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São Paulo dos antigos poetas

São Paulo dos antigos poetas

Nas névoas obnubiladas onde dormisse o passaredo inebriado pela leve neblina e, a quem acordasse mais cedo, posto que não houvesse nenhum segredo, e já fosse à agitada cidade tão rápida como torpedo. E por lá Já existissem os “ramos” de Azevedo nas mais plenas mocidades. Antigo cerne a discernir seus impregnados segredos. Lá sobejavam frondosos arvoredos. A lua derramava o seu pranto de luz do Largo da Luz passando pelo São Bento da Cruz ao sapientíssimo São Francisco de Jesus. Não meteremos aqui a religião. Embora, se atocovelasse empolada multidão. Castro e Barbosa com seus pergaminhos nas mãos e muita prosa se faziam da vertiginosa poesia de antanho dias transformarem-se em belíssimas canções. São Paulo da Garoa, nave de boa proa. Nela continuava seus capitães a soletrarem seus versos e o de Camões. Abolicionismo de Nabuco a rezar o seu terço. Século dezenove, onde descartava grande nome: Fagundes, para não misturar o Azevedo, que aqui se confunde, qual Varela respeitava sem medo. Logo seguiria do: Bexiga, Rubinato e seus Demônios natos da garoa. Fato que faria alusão à paixão da miscigenação do ítalo-lusófono-alemão... E de tantos outros irmãos de gente boa.
Quem diria que, tal megalópole pudesse a galope produzir tamanha poesia...
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Atitude que apena

 

Atitude que apena

 

Mede-se atitude

até pela longitude.

Obrigado amigo-irmão

pela sincera exortação.

Pois, é o que se espera.

É amor qual se esmera

ao elevar à bela esfera,

obras do bem  ao além!

Para tal  atitude há de se ter saúde

verdadeira  àquela  da  boa videira,

que não  seque e nela  se ateie fogo

abrasador,  assim  falou o  Senhor,

dono deste veraz  e valoroso jogo.

O machado está posto em sua raiz

somente o poderoso e santo amor

pode livrar-nos  pelo  triscado triz,

poder do amorável perdão é o  xis

de  tão decantada  questão: amor!

Amigo, grato,  pelo  valor  do favor,

Pois, o fez com  louvor, atitude é  fé,

e a crença  sem  as atitudes  é  morta,

pois, quem não a pratica só anda de ré.

E como ré é passiva de severo julgamento,

Apesar do  perdão, se  plantar terá alimento

bom ou ruim, assim determina o mandamento

em questão para justificar a existência de Deus.

Sendo ecumênico, insisto, jamais sou ateu.

Porém, creio que o retorno entorne

o mal neste plano irreal.

Reitero que a obra

está acima

desta

o

b

r

a.

 

como  a  pena

de justo juiz

que apena!

 

 

jbcampos

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A BALANÇA É A GANGORRA DA VIDA

A BALANÇA É A GANGORRA DA VIDA

Na dança da vida, o vai; vem e volta.
É uma constante de troca certa e torta.
0s  humanos estão numa séria balança;
Pois, se  a  gente não se precatar dança.

Resumidamente existem dois caminhos,
Um exposto ao léu, e outro no escaninho,
Qual leva ao céu e outro ao mau caminho.
Há muito existem milhões de pergaminhos.

Amarfanhados alfarrábios
São  perfeitos   astrolábios,
Que servem de puros lábios
Para indicar o bom caminho
Àquele que navega sozinho.

Às vezes a nave transborda de gente
Mas a maioria se acha descontente.
Com aquela amargurada solidão.
E por ingratidão do seu coração,
E fazendo contração nos dentes
Ao invés de agradecer contente.
Ao navegar com essa multidão
De irmãos a esperar de sua mão
O ardor valoroso do amor ardente.
Pois, amar o irmão fraco, ou valente
É que traz a verdadeira paz consciente.

OH... MINHA GENTE, EU FALEI: ARDOR ARDENTE.
QUE CACÓFATO REPELENTE...   MELHOR SER-ME-IA
BEIJAR A BOCA DELA PARA PRESSIONAR A PRESSÃO
DA PANELA.   NÃO...   ACHO QUE FUI REDUNDANTE
POR SER UM RIMADOR PETULANTE. PORÉM,
ALEGRE, JUNTO OU AUSENTE VOU-LHE
AMAR SINCERAMENTE...

SEI LÁ, PERDI O ASSUNTO...

jbcampos

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Reminiscência de um passado colorido

Reminiscência de um passado colorido

 

Por certo não estive acordado, vivenciei um estado

De alegria ímpar, era um mundo de vida esmerada.

Será que estive num paraíso desajuizado e cerrado

No meu juízo de lesada ilusão mesclada, rivalizada,

Ou encalhada na desilusão de nada saber de nada?

Criaram tantos paraísos a minha imaginação calada

À espada traspassada ao peito lanhando o coração

Apaixonado à serviçal do amor trocado pela paixão

Estapafúrdia. Era uma alma desconhecida de amor

Entorpecido em uma cega paixão. Sei que era você

Sem nome, sem destino e inefável, porém, à mercê

Deste vil escravo escaldado e, iludido no inexplicável

Paraíso de um bom deus desconhecido. Melíflua flor-

De-Lis. E por um triz não me desfiz para me recompor

No amor de um ser feliz. Existe realmente esse amor?

 

A culpa é toda sua, bela Dona, encantadora

Senhora desconhecida e perdida na flora

Do velho jardim de minha memória.

Estive no encanto do seu canto!

Era o céu de pleno espanto!

 

Minha amada, quem era você?

 

O mediador

 

jbcampos

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Strike

Strike

 

Oi,

O que é

Ou o que é

Uma bolada

No coração,

Na canela

Ou pé?

É

Dor

Feito

Violação,

Do desamor

Do falso  irmão.

Maléfica formação

Deformada, malgrada,

Qual atoleimada posição.

Veja a puxação do escrotal,

Do tapete, não àquele de sisal

Pela falta do amor incondicional.

É a tal ansiedade, a vaidade banal

Fazendo  bem  ao colostro do mal.

É o strike  do sacripanta escroque

A dar o bote e tomar-lhe o dote.

O boliche é  terrível  e pesado,

Mas ao se estar equilibrado

Retornará ao jogo de novo

Sem dar pelota ao povo

E a bolear o seu jogo.

E nesse quadrante

Bote a bola adiante.

E seja o bom vitorioso

 

Não entre no quadrilátero da maioria.

jbcampos

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Não posso parar

Não posso parar

 

Tentei, porém, percebi

que, o egoísmo queria

quebrar meu destino,

dos frutos que um dia

plantei. Pois, pranteei,

relutei sem sair

do eufemismo,

na tentativa de suplantar sua dor,

não sendo nenhum favor, obrigação

do meu destino qual escolhi pela força

do amor. Ferramentas, Deus me deu por

favor, e as reneguei, aí veio a dor a renovar

o sonho do fraternal amor. Sem hipocrisia, ser

feliz foi sempre o que quis.

Que ignorância infeliz,

não passo mesmo

de um pobre

aprendiz

de coisas

nobres.

 

Ser feliz... Ah... Ser feliz...

Que coisa óbvia. Escrever

sempre foi o meu prazer

ao saber de algum bem

que lhe quis, pela matriz

divina, que a mim me ensina

toda a vez que me ponho a escrever.

Cumpro a minha sina pela luz que me ilumina

sob a égide de suas meninas de olhar generoso,

amenizando  o   meu  destino, fazendo-o  airoso.

Já me desviei, colori, pintei, esculpi a sua tez,

e; até já apelei a minha estúpida timidez,

mas, vem o meu maculado passado

e descortina as minhas retinas

cheias de curvas retas.

Sentindo-me

pateta

volto

a

escrever

outra vez.

 

Ai alguém me disse em sonho:

Você já veio até aqui, meu velho;

goze desse fausto prazer

ao resgatar a sua

missão.

 

Ame o seu irmão!

Escreva outra vez!

jbcampos

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Alvas cãs em dia gélido

Alvas cãs em dia gélido

Amanheceu enfarruscado, cinco graus cravados, mas apesar de congelado, alegrou-se, pois, postaram-se ao seu lado, seus amados netos encabulados. Velho; já enferrujado não se fez de discreto, tampouco, de rogado. Teve de saltar de lado, sem negligenciar o fato de as crianças estarem revoltadas... - Vô: - Por que temos de ir à escola? Com este frio não dá nem pra jogar bola, ora bolas... Percebeu certa ironia naquela fantasia, pelos pirralhos, elaborada. - Seria chantagem pra levar vantagem sobre o velho avô sonado? Quiçá, estivessem enganados, cabelos alvos, provectos, e jamais oxigenados. Era a beleza esculpida pela velha e sábia natureza, a fazer a diferença, perante a pujante beleza daquelas crianças. Crianças que vêem pela protuberância, que avança às visões da geração z e que poucos vêem... Para tudo tem algum motivo ativo e marcado. Analisou seus livros meio enxovalhados, e atentou às matérias pelos mestres assinaladas... Chamou-os à atenção para sentir deles a educação. - Vovô olhe às notas e note, ou se quiser, anote para não nos dar boicotes. O velho arqueado ao sonido natural à peiote, ao olhar de suas velhas meninas, com efeito de mescalina. Foi logo lhe abrindo a mente da velha cortina. As notas eram máximas! E o avô, foi jogar bolas com as felizes crianças, elas eram de gude, as bolas, é claro, pois, se fossem de futebol o velho iria pedir o urinol...

jbcampos

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Por que você é poeta?

Por que você é poeta?

À 
Pé,
Ou a
Carro.
A mente
É a  poetisa.
Profetisa da fé.
Escrava do carrasco 
Com cortesia, jamais o é.
Na tecla afiada de sua pena,
Com a cor e o odor de açucena,
É amor de Jesus à Maria Madalena.
O  seu  amor traz o psicovalor à cena
Da  vida.  Elevando a  alma  abatida.
Por  isto você  está  aqui  inserida.
Poesia é!  É amor-compaixão!
Representa a Deus, na dor,
No  torpor  do seu irmão.
Não é juiz que; apenas
Apena com esta pena.
Na cena de um crime
Passional - emudece,
Padece e permanece
Imparcial, mas  acena:
Jamais  pratique o mal!
Por isto... Você é poeta!
Rei, ou rainha sem igual.
Jogral ou profetisa-atleta
Abominando o ódio
Caminha rumo 
Ao pódio 
Do alto
Astral.
Paz!
Fé!
É

Poeta viril, você tem sexo de anjo, você é “Amor” sutil!

jbcampos

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Detalhes do sucesso integral

Detalhes do Sucesso Integral


Sucesso no conceito moderno


O sobrevivente após muitas décadas de existência

para para pensar sobre sua voraz e bel insistência.

O alfarrábio convincente,  anotação já amarfanhada

pelo tempo o qual não perdoa nada.  E ao desfolhar

o  livro mental de sua vida ao ouvir o velho farfalhar

desse detalhe, o qual lhe trouxe o sucesso e fracasso

ante a mente falha.  Saindo do  analógico  e ordinário

para o digital desse mundo virtual. O verbete:  Detalhe

tem  enorme significância duma aliança onde a avença

avança,  como na bela peça do escultor em seu entalhe

de confiança: se dissesse:  Impossível  melhorar o todo

sem melhorar  a  parte visível, embora,  tal  importância.

Um parecer incrível.  O sucesso para ser bem  completo

em sua universalidade há de ser minuciosamente  visto,

analisado  de  verdade, com profundidade. A somatória

desses  detalhes vai fazer a diferença na veraz  história.

Na atualidade, pela  explosão  demográfica  predatória,

torna-se  grande competição no jogo da vida  humana,

vencerá aquele que  fizer melhor a diferença  urbana.

Nota-se que entre algumas décadas havia a grande

diferença  pela  qual se fez presença  nas redes

sociais, então murmura o cidadão: Somos

todos, quase iguais, onipresentes

no mundo da comunicação

visual-virtual-atual

resídual

real.

Isso

merece

a prece da

comemoração:

Eis a taça imemorável

do mais requintado cristal

A  videoconferência  ideal  traz

por trás essa benesse duma tecnologia

de ponta a qual à mente de antigo ranço apronta

nessa  indescritível  afronta.  Lojas virtuais,  classificados

de anúncios animados, ensino à distância formal  e outros que tais.

E a cada instante tudo se renova, e o candidato ao sucesso deve estar

Integrado  e interagindo  socialmente e pronto

à prova. Falar sobre endereçoeletrônico, sobre

blog-site.  É mesmo  que  relembrar  da  sorte,

do velho Marconi, de Graham Bell e suas artes.

Parte as quais mudaram o mundo de seus dias

exaltado por enigmático estandarte de figurante

cartel. No momento: Internet, Google, holografia,

Skype e muitas outras ferramentas espetaculares,

verdadeiras  alavancas sérias ao sucesso moderno,

inacreditável científica-arte. E para falar de sucesso,

 jamais passaria batido o tema de há muito adquirido:

Negócios e as vendas. São duas inseparáveis fendas

quais processos defendam. Continuando a matutar

lá com  seus  botões, absorto em seus sonhos

de velhas pretensões: Até porque sempre

está-se a vender alguma coisa, a imagem

se for empresário, a voz se for cantor, o livro

se for escritor, até a malandragem se for otário,

o físico se for atleta, o futuro se for profeta, enfim,

pode-se  acrescentar, goste  ou não, a prostituição,

cujo  detalhe  negocia o corpo ao prazer libidinoso

de confusão, cuja  atividade  se caracteriza  como

mais antiga profissão. Sem  menor preconceito,

ou racismo afeito, até porque são os melhores

detalhes do sucesso, qual conceito atrapalhe

o direito quase perfeito. Veraz  observação:

 São antigos detalhes de o sucesso-criação!

jbcampos

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A comichão chegou ao pé do ouvido

A comichão chegou ao pé do ouvido

 

Um dia desses, estando um tanto distraído, divagando por lugares perdidos, e por que não dizer: proibidos... Pra falar a verdade estava deveras abduzido, pareceu-me ter tido um lapso de sentido. “Péra” um pouco, estou indo muito afoito e caído a este sufixo “ido”, daqui a pouco estarei dependurado num crucifixo ao lado do maior sacrificado: Cristo O Amado... Com o perdão da esdrúxula comparação... Esse negócio de poesia leva a gente ao delirante mundo da comparação. Porém, ao poeta é a maior psicoterapia já que faz uso da imaginação para sair da confusão do dia a dia, sem necessitar da falsa profilaxia psicotrópica que deixaria a verdadeira poesia utópica.  É isso aí meu irmão, se não fora o seu nobre coração o poeta não existiria, pois, não haveria nenhuma razão pra uma vida-porcaria, cheia de crimes e orgias, além da discriminação, onde o bandido é aquele cara fedido, miasmático-ladrão da sua pobre economia ao meter a mão na grana de grande nação; nos erários dos menos favorecidos, haja vista; vê-los padecidos pela sua honesta intenção ao votarem em pérfidos vilões perdidos, os maiores pervertidos... Ah... Metem a mão até nos próprios funcionários, a quem se fazem de queridos; otários bem merecidos. Não sei se sonhei à irrealidade de milhões de manifestantes ao povoarem os quatro cantos da nação, para pequena movimentação. Já sonhei outras vezes, aliás, tenho sonhos constantes desde o império onde imperava o adultério da desonestidade com a maldade lusitana, já que quem aqui habitava era a escória de sua história, deportados e degredados portugueses de vida desumana. É bom que se preserve à memória. Porém, como não há regra sem exceção, falo de coração sem inculpar a bela nação madre a qual nos pariu para o sonho varonil... Pois, salve pátria amada: Brasil, apesar de possuir sobre o pescoço o sabre dos déspotas dessas festas; escória da mais doída e doida merencória já havida, só Deus sabe...

 

Neste delírio ao ver o estrangeiro fazer chacota com o torrão brasileiro, antes deveria rever seus conceitos primeiro: Eis o chicote: Nazismo, Watergate, Apartheid, Faixa de Gaza, e todas suas algazarras, pra depois botar defeitos em nossas farras...

 

Guerras e genocídios, papo que encerra com velhas nações matando os próprios filhos, até os de criação, tamanho infanticídio.

 

Sem rima e sem cisma, essa política brasileira está uma merda a qual temos de engolir por inteira!

 

jbcampos

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Ontem foi o dia

Ontem foi o dia

 

Ontem foi o dia do poeta e da poesia, Carlos, Bandeira, Olavo, que maravilha. Vinícius, disse para que o amor eterno durasse, enquanto pudesse. Patativa lá no agreste respondia que no amor ele mais investia. Castro, após nascer nesse glorioso dia, preocupava-se o dia inteiro como experiente e jovem carpinteiro das palavras a destruir ao invés de construir navios negreiros em sua lavra. Camões já estava pra lá de Trapobana, a erigir sua nova choupana repleta de versos altaneiros prevendo dias tristes a Castro em sua luta desumana em prol dos carcomidos negros, com seu calcanhar atingido pelo desastre ao jovem ocorrido. Poetas também têm problemas, até no dia da poesia, muitos choram e muitos riem.

 

Até mais, poeta e poesia.

 

jbcampos

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Acocorado num canto d'alma

Acocorado num canto d’alma

 

Acocorado, solitário encontra-se você

nobre  e  triste  como forte guindaste

assegurando à vida, assim a natureza

espiritual  lhe  fez parte  dessa proeza

querida. Porém, veja-se pela santa fé.

Um santo abandonado  em si mesmo,

um solitário,  retardatário do sistema.

Tem  de ser diferente  de muita gente.

Você é poeta, mesmo que não queira.

Escrevendo àquele  de  coração aflito,

concebe-se  o amorável  ensinamento

com  qual se cala a voz do aflito  grito.

Profunda fala que cala a fala inaudita

editada ao evento dum furioso vento.

a qual não sendo ouvida explodirá

ao estampido  de  perdida bala

ao contraponto do lamento.

Eis o livro consagrado,

há muito tempo,

ensinado

ao

desorientado.

Desde o relento,

de   ensinamento

ao   templo-crente

que se foi firmando

ao   tempo - quente.

Por todos  os lados

logo:  adjacentes.

Isto  que se fala

não é de fato

consumado?

Atualidade

depara-se

com

a virtualidade

de veraz realidade.

Deveras, sem a escrita

nada  seria  completo,

tudo estaria secreto,

fadado  ao  nada

do  decrépito

momento.

Muitas vezes macambúzio

procura-se no livro refúgio

do alívio. Como o búzio

e o marujo confuso,

marejam no mar

de natural santidade,

enquanto, o ladino da cidade

ao recorrer pelo decorrer do ocorrer

da facilidade de seu destino.

Assim  sendo,  um dia

a morte há de viver

no seu dia a dia

matando

a própria

melancolia,

quiçá, suicidando-se também.

 

Nada quero que morra, porém,

a morte o que é que tem;

eu a mataria e seria

santo criminoso

também...

 

Amem o

amém.

 

jbcampos

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Inspiração duma inspiração

Após escrever: Toc-toc-toc, a musa me faz padecer ao me mostrar uma bola de capotão com terra suja do chão, apesar da redundante inspiração, devo padecer de falsa conclusão, ou toque de emoção, ou não... Em toc-toc-toc, um mancebo que sofre de toque o valoriza sobremaneira, e neste texto espero não dizer asneira, tampouco, tapar o sol com peneira. Sua mania é de enorme alegria, ao chutar pelas ladeiras da cidade latinhas de cerveja, na maior felicidade, ou qualquer pequeno objeto que não seja dejeto e que por si só não andeje... Num laivo de precisão, vislumbro a bola de capotão, àquela de futebol com a qual se costuma dar lençol de humilhação somente para dizer ao adversário: Olha aí; seu bolha, é assim que se tem de fazer... O magistral cenário de uma arena espartana a qual superlota nos finais de semana, afirma que o toque numa simples bola a minha cabeça embola, e neste embote, já que não acho sentido em onze jovens tanto se desgastarem a chutá-la entre duas traves, e que a minha mente entrave, não dá pra entender milhões de pessoas, sofrendo à toa, pelo seu time ganhar o perder, sei lá o que, à toa, quiçá, a bola fosse uma bela leitoa, enquanto, muitos corações embolem em fulminantes ataques delirantes, e deste fato posso estar confiante, ante grande ilusão que simplesmente destrói o fanático coração às vezes de pessoas brilhantes... Fato é fato! Porém, o sentido vem revestido do além mote, realmente nada sei desses mistérios: Uma bola, um gol, e milhões de seres humanos produzindo grande mistério, e falo isso a sério!

 

Indigesta confusão displicente à minha mente mente com essa verdade descrente é melhor brecar, pois, agora o jogador a mim me pareceu eu...

 

Só por ironia desta pane:

a cacofonia  que se dane,

pensar será meu  vil vício,

ei-lo: sacrifício deste ofício.

 

Estou a chutar latas também

Já que na vida sou ninguém...

Quanto a você, amigo, não sei.

Quanto a mim sei que nada sei.

 

jbcampos

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Toc-toc-toc

Toc-toc-toc são tropeções do meu toque ao dar meus trotes nessas versões.

Moro na velha São Roque, São Paulo, onde não dá pra trotar a galope, tal a “rupesticidade”, termo que acabo de inventar para rimar com cidade, pois, este é o meu fraco toque, tal a falta de capacidade parnasiana que, agora se faz rimar com banana. Procurei no pai do mais otário, e não achei no implícito dicionário, então diante de minha altivez atrevida, o verbete rupesticidade lá o coloquei sem rusticidade, só por desfaçatez desta vez, pensando em minha lúdica vida outra vez.
Cidade rupestre, decantada pelos vinhateiros agrestes, ao menos é isso que me parece, encravada nos montes, cheia de altos e baixos, nem dá pra ver o horizonte, a menos que se saia de baixo pode-se sossegar o facho, eu acho! 
São Paulo ficou lá pra cima; tenho de dar-lhe uma rima, porém, rima que venha de cima, bem lá do além donde a menina de minha visão nem alcance não... 
São Paulo da garoa, êta que coisa boa, acho que estou remando à toa em cima dessa lagoa de maionese sem rima, protegendo a minha tese prescrita nesta sina.
Vou abusar e falar de cima e sem cisma. Acho que agora achei: Da cidade de Tarso, Paulo tirou o calço, pois, com esse antigo salto, Saulo saltou pra Paulo. 
Toda essa encrenca pra falar de Marcelo, rapazote inteligente e até fosforescente já que andarilhava chutando caixinha de fósforos suponho que vazia e que porventura se postasse despretensiosamente em sua frente a lhe fazer cortesia, e às vezes Marcelo parava de fazê-lo com zelo, e em seguida voltava para novamente chutá-la com muito prazer e desvelo. O que acontecia corriqueiramente até com as latinhas de cerveja, não respeitava nada, o objeto de seu toque era como qualquer escroque. O que ele queria mesmo era chutar, porém, com categoria, e de tanto praticar aquele seu esporte particular, se esmerou numa tal pontaria sem igual. 
Agora no farol movimentado duma avenida, a admirar o seu primo Virgílio, exercendo excelente papel de menestrel, ao atrapalhar o motorista em sua vida, dando uma de respeitável guarda de trânsito como se tivera tal requisito. 
Virgílio tomava todas de uma vez com tamanha rapidez e sem a menor sensatez, aquilo era uma enorme estupidez. 
Na encruzilhada daquela esquina, berra Marcelo ao primo, que era bem mais velho e que haveria de atender ao pentelho que o próprio nariz empina: Virgil... Joga-me essa latinha amassada aqui na calçada. Toma ai essa desgraçada, replica-lhe o primo. A amassada latinha vinha a pino de cima e atingiu o olhar do menino. Virgílio até ficou são com aquela confusão que provocou. Correu a socorrer o primo que nada de anormal esboçou, foi apenas de raspão. 
Retornou cada um à sua função. Virgílio tomou mais uma e a confusão recomeçou, então seu primo começou a chutar aquela latinha que quase a sua vista furou. 
Tinha de continuar sua missão avalizando-a de grande importância... 
E será que não?

O feijão cria de tudo...

jbcampos

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Você é luz, brilhe com seus bons pensamentos

Ao você estar cristalino, sem mácula, ou maldade no coração, atrairá somente coisas boas, será catalisador de boas amizades, será benquisto aonde andar e será um ser iluminado, expandindo carisma, e todos os seres sentir-se-ão atraídos pela sua luz invisível, aquela que somente a alma de outros iluminados pode enxergar, além de andar em perene paz, que, indubitavelmente é a maior riqueza do homem.

 

Sinta muito amor; o verdadeiro produtor de paz!

 

jbcampos

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Hoje escrevo de qualquer jeito!

Hoje escrevo de qualquer jeito!

 

Com todo o meu respeito, hoje me pego de jeito ao desabafar o meu peito. Pouco me importa o destino, escrevo a qualquer feito. Feito a jovem-menino ou velha criança a despeito de careca de cabelos grisalhos. Ou à poeta bem falho. Ouço o som de cor paranóica. Se esta mensagem está torta... Se me escondo debaixo da cama esperando a abertura da porta. Ou se escuto o ronco de um porco puro de amor pela porca que reclama. Pois, então que chafurdem na lama. Está me achando desconexo, anexo do lado errado, ou apenso e sem senso, aqui debaixo da cama... Pois, saiba meu bom amigo, não se implique tanto comigo, sentimentos podem ser traduzidos em vários idiomas e estado de sentidos. Porém, se não quer enxergar, obrigado. Assim mesmo fico agradecido por ser premiado a escrever loucuras as quais, eu sinto ao dizer com ternura: Sem o dissabor de absinto. E o faço com o sexto sentido. Porém, se você é normal e leu até aqui esse mal... Cuidado, você poderá ser meu rival e quererá disputar loucuras comigo...

 

Muito obrigado e tchau... tchau, meu amigo...

 

jbcampos

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A vida é mesmo assim

A vida é mesmo assim!

 

Quanta mesquinharia pelo poder podre do dinheiro. Condomínios, favelas, pocilgas e chiqueiros. Salários milionários para muitos ordinários. Pestilência e praga aos degenerados da inocência. É a real escola que esfola o pedinte de esmola sem clemência. Também, traz à forra o magnata da masmorra os quais fazem a maléfica história. Que morra o mal para nascer o bem, quiçá, bem além desta vida qual está bem aquém. O seu atraso é o arraso razoável do perdão, nas mãos de Deus como pendão do adeus à compaixão. A história universal tem demonstrado o velho magistrado do estado atual no mal dependurado. Isso não é engraçado?

Que tal? Além da coroa do rei, à toa na cabeça de gorda leitoa é a vida embromando as pessoas queridas, coitada da vida a qual nem revida. Alguém tem de levar a culpa, eis uma bela desculpa.

 

Oh... Senhor dos desgraçados por que tem tanto demorado ao brado de seus filhos desesperados? Não está do nosso lado? E como testemunho há crucifixo na audiência magistral do magistrado a ajuizar o homem do mal do outro lado. Quiçá, a exemplo do Senado: O condenado a condenar o condenado!

 

Sem blasfêmia, apenas relendo a história eclesial, noto que isso é tão normal, ao entregar o Seu Unigênito Filho aos gênios do mal num rústico lenho pendurado.

Perdão meu Deus, posto ainda não ser ateu; o meu ser ainda não O entendeu, penso o tempo inteiro nesse milenar madeiro me sentindo forasteiro emaranhado. Nada sou, mas estou quase dizendo adeus... Quiçá, também seja eu mais um condenado ao léu à visão dos olhos Seus.

 

Numa coisa estou certo e falo de coração aberto, creio piamente no amor, seja como for... Na minha pequenez, pouco me diz a história de matança e de perdão ao valor de pseudoamor. Fala-me mais alto o coração manso; calcado na misericordiosa aliança, desprezando a odiosa fiança. A lógica me mostra que a dor no meu irmão pode traspassar o meu frágil coração aliado à mente ágil, apesar de emoção frágil espero o Seu perdão...

 

Tem um profundo “porém” engripando todo o mundo: É a Paz a perguntar: Como se faz para amar alguém neste pútrido latifúndio?

 

Leitor é guerreiro aguerrido e altaneiro para vencer esta vida de morte revestida, esmaecida de controvérsias, mas também é controvertido, continue garrido, seja atrevido, tampouco, dê ouvidos ao ignaro de honesto travestido, vá em frente, boa sorte meu querido, porém, vá além: seja forte e boa gente também.

 

Seja amorável companheiro, clemente, fiel, fazendo de tudo para ser bom; independentemente de filosofia, religião, inferno, céu e dinheiro, então estará em plena evolução junto ao amor em feliz lua-de-mel.

 

Seja generoso apenas por ser, e jamais por hipocrisia e estará amando sem saber amar, afinado à alegria por cortejar a própria cortesia...

 

A vida é assim; mesmo que você não queira!

 

jbcampos

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Uma lágrima

Apenas uma lágrima

 

Naquele dia do qual ninguém sabe, tampouco, alguém sabia você me aparecia. Uma lágrima, apenas uma lágrima sobre o seu delicado rosto escorria, e a mim você fluía. Foi a mais alegre melancolia, não sabia se chorava ou se ria. Estranho fora a minha paixão até o final daquele dia. Você se evaporou, deixando clarificada lembrança, pois, o sol da esperança a mim você prendia pela platônica aliança daquele orvalho à navalha qual o meu coração feria.

 

Hoje comprometido, você retorna, linda e faceira a mexer no meu frágil sentido, pensei em asneira.

 

Tenho novo amor desabrochado nas lágrimas de orvalho de uma paixão fagueira. Querida, esqueçamos esse atalho, deixemos de besteira, pois, há amor tão delicado à bela flor desguarnecida a sobreviver apenas com uma gota de orvalho. Vamos tecendo a vida nessa colcha de retalhos.

 

Deixemos para outra oportunidade, se é que crê na eternidade.

 

Eis a vida pregando suas peças.

 

jbcampos

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O fraseador

O fraseador

 

O poder da palavra poética está além da ideia. A sutileza do verbo é algo a ser mensurado com carinho e cuidado, sem ser quadrado. O resto é mera panaceia. É como “faca de dois gumes” agudos, poderosa, podendo trazer a paz airosa, ou a guerra subliminar, portanto, cortante de ambos os lados; ideias as quais advêm de além-cume, cujo azedume deve ser trasladado à fino perfume. Se for preciso seja normal ao mudar de ideia para que o bem suplante o mal.

Dizem que o amanuense deve ter nascido assim; uns dizem ter sido acometido por fatores congênitos advindo de negros querubins, outros, ter sido atacado pelo vicio de escrever, comparam-no a um jogador inveterado de doer, viciado em carteado, jogador de futebol alienado, de pseudovivaldino em cassino, de esquizofrênico das letras, enfim: de sonhador, sofredor de frenesim, afinado em complexo feminino, quiçá, um cigano transtornado em ladino ou afim, quiçá, exilado beduíno num deserto dependurado prá lá de Marrakesh longe de Bangladesh...

Amanuense é o escriturário da literatura extrafísica, que deve funcionar como filtro de pensamentos difusos, haja vista a grande responsabilidade indutora de suas palavras, recebidas dos orbes astrais. O mal e o bem são ideias que plasmam nas vidas reais, se a inspiração for boa, com certeza as obras também o serão. E se for maligna os atos as contraporão.

Pensando bem, o seu inocente jogo pode não ser prejudicial, bem como pode fazer muito mal, já que faz uso duma arma fatal, a mais forte que existe: a palavra sutil, a única que subsiste; mesmo que seja chiste da vida mortal; que tem o poder de induzir sem muito refletir, encaminhando à lavagem mental do seu leitor ideal e tudo isso se dá pelas suas frases escritas dentro da boa ou má inspiração restrita... Com o passar dos anos o poeta percebe que uma força estranha o domina, porém, começa a entender que essa força tem nome: Missão ou Sina que fascina, quiçá, seja divina. Então pensa consigo mesmo e analisa os fatos históricos dos sistemas caóticos: Haja vista o rumo da humanidade a qual segue peremptoriamente seus antigos líderes políticos, religiosos ou idealistas, e seus preceitos grafados em velhos pergaminhos de muita idade dentro de extensiva lista, e não há quase nada que se possa fazer para mudar o seu caminho, pois, entrega a própria vida em nome de sua visão mesquinha adquirida...

Disseram por aí, há milênios, que existem céus de eternas e gloriosas vidas, e infernos onustos de arsenais robustos, e o medo toma conta dessas cabeças bruscas as quais dentro de suas conveniências convexas agem de acordo com seus condicionamentos mentais anexos. Ao final vemos que a história registra a destruição do homem com seus conceitos e preceitos de tacanhos ideais imperfeitos.

O fraseador que se preza procura a auto-conscientização de suas escritas, para não se auto-corromper, até porque, deve crer piamente na responsabilidade do que tem de escrever. A mente humana é muito sensível à indução. Se a mente religiosa for talhada para matar ou morrer até de fome em nome de seu deus, com certeza o fará sem problema de consciência tal a ambivalência que considera nobre ao mais perfeito ateu. Temos visto isso ocorrer nos meios religiosos, e porque estamos falando de religiosidade neste contexto de simplicidade, simplesmente porque se não há o consenso do bem nesse ambiente santificado pelo desejo de ganhar a salvação de Deus qual a tem muito além, então quem dirá fora desse metiê à mercê do aquém...

 

O fraseador continua um pensador inveterado sem se importar com o que digam a seu respeito, certo ou errado, pois, aprendeu a cumprir sua missão de trazer ânimo, saúde e alegria à alma malfadada pelo seu pseudopecado e, que a considera de direito.

 

Assim crê em sua verdade extrassensorial, muito embora, não passe de mais um mero aprendiz de sua musa inspiradora real...

 

jbcampos

 

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Abajur Amarelo

Abajur Amarelo, aliás, bem singelo, o qual a mim me marcou com um estranho sentimento de olhar vago no firmamento de amor marrento. Restando-me a dor deste lamento produzido pelo nosso desentendimento. Há fato na vida, passado por direito torto adquirido pelo qual não faz nenhum sentido e que traz o lanho de profunda dor. Associação de um coração partido na visão gostosa de perfumosa flor. Porém, estranha e poderosa de visceral entranha cacofônica, enfronhada na minha mente com o gosto de aguardente e de azinhavre quente. Uma porta que se abre e jamais se fecha à mecha de amor cravada por esta flexa invisível de inexplicável carência saudável. Sim, porque ai de mim sem essa indelével lembrança amável. Criação mental de uma paixão platônica e frustrante de ilusão afável e faraônica. Beligerante, que vem do além na luta sentimental de um tempo já bem distante. Agora, meu amigo Abajur Amarelo; ela se foi, mas você insiste em resistir nesta luta renhida de ilusão, a dar vida a minha vida parida, no profundo do meu modesto coração canhestro pela sua eterna visão. Com o tempo vai-me virando pelo avesso. Meu velho amigo que vem dormir comigo desde o começo nas noites quentes e nas noites frias e me acompanha até aos confins do dia. Você é tudo que eu mereço meu companheiro inseparável, que não tem preço. Resquício de um enorme precipício instável no qual me precipita às penas do meu velho travesseiro na conservação do antigo e jovem cheiro brejeiro qual a mim me restou nesta infindável briga de amor trigueiro. À macela onde este amor se encerra, então partiremos a outras eternas terras. 

Andarilhos da eternidade...

O Clarim da Paz

jbcampos

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