Posts de JOÃO Pereira Correia FURTADO (55)

ANO NOVO NOVA IDEIA

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ANO NOVO NOVA IDEIA

A tradição, o costume e o uso
Não é o mesmo aqui e acolá
O ano se renova e com ele os desejos

Naturalmente tenho meus desejos
O primeiro é que a PAZ reine por fim
Ver o noticiário durante 365 dias
O grosso ser a guerra já não consigo suportar

Não sei qual será o segundo desejo
O planeta merece continuar azul e lido
Vou pedir sem que respeitemos a Terra
Agredir a nossa Terra é como fazer uma guerra…

Imagino um mundo com mais saúde
Desejo que sejamos todos mais saudáveis
Espero que não tenhamos surtos de Ébola
Infecções ou outros males principalmente
A cura metal e que vejamos um irmão em cada irmão!

 

Praia, 15 de Dezembro de 2014
João Pereira C. Furtado
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SANTO NATAL

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SANTO NATAL

N Nestes dias até se torna bastante benevolente
A A caridade parece em todos, muitíssimo evidente
T Tem-se a concórdia e a Paz e a festa na mente
A Até esquecemos algumas graves desavenças
L Lembramos e tentamos curar as nossas doenças…

S Sinceramente continuo pessimista com os humanos
A Andamos a destruir este belo e único Planeta
N Na procura insensata de tudo que de graça
T Temos recebido da Natureza… Onde está a meta?
O O que iremos deixar para os nossos filhos e netos?


João Furtado


Praia, 14 de Dezembro de 2011

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LAIS MARIA MULLER MOREIRA

 

Lindo dia de sol de Dezembro
A menina nasce e é Lais Maria
Imaginado o nome e posto
Sabiam, sei que sim, ela será poetisa…

Mais uns anos não muitos
A certeza se confirma
Rima com primor
Inspira que nem as Musas
A obra tem sensibilidade única

Mas hoje é deve ser cantada
Um música deve ser poesia
Lembrar que neste dia
Linda poetisa e amiga fiel
Entrou pela porta grande ao mundo
Regou e rega e regará a terra com poesia…

Menina Lais Maria Muller Moreira
O meu desejo é com certeza desejar você
Rico dia de festa cheio de amigos
E que este dia repita mil vezes e seja protesto
Impar de alegria e de convívio na PAZ
Respeito e saúde e muita inspiração e imaginação
A hora é de “PARABÉNS A VOCÊ… Longos e perfeitos anos de vida!

 

João Furtado

Praia, 12 de Dezembro de 2014

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O NATAL DO JOAQUIM

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O nome da avó era Matilde e do menino era Joaquim. Ele e a avó Matilde moravam no campo, numa localidade rural da Ilha de Santiago chamado Rui Vaz. 
O Joaquim tinha apenas oito anos, mas era ele que tinha a responsabilidade de sustentar a casa. Ele levantava cedo e ia buscar água no burro. Graças a Deus, ele tinha um burro. Depois ia dar palha a única cabra que tinha e milho as quatro galinhas e um galo. Se fosse tempo de “as águas” ia tratar de roçar ou semear ou mondar conforme a época... As duas coisas que um menino de oito anos devia fazer eram estudar e brincar, o Joaquim não tinha tempo. 
O Joaquim não tinha tempo para estudar nem para brincar. 
Havia meses que a avozinha Matilde havia se adoecido e não podia fazer nada. Ela estava cada vez mais fraca. Os vizinhos ajudavam, mas cada família estava verdadeiramente mais preocupada com os seus próprios problemas, que não eram poucos.
O pior aconteceu, era uma sexta-feira triste de Dezembro, triste e coberta de nuvens cinzentas. Era na noite de Natal. Havia muita festa em todas as casas, menos na casinha pobre do Joaquim. A avó Matilde estava a delirar, ia morrer...
O Joaquim chorava, gritava e rezava, mas ninguém ouvia. A noite era de festa e de Missa. Uns tinham ido a São Domingos que era a localidade mais perto ouvir a Missa de meia noite. A Missa que anunciava o nascimento de Jesus. Outros estavam a preparar os bolos e as comidas próprias para a data.
Apenas uma casa vivia a tristeza da vinda da morte e da separação da única família que o Joaquim tinha. A casa do Joaquim. 
No momento em que o Joaquim desesperado caiu por terra num sinal de impotência e resignação, ele ouviu uns toques suaves na porta. Nem perguntou quem era. Disse apenas:
-Por favor, entre, venha me ajudar!
Um homem velho e de cabelos brancos entrou e aproximou-se e disse:
-Joaquim, meu filho, que posso fazer para te ajudar?
-Senhor salve a minha avó, é única pessoa que eu tenho no Mundo!
-Meu filho, ela tem que partir, é a lei da Vida.
-Mas Senhor, eu não tenho mais ninguém neste mundo. Como irei ficar sem ela?
-Tu tens-me, meu filho. Também tens o teu pai. Não sabes, mas ele pode te ajudar...
-Senhor, nunca eu vi o meu pai, nem sei quem ele é. 
-Ele vai aparecer, vem dorme. Descansa aqui na minha perna.
-Sim Senhor!

O Joaquim ajoelhou-se e colocou a cabeça sobre a perna do velho e estranho visitante. Adormeceu. 
E foi assim que o pai dele o encontrou meia hora depois... Era quase Meia-Noite...

O pai do Joaquim, cansado com a emigração havia resolvido regressar. Chegou e encontrou a mãe falecida sobre a cama e o filho ajoelhado a dormir, com a cabeça sobre a almofada. Na noite de Natal.

João P.C.Furtado
Praia, 30 de Novembro de 2010
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NATAL FELIZ PARA TODOS

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NATAL FELIZ PARA TODOS

N - Neste NATAL de um Ano tão sofrido
A - Amor, Paz e união há todos desejo
T - Tenho que recordar de Manuel de Novas
A - As suas belas musicas natalícias
L - Lamento sua morte e paz a sua alma!

F - Falar de Natal é falar de vida
E - Esperar do mundo a compreensão
L - Ler nos olhos das crianças a alegria
I - Imaginar todos como irmãos neste mundo
Z - Zelosamente guardados por Deus nosso Pai!


P - Pois é assim que desejo a todos
A - A mais caridosa quadra natalícia, este ano
R - Reparados de todos os males da vida
A - Alguma riqueza também e muita paz, repito!


T - Também quero ter esperança de
O - Ouvir no fim do próximo ano vindouro
D - De todos a certeza que foi melhor que
O - O ano epidémico que vivemos possa
S - Ser recordado pelo bem e pelo amor!



João Furtado

TERÇA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO DE 2014

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ANO VELHO, ANO NOVO

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ANO VELHO, ANO NOVO

 


Antes de falar do Ano Novo
Quero falar do velho
Nada melhor que o espelho
Para ver quão foi turvo…

Continuaram as guerras
E fizeram execuções
As noticias apertaram os corações
E os homens foram feras…

Se continuar o longo rosário
Terminarei já o novo será velho
E a Páscoa já terá o seu coelho
A boa vinda não será necessário

Mas tenho tempo de falar do tempo
A Mão Natureza dá graves sinais
E só os entendem os irracionais
Os humanos cultivam o corpo

São cheias que tudo levam
E lava em rio de lume e enxofre
O sem nada cada vez mais pobre
Pois casas animais e hortas perdem…


A saúde continua muito doente
A cura é uma longe miragem
Na África Ébola deixa a imagem
De quanto o homem é impotente!


Para o 2015 que espero da vida?
Que a PAZ seja a pura realidade
Menos e muito menos vaidade
A compreensão. A amizade seja Preferida!


Que 2015 seja ano de poesia
Onde se oiça a música do bem
E as crianças todas tão bem
Cuidadas sejam um futuro de alegria

João Furtado

Praia, 09 de Dezembro de 2014
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RESPOSTA PARA Gilberto Nogueira de Oliveira

G ente assim também existiu

I nfelizmente nas roças ouvi dizer

L embrança de infância algo ficou

B em... Com o tempo chegaram

E ergueram bandeiras mais belas

R esplandecente o sol também

T eve razões para sorrir um pouco

O dinheiro este continuo tão pouco, tão pouco...

N ada na barriga ela continuou vazia

O açoite acabou e o trabalho livre

G entilmente só quem queria e podia

Ú nica certeza é que nem com ele

E muito menos sem ele para se viver

I nfelizes eles sonhavam com a Ilha

R espiravam e suspiravam com o regresso

A inda continuam a respirar e a suspirar... É LONGE E ILHA!

O ntem chegaram quatro e para... dizem

L embrança e matar a saudade

I nfelizes não viram nada do que deixaram

V er 1947 em 2014 é obra de magia

E vão regressar... Tudo está diferente

I nfelizmente as raízes deixadas verdes

R essequidas e mortas estão há anos
A s poucos restantes olvidaram a memória!


Praia, 28 de Outubro de 2014

João Pereira Correia Furtado

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A Chuva

Chuva pode ser benéfica, fresca e renovadora,
mas também se for num temporal, destruidora!
Chuva pode ser um bálsamo que nos refresca,
Ou porém, uma má tempestade que não presta!

Chuva pode trazer ao seco deserto, a renovação,
Todavia pode causar uma enorme devastação...
Chuva pode acabar com a fome do pobre povo,
Ou pode destruir e ter que recomeçar de novo.

Chuva é que a estéril terra que aguarda, fecunda,
Chuva é que se infiltra nas montanhas e aí funda,
As correntes de onde nascem os ribeiros e rios...

Nas cascatas a chuva dá gargalhada que inunda
De trinados, arco-íris, e faz da tristeza moribunda,
Em trovejantes colunas ou ténues e elegantes fios!

 

Arlete Piedade

Santarém, 22 de Outubro de 2014

 

A CHUVA

Aqui a gota de céu é esperada Amiga Arlete Piedade
Mais que uma fortuna é uma imperiosa necessidade
Rezam o padre e o Bispo que Deus de nós tenha piedade

No ano que pouco ou algum cai dos Céus abençoados
Canta o agricultor e dança a mulher já esperançados
Com a Misericórdia que seus males foram acalentados

A angústia aparece sempre que não seja suficiente
E prevê-se a segura que a planta mostra quase demente
Nos gados e talvez na humana criatura carente

Quando por Deus esquecidos do castigo simplesmente
E dos céus a chuva chega muita diluviana e abundante
Leva tudo as casas e animais e estradas e a frágil ponte

Ficam as lágrimas e os gritos e os choros e a doença
E compreensivelmente resta no homem a esperança
De pegar na enxada e reconstruir com perseverança


 TUDO DE NOVO NUM VICIOSO CICLO DA VIDA

Nem sempre e tão mau há ano bom e nada mal
A chuva não é tão pouca nem diluviana e fatal
Ano de festa na colheita e promessa matrimonial

É neste ano que o agricultor suspira com esperança
Põe nela toda a fé e reza a Deus e Santos com crença
E sonha ter casa e esposa amada e uma bela criança!

João Pereira Correia Furtado
Praia, 22 de Outubro de 2014

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POEMA REAL E VIRTUAL

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É neste branco papel em branco
Que te escrevo meu poema virtual
E tudo que aqui se vê nada é factual
É neste mundo virtual que me tranco…

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E tu minha vida e meu nobre amor
Que este papel vez e por magia
Vez e lês poema e cheia de alegria
Não sabes e nem imaginas a minha dor

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É uma dor muito certa e muito real
De poder escrever na imaginação
E ser intentado por teu nobre coração
Que sabe ver no nada um poema virtual

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Mas um dia a minha dor irá passar
E escreverei com uma caneta de ouro
À ti meu único e rico e belo tesouro
O poema real e virtual de quem sabe amar!

 

João Pereira Correia Furtado

Praia, 21 de Outubro de 2014

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A MORABEZA

A MORABEZA


Cabo Verde tem uma palavra
A MORABEZA ela é tudo e mais
Bem e Paz e amizade e saber receber
O sorriso crioulo de simpatia são morabeza

Ver no dicionário não é preciso
Ela a Morabeza de tão humilde
Recusou-se a se expor a comparações
Deixou-se ficar cá nas Ilhas comodamente
E… Com certeza vive também na nossa emigração!

João Furtado
Praia, 16 de Outubro de 2014
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O PROFESSOR TOMÁS

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A Chácara fica entre Reboque e Madre-Deus. Tenho na cabeça a estrada. Estou fora a 25 anos. Há mais de 30 anos que não piso a Chácara. Não levei saudades, quando saí da casa do meu cunhado. A única coisa que queria era esquecer aquela parte da minha vida. Quis passar uma borracha sobre tudo e iniciar a vida. Como se era possível esquecer tudo. A Chácara era sempre a subir. Fica na berma da estrada da Trindade, as casas situavam, quase todas, do lado direito de quem sobe. No outro lado praticamente não existia casa. Era naquela berma que eu andava. Ia sempre a pé. Mas também eram apenas um ou dois quilómetros, a distância entre a Preparatória e a casa. Diariamente subia e descia para ir a escola e regressar à casa.

 

Diariamente passava por um homem, o Tomás. O Tomás estava sempre de tronco nu e vestia apenas um calção. Não tinha s mais nenhuma roupa. As vezes usava gravata, sem camisa, sem mais roupa alguma que não fosse aquele calção. Estava com uma trotineta, duas rodas de madeira atadas a uma tábua e um guiador, uma bicicleta de madeira, o diâmetro das rodas erapequeno.Aquele instrumento é muito conhecido e usado pelos miúdos e Tomás era um adulto.

 

Dois anos antes, quando estudava a segunda classe, no Santo António do Príncipe. A minha professora Maria Vaz, que estava grávida, tinha que tomar licença pré e pós-parto, por isso seriasubstituída. A licença era de pelo menos doismeses e não podíamos ficar sem aulas durante todo aquele tempo.

 

Foram buscar, para substituí-la, o Tomás. Ele era militare gostava de dar aulas. Aqueles dois meses foram muito bons. Guardo na memória, dois meses de aulas ao ar livre. De uma espécie de acampamentos diários, de redacções verbais,de exercícios físicos prolongados, de desportos sem fim. Estávamos encantados com o professor. Tão encantados que nem a preferência doentia dele pelas raparigas nos afectou. Ele havia transformado os deveres em divertimentos.

 

Dois meses passaram rápido e o nosso professor provisório teve que dar lugar a nossa Maria Vaz, custou um pouco entrar no novo ritmo, mas lá conseguimos. E ele, o Tomás, pouco tempo depois voltaria para São Tomé e eu nunca mais ouvi falar dele até o ver na Chácara.  

 

O meu cunhado me contou um pouco da história do Tomás, quando lhe disse que o havia visto e que ele estava maluco. O Tomás era o orgulho da família. Era único que havia estudado, a mãe dele o via melhor e diferente de todos. Mas precisamente melhor de todas. É que não há bela sem senão e o senão do Tomás era conformar-se e seguir as riscas os conselhos da mãe.

 

Amãe do Tomás o havia proibido de namorar, de arranjar amigos, de tudo. Não o deixou seguir carreira militar. Assim que o tempo obrigatório terminou, disse-o para sair. Quanto a namorada, devia ser ela a escolher uma para ele. Porque podia, ele o Tomás, rapaz de vinte e tal anos, ser facilmente enganado.

 

Não tendo alternativa, senão seguir os doutos conselhos da mãe, dado o respeito que tinha por ela e a timidez mais do que evidente, foi se tornando cada vez menos social. Em menos de um ano, já estava sem amigos e sem ninguém, com apenas uma mãe idosa…

 

-O homem é um animal sociável e não consegue viver isolado! – O meu cunhado havia sentenciado.             

 

Sempre que via o Tomás e notava a indiferença com que todos por ele passavam, eu me revoltava. O Tomás foi meu professor. Esteve no Príncipe e era professor de segunda classe.Sempre alegre e bem disposto. Ia sempre fardado e engravatado. Era impecável e parecia que vestia assim, tão imaculadamente, para impressionar os colonos e as meninas. Ele estava sempre com sapatos bem polidos e roupas limpas e engomadas. O Cabelo bem cortado e as barbas aparadas. Ninguém conseguia ver nele algo errado. O Tomás era um Narciso, no verdadeiro sentido da palavra.

 

Ninguém conseguia ver no Tomás da Chácara, o Tomás professor e militar. Eram duas pessoas distintas. Das imaculadas fardas restava apenas uma gravata rasgada e suja. O cabelo e a barba mais pareciam os de Bob Marley. O rosto barbeado e limpo estava enlameado. O perfumado cheiro havia dado lugar a um odor nauseabundo.

Da culta conversa que mantinha com os colegas de profissão, tanto na tropa, onde ele era sargento, cargo difícil de chegar, dada a concorrência dos da Europa, como na escola onde ele era professor primário de segunda classe restava o silencio comprometedor. O Tomás, professor e militar, esse ficou apenas na minha memoria.  A mesma memoria que guarda até hoje a imagem daquele homem semi-nu sobre a sua trotineta a comer fruta-pão com os dedos, todo sujo da cabeça aos pés. Nãoresisti! Sem dar por mim, duas lágrimas corriam-me face abaixo.

 

FIM

João Furtado
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PROFESSOR PASCOAL

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Recordo-me do esforço que as primeiras letras
E depois…Junta-las e formar com elas simples palavras
Ti dei… E a alegria vivida com a alcançada vitória...

São muitos anos, quase meio século, passados
E teus, o certo e o errado, conselhos dados
São o meu guia, são os barómetros do que eu faço…

Fazer de professor e ensinar os meus filhos
Lembras da tua frase,” os adultos são espelhos…”
Deves ter ouvido dos teus… Tenho tentado ser, enfim
O teu espelho… Mas não cheguei a ser professor
Apenas no dia-a-dia posso mostrar e o teu exemplo e o teu favor!

Praia, 23 de Abril de 2012
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A LENDA DE NELSON MANDELA

Naquele tempo, depois de ser abolida a escravidão e a alegria enchia a terra
Eles, os mais poderosos, sempre orgulhosos e sedentos de riqueza e poder
Lentamente criaram uma nova divisão entre os homens, pela cor da pele
Sentiu-se mais no sul da África, num pais chamado África de Sul
Os da cor branca chegaram a achar que eram melhores que os da outra cor, foi quando
Nasceu um homem que se sentia livre e igual a todos os homens

Mesmo depois de ser preso e separado de toda a sociedade, para não falar
A sua alma livre e nobre continuou tão livre que compreendeu até quem
Num desesperado ato de perseverar o apartheid, era assim que chamava aquela
Doutrina que separava homens, mulheres e crianças pela cor da pele
E tanto falou e mostrou que todos éramos e somos iguais e devemos ser
Livres perante o Deus, a Justiça, a dignidade, a educação e a saúde que venceu... E...
Assim nasceu mais uma lenda na África e chamou-se NELSON MANDELA!



João P. C. Furtado

Praia,15 de Janeiro de 2014
Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix
Embaixador de Poetas del Mundo para Cabo Verde
Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde   

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MEU NOME NA INFANCIA

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MEU NOME NA INFÂNCIA


Jamais neguei que ainda choro
Os meus olhos vertem lágrimas
A minha infância? Chorei certamente
O que lembro dele leva a crer que sim!

Perdi e ganhei brinquedos eram poucos
Estudei o que as circunstâncias permitiram
Roto e quase nu andei vestido nas ruas
Eu só tinha sonhos de um dia ser um ser
Imaginei o futuro e vi nele sempre o presente
Raramente tive sapatos ou sandálias só pobreza
A fome não tinha, a Ilha era verde e cheia de frutos

Como chovia o dilúvio diariamente ou quase
O meu corpo tiritava de tanto molhado
Roxo de molhado e de falta de roupa
Raramente, repito, tinha mais que um calção
Então vinha o sol e secava para próxima chuva
Imensa e rápida no tempo e no espaço
A chuva que a minha mãe desejava que fosse na terra dela….

Foi assim a minha infância e a minha mágoa
Um alto e baixo interminável, até na chuva
Recebia e era molhado por uma que devia
Ter caído numa terra muito distante
A terra que aprendi a conhecer e a viver
Desde menino, a minha terra que eu não conhecia
O estrangeiro chora quando vive na terra onde nasceu!  
 
João Furtado
Praia, 14 de Outubro de 2014

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CANCER É NECESSÁRIO PREVENIR


Caminhava ela e andava ele corríamos alegres
A doença era uma miragem pensávamos nós
Nada sentíamos e nada fazia-nos prever de nada
Certa manha por teimosia de uns amigos fomos
E era apenas para um rastreio de rotina fazermos
Revelou-se… Estamos com câncer e nada sentíamos…  
          É NECESSÁRIO PREVENIR!
João Furtado
Praia, 13 de Outubro de 2014
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A ALMA E O CORPO

A ALMA E O CORPO

A minha alma cansada do eterno ócio
Bravo e nobre e esmero Vento Leste
Consegue à garupa se montar e tal
D. Quixote de la Mancha disparar
Envolve na paixão jamais vivida
Forma informes pensamentos
Gesticula danças divinas até êxtase…
Havia uma fogueira no centro
Imagens e sombras entrelaçadas
Jamais o Morfeu foi tão longe com o Hipnos
Levando minha alma imaginar tão alto
Mas de repente a realidade vem para  
Neste corpo ocioso a minha reclamar novamente
O ócio latente que me faz sentir impotente
Perdido no labirinto de Hades
Que me faz sentir o nada em que
Reduz a vida de uma alma vagabunda
Sempre presa num corpo amordaçado…
Terei um dia asas como tu Vento Leste
Unicamente para sair desta cadeia e….
Voar, voar e voar tal Ícaro enamorado pela luz  
Zarpar rumo aos céus na certeza de viver a eterna liberdade!
João Furtado
Praia, 10 de Outubro de 2014
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AS VOGAIS NOSTÁLGICAS

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AS VOGAIS NOSTÁLGICAS


A  Abro os olhos… E o sol desaponta no horizonte
É  É madrugada, os pássaros cantam, estão no monte
I   Imagino que namoram, é alegre e lindo o canto
O  O meu coração se embala e neste meu canto
U  Um misto de alegria e tristeza me evade, é nostalgia… 

 

A  A nuvem cobre o sol e a sombra me envolve
É  É nostálgica a imaginação que me move
I   Insurge em mim a minha passada infância
O O tempo que valorizava insignificâncias e sentia
U Um misto de poder e de alegria… Nostálgicos momentos

A A guerra se existisse não era no meu mundo
E Eu era uma ilha com um coração seduzindo
I Imensidão do nada que era a minha pequena ilha
O Onde não tinha a tecnologia e a paz era a maravilha
Ú Única do acordar ao som do papagaio e dormir ao relento!

 

A A morte vinha pela doença ou pela feiticeira
E E a velhice era a escola que parecia certeira
I  Imagino debaixo daquelas árvores enormes
O Mais velho contanto história dos nossos costumes
U Um respeito nobre que o tempo tecnológico levou…

    

João Pereira Correia Furtado

Praia, 01 de Outubro de 2014


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Embaixador Universal da Paz - França - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Delegado da U.L.L.A. em Cabo Verde

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JOANITO FURTADO

JOANITO FURTADO

 

Já vejo nascer no horizonte o sol brilhante

O meu amigo Pardal canta e encanta

A razão é mais um pardalito inocente

Nasceu e retrocedo anos e anos são trinta

Imensa foi a minha disposição, estava contente  

Tinha nos meus braços o meu primogénito

O menino Joanito Furtado, belo e perfeito

 

Fui num dia 25 do mês de Setembro

Um dia como hoje e há trinta anos

Recordo a minha alegria…Ah se me lembro…

Tão parecidos somos eu e tu pardal nestes momentos

Ao meu filho rezei e pedi que Deus, nosso Senhor

Desse-lhe Inteligência, Sorte, Paz e fosse digno de Amor

O pedido, trinta anos depois é o mesmo, Senhor…

 

Praia, 25 de Setembro de 2014

João Furtado

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SEM MEDO DE VIR A TER MEDO

A Terra, este planeta Azul
Belo e talvez único com vida
Continua a clamar pela PAZ
Deseja viver no Amor
E na solidariedade humana
Fazer escolas e hospitais
Gerar o Pão e fabricar o Vinho
Hoje é 21 de Setembro
Internacionalmente o dia da Paz
Já escutei o mundo e tive
Kilos e quilómetros de decepções
Lamentavelmente até em nome de Deus
Muitos continuam a matar
Naturalmente as armas proliferam
Ondas de dinheiro são gastos enquanto
Povos e povos procuram como sobreviverem
Quantas lágrimas por estúpidos ideais
Realidade ela é apenas uma e única
Somos iguais e merecemos na verdade
Todos nós alcançarmos a PAZ e o Amor
Um lar e uma razão de ter esperança no amanha
Viver no “País da Maravilha” que é a Terra
Xales para as mulheres e fraldas para as crianças e
Zanzando alegremente sem medo de vir a ter medo!  

 

João Furtado
Praia, 21 de Setembro de 2014

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