Posts de João Batista de Campos (96)

Poeta e Escritor

Primavera

 Ah... Se tudo fosse primavera
 
Seria o respirar de renovada era
ao  revoar de tantas  quimeras.
Ao  perfumar  de belas flores,
o singular  de  seus amores.
Alegria, fantasia  e açores
a escorar o seu veleiro, ao tisnar do nevoeiro.
Oh... Inocente primavera, é prima  irmã do vil ve-
rão o qual aquece o coração na  manutenção da ilu-
são. Seja como for, o outono, traz em seu bojo o bônus
ao inferno-gélido-inverno.
Oh...  Inocente primavera,
Olá: Juventude;  saudação.
É apenas mais uma estação
a rir da vida em sua profusão.
Apesar de  bela saúde, um dia
toda  essa  maravilhosa  alegria
resumirá nessa gloriosa plenitude.
O seu amor  àquela  flor,  sobretudo,
o seu orgulho  mergulhado  no ataúde.
Despida, quiçá, lhe sobre um sobretudo.
Porém,  essa  é lei a qual advém
do  misterioso  circo  do além.
Mesmo que você não goste!
Mesmo que você não que-
ira,  meu adorável bem.
O poeta tem mente digital, pois, a informação não
lhe para de chegar, e haja  antivírus para filtrar.
Ideias, ideais de todo o lugar,  lá das quebra-
das  da  China,  da Cochinchina, passando
pelo misterioso,  ardiloso,  velho e novo
Nepal. Egito do Nilo, Nilópolis do car-
naval, além  do canavial de Sampa
da garoa, anúncio de gente boa,
sua cabeça sempre a povoar.
Apesar desse imenso car-
rossel,  poeta também
não passa  dum bar-
quinho  de papel
frágil  a nave-
gar poesias
de  dor e
alegria
sem
par
ao
a
m
a
r
.
 

 

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Poeta e Escritor

o bote do poeta

 

o bote do poeta

 

em sua mente  navega o poeta de camarote,

relaxadamente sobre seu  velho-querido bote.

aí  aparece a musa e lhe acusa com um mote:

porém, vai  além do trote com ardiloso chicote.

o poeta-atleta  prepara-se para dar o seu bote.

 

a musa, sem recusa,  abusa de sua inspiração

chama-o à  atenção, mas  o poeta logo pensa:

isso é  exploração!  convém cumprir  a missão,

meu  filho-irmão, não vê  a poesia na sua mão?

é  o privilégio  contra todo o malvado sacrilégio

sacolejado  no corredor  de enganoso colégio,

colegiado de falsa ilusão, congresso da nação!

 

o  poeta  é o jornalista discreto sem necessitar

de  qualquer prestação, a não ser à sua própria

emoção. em  sua rimação pode abrandar o cor-

rupto da sua própria corrupção, é disto que  es-

tá necessitando a nossa nação, já que no con-

gresso está referto de toda a religião sem a

prática  dos milagres dos  quais nos fala

tanto a religião. será que é a falta de

de fé, ou esse milagre o poeta

terá de realizá-lo pela for-

ça poética daquele

que quer. ha-

ja enor-

me

fé.

to-

me

tomé.

 

jbcampos

 

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A lesma lerda

 
A lesma lerda

 
Ao doente de mente demente
 
O mundo esteve sempre de mente doente;
entre amigos, inimigos, entre  parentes, en-
tre parênteses "demente"!  A redundância
faz parte da arte, para que  a mensagem
fique mais levemente destarte, pois, nes-
te mundo ao se dar conta da boçalidade
total inserida na ferida duma breve vida,
onde nada se conclui verazmente, ao se
ver o homem sacal levantar o seu estandarte
do  mal. Queira ou  não, não faz a menor diferença,
meu irmão  de avença, há milênios a vida apesar de
quebrar a nossa perna continua sendo a lesma lerda.
 
Autoflagelação
 
Por que  esse martírio de  lutar
consigo  mesmo? Magoando o
próprio  coração, meu  irmão.
Isso  é desnecessário,  con-
quanto, não  se pratique o
mal voluntário. Deixe  isso
para os otários de plantão.
 
Compulsividade
 
A compulsão muitas vezes torna-se psicopatia,
veja e ouça os noticiários, quantas  mulheres
são assassinadas diuturnamente, é  a men-
te doentia transformando o ser humano em
verdadeiro monstro da ironia! Afinal, que ta-
manha burrice é essa de matar alguém que
deveria ser amada, e depois perder a paz men-
tal, além de ficar numa prisão trancafiado? Pior ainda
é  não ter o senso de que fez alguém  sofrer ou deixar de
criar seus filhos, será que existe inferno além deste mundo
agreste? Afinal, que paz mental? Mentes  doentias assim
tem  a consciência  plenamente cauterizada,  portanto,
não  sentindo a  menor dor, quiçá,  sinta prazer em
praticar o mal e  o faz dando risada.  O homem
não pode  viver sem a  mulher, ela é o esteio
de  sua existência, como  esposa, como
filha, como mãe, então  que mente
doentia é essa a destruir o seu
bem  maior? Além de bur-
ra é indescritivelmente
doentia apesar de
ser a sua pró-
pria cria.
meu
ir-
m
ã
o
.
Eis a lança a ferir o seu coração
que balança nessa contradição..
 
Sem a menor alusão a  você amigo-irmão, leitor  querido,
apenas  estamos tratando de compulsão. A  exemplo de
ir às compras e não ter controle  sobre o vício de com-
prar desbragadamente aquilo que desejo sente, mago-
ar  a esposa ou o filho, ou a qualquer amigo que se a-
presente como parente, não ter controle sobre atitudes
perigosas como  xingar alguém no trânsito  e morrer de
morte prosa. Não sevicie mais,  pare já com esse vício.
Você  é valente, corajoso, então pare já se for capaz, um
desafio jocoso, o qual o deixará feliz por demais, meu rapaz.
Creia e reveja então a maneira de você pensar, é a compulsão
conspurcando o seu coração, seja vitorioso sendo bondoso assaz.
 
Há de se cultivar a calma e a paciência no nos-
so dia a dia no esforço de se ter ciência!
 
Você é aquilo pensa
 
A vida tem mostrado ser a dona do seu destino sagrado
através do seu pensamento, o que é um paradoxo atrasa-
do, se  o sofrimento  se lhe apresenta, pense sobre o seu
pensamento, até porque você só toma alguma  atitude mo-
vido  pelo seu pensar, que no fundo é o próprio desejo  pró-
prio, ou  impróprio de criar o seu latifúndio de sorte ou azar.
 
Por quê?
 
Eis o irmão ladrão dentro duma família
ilibada e  de bom coração... Por que disso,
então? Uma mente doentia numa família sadia.
 
Os doutores da lei
 
Há dois milênios eles já foram registrado no livro sagrado
a Bíblia pelas palavras de Jesus, o Cristo:  Eles sentam
na  cadeira de Moisés… Bem vamos colar aqui o regis-
tro  eclesial logo de vez como um mais dois são três.
Mateus 23
1  Então falou Jesus à multidão, e aos seus  discípulos,
2  Dizendo: Na cadeira de  Moisés estão assentados
os escribas  e fariseus. 3  Todas as coisas, pois,  que
vos disserem que observeis, observai-as  e fazei-as;
mas não procedais em conformidade  com as suas
obras, porque dizem e não  fazem; Eis a mentira
dos  políticos que vão se assentar na cadeira de
Moisés, bem  como os maus líderes religiosos.
4  Pois, atam fardos pesados  e difíceis de
suportar, e os põem aos ombros dos homens;
eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;
Quer maior morbidez ignóbil do que essas EXCELÊNCIAS, elas
são a   própria doença, doutores sapientíssimos que nos  governam?
Porém, veja  o que essas EXCELÊNCIAS aprontam: Os homens mais
aculturados e mais bem pagos; os criadores das leis, os estadistas, os
presidentes, os governadores são os criadores das  mais sangrentas
guerras? Ah... São criadores de situações malignamente  inteligen-
tes, estão ocultos nos púlpitos de seus cultos públicos. O que  esses
calhordas aprontaram com o nosso país, que vergonha, homens “sábios”
a  praticarem  o mal, grande mal, cometendo genocídio. Como pode alguém
que ganha o maior salário da nação, ou de nossos bolsos, degradar-se a pon-
to de roubar remédios de doentes terminais, cestas de merenda escolar?  Ro-
ubaram tanto de quem já foi a sexta economia mundial e que agora se en-
contra em estado falimentar.
 
“O poder emana do povo.”
Que poder? Que povo?
Assim repete a lesma lerda.
 
 

 
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Ósculo



Ósculo santo de estranha paixão que entumeceu minhas entranhas, coisa estranha, foi no meu primeiro encontro com aquele encanto, cuja paixão me enlouqueceu, era uma bela rapariga-donzela, para redundar em singeleza de beleza singela. Aquele santo ósculo empanou os meus óculos ao marejar de minhas santas lágrimas, porém, como chama forte de enorme porte duma divina vela, velando o aporte duma paixonite aguda. Então a Morfeu pedi ajuda antes do verdadeiro adeus a qual naquele momento me valeu. Enfim, toda a celeuma a mim me valeu a pena, porém, naquela nebulosa noite se escondeu na minha quase perenal fleuma.
Afinal, nem sei o que aconteceu.
Por donde andará Marina, linda menina que de frente de meus óculos com aquele fabuloso ósculo; simplesmente feneceu, deixando-me uma estranha visão com gosto de azinhavre, porém, “a esperança e a última que morre” assim clamo: Valei-me Deus! Deus que a sua porta abre alumiando qualquer breu.
 
Um conselho poético advindo do divino além neste sonho lindo deste pobre alguém: Não perturbe o seu sagrado coração, pois, nesta vida e no além ninguém é de ninguém; amém.

Apenas ame para ser e fazer alguém feliz. Se for o caso, não importa o que foi que aconteceu aquém, apenas retire-se sem pensar em vingança a qual o mal sempre afiança e o prejuízo será todo seu.

Beije o seu irmão com o ósculo santo da caridade sem olhar à sua "capac""idade".
Use o ratinho e sua mãozinha percorrendo sobre as linhas.


jbcampos

 
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Amor cibernético

 

Amor cibernético

 

Com o perdão da palavra:

São Robôs que roubam

o amor de Santos  Robôs.

Querido  leitor, será  que você

não   foi  também   programado à

amar deste  lado todo condicionado?

No  bê-a-bá veja  só o que há:  Apenas

o binário  a controverter a  matemática

pitagórica  de Gauss, desconhecida

dos  jovens; genuínos  gênios do

presente   cenário,   destino

dum  futuro   próspero,

quase agnóstico,

e nessa tela

o gênio

dum

menino:

Tesla, eletro-eletrônica,

elétrica é a sombra

eletrificada,

porém,

se

esmera na era

a  qual  já se foi?

Portanto, a  impor-

tância já era, agora

se espera ver bem

além do mal, ver

o bem maior

sem se

opor,

após a Era de Aquário,

aquarela  já versada,

hoje, conversa con-

vexa  de conversa

fiada. Porém, bom

seria aderir duma vez

à sensatez da conversa  

convertida de fiada para afi-

ada na polidez de digital altivez,

mas analisando a analogia da

era analógica caracterizada de timidez.

Na   escrita  bendita que  edita a car-

tilha   de modernos  dias. Analfabe-

to será quem  não credita o crédi-

to à  tecnologia  de nossos dias,

por  hora analfa é  aquele que

não sabe ser usuário  do tablet,

do  Lap que tope com seu ingênuo

topete que  se acha eclético  no anti-

quário;  verbete: Otário  de antanho,

ensino   estranho  aos jovens  de

outrora   neste presente  cenário

a acenar aos amantes  sincréti-

cos deste mundo cibernético

ordinário, porém, orgânico

organizado-programado,

às vezes  profano à da-

nado de enganoso en-

gano bem redundado.

Eis a dor que programa o amor

no  programa  amador o qual

professa  a profissão  da

profecia na  profissão

de profeta  progra-

mador  duma,

futurologia

da  qual

jamais

o ser

ama-

dor

que

ama

com

ardor

se des-

vencilha.

É  o  valor

condiciona-

dor  do Java

o  qual  trava

e  destrava   a

a  trave,  chave

do  Php o  qual

diz ao Python a

fazer o homem

antever o seu

antigo Ph.D

pelo

html 5

de seu

absinto,

e que to-

dos serão  pro-

gramador  cria-

dor do futuro

na  amena

prosa posi-

tiva do poe-

ta   que não

para  de tanto

aprender  como

se  apreende  o

programa  do

futuro viver.

Mesmo

que

vo-

não

goste,

porém,

aposte

foi progra-

mado e amado

para  neste mundo

viver,  sem poder en-

tender  qual é o senti-

do. Também  é robô

tal qual seu que-

rido

ta-

ta-

ra-

vô.

Pode

crer!

 

Eis a simples confusão

101010

numa configuração.

 

Como perguntaria o suíço:

Eram os Deuses Astronautas?

 

jbcampos

 

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$eu $uce$$o

$eu $uce$$o

Sem a intenção jactanciosa de falar de si mesmo e, de quem chegou à idade de 73 anos, consciente de que já ultrapassou mais da metade do caminho de qualquer longevo ser humano, menos voltado a qualquer vaidade pessoal, espero. Portanto, até me dou ao direito de escrever na primeira pessoa, isto é apenas uma pequena parte de um diário dos meus dias na estrada das vendas pela vida afora. Nasci no interior do estado de São Paulo, na Tatuí da minha feliz infância, filho de um modesto marceneiro, que com o passar do tempo tornou-se um próspero negociante. Moveleiro próspero, graças à sua habilidade no trato simpático e carismático com as pessoas de seus dias, lá pelas décadas de 50 - 60, e como o tempo passa cheio de contradições e dissimulações, quando muitos ensandecidos profetizavam que não chegaríamos ao ano 2000 e, o mundo se acabaria, ao mínimo existiria telematicamente o “Bug do Milênio” e o mundo torna-se-ía o caos etc.

Meu pai tinha por título, dado pelo pároco da cidade, o qual ao dizer suas missas pela rádio difusora local, anunciava os patrocínios do meu velho e querido pai como: Tonico: “O Rei dos Móveis”.

Apesar de marceneiro, meu velho pai carpintejou muito também, deixando-me um belo exemplo de pessoa despojada e generosa.

Tenho de agradecer profundamente ao meu progenitor e meu mestre na arte de vender.

Realmente meu velho pai foi mestre na área de vendas, fato que pude comprovar posteriormente quando da minha juventude, pois, seus ensinamentos e gestos de relações humanas deixaram em minha personalidade marcas profundas de conhecimentos práticos, quando pensava em aprender me surpreendia com aulas que o velho já me houvera transmitido.

Tive de usar o tripé do sucesso:

1 – Atingir Minha Meta

2 – Como Atingir Minha Meta

3 – Quando Atingir Minha Meta

Casei-me muito jovem ainda, apenas com meus 18 anos e, necessitei da anuência de meus pais, na época professava uma religião bastante incisiva no tocante à honestidade cristã etc.

E, cheguei pensar até que seria dispensado do serviço militar, pelo fato de ter contraído matrimônio, fato corriqueiro dos recém-casados daqueles dias, como fora o meu caso, com a diferença de não ser dispensado do serviço militar. O esperado fato não fora confirmado, e lá fui eu fazer o Tiro de Guerra, como se chamava o exército lá do interior. Cumpri a lei que me fora imposta e, no final de toda aquela misancênica beligerante galardoaram-me: “Reservista de Segunda Classe”.

Lembro-me como se fosse agora, no primeiro dia a gente se apresentava a paisano, até que se tirassem as nossas medidas, para as respectivas confecções de nossas fardas, e como era madrugada fria e não tinha roupa de frio coloquei o meu terno de casamento, posto que havia contraído matrimônio recentemente, e apresentei-me juntamente com 120 jovens, verdadeiros capetas, a fuzarca era generalizada e para piorar a situação, chovia levemente madrugada afora. O pátio estava lamacento, e o sargento era um CDF de primeira linha, sujeito condicionado à robô para se fazer cumprir a lei marcial.

Lembro-me de que, por lá passava meu pai, o qual dirigia-se a pé, à sua marcenaria, tinha ele seus cabelos brancos, era uma cabeça literalmente branca, a qual despertou o entusiasmo de um recruta que pôs-se a imitar um pássaro chamado Araponga, ou Ferreiro, emitindo o som de um malho a bater sobre uma bigorna. Ave de penas brancas como a neve.

O sargento, irritadiço dá-nos uma contundente ordem:

- Tropa, sentido! – Rastejar, vão ver!

Então... O meu novíssimo terno de casamento, ficou enlameado de barro, e além de rastejar na lama, mandava rolar à direita à esquerda, era uma chafurdança só.

Meu pai, era um gozador, e até parou pra ver aquilo tudo, relembrando de seus dias de Tiro de Guerra também, para depois tirar aquele sarro da minha cara, quando chegasse em casa, pois, morávamos todos no mesmo terreno.

Assim, terminei o serviço militar.

O calo apertou e me vi em palpos de aranha, bem, tivemos de mudar para São Paulo com a esperança de vencer na vida. Dois jovens e uma filha, estavam à mercê das intempéries naturais da vida moderna, com um pequeno detalhe, “sem nenhum gato para puxar pelo rabo”, êta vidinha complicada… Fiz de tudo um pouco na vida, até tomar uma decisão que mudou radicalmente nossa maneira de viver. Porém, para que isto viesse acontecer tive de peremptoriamente usar os conceitos da trilogia do sucesso. Propositalmente repito os três pontos importantes do sucesso, para que desde este momento vá sendo gravado na sua memória, caro leitor postulante ao sucesso… Para atingir a minha meta, primeiro tive de descobrir o que queria fazer na minha pobre vida, quando fazer e como fazer, e não demorou muito, me fiz espelhar no exemplo de meu mentor e pai, ser vendedor, até porque, ninguém escapa desse estigma, nascemos todos, vendedores, e ponto. Não há o que se discutir sobre esse paradigma, quando nascituro a primeira coisa a se fazer é, berrar para se obter alguma coisa em troca do silêncio. Vender é ser negociador, negociante, regateador, enfim buscar um meio lucrativo nessa atividade, como em qualquer outra, que irá redundar na própria venda. Hoje, mais do que nunca, deve-se ser muito mais vendedor-hodierno do que caixeiro-viajante de antanho, tem-se de dedicar com muito amor à essa nobre profissão, para se alcançar o fim colimado do sucesso. Vendi de tudo, era um supermercado ambulante. No campo da metalurgia, eletro-eletrônica, vendi ferramentas normais, de cortes, diamantadas, parafusos, rolamentos, correias, graxas e óleos, peças automotivas, baterias elétricas, válvulas hidráulicas, tubulação, conexões etc.

MEDITAÇÃO – O FUNDAMENTO MAIOR

Sempre gostei de meditar, ou seja, me introspectar, fazer uma auto-análise, perguntando-me sobre os porquês de toda minha existência e de como fazer para sobreviver juntamente com a minha maior responsabilidade, minha família. E, nas minhas mais profundas meditações pude me aperceber de que, nenhuma técnica moderna de vida mercantilizada poderia sobrepor aqueles ensinamentos que aprendi nas minhas projeções astrais. O carisma áurico somente se consegue com energias refinadas, que somente o mundo astral pode nos conceder. Frequentei faculdades ocultas no plano extrafísico, e trouxe de lá o sucesso de minhas vendas, ensinado pelos meus mestres dos planos etéricos. Na atualidade as igrejas de maneira genérica colocam seus adeptos em transe mercantil e, aqueles que crêem conseguem sucesso na vida.

Ei-la, é uma pequena palavra mágica, que tudo pode mudar em nossa vida:

 

Do livro: O diário de um vendedor

 

CLIC

jbcampos

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O tenente russo

O tenente russo
 
O tenente Strogoff já havia passado por um acidente semelhante, lá pelos lados do Himalaia e, havia experimentado carne de seu próprio amigo o qual morreu naquele desastre, também aéreo, mas essa e outra história.
Elifaz, tendo de manter uma posição de guru, persevera-se em profunda meditação, hibernado à urso polar, porém, assiste as atitudes de seus comandantes, já que não passa de uma criança estranha no ninho de oficiais russos.
Strogoff logo após o incidente aéreo, não titubeia e, na calada da noite solapa um naco de carne de seu capitão com o qual não tem a menor simpatia pessoal. 
Os dias passam rapidamente em pleno sofrimento. Num dado momento, Dimitri paira sobre dois cadáveres e, nota algo estranho nas nádegas de um deles e, incontinentemente constata o estrago feito no local que já fora abundante. Calmamente reúne a todos e pergunta sobre aquela ocorrência, e Strogoff é conciso ao confirmar o seu feito. Dimitri, muito irrequieto lhe diz com autoridade russa: 
- Vou puni-lo por tamanha heresia e desrespeito humano! 
Responde-lhe o tenente: 
- Coronel, com todo o respeito, deixe para me punir daqui a uma semana apenas, e aceitarei a punição sem a menor resistência. Dimitri dá um passo para trás, cabisbaixo, e pensa: 
- Será que é o que estou pensando? 
E assim foi, naquela mesma semana, aquele corpo fica pela metade. Tentam de tudo para Elifaz participar do ritual, e recebem um exemplo marcante do jovem guru. Elifaz que permanece em profunda meditação transcendental, limita-se a comer serenamente um pedaço daquela carne e deixa claro que, não necessita de quase nada para aquela sobrevivência, já que não despende de tanta energia psicossomática, como estão despendendo aqueles soldados, movidos pela preocupação e medo. Dimitri fica intrigado pela colocação de Elifaz arguindo-o: 
- Elifaz, se voce realmente nao tem necessidade de se alimentar, por que então não dispensou o pedaço daquela carne? 
- Simplesmente para não ser a causa perturbadora de suas mentes. Ou seja, ninguém fica de fora desta situação. O que seria mais difícil para todos. Aquele corpo já estava fadado a alimentar outro ser qualquer, muito embora, congelado pela natureza. 
Mais alguns dias, um helicóptero segue a mesma rota do acidente, resgatando a todos os sobreviventes. 
Sibéria, Costume bem diferente a Elifaz, um povo extremamente machista, mas para quem sai de um clima islâmico-talibã não faz muita diferença. O clima extremamente radical, verão 40 graus acima de 0, e no inverno 40 abaixo de 0. O idioma, complicado. Religião predominante é o budismo com a qual Elifaz se identifica. Um dos costumes interessantes é o de tomar sauna a alta temperatura e na sequência saltar ao frio de 40 graus negativos, abrindo os poros, revitalizando a pele e a saúde como um todo, criando anticorpos contra as enfermidades.
Lembranças históricas, revoluções comunistas fazem parte do ensino popular, o sacrifício do povo siberiano é algo inusitado…
 
Sinopse do livro:

O caldeirão de Shirley
 
 
jbcampos
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O candelabro

 
 
Clarice pensou em presentear a Frank com algo inusitado, embora, não fosse com o seu próprio dinheiro.
O candelabro era muito antigo, medieval, e iria cair muito bem ao castelo do amado Frank.
Era a relíquia da casa e, ninguém na cidade ousava sequer perguntar o seu preço, ficava entre quatro vidros blindados, realmente a sete chaves, guarnecidos por moderníssimos alarmes, tal o seu valor histórico e artístico, era totalmente em ouro maciço.
Jafet, gastava uma nota com o seguro daquele cobiçado objeto, apesar de receber uma ajuda escusa da prefeitura da cidade, através de uma dessas leis infames que os caudilhos inventam para benefício próprio...
Cinco assaltantes foram mortos, numa ocasião de apropriá-lo.
Clarice acompanhada do avaro senhor Jafet, para diante do candelabro e o analisa por alguns minutos, enquanto Jafet pergunta-se:
Será que essa donzela vai querer comprar o candelabro, ou, seria um golpe para um eventual assalto?
E, após se recordar daquela imagem, não teve dúvida, sorrateiramente liga ao delegado o qual pessoalmente vem ao estabelecimento, discretamente acompanhado de alguns policiais à paisana, enquanto, uma gerente de vendas, neófita no estabelecimento, tenta distrair a madama etc.
Quando o delegado depara com o velho rosto já muito conhecido por havê-la trancafiada por várias vezes atrás das grades da velha cadeia, fica pálido, e Jafet esmaece também, pois, o próprio delegado, sujeito parrudo e destemido, encontrava-se álgido diante do acontecimento.
- É, a "Bedamerda", Jafet!
Adjetivo criado pelo delegado...
Agora, cai a fixa de Jafet...
- É, mesmo... doutor Mário!
- Sim, mas, o que aconteceu com ela?
Enquanto, os dois conjecturam sobre a misteriosa criatura, que ressurgiu triunfante do nada se ouve aquela voz em alto e bom som:
- Fico com o candelabro!
- Quanto custa, para que eu preencha o cheque?
Jafet se fez acompanhar do delegado, tomando uma posição:
- Dona...
- Clarice, meu senhor...
- Este candelabro custa muito dinheiro... E acho que a senhora não vai querer despender de dessa soma, vai?
Claro que, Jafet estava desconfiadíssimo daquela venda, achando que se tratava de uma armação.
- Sim... Claro que vou, ele irá decorar o meu castelo, meu senhor!
O delegado pasmo, não sabia qual atitude a tomar.
Enquanto, imaginava:
- Castelo?
A essa altura, Clarice já trabalhava veladamente nos bastidores com Frank em sua clínica veterinária.
Preencheu o cheque, entregando-o juntamente com o seu cartão pessoal, e outros documentos de praxe, enquanto, os dois senhores ficavam boquiabertos com tal transformação e, o delegado não se conteve à curiosidade, inquirindo-a:
- Queira-me desculpar, eu sou o delegado aqui da cidade e gostaria de saber:
- A senhora é univitelina (gêmea idêntica)?
- Não sou gêmea idêntica, senhor delegado!
- Dona Clarice, a senhora é daqui da cidade?
- Sim, os senhores, têm memórias curtas, pois, quantas vezes vim aqui e, também fui encaminhada à cadeia pública, quando mendigava o pão pelas calçadas desta cidade...
- Os senhores não se recordam?
- Bem, espero receber a minha lumeeira em tempo hábil, já que faço o pagamento à vista.
O delegado não conformado com o que presenciava, ordenou a ela que o acompanhasse para uma investigação, enquanto, Jafet corria ao banco que ficava ao lado do estabelecimento para confirmar se realmente existia fundos para aquele cheque.
Conquanto, o delegado prepara-se para inquiri-la, eis que toca o telefone, era Jafet, querendo falar urgentemente com Dr. Mário.
- Dr. Mário libere a mulher, ela realmente tem muito dinheiro e o seu cheque tem cobertura para comprar a cidade.
- Mas, quem lhe deu essa informação?
- Meu filho, o gerente do banco, que acaba de fazer um levantamento em sua conta corrente.
Muito desapontado, o delegado pede desculpas a Clarice, dizendo ter havido um pequeno engano, e que ela estava liberada etc.
Só de marra, naquele exato momento de fechar o negócio, entra Dr. Gilberto, um advogado contratado por Clarice a qual finge um desmaio, para envolver o delegado e o comerciante.
Água com açúcar, abanos e afins, fizeram-na voltar ao estado de vigília normal.
- O que houve com a senhora doutora Clarice?
Pergunta-lha o conhecido causídico da cidade.
- Não sei, somente me lembro de ter sido ultrajada pelo doutor delegado e o senhor Jafet, pois, ofenderam-me, chamando-me de impostora...
- O quê?
Exclama o advogado, fazendo o maior suspense.
- Sinto-me, profundamente humilhada por esses senhores!
- Qual o motivo dessa humilhação, doutora Clarice?
Bem, agora o delegado e Jafet, ficam se indagando:
- Que raio de doutora é essa mendiga?
E, o delegado Mário, comete uma grande besteira, indiciando Clarice por falsificação ideológica, pois, jamais imaginava que a antiga mendiga, defendia tese em medicina veterinária, apesar de ter sido moradora de rua, e por ter se entregado às drogas.
O delegado com aquela autoridade policial, intima todos a comparecerem a uma oitiva na cadeia pública, e para lá todos se encaminharam.
Para resumir o assunto, Clarice moveu uma ação contra o delegado, e contra o comerciante, pois, ambos humilharam-na profundamente tempos atrás...
Vingança, quiçá, desforra?
Não se sabe, mas, o que ficou patente foi:
O doutor Mário e o rico Jafet, tiveram de indenizá-la com uma grana violenta, fato que deixou todos daquela cidade boquiabertos.
A matreira Clarice, havia contratado até um jornalista para fabricar aquela matéria, sem que ninguém soubesse nem mesmo o seu amado Frank, que substimava a capacidade mental de sua amante, porém, agora passa a respeitá-la pela sua picardia.
Frank, se apaixona mais ainda por Clarice, uma criatura diferente.
- Quem diria, uma mendiga dando baile em aculturadas pessoas de uma sociedade hipócrita.
 
 
 
 
 


O castelo


Uma mansão de pedra construída por Frank, veterinário de cepa biliardária, que ao conhecer uma mendiga, também veterinária com doutorado e tudo mais, a qual se entregara às drogas, fica simplesmente encantado com aquela criatura e se apaixona pela lúdica mulher de trinta. E um homem apaixonado fica exatamente igual à própria paixão,

fica cego!

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Poeta e Escritor

monjolo

 

monjolo

 

monjolo é o instrumento

de bater no miolo do ouvidor silente, enamorado de coração pungente ao rever seu amor ausente,

como se sua mente fosse uma inocente semente a receber pancadas de um pesado tijolo a esmi-

galhar seu filho, sua namorada ardente, mente descontente na incoerência displicente. a devida

batida, vida sorte, alento.                                                                                                 monjolo

                                                                                                                                         sobejo

                                                                                                                                        miolo

                                                                                                                                      nobre

toc - toc é o mantra a aliviar o seu estar à maneira de você

pensar no toque de um ser genial com o coração a meditar.

                                                                                                                         não é            miolo

                                                                                                                         mole,            mole

                                                                                                                        talvez  seja o seu

                                                                                                                       pensar incoerente

 

coitado do monjolo, não tem  nada

com o seu miolo mole;  vê se  não

amola, o  pedinte a  pedir esmola,

pois, foi você que o  criou, então

deixe-o no seu  trabalho infindo,

continue o  seu caminhar lindo

e à sua vida sempre sorrindo.

 

jbcampos                                                                                                              

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Poeta e Escritor

O farol do paraíso

 
 
Farol do Paraíso
 
 
 
 
Numa ilhota, bem longe da civilização, nascera Carlos, uma saudável criança de olhos verdes e cabelos cor de mel o qual crescia alegre e feliz, nos idos de antanho. Era uma ilha paradisíaca onde o seu velho pai fora o faroleiro do local por toda a sua vida, e por onde navegaram milhares de navios e caravelas. A torre e o velho farol datam de séculos passados. O velho Euzébio, pai de Carlos, nascera no local, e jamais conhecera outras plagas. Carlos contava histórias do tataravô paterno com tanta autenticidade que vinham confirmar a estada daquela família ali na ilha por muito tempo. Muitos navegantes paravam na ilha para seus pernoites, desde a época dos famigerados piratas. Num belo dia atracou um pequeno veleiro na ilha e como era de costume, Euzébio foi fazer a sua inocente cortesia ao senhor que ali chegara com seus marinheiros. Rinaldi, um italiano que por ali passava pela primeira vez. Carlos estava com 13 anos de idade, portanto, no auge de sua vida de infanto-juvenil. Muitos visitantes do longínquo local já ouviram falar do Farol do Paraíso. Sabe como são essas coisas, um conta um conto, outro acrescenta um ponto, e torna-se uma lenda desmesurada. Rinaldi trazia com ele uma garota de 11 anos, da qual dizia ser o genitor. Em uma conversa particular com Euzébio, Rinaldi conseguiu um favor inestimável concedido a um pai que ama profundamente a sua filha. Disse-lhe o visitante que, não estava muito à vontade com seus marujos e que eram jovens estranhos os quais ele se obrigara a contratar para aquela viagem de quase 800 km, e que infelizmente a sua esposa naufragara naquela mesma viagem, e que a sua amargura transpusera os limites de suas forças etc. Explicou também que estava perdido por aquelas bandas. O combinado era que a menina ficasse por apenas uma semana no local e, que voltaria para pegá-la. Muito bem, partira Rinaldi, enquanto a menina ficara muito triste com a partida do velho italiano. Aqui começa a felicidade de Carlos, ao conviver com a menina dos olhos negros e cabelos lisos e de tez bronzeada e reluzente. Chegou o triste dia da despedida da garota Minalda, este era o seu nome. Fizeram preparativos para festejar a chegada de Rinaldi, enquanto, Carlos encontrava-se amuado, o seu coração estava vivendo a paixão de sua inexperiência. Os preparativos para aquela chegada estavam completos, mas a expectativa era cruel, as horas passavam vagarosamente para aumentar mais ainda ansiedade de Carlos. O pai já tinha percebido tudo, e sofria pelo filho, posto que passasse pelo devastador processo, tempos atrás. Às 22h de uma noite estrelada avistaram uma luz no horizonte, e acharam ser o velho lobo do mar, Rinaldi, mas que nada... Aquela embarcação passou ao largo e, Minalda ficou entristecida sobremaneira, pois, já estava machucada com morte de sua mãe. Os dias se passaram e, eles deram por encerrada a esperança de o italiano voltar. Afinal, o que acontecera com Rinaldi? Carlos era filho único. Agora tinha uma “irmã” pela qual se enamoraria alucinadamente.
 
 
jbcampos
 
 
LANÇAMENTO
 
 
Do livro: O impostor da rua larga
 
 
 
 
jbcampos
 
 
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Mestre



Mestre

Bem, mestre é aquele que já experimentou um pouco de tudo que se diga respeito à vida, na nossa concepção, é aquele que desenvolveu-se através de caminhos ocultos, até porque, lhe é difícil explicar um sentimento ao qual o seu semelhante não está pronto para entendê-lo.
O seu halo está sempre revestido justamente da paz, o tesouro que não se explica, apenas se sente.
Obviamente, antes de ser mestre já foi discípulo, paciente, escória, e outras coisas degradantes, tendo passado por muitas agruras, e bem por isto traz consigo uma carga de experiência profunda de aprendizados mil.
O mestre, é o médico que ajuda com a sua simples presença na cura da alma, e portanto, do físico, já que a alma é a mediadora da saúde mental e corpórea.
Pode ser uma pessoa que não deixe se aperceber, tal a sua simplicidade, ou alguém de elevada posição social, porém, despojada de qualquer coisa desta vida.
A vida para um mestre, é um palco, onde ele representa com os demais a caminhada rumo à evolução eterna, que o faz também discípulo.
A sua definição é mais profunda, pois, ressurge através de muitos resgates cármicos, quando se chega ao grau de mestre, é porque já não se tem muito a aprender nesta vida, e por assim ser não mais voltará para este plano, a não ser por opção própria no auxílio aos seus irmãos, atitude amorável, de quem tem muito, mas muito amor a dar.
O mestre apenas aponta o caminho e o discípulo vai adiante no seu auto-aprendizado, até tornar-se também um mestre.
Na realidade o mestre, ratificamos: é apenas um discípulo mais experiente e que não passa de eterno aprendiz na escala evolutiva da eternidade.




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