Posts de Isabel Cristina Silva Vargas (175)

BRONZE BABPEAPAZ

É isso aí... A vida sempre continua.

               

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                Manhã de segunda- feira,chuva,um pouquinho de frio.Para algumas pessoas poderia ser um dia ruim.Entretanto,em meio à correria dos afazeres, do atendimento das tarefas diárias,próximo ao almoço, me pego cantando trechos da música É isso aí,de Ana Carolina,que diz o que citei acima.Na mesma hora, que me percebo cantando,a ideia surge para escrever este artigo.

              Confesso que às vezes tal constatação, que a vida continua, apesar de qualquer coisa que aconteça,queiramos ou não,apesar da tristeza ou alegria,sofrimento ou felicidade,pode parecer algo trágico,pesado como uma sentença.Mas é aí que está a chave de tudo.É aí que está a grande possibilidade, a de mudar,de evoluir, de transformar.

            Sempre haverá novas possibilidades,porque a vida continua.

            Sei que às vezes,parece que as coisas não vão bem.Que nos atrapalhamos,dizemos coisas que não devíamos ter dito,falamos demais quando devíamos silenciar ou calamos quando devíamos dar uma palavra gentil, de apoio,de agradecimento.

            Angustiamos-nos querendo resolver tudo de uma só vez, entendemos mal o que nos dizem e ao invés de pensar, refletir, respondemos abruptamente, literalmente,” metemos os pés pelas mãos.”.

            Muitas vezes, podemos achar que determinadas situações não tem solução, que mal-entendidos podem ser definitivos. Entretanto,é nestas horas que temos que mostrar maturidade,sabedoria,equilíbrio.

            É importante refletir, dar tempo para nós e para os demais. Pedir desculpas, se erramos,respeitar o modo de ser,de entender,de reagir,de viver de cada um.Normalmente, queremos que as pessoas sejam do modo que desejamos,que nos respondam segundo nossa expectativa,que nos digam coisas que queremos ouvir.Mas ao assim fazer,estamos querendo dominar ou manipular os sentimentos alheios, como tantas vezes criticamos.

            É importante que deixemos cada um ser o que é, sentir as coisas ao seu modo. Temos que ter consciência que assim como uma simples frase gentil pode nos deixar muito feliz,nós também podemos deixar os outros felizes.É só ter sensibilidade para perceber quando devemos pronunciá-la ou quando é hora de calar.

            Acima de tudo é importante perceber que a felicidade não é meta a ser atingida no futuro, mas sim momentos, situações,sentimentos e pequenas coisas que temos que ter a sensibilidade de perceber ao longo do caminho.Temos que construí-la no agora, com os recursos que temos nas mãos, no coração e na mente.

            É necessário seguir com calma, não atropelar pessoas e sentimentos, não querer que tudo se resolva em segundos,na velocidade da era digital,afinal temos tempo,pois a vida sempre continua.

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                                   ISABEL C S VARGAS

                                   PELOTAS/RS/BRASIL

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MANHÃ ILUMINADA

 

Manhã iluminada

Iluminada pelo sol

Sol que alimenta as flores

Flores enfeitam minha vida

Vida que dedico ao bem

Bem objetivo maior

Maior que a fortuna

Fortuna é ter paz

Paz interior, paz entre os homens

Homens em constante conflito

Conflito que alimenta a guerra

Guerra só acaba com amor

Amor é a salvação de tudo.

 

 Isabel C S Vargas

 Pelotas/RS/Brasil

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PLANETA AZUL

 Morada de todos nós, humanos,

Lugar de passagem,

 escola de aprendizado,

crescimento e expiação.

Nele estamos interligados.

A ação de um, afeta o outro,

Mesmo em distantes locais.

Planeta Água!

 Mãe terra!

Ar que respiramos.

Planeta que destruímos,

terra que desmatamos,

água que contaminamos,

ar que poluímos!

Há salvação?

Consciência!

Sejamos responsáveis!

Educar as crianças,

Ser exemplo para novas gerações,

Mudar a conduta errada,

caminho a ser seguido.

Educação, Respeito, Amor à vida!

Isabel C S Vargas

Pelotas/RS/Brasil

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A MINHA ÉPOCA É AGORA

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             Alguns anos atrás acreditava que o computador não era algo de minha geração e que por isso não chegaria a ter com ele a mesma interatividade que os jovens.

            Via a facilidade de meus  filhos manuseando o computador, sem medo, com naturalidade e achava que era pelo fato de terem  aulas de computação, na escola e pelo fato de já terem passado pelos estágios de contato com minigames e videogames. Achava que isto era da época deles e não da minha.

            Depois de algum tempo, por sua  insistência, fui tomando contato com o computador. O utilizava, apenas, como ferramenta de trabalho, para digitar textos nos Word, pelas inúmeras e valiosas vantagens. Posteriormente, fui fazer um curso porque achava que seria melhor para aprender e perder o medo de manusear o computador. Fui descobrindo a internet. Nada que me despertasse muito, na época.

            Mas, felizmente, mudamos , evoluímos,crescemos e percebemos que resistir às novas tecnologias, quando elas podem facilitar nossa vida é no mínimo prova de ignorância. Nossa época é agora, enquanto estamos vivos, enquanto há tempo.

             Fui induzida a colocar o computador na minha vida, como um hobbie, como uma atividade a mais para fazer, como possibilidade de aprendizagem e para usufruir da modernidade, pois sem dúvida é a forma de comunicação que revolucionou tudo e transformou o planeta em uma aldeia.

            Assim o fiz. E foi ótimo. Passei por vários estágios durante os anos. Passei comunicar instantaneamente, mas como em tudo que fazemos, temos que ser seletivos, criteriosos, ter valores e princípios éticos. Não participo de páginas que “odeiem alguma coisa”, que não sejam com fins éticos ou que tenham palavrões. Procurei aquelas que tenham relação com as atividades que tenha realizado, com meus gostos pessoais, com música, literatura, educação, hobbies, vida saudável, propósitos pacifistas, religiosas, enfim, coisas que possam acrescentar.

Acima de tudo percebo que é uma maneira de mantermos contato freqüente com as pessoas amigas, na hora que temos disponível, sem que com isto possamos perturbar ou atrapalhar em horário, às vezes¸ inconveniente. Se telefonarmos, nem sempre a pessoa está disponível na hora que ligamos .Se mandamos um e-mail ou deixamos um recado , nos aproximamos da pessoa, damos notícia, podemos ser afetivos, gentis, dizer uma palavra amiga, um cumprimento, um elogio e ela receberá na hora que estiver livre e disponível, ao utilizar o computador.

Além de tudo isso, há inúmeros sites, com mensagens maravilhosas, textos e imagens lindas, capazes de nos levarem à reflexão e transformando-se num lindo presente quando enviamos para as pessoas amigas ou quando os recebemos, muitas vezes na hora em que necessitamos.

Como benefícios, podemos citar, ainda a rapidez na comunicação, as possibilidades de compras, de agilizar e controlar operações bancárias, as facilidades para estudo e pesquisa.

Em resumo, temos que saber utilizar o que pode facilitar nosso dia a dia. Não devemos resistir às coisas, só porque são novas e/ou não as conhecemos. Temos que conhecer, para podermos apreciar e desfrutar.

 

                                  Isabel C S Vargas

                                    Pelotas/RS/Brasil

 

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FAZER RENASCER A ESPERANÇA

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             A cada dia que passa vamos percebendo coisas novas, reformulando antigas e aproveitando isto para crescimento pessoal e melhora nos relacionamentos.

            O problema é quando nos deparamos com pessoas por demais fechadas em si mesmo. Geralmente, quando mais novas, elas não se dispuseram a ouvir os outros, a serem mais tolerantes com o propósito de melhorarem e crescerem com ser humano e assim viverem de forma mais leve, com mais bom humor e menos exigências. Ao chegarem a uma idade mais avançada tornam-se mais isoladas,só reclamando, sem ver o lado bom das coisas e usufruir de melhor qualidade de vida.Então, adoecem.O espírito adoece.Chegam a estágios de puro sofrimento,tornando-se cada vez mais difícil abrirmos um espaço para conseguirmos penetrar e mostrar não o que elas perderam, porque não dá para recuperar o tempo perdido,mas o que elas podem ganhar no presente e no futuro se elas se dispuserem a fazer uma revisão de conceitos,atitudes e sentimentos a fim de aproveitarem melhor o seu tempo de vida e sobretudo o quanto deveriam sentirem-se privilegiadas e felizes com o que tem , que não enxergam e não dão o devido valor.Ás vezes não conseguem em virtude da própria doença já instalada.

               Todos os sentimentos ruins acumulados acabam superando coisas boas e tomando espaços da alma e do corpo por inteiro.

              Com tanto sentimento bom para desfrutar, valorizar e repartir ao longo da vida, como a amizade, o amor, a paciência, a força, coragem, tolerância, o bom humor, a simpatia, a bondade o que elas fizeram? Os deixaram esquecidos em alguma gaveta da alma, aprisionados, escondidos no meio de tanta reclamação incompreensão, pessimismo, desânimo, intolerância, raiva, tristeza.

            Percebo que algumas vezes, pessoas que não tiveram filhos parecem mais intolerantes, talvez por não exercitarem isto no dia a dia, pois a boa convivência é uma questão de exercitá-la continuamente, sabendo respeitar as diferenças e divergências. Li em algum lugar que quem quiser uma família que nunca lhe dê algum dissabor, que se mude para Marte, porque isto não existe.

            As pessoas que me refiro parecem só ver preocupação em tudo. Não sabem apreciar as belezas das diferentes estações,tanto as do ano, quanto de sua própria existência.

            Fazemos muitas vezes um grande esforço, para conseguir despertá-las. Além da ajuda profissional necessária nestes casos,eles necessitam que todos os que estão mais próximos,familiares e amigos se mobilizem revezando-se continuamente, tentando despertá-las para uma convivência saudável.

            O sorriso parece que ficou sufocado no fundo da alma.

            Creio que só resta regar com muita paciência e determinação, aquela pequenina semente chamada esperança, para que ela renasça forte em seu coração tão sofrido e amargurado.

            Atrás da esperança, o sorriso, então escondido, vai reaparecer e iluminar os novos tempos.

               Se todos percebessem o quanto é mais fácil sorrir. E, faz um bem enorme...

                                   Isabel C S Vargas

                                   Brasil

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LEITURA X PRECONCEITO

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Tenho observado que muitas pessoas cultivam uma atitude que me parece um tanto preconceituosa com relação a certos tipos de leitura. Valorizam como algo bom, digno de ser lido, obras consideradas clássicas tanto nacionais quanto estrangeiras. Não se discute o valor de tais obras. O que quero salientar é a atitude de tais pessoas que além de fazerem distinção entre os tipos de leitura, em decorrência passam a classificar o autor da obra e o leitor como de segundo escalão ou categoria inferior.

Vejo certo desdém pela literatura considerada de auto-ajuda. Aliás, alguns nem consideram literatura.

Outros menosprezam os leitores de best-sellers como se não fossem dignos de serem lidos, pois se configuram apenas como sucesso comercial.

Muitos desvalorizam os livros de Paulo Coelho, outros já me disseram que preferem os livros de fase anterior de Lya Luft porque os livros dela na atualidade se parecem com auto-ajuda. Claro que todos somos livres para pensar, agir e escolher as preferências. Enfatizei que os livros de Lya citados pela pessoa que ponderava eram direcionados para pessoas mais maduras e que ela era muito jovem.

Ocorre que não é possível fazer afirmações sem considerar a realidade social e econômica do nosso país. Não é viável exigir um mesmo tipo de leitura indiscriminadamente considerando como leitor só quem lê um determinado tipo de obra. Há que ser considerado o poder aquisitivo da população em geral, o interesse individual, a localização geográfica, o que dispõe à sua volta, o tipo de família no qual está inserido, o tipo de escola que frequenta, se frequenta, o grau de escolaridade que possui ou que se encontra no momento, o maior ou menor incentivo do meio que o cerca.

Ao valorizar só o leitor de obras consideradas clássicas ou universais ocorre uma elitização de um tipo de leitor e, automaticamente, a discriminação com relação aos demais leitores e tipos de leitura, como aquelas que se referem aos autores não clássicos, ou melhor, aos mais populares, mais vendidos, regionais, romances, leituras dirigidas aos adolescentes, as populares revistas em quadrinhos ou gibis, ao público infantil, aos leitores de jornal, de revistas femininas, de revistas especializadas – futebol, carros, esporte em geral, de determinas profissões-, aos que lêem na internet.

Não é irreal afirmar que encontramos quem faça distinção com o tipo de jornal que é lido sem considerar que muitas vezes o gosto pela leitura pode ser despertado por qualquer um destes objetos de leitura. Importa se aquilo que é lido produz algum efeito positivo no leitor, se estimula coisas boas, desperta para uma realidade, ou induz a ter sonhos, ou até esquecer as agruras da vida, ou se consolar, se lhe traz informação, se produz conhecimento, prazer, entretenimento, conscientização, força para enfrentar a realidade ou empreender um novo projeto de vida. Ignorar que o mundo atual produz muitos bens, muitas facilidades mas também muita ansiedade e que uma simples leitura pode ajudar até a compreender melhor o que está sentindo  e como pode tentar melhorar é desconsiderar o encanto e o poder das palavras. 

                                Isabel C S Vargas

                                Pelotas/RS/Brasil

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TEIAS

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                 O ser humano não foi feito para viver só e sim para conviver, partilhar experiências. É importante estabelecer relacionamento, formar teias que o mantenha ligado, entrelaçado com outros de maneira que ele possa circular entre estes ligamentos e deles extrair segurança e se fortalecer. Não para se sentir prisioneiro, mas para que possa se sentir firme e ser impulsionado para realizações proveitosas.

São teias formadas pela família, pelos parentes, pelo vizinho, companheiros de grupo, pelo colega de trabalho, primordialmente por aqueles com quem é possível fazer trocas sinceras, que produzam sentimentos bons, que façam o indivíduo se sentir e ser melhor, abandonando pessimismo, egoísmo, orgulho, e qualquer outro sentimento que produza efeitos negativos como mágoa, raiva, ódio, vaidade ficando mais leve para alçar voos que permitam ter o espírito livre para conquistar a paz e alegria de viver.

 É mais fácil quando o indivíduo está comprometido em viver e transmitir otimismo, amor em cada dia de sua existência. Não é fácil, mas para que isto ocorra é necessário estar bem consigo mesmo, satisfeito com o eu interior, com as próprias realizações, consciente de como deseja viver, das metas que quer atingir.

Só se abre para uma vivência compartilhada e que valorize o outro aquele que tem auto-estima satisfatória, que se sabe importante, único e reconhece a importância do outro.Este tipo de pessoa vive com generosidade, sem preocupação de estar sempre certo, de ganhar, pois o que deseja é ser justo, construir bases sólidas que tanto serve para aparar àquele que cai como para impulsionar quem deseja ir em frente com a segurança que tem conexões fortes para nelas se reabastecer, quando for necessário.

Para a existência desta teia é fundamental existir confiança, pois só mantemos laços com quem é possível confiar. Para confiar é necessário identidade, identificação, afinidade e, mais uma vez, auto-estima, pois só quem se crê confiável é capaz de confiar nos outros.

            A teia é resultado de encontros, de amarras que dão sustentabilidade. É como uma rede em que todos os nós ou ligações são importantes e vão sendo feitos gradativamente, com paciência, com clareza, com desapego, com solidariedade e objetivo comum.

            É resultado de como cada um quer viver: só, voltado para si mesmo, seus interesses particulares ou de forma compartilhada, reconhecendo que ninguém é perfeito, mas é único, digno de respeito e valorização.

            Esta opção de vida vale para a vida familiar, como para os relacionamentos sociais e profissionais, não fosse assim não veríamos proliferar as redes de cooperação, as teias de solidariedade e tantas outras organizações sociais que se estruturam buscando uma melhor vivência em sociedade, mais solidária, mais humana.

                                                   Isabel C S Vargas

                                             PELOTAS/RS/BRASIL

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              Quando se fala no assunto referente à educação para esta faixa etária, em um primeiro momento o que as pessoas são levadas a pensar é na escolaridade nos moldes da educação regular, até porque em decorrência do Estatuto do Idoso foram criadas as Universidades para a Terceira Idade. Não é e errado assim pensar, porque o idoso pode recomeçar ou se reciclar.

         Ao falarmos em educação associada ao envelhecimento o fazemos considerando que a população idosa hoje é bem maior que na década anterior, assim como a expectativa de vida. Outro dado é que o comportamento do idoso da atualidade é bem diferente dos idosos de outras décadas. Como as pessoas deverão viver mais, então que vivam melhor, com mais qualidade de vida, mais prazer, que se permitam realizar sonhos outrora não realizados, que desenvolvam potencialidades ou habilidades que por qualquer motivo tenham ficado em segundo plano ou esquecidas.

 Aqueles que nunca freqüentaram os bancos escolares poderão fazê-lo hoje através de grupos específicos, criados para este fim.

         O indivíduo não é um ser acabado, devendo procurar se aprimorar sempre. È natural que na terceira idade prossiga neste processo de crescimento, inserindo-se em diversos grupos, ao invés de isolar-se, deprimir-se e/ou viver à margem das inovações.

A educação na terceira idade pode estar ligada a um processo informal de aquisição de conhecimento, de desenvolvimento de habilidades, ou de contato com novas tecnologias que podem facilitar a vida de cada um.

         A educação informal pode ocorrer por meio da leitura, de palestras, de viagens, visitas a museus, exposições,filmes, concertos, participação em grupos de interesses diversos, de aprofundamento da espiritualidade e da religiosidade, de aprendizado sobre o processo de envelhecimento, o que facilitará a compreensão e aceitação desta nova etapa da vida.  Também pela convivência e troca com pessoas de outras gerações, pela curiosidade em desvendar as novas tecnologias como uso de telefone celular, manuseio de eletrônicos e eletrodomésticos, objetos estes que outrora eram raridade e que ao dominar o funcionamento estará se permitindo experimentar novas oportunidades de aprendizado, de lazer, entretenimento, possibilitando manter diálogo a respeito destas novas experiências, o que sem dúvida favorece e enriquece o relacionamento interpessoal.

           A educação e o aprimoramento na terceira idade devem visar aspectos relativos ao melhor relacionamento, maior inserção social, elevação da auto-estima, desenvolvimento de habilidades que proporcionem prazer, alegria de viver, facilidade de entendimento do mundo atual, não vivendo só do passado.

          As atividades voluntárias propiciam crescimento pessoal, e é importante o seu desenvolvimento, em especial nesta época da vida, que vão auxiliar para que a etapa de envelhecimento não se caracterize só por perdas, mas por incontáveis aspectos positivos para as partes envolvidas.

Há um mundo novo a ser descoberto, desde que cada um se disponha a nele entrar, para os mistérios desvendar superando dificuldades, barreiras interiores e preconceitos.

                         

                         Isabel C S Vargas

                      PELOTAS/RS/BRASIL

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RESGATE

 

3541922628?profile=original Hoje, mais velha e mais tolerante

   Sem os atropelos e ansiedade da juventude

   Refaço, em pensamento, minha trajetória

   Nela reverencio meus acertos,

   Dos erros tiro lições.

   O que não posso mudar,

   Com humildade, aceito.

   Para seguir em frente

   Com alegria e leveza,

   Um novo rumo procuro,

   Então, do baú do passado,

   Retiro os velhos sonhos perdidos

   Que descubro ainda  servirem

   Com perfeição nos novos planos de vida.

           Isabel C S Vargas

              Brasil

  

 

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REMINISCÊNCIAS

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             Ao passar por uma padaria senti o cheiro do pão ao sair mais uma fornada. De imediato fui remetida aos tempos de minha infância. Adoro este aroma.Coisa curiosa, pois pode parecer que tive uma infância maravilhosa e, no entanto, ela foi cheia de dificuldades, de carências materiais.

          Outra responsável por lembranças é a chuva, ou melhor, o odor que a terra exala em contato com a água da chuva. Não sei explicar com exatidão quando isso ocorre, mas creio que é em época de calor e de seca.

           Sempre morei em casa. Talvez por isso, pelo contato mais direto com o solo essa ligação seja explicada.

           Ao lembrar esta época, recordo de uma casa de madeira ao fundo de um grande terreno. Grama verde, borboletas e cigarras voando na primavera e no verão. Vejo-me cuidando de minha irmã menor e, no inverno que embranquecia o pasto, ouço meus intermináveis acessos de tosse. Volta uma grande sensação de impotência. (Ou quem sabe ela sempre esteve aqui escondida).

        Reporto-me ao nascimento de meu irmão, em épocas mais distantes ainda, da minha felicidade ao exibi-lo às visitas como se fosse meu bebê e das minhas angústias quando ele adoeceu e quase se hospitalizou.

        O gatilho de minha infância é detonado quando ouço alguma música esquecida no tempo. Lili (acho que é esse o nome) é uma delas.

         Associo ao passado, as balas de goma, aquelas ainda sem formas diversas como agora, peito de frango desfiado, balas de guaco, xarope caseiro feitos por minha avó, cuja folha era colhida direto do pé que se espalhava por cima da parede do tanque. Ainda, o doce de figo, cujo pé era possível enxergar da janela de seu quarto.

        Na Páscoa, ovos de açúcar, bem mais acessíveis que os de chocolate; ninhos feitos em cestos de vime ou caixas cuidadosamente decoradas com franjas de papel de seda. Uma grande expectativa se  instalava, um grande prazer fazê-los.

        Em um breve insight percebo que isso talvez explique a luta constante contra o excesso de peso.

        Volto à realidade e percebo o que poderíamos considerar à época como algo desagradável, o tempo torna doce, carregado de nostalgia, porque junto destas lembranças estão pessoas que nos foram caras. Apesar do tempo decorrido, permanecem indeléveis em nossa vida pelos ensinamentos, pelas vivências e pelo amor que nos uniu.

                                       Isabel C S Vargas

                                              Brasil

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             É importante que todos tenham uma crença, uma fé. A iniciação deve começar desde cedo, pois permitirá um crescente desenvolvimento ao longo da vida do indivíduo.

            O ser humano está em constante desenvolvimento, quer no aspecto biológico, como no psicológico e assim também deve ser no espiritual.

            Se é importante cuidar da saúde, da alimentação, para ter uma vida saudável, há que se desenvolver, no indivíduo aquilo que diz respeito à espiritualidade e também à religiosidade.

              Proporcionar o desenvolvimento da religiosidade implica em promover a qualidade e a expectativa de vida, principalmente no que se refere aos idosos. Através da religião muitos aspectos podem se aprimorados, como tolerância, aceitação das várias etapas pelas quais o indivíduo passa, de modo a fazê-lo com mais serenidade.

            A espiritualidade não está, necessariamente, ligada a uma religião específica, mas sim ao modo como o indivíduo procura viver, se relacionar, atuar na família ou na sociedade, buscando proporcionar a si e aos que o cercam ambientes agradáveis, equilibrados, serenos onde seja prazeroso permanecer, se relacionar, trocar experiências, com prevalência da amizade, do amor, do respeito, do carinho, do bom humor, da solidariedade o que facilitará a convivência harmoniosa  entre pessoas de diferentes credos. 

            Como o ser humano é um ser social, vive em comunidade, essa vivência em grupo tende a se intensificar na terceira idade, pois nesta fase, estimula-se cada vez mais a inserção em grupos para superação de perdas advindas da fase em questão como perda do cônjuge, afastamento de filhos que formaram novos lares, aposentadoria, ausência de outros membros da família. A espiritualidade e a religiosidade vão fazer com que estes laços sejam mais fortalecidos.

            A espiritualidade e a religiosidade auxiliam o indivíduo a se aprimorar através de atitudes solidárias, que promovam valores éticos e morais bem como melhoram as relações interpessoais.

 

            A prática de ações que proporcionem bem estar ao indivíduo, tenderá a elevar sua autoestima, o que é fator de grande importância na obtenção e manutenção da qualidade de vida.

            Podemos dizer que através da religiosidade é possível ter motivação para viver e enfrentar dificuldades, superar com mais facilidade desafios e manter-se emocionalmente saudável.

                                      Isabel C S Vargas

                                       Pelotas/RS/BRASIL

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DECIFRANDO A AVENTURA

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Não tenho hábito de ler horóscopo, nem acredito naquelas previsões diárias.

Há alguns anos atrás, em temporada de praia, comprei uma camiseta com o signo correspondente ao meu aniversário. Abaixo do signo, a característica correspondente ao mesmo: aventura. Não liguei para isto. Em outra ocasião, ganhei um marcador de páginas de metal, com o signo e um livreto dando as preferências e as características do signo. Entre elas, lá estava, de novo a aventura. Fiquei intrigada, pois tal característica parecia nada ter a ver comigo. Tentei encontrar uma explicação. Nada se encaixava, considerando meu perfil. Casada há três décadas, morando no mesmo lugar por vinte e seis anos,quando viajo, geralmente, vou para os mesmos lugares, tenho medo de me aventurar por lugares inóspitos, minha família seguidamente costuma me acusar de ser muito medrosa, excessivamente precavida. Então, só poderia estar errado. Até que um dia, do nada, surgiu onde poderia se enquadrar tal característica, em que aspecto da minha vida ou de minha personalidade. Na profissão!

Comecei minha vida profissional no magistério (me orgulho muito disto, pois meu primeiro trabalho, aos 18 anos está lá na carteira profissional: UCPEL-Colégio Universitário Diocesano). Existe aventura maior do que lidar com o ser humano, único, imprevisível em suas características, aspirações, sonhos, realizações? Pois adorava o que fazia, e isto logo foi percebido pela turma que tinha, pois ao final do ano fizeram um abaixo-assinado para eu continuar com eles no ano seguinte. Foram atendidos. Alguns, até hoje, ocasionalmente vejo. Depois do magistério ingressei em serviço público, por concurso. Pensei que teria um trabalho burocrático, em ambiente reservado. Após o exame psicotécnico, fui para o setor para o qual fui solicitada. Atendia público o dia inteiro.

Lá, uma lição. Cada um com suas mais diversas formas de agir e reagir. Tanto poderia receber flores, como reações iradas de pessoas que não imaginaria que se comportariam de tal forma. Aprendi que em se tratando de trabalho com pessoas, é fundamental o respeito, paciência, educação, cortesia, cumprimento de horários, humildade. Fiz boas amizades que perduram até hoje. Deste trabalho, fui para outro, após ser nomeada, também em virtude de concurso público. Nos três locais, o foco principal eram as pessoas, seu desenvolvimento, sua assistência e sua proteção, respectivamente.

Além de considerar uma aventura o trato com o ser humano, porque nunca encontramos ninguém igual, ao escolher o Direito, percebo que isto também tem seu aspecto de aventura, pois o estudo, a atualização tem que ser constante, sistemática, em virtude das constantes modificações, visto que o Direito acompanha a evolução da sociedade. Embora ainda possamos encontrar leis arcaicas ou em desuso, muitas áreas em muitos aspectos estão sempre se modificando visando atender melhor a sociedade e às relações humanas. Ainda há que se considerar que vivemos em um país onde um volume imenso de medidas – provisórias passou a ser o habitual e não a exceção, por muito tempo, além é claro de leis, decretos, e mais uma infinidade de instruções normativas, que regulam a vida do cidadão comum. (sim do comum, porque outros até se julgam acima da lei)

Enfim, depois de muito tempo é que fui descobrir o que eu creio possa ser uma explicação para tal característica, ao perceber que gosto de trabalhar com pessoas e num ramo de saber que está sempre em constante mudança. Existe aventura maior do que isto?

                                                           

                                         Isabel C S Vargas

                                        PELOTAS/RS/BRASIL

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CONSTRUINDO A FELICIDADE

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            Muitas vezes, por afeto e excesso de zelo, somos levados a querer tirar todos os obstáculos do caminho de nossos filhos, querendo poupá-los de dissabores, de sofrimentos. Só que esta não é,sem dúvida, a melhor  conduta, a melhor atitude.As dificuldades aprimoram o espírito,amadurecem,fazem pensar ,avaliar melhor cada situação,cada obstáculo com que virão a se deparar na idade adulta.Isto tudo, associa-se ao fato de que aquilo que é muito fácil, muitas vezes não é valorizado devidamente.

As dificuldades são educativas e o sofrimento, muitas vezes terapêutico, pois leva à reflexão, às descobertas, ocasionando um novo entendimento, uma nova visão e, consequentemente, uma nova postura diante da vida e dos fatos.

            Aquilo pelo qual batalhamos, dedicamos nosso tempo, esforço e suor, em muitas ocasiões, será mais valorizado apreciado e cuidado.

            Quando jovens, na maioria das vezes, ao primeiro dissabor, fazem uma tragédia, ficam dias curtindo sofrimento, transformando-se numa ilha distante, inatingível, envolta num céu de tempestade. Por mais que queiramos nos aproximar,não conseguimos furar o bloqueio que é maior pela impetuosidade da juventude,pela falta de paciência,por querer resolver tudo com se fosse para ontem,sem se aperceberem que a vida se encarrega de atenuar as dores, trazer sabedoria, paciência,maturidade, isto sem falar que ensina  cada um a ser mais seletivo nas escolhas e mais ponderado nas decisões.

            Os jovens e também em muitos casos os adultos, tendem a colocar a felicidade pessoal em uma pessoa, sem perceberem que é possível construir a própria felicidade. Para isso é necessário ir mais longe em seu desenvolvimento pessoal, procurar distanciar-se dos problemas, para vê-los sob outro ângulo, outro enfoque e assim ser possível analisá-lo com mais distanciamento.

            É importante fazer uma autocrítica, procurar ver em si qualidades que possam parecer escondidas ou adormecidas e revigorá-las; valorizar-se, para sentir-se mais seguro, mais dono de sua vida, de si mesmo, ver os erros cometidos e procurar não repeti-los, procurar não ver só o lado negativo das situações. É preciso ver o lado positivo, pois sempre há e consequentemente, visualizar soluções. Energias positivas atraem coisas positivas, renovam sentimentos,tornam ambientes mais leves, melhoram relações, que promovem a elevação da auto-estima e conduzem as pessoas à uma melhor convivência, tanto no ambiente familiar, afetivo ou profissional.

            Em geral, tentando melhorar seu mundo interior, crescer como pessoa, edificar sua felicidade em bases internas, o ser humano acaba por perceber o quanto é importante estar bem consigo, para relacionar-se melhor com os outros, pois passa a ter mais para oferecer e menos a cobrar.

            Sei que para quem está imerso nos próprios problemas, é difícil abrir a primeira porta, de modo a permitir a entrada da luz, que possibilitará uma nova visão e percepção das coisas, mas aí é que a família, os amigos podem ajudar tentando ser a ponte que os conduza do sofrimento para a libertação, para a consciência de si, do seu valor, levando-os a buscar atingir objetivos pessoais que os tornem mais plenos, realizados e felizes.

                                                                                  

                                                                  ISABEL C S VARGAS

                                                                 PELOTAS/RS/BRASIL

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BLOGS X IMPRENSA TRADICIONAL

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Há profissionais, médicos, advogados, dentistas, enfim, toda uma gama de profissionais que gozam de excelente reputação, pela idoneidade e credibilidade. O âmbito de abrangência de sua opinião e influência, geralmente, se restringe ao seu âmbito profissional. No caso do jornalista que é um formador de opinião convencionou-se ao longo da história que deveria manter uma conduta ou posicionamento de imparcialidade. Não sei se originado nos meios políticos ou futebolísticos. Explica-se pela linha adotada pela empresa empregadora e também em função do maior ou menor poder econômico ou de abrangência da mesma que por isto impõe aos seus colaboradores, empregados ou subordinados um padrão a ser seguido. Mesmo assim esta não deixa de influenciar o público através de posições adotadas e assumidas e pela leitura que faz dos fatos e como os repassa. Há fatos e interpretações dos mesmos.Com o avanço das comunicações não dá para ser retrógrado e pensar que só tem valor ou credibilidade aquele que está respaldado por grandes organizações e não aferir valor a outras linguagens. Seria como retroceder e só aceitar como efetivo cunho jornalístico a imprensa escrita desconsiderando todo o avanço posterior e as novas formas de comunicar. Com relação ao fato do jornalista externar sua posição política não temos só um a fazê-lo. Aliás, só para lembrar, é a constituição que garante que isto ocorra, felizmente, o que não significa que tenhamos que concordar com as referidas posições externadas. Com relação ao público, ao expectador, leitor ou ouvinte com menos condições de discernimento, àqueles que se prestam à manobra política, o caminho para o discernimento é a educação para a qual a mídia deveria ser um dos principais instrumentos. Quanto ao entendimento do termo tradicional cabe a pergunta, sobre o que pode ser considerado tradicional nesta pós-modernidade líquida?

                                               Isabel C S Vargas

                                               Pelotas/RS/Brasil

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NINHO VAZIO

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                  Ela deitada na rede no alpendre da casa parecia estar em completo relaxamento, gozando as delícias do momento, sem compromisso, sem perturbação aparente. Quem a visse diria estar em sintonia com o ambiente que a cercava. Praia, tranquilidade, brisa suave a soprar no início de outono de temperatura amena. Animais de estimação descansando a seus pés parecendo todos integrados em perfeita harmonia.

               Seus pensamentos, entretanto, não condiziam com a aparência, pois as dúvidas a perturbavam. A incerteza era sua companheira. Começava uma nova etapa de sua vida. Nunca pensou que chegaria tão rápido. Parece que fazia tão pouco tempo que haviam se conhecido, namorado, casado. O ciclo, entretanto já se havia completado. Casamento, filhos pequenos, correria para trabalhar, acompanhar seu crescimento, vivenciar com intensidade todas as etapas da vida de cada um. E, eram quatro. Trabalho e satisfações intensas. Alegrias, surpresas. Alvoroço de família reunida. Avós ao redor da mesa, risadas, alegrias eternizadas em centenas de fotos espalhadas em inúmeros álbuns em uma ânsia de guardar estes momentos como se assim fazendo durassem para sempre.

              As crianças cresceram, os idosos se foram, Outro ciclo começou. Namoro, noivado casamento. A primeira neta. Recomeço com sabor de doçura duplicada. Novos encantamentos. Tudo em ritmo de festa.

               A perda dos avós, embora sentida fazia parte de um ciclo natural.

             Então, inesperadamente, brutalmente, ela diria o ciclo foi rompido e o filho caçula, com toda vitalidade, teve a vida ceifada. O caos se instalou. Pensou não sobreviver. Sobreviveu.

Embora se sentindo mutilada, seguiu vivendo. Nunca pensou que teria forças para tal. Talvez fruto de sua eterna teimosia. Nunca se deixou abater com as dificuldades. Não via opção senão lutar e ir em frente. Não se deixava vencer.

               Quando pensava estar se acomodando a esta nova realidade eis que a vida lhe passa outra rasteira. Agora, o marido sucumbe. A enfermidade vence. Ele junta-se ao filho.

               E ela? Qual será seu novo caminho? Como enfrentará o ninho vazio? Terá forças para seguir sozinha? Todas estas indagações povoam seus pensamentos. Tudo passou tão rápido...

            Um filme passa em sua mente. Nem parece que se passaram quarenta anos. O ciclo segue avassalador. 

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                                   ISABEL C S VARGAS

                                    RGS/ BRASIL

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TUAS MÃOS

Tuas mãos são fortes, belas, seguras.

Ao vê-las, sinto vontade de tocá-las,

de senti-las entre as minhas

a transmitir tua força e teu calor.

Ao imaginá-las, como neste momento,

sinto-as deslizar por meu cabelo,

 acariciar meu rosto

e a me levar para perto de ti.

Fecho os olhos.

Sinto tuas mãos por meu corpo

a procura de novos caminhos

antes nunca percorridos.

Elas transmitem tua força de caráter

e a tua forma delicada de tratar as pessoas.

Neste momento. eu só desejaria

tê-las estendidas em minha direção

oferecendo-me um caminho novo

para contigo percorrer.

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 ISABEL C S VARGAS

RGS/BRASIL

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MUNDO REAL

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         Li um texto sobre materialismo e espiritualidade que trazia em seu corpo a Parábola da Caverna, de Platão, que está inserida no livro VII de sua obra A República.
        Na Parábola, o mundo material é retratado como uma caverna escura e nós, os humanos, somos identificados como prisioneiros imobilizados desde que nasceram em uma posição tal que só lhes seja permitido olhar para uma parede.
            Devido ás condições e situação em que se encontram na caverna, nada vêem além de suas próprias sombras, das sombras dos outros prisioneiros e das sombras dos animais e objetos carregados pelas pessoas que passam pelo caminho iluminado atrás de um muro. Identificam a si mesmo e aos outros como sombras. Isto passa a ser sua realidade individual.Se ganharem a liberdade,terão dificuldade de aceitar a verdadeira realidade.O texto tenta mostrar o difícil caminho da iluminação e do progresso espiritual.
            Aquilo que denominamos de realidade, seria o que os sentidos percebem e que por isso mesmo passam a ser nossos modelos mentais. A verdadeira realidade, por extrapolar em muito a capacidade dos sentidos, não tem aceitação imediata.
Ao me deter nesta leitura, inicialmente, relacionei com situações individuais, posteriormente, históricas e, finalmente, percebo nele a explicação de situações atuais.
Vejamos a situação de determinados segmentos da população desta nossa republica, analfabetos, subempregados e vivendo prisioneiros da própria ignorância, cultivando o espírito de rebanho e servindo de massa de manobra para políticos inescrupulosos e marqueteiros competentes. Conseguem ver só aquilo que lhes é permitido ver, quer pela manipulação que são alvo, quer pelas próprias limitações. São induzidos a crer como realidade, como verdadeiro, só o que lhes é mostrado de forma obscura e fantasiosa. Quando tentam abrir-lhes os olhos , para perceberem a verdade,diferente daquilo que até então haviam percebido,torna-se difícil aceita-la.Primeiro porque extrapola em muito sua capacidade de entendimento e em segundo lugar porque a acomodação aparece-lhe como caminho mais fácil , menos tortuoso,visto que já conhecido.O crescimento demanda em atitude interna,que não permite acomodação,que pressupõe abertura para a realidade,solidez de princípios,vontade férrea em atingir metas sem se deixar desvirtuar ou corromper no meio do caminho.Pressupõe espírito forte,consciência da importância de cada um como ser histórico,pensante e agente transformador de uma sociedade.Isto implica em responsabilidade.Só que o comodismo leva as pessoas ,de um modo geral,atribuir culpa das mazelas próprias e sociais a outrem e não assumir ,desta forma a sua parcela de responsabilidade pelas coisas boas ou más da realidade circundante.
Ora, estamos, no momento, em uma etapa importantíssima na vida da sociedade brasileira, visto que a liberdade de escolha foi conquistada, porém a falta de percepção da verdadeira realidade confunde àqueles que ainda estão no início do processo de crescimento, impedindo-lhes de aceitarem os fatos ocorridos à sua falta. Continuam sendo manipulados, para acreditarem que escândalos, corrupção, roubos, tramóias, caixa dois, paraísos fiscais, pesquisas com resultados, às vezes distorcidos, são forjadas, irreais, visto que fogem à percepção de seus sentidos, já habilmente manipulados subliminarmente por grandes investimentos em poderosas mídias.
            É importante que cada um que tenha condições de conduzi-los à luz, o faça, sob pena de amargarmos todos por mais um período de trevas, de escassa liberdade, de arbítrio, prepotência, má aplicação de dinheiro público, de descalabro nas esferas política, financeira, social, onde a despeito de campanhas institucionais, o que se viu foi a precariedade de verbas para educação, saúde, previdência, em contrapartida com altos lucros na protegida esfera financeira.

            É importante o ressurgimento de valores morais, éticos sem os quais não se pode conceber uma sociedade livre na qual o peso da justiça possa equilibrar a balança, visando uma convívio social mais harmônico, menos desigual.

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                                    ISABEL C S VARGAS

                                    PELOTAS/RS/BRASIL

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LEITURA E CRESCIMENTO

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              Ganhei um dos livros de Padre Fábio de Melo, chamado Mulheres de Aço e de Flores. Contrariando minha expectativa o livro não se tratava de histórias religiosas. É um livro bem escrito, falando de vivências muito sofridas de mulheres que provavelmente o autor tenha encontrado em sua caminhada de evangelização.

            Verídicas ou não, não importa, pois despertam para realidades fortes, diferentes do que estamos habituados vivenciar, mas que existem em quantidade.

            Achei-o um ótimo escritor sem nem entrar no aspecto religioso.

            Li, a seguir outro livro dele, chamado Quem me roubou de mim? Este também nos leva a sentir com ele as dores humanas com as quais ele se defronta na missão diária. 

            Vale à pena a leitura, para despertar para as inúmeras situações que ocorrem e que são situações que ao invés de proporcionarem o crescimento pessoal, diminuem, “sequestram a subjetividade” como tão bem denomina. Os ensinamentos servem para a jovem que está iniciando a vida, para a pessoa adulta, madura, para sacudir, conscientizar e reformular condutas, de modo a não se tornar algoz de ninguém, muito menos de si mesmo e para aquele que está em idade avançada, muitas vezes lamentando uma determinada condição de vida, descobrir em que momento se deixou aprisionar e perder o controle de si mesmo.

            Num mundo de tantas solicitações, de tanta fluidez, no qual tudo parece descartável, diz ele que o ser humano fica vulnerável sendo facilmente roubado de si mesmo.

            De uma forma sensível, mas ao mesmo tempo didática e clara coloca sobre os cuidados que são necessários e indispensáveis para que o ser humano se crie, se fortaleça e tenha condições de ser pessoa, o que implica em ser proprietário de si mesmo, de se auto-conhecer ,de se colocar à disposição para servir, processo esse que engrandece ambas as partes envolvidas, pois implica em conhecimento do outro, cooperação, doação, disponibilidade, amor, generosidade.

            Muito clara a colocação que faz comparando o ser humano a uma edificação. Diz o autor que “amar alguém consiste em observar onde estão as vigas de sustentação, para que não corramos o risco de derrubar o que o faz permanecer de pé.” (Sem querer parecer amarga, parece que há pessoas especialistas em descobrir tais pontos vulneráveis, para mais fácil fazerem ruir as edificações humanas).

            O objetivo de cada pessoa é procurar melhorar cada uma dessas edificações, amplia-las, faze-las crescerem explorando e realizando uma gama incomparável de possibilidades. O universo daqueles que se fazem “pessoa” se expande, ao contrário daquele que é subjugado, que se torna propriedade de alguém, diminuído na sua essência, sendo considerado apenas como objeto.

            Inúmeros são os casos exemplificados, como do rapaz drogado, da jovem manipulada por quem julga amar, da mulher que aceita o papel de vítima numa relação, da criança a quem não se coloca limite, mostrando que o poder que alguém possa exercer sobre o outro só se concretiza, porque assim lhe é permitido. Só quem está de posse de sua integridade emocional, de sua subjetividade pode impedir que esse processo delimitador e constrangedor se concretize.

            Vale à pena a leitura, pela sua forma, conteúdo e exemplo, mostrando como evangelizar implica em abrir mentes para possibilitar a posse de sua própria identidade.

            Para que este processo de libertação e expansão de realize é necessário amor e doação por parte daqueles que nisto se empenham.

                                                   

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                                                                  ISABEL C S VARGAS

                                                                  PELOTAS/RS/BRASIL

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SINAIS DA MODERNIDADE

         

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               Na época atual tudo se processa de uma maneira muito rápida. Os meios de comunicação transformaram o mundo em uma aldeia na qual se sabe instantaneamente os acontecimentos do outro lado do planeta. As novidades surgem e logo são suplantadas por outras numa grande velocidade. Tudo é imediato, consumível, descartável.

            As relações humanas também foram extremamente influenciadas pela modernidade. Os relacionamentos parecem efêmeros.

Muitos jovens casam com a perspectiva de separação, se não der certo. Ambos são facilmente assimilados e possíveis de acontecerem sem traumas. É evidente que são casos fáceis de serem encontrados, porém não é possível generalizar.

  Os sentimentos passaram a ter esta característica de transitoriedade, como qualquer objeto de consumo. Fugaz. Descartável. Facilmente substituído.

Parece que todos estão numa eterna busca por algo novo, atual.

Assim é a regra do jogo. Se não agem assim estão por fora, desatualizados.

            Se um jovem (e até os não tão jovens, os mais maduros, diria) lesse um livro como O Amor nos tempos do cólera de G. G. Márquez não chegaria ao término e certamente o acharia uma loucura. Numa época de relacionamentos tão instantâneos, alguém permanecer amando outra pessoa por mais de cinqüenta anos, para só então ficarem juntos, pode parecer coisa de doido, ou ficção já que a realidade é de muito desamor e violência.

            Hoje a vida, as relações mudaram muito em comparação às décadas passadas.  Como em qualquer situação, se ganha em alguns aspectos, perde-se em outros.

Pode ocorrer que a mudança, em algumas situações seja apenas quanto à apresentação, à forma, ao aspecto exterior, sendo a essência mantida.

A época atual caracteriza-se pelo “amor urgente”. Todos têm pressa e um pouco de medo, como se o trem fosse passar e temessem nele não embarcar. Tudo é executado com à imagem de uma estrela cadente. Surge inesperadamente, causa um encantamento momentâneo e logo se desfaz, vira um nada, sem perspectiva e sem futuro. Dá até para duvidar se realmente aconteceu.

            É necessário perceber que os sentimentos precisam de solo fértil e tempo para desabrocharem e se desenvolverem. A semente mal plantada pode não vingar. É uma promessa que não se concretiza.

É necessário paciência, observação, tempo para se conhecer, tempo para amar, pois só se ama aquilo que se conhece se admira e / ou que tem o poder de “encantar e seduzir”.

Concluindo as manifestações do amor e a maneira como a relação se processa podem estar diferentes, mas parece que a busca desenfreada pelo amor, pela companhia, pela felicidade é a mesma.

                                          Isabel C S Vargas

                                          RS/Brasil

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DIFERENTES OLHARES

3541922106?profile=originalO amor em si é absoluto e abrangente.”

                         Brian Weiss

 

                        O que conseguimos perceber, por observação, conversas, troca de opiniões em determinados grupos é que muitas pessoas quando se referem ao amor o fazem, apenas sentidos de relacionamento amoroso entre pessoas de sexos diferentes ou não (relacionamentos) ou no aspecto familiar (amor materno, paterno, fraternal, filial). Esta concepção me parece restritiva, na medida que delimita sua área de aparecimento, ou de abrangência. Explico minha interpretação: Lendo livros sobre liderança-que me parece tão em falta no cenário político nacional-o autor coloca o amor como algo mais amplo, positivo, ou objetivo, concreto, na medida que se traduz por ações, comportamentos, visto que ele (o autor), James Hunter, diz que “amor é o que o amor faz”. Isto se revela nas ações diárias, como o indivíduo reage, se define, se posiciona nas práticas de relacionamento não no aspecto colocado acima (afetivo), mas também no aspecto profissional , em como se predispõe a servir objetivando proporcionar um maior crescimento pessoal e profissional do outro (verdadeiro líder).

Daí se deduz primordialmente que o amor não é egoísta, não centraliza poder, não manipula as pessoas em proveito próprio. Favorece o desenvolvimento de potencialidades. Tende a tornar as pessoas melhores. Pressupõe honestidade, confiança, compromisso, fidelidade, disponibilidade, respeito, paciência, aceitação, tolerância.

Numa rápida passagem pela literatura, pelo teatro e na própria vida (que inspira a arte) nos deparamos com inúmeras situações violentas que se dizem terem sido fruto do amor ou da paixão, como decorrência dele.

   Ora, certamente isto não é verdade. É idéia de posse, domínio, não raro associado à raiva, insegurança, inveja, despeito ou qualquer outro sentimento menor que produzem sensações de desconforto e que são responsáveis por tais ações.

Mais uma vez me reportando a Flávio Gikovate que faz uma observação interessante, num enfoque diferente. Ele diz que é muito comum confundirmos amor com autoestima, ao se referir a um jargão comumente encontrado que diz que aquele que não é capaz de se amar, não tem capacidade de amar os outros.

O termo mais apropriado seria a autoestima que pode estar relacionada ao amor, mas também pode estar relacionada com valor. A baixa autoestima significa que o indivíduo não está satisfeito com seu jeito de ser. Aquele que faz de si um juízo negativo não tenderá a ter relacionamentos satisfatórios enquanto não procurar resolver sua situação interior, o que me parece muito razoável. Pessoas em conflito tendem a esperar que o outro resolva seus problemas, angústias, insatisfações, quando na realidade é ele próprio que tem que resolver para poder se sentir inteiro, completo para conseguir partilhar tal sentimento com outras pessoas, quer no âmbito afetivo quanto no relacionamento profissional , que por ser inter-pessoal requer pessoas satisfeitas, felizes, disponíveis para oferecer ,crescer com a partilha , com a troca e não só receber.

Importante , então é a maneira como as pessoas se conhecem, se olham para determinar que tipo de olhar terão para com os outros. Dependendo do olhar, tudo pode refletir amor desde que estes reflexos sejam positivos e geradores do bem e do crescimento e não de destruição do objeto deste amor.

                                        ISABEL C S VARGAS

                                        RS/ BRASIL

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