Posts de Janete Francisco Sales Yoshinaga (16)

Poetisa

Uma há de vingar!

Plantei as sementes

Elas estão lá e talvez vão brotar

Porém na duvida planto outras em outro lugar!

Sementes são assim, quando você nem lembra mais...

Elas nascem e estão florindo lá atrás!

Assim são os sonhos...

Devemos desejá-los sempre

Porém outros ideais devem ser perseguidos

jogue as sementes...siga em frente

Uma há de vingar

Pois só colhe quem sabe plantar!

 

Janete Sales Dany

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Poetisa

É ASSIM QUE SE FAZ...

É ASSIM QUE SE FAZ...
A voz de um animal analisando os homens:
Que pena eu não ter nascido Humano para me vingar.
Deixaria todos os homens vivos, 

livres e os trataria com carinho.
A maior maneira de se vingar de um inimigo 

é fazer com ele o que ele não faria com você!
É como dizer de um modo bem incisivo: 
É ASSIM QUE SE FAZ!

By Janete Sales Dany

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Poetisa

A arte de ser mulher...

Gosto de vestido decotado...

Rodado e acinturado...

De perfumes com cheiro de flor

Adoro fazer amor!

Dizem que sou frágil

Mas quando mexem com a minha cria

Fico cega, não vejo mais nada 

Deixo de ser delicada, sou então onça brava!

Dá-me prazer ao sentir braços fortes a me abraçar

Amo estar amando...eu sei amar

De ver os olhos de um homem quando me quer

Ah eu me regozijo... nesta amável arte de ser mulher!

Janete sales(Dany)

 

 

Woman Interpretado por el Saxofonista MAYA

 

Link da imagem:

http://blingee.com/blingee/view/117807925-Anne-of-1000-Days

 

 
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Poetisa
 


 

Chove lá fora, e quem passeia está se molhando
Melhor assim, ninguém vê que estou chorando
A ventania inclina o guarda chuva impotente
Queria que arrancasse o pesar da minha mente
 
O mar revolto tem a ambição de inundar a calçada
O meu clamor se emaranha com o da trovoada
A chuva está desabando e parece não ter fim.
Lacrimejo, mas finjo que foi ela que caiu em mim...
 
Sinto que o céu me viu, e se pôs a chorar...
Danço debaixo dele como quem vai se lavar
Choramos, eu e a natureza, e vamos nos fundir...
Quem sabe lá de cima um anjo possa me acudir!
 
Chuva abençoada lave a minha aflição!
Assola o que é ruim e inunda o meu coração
Passeie sobre esta terra que te espera
Acaricie as flores da minha primavera!
 
A nuvem escura no alto ainda persiste
Nem se importa que eu esteja tão triste
A natureza chora e estronda sem medo
Eu choramingo baixinho, e é um segredo...
 
Um arco-íris virá depois do temporal
Logo será visível o meu estado emocional
Sem a chuva não poderei disfarçar a agonia
Direi então que a culpa foi desta poesia...
 
Que criei estes versos fitando uma bela pintura...
Nela a tempestade caia e a tarde estava escura
Que nesta hora fiquei triste e a lágrima escorreu...
E na verdade, o pranto é do poema, não é meu!
 
Janete Sales Dany
Poema@protegido por lei
Registrado na Biblioteca Nacional

São Paulo - Brasil
25/07/2015 as 11:25

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Poetisa

Eu guardo os olhares de medo...

 

Fui coagido a ser guerreiro e deixei minha mãe chorando...

De tocaia consegui surpreender um inimigo

Ele morreu, eu sobrevivi e se a mãe o esperava eu não sei!

 

Quando me chamaram para guerra eu abracei com força o meu filho

Tive que encarar a luta e eu me lembro da primeira granada que joguei

Um homem foi exterminado, e se ele tinha filhos eu não sei!

 

Quando fui recrutado foi doloroso dizer isto a minha mulher

Eu recordo o olhar de amargura, e fui com o coração partido...

Matei muitos homens e se eram casados eu não sei!

 

Fui chamado e vi todos os meus sonhos arquivados.

Não sabia se voltaria e morri aos poucos, mas fui...

Sou um sobrevivente com pesadelos sem fim

 

Na guerra fui pressionado a matar senão morria

Muitos imploraram pela vida a ser poupada, mas morreram!

Venci o combate e perdi a paz; guardo os olhares de medo...

 

Caminhei em lugares destruídos e pisei em cadáveres...

O coração feito pedra, sem compaixão, pois queria viver!

E diante de tanto terror tive que destruir para não morrer...

 

O sangue que escorreu manchou o resto da minha vida

Sou um vencedor que não teve opção a não ser matar

Voltei para a minha pátria e minha família só quer me amar!

 

O inimigo morreu, não voltou para abraçar o filho que ficou.

A mãe dele só tem fotos, e todas molhadas de lágrimas...

O amor que só o esperava perdeu o olhar no horizonte!

 

Eu venci a guerra e posso sorrir, pois sou um herói...

Mas cada vez que piso no chão o rastro é vermelho!

Matei a esperança de muitos para conservar a minha

 

Ganhei aplausos e recebi várias condecorações...

Gostaria que em vez de matar tivesse ido para salvar

Na mão, uma medalha que brilha, porém só me faz chorar!

 .

O ultimo homem que atingi com um tiro certeiro segurava algo...

Fui até ele para ver o que tanto zelava e vi que era uma cruz

E disse antes de morrer: - Queria viver, fiz até promessa para Jesus...

 

Eu guardo os olhares de medo...

 

Janete Sales Dany

Poema@Todos os direitos reservados

29/11/2015 as 18:40hs


T5464793

 

Registrado na Biblioteca Nacional
no livro "Soneto Mar e outras"

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Segunda foto: 

Filme:Sem novidade no Front

(All Quiet on the Western Front)

– 1930 / Diretor: Lewis Milestone

 

Peapaz.ning.com/Grupo/Antologia imagem e literatura
forum topico Eu guardo os olhares de medo

 

 

 

 

 
 
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Poetisa

A ninfa que tem sede de beijo!

 

 

 

 

Um poeta além de amar as rimas tinha uma obsessão por pinturas

 

Sempre ia à feira de artesanato e se deliciava com peças admiráveis

 

Suspirava emocionado ao ver todos aqueles quadros; artes adoráveis!

 

Era apaixonado por um que trazia o desenho de uma ninfa no mar...

 

A importância era alta e finalmente juntou o dinheiro para comprar...

 

Levou aquela obra sublime para casa; na parede do quarto ela ia ficar!

 

 

Naquela noite dormiu espionando aquela mulher de seios descobertos...

 

Sentia algo estranho, os olhos dela pareciam que estavam mais abertos...

 

O barulho das ondas queria rimar; a boca carnuda o convidava para beijar!

 

 

Aquele ser dentro do quadro se movia junto com conchas e estrelas do mar

 

O movimento era delirante; fechava e abria os olhos, e o poeta quis amar!

 

Louco de desejo entrou naquele azul e com furor a acariciou até sangrar...

 

 

Nunca sentira tanta adrenalina na vida; farto das delícias procurou uma saída...

 

A noite inteira aquela ninfa o provocava e a cobiçada fuga ele não encontrava...

 

Uma fêmea que nunca se satisfazia; noite inteira e ainda queria no raiar do dia!

 

 

Ele gritou tão alto que acordou; olhou para o quadro que parecia lhe chamar...

 

Não é que não tinha gostado; foi bom, mas todo aquele exagero que fique no mar!

 

Colocou o quadro da ninfa na sala; deixou aquele azul desnudo ali a descansar...

 

 

Poeta que é poeta precisa poetar; e aquele ser ávido por amor iria atrapalhar...

 

Os olhos dela às vezes dormiam, outras não o esqueciam, querendo provocar...

 

Escreveu uma poesia para aquele azul de desejo: A ninfa que tem sede de beijo!
Janete Sales Dany
São Paulo - Brasil
Obra protegida
 

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Poetisa

No parque desabava uma chuva sem fim...

Este dilúvio perdurava dentro de mim

Árvores frondosas com folhas de todas as cores

O irisado daquele desenho assistia as minhas dores

.

Poucas horas antes, o cenário era diferente...

Em vez de solidão, o lugar estava repleto de gente!

Gritos de crianças que corriam; brincando de esconder...

Um casal se beijando; tinham acabado de se conhecer!

.

O pipoqueiro indagava: – Quem vai querer?

O canto dos pássaros era a canção; aquecia o coração!

Um horizonte de encontros e reencontros era a gravura...

Isto só durou até que chegasse ao céu uma nuvem escura!

.

Presenciei todo aquele momento de transformação...

A chuva que começou a cair abraçou a minha solidão!

Guarda-chuvas abrigavam os que ainda caminhavam...

O parque ficou triste; só eu sei das lágrimas que rolavam!

.

O chão se converteu num espelho; fitei o meu rosto nublado...

Aquele recanto viu o meu segredo e se tornou o meu aliado!

A essência relutava para continuar naquele sonho matizado...

Uma obra; um quadro mágico. O pintor estava bem inspirado!

.

Quem dera pudesse me vestir daquele colorido que inebriava...

Sentir o calor da alma daquela árvore que da chuva me abrigava!

De súbito o parque insigne alvoreceu; o clarão assumiu o legado...

Ignorou as lágrimas do elevado, e do meu pranto derramado!

.

Janete Sales Dany

Brasil - São Paulo

Poesia registrada na Biblioteca Nacional

Registro: 652.761

 

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Poetisa

Uma rosa é a razão...

 

 

Você me enfeitiçou com uma rosa
Ofereceu-me um verso em prosa
O espinho dela feriu a minha mão
O seu amor viciou o meu coração
.
Rosa amarela, branca e vermelha...
Gemido eloquente na minha orelha
Você me possuiu com este perfume
Num êxtase fugaz cheguei ao cume
A rosa que era sutil se fez selvagem
Entusiasmou-se com a nossa viagem
Presenciou a dor que alvejou o amor
As pétalas se abriram ao ver o furor
.
Flor que eu gosto de sentir a textura
De um aroma sedutor; uma ternura!
A rosa branca tranquiliza uma paixão
Quando vermelha, explode o coração!
A exuberância que cresce num galho
De manhã está umedecida de orvalho
Seca ao sol que se eleva no horizonte
Um regalo que nasce do lado da fonte
.
Uma formosura se ainda é um botão
Quando aberta completou a floração
Neste mundo existe muita inspiração
Para um trovador uma rosa é a razão
.

Janete Sales Dany

São Paulo - Brasil

Poesia registrada na Biblioteca Nacional

Todos os direitos reservados

Uma rosa é a razão...

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Poetisa

Soneto Fonte do Amor

 

 

 

Existe um lugar para ser feliz
Éden que todos podem alcançar
Jorram bênçãos do belo chafariz
E lá se vive com a paz no olhar
 
Vejo anjo e vejo rosas, sempre quis!
Jardim encantador que faz sonhar
Em toda parte nasce a flor de lis
Nesta terra também quero morar
Vivemos procurando a amada paz
Eu busco a vida toda, sou capaz
Por lá todo ser tem o seu valor
O preconceito perde toda a vez
Lugar que tanto faz a cor da tez
Quero me alegrar na Fonte do Amor!

 

Janete Sales Dany
Poema@todos os direitos reservados
T5332199
Poema registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional

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Poetisa

Acima de nós reluz a verdade

Vejo luzes intensas que só querem me encantar...
De portes distintos; nem sabem do meu olhar!
Corpos celestes além deste horizonte alienado
Vou andando embaixo deste incrível elevado...

Caminhando pela noite numa estrada sem fim
Deixo o chão lá atrás que se esqueceu de mim
Cada brilho neste céu luzente é uma quimera
Lágrimas lavam o chão e apagam o que eu era

Um gemido ao alto aceso; rubro, anil e dourado...
Potências de bilhões de anos, ouçam o meu brado!
A ilusão de que a altura sublime acate o meu grito
Estou peregrinando no nevoeiro do meu espírito...

Que eu seja reluzente para sobreviver aí em cima...
Sou poeta e chegaria ao clímax ao ver tanta rima!
Quero purificar a alma e reflorescer neste calor...
Posso até morrer no meio de tanta energia e amor.

Tenho uma insistência; quero contar as estrelas...
Todas têm essência; no céu é impossível não vê-las!
Fito o alto e desce um pranto eterno no meu rosto...
Fecho os olhos e peço que expire o meu desgosto!

Respiro o sentimento de culpa ao esquecer a claridade...
Eu sei que apesar da dor acima de nós reluz a verdade
Somos feitos do pó das estrelas que são obras de Deus
Que a luz do céu desça sobre nós e corrija os fariseus!

 

Janete Sales Dany

Brasil - São Paulo

 Poesia registrada na Biblioteca Nacional

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Poetisa

Sem demora vem a primavera; florindo a vida!

Ostentando o branco nas pétalas da margarida

Proporcionando o perfume sedutor do jasmim

Estampando criações primorosas em nosso jardim

 

Botões se abrindo em lugares que só eram solidão

Poetas contemplando o prazer de uma nova criação

Flores ousadas desabrochando no alto da montanha...

Entre as pedras resistentes; ênfase de uma façanha!

 

Nas manhãs toda a sedução está coberta de orvalho...

Ramos coloridos enfeitam aquele velho espantalho!

O belo colibri se embevece com a dádiva desmedida

Se delicia com o néctar da flor que lhe foi oferecida

 

A existência parece que começou a ter mais sentido...

Um cenário colorido; canto de anjos no meu ouvido!

A fantasia vai se aprofundando neste mundo de cores

A fé e as dores; na beira do abismo nascem as flores...

 

O cenário da natureza doando mensagens de conforto...

Mostrando que tudo se renova e nunca vai ser morto!

A primavera sempre vencerá toda a morte que sofreu

O que está ausente semeou uma energia e não morreu!

 

Nossos sorrisos são flores que ficarão para eternidade...

Independentes de tudo; irão superar as tempestades!

Em cada um de nós persevera a essência de uma flor...

A eficácia da esperança que desafia até mesmo a dor!

 

Janete Sales Dany

 

Brasil - São Paulo

Poesia registrada na Biblioteca Nacional

Registro: 652.761

 

 

 

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Poetisa

Eu fito as estrelas de perto!



Caminho na direção do horizonte
Liberdade é beber água na fonte
Carrego o orgulho do que eu sou
Muitos perguntam aonde eu vou

Prezo o meu pai; amo o meu filho!
Não me desvio jamais deste trilho
Nas noites escuras e outras de lua
Você já me viu caminhando na rua

O meu olhar dissimula um sofrimento
De ver que muitos teimam um silêncio
Como adormecer o terrível holocausto?
Pensamentos que me deixam exausto

Observo que ainda há tanto preconceito
Meu coração se revolta ansioso no peito
O certo mostra que não segue em frente
Padeço com as lágrimas da minha gente

Elimina toda angustia minha Santa Sara!
Confio e sei que ela não nos desampara
Sigo apesar de toda esta constante luta
Eu jamais irei desviar a minha conduta

Deves saber quem eu sou e sem engano
Coragem e fé há no meu coração cigano
O meu ânimo se exprime no céu aberto
Desta forma eu fito as estrelas de perto

Janete Sales Dany
Registro: 624465

Todos os direitos reservados
Poesia Registrada na Biblioteca Nacional


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