Posts de Isabel Cristina Silva Vargas (174)

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RAIO X SOCIAL

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            A violência e a insegurança são características da sociedade atual, não só nos grandes centros urbanos como em cidades de porte médio.

            Constatam-se episódios de violência gratuita no âmbito familiar, escolar, na comunidade em geral, nas periferias mais empobrecidas e até nas zonas mais distantes como na zona rural.

            Verifica-se intolerância, preconceito, discriminação, banalização da violência contra a mulher, crianças e idosos retratados na mídia.

            A delinquência juvenil já atinge camadas de idade muito inferiores às que atingiam antigamente, tanto que se intensificam discussões sobre redução da maioridade penal.

            O que fazer para tentar inverter este quadro caótico de destruição da família, desrespeito aos seres humanos, às minorias, de destruição do meio ambiente, da falta de responsabilidade social de alguns segmentos da economia, de ausência de políticas públicas mais eficientes para resolver os problemas de saúde, de erradicação do analfabetismo, do trabalho infantil, de acesso dos jovens ao mercado de trabalho, da garantia de um trabalho digno para todo cidadão, para a valorização e inserção dos idosos na sociedade, para possibilidade de acesso à escola pública por aqueles que estão à margem da educação, tanto jovens quanto adultos? Pois não vejo saída a não ser através da educação, mais precisamente da Educação em Direitos Humanos desde a mais tenra idade, para que se modifiquem mentalidades, se valorize mais o ser humano, independente do seu aspecto físico, da cor de sua pele, da religião que professe, da sua ideologia política, opção sexual ou condição sócio-econômica. É educação para a tolerância e aceitação da diversidade.

            Tem que haver, sobretudo, coerência entre a concepção individual e a prática diária, quer no âmbito da família, no ambiente profissional e nas relações sociais. É importante preparar gestores, professores, servidores para que se invista a curto, médio e longo prazo na reversão do quadro de exclusão senão como será o futuro das famílias à margem do consumo, da escola e dos bens materiais mínimos para a garantia de uma sobrevivência digna e não humilhante ou ultrajante como de muitos que convivem com animais na disputa diária por um resto de alimento. Que futuro teremos se não mudarmos totalmente os paradigmas de uma infância e adolescência que convivem em um ambiente que banalizou a violência, a morte, a corrupção, a destruição dos valores morais e éticos, que são sustentáculos de uma sociedade organizada.

            É necessário persistir na transmissão, vivência, e incorporação de princípios básicos para o exercício de uma cidadania plena e preservação da liberdade, proporcionando a cada um, desde cedo a livre manifestação de sua opinião, sem que para isto seja necessário violência, confronto e desordens, que podem servir de pretexto para a instauração de meios cerceadores desta liberdade, usados em tempos não muito distantes e que ainda hoje, em algumas situações parecem institucionalizados na medida em que se mascaram situações, distorcem-se fatos, subestimando a inteligência e compreensão do cidadão comum. Comum mas não simplório ou ingênuo.

            Esta educação a que me refiro passa pela reafirmação de valores transmitidos inicialmente na família, reforçados na educação formal, na convivência social, além do reconhecimento de sua significativa importância para a valorização do ser humano, aceitação das diversidades e formação integral das futuras gerações que necessitamos seja capaz de restabelecer na sociedade a equidade, a justiça e a paz.

Isabel C S Vargas

Brasil

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VALE A PENA CULTIVAR O BOM HUMOR

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              O excesso de afazeres diários, a competição no trabalho, problemas financeiros, de saúde, próprio ou de familiares, desajustes afetivos, desemprego, violência urbana são alguns motivos causadores de estresse, mau humor e enfermidades sérias, em decorrência disto.

            Como enfrentar estes dissabores e ainda ter bom humor?

            Estudos na área médica comprovam ser o bom humor e o riso importantes auxiliares no tratamento de enfermidades bem como na prevenção delas.

            Muito riso libera hormônio que dá a mesma sensação de bem estar proporcionado por atividade física. Em virtude disto já surgiram grupos que atuam em hospitais trabalhando com a terapia do riso, como auxiliar no tratamento e recuperação de crianças enfermas.

            Vale a pena ressaltar que bom humor não é compor um tipo sarcástico ou não levar nada a sério, ficar só caçoando dos outros ou contando anedotas. Vai além disto.

            Pessoas tristes, depressivas, angustiadas, aquelas que guardam mágoas, rancor, podem com esta atitude baixar a imunidade do organismo e com isto ficarem mais vulneráveis ao desenvolvimento de doenças graves.

            Profissionais altamente competitivos, com acúmulo de cargos e funções, incapazes de usufruir de folgas, de relaxar também são sérios candidatos a desenvolverem certas patologias.

            Diversos estudos com indivíduos de atividades e gostos diferentes comprovam que aqueles que possuem mais capacidade de desenvolver o bom humor, tendem a viver mais e com melhor qualidade de vida.

            O bom humor é uma característica das pessoas que vivem de maneira mais leve, cultivam atitudes de cortesia, gentileza, são hábeis em desenvolver emoções positivas, recordam com mais freqüência os momentos bons que vivenciaram, procuram transmitir serenidade e esperança para aqueles com quem convivem.

            São pessoas que tem atitude positiva diante dos pequenos – à vezes nem tão pequenos-dissabores do dia a dia, que procuram cercar-se de pessoas que apresentem tipos de comportamentos positivos, que não ficam só falando de problemas, tragédias, medos, e que conseguem perceber o lado mais claro, mais positivo ou mais divertido das situações vivenciadas. Não é por acaso que a paródia mostra o outro lado do drama.

            Há dados que apontam para o desenvolvimento de câncer por pessoas altamente negativas, fechadas em si mesmo, taciturnas e deprimidas.

            Em contrapartida outros indicam que o riso, a exteriorização de alegria, felicidade, manifestações positivas diante de acontecimentos vivenciados reduzem o estresse, aumentam a criatividade, reduzem a dor, a pressão sangüínea e aumentam a imunidade.

            Assim, vale mais apostar no sorriso, na leveza, na tolerância e na alegria para viver mais e melhor.

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                                   ISABEL C S VARGAS

                                    PELOTAS/RS/BRASIL

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EXERCÍCIO DE HUMILDADE

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                A cada dia que passa temos oportunidade de aprender com as pessoas,com os acontecimentos.Estar aberto para este aprendizado é saudável.

            Muitas vezes somos pegos nas armadilhas de nossas próprias vaidades. Então, é bom parar,pensar,refletir,reavaliar antes de seguir em frente.Não podemos ser tolos a ponto de acreditar que tudo sempre vai ser como nós queremos, que todas as peças vão se encaixar tal como num quebra-cabeça.O fato de algo não sair como esperamos,pode ser um sinal para nos despertar,para fazer com que olhemos mais atentamente para nós mesmos e à nossa volta,para que ampliemos nosso raio de visão.Este momento deve ser a oportunidade de pensar que ainda temos muito a crescer, evoluir,para depois tentar dar mais um passo novo com mais conhecimento e segurança.

            Sempre gostei de estudar,de ler, de escrever,de aprender com as pessoas.Custei muito a perceber que sou daquelas pessoas que gostam de gente, de se relacionar, de ouvir,de ampliar círculos. A troca que se estabelece é um fator de enriquecimento.O convívio com o diferente,a aceitação  e o reconhecimento da multiplicidade de opiniões,valores,crenças,conhecimentos é sempre uma forma de exercitar a sabedoria e a humildade.

            Passei anos, após a aposentadoria, com os sentimentos, o conhecimento e os relacionamentos embotados, atrofiados, pois sem me dar conta fui me afastando das pessoas, à medida que me afastava dos grupos que pertencia. Sem perceber estava indo contra minha natureza, minha maneira de ser. A falta de contato com as pessoas nos deixa cada vez mais isolados, amargurados e doentes.

Só percebi estas coisas, depois de uma mudança de comportamento. Escrevendo parece que as coisas tornam-se mais claras. Elaboramos melhor nossos sentimentos reorganizamos os pensamentos, deixamos para trás coisas que já não servem mais.

            Libertar-se do que nos incomoda é maravilhoso. Melhor ainda, quando isso começa a nos proporcionar maior aceitação,mais carinho, motivação, auto-estima, valorização.

            Aí, então,é que caímos em pecado.Ficamos vaidosos.Passamos a correr o risco de ficar só alimentando nossa própria vaidade,até que algo nos mostra que não é bem assim.

            Tenho recebido, como já disse, muito apoio,muito reforço positivo,emails, recados,atenção por parte de pessoas que gostam do que escrevo.Há alguns textos que foram lidos e utilizados em grupos de convivência,em grupos de estudos, reuniões.

            Lógico que isso me envaidece. Não seria falsa a ponto de negá-lo. Estimulada por tudo isso, pela fase que estou vivendo agora, tentei novos desafios que não se concretizaram.

            Não sou daquele tipo de pessoa, que vulgarmente se diz que fica dando tiro no escuro, isto é, tenta tudo em tudo que é área, para ver se um dia acerta.

            Tenho procurado ser coerente, ao longo de minha vida, procurando fazer as coisas de acordo com meu gosto pessoal, minhas aptidões, minha área de trabalho e quando me julgo preparada para tal, entretanto isso não nos dá garantia de que os resultados sejam aquele que esperamos.

            É justamente por isso que o alerta está sendo válido, por propiciar a reflexão, para rever posições, e me mostrar que não devemos nos acomodar. Temos que nos aprimorar sempre antes de dar um novo passo e não ver só a porta que se fecha, mas as múltiplas possibilidades que se abrem com o questionamento que somos levados a fazer.

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            ISABEL C S VARGAS

            PELOTAS/RS/BRASIL

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NINHOS

3541920056?profile=originalAposentos especiais, tecidos por seres amorosos para abrigar preciosidades.

Pessoas, sonhos, conquistas, lembranças. Local onde amadurecem esperanças desenvolvem-se aprendizados que possibilitam cada habitante, um dia empreender sua jornada pessoal e outro ninho formar em um ciclo interminável.

         A princípio é tudo muito ralo. Sem consistência material. O que existe em abundância não se quantifica por peso nem por valor monetário. O patrimônio é imaterial: O desejo de construção conjunta. Dois seres frágeis começam a tecer o casulo que abrigará os rebentos que se transformarão em coloridas borboletas, capaz de alegrar por sua simples existência, extasiar pela fragilidade ou pelo encantamento do bater de suas asas.

Tudo é novo e significativo. O ninho se forma com uma infinidade de pequeninas coisas amalgamadas na vivência que se constituirá em um repositório de ensinamentos capaz de fortalecer cada um dos seres nos momentos de tempestade.

            Já vi ninhos de uma fragilidade exterior espantosa, porém aconchegante como útero materno. Entretanto observei outros que pela suntuosidade os tornou intocáveis e gélidos.  Outros cujas frestas criadas pelas rachaduras da intolerância, do desamor

 e da violência possibilitaram a fuga daqueles que se sentiram sufocados onde deveriam se sentir acolhidos.

            Ninhos verdadeiros são lugares de alegria, sorriso fácil, leveza, de ajuntamento espontâneo. Lugar de parada e de permanência. Porto seguro nas intempéries emocionais ou físicas.

            Eles tem sentido pelo que transmitem sem palavras – ou com elas também- mas muito pelas sensações como toque suave de mão, o prazer de um leito macio, o cheiro de fruta madura, o alimento preparado com doçura.

            Traduzem-se no descanso de um banho quente, em uma música relaxante, no relato dos momentos vividos.

            Para mães, o ninho se completa no barulho da chave na fechadura e no mais sonoro e maravilhoso som que se pode ouvir. Mãe cheguei.

            Quando estes componentes obrigatórios desaparecem os ninhos deixam de existir e ao invés de serem âncoras que seguram nos vendavais passam a ser lugares onde os que ficaram viram fantasmas de si mesmo indecisos entre abrir a porta e fugir ou trancar-se, numa vã tentativa de não ver o tempo passar.

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                                                                        Isabel C S Vargas

                                                                        Pelotas/RS/Brasil                           

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HOMENS

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“Homens e mulheres devem ser iguais no direito à oportunidade de desenvolver plenamente suas potencialidades, mas, definitivamente não são idênticos nas capacidades inatas.”

                                                                Allan e Barbara Pease

 

               Quando discorremos sobre homens ou mulheres, não é raro começar a apontar falhas, defeitos, ou ter atitudes discriminatórias. O que ocorre muitas vezes é a falta de percepção ou não reconhecimento de características próprias de cada um, que não implicam em defeito ou sinal de menos inteligência ou valor. Torna-se necessário buscar as origens para tentarmos entender os fatos, o aqui e o agora e estabelecermos uma percepção que nos permita uma visão mais clara para não incorrermos em constantes erros ou falácias.

            Valho-me de opiniões de autores abalizados para fundamentar meu posicionamento. Os autores supra citados falam no uso dos hemisférios para justificar diferenças óbvias entre homens e mulheres. Um usa a racionalidade, o outro a emoção.

             Içami Tiba os denomina de homem- cobra e mulher- polvo. Isto baseado nas características inatas de cada um. Já viram homens fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo? Nada excepcional. Coisas tipo cuidar do almoço no fogão, colocar roupas na máquina de lavar, atender ao telefone e ainda olhar o tema da escola do filho que pede socorro e atenção, tudo isto simultaneamente? Impossível não é? Mas não se trata de má vontade, burrice ou falta de atenção com a esposa ou companheira. É preciso entender as características que ao longo dos séculos se incorporaram à genética.

            Eles tinham que ter o olho aguçado, certeiro para conseguir abater a caça e trazer o alimento para a família. Inclusive sob pena de desmoralização se não o fizessem. Em contrapartida, elas deveriam alimentar a prole, vestir, plantar, cuidar dos idosos, zelar para que os remanescentes no local não se perdessem ou se afastassem enquanto os homens estavam fora, considerando que um descuido poderia resultar em um ataque de animal feroz, captura por inimigo ou outras coisas desastrosas pelas condições inóspitas dos lugares de outrora.

            Aos homens cabia uma função diferente das funções femininas o que implica, invariavelmente, em desenvolvimento de habilidades diversas. Responsabilidades diferentes, porém não menos importantes.

            O erro que persiste até a atualidade é supervalorizar um em detrimento do outro e atribuir valores diferentes aos gêneros.

            O ideal, o correto e justo é igualdade nas diferenças. Isto implica em respeito.

            Com a  revolução industrial, acesso ao mercado de trabalho pelas mulheres, divisão de tarefas, a conduta masculina vem se modificando. Com isto já não se vê mais as típicas e simplórias expressões: “Isso é coisa de homem” ou “Isso é coisa para mulheres”.

            Os homens deixaram de se enquadrar naquele estereótipo durão que não chora, e outras tantas coisas tolas. Homem chora sim, cuida de filho, troca fralda, faz mamadeira, vai ao parquinho, penteia cabelo das suas filhas, ouve suas reclamações, conta historinha, brinca de boneca ou de super-heróis e ainda encontra tempo para descansar a armadura e andar de quatro no chão para o filho montar em suas costas. Nos intervalos entre a tarefa profissional, o ser pai e ser marido, ainda é capaz de  passar aspirador de pó na casa, ir ao super ou fazer um churrasquinho no final de semana para aliviar a esposa. Há os que ainda levam flores, chocolate ou perfume. Enfim, desenvolveram a sensibilidade e as potencialidades femininas. Sem qualquer ironia ou gozação nisso, creio que as pessoas, independente de sexo, quando amadurecem desejam viver bem e isso inclui despojar-se do egoísmo natural.  Daí surge essa atitude de companheirismo e partilha.

            Evidentemente não somos tolos de achar que isto é unanimidade, pois ainda temos uns tantos brutamontes que se não tivessem um resquício de temor da lei, ainda arrastariam as suas mulheres pelos cabelos como na época das cavernas. Há aqueles que em função do álcool ou das drogas,  espancam a cada bebedeira, namoradas, filhos, esposas, mães e pais idosos. Ora, racionalizemos, então. Bons e ruins, santos ou demônios, traiçoeiros ou fiéis, crápulas ou honestos são adjetivos que cabem em qualquer ser humano, independente de gênero.

            Assim sendo, dá para darmos um voto de confiança aos homens, cuja cotação no mercado feminino  geralmente  se encontra  em alta.

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                                       ISABEL C S VARGAS

                                        PELOTAS/RS/BRASIL

 

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CONSIDERAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO

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As ações, a vida, o exemplo, as obras são o que convertem o mundo.

Padre Antonio Vieira




Podemos considerar que o processo ensino-aprendizagem foi eficiente se foi capaz de formar sujeitos críticos, autênticos, dispostos a transformar realidades e não apenas bons receptores de conteúdos passados e assimilados sem maiores reflexões sobre o contexto em que se produziram, sua relação com o desenvolvimento da sociedade como um todo e sua repercussão e/ou conexão com o presente, de modo que ele seja capaz de se posicionar de forma crítica.

É mais fácil o aprendizado quando parte de coisas mais próximas do cotidiano do aluno, de situações que ele facilmente identifica e entende, portanto há que se considerar as circunstâncias, as vivências, a situação familiar, econômica e social para a partir delas levá-lo a questionamentos.

O professor tem que ser mais que um simples transmissor de dados. É necessário que ele estimule o pensamento, a análise, a comparação, a partir do que está sendo apresentado e a realidade do aluno. Imbuído de sua autoridade pedagógica tem de ser mais do que alguém que discorre sobre determinado assunto, mostrar que vive suas convicções, levando o aluno a formar as suas, baseado na observação e na análise crítica. Ele tem de ser exemplo, tem que falar uma linguagem na qual o aluno identifique respeito, sabedoria, comprometimento, verdade.

O aluno não pode funcionar como simples receptáculo de um saber despejado sobre si. Tem de ser considerado como agente, um transformador em potencial, muitas vezes oriundo de realidades totalmente diversas, com fortes heranças culturais. O educador tem de ser capaz de lidar com estas diferenças, inclusive diferentes linguagens (que por ser diferente, não significam que são erradas), não pode alimentar preconceitos, discriminações.

Deve estimular a interação da escola com a comunidade o que certamente contribuirá para a formação de cidadania democrática, envolvendo a todos no processo.

O educador não pode ter como objetivo resultados iguais, não pode desejar
padronização em se tratando de educação, posto que deve considerar diferenças individuais, além de respeitar o ritmo próprio.

Não podemos esquecer que uma boa educação passa também pela valorização do professor.

A educação tem que levar o aluno a pensar, a refletir, a formar conceitos, ao discernimento, em última análise, aplicando o que foi elaborado para alterar sua própria realidade, visando inserção e crescimento. Através da educação realmente transformadora (geradora de paz social) ele é capaz de ascender socialmente, modificar todo um contexto e viver melhor com maiores e melhores oportunidades de realização pessoal e profissional.

 

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                                ISABEL C S VARGAS

                                PELOTAS/RS/BRASIL

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CÍCERO E A AMIZADE

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Cícero nasceu próximo de Roma, em 106 a.C. Político, jurista, orador, filósofo com uma vasta e importante obra. Exerceu influência na cultura ocidental.
Através da narrativa de diálogos de seus pares passa as seguintes noções sobre amizade:
 O primeiro fundamento da amizade é a simpatia recíproca;
Na amizade tudo é verdadeiro e espontâneo;
Independe de laços de parentesco.
A amizade é uma unanimidade nas coisas divinas e humanas e se faz acompanhar de afeto e benevolência.
Com exceção da sabedoria, a amizade seria o que de melhor os deuses teriam legado ao homem.
A amizade envolve confiança, alegria vincula-se ao amor, como já dito anteriormente e não a benefícios pessoais.
A amizade se estabelece quando existe auto-estima o que gera relações saudáveis e positivas.
É fruto da reciprocidade de afetos. Há desprendimento, solidariedade, generosidade. Exige cuidados. As verdadeiras são eternas.
Pressupõe respeito, honestidade, tranquilidade, lealdade, amabilidade. Não estabelece diferença. Cria laços de doçura. Coloca em um mesmo plano os desiguais.
É possível perceber que tanto o assunto sobre envelhecimento como sobre a amizade já discorridos há dois mil anos atrás, permanecem atuais, com ensinamentos ou constatações perfeitamente válidas.
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ISABEL C S VARGAS

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BALANÇO DE VIDA

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              Muito tem sido falado, escrito, e mostrado sobre os novos paradigmas da velhice, ou terceira idade, ou como muitos gostam de dizer, Melhor Idade. Eu, particularmente, questiono a denominação de Melhor Idade. Creio que a melhor idade é aquela em que nos sentimos mais felizes. O sentir-se feliz é uma questão de predisposição interna, de modo de encarar e viver a vida. Isto pode ocorrer em qualquer idade, mas esta percepção, normalmente acontece na maturidade.

            Na maturidade costumamos fazer um inventário dos lucros e prejuízos ou como diz Lya Luft das Perdas e Ganhos ocorridos no decorrer da vida.

            Nesta época de mais equilíbrio e sensatez é possível, com serenidade, constatar as perdas que começam pela aparência (interiormente parece que elas não ocorrem com tanta intensidade), com os cabelos que começam a embranquecer, as manchas na pele, sinais, dificuldades de visão, de mobilidade, audição e até certo desânimo para quem passa pela síndrome do ninho vazio ou aposentadoria, sem qualquer preparação ou mesmo em função da queda hormonal cuja ocorrência é comum.

            Com uma visão mais otimista e com bom humor (indispensável para se viver melhor) dá também para perceber as vantagens, como mais tempo livre, com possibilidade de maior participação social ou lazer, visto que já não existem os compromissos de trabalho que preenchem grande parte tempo. Isto, para quem começou a trabalhar cedo e teve a possibilidade de aposentar-se cedo, com plenas condições de usufruir deste período que antecede a terceira idade, com saúde, disposição e consciência de que a vida não acaba quando termina o trabalho, pois erroneamente costuma-se associar a aposentadoria como prenúncio de inutilidade, inoperância, menos valia, morte.

            O indivíduo que tem uma boa autoestima consegue fazer desta época, um período de fruição, quando ele , realmente, vai se dedicar à realização de pequenos sonhos (ou grandes, quem sabe?), de projetos que ficaram armazenados no sótão de sua memória durante anos, por impossibilidade financeira, por contingências de trabalho, de prioridades pessoais ou familiares, ou pelo curso natural da vida.

            É época de reaproximar-se da natureza, de amigos de outras épocas, que o tempo escasso não permitia um convívio maior, ou de fazer novos, de diversificar atividades, de fazer novos aprendizados, enfim, de começar um novo ciclo.

            É necessário perceber que a vida é feita de ciclos que se completam. Não há que lamentar o que se fechou, posto que nada é eterno. É, sobretudo, um processo de crescimento. A natureza assim nos ensina. Não teríamos a borboleta se o ciclo no casulo não tivesse se encerrado.

Importa é o amadurecimento que ocorre com a mudança. Isto dá uma certeza de renovação, de não estagnação.

O essencial é que em todos estes períodos da vida, tenhamos formado uma base sólida de fé, de otimismo, de esperança, de amor e que tenhamos agregado valor à nossa caminhada, sabendo manter neste percurso a companhia daqueles que nos são caros.

                                                 

3541919656?profile=original                                  ISABEL C S VARGAS

                                  PELOTAS/RS/BRASIL

            

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CRIATURAS

          

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              São Francisco de Assis é o autor de Cântico das Criaturas. Ao tomarmos contato com seu poema somos levados a pensar que o santo já se preocupava com o planeta, além de todo seu amor pelos animais. Quem são as criaturas louvadas por ele em sua oração? Podemos afirmar que Criatura é todo universo. Extrapola o Planeta Terra. Pois se ele cantava as Criaturas e por elas demonstrava amor e estas criaturas abrangem o universo e até os seres menores, então ele amava o universo, E quem ama cuida. Logo o universo deve ser cuidado e respeitado,

Ele falava no sol que clareia o dia e nos ilumina, o Irmão Sol, na lua que com as estrelas são preciosas e belas e o céu enfeita. É belo seu dizer. Louva o ar, o vento, as nuvens. E não só, exalta a água, humilde, simples, casta e limpa. Vejam que modo terno de referir-se à natureza. Como alguém conhecedor e familiarizado. Com carinho, com respeito e sem distância.

Exalta o irmão o fogo, alegre, forte, vigoroso e belo que às noites clareia. E, também enfeita.

Todos estes elementos são obras magnânimas de Deus, Senhor Criador do Universo e neste universo ele cita a Irmã Terra. Nosso Planeta. A Mãe Terra - na qual vivemos, e nem sempre temos o cuidado devido em preservar- que nos sustenta e governa, produz flores, frutos e ervas.

São Francisco não deixa escapar nada em sua oração de amor às criaturas. Devemos cuidar da terra, do solo que é fértil e nos sustenta, das águas, do céu, das nuvens, do ar, porque tudo é parte de um mesmo sistema que deve permanecer em equilíbrio para a preservação de todos.

Aquilo que for jogado no universo será o que ele nos devolverá. Não existe ação sem reação, mesmo que essa não se produza de imediato. Catástrofes ocorrem após dezenas de anos em virtude de agressões absurdas ao meio ambiente. E quando se fala em meio ambiente é de modo amplo. O que fazemos aqui pode repercutir do outro lado do planeta e vice e versa.

Logo, somos todos responsáveis- ou, pelo menos, deveríamos ser.

Salvemos a Mãe Terra, Salvemos o Planeta, Salvemos o Universo. Principalmente de nossas ações impensadas. Não podemos só exigir dos demais. Façamos a nossa parte, mesmo que seja cuidando do riacho no fundo de nossa casa. Compromisso, respeito e amor pelo Planeta.

E isso se faz evitando desmatamento, cuidando do lixo , não poluindo, cuidando da água, do solo, da atmosfera, evitando a destruição das camadas protetoras da terra, evitando o descongelamento das geleiras, evitando destruições de continentes, preservando a flora e a fauna, evitando derramamentos de petróleo que comprometem a vida marinha, evitando a pesca e a caça predatória. Enfim, é um conjunto de ações, com envolvimento de muitos, pois nada se faz sozinho.

                                

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                                  ISABEL C S VARGAS

                                  PELOTAS/RS/BRASIL

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AMOR INCONDICIONAL

             

              3541919057?profile=original           Quando solteira tive em casa dois gatos. Foi o máximo que consegui.Apeguei-me a eles e lembro-me de chorar, quando um caiu de uma altura considerável e não conseguia caminhar.

            Meu marido e eu tivemos um cão pastor alemão, que teve de ficar com os pais dele, porque fomos morar em apartamento.        

            Depois do nascimento dos filhos, ainda tentamos ter cachorros de pequeno porte, mas não tivemos sorte.

Nossos filhos sempre nos pediam com a maior insistência, para ter cães em casa. Obviamente, não podíamos atendê-los, pois quatro filhos e cães em apartamento, com ambos trabalhando era algo impossível de manter.

            O máximo que conseguimos, para atenuar a frustração deles, foi ter pássaros e peixes. Para sorte deles, no verão, na casa de praia, sempre aparecia algum cão, que por ser bem tratado, alimentado acabava ficando durante o tempo que lá permanecíamos. Por duas vezes, gatas deram cria em nossa garagem, para felicidade deles, que depois se encarregavam dos filhotes, seu cuidado e sua distribuição.

            Mas, o tempo passou, eles cresceram, nós nos aposentamos e por inúmeros motivos, resolvemos comprar um poodle para nossa neta, achando que iria ser bom, por uma série de circunstâncias.

            Não podia imaginar, passado um ano, que ele iria nos ensinar tantas coisas. Dá trabalho e gastos, é claro. Banho, vacina, tosa veterinário, até radiografia, por ocasião das peripécias que aprontou, mas, ele, o irracional, nos dá demonstração diária de alegria, companheirismo, carinho, apego, fidelidade, cuidado e amor incrível.

            Ele reconhece cada membro da família, mesmo os que não moram no mesmo local e cada um que chega,é uma festa. Ele deixa o que está fazendo para ir recebe-los, assim como a nós, quando chegamos em casa.Demonstra toda sua  alegria, pelo retorno. Embora pequeno, serve como um grande cão de guarda, dando sinal a cada movimento diferente do habitual.

            É obediente, companheiro, estando sempre ao nosso lado, quer ganhe um afago um carinho ou não.

            Se estamos tristes e não queremos brincadeiras, ele igualmente permanece quieto, ao nosso lado, como quem diz:- Estou aqui. Neste exato momento, parece que sabe que estou escrevendo a seu respeito, pois saltou de meus pés, para o meu colo.

            Se apronta qualquer coisa e ralhamos com ele, baixa a cabeça, fica quieto e sem rancor ou raiva, logo vem pedir carinho.

            Vi há poucos meses uma propaganda que ressaltava as qualidades do cão, dizendo que nós , os humanos, racionais, tínhamos muito a prender com eles.

            É verdade, principalmente o seu amor incondicional e o que é mais importante, sem cobranças.

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                                       ISABEL C S VARGAS

                                       PELOTAS./ RS/BRASIL

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A ARTE DE ESCREVER SEGUNDO SCHOPENHAUER

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                                                                                                                      I

 

Na oficina literária tivemos a indicação de leitura do livro cujo título é o desta crônica: A ARTE DE ESCREVER. O Autor, filósofo, nascido em 1788 na Prússia, atual Polônia, viveu até 1860. Diplomou-se na Alemanha, era contemporâneo de Hegel com quem tinha acirrada rivalidade. Influenciou Freud, Nietzsche e Bergson. O livro em questão foi traduzido por Pedro Süssekind.

Transcrevo aqui, algumas idéias do autor, sobre a leitura, os autores e o aprendizado de um idioma estrangeiro.

-Classifica três tipos de autores: os que escrevem sem pensar, a partir da memória, de lembranças ou a partir de livros alheios; os que pensam enquanto escrevem; por último os que pensam antes de começar a escrever. Escrevem porque pensaram.

_ O título de uma obra deve ser significativo, curto, conciso, lacônico, expressivo. É contra os títulos prolixos, os ambíguos, os que não dizem nada.

- A primeira regra do bom estilo é que se tenha algo a dizer. A afetação no estilo é comparável às caretas que deformam o rosto.

_Querer escrever como se fala é tão condenável quanto querer falar como se escreve, que resulta num modo de falar pedante e difícil de entender.

_Deve-se evitar toda prolixidade e todo entrelaçamento de observações que não valem o esforço da leitura. É preciso ser econômico com o tempo, a dedicação e a paciência do leitor, de modo a receber dele o crédito de considerar o que foi escrito digno de uma leitura atenta e capaz de recompensar o esforço empregado nela.

_ A verdade fica mais bonita nua, e a impressão que ela causa é mais profunda quanto mais simples for sua expressão. Em parte, porque ocupa assim toda a alma do leitor, desimpedida e sem a distração de pensamentos secundários. Todo efeito provém do próprio assunto.

_Alguns escrevem como um arquiteto constrói: esboçando primeiro um projeto e considerando-o detalhadamente. A maioria escreve como jogamos dominó. No jogo, às vezes segundo uma intenção, às vezes por mero acaso, uma peça se encaixa na outra. O mesmo se dá com o encadeamento e a conexão das frases.

_Nenhuma qualidade literária (capacidade de persuasão, riqueza de imagens, dom de comparação, ousadia, amargura, concisão, graça, leveza de expressão, argúcia, contrastes, laconismo, ingenuidade) pode ser adquirida pela leitura dos que possuem tal qualidade. Quem já possui as qualidades em potencial pode evocá-las, trazer à consciência, ver o uso que é possível fazer delas, ser fortalecido na inclinação, na disposição para usá-las, julgar o efeito de sua aplicação em exemplos e assim aprender a maneira correta de usá-las. É a única maneira da leitura ensinar a escrever, na medida em que ela mostra o uso que pode ser feito com os próprios dons naturais, pressupondo sempre a existência deles.

_ Cada livro importante deves ser lido duas vezes. As coisas são mais bem compreendidas em seu contexto na segunda vez, pois a leitura é acompanhada de outra disposição e outro humor. Também porque o início é entendido corretamente quando já se conhece o final.

_ Não se encontra, para cada palavra de uma língua, um equivalente exato em todas as outras línguas. Nem todos os conceitos designados pelas palavras de uma língua são exatamente os mesmos que as palavras das outras expressam, por mais que essa identidade se verifique na maioria dos casos. Com frequência são só conceitos semelhantes e aparentados, que podem ser diferenciados por alguma modificação no sentido.

_Quando se aprende uma língua, a dificuldade está em reconhecer cada conceito para qual essa língua tem uma palavra. mesmo que a própria língua de quem aprende uma língua estrangeira não possua palavra que corresponda com exatidão a tal conceito, o que é freqüente. Não aprendemos palavras apenas, adquirimos conceitos.

_Mediante o aprendizado de uma língua, tomamos consciência de uma quantidade infinita de sutilezas, semelhanças, diferenças, relações entre as coisas. Nosso pensamento ganha uma nova modificação e tonalidade. É um meio direto de formação espiritual.

_Para ser imortal uma obra precisa ter tantas qualidade que não possam ser entendidas todas por uma única pessoa, mas reveladas ao longo dos séculos, quando é apreciada em vários sentidos sem nunca esgotar-se por completo.

Embora escritos na metade do século 19 os conceitos de A. Schopenhauer devem ser apreciados e sobre eles refletirem todos os que lidam com a palavra como ferramenta de trabalho, como forma de expressão, como arte, como meio de autoconhecimento, como forma de aprimoramento espiritual.

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                                                ISABEL C S VARGAS

                                                PELOTAS/RS/BRASIL

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PAI ! PEÇO-TE, SUSTENTA-ME

Pai, no outono de minha vida,

Reitero meu amor por ti

E, por Maria tua bendita Mãe.

Somente teu amor por nós

Permitiu-me passar por toda a dor

Com a perda de meu amado filho,

Em meu desespero lembrei-me

Daquele pelo qual passou Maria.

Então, pedi-lhe com todo ardor

Para cuidar meu doce menino

Tão lindo e tão amado.

De ti, meu pai, recebi a força

Que até hoje me sustenta e,

 Impede de sucumbir.

Pai sustenta-me até o fim da jornada

Cuida sempre de minha família

Mantém-nos na trilha de tua luz

No aconchego de tua paz infinita.

AMÉM!

 

                                       Isabel C S Vargas

                                        Pelotas/RS/Brasil

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ENTRELINHAS

...entre raios, pedradas e metralhas, ficou gemendo, mas ficou sonhando. (Triunfo Supremo) Cruz e Souza

           

Esta epígrafe é de um poema do autor citado. Segundo sei é também seu epitáfio. Tal texto não me remete à guerra, conflitos, mas a uma situação relacionada à superação, resistência e auto-estima e que é denominada resiliência. Tal termo é empregado na física para indicar a capacidade dos materiais de voltarem ao estado normal após sofrerem grande pressão ou impacto. Não é usado só na física, mas em outros campos do conhecimento. A psicologia usa o termo para indicar a capacidade que a pessoa tem de se recuperar de grandes traumas, sofrimentos, abalos emocionais e seguir em frente, o que não significa que não foi atingido o bastante. É um enfoque diferente, que ao invés de analisar patologias, analisa ou estuda as respostas positivas do ser humano.

            É a capacidade de resiliência que vai explicar porque uns conseguem a superação de tragédias, perdas enquanto outros sucumbem.

            É estudada também no campo pedagógico.

 A vida do poeta em questão é um exemplo de resiliência.  Nascido em Desterro, hoje Florianópolis, filho de escravos foi alforriado e acolhido na casa do Marechal Souza como filho. Estuda mas com a morte dos protetores é obrigado a largar os estudos e trabalhar. Sofre perseguições e é proibido de assumir o cargo de promotor público por ser negro. A sua mulher enlouquece após a perda de dois filhos. Ele morre aos 36 anos. È o maior poeta catarinense.

O que me parece incrível e emocionante e que me induziu ao termo é a colocação de gemer e sonhar e que bem espelha a capacidade em questão. Ser atingido e olhar em frente. Não sucumbir, encontrar forças na própria dor.

Muitos fatores auxiliam ou predispõem à resiliência, entre eles afeto autoestima, laços afetivos fortes, fé, espiritualidade, flexibilidade, bom humor, alegria, tolerância, sabedoria, discernimento.

Dependendo da fase da vida é uma destas características que se sobressai ou grande parte delas entrelaçadas que fazem a rede capaz de segurar a pessoa para não cair, tal qual aquela rede utilizada pelos bombeiros, que além de segurar, aproveita o próprio peso e ainda impulsiona para cima.            

Relembrando a vida do poeta, não posso deixar de lembrar certas situações que às vezes parecem tão fortes a ponto de causar mágoa como perceber-se alvo de ciúme de quem julgava amigo, mas que nada representa a não ser a prova da humanidade de todos nós, tanto de quem assim atua quanto de quem se deixa atingir, afinal cabe a cada um a escolha do caminho a seguir, se carregando mágoas como quem carrega um saco de batatas podres, que além de pesar atinge quem o carrega e quem está ao redor ou enterrando-o para servir de adubo que só fortificará mais os brotos que dali nascerem.

Lembro também pessoas maravilhosas que conheço e são tantas que usaram a dor para serem melhores e são fantásticas, alimentam o sonho, seu e de outros que tem o prazer de serem seus amigos e conhecerem a fortaleza de ternura em que se transformaram.

Por isto apesar dos raios, das tormentas, das dores e dos conflitos é importante ser otimista, permanecer íntegro e cultivar a esperança nas pessoas, no amor, na vida.

 

                              Isabel C S Vargas

                               Pelotas/RS/Brasil

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É PRECISO SABER VIVER

            Há momentos na vida em que somos pegos de surpresa, embora saibamos de antemão que eles acontecem para todos. Mesmo assim, nos sentimos frágeis e impotentes,porque ,na realidade,não estamos preparados para enfrentá-los.

          É nas situações difíceis que nos colocamos à prova, e reavivamos nossos sentimentos, reafirmamos crenças, pontos de vista, para não nos deixar levar pelas torrentes turbulentas, fazendo com que aquilo que acreditamos caia por terra. É necessário colocar em prática tudo aquilo que pensamos e acreditamos,para não termos um discurso em desacordo com as atitudes.

          Temos que acreditar que as provações fortificam, nos dão oportunidade de melhorarmos. Muitas são as escolhas que temos que fazer ao longo de nossas vidas. E, ao fazê-las ,temos que assumi-las sem lamentos ou culpas.Temos que saber olhar para frente procurando encarar o desconhecido com confiança.

          Muitas pessoas são surpreendentes. Encontram forças para enfrentar situações e superá-las,dando exemplos de coragem, sublimação, dignidade,de fé na vida.Parecem ter vocação para a felicidade.Entregam-se por inteiro a esta tarefa, encontrando sempre justificativas que provam que vale a pena viver, que o que passamos serve para aperfeiçoar o espírito e com isto sermos melhores.

          Certos acontecimentos não dependem de nossa vontade. Por estes não podemos nos responsabilizar,mas as escolhas de como iremos direcionar nossa vida a partir de tais situações, estas sim, somos responsáveis.

          Lembro-me do texto que recebi e que repassamos em uma situação de grupo. Falava que frente às adversidades temos a escolha de ser como a cenoura, o ovo ou o pó de café.. Fazia uma analogia entre as situações dolorosas e a água fervente,que fere, queima e modifica.

          A cenoura, inicialmente forte, firme, inflexível, em contato com a água quente, torna-se mole e frágil. O ovo, a princípio, tão frágil e sensível,torna-se duro por dentro,incapaz de voltar ao estado anterior de sensibilidade.Por fim, o pó de café,em contato com a água quente,utiliza-se dela,para se transformar em algo diferente do que era inicialmente,aproveitando aquilo que parecia ser ruim para se tornar melhor,sem perder suas características e sua essência.

          Pois estas pessoas as quais me refiro, tem uma força interior imensa, sem, entretanto perder a doçura, a sensibilidade,a fé no ser humano, em Deus,encontrando sempre o lado positivo das coisas, estando sempre abertas ao diálogo,à conciliação,ao amor, ao perdão . São felizes ,apesar das adversidades,porque a felicidade não é não ter problemas,não ter tristezas,não enfrentar situações difíceis,mas saber como extrair delas ensinamentos para crescer como ser humano,se conhecer melhor e ser mais pleno.

          São pessoas que sabem visualizar o lado bom das coisas e das pessoas e, por isso mesmo,agem de forma positiva,emanando sentimentos bons,que melhoram os relacionamentos pessoais, gerando uma troca gratificante e produtiva.Sabem encontrar a felicidade nas pequenas coisas,são parceiras,sabem que precisamos uns dos outros,que não infringem os limites da privacidade de cada um, são humildes ,porque sabem que tem muito a aprender,não se colocam em situações de julgadores,mas de conciliadores,compreendem ao invés de julgar,confiam em sua intuição e acima de tudo são pessoas que amam a si mesmas , ao outro e a Deus, mostrando que vale a pena acreditar na vida.

                            Isabel C S Vargas

                            Pelotas/RS/Brasil

 

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O VALOR DA AMIZADE

 

              O homem é um ser social. Isto significa que não foi concebido para viver só.

Desde a infância é buscada a socialização do indivíduo. Desta forma ele aprende a se relacionar e interagir de forma saudável e prazerosa para si e para os demais que com ele convivem. O processo de socialização começa na família, posteriormente na escola, e nos demais grupos sociais que ele se insere. É no decorrer deste processo que se estabelecem os laços de amizade, que são de fundamental importância na medida em que propiciam afeto, troca de energia, enriquecimento mútuo. Oportuniza a convivência isto é, “viver com” que se traduz em participação, doação, troca de afetividade, de respeito.

            Poderíamos transcrever inúmeras citações valiosas a cerca da amizade e sua importância na vida de cada um, mas é dentro de si mesmo que cada um percebe o quanto é importante ter alguém em quem confiar com quem pode partilhar todas as angústias, tristezas ou alegrias.

            É na convivência com o outro que se fortalece a visão de si mesmo. É através do outro que nos enxergamos. É um processo de comunicação e empatia profundo baseados na compreensão no carinho e na harmonia.

            Em todas as fases da vida a amizade é importante, porque através deste relacionamento são cultivados e aprimorados a sinceridade, a aceitação, cumplicidade, afinidade, responsabilidade, aconchego, respeito e confiança.

            Num relacionamento enriquecedor cada um tem que aprender a se aprofundar nos sentimentos, valorizando o que é saudável e faz crescer, despindo-se de orgulho, vaidade, competição e inveja.

            Especialmente na maturidade e mais precisamente na terceira idade a amizade tem um importantíssimo papel na manutenção da saúde física e mental, pois ativa áreas do cérebro, libera substâncias hormonais que favorecem a alegria e o bem estar, diminui a agressividade, a desconfiança, a tensão, fortalecendo o sentimento de “pertencimento”, na medida em que a pessoa tem com quem compartilhar sua vida, num momento em que o cônjuge e/ou demais membros da família já faleceram, os filhos cresceram e a pessoa se encontra repentinamente só.

            Os amigos passam a suprir nestes casos a ausências de parentes, são como outra família escolhida pelas afinidades, pela convivência, pela presença constante e afável em todos os momentos, pois é com eles que serão divididos os sorrisos, as lágrimas, é com eles que se estabelecerão conversas, auxílio mútuo, afastando aquela que é a maior inimiga das pessoas na velhice, ou seja, a solidão, que isola, entristece, deprime, leva a um sentimento de inutilidade, de desvalia.

            Portanto, a amizade é de inestimável valor e pode significar a própria vida, ou um sentimento maravilhoso de paz e integração, nesta fase, pois é através dela que o indivíduo encontrará suporte emocional, apoio, carinho, parceria, fortalecimento de identidade, elevação de autoestima, reconhecimento que certamente lhe proporcionarão viver mais tempo com mais amor e mais felicidade.

 

                                   Isabel C S Vargas

                                   Pelotas/RS/Brasil

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             Os avós de décadas atrás eram diferentes dos avós da atualidade. Se pensarmos no tipo físico, logo nos reportaremos a um pacato idoso de pijamas, chinelos, lendo um jornal, vivendo ao redor do lar. Ela, a avó, lembraremos de alguém de cabelos brancos, óculos, um coque no alto da cabeça e um avental, indispensável para quem se delicia em fazer bolos durante um período do dia para satisfazer a família e, principalmente, os netos. Essas imagens são características de uma época em que o principal afazer da mulher era ser esposa, mãe, dona de casa, avó.

        Em décadas mais recentes, as últimas do século vinte, encontramos uma mulher diferente, atuante no mercado de trabalho, profissional de diferentes papéis, dividida entre família- esposo, filhos e a profissão. Passa a contar com a babá para auxiliar na criação dos filhos. Sorte daquela que tem uma família por perto e pais –avós- com disponibilidade de tempo e propósito de ajudar.

            Nestas décadas o perfil das avós já é diferente daquele de décadas anteriores. Já teremos avós aposentadas que encerraram um ciclo profissional e dispostas a recuperar com seus netos o tempo que não dedicaram a seus próprios filhos em função do trabalho. Passam a vivenciar outra fase, levando e buscando os netos na escola e nas outras atividades extraclasse. É uma forma de manterem-se ativos, úteis, amados e não se permitindo depressão ou desânimo em função da retirada do mercado de trabalho.

Encontram um novo sentido para a vida.

            O mundo não pára. A evolução tecnológica foi muito grande nas últimas décadas. A modernidade é líquida, fungível, quase descartável. Os costumes são atingidos por essas transformações. As pessoas agem, vivem e almejam diferente. O viver é rápido, cada um querendo vivenciar diferentes épocas em uma só, antecipar fases, vivências, recuperar o tempo perdido. Concomitante a isso, o progresso nas diferentes áreas permite as pessoas viverem mais. Podem até viver mais ansiosos, mas a longevidade é uma realidade,

            Assim, os avós de hoje, tem um perfil diferente e ao olhar, muitos deles parecem muito mais jovens. São mais jovens no espírito e na imagem.

            Os avós frequentam academia, tem uma vida socialmente ativa, buscam novos aprendizados, aprendem a lidar com a tecnologia. Foram se adaptando aos poucos, utilizando as modernas tecnologias suavemente, sem maiores impactos e hoje estão perfeitamente adaptados a um novo modo de viver, a uma nova linguagem.

            O que ao longo da história começou com o telefone, o rádio, a televisão, a princípio em preto e branco, depois em cores, prosseguiu com o microondas, o telefone celular, o computador, o cartão magnético para retirar os proventos no banco, e as outras tantas modernidades.

           As crianças de hoje nascem e crescem dentro da era digital. Dominam tecnologias de uma forma surpreendente, sem medo, sem dificuldade, pois são nativos digitais. Lidam com aquilo que apresentavam dificuldade para os mais velhos, pois não cresceram em meio às modernidades. Ao contrário, não existiam e quando apareceram eram caras e eles tinham medo de estragar , por isso a relutância em manusear.

            Hoje, as crianças utilizam celular desde a mais tenra idade, assistem televisão em 3 D, utilizam computadores nas mais diferentes modalidades (desktop, notebook, netbook, tablet, I.Pod, I pad, I phone )desde casa até na escola.

            Na convivência diária entre esses avós imigrantes digitais e os netos, nativos digitais, passa a ocorrer uma surpreendente aprendizagem, fácil lúdica onde os netos ensinam os avós que passam a incorporar em seu dia a dia hábitos e linguagens novas.

            Através desta troca, as relações entre eles fluem de uma forma natural, valorizando os papéis de cada um, e em meio ao aprendizado prazeroso os netos compreendem a realidade diferente vivenciada pelos avós, e estes derrubam mitos com relação às dificuldades da era digital e, sobretudo, quebrando paradigmas provando que sempre é tempo de aprender, que o aprendizado não tem idade, e aqueles que são capazes de ter humildade e se abrir para este aprendizado com criança ou com adolescentes são, além de inteligentes, mais felizes, pois se abrem para um mundo novo do qual não haverá retrocesso e quem não aprender estará à margem do conhecimento oferecido por estas novas tecnologias que forma uma teia envolvendo a escola, as famílias, a sociedade como um todo.

            Mais do que nunca se forma uma saudável troca entre as gerações, com amor e respeito pelas partes envolvidas.

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                                                            Isabel C S Vargas

                                                            Pelotas/RS/Brasil

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RAZÕES PARA ESCREVER

           Em épocas passadas as pessoas escreviam e, em geral guardavam seus escritos sem mostrá-los ao público, salvo, é claro aqueles que escreviam por profissão, jornalistas, colunistas e aqueles que se entregavam à aventura editorial em busca de sucesso e o conseguiam.

          O mercado era mais restrito, mais seletivo, inatingível para os simples mortais que desejavam se expressar, sem necessariamente ser um Drummond ou um Vinícius ou outros baluartes da escrita nacional.

       Com o advento da internet, a princípio menos democrática em função dos preços, das reservas iniciais e posteriormente democratizadas em quase todo globo, qualquer mortal que tenha um razoável domínio do idioma passou a se expressar com mais facilidade. É o estudante, a adolescente que outrora escondia seus escritos, o profissional, o mais extrovertido e até o mais tímido, pela ausência do contato físico, ousaram se pronunciar, simplesmente colocando na tela seus pensamentos, sem forma definida, até aqueles que de forma mais elaborada criaram páginas virtuais como forma de divulgar seus trabalhos com cunho mais literário. A palavra ganhou mundo com celeridade incrível. Professores, jornalistas, escritores começaram a publicar via internet. Criaram-se redes sociais dando amplitude a tudo e a todos.

     Aqueles que tinham o propósito de alavancar uma carreira investiram suas forças neste intento e podemos dizer que conseguiram.

      Colocar-se na rede e divulgar suas ideias tornou-se fácil. Muitos conseguem retorno financeiro, enquanto outros se sentem felizes pela simples possibilidade de não precisar investir o que não tem e serem lidos, comentados e seguidos,

   Para estes foi à realização de sonhos podendo através do meio virtual conseguir publicar livros a preços mais módicos e tornarem-se escritores.

Quais seriam as razões que levam as pessoas a escrever? Exibicionismo? Desejo de fama?

Vocação, meio de ganhar a vida para aqueles que fizeram disso profissão?

Meu argumento é outro.

       Quem escreve o faz por um desejo interior que se sobressai a qualquer outro fator. Poderia se denominar vocação.

Há aquele que já leu muito, que mergulhou em universo de fantasia, paixão, criatividade. Essa expansão de ideias, sonhos o levou a criar suas próprias histórias. Essa ideia vem desde A. Schopenhauer.

            Creio que quem escreve e, aí não importa o gênero é aquele que deseja doar um pouco de si. Através dessa doação, permanecerá um pouco em quem o ler e em que ele tocar o coração. Sim, escrever para mim é conseguir tocar o coração das pessoas. Um desejo escondido, ou não, de imortalidade. Permanecer vivo dentro de cada um que for cativado. Daí, sua alma revelada se propagará como cauda de cometa que uma vez vislumbrada jamais será esquecida.

            Desejo de identificação vem embutido nesta ideia de atingir pessoas, generosidade se inclui por dar caminhos mágicos para aqueles que sofrem esquecerem as tristezas e ver um mundo diferente, mais belo, ou não, através de realidades diversas que mostrarão outros paradigmas fazendo com que possa ocorrer outra resposta do interlocutor.

            Sempre será produtiva a interação entre escritor e leitor, pois até quando não há identificação, há um posicionamento, questionamentos, ou, simplesmente se constituir em um produtivo momento de leitura.

             Creio, acima de tudo, que o escrever se constitui em um processo de autoconhecimento advindo disto uma resposta extremamente positiva para quem escreve. Pode se constituir em um processo de catarse, que também é válido. Aquele que escreve é alguém que se desnuda diante de si mesmo e do leitor. Alguém nu, sem subterfúgios, portanto, sem armadilhas, confiável, espelho para o outro que souber olhar com atenção e respeito.

                     Isabel C S Vargas

                    Pelotas/RS/BRASIL

           

 

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BRUTUS E SUA HISTÓRIA

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             Brutus é um cão da raça boxer, pelagem marrom, focinho já embranquecido pelo tempo e pela dor, talvez. Dócil, amigo, companheiro. Vivia com sua companheira e mais um cão de pequeno porte, com a família que os criava. Marido, mulher e uma filha de quem era muito companheiro.

            Mudaram de casa. A fêmea ficou prenhe. A vida seguia com normalidade, até que certa noite, enquanto seus donos descansavam a fêmea entrou em trabalho de parto que não foi percebido.

            Ao amanhecer a dolorosa constatação. A fêmea estava morta, os filhotes não conseguiram nascer.

            Tristeza infinita da família.

            Dor insuportável para Brutus que ficou muito tempo a chorar junto ao local onde vivia com sua companheira. Não comia. Emagreceu. Definhava. Então, fugiu do local.

            Foi neste estado deplorável que o encontramos.

            O adotamos de imediato e passamos a dar-lhe não só alimento, mas atenção, carinho, alegria, aliados a higiene e medicamentos, pois em determinada ocasião o levamos às pressas ao veterinário porque acreditávamos que não sobreviveria. Procuramos suprir suas necessidades, ao mesmo tempo em que procurávamos por seus antigos donos, perguntando na vizinhança, indo aos estabelecimentos comerciais. Tudo em vão.

            Exatamente um ano depois, quando minha filha passeava com ele, para sua surpresa aparece seu antigo dono. Contou-lhe sua história. Num primeiro momento, o temor de que desejasse levá-lo.

            Para sua surpresa a pessoa contou-lhe que já sabia que ele estava conosco. Havia sabido por alguém que tem um quiosque na praia e o informara que em nossa casa havia um cão como o seu. Ele veio, mas não nos encontrou.  Viu Brutus e que ele estava bem. Ficaram temerosos que se retornasse para o antigo lar, passasse a não comer como antes. Decidiram deixá-lo conosco. Isto foi no inverno.

            Só soubemos disto dia 31, último dia do ano.

            Ficamos todos em choque por saber de sua história sofrida

            Creio que conosco, com o carinho recebido, com os risos e brinquedos de criança à sua volta e o nosso pequeno e ciumento Spike a dividir com ele as atenções, ele encontrou uma nova razão de viver. E nós, mais razão para amá-lo.

                                      Isabel C S Vargas

                                 PELOTAS/RS/BRASIL

 

 

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SINFONIA À LIBERDADE

Orquestra de sons magistrais

Gratuita e diária

Fazem de meu amanhecer

Momento único e abençoado.

Sem ingresso e sem tempo definido,

Ouço os pássaros a cantar

Saudando o dia que amanhece

Recepcionando o sol ou a chuva

Com sabedoria louvando a ambos

Indispensáveis para a sobrevivência.

Alimento-os diariamente.

Livres descem ao solo

Para provar o alimento.

Como recompensa vôos rasantes

Passeios ao solo, alegre cantar,

Colorida revoada.

Sem temor dividem o alimento

E espaço com meus cães.

O gato espreita do telhado em silenciosa visita,

Liberdade total.

Constante ir e vir

Sem medo de aprisionamento.

O amor não permite grilhões.

 

 

 ISABEL C S VARGAS

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TRIBUTO AO MEU CÃO

Meu doce amigo

Tua presença constante silenciosa e doce

Acompanhou-me por alguns anos.

Ouviste meu gargalhar,

Bem como meu pranto dolorido.

Ao meu lado permaneceste

Fiel, solidário, quieto.

Guardião de meus dias,

Os melhores e os piores.

Acostumei-me à tua presença,

Como se eterna fosse tua trajetória.

Hoje, após tua silenciosa partida,

Igual tua insegura chegada,

Vejo o quanto de exemplo nos legaste

Com tua dignificante vida.

Chegaste de mansinho,

Com tua doçura a todos conquistasse

Nada exigiste, tudo deste em troca

Viveste com humildade,

Partiste com a mesma simplicidade

Guardando nossa porta como fiel escudeiro.

Foste cuidar outros territórios no além

Deixando um profundo rastro de amor

Que nos ligará por toda eternidade.

 

ISABEL C S VARGAS

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