas

Era um pensamento cruzado e silenciado

Um quanto apavorado…

 

Depois de pesados anos já tardios

Enfrentei vários desafios…

Todo o tempo foi pouco

Daqueles longos beijos sem fim…

Como tu vives em mim!

A alma sentia a razão

Mas o mundo teima

Em aniquilar, proporcionando o nosso fim…!

 

O Centro geográfico foi como marfim.

As ervas frescas testemunharam

As folhas meladas sentiam-se envergonhadas

A velha cameleira nos abrigava 

Era a loucura do fim da tarde

Aproximava-se a hora da verdade…!

 

A noite entrou tudo redopiou

Nenhum de nós descansou

Sentimos que o dia madrugou

O tempo era o inimigo

O que restou foi a recordação

Daquela linda paixão…!

 

Não quero ver mais aquele

Sitio encantado.

Sei que não deve de estar mudado

Como eu e como ela.

Só lá passarei se for bem acompanhado

Para recordar o passado

Que me fez sentir tão amado…!

 

15-11-2015

Joaquim Moreira  

Saiba mais…

ESTRADA DESCONHECIDA

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Vou-me perdendo…

Em ruas de várias encruzilhadas

Choco em corpos alguns já mortos

Encontro rostos estranhos

São rostos com o seu próprio nome!

 

Sem punir a humanização

Viro unicamente um ser em extinção 

Ou mais um simples ocupante

De um espaço que me foi oferecido

Sem que me fosse nada prometido…!

 

Sem me aperceber!

Corto por ruas desconhecidas

Bato de frente em rostos caídos

Por passados perdidos e assombrados

São estudos que faço pormenorizados!  

 

Enfrento lápides em jazigos

De gente que passou num mundo

De desertos pantanosos

Jogaram todo o tipo de cartas

Em vez de cuidar de um jardim

Perderam-se… sem encontrar um fim…!

 

A ignorância não é um pecado  

O maior pecado é ignorar o passado  

E o mais engraçado, é quanto mais dás atenção

À pessoa amada, mais ela tende em escapar-te

E ignorar-te…!

 

Precisamos de dar espaço… não para chamar atenção

Mas para que esse alguém reflita e um dia nos dê razão.

 

Quantas vezes… vira-mos “viúvos”!

De vozes silenciosas que por motivo desconhecido

Se escondem por detrás de telas espantosas

Essas poderão não estar mortas!

Mas estão enclausura  

Por acreditar que há um mundo diferente

Daquele que nos consome permanentemente…!

O desconhecimento não é sinonimo de ignorância

Pode ser motivo para dissipar

Um grande tormento…!

Joaquim Moreira 

05-11-2015

 

 

Saiba mais…

DESLUMBRANTE

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É sempre perigoso contemplar-te…! 
Quando passas com o teu cheiro a ervas 
Aromáticas, com o teu tipo tão nobre…! 
Com os teus gestos de neve e de mel!

Com isso não me desgostas
Nem me desenfadas, prefiro seguir-te 
As passadas…!
Vejo-te como uma camélia célebre…!

Em ti tudo me atrai… como um metal precioso
Até o teu olhar pensativo e senhoril
Mesmo a tua voz, com aquele sotaque do Sul!

Ah…! Como me contentas e me fascinas…
A tua graça distinta e o teu porte…! 
Como a tua supérflua feminilidade 
De uma atitude serena e fascinante…!

Esta manhã encontrei-te quando 
Vinhas da grande festa… Fizeste-me assombrar,
Grande dama fatal, ao chegares…! Vinhas mal… 
Mas com grande firmeza no teu olhar 
Ainda trazias música no teu andar…!

O teu olhar mostrava um jogo ardente 
Como um demónio iluminado…!
Que me feriu agudamente… 
Só te beijei as mãos brancas de um 
Modo diplomático para proteger o meu orgulho…!

Enfim, vou sorrindo suavemente
Como a fama sem drama…! 
Para esconder o meu desalento 
Vou procurando fundir a minha alma…! 
Em meu ermo coração, como uma luz a brilhar 
Morta por aquecer e explodir…!
Só me custa ver errar… 
Quem pretende um dia amar…!

Joaquim Moreira

Saiba mais…

ETERNIDADE

 

Se o amor for sincero

Não necessita de juras eternas3541961656?profile=original

Os dilemas dissolvem-se…

A distância é superada

Provavelmente nunca lamentada…!

 

Os pequenos confrontos

Deixarão de ser dilemas!

A verdade sentida  

Alimenta-nos a alma  

Fazendo prevalecer o respeito

No âmbito da discordância transforma-se

Em beijos calorosos

Com abraços confortantes…!

 

As dúvidas serão extintas

Adormecerão e jamais acordarão

Nunca guardemos uma pergunta

A resposta poderá ser conclusiva…  

Mesmo que não seja juras de amor eterno

Que seja progressiva e verdadeira!

A escolha não deve de ser temida

Simplesmente deve ser vivida

Por tempo indeterminado deixando

Para trás o passado…!  

 

Nem sempre as mais lindas Luzes

Da ribalta da noite nos trazem felicidade

Quantas vezes vale mais uma verdade

Fazendo prevalecer a fantasia  

Na noite escura e fria

Ao luar de umas simples estrela

Reluzindo no Céu

Cobrindo-nos com um simples véu

Quantas vezes vale mais uma verdade…!?

 

O floreado misturado…  

Quase sempre acaba em descalabro

A competição tirana, tiranos a razão

Apenas nos traí por prepotência

Destruindo a convergência

A verdade alivia a alma

Refresca a mente e a respiração

Dando ouvidos ao coração

 

Joaquim Moreira

31-10-2015

Saiba mais…

MINHA MUSA

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Um dia, se as palavras se forem...
Morrerei lentamente.
Se os teus doces beijos me deixarem,
A vida deixa de ser vida.

A minha vida...vai para onde? 
Se não ficar na tua vida…
Que os abraços de outrora
Me façam morte sem demora.

Caio no abismo da minha alma... 
Sozinho na brisa da noite.
Uma vida sem vida… 
Beijos sem beijos… Me adormece…!

Beijos envenenados...!
Nada muda nesta triste vida! 
Dias após dias… nada muda...! 
Sonhos que me desfalecem...

O que será de mim sem o teu amor...?! 
O que será de mim sem o teu doce calor…?!
O que será de mim sem esta dor…?!
O que será…?! Como será...?!

A noite sem Lua…! 
A noite sem Estrelas… 
O Mar sem água…
Os Rios secos…a Terra queimada...

O Sol sem brilhos... 
A floresta sem sombras... 
Estou em êxtase…!
Sinto-me desolado…!

Sinto-me nostálgico...!
Mesmo que pareça insano,
Tenho um paradoxo comigo...!
Que treta de vida que eu não escolhi…!
Por só querer escolher-te...a ti…?!

Joaquim Moreira

Saiba mais…

UMA LÁGRIMA DE CHUVA

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Se não chover talvez 
Me possas ouvir e rever! 
Haveria dois lados 
Para cada história! 
As tuas guardeias sempre 
Na minha memória…!

Posso estar certo ou errado 
Este será sempre o meu lado. 
Por mais que me refugie 
Meu pensamento não foge de ti 
Amar-te foi fácil 
O difícil é encontrar-te.
Vou procurando saber
Mas não consigo decifrar 
Quando estás na minha ausência 
O que é que estás a pensar…

Nos momentos que estamos distantes 
Sinto a falta do teu sotaque
Mais do que as palavras podem dizer…!

Se te pedisse desculpa 
Não me envergonharia 
Se fosse culpado era o que faria 
Não é uma questão de orgulho 
Se fosse orgulhoso 
Poderia colocar de lado 
O meu pobre coração apaixonado…!

Talvez inconscientemente
Sem saber tenho desrespeitado a minha mente 
Há palavras que procuro não dizer
Fico na ofensiva 
E voto quase tudo a perder…!

Sempre te vejo à luz do dia, ou no escuro 
Mas quando pretendo “ler o futuro”
A mente engana-me e quase sempre dá “furo”…!
O passado e o presente não tem alegrado a gente.
Esperemos até amanhã 
Na esperança que a chuva fique dissolvente
Para analisar o que poderíamos ter feito diferente…!

Joaquim Moreira 
24-10-2015

Saiba mais…

DOR NÃO ESCLARECIDA

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No clarão da desnudada Lua

Sem saber porquê obtive esta dor

De onde a obtive…?

Corro… mas ela se mantém a meu lado

Só tu a podes decepar ao meio

E fazê-la romper sem provocar a dor.

 

Há coisas cá dentro que gritam

Com gemidos silenciosos

Mas a dor que tanto me odeia

Só tu me podes abraçar

Até que essa dor se dissipe  

E não me volte a provocar!

 

Veio lentamente e de mansinho

Veio como uma perdição…

Veio como uma maldição…!

Tu a alimentas-te naquela primavera

E agora ela: não esquece e permanece

Se é para ser, rasga-me com cuidado

Porque há coisas cá dentro

Que estão destroçadas

Por serem mal resolvidas e descuidadas!

 

Para que ela não me magoe agarra-me

Abraça-me para afugentar

A dor perturbadora

Que insiste em ser prolongadora.

Porque me escolheste

E me adormeceste

Depois do meu corpo dormem-to  

De tantos anos de lamento

Não quero tua prisão

Se me permitires deixa-me ser tua cobiça!

 

Não quero machucar ninguém

Muito menos alguém como tu.

Mas o medo apesar de ser um muro

Tamanho de um desejo

Não se esclareceu ainda me faz tremer

Abraça-me e faz-me adormecer

Coisa que também sabes fazer

Mesmo que seja sem querer.  

Escusado será dizer que tu dentro de mim

Vais permanecer até ao dia que eu morrer…!

Não tenho medo da morte

Tenho é medo de te perder…!

 

Joaquim Moreira

18-10-2015

Saiba mais…

NASCER SEM PEDIR

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Não requisitei o meu nascimento

Apenas deram-me a estrada

E quase mais nada!

Subi montanhas

Também as desci

Perdi-me no meu discernimento!

 

Cresci…! Caí e quase morri

Sempre por ti!

Alguns erros foram cometidos…!

Sem pensar em mim nem em ti

Erros do passado…!

Uns perdoados

Os mais profundos foram condenados

Sendo eu o meu Juiz, foi assim que eu quis. 

 

Um dia a Lua surgiu no Céu

Parecendo-me a mesma que me viu

O imprevisto aconteceu

O erro permaneceu…

O símbolo tornou-se a Luz do acontecimento

Acobertando os erros do simples momento

Na insistência da vontade de ir embora

Sem poder votar o passado fora…!

 

Nascer sem pedir

É natural, “O não querer permitir”

É como amar sem “rasgar”…!

É como morrer pela vida fora

É como uma estrela onde a pura luz

Se vai embora com vontade de ficar

Tendo de votar tudo fora

É o mesmo que lançar a vida fora!

 

Há uma existência de garras cravadas no peito

Onde o sangue foge das veias 

Como um rio que se esvai nas pedras verdejantes

Das bermas destroçadas pelas tempestades

Onde se vai paralisando em sofrimento

Devendo-se ao surpreendente momento

Daquela noite escura

Onde a Estrela pura morre

Antes das nuvens a desnudar …!

 

Joaquim Moreira

11-10-2015    

 

 

 

 

Saiba mais…

UM PRESENTE LONGÍNQUO

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Apertas-me o coração pela tua longinquidade

Sei que não é por maldade

Mas matas-me de saudade…

Conquistaste meu corpo,

Juntaste-lhe meu coração

E sem saberes és e serás

A minha única inspiração…!

 

Teu beijo é sempre esperado

Os contornos do teu corpo são do meu agrado  

O sabor da tua pele é sagrado como o mel…!

 

Se dançares comigo!

Olha em teu redor para o que quiseres!

O nosso amor é liberdade, será sempre

Visto sem a mínima maldade…!

 

As nossas crenças letais que nos devoram

Mesmo as não corporais!

Não são essas que irão mandar

O nosso amor embora!

Não deves negar-me teu sorriso

Para não torturar o meu sofrimento

Se o fizeres perdes de mim o teu melhor momento

Não é uma ameaça é uma lembrança com perspicácia!

 

Em ti, vejo Luz quando entardece 

Tuas pernas estremecem a calçada

E a terra que pisas

Tuas coxas de pele transparentes e macias alumiam

As nuvens cinzentas

Teus olhos de serpente

Encantam-me permanentemente  

Onde me sufocas eternamente   

 

És nua vestida, és Lua fluida

És o amor da minha vida

 

Joaquim Moreira

05-10-2015 

Saiba mais…

FAMA E CRENÇA IMAGINÁRIA

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A “Fama” não a procures
Ela não te traz nada 
Pode é trazer-te fraca sorte… 
E seres mais um prisioneiro dela!

Outro nome não o queiras 
Esse já te deram sem o pedires!

Enquanto respirares 
Nunca te sintas sozinha/o,
Para respirar é necessário ar 
Enquanto tiveres 
O privilégio de inalares ar 
Não necessitas lamentar 
Se houver vegetação e perfume de flores
Não morrerás por amores…!

Flores essas, que não precisam de ser rosa viçosas 
Podem ser flores das mais raras e exóticas
Essas não te mentem, sentem 
As tuas necessidades 
Sem traição e sem mentira…!

Acredita no que vês 
O que não vês não lhe dês importância 
É mais saudável morrer na ignorância…

Os que acreditam em coisas que não vê 
Poderão ser mais felizes…! 
Mas podem acreditar que o mais provável 
É que vão morrer sem ver
A crença do seu imaginário…!

Joaquim Moreira 
26-09-2015

Saiba mais…

A MAIS BELA ÁRVORE

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Fim de Verão 
As folhas vão cair 
Vais ficar desnudada 
Cheguei para te cobrir 
Mas nem sempre posso-me “Abrir”.

Vim para amar e te servir… 
Pelas ruas poeirentas de terra batida
Quase sem força ia tendo uma recaída…!
De que serviu tantas folhas verdes 
E tantas flores viçosas na mesma árvore 
Sem me afugentar até o teu amor perdi 
Por me encontrar tão longe de ti…!

Vim para amar e ficar!
Mas o que vejo no dia-a-dia 
É o tempo passar…
Sem te poder enxergar…!

Que me perdoem as folhas 
E flores que vão caindo 
Enquanto eu vou dormindo
A mente trabalha e vai descobrindo
A infortunada pendência 
De não poder tratar de ti
Nunca foi minha intenção fugir 
Há dias que me arrependo do que não fiz 
Mas para a sustentabilidade da minha verdade 
Vou viver sempre infeliz coisa que nunca quis!

As promessas não concluídas 
Nunca serão escondidas 
Estou convicto que não foi nada em vão
As folhas caídas do Outono 
Um dia não me negarão…

Se o caminho for longo 
Deixo-te o melhor de mim 
Sem julgamento nunca 
Procurarei o fim…
Mesmo sem ti, viverás sempre em mim…!

Joaquim Moreira 
21-09-2015

Saiba mais…