Posts de JOÃO Pereira Correia FURTADO (55)

PAZ PAZ PAZ

PAZ  PAZ  PAZ

 

 

Pela janela uma réstia de sol

A semana de trabalho já começou
Zelemos que seja de PAZ e Progresso…

 

Para o mundo encontrar a PAZ
A PAZ tem que viver no homem
Zéfiro de esperança acalenta a semana…

 

 Para cada sorriso infantil mil desejos

Amor e carinho e muita esperança

Zunindo no mundo como uma bandeira hasteada!

 

João Furtado

 

15 de Setembro de 2014

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DOIS AMIGOS


Pior que viver de uma agricultura de subsistência, é vive-la numa ilha martirizada pela natureza, onde a chuva não poucas vezes “esquece” da sua visita anual. Não poucas eram as crianças, já com dois e mais anos e que nunca tinha sido molhadas pela natureza.
O José e o Antonio viviam numa ilha assim, entre carestias e alguma benesse divina lá foram crescendo. Quantas vezes a fome diária era esquecida com um pouco de “grogue” e a noite, sem onde dormir, pois até o caminho de casa esqueciam, abraçados numa esquina passavam a noite.
A terra era de esperança, anualmente, quando as nuvens teimosamente juntavam sobre a ilha, umas vezes para anunciar a aproximação da esperada chuva, outras vezes para desgraça dos agricultores, gastarem até o último tostão numa sementeira “em pó” ¹, a espera da água enviada por Deus. Vezes sem conta, dias depois a Ilha era visitada por prolongados ventos do leste e as nuvens eram afastadas.
A pior é a noticia que chegada pouco tempo depois. Os pescadores informavam que houve chuva e muita chuva, mas no alto mar.
-Não conseguimos pescar nada, a chuva e o temporal não nos deram o sossego necessário para uma pesca.
O pescar precisa de uma disposição e nervos de aço, esperar tempo indeterminado até que o peixe caia no engodo e engula uma isca e com ela o traiçoeiro anzol…
Mas não é da Ilha, nem das armadilhas do mar que quero aqui perpetuar, mas sim do José e do António. Num dos dias em que o António conseguiu acordar a tempo, o José continuava a dormir que nem uma pedra, se a pedra tivesse a capacidade de roncar… O António até insistiu para o acordar, mas desistiu.
Deixou-o a dormir e foi andando. Passou pelo “lugar” de uma viúva de nome Belmira. A Belmira estava na sementeira, embora a chuva ainda não tivesse caído nem uma única gota. Era a sementeira “em pó”. E como estava com falta de trabalhadores, resolveu para ao António para cavar a terra. Este estava fraco e com fome, mas fez de tripas coração e pegou na enxada. Trabalhou a custo até ao fim do dia e conseguiu ganhar um dia de trabalho.
Mal recebeu foi procurar o amigo, onde o havia deixado a dormir, mas, não o encontrou. Perguntou por ele. Mas ninguém sabia nada sobre o José.
-Ele passou por cá, eram dez horas – Disse uma vendedeira – Ele queria “um dez” mas comigo é assim, “dinheiro na mão, costa no chão”, sem dinheiro não há grogue.
Ele continuou a procurá-lo, perguntou e perguntou, mas parecia que o José sumira. O António esqueceu-se de comer e de beber. Esqueceu-se de tudo, menos do José.
A noite já ia longa, quando ele chegou a uma das muitas praias que rodeavam a ilha. Cansado, com fome e a tremer, por falta de álcool, habitualmente tinha no sangue. Viu um corpo estendido na praia. Aproximou-se e deitou ao lado. Não conseguiu reconhecer quem era…
No dia seguinte foram encontrados, dois corpos abraçados e sem vida. No bolso de um deles estava o correspondente a um dia de faina. Era o António e o outro… O outro era o José, dois amigos inseparáveis, que num dia aziago, separaram por algumas horas na vida!
João Furtado
Praia, 09 de Setembro de 2014
¹ - Sementeira “em pó” – Semear antes de iniciar a chuva, bem próximo da época chuvosa, porá aproveitar toda a gota de água.
₂ -  “Um dez” – Um copo de grogue (aguardente de cana).
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O MEU MELHOR AMIGO É VOCÊ

Meu amor de longa data
Você é a minha melhor amiga
Seja o que de mim você diga
Minha certeza em ti é perfeita
Na minha ou na sua doença
Você e eu estamos lado a lado
Se preciso de amor ou cuidado
Você, meu amor é minha esperança
Amor, pediram-me para escrever
E o tema e sobre um amigo verdadeiro
Tenho alguns, mas você é única de puro oiro
Você mulher e amor é o meu tesouro
Habituei-me ao seu lado e por você ver
O mundo que é nosso e onde aprendi a viver
João Furtado
Praia, 09 de Setembro de 2014
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A RAZÃO DA INCOMPREENSÃO



Foi apenas uma lágrima
E foi tudo que por ti tive
Tu que tua vida sacrificaste
Sem pelo menos saberes porque
Foi
Um estrondo e uma queda
No vazio do nada
E nada mais
Porque a vida
Inocente no interior do avião
Foi
De repente suspensa
Nem tempo
Nem nada
Foi
Apenas a razão de incompreensão!
João P. C. Furtado
Praia, 17 de Julho de 2014
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OUTRA RAZÃO

OUTRA RAZÃO



Não ouvi
Entendi
Estava muda a televisão
Apenas vi
A criança a morrer
E é a guerra
Uma brincava
E outra a correr
Será que fugia
Ou apenas
Parte de brincadeira
ERA
A guerra
E o terror
Que
A razão justifica
Que a morte
Abraça
Duas crianças
Apenas brincavam
   Em PAZ com elas mesmas
João Furtado
Praia, 17 de Julho de 2014
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A satisfação plena do marco atingido. É o que aconteceu ontem comigo. No lançamento de SÃ LOUCURA houve uma loucura, uma sã loucura. O livro fala muito de mim e do meu pequeno mundo e ontem o dia rodeou a minha volta.

Com um programa quase irrealista de lançamento chegamos a Assomada com um atraso de 10 minutos. O público não era muito, já tinha sido alertado pelo meu amigo professor Daniel Medina, mas como sempre achei que ia conseguir a inversão do já considerado um facto consumado, enganei-me, não muito, pois tive uma casa bem composta, não o que expectava, mas o que foi possível.

Levei para Assomada a minha amiga Antonieta Lopes, o grupo de teatro “ UMBRELLA TAPA TXUBA”,  o grupo de musical “RABOITA” e... Deixei para o fim, o grupo musical de São Domingo. Deixei para o fim propositadamente. Há quase dois anos escrevi um poema inspirado num acontecimento muito triste. A morte de uma prima da minha mulher e, sobretudo, minha amiga.    

Nas cerimónias fúnebres dela as conversas, que habitualmente são sobre as qualidades do defunto ou da defunta, foram todas à volta do filho, que batizei de José. Todos perguntavam por ele e falavam dele. Uns em monossílabos, que para nós é como se falassem tudo e mais alguma coisa. Ele foi um grande ausente e como era filho único, mais se notou a central ausência. Eu sabia que muito do que diziam era injusto, já fui correio do José por várias vezes... Não era verdade que ele nunca dava noticias, mas como existe vários “José” em que as vicissitudes da vida foram superiores as saudades enormes que se sente da nossa terra e se desligam... Embora sofrendo diariamente...  Assim nasceu o poema “JOSÉ NEN NOBA NEN NOTISSIA” escrito no crioulo e transformado pelo grupo de São Domingos na composição.

Ontem ouvi a uma das mais belas composições, sou suspeito, mas com tanto aplauso e pedido de bis, resta esta conclusão.

Um pouco ofuscado com a música tivemos uma representação invejável dos outros dois grupos. O do teatro, “ UMBRELLA TAPA TXUBA”. Fez uma bela peça onde fundiu duas das crónicas do livro “Sã Loucura” e o grupo “RABOITA” presenteou-nos belas e melodiosas musicas.

Por fim, terminou-se com uma curta metragem de Mario Almeida, um amigo meu, “A RAPARIGA”. Ninguém teve coragem de sair, muito embora a fome já fizesse as suas exigências. Dava ideia que todos desejavam transformar a sala de espetáculo da Universidade de Santiago da Assomada numa enorme tenda!

João Furtado

Praia, 29 de Junho de 2014

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VOU PERDER OU GANHAR O TEMPO A ESCREVER

Hoje despertei com o som do pardal
Quis dormir de novo... Mas é o galo
Tem direito ao seu canto... Afinal
Pobre de mim, quem sou para julga-lo?
Vou perder ou ganhar o tempo a escrever
E imaginar os cantos, o que querem dizer?  
Certamente por Afeganistão rezam
Onde dedos se perdem por se votarem
Ou por Iraque as bombas não param
E demonstram a cultura do homem
Que vê na violência a suprema força
E para a paz e o amor não se esforça
Talvez rezam por aqueles que morrem
Sem saberem por que pagam com vida
Para causas estranhas que desconhecem
E por alguém ou grupo... Reivindicadas
Como se a vida perdida fosse um troféu
E a alma não pertencesse ao Deus do Céu!
Talvez queiram me dizer que lógica
Tem este mundo para tanta guerra
E tanta destruição e tanta crítica
Quando se podia rir e com a guitarra
Tocar e cantar o amor e a saúde e a paz
E ao irmão de abraçar ser enfim capaz!
João Furtado
Praia, 18 de Junho de 2014
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Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde

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FALTAM-ME O CORPO E O CALOR DA MINHA AMADA

Enquanto na copa a redonda bola
Leva gente para teu Brasil enorme
Eu medito neste calor que esfola
Sobre esta terra e o seu perfume

Terras e povos pelo mundo existem
Mas este é o meu com os seus defeitos
Mas com as suas virtudes também
Que alimentam o orgulho nos peitos

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AO SANTO ANTONIO PEÇO A INSPIRAÇÃO

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AO SANTO ANTÓNIO PEÇO A INSPIRAÇÃO

 

Meu amor apetece-me namorar

Hoje mais um dia de namorado

É sempre bom e melhor amar

E por meu amor ser mui amado

 

Ao Santo Antônio peço a inspiração

E assim te escrever uma quadra

Que te leve o que trago no coração

Certamente de Deus a sublime obra

 

Lá fora aquele Pardal belamente canta

Claro que de amor à sua bela amada

Queria eu ter arte e engenho do Poeta

E como ele cantar à alma desejada

 

A todos que se elevam no amor

Hoje desejo um bom e apaixonado dia

E a ti de quem sou cativo do amor

Digo-te que continua aquela nostalgia

 

Ela é de saudades o único fruto

E tu afirmativamente único remédio

Não descansarei e por teu amor luto

E acredita teu beijo é acalento necessário!

 

João P.C. Furtado

Praia, 13 de Junho de 2014
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Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde

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EU E O PARDAL E A CONVERSA

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EU E O PARDAL E A CONVERSA

Hoje que me sinto tão macambúzio e triste
Eis que tu Pardal chegas tão contente
Choro prantos por meu amor ausente
E das noticias por ti dadas do Continente

Néscio e virado para teu próprio umbigo
Não sabes das novas do Continente velho
Que deviam te encher de mais puro orgulho
No Oriente a PAZ tenta vencer o mal antigo

Um Santo tenta mostrar a coragem da PAZ
E consegue colocar na mesma Oração
Diferenças que muitas guerras fizeram
E surge um ósculo que julgava-se incapaz

Não te entendo Pardal barulhento
De que falas tão excitado e empolgante
É da Palestina ou outra parte do Oriente
Que de tanta guerra estou pouco atento

Lá onde foi fundado por dois Irmãos
Que a Loba felizmente deu os seios
Já falo com certezas e sem receios
Plantaram a Oliveira e dará os frutos

Mais não digo senão as esperanças renascidas
Nos homens fazem-me esquecer da miséria
E acreditar que as meninas presas na Nigéria
Brevemente serão todas libertadas

Sonha Pardal, vai sonhando amigo Pardal
Que eu espero apenas por meu amor
Que me trata o alívio para esta dor
Que a ausência dela é a causa inevitável

João Furtado
Praia, 11 de Junho de 2014
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Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde

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MOSTRANDO AO CABO VERDE O SEU TRILHO

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MOSTRANDO AO CABO VERDE O SEU TRILHO

 

 

Sou das Ilhas de Cabo Verde

Terras verdes de esperança e nome

Estou neste arquipélago verde

Porque escorraçado fui pela fome

 

Foi no longínquo ano de quarenta e sete

E num qualquer e incomodo cargueiro

Nunca senti Cabo Verde tão presente

Hoje Cabo Verde é tal este coqueiro

 

Hoje cinco de Julho é o dia da Independência

E eu que sou apenas um serviçal anônimo

Vou fazer deste coqueiro a haste da história

Onde vibrarei o destino e também o meu ânimo

 

...

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  http://joaopcfurtado.blogspot.com/2014/03/cabo-verde-feminino-no-livro-terra-e.html

Se pudesse escrever
Um poema de amor
E no poema de amor
Cantar o meu amor por ti….
Mulher de Cabo Verde
Inda que com dor
Ou com tristeza
Ou simplesmente sem alegria
Cantaria o meu amor por ti,
Mulher de Cabo Verde
Se pudesse escrever
Com alegria e morabeza
Com morna e coladeira
Com batuque e funana
Cantaria o meu amor por ti
Mulher de Cabo Verde
Com cola e contra-dança
Tu mulher de cabo verde
Com tabanka e festivais
Escreveria o meu poema por ti
Mulher de Cabo Verde
E no meu poema,
No meu poema, no poema
Que não sei escrever,
Que nunca poderei escrever….
Se pudesse cantar, cantar a tua beleza
Tu mulher crioula, tu mulher Cabo-verdiana
Ai se eu fosse poeta….
Escreveria o meu poema por ti
Mulher de Cabo Verde

Tu mulher de são Antão
Tu crioula bonita e exótica
Tu mulher de montes e vales
Te cantaria no meu poema
Se soubesse escrever
Ai se eu fosse poeta…
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
Se eu fosse poeta
E escrever soubesse e pudesse
Te cantava e escrevia…
Escrevia um poema onde
Tu mulher citadina
Tu mulher que passas as noites
As belas noites de luar
A volta da praça, num vira e vira
Tu mulher de Mindelo
Tu São - Vicentina cosmopolita
Tu mulher da cidade de Mindelo
Como te cantaria, se soubesse ser poeta!
Mulher de Cabo Verde
Se eu pudesse escrever
E fazer um poema
Te escrevia no meu poema
Tu mulher de Boavista
Tu que entre dunas e areias
Imaginas e sonhas o amor
Do marinheiro encalhado
Que jamais voltou
Tu bela e mui desejada crioula!
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
E tu Mulher do aeroporto
Salgada morena crioula
Doce contraste do sabor
Ai se eu fosse poeta
Te veria antes que quaisquer turistas
E te pintava na minha tela
Em palavras que não sei escrever
Tu do Sal a minha crioula
Ai se eu fosse poeta…..
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
Crioula e morena
Filhas do grande Chiquinho,
Poeta de nome e fama
Como dizer porque não vos escrevo
No poema que não faço
Se tu mui vezes fostes
Sem duvidas inspiração
Nas noites e nos dias inspiradores
Dos muitos poetas que a ilha já teve
Tu mulher de são Nicolau
Como não cantaria o teu amor
Se eu fosse poeta?
 Ai se eu fosse poeta e soubesse escrever….
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
Se soubesse escrever,
Ai se soubesse escrever
Maio, minha querida ilha esquecida
Tua mulher cantava sem dúvidas
E fazia dela o meu amor
Morabeza e formosura
Pequena ilha, mulheres bonitas
Ai se eu fosse poeta….
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde

Tu Santiago, tua mulher Badia
Formosa esquia e trabalhadora
Batucadeira e mãe, lavadeira
E peixeira, mulher de vida dura
No campo a enxada
Na Praia o balaio e a rabidança
Se pudesse cantar e escrever
Um hino te faria
Tu Badia do meu coração
Tu meu amor de sempre,
Tu minha mulher badia querida
Como te cantaria se eu fosse poeta
Ai se eu fosse poeta……….
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
E tu mulher de Fogo
E tu mulher de Brava
Escaldantes mulheres bonitas
Dum lado o Vulcão e do outro o Cismo
Loucuras não vos faltam
Mulheres crioulas e doces e quentes
Mas como escrever
Se não sei e nem sou poeta!
Se eu fosse poeta
Ai se eu fosse poeta…
Escreveria, podes crer que escrevia
Ai se eu fosse poeta………
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
Tu mulher que não existes
Que nunca exististe
Tu mulher de Santa Luzia
Tu que és a minha imaginação
Formosa negra e morena
Sereia dos cantos e das lendas
Nas noites de luar
Coroada em ouro
E banhada no azul celeste
Tu mulher que não existe
Tu mulher da ilha despovoada
Santa Luzia, mulher da minha imaginação
Ai se eu fosse poeta, te escreveria e cantaria
Tu da desértica ilha despovoada!
Ai se eu fosse poeta…………
Escreveria o meu poema por ti!
Mulher de Cabo Verde
Se pudesse escrever
Um poema de amor
E no poema de amor
Cantar o meu amor por ti….
Mulher de Cabo Verde
João Furtado
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix 
Embaixador de Poetas del Mundo para Cabo Verde
Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
CABO VERDE FEMININO no livro A TERRA E A GUERRA PELA PAZ Vol-II
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MÃES DA NIGERIA

 

  
Tão calado estás meu amigo pardal
Desde ontem que finges dormir
enquanto todos estamos a rir
O que aconteceu contigo de tão fatal?
Poeta néscio, louco e sem tino
Venho do continente, da grande Nigéria
E vi as mães com lágrimas na miséria
Tão sofrido e lastimável é o seu destino...
Que vou eu ser agora ser poeta por hora
E dizer que... As mães choram e não calam
Suas filhas as escolas foram e não voltaram
Estão sendo violadas e perderam a honra...
Quem as levaram só conhecem o ódio
E não sabem que elas só queriam aprender
E para a luta de sobrevivência defender
Encontraram o rapto e não têm remédio...
Que ideal pode ser tão turvo e pobre
Que não enxerga no amanha o futuro
E pratica castigo tão maléfico e duro
Para uma causa tão pouco nobre?
São duzentas as filhas a serem violadas
E são quinze às vezes por um triste dia
Ninguém pode consolar as mães da Nigéria
Que por dia quinze vezes se sentem violadas...
João Furtado

Praia, 10 de Maio de 2014
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix 
Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
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BOM DIA ÁFRICA

 
Á  África acorda e recebe neste teu dia
B  Bom dia velho e misterioso Continente  
C  Clareia o dia e o sol desaponta no horizonte
D  Daqui deste teu arquipélago sinto tua alegria
E  Estou a meditar em ti, minha África minha
F  Foste, és e serás sempre da humanidade o berço
G Gente tua cheia de canseira e esforço
H Há muito tempo por outros mundos caminha
I  Infeliz e triste  e sem rosto e sem dignidade    
J Já sem nome e  mil vezes chicoteada
L Levantou  cidades e campos e foi maltratada
M  Mas o Sol trouxe para tua gente a liberdade...
N  Nas várias Repúblicas erguidas sentiste-te orgulhosa
O  O que leva tua gente às intermináveis guerras
P   Para África... Diz tua gente para ver os campos e as serras
Q  Que te faz linda e bela e rica e misteriosa e luxuriosa     
R   Reclama África reclama o respeito pela tua mulher e tua filha
S   Sentir teu menino e tua criança com medo e com ódio
T   Ter teu seio a sangrar... Será que não existe para ti o remédio?
U  Um  continente como tu, a PAZ é a sina e a desejada maravilha!
V   Vou esquecer por hoje as cativas e as violadas na Nigéria
X   Chamar para o alto a tua beleza e o teu caloroso clima...
Z    Zéfiro de esperança no amanha em ti, a Vida aclama!
Y  “Yes we can” numa África de paz e amor e sem miséria!
João Furtado  
Praia, 25 de Maio de 2014
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix 
Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde
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PARA DJELINE

http://joaopcfurtado.blogspot.com/2014/06/para-djeline.html
PARA DJELINE

Menina bonita e querida
Feliz dia eu te desejo amor
Cheio de alegria e humor
Neste dia de mais um ano de vida

Continua, meu bem, a crescer
Cada dia que passa outro melhor
Que se apresenta cheio de cor
Para tu linda menina viver

Tu sabes que estas no meu coração
Pequena Djeiline grande filha
Coração de ouro… Que maravilha
Continua para o bem a estender tua mão!

Parabéns e feliz e perfeito aniversário
Que mil vezes apareça e cheia de festa
Com saúde e sabedoria e tudo que presta
E que o futuro seja de certeza e muito brio!

João Furtado
Praia 03 de Junho de 2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com/2014/06/para-djeline.html

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