Posts de Isabel Cristina Silva Vargas (175)

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PÁSCOA, MENOS CHOCOLATE, MAIS REFLEXÃO

           

PÁSCOA! MENOS CHOCOLATE,MAIS REFLEXÃO                                                      

                                                                       Isabel C S Vargas

 

 

              Basta sair à rua, ler, jornal, ou receber encartes de estabelecimentos comerciais para ver o forte tom apelativo ao consumo.Muito pouca mensagem de fundo espiritual, religioso, aludindo ao momento a ser comemorado.
             Claro que chocolate é bom. Motivo de perdição para alguns que se revelam dependentes.Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar.Mas não pode, ou não deve ser só isto.
            Há muito que digo que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.
            Não é possível ignorar que quando há crianças na família e eles ainda acreditam em muitas coisas mágicas, como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, não dá para deixá-los sem o presente que lhes abrirá um lindo sorriso no rosto e fará brilhar seus olhos.

 A fantasia na idade certa é saudável e lhes dará muitas lembranças maravilhosas, que passarão aos outros quando estiverem crescidos e nós, possivelmente, estaremos vivos somente em suas lembranças e seus corações. Talvez estejamos assegurando nosso quinhão de imortalidade, afinal somos humanos.Que saibamos lembrar do significado da Páscoa, que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, não refletimos (é para isto que serve a quaresma, preparação e reflexão) que o façamos agora.
              Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.
            Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos na comunidade que vivemos.
O amanhã é nossa responsabilidade.
Que os ensinamentos DELE, estejam sempre vivos no coração de todos.

 

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A vida e as Estações

O sol aparece e levanta meu ânimo. Aquece minha alma e clareia as manhãs de minha vida, tão gélidas durante o inverno. Gosto do sol como gosto da primavera. Tudo parece mais proporcional, sem exageros, dando a dimensão exata para as coisas. Temo os exageros. Podem causar grandes alegrias como também grandes dores. E estas são mais intensas. Não conseguimos arrancar do peito. Posso dizer que o outono também é belo. Bom de viver, porém não tem o encanto e o desabrochar da primavera. Esta é mais esperançosa. Prenuncia coisas novas. Induz à renovação. Já o outono nos dá um sabor meio amargo. É mais nostálgico. É como me sinto agora, no outono de minha vida.

As folhas são como meus cabelos. Não tem mais o vigor de antigamente. A sensação que tenho no outono é que coisas piores acontecerão. Não gosto do frio. Assemelha-se ao meu espírito nos piores dias, quando não consigo antever nada de bom. Tenho a sensação de perda. O inverno e o verão, embora opostos me dão idéia de juventude. Ambos são plenos, intensos. Vejo neles os exageros da juventude. Inconseqüentes, irresponsáveis. Denotam coisas que podem ser avassaladoras, que podem explodir inesperadamente. Ao pensar neles revivi meus anos de juventude. Povoados de sonhos, de encantamento e também de incertezas. No verão rememorei a época em que não tinha medo de desnudar o corpo e a alma. No inverno recordei os momentos em que temerosa dos atos praticados ou na incerteza do futuro me encolhi com medo de enfrentar as agruras da vida. Acharei um momento em que conseguirei equilibrar isto tudo dentro de mim, sem exageros e sem medo e que me permita apenas viver e ser feliz?


Isabel C S Vargas

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SER POETA II

 

 

 

Sentir, entender os sentimentos

Saber expressá-los com arte

Com rima, métrica e ritmo

É o que faz um poeta?

Pode ser esta sim a tarefa poética

Mas poesia não é tarefa técnica

É missão.

É profunda devoção à vida.

Ser poeta é transmutar a dor

Em ensinamento, aceitação

Compreensão dos fatos existenciais

Da vida e da morte,

É encantar-se com a semeadura e a colheita

Com o sol e a chuva

O céu, a terra, os mares e os lagos

Com a calmaria e as tempestades

É ter sentidos aguçados

E um amor que se encanta

E se expande  a todas as maravilhas da criação.

 

 

Isabel C S Vargas 

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MULHER

 

Substantivo feminino singular

Menina, adolescente,jovem, senhorita

Mulher,esposa, consorte

Cônjuge,dama, senhora

São tantas as definições,

Que exprimem situações

Condições  ou aspirações

Até mesmo  decepções

Mas será que exprimem

A essência da mulher?

 Em geral nascemos para amar

Cuidar, proteger, amamentar.

Somos fortes, aguerridas e bravas

Na defesa de nossos rebentos

Somos companheiras, cúmplices

Donas de casa, profissionais,

Por opção ou imposição

Libertas no pensamento

Nem sempre nas condições humanas

Por isso ainda existem Amélias

Pela dedicação integral

Outras tantas Marias

Da Penha pelos maus tratos

De Nazaré pelos filhos tirados

De Fátima pelos milagres realizados

E outras tantas pelo mundo encontradas.

Conquistamos espaços,

Outrora negados ou

Sequer imaginados

Alcançamos respeito

E amor próprio e

Por amor –até impróprio-

Percorremos longa estrada

Todos os dias do ano

Ao longo da vida inteira.

Por isso ganhamos - não de graça-

Mas à custa de muita raça

Um dia todo nosso

Para  muito pensarmos

E a nós todas dedicarmos.

 

 

 

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