Posts de Jbcampos (368)

Vida bela

Vida bela

Quão bela é a vida
Vida, sentida pelos sentidos,
realmente faz sentido  diferente.
Não  temos  mais que o merecido.
Ainda assim o sol nasce para gente.
O sol nasce para todos os viventes,
porém, nascem árvores frondosas
também, nos Oásis mais quentes.
Veja como a natureza é bondosa,
Apenas  num modesto  canteiro
pode-se ver o seu mundo inteiro.
O Universo numa gota de orvalho,
ou pela mente, uma nova semente.
Para a felicidade não existe atalho,
o motivo aparente é viver contente.
O universo dá-lhe por encanto
o sentimento farto de espanto,
ao nobre e bem afinado canto
à canoro dentro de um viveiro,
livre do laço do passarinheiro.
À velhaco mundo passageiro.
Fazendo-se distraído,
e, revestido de recatado
sentido. Verdadeiro e santo,
e o seu pranto fica enterrado
num canto ao lado, fertilizado
de enorme amor sem fim
no afofado canteiro pronto,
vai plantar você só para mim.
É apenas força de expressão,
você já vive no meu coração.
Deixo afogadas as mágoas
em lágrimas desaguadas,
e moldadas  em amores
ao colorir de belas flores.
Inebriado em seus odores
a Deus elevo meus louvores
por  vislumbrar-me  no paraíso
de lírios e; odoríferos pendores,
refertos dos mais finos sabores.
Você pode ser feliz,
e o poema mesmo diz:
Faça da  sua vida, querida
matriz, esquecendo as feridas
matizadas em suas plumas lilás,
sem sofrer por querer enxergar
além do seu próprio nariz.
Não precisa ver mais.
Você, nunca verá o fim!
A terra fofa também cheira
aproximando o meu próximo,
desta morada derradeira a mim.
Igual ao bruto diamante
a ser tratado como brilhante.
Não importo, posto que tosco,
ou refinado, faço o que posso,
nas ilusões de um plano fosco.
Quero ser feliz sem egoísmo,
na felicidade  do próximo.
Restar-me-á  o heroísmo
sem  depender   do destino
se o meu próximo for próspero
tal qual a inocência  de um menino.
Pode-se   viver eternamente,  porém,
sem jamais ver todas as belezas da vida…
Quão bela é a vida!

jbcampos

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Saiba mais…

Colina encantada

Colina encantada

O poeta de tanto escrever seus sonhos,

sonhou com um  elevado monte a perder

de vista no horizonte, comparando-o com

sua vida naquela visão querida, consigo

resmungou: Estarei num paraíso tropi-

cal do mundo astral? Será que existe

mesmo o céu, onde tudo é o mais puro

vergel, e somente pra rimar uma rima mais

doce do que o doce mel? Não perdendo o divino

dom de rimar qualquer coisa que porventura achasse

na estrada de sua imaginação não dispensava o empoeirado

mote da criação. Não via anjos com suas asas brancas, tampouco,

arcanjos  com suas ancas francas, e se perguntou: Afinal que diferença

há na canja desses arcanos; anjos e arcanjos? Não havia  ninguém rezando

ladainhas naquele além, destituído de sinos e campainhas…  Sequer ouvia a

alegria de qualquer criança… Encafifado olhava para os lados e nada de

anjos alados.  Meio embasbacado,  conjecturou consigo  mesmo:

Que  mundo  é este que  estou vivendo?  Não dá nem pra

encher o saco de tanto rezar, é o  norte da pura sorte,

isto aqui está longe de ser azar… Há pouco estava

escrevendo e agora estou do outro lado sonhando

acordado.  Terei sofrido algum desastre atrevido e

estarei desmaiado. Estarei deitado ao lado de quem

mais amo, quiçá, no paraíso perambulando… Apesar de

tudo  sua alegria superava  o canto de qualquer sereia, quando

foi  sacudido  por Afrodite, sua  antiga esposa que alardeia.  – Só podia

ser você pra me tirar o sono mais uma vez… – Você resmungava

por demasia mencionando o nome de sua tia e eu escutava

o que Você dizia por repugnante insensatez… Ai o poeta

percebeu que o buraco era mais embaixo, e descartou

aquele seu sonho como se  fosse o paraíso de Deus.

Porém,  pensou seriamente em voltar outra vez

e, jamais acordar para este falso sonho de

viver a vida-estupidez…

jbcampos



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Saiba mais…

versando a morte

versando a morte

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há  muito tempo

numa noite fria,

falava com ela,

com a morte,

foi logo ali

quando

nasci.

esse se nos parece

ser realmente à nossa

mente  tema muito forte.

diante dela nada vai mudar

a sorte, pois, parece ser igual

a todos os mortais,  porém, vem

uma reflexão  nos nortear o  norte.

leitor,  pelo amor  faça-me um favor,

aliás, vamos pensar em dois: sofrimento,

dor,  prazer,  afinal qual  será o sentimento

que  vai acontecer   em seu exato momento?

Ora, ora, ora  se você viver apenas duas horas

com  certeza viverá mais que  a morte a qual

durará alguns segundos, o  que é pior ainda

você  fica na berlinda  ao saber que  morre

a  cada  segundo, vida  e  morte se fundem.

pois, devia  ter  se  acostumado  posto  que

a todo segundo você morre, já está selado!

desde de que nasceu  tanto você  como eu

pela vida fomos interpelados  sobre aquele

que morreu o qual também sem pensar no

além  envelheceu, ou  seja a cada instante

fica-se mais  longe da vida a morrer a cada

segundo. isso  tudo é arte da vida, da  qual

a morte faz  parte, aliás, morte é um verbe-

te inventado  pelo mortal, que não enxerga

em  todo  o instante  essa morte constante.

para ficar bem sacramentando e ratificado:

então;  você deveria  já estar  acostumado

a conviver com  ela  ao  seu lado, olhe um

pouco ao passado, e  olhe  aos  seus  pés

de  galinha, se já os tiver.   hei… não  fuja

da  linha  ou se  for  galo não fuja da rinha,

e se  for galinha, me  perdoe  amiga minha.

então  fique  feliz porque você dorme e an-

da    com a  morte que no  fundo é vida as-

sistida por Deus, em seu

glorioso eterno apogeu.

aprendeu?

ou quer mais?

Não tema a morte, ela vive intrinsecamente em você.

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jbcampos



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Saiba mais…

O trouxa da bola

O trouxa da bola

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Estariam  os  nossos  craques de araque chutando essa bola de rugby, foi isso que eu vi.

Somente por esmola não se esmorece ao ver a nossa seleção sair de chapéu  na mão,

Empate grosseiro; a culpa é do juiz, do goleiro ou do zagueiro? Logo no  primeiro

jogo extrapola as batidas do meu encanecido coração, Fico desenxabido

meu irmão querido, Porém, lembrando do  passado me vejo de  juízo

atrasado me achando trouxa e; troncho sufocado dentro duma

trouxa de lixo é nisso

que me fixo, É muito engraçado. quantos  árbitros agem arbitrariamen-

te,   Não marcando  falta, pênalti,  escanteio e com a gente no meio, aí

vai ao boletim e fim, Por que  será serafim? Na CBF já vimos  o tes-

te, do que  acontece e do  que se padece, Oh… Meu  Deus! Não

basta a nossa   política,  precisa   agora  o Brasil  empatar

logo na entrada da estrada sem nenhuma demora?

Será a dona Corrupção? O Brasil pode até

não perder, mas alguém pode me prender por

aqui  estar  a  escrever o que sente o meu envelhecido

coração. Quanta  saudade da bola do velho Feola,  pelo menos

eu era menino sem consciente destino, e jamais imaginei caixas de

propinas, estava  concentrado na bola de alguma menina,  era  quase

indigente  inocente, Porém, cresci e envelheci   rapidamente e de sobra

tenho  de me desiludir ao ouvir fremir essa  situação de corrupção, Cara

de pau da era moderna,  Sensor top de linha acusa e ele abusa  contradi-

tando  até  a mais  alta ciber-intervenção, Enquanto, o hipócrita afirma

trazer contra a contravenção câmeras que dizem sim e árbitro que

diz não. Vou  parar por aqui minha irmã e meu irmão, porque

senão;  Não vai dar não, vou  me lembrar de sete a um,

aí  é  soda!  Será  que é  bola do caixa dois pra

depois do jogo meu estimado senhor?

Sou insistente, será que a bola

não é redonda suficiente

em jogar a favor

da gente?

Oh... Meu Good

será que vai dar bode?

 

Já vi esse filme muito antes de dantes.

 

Apenas falei de bola, agora, a corrupção aqui impera desde o império, seu despautério

vem do tempo de Adão e ela nós nos esfola. Assim ai de mim vou acabar pedinte

de esmola. Salve a seleção brasileira, quiçá, com o caneco na mão altaneira.

Desculpe-me pela verdadeira verdade de brincadeira.

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jbcampos

Saiba mais…

mente secreta

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hei… amigo, pense um pouco comigo

você sabe bem o que é consciência?

você sabe bem o que é hipnose?

ah... a você  pensa que sabe...

quiçá,  seja por  osmose.

quantas  vezes você

passou de  marcha

o seu carro hoje,

por   quantos

faróis você

passou

hoje?

não

sabe.

pare!

parece

sentar-se

na ponta

de  um

sabre.

é assim

sua mente,

muito ausente,

pra você ela  mente

constantemente,  não é?

por que você faz tantas compras

por compulsão, até casaco  de lontra,

agora então;  com essa tal  digitalização,

se  descuidar é capaz de comprar até casaco

de leão, companheiro... olhe  para seu dinheiro

lojas virtuais rolando  pela Internet, de montão.

cuidado  acompanhe  de lado a campanha em

suas entranhas à campainha dum coração

afetado de afeto  descontrolado e ligado

ao supermercado da sua maior confusão!

então meu amigo-irmão tome atitude-ação.

por que você não  se controla, meu  irmão?

é hipnose de  montão desde o berço à escola!

a hipnose  universal faz o  ser humano divagar

mecanicamente, escravizando-o, sem que tenha

a menor ideia disso. o sistema cega a sua visão

mental, não me leve a mal, acorda meu irmão!

controlar sua mente secreta

é como andar de bicicleta

não se esquece  jamais,

porém, há de se relaxar,

à meditação se entregar

sem pestanejar, então  meu

irmão você há de começar sem

jamais rejeitar essa ideal condição

a andarilhar pela sua mente atrás de

velha  semente  a lhe condicionar,

de carro,  ou de bicicleta sua

mente  secreta  também

você  há de  decifrar.

a mente humana é  

demente e  dona

de doída-doida

consciência

proibida.

 

saia dessa

vida.

 

ah… agora, sem rima:

por  que você magoa

a  pessoa  que mais

ama na cama, à toa?

 

faz-se uma ilha do mal

onde se inclui bela

família ideal.

 

lavagem cerebral

para   celebrar  o

mal do vil  metal.

 

Pense sobre isso!

HIPNOSE

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jbcampos

Saiba mais…

anacoreta

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zé perneta, mais conhecido por anacoreta,

havia perdido uma perna ao cair da biciclêta.

esse  acento  da bicicleta  é somente pra dar

rima e não dar cisma. pois, bicicleta não rima

nem  com corneta. não, não faça confusão

não é  acento de  seleta de bicicleta,

até porque, zé mané, acento de

bicicleta  é assim que  é:

assento de colocar

as nádegas,

quase

que

fa

lo

bun-

da na

qual aval

de acidente

é minha  gente,

pois, minha mente

quase se  aprofunda

numa  ideia moribunda.

vamos ao  que interessa,

anacoreta é  o cara que de

cara fica  insulado de  um lado

qualquer. bem essa didática está

faltando emoção, vamos lá  então:

anacoreta: cara  que perdeu a reta

e partiu  para solidão, ermitão meu

amado  e  querido  irmão  qual está

longe  ao  meu   lado   da  multidão.

espero, não  faça  mais  confusão.

seleta?  sei  lá  deve  ser  coleção

de trechos, ai de mim por não ter

“dito” -   resumo de   benedito.

Ah... sim, selim, ainda bem

que  falo de  sela e

não: falo de falo

na  cela.

agora vou sair do meu tugúrio.

vou andar alhures, obrigado.

CONSCIÊNCIA

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jbcampos

Saiba mais…

Fique Rico com Deus

Benéfica

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Em nossa vida nos aprisionamos

em nós mesmos. - Por quê?

São recursos da mãe

natureza, para nos

poupar de maiores

dores. Nossos mestres

também ficaram  reclusos,

dando um tempo, para que não

fossem atingidos  em suas saúdes,

espirituais  e carnais. Jesus praticava

seus longos jejuns. Paulo se prendeu

literalmente em sua própria casa,

na cidade de Roma, pelo  período de dois anos.

Os  pais  do nosso  Mestre Jesus se insularam

no   deserto,  motivados  pela perseguição.

Assim procedem os homens  e mulheres,

sempre  ocultando-se  em suas dores,

causadas pelas frustrações dos sofrimentos

que lhes proporcionam a vida mutuamente

no convívio humano, sendo que, são

motivos para  nossos aprendizados.

Às vezes a água se turva, mas o filtro

da  purificação, o  espírito do amor divino,

está sempre nos esperando para nos purificar.

Jamais esqueça querido anacoreta, você deverá

ser  bebido, degustado, foi para isso que veio

parar neste planeta, para se doar

completamente, mirando-se

sempre em Jesus.

Que Deus na sua plenitude

possa  devorá-lo  pelo seu

interior  com  o seu divino

amor sem  menor intervalo.

Saudações fraternais

jbcampos

Saiba mais…

quantos anos você ?

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quantos anos

você tem?

que importância

isso  tem meu  bem?

até  parece  brincadeira

essa  é uma velha besteira

pois, você pertence ao além!

essa vida é apenas curto sonho

de  travessuras  e atos bisonhos.

é preciso  ser preciso  na miragem,

também  no juízo  de alegria risonha

para  ver a  preferencial  passagem.

sempre aproveitando a estiagem,

vida de intrincada paisagem.

veja, você tem muitos anos

para  pensamentos  insanos.

vislumbre o profundo do além

na virtuosidade de fazer o bem.

nunca morrerá, apenas envelhecerá.

com um pouco de esforço, entenderá.

você sou eu

tentando

expressar

mensagens.

com dádivas

que   Deus

lhe deu.

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jbcampos

Saiba mais…

Nada

Nada

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Olha que lindo diamante você acaba

de encontrar logo aí adiante,

apenas adiante para

pegar!

Olá meu camarada; você já ouviu falar do Nada?

O papo  é  sério, não  é próprio às suas risadas. Hoje

acordei de madrugada bastante gelada,  porém,  pesava-

me um pensamento muito além. Forrei o chão com meu

velho tatame e acionei o antigo aquecedor, estiquei-

me todo à felino, espojando-me, então pensei:

Por que não entregar-me ao nada? Um

estampido fez-me ouvir enorme

gargalhada nada fiz,

não fiz nada,

porém,

pensei

em espírito

zombeteiro o qual

gargalhou lá   no terreiro,

mas o Fofo não ladrou, o canil

não se manifestou, bem,

só pode ser coisa

do além,  bem do além.

Na verdade não gostaria de

manifestar isso a ninguém, porém,

meditei  em  covardia, mudei  de  ideia,

como realmente deveria. O tempo passava

rápido e  rasteiro já quase raiava o dia. Era a

minha amiga Musa que sempre me abusa a dizer-me:

Ei  você  aí, é  do vácuo que eu venho, e  sempre vim

carregando  pesado  lenho, ao engenho das letras

para que você cresça  e  seja alguém no nada

do  além,  ou  seja: É  ao  nada  a  quem

você  também  quer se  entregar,

vai ter de  se preparar,  pois,

esse é o melhor lugar para

se estar, creia

verdadeiramente.

Quando de si mesmo

se despojar a mim me

virá desposar, vai se

enxergar em todos e  em  todo o lugar.

É o decantado Nirvana o qual lhe vai

decantar, simplesmente sem nada

ser e sem nada querer pensar,

a inspiração vai tomar o seu  lugar.

Seu descanso será perene e sem igual

o que você levou tempo para enxergar.

O nada é o paraíso da simplicidade

dessa vida querida a se viver.

e a ela se entregar sem nada

antever, posto nada entender

ao se morrer vivendo no espaço

sideral, ou no vácuo

cósmico do nada.

Resumindo:

Ao querer

cultivar o juízo,

meu  amigo, terá  de se

anular, haverá de ser um santo

criminoso ao seu ego matar sempre

de novo.

Quando você se anular plenamente

terá encontrado a felicidade.

Não confunda humildade

com humilhação, apenas

controle o assédio de

sua velhaca ação.

Quem  tem entendimento, entenda.

Ou no silêncio e na paz procure a Musa

e não se arrogue, porque se assim o fizer

ainda não é chegada a hora, porém, procure

sempre a hora agora. Então apreenda essa feliz

prenda, sem temporalidade e sem idade. Para o nada

caminha a humanidade onde mora a amorável felicidade

só tem um porém, estamos na eternidade e nada

sabemos para vaticinar quando lá

a humanidade vai chegar.

Então seja uma ovelha

a desgarrar dessa

grei-centelha.

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jbcampos

Saiba mais…

Piscar d'olhos

Piscar d’olhos

Há muito tempo por aqui apareci olhando

montanhas, sanhaços, pintassilgos, beija-flores

beijando bem-te-vis, despencando de penhascos

gorjeando louvores. A pradaria murmurando

o vergel-lilás de suas flores. Era  o lugar

que sonhava para os meus  amores.

Então  nada   mais   me  faltava.

E foi  ali que escolhi. O meu

alvorecer  era em cores,

a chuva me iluminava,

o sol me inspirava

ao destilar de

deliciosos

licores.

No  conforto  informal, no

desejo de mais um mortal.

No crepuscular das tardes

de magia, embriagado ao tom

do  doirado som a acariciar meus

ouvidos, qual  a todos os lados naqueles

dias a mim consagrados. Tudo e a todos tingia.

Nesse mel de melaço, no mais puro regaço que no

profundo minh’alma regava, e me fundia em alegria.

Foram  belos os  meus dias  os quais minha mente

arejava. À rede me embalavam as  noites calmas,

meus pensamentos voavam  em nuvens alvas.

O meu espírito se projetava além de coisas

humanas. Nas longas tardes de frescor-

rupestre dos fins de semana,

”muito além de Trapobana”,

aliás, estava pra lá de “Pasárgada,

onde  eu  era  amigo  do  rei”  e  assim,

muitas vezes,  pensei: “Jamais  escolherei

qualquer mulher, pois, muito além dessa eu já

tinha, mesmo  sendo amigo do rei”, com certeza

de  tanta  beleza, e convicto de que não  a  merecia,

por  isso  foi  que  não  errei!  Foi  aí que compreendi:

sou um privilegiado e  o  meu  lar construí dependurado

no  topo  de  um monte encantado, porém, alicerçado com

cascalho dali.  Belos  e  floridos  jardins, com melífluo  odor

de jasmim. Em cima do vale, com  minha visão deslumbrada.

Minha  família;  presença  marcada.  Parece ter sido ontem.

O tempo passou ligeiro e neste comboio fui passageiro.

Meus filhos se casaram, meus netos se foram...

A minha companheira de tantos janeiros a

partir foi à derradeira, mas partiu pra va ler,

enfim, o  meu coração se partiu por  inteiro.

Restou-me a oração, pássaros e a canção

do meu velho travesseiro enfronhado de

emoção.  Confessor e confessionário

esplêndido cenário passo o tempo

a escrever com alegria e prazer,

como se fora mais um otário

teimando  em reviver.  Não sou hipócrita

em meus apócrifos. E não quero me enganar.

Aprendi a ver a vida em sua plenitude, encaneci

com saúde e não posso reclamar. Partida é partida.

A existência é efêmera e, nem posso chorar.

Chegamos-voltando à frente de câmeras

registrando os relatos, de fato; relatando

os fatos. Alcovitamos em nossas câmaras,

regurgitamos desagravos ao nosso  Criador

Pai. Melhor nos fora juntar os favos da gloriosa

e eterna  Paz, do que os trapos que o mal sempre

nos  traz.  Caro  irmão-leitor  pense  como  for,  mas,

por favor, não tenha pudor dessa falsa dor com pavor.

Nem  seja acre,  do seu coração tire o lacre, e no  amor

seja craque sem o menor palor. É a realidade da vida, flor

em botão qual murcha dando-nos o seu tom chamando-nos

à atenção. Qual à bucha, com água e sabão, no banho é  algo

estranho, verdadeiro estrebucho no antigo corpo de  um bruxo.

Às vezes velho-tacanho aos olhos de estranho. Pode ser, mas não

é se ele sabe o que a vida é! Pois, fez-se amigo de tudo e

até da boa solidão, na realidade é sortudo, meu caro-querido

irmão, ele enxerga até pelo pé sendo provecto ancião. Solidão

pode ser  desespero ou  tempero  de  se encontrar  com  o “Eu”

por inteiro. “As aparências enganam”. A solidão pode ser uma

ótima companheira. Essa amiga vem para burilar a nossa alma

dando-nos a condição de vencermos a nós mesmos,  já que o

nosso maior inimigo está no interior do nosso coração o qual

deve ser cinzelado com o amor da mansidão no universo dessa

eterna imensidão. Na realidade o meu coração mora nos universos

dos universos juntamente com o seu.

Esta historieta faz parte da vida deste modesto amanuense...

Muita paz e amor à sua pseudossolidão.

jbcampos

O Homem que Psicografava (Portuguese Edition)

O homem que psicografava

Saiba mais…

alheio ao lado da musa

alheio ao lado da musa

começo  a  escrever

neste exato momento,

às doze horas deste dia

seis de junho de dois mil

e  dezoito,  porém,  alguém

à  procura de  alguma alegria

aproxima-se, trazendo biscoitos,

bom café  com leite qual anestesia

velho  frio desta  manhã, gélida  tersã.

quisera ter agora bela e divina mente sã.

é intrusa gripe meu companheiro, atchim!

está  servido,  meu amado leitor querido?

não é o espirro, é o café  com biscoitos.

bem que podia ser um chá de alecrim,

apesar desta  alegria gastronômica.

encontro-me em palpos de aranha,

a escrever anônimo pelo conselho

parecendo-me  situação bisonha.

debaixo de relho, pois, minha cabeça

tropeça no avesso desse acontecimento

ao se ver num espelho a lhe espelhar

o movimento lento, deve ser

pela idade-bedelho.

devagar a divagar

vai-se ao longe

diz  a musa

a qual do

poeta

usa.

e a gripe, minha deusa?

vamos desengripar

primeiramente

a sua mente,

o  resto

vamos

deixar

para o

ar quente.

claro, se ele

não estiver

ausente.

escrevendo apenas uma

estrofe  por semana,

conquanto,  seu

conteúdo seja

autêntico

é andar

à galope.

preste

atenção

a musa

não diz:

trote, de pura  ilusão.

estará  lentamente

cumprindo a sua

missão, assim

fala  a musa,

ao  pensar

pelo meu

pensar,

porém,

de coração!

e a musa acrescenta: quer ser poeta

então escreva, escreva,

quem sabe se…

porém, da gripe não falou mais nada

pareceu-me completamente desinteressada,

porém, uma coisa eu sei ela nunca fica estressada.


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jbcampos


Saiba mais…

Chico

Chico

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Você já ouviu falar do Chico?

Sua  elevação  é tamanha quanto

à manhã da esperança-fé à  candura

de  santa  criatura divina ao cumprir bela

e amorável aliança-sina. “Chico” por amor

esculachado, e  por respeito de inocente

escracho. Cândido pela candura santa

de muitas reencarnações passadas,

perdão pelo cacófato sagrado.

por  nações  desta terra

onde o valor se encerra.

Xavier pela disposição

humilde,  confundida

com  avexamento  fino.

de  tudo o  que ante vier ao

bom coração do irmão menino,

neste  momento  o escrevente é

esculachado por ser achado fora

do  razoável, pois, jamais existirá

o irmão  menor, não  deste lado

onde  reside  agora o  Chico

de outrora, porém, sempre

presente agora advindo

de além-memória,

O  Chico  não

está  gostando

de  tamanha  adulação,

porém, tem  enorme coração

pra entender a fraqueza dum irmão

beleza, em autocomiseração fraqueza

ao pensar estar psicografando no

ufanismo de santa realeza.

Ou não?

Coisa de mero mortal.

jbcampos

Saiba mais…

Acalanto

Acalanto

Chamo-me Acalanto, venho a este mundo ferrenho

a exemplo  de tão falado  engenho, maquinado sobre

o lenho pelo qual foi  lanhado O mais sagrado. Triturado

pelos dentes do maligno  engenhado, apesar de seu desígnio

ser de  suportar o  sistema de outrora. Venho  agora enxugar o seu

pranto. Ao  prantear ouça a  voz do meu suave canto, porém, vou além,

jamais o ouça errado, creia, estarei sempre ao seu lado, amém. Sou antigo,

sou  amado,  eterno, presente  etéreo,  futuro  carregado  de  mistério alado.

Ah… Sei que o seu caso é sério. Porém, minha veleidade por  ser eterna,

não tem idade. Desculpe-me ser tão sincero com redundante arrazoado,

a mim não me falta  capacidade. Quem me enviou é o dono da  verdade.

Venho  a mando do Criador, sinônimo de Amor. Entenda, modestamente

sou maior que a sua tenda, você, sua família, seu carro  raro, sua fazenda,

seu casebre, sua febre, sua desavença, sua doença, seu mundo, seu vizinho,

pois, jamais  estarão sozinhos. O dono da criação me faz morar no profundo do

seu coração.  Fui o primeiro que aprendeu a amá-lo antes  que eu. Atendo os de

boa vontade, sou onipresente, e por você ser devotado,  dou-lhe um  conselho:

Não ande com qualquer companheiro a peso de dinheiro,  não  ande  com 

derrotado,  pois, será  errante  bastante  o  tempo  inteiro.

Sou o velho verbo,  poetando  sua lida em sua

vida, arribando  acima de toda rima. Alegrando

no gerúndio no afiar da   própria língua. Deixe a

vingança, peça  ajuda à  minha  amiga  Esperança,

pois, ao fazer sincera aliança com a Fé, começará a

entender  quem  você  é; linda flor florescida no jardim

do  amor,  e  eu,  Acalanto, o  destruidor  da  sua  dor.  

Quando  veio  a  esta vida oriundo  de outra  vida,

foi grande competidor, quantos  semelhantes

correndo a corrida da vida venceu, já se

esqueceu? Agora no corredor desta

vida é sabedor do seu forte valor.

E agora José? Como diria Carlos,

já é sabedor de quem você é...

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O Teu Pranto

Ao chorares o teu pranto

Sintas o sol  da alegria

Velando  o   teu   dia.

Eis   o   Acalanto.

Cantes  alegre

O  teu  canto,

Pois,   vida

É encanto,

É   poesia.

jbcampos

Saiba mais…

seu perfume

seu perfume

seu perfume inebriante,

qual faz seguir adiante.

sua beleza estonteante,

corrói-me, é  torturante.

é,

ar,

mar,

amar

maré.

a mim,

a noite é

bela. o dia,

elo desprezível.

à  noite,  sonhando

ao dia lacaio à mercê,

encerrado  numa cela

insalubre-insensível,

incrível de  se ser.

você,  não sabe,

nem quer saber,

porém, enleado à

essa teia, desejando,

mais me enleio, atrevido;

mas, mais frágil do que vidro.

por você, o meu amor a derreter;

louco a “lhe ter comigo”, a lhe amar.

redundando em cacófato, e submetido,

espremido  a triste  frase  mal-exprimida.

estou  endoidecido, parecendo-me  amor

desiludido.   amor,   amor…  ah...  duvido.

porém,  a você,  “Antonieta”  sou ouvidos,

de  um  amor  desconhecido, a  resolver,

na  esperança,  que,  se avança de  um

dia  a  mim  me corresponder o  amor

vivenciado  por meu coração  doído,

nem  sequer...  por você, querido.

“a esperança”,  sendo a última a

“morrer”,   trocarei  pela “Maria”,

qualquer   “besteira-porcaria”.

Esperança: tome a aliança,

vem casar  comigo, pois,

ama-la-ei em todos os

sentidos, sentidos do

meu  ser atingidos,

pela esperança,

nosso  renascer.

serei seu marido.

sem desejar vencer

nem ter vencido Maria

Antonieta.  Apesar de pré-

preterido  por ela pra  Valer.

nesta ampulheta-comparação,

à noite me aproximo de Deus,

este  Ser qual  criou o amor.

culpá-lo-ei,  sem perdão?

desde tempos  de Adão,

criando  flor e o amor

à inebriante botão.

Antonieta é Eva

enlevando-me,

levando-me

além das

trevas.

agora,

Santo

Tonho

está na

confusão,

iluminando

minha oração,

“Santo  Antonio”,

com  muito respeito,

pois, não pensei direito.

a  vós  peço o seu perdão

em nome da  boa aliteração.

além, de sua bela inspiração.

quem  é Maria  Antonieta?

sei lá, Eva, até imagino.

parece-me o ressonar

de um sino pequenino,

coisas de cabeça à poeta.

que ao escrever, parece ser

um bom e amorável assassino.

desligado; sobre  uma florida reta,

alheio a seu destino de prosa repleta.

será que este poeta foi parido ou nascido

de proveta... é  mesmo  pretensioso à ladino.

quiçá, desovado numa bela curva reta.

ah... o amor? a mim me parece diferente,

deste tenho sentido  resquícios  ultimamente.

desculpe-me, sinto muito e sinceramente lastimo.

poderia ser mais inocente, consciente, mais menino.

como  realmente já o fui, lá...  ancestrais, antigamente.

agora, sinto-me  mais  alegre, lembrando-me  do  destino.

qual já fora com o tempo de  menino, sentindo-me valente.

parece-me  que esta prosa não terá mais fim,

ai de mim, e bem por isto lhe peço perdão.

este vício é de  lascar mesmo. bem que

mamãe me dizia: Vê se para com isso,

João,  vai catar  uns gravetos para

alimentar o fogão, se  tiveres afim  

de   feijão  com   torresmo.

Isto   é   loucura   mesmo!

se você conseguiu chegar até

aqui.   mande-me  parar um

pouco. - já parei, já  ouvi,

sou   velho-moco,  mas

ainda não sou mouco.

ah… o que dizia?

perdi o assunto,

já tava na hora.

mesmo assim

sinto o seu

perfume.

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Beijos…

jbcampos

Saiba mais…

quando o sino dobra o destino

quando o sino

dobra o destino

você

pode

ser e se

ver  aos moldes  angelicais

divinos  ao badalar  de vários sinos,  

quiçá, sentir o revoar de anjos advindos

voando  sobre os  cais de canais divinos

de lugares lindos, vendo-se bom menino.

quem  sabe se:   bela donzela.  porém,

jamais seja, mais um cretino. foi  você

que fez o seu próprio destino. plantou

amora  e não vai  colher pepino agora.

preste atenção para não se ver valdevinos.

não gosta de se imaginar  na peleja, tampouco,

sequer que assim seja. porém, esta vida também se

presta  ao além de mais uma festa pela fresta  da mais

gloriosa  e  universal seresta. uns  despistam  a vida  com

igrejas, outros a  regam com cervejas, há  os que  disputam-

na com força maluca e bruta. há os  fracos desistentes  da luta.

existem  os  barbitúricos  com sabores de frutas, embora, sejam

sulfúricos  como  cicuta. não vai  dar  uma de Sócrates, à  biruta.

também  há trutas a  pescarem suas trutas. dizem que há gente

inteligente também as malucas. não vá agora, por isso  também,

fundir sua cuca. seja  como for: “Viver não é flor  que se cheire”.

porém, o  forte resiste  a vida até à morte e com pouco de sorte

se  esforce no equilíbrio do dom do amor o qual  também advém

do  além. muito além do Sul ou do Norte. porém, a  vida ainda é

matizada à cor esmaecida, no laboratório do amor  o qual lhe dá

vida  colorida. você é o grande mistério, realmente um caso sério

deste nosso hemisfério. mas sua luta e desespero será verdadeiro

tempero da evolução, sem exagero. faça da luta seu entretenimento.

e se você não gostou dessa frase, sinto muito, ao lhe falar de  lamento.

pode  acreditar, não  estou a esperar  agradecimento, pois, tenho missão

a completar meu irmão, qualquer escrevente escreve o que lhe vem à mente.

é a prazerosa missão a qual deve se cumprir graciosamente, sorridente-contente.

é uma questão de expressão, na realidade é a Musa que usa a privacidade da mente

do missioneiro-escrevente.

porém,  espero

que lhe passe

essa fase de

lastimável

tormento,

lamento.

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jbcampos

Saiba mais…

ouro negro

ouro negro

por que tanto apego

a esse tal ouro negro?

é necessidade meu nego!

é o velho cara, escaravelho

a chafurdar no  bolso alheio.

mais conhecido  por petróleo

ou  preto   óleo,  petrificando

o coração da humanidade.

é a mais pura verdade.

está na fazenda

produzindo

renda.

na

rua

negra,

asfáltica,

no seu copo,

polímeros  mil.

poluindo céu anil.

até parando o Brasil.

nas Arábias, morticínio,

vaticínio,   falso   tirocínio.

o verde amarelo enegreceu

ao céu do meu  Brasil varonil.

desculpe petróleo, você não

tem culpa, a culpa

está esculpida

na  vida

política

do país

a qual

avulta

seu valor

em benefício

particular, é o tal

corrupto  a  desfalcar

o patrimônio: Petrobrás.

à mesa do povo vai faltar

à  do  corrupto  vai  fartar,

é o bem louvando o mal,

ignorância humana

a tripudiar o lar

do mais fraco,

enfim é o

povo pato

que de fato o

pato vai pagar.

de  novo. porém,

o problema é mais

sério, eis  o  mistério.

chegou a hora de votar,

“e  agora José”, como diria

o poeta Carlos, eis a sinuca

de bico, não dá pra

se ver adiante,

será que vai

continuar

como

era

agora

no tempo

de outrora

ou no tempo de Dante?

fala sério; esse monastério

permanece desde o tempo degredado

do império, é  o Brasil enriquecendo

o mundo imundo, está ouvindo,

seu José Raymundo?

eis o gigante adormecido

a continuar dormindo.

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agora você vai dizer

que o escrevente

não é patriota,

quiçá, idiota.

certamente não é salvador da pátria,

somente tem  um porém, já que foi

tachado de anti patriota, não vota

em ninguém, desculpe a  chacota.

graças a Deus ele tem mais de setenta,

não é obrigado a votar, muito obrigado

a esse país democrático onde se é

obrigado a votar. quem quiser

entender,  entenda ou

aprenda como se

nota e vota.

anote.

note

a

m

é

m

!

jbcampos

Saiba mais…

inspiração epitelial

inspiração

epitelial

por que complicar

se epitélio é apenas

pele  que suor expele.

mas a  inspiração exala

amor  qual embala a fala,

macia  carícia de  amorável

emoção a  cortejar o  coração.

toda  inspiração  embala a ideia

dum balanço ao bailar das ondas

do amor, no poema do céu, mar,

terra, paraíso  celestial, prazer

sem fazer mal ao seu olhar

ao poetizar  do poeta

na  mais  bela cor

de sua alegria e dor

de uma  vida sem par.

amor  melífluo  a gotejar.

queira desculpar a comparação,

amor é junção: coração-inspiração,

é  alegria a festejar a felicidade  qual

pode-se encontrar  nessa igualdade.

porém, a pele também vem de além

mar  para se acariciar, ao encanto

de  misterioso  canto de sereia

a se fartar na  areia de amar.

o seu belo e encantador

olhar é feito de terra

onde o amor se

encerra.

é a inspiração

do  coração

a explicar

a  ilusão

de amar.

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porém, desejo acariciar a sua pele também.

o amor está além da inspiração.

jbcampos


Saiba mais…

70 vencer aos 70

Setenta vencer a vida aos setenta

No assento sessenta o velho já carcomido,

cujo acento já removido pelo tempo decorrido.

Com sua placenta intumescida e já vencida,

Pra lá de Marrakech, do árabe traduzido,

é todo ouvidos. Pai-avô - já foi bom

marido. O velho tempo passou

mal conduzido. Num suspiro

dolorido, porém, revestido.

bons  momentos vividos,

alegria, sutil esperança

mais  gélida  que fria.

Lembrança  de velha

companhia. O dia vai

passando nesta eterna idade,

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quantas atrocidades do mato à cidade.

muito desenxabido por nada entender

ainda de  todos os fatos ocorridos.

O velho  assistiu e muito insistiu

na sua veleidade de humildade!

Podia ter desistido, porém, foi

além,  esperando  por mais

uma   simples  utilidade.

O  sonhador continua

sonhando com dias melhorando o plano

divino, afinando-se ao velho destino,

num  empanado sino ao velhaco

olhar de um  velho menino.

Assim vai encontrando

outras  vidas em

outros planos,

só porque

sonhar

é viver

mesmo que,

por  engano.

ao passar

dos  anos

com muito prazer.

Como o velho

assim diria:

É sempre bom agradecer

a eternidade terna de cada dia.

jbcampos

Saiba mais…

por que escrevemos?

por que escreve?

agora, não espere que eu seja breve,

posto que  não soubesse  por que escrevo,

e agora me atrevo a dizer o porquê você escreve.

na verdade  nada faço a não ser os traços arrastados

pelos meus velhos dedos encarquilhados à  robô de aço.

mas como já disse antes, e nisso me ponho adiante,

sempre confiante na intuição de dantes

e de  forças extrapolantes.

você é poeta sentimental,

isso é natural ao amante

constante do meio sideral,

esteio natural para extravasar

o seu ideal. você é como eu, escreve

porque assim nasceu sem desejar

ser hipócrita ou fariseu,

escreve  o que é  seu,

embora, o que escreva

seja  dádiva  de Deus.

é por isso que você escreve!

e assim também, escrevo eu.

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por que

escrevo?

de  novo?

porque sou teimoso.

por que escrevo, ou por que bebo

em qualquer canto, por que falo e penso

tanto, por que sou grego, por que o segredo

de ser santo?  por que me dói à junta do dedo?

ou até por ser tonto. por que tantas arapucas? são

milhões de perguntas todas juntas, quais fundem

a  minha cuca... a vida é um mistério levado

muito a sério ou ignorado pelo ignorante do lado,

rico, ou esfarrapado, com pé de ouro, ou pé rapado.

na verdade somos guiados e inspirados

por forças ocultas dos sábios ocultadas

para  ter graça, que a graça divina nos

grassa  ultrapassando  a nossa retina

que  tanto quer enxergar a nossa sina

e às vezes  vê somente as desgraças.

dos olhos, pequenas  meninas a vislumbrar

a vida vinda com  as surpresas elegantes,

às vezes  um fino barbante a nos segurar

nesta vida constante de  dúvidas divinas.

é por isso que escrevo.

jbcampos

Saiba mais…

o primeiro

ser o primeiro

 

que diferença faz entre ser o primeiro ou o derradeiro?

a sensatez pode cobrir a vez daquele que vem detrás!

esperto é ver de perto, embora, destoe de outra visão.

provar ao companheiro;  eis o grande erro que se faz.

é bom ter a lucidez de se enxergar a paz no coração,

sem jamais se importar com o traseiro do seu irmão.

na verdade não se carece de idade para ser inteiro,

basta  entender a semente duma mente não fugaz.

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é bom ter o travesseiro como a melhor companhia,

e ver bastarem as antigas travessuras de cada dia.

auto perdoar-se sem preocupar com outro perdão.

amar-se  como se deve  perdoar o querido irmão.

a ignomínia de adotar o primeiro lugar no pódio;

eis a ilação, podendo ser o seu próprio exódio.

terminar  antes de começar, é a real reação.

ponto final da paz, pertinácia da destruição.

 

paz é sinônimo incondicional de felicidade.

paz é a caridade travestida de humildade,

então  tanto faz chegar à frente ou atrás,

amor-prazer, felicidade que se lhe apraz.

 

“os derradeiros serão os primeiros”

assim falou o Filho do carpinteiro.

ame se for capaz o tempo inteiro

e jamais precisará ser o primeiro.

 

jbcampos

Saiba mais…