Posts de Isabel Cristina Silva Vargas (175)

BRONZE BABPEAPAZ

MÃE- UM EXCELENTE APELO COMERCIAL

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            O comércio está todo voltado para a segunda melhor data comercial do ano, ou seja, o Dia das Mães. Os estabelecimentos investem nas propagandas por todas as mídias ou incrementam as habituais quando mantém contas permanentes em agências ou espaços permanentes. Capricham no jingle veiculados nas emissoras de rádio, nas imagens das propagandas de TV, procuram exaltar de todas as formas as qualidades, o valor e importância da homenageada. Desde algum tempo já mostram os diferentes tipos de figura materna, não mais aquela figura estereotipada de mãe (amorosa, recatada, protetora, um tanto submissa e, paradoxalmente, guerreira quando se trata de defender os seus rebentos, qual seja a idade que tenham) sempre com um sorriso, como se nunca se irritasse ou aborrecesse. Mostram as mães que são essencialmente donas de casa, como as que trabalham fora do lar (acumulando função, e muitas vezes, culpas pela dupla jornada). São profissionais dos mais diversos segmentos, pessoas dinâmicas, outras nem tanto, românticas, esportistas, sonhadoras ou pragmáticas, simples ou sofisticadas, consumistas ou controladas, enfim mostram que existe uma multiplicidade de seres diferentes (portanto com um leque cada vez maior de possibilidades de incremento de vendas), com algo em comum: Ser mãe.

 Isto implica que uma faixa muito grande da população será presenteada ou com uma rosa ou uma jóia, um objeto de uso pessoal ou algo que possa beneficiar a família inteira (uma TV de 42 polegadas, por exemplo, vai lhe agradar sobremaneira, mas, certamente vai extasiar o marido nos jogos de futebol, durante a semana, nos finais de semana, nas competições estaduais, nacionais, internacionais, na copa do mundo), portanto, um grande presente, embora muito raramente algumas consigam sentar-se à frente da televisão para ver um programa, mesmo que seja uma novela, pois têm inúmeras outras coisas que não dá para deixar para o dia seguinte.

       .Talvez isso ocorre pela ideia de que mãe não é um ente único, é múltiplo. Mulher é como polvo como diz Dr. Içami Tiba.  Com seus inúmeros tentáculos tenta abraçar a todos para auxiliar, proteger, ou superproteger. Faz inúmeras coisas ao mesmo tempo (coloca a roupa na máquina de lavar, o leite no fogo - ou no microondas - arruma a mesa para o café, atende ao telefone, passa os olhos pelo tema que o filho está fazendo, faz um sinal de cabeça para o outro que chora) e no final da manhã ainda apresenta um comidinha saborosa para toda a família e que fica feliz se alguém se lembra de elogiar.

            Mulher e mãe são identificadas da mesma forma. Embora nem toda mulher seja mãe, o é em potencial, e é criada para isso. Brinca de casinha desde pequenina, cuida das bonecas, brinca com liquidificador, pipoqueira, panelinha, tanquinho, fogãozinho desde a mais tenra idade. Só bem mais tarde lhe dão um livro de presente- não porque não saiba ler nos primeiros anos de vida, porque além de terem gravuras maravilhosas, que despertam a atenção e curiosidade, sempre há uma mãe, uma avó, tia ou babá que possa lê-lo para ela. Não esqueçamos que os livros subvertem. Por isso foram queimados.

            Podemos concluir, então que mãe vende tudo. É capaz de vender utilidade doméstica, objetos de uso pessoal, artigos de beleza, vestuário, programação cultural, utensílio doméstico – panelas, então, nem se fala. Nem todos lembram que perfume, brinco, uma bolsa, também pode ser objeto de primeira necessidade para uma mãe vaidosa, se o orçamento assim o permitir, mas TÁBUA DE CARNE!!!!

            Foi o que vi em uma propaganda deste domingo, entre os objetos que fariam a alegria de uma mãe, lá estava ELA. Horrorosa, em meu entendimento, até porque na atualidade temos umas lindas, de vidro, enfeitadas e higiênicas. Confesso que é a primeira vez que vejo. O que a primeira vista me pareceu mau gosto, falta de imaginação, pensando melhor, percebi que pode ser uma maneira de vender um estoque encalhado, afinal, mãe não reclama, adora um agrado dos filhos, até porque, o que importa mais é o que vem junto, é gratuito e embora venha com aspecto de coadjuvante e acessório, é o principal: o abraço, o beijo a confraternização.

            Para organizar as coisas (esta é outra função das mães) e evitar sorrisos amarelos de ambas as partes, em minha família, estabeleci – meu marido diz que adoro mandar- que só aceito presentes de utilidade doméstica no dia das mães, afinal, ser mãe é estar “à disposição de” a vida inteira, mas em meu aniversário, sou capaz de devolver ou trocar se vier algo deste tipo, talvez pelo “trauma” gerado quando em um aniversário ganhei uma panela elétrica que permanece em desuso até hoje.

            Outra regra: Como todos os filhos estão crescidos e trabalham resolvi dar um descanso para meu marido não precisar gastar. São eles que têm que me dar, por mais simples que seja. Quero é a atenção do tempo despendido, a preocupação do agrado, o exercício de adequar o objeto ao gosto do homenageado e ao orçamento pessoal. É um exercício para a vida toda.

            Creio que os motivos desta crônica foram vários sentimentos: o medo de receber algo tão danado, feio, sem glamour, a curiosidade sobre o presente comprado por uma das filhas e que para se “vingar”, eu creio, da expectativa dos tempos de criança, mostrou-me o pacote e disse: - Olha, isto é teu presente. Não podes abrir até domingo e, por último, o desejo de encarar a data com bom-humor, já que não tenho mais minha mãe para presentear e o melhor que posso fazer por ela neste dia é fazer uma prece do fundo de meu coração e agradecer por tudo que ela foi para mim.

            Um Feliz Dia para todas as Mães.

            ISABEL C S VARGAS

            Pelotas/RS/BRASIL

 

 

 

          

                           

       

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MINHA MÃE

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Quando eu era pequena

Um abraço e um beijo

 Ofertava-te alegremente.

Nos tempos de escola, presentes singelos

Fazíamos com amor.

Quando jovem e com o fruto de meu trabalho

Um presente sempre queria te dar.

Comecei suprindo as necessidades

E, depois incentivando tuas vaidades.

O tempo passou e, para minha dor,

Tu foste para junto do pai.

Então, com muita tristeza todos os anos,

Um ramo de flores vou te ofertar,

Em nome de meu amor,

E de tudo que me deste.

Para ti minha mãe, meu agradecimento,

As flores e minha oração.

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 Isabel C S Vargas

                                  Pelotas/RS/Brasil

 

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MINHA AMADA MÃE

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Uma mulher muito simples,

Do povo saída, cheia de esperança

De dias melhores para todos.

Uma filha especial, exemplo de amor

Dedicação, devoção filial,

Que aos filhos transmitiu pelo exemplo.

Aos seus filhos proporcionou

Tudo aquilo que sonhava:

Amor, zelo, carinho, educação e,

Com muita dificuldade, instrução,

Seu sonho maior, através dos filhos, realizado.

Hoje,  ela está no céu como estrela

E, continua a apontar caminhos.

Digo-lhe com toda gratidão e emoção:

Mãe eu te amo e te devo tudo.

Obrigado, Meu Deus, pela mãe que me deste.

 

Isabel C S Vargas

Pelotas-RS- Brasil

 

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TRIBUTO A MINHA MÃE

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               Algumas pessoas têm facilidade de expressar sentimentos. Outros os guardam por timidez, por dificuldades de se expor, sendo mais fácil se expressarem através de atitudes do que por palavras. Entretanto os gestos, à vezes, são mal interpretados. As palavras até poderão ser, também, dependendo do momento ou do contexto. Porém, parecem ser mais facilmente compreendidas do que os gestos.

            Muitas vezes percebemos que deveríamos ter falado certas coisas ou expressado determinados sentimentos e não o fizemos por barreiras internas, perdendo oportunidade enquanto ainda havia tempo para fazê-lo.

            Por ocasião de datas especiais como esta, Dia das Mães, observamos que algumas pessoas escrevem, homenageando seus entes queridos, após eles já não estarem mais entre nós. É uma necessidade de quem escreve.

            Aprendi que gratidão e reconhecimento são sentimentos que se manifestam na maturidade. Por isto, resolvi escrever, enquanto há tempo,e estas palavras possam ser lidas pela sua destinatária, por quem desejo expressar gratidão.

            Não vou falar de perfeição, porque ninguém é perfeito. Desejo ressaltar a importância dos sonhos e da luta para realizá-los.

            Refiro-me a alguém de família humilde, filha de um operário (funileiro) e uma dona de casa que se dedicava a dar aulas particulares em casa. Por isto e pela impossibilidade de oferecer escola para os sete filhos do casal que sobreviveram às doenças e dificuldades da época, estes foram alfabetizados em casa, com exceção de uma que frequentou a escola por algum tempo. E, esta não foi ela. Isto não foi motivo de dores nem mágoas. Ao contrário, é grata por ter aprendido o que lhe proporcionou um dos maiores prazeres ao longo de seus 81 anos: a leitura o que a tornou uma pessoa capaz de se comunicar com clareza, interagir, frequentar qualquer local com a maior dignidade. Foi capaz de falar de cinema, esporte, política, música com qualquer pessoa. Falo no passado, porque hoje os problemas com a memória já a impedem de ter o mesmo desempenho.

            Dona de uma caligrafia invejável, admirada até por quem tinha curso superior, escrevia muito para aprender mais.

            Batalhou com todo empenho para que os filhos estudassem e se formassem.

            Na época do grupo escolar, se não havia dinheiro para o tecido do uniforme branco, era do lençol que ele era confeccionado; se não era possível comprar livros novos, era o usado que ela ia buscar, o curso de idiomas era realizado através de bolsa fornecida pelo consulado em Porto Alegre, para quem ela escrevia cartas solicitando a concessão.

            Todos estes recursos permitiram que dois dos seus três filhos tivessem mais de um curso superior, além de quatro netos, hoje também formados e outros dois próximos desta conquista também. Por isto, várias vezes disse aos meus filhos, que se hoje eles podem usufruir de coisas que lhes proporcionei ao longo da vida, se estão formados, trabalhando, sendo pessoas responsáveis, dignas, produtivas, que agradeçam ao esforço da avó, cuja luta me permitiu ter uma vida infinitamente melhor do que a dela, em vários aspectos, embora ela jamais se queixe das dificuldades pelas quais passou e sempre demonstre agradecimento e amor pela família unida em que nasceu.

            Por tudo isto, nesta data, achei que seria o momento apropriado, para repetir:

            Obrigado por tudo, Mãe.

            Com amor...

            Este texto foi dedicado à minha mãe em 2007, último dia das Mães que esteve entre nós, pois faleceu na noite de Natal do mesmo ano.

                                                                                   Isabel C. S. Vargas

                                                                                   Pelotas/RS/Brasil

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ESPERANÇA NO FUTURO

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As atribulações do cotidiano atingem as pessoas, desde os mais jovens aos mais maduros.

A competição é uma realidade inegável. Torna-se acirrada desde a escola,aumenta consideravelmente na época do vestibular,consolida-se no meio universitário,atinge o ápice na entrada no mercado de trabalho.

Para buscar um diferencial que enriqueça o currículo, o formando sai da universidade e joga-se de corpo e alma em pós-graduação, especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado, buscando cada vez maior qualificação. Vê-se jovens,com menos de 30 anos já com estes títulos .Exigências do mercado.Boa parte deles,só após estas etapas, consegue um trabalho que corresponda à sua qualificação e à sua aspiração.Disputam as vagas, nestes cursos, com pessoas de outras gerações,que só agora estão fazendo tais cursos,porque não tiveram tais exigências ao sair da universidade ou porque não lhes foi possível em função das necessidades a serem atendidas.

É importante que além de toda essa qualificação estejam estes jovens equipados emocionalmente para o trabalho e o pleno exercício da liderança.

Particularmente, acho maravilhoso, quando vejo em determinadas carreiras a grande quantidade de jovens que assumem em função de seu desempenho nos concursos públicos.

Acho extremamente saudável a renovação com mentes abertas, cheias de idéias e ideais, de boas intenções, bons propósitos.

Somado a tudo isso, é importante a consciência de que mais do que nunca, o que a sociedade precisa e espera, além de seus diplomas, é que eles tenham para com o outro e com a própria sociedade o compromisso de serem não só bons profissionais, mas bons seres humanos, que gostem de pessoas, de lidar com elas, que saibam escuta-las (muitas vezes é só isso que precisam) trata-las com carinho e o respeito que todo ser humano busca e merece. Quem ama o que faz presta atenção naquilo que faz.

É importante ser humilde, abnegado no desempenho de suas atividades, para atender às necessidades do outro; ser coerente, no pensamento e ação, comprometido com a sua realização e com a satisfação das necessidades do outro. Sobretudo,é preciso aquilo que mais a sociedade está carente neste momento:honestidade,estar livre de tentações,de enganos,de envolvimentos perniciosos.Aí,sim, poderemos mudar o panorama atual e termos um final diferente daquele que temos visto no nosso cotidiano,com fatos sendo maquiados,distorcidos,disfarçados visando manter no poder figuras que  lá estão pelo poder em si, não para servir.

Na verdade, o que precisa a sociedade, é de verdadeiros líderes, bons modelos, comprometidos com a verdade, com a dignidade, o respeito e cujo objetivo seja a ela servir.

                                              

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                                     Isabel C S Vargas

                                   PELOTAS/RS/BRASIL

 

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5º aniversário da PEAPAZ

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Desejo, neste quinto aniversário da PEAPAZ

Saudar a fundadora do Portal

Por sua edificante iniciativa, não só para si,

Mas para todos nós, escritores, poetas, contistas,

Proseadores, cronistas, sonetistas, cordelistas, trovadores...

Participar deste portal repleto de artistas

É uma forma de exercitar a escrita, conviver com alegria

Aprimorar a convivência e o respeito,

Crescer como pessoa e como poeta.

Meu carinho, homenagem e agradecimento

Aos coordenadores dos diversos grupos

Que oportunizam o desenvolvimento de todos

Pois as competições nos diferentes segmentos

Fazem cada um dar o seu melhor em cada texto.

Obrigado a todos.

Feliz Aniversário!

Que possamos participar de muitos outros.

 

Isabel C S Vargas

Pelotas/RS/Brasil

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EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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O assunto é por demais interessante, complexo e polêmico até.

 Desde a época dos descobrimentos, era através da palavra, do ensino, da catequese que se fazia a educação. Infelizmente, também se subjugava um povo através da palavra, do dominador sobre o dominado, com o apoio da lei que se estabelecia.

 É triste pensar neste aspecto, pois a educação tem que ser libertadora.

Também se educa pelo exemplo, pela imagem. A palavra e a imagem também são do universo da comunicação. Linguagem verbal e visual.

O professor educa e isso ocorre pelo conteúdo transmitido e pelo exemplo que dá. Ou seja, o professor além de ser transmissor das boas novas, tem que ter uma postura que inspire os alunos.

Seguimos aquilo que admiramos. Então o professor tem que inspirar o aluno.

É um desafio imenso na atualidade quando o professor em muitos casos, senão em grande maioria, não dispõe de tecnologias para imprimir à sua tarefa o caráter de modernidade, agilidade, competitividade, economia de tempo, trabalho em rede, descobertas realizadas pelo próprio aluno que pode escolher o que mais lhe gratifica dentro do ambiente de aprendizagem.

Essa disparidade se intensifica na escola pública.

A comunicação como se dá na atualidade amplia os campos de aprendizagem através do uso maciço de tecnologia de ponta no processo educacional. Existe um incentivo grande em área tecnológica pelo governo federal.

Infelizmente, essa mesma comunicação que auxilia é a comunicação que pode prejudicar, massificar quando, por exemplo, fora do ambiente educacional, utiliza a propaganda e o marketing para formar consumidores desde a mais tenra idade, quando as crianças exercem domínio sobre os pais, exigindo presentes veiculados na mídia, por pessoas conhecidas, impondo-lhes padrões de consumo que não tem acesso.

No início da utilização das tecnologias na educação discutia-se qual o papel do professor, se este desapareceria ou não. Hoje já não se questiona isso. O avanço tecnológico é fantástico, irreversível, modificou as relações sociais, empresariais, educacionais.
Uma questão cabível é no sentido de utilizar a tecnologia como auxiliar no crescimento e humanização dos processos. O objetivo maior tem que ser o aprimoramento do ser humano através do uso , dos meios cada vez mais avançados de comunicação.Outro objetivo ou vantagem é a abrangência que ampliou-se através da comunicação, o que para um país do tamanho do nosso é ótimo, pois pode contemplar um número de pessoas consideravelmente maior, envolvendo maior número de alunos atingidos, maior quantidade de professores e instituições , e uma gama maior de tecnologias, meios, instrumentos a serem utilizados.

A questão mais urgente é o descompasso de determinadas regiões que devem ser priorizadas, a diversidade cultural, a qualificação dos professores, o uso das tecnologias para aproximar distâncias não só geográficas, mas culturais, educacionais, tecnológicas, a valorização da aprendizagem através das redes sociais, que devem ser colocadas como grande auxiliares do processo educacional tanto no ensino presencial como no ensino a distância.

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                                     Isabel C S Vargas

                                     Pelotas/RS/Brasil

 

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A DIMENSÃO DO OUTRO

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É muito bom participar de grupos. Podemos nos reunir por interesses profissionais, por interesses, por outras afinidades ou simplesmente por amizade.

O importante é participar. A convivência gera benefícios.

Nos identificamos, interagimos,desenvolvemos confiança mútua.

Ao nos dedicarmos a estas atividades podemos servir ao outro e nos sentirmos gratificados também.

O valor da acolhida é inestimável, para ambas as partes envolvidas.

Quando nos dispomos a escutar o desabafo, o problema do outro, sem interrupções, sem distração e distorções, sabendo, apenas, escutar, sem planejar resposta que muitas vezes serve para desabafo próprio e não para auxiliar o interlocutor estaremos sendo de grande valia, pois em certas ocasiões é só isto que é necessário, pois através deste ato a própria pessoa começa a perceber significados antes não vislumbrados.

A sensibilidade em colocar-se no lugar do outro, mostrar interesse real pela sua palavra é o que faz com que haja sintonia entre as partes.

Algumas oportunidades bastam um sorriso, um gesto de afeição, palavras de carinho, um aperto de mão, ao invés de alardes e manifestações esfuziantes. O simples fato de saber-se entendido, apoiado ou saber que o outro está lá, solidário é o que basta.

A troca é reconfortante.

O exercício de tolerância que ocorre pelo aprendizado da aceitação e convivência com outras pessoas, de variadas crenças, diferentes opiniões de modo harmonioso faz com que haja crescimento pessoal. Aprende-se que podemos ser diferentes, pensar diferente e colocar isto sem antagonismos, inimizade ou choques.

O processo de amadurecimento se revela no momento em que um passa a defender o direito alheio de ser e pensar de modo diverso do seu, o que revela profundo respeito pelo semelhante.

Tanto a identificação quanto a convivência com os opostos de forma respeitosa são produtivos, saudáveis geradores de crescimento, o que é negativo e inaceitável é a indiferença que anula e isola.

Concluímos reafirmando a importância de vida em grupo.

Conviver é partilhar. As experiências boas se multiplicam, as más se tornam mais leves. 

                                      

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                                                                      Isabel C S Vargas

                                                                     Pelotas/RS/Brasil

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Qual o melhor presente para as crianças?

3541927049?profile=originalClaro que criança gosta é de brinquedo, sempre com destaque para aqueles sobre os quais a mídia enfatiza a propaganda. Há sempre o boneco, o carrinho ou acessório da hora, colocados, inclusive na grade de programação das grandes emissoras, em horário nobre.

 Sabem os publicitários o poder que a criança tem, para induzir o adulto a comprar, consumir.

Não podemos esquecer que em se tratando de coisas materiais, o melhor é que seja adequado a cada faixa etária, para que auxilie o desenvolvimento da criança. Os brinquedos de hoje são de uma sofisticação inimaginável em meados do século passado. Os brinquedos eram os mesmos em várias gerações. Com a industrialização, aprimoramento da tecnologia e globalização os brinquedos apesar de sofisticados, caros também são descartáveis, pois sempre tem novidade. Pobre daquele que não consegue satisfazer os apelos de seus pequenos.

O que eu considero essencial e que certamente seria um presente ideal para qualquer criança é segurança, não só física, mas emocional traduzida no afeto, no apoio de uma família unida e que fosse capaz de dar-lhe todo suporte emocional necessário para desenvolver-se de forma sadia e equilibrada. Claro que ao assim escrever, estou pensando naquele número bem expressivo de crianças desprovidas de sorte, excluídos, marginalizados que não tem acesso à escolarização, a saúde, alimentação, lazer, alvo fácil de oportunistas que muitas vezes as conduzem para caminhos muitas vezes de difícil retorno. Assim, o presente ideal para todas as crianças do planeta, hoje e sempre, seria a garantia de crescer feliz independente de sexo, religião língua ou etnia, terem proteção, amor e serem bem tratadas, num país livre e democrático, com moradia decente, alimentação saudável, assistência médica adequada, e estarem livres de crueldade, exploração, trabalhos inadequados, vivendo num ambiente propício à fraternidade e ao respeito.

Isto não é utopia e não deveria nem se constituir em presente, posto que é um direito de todas elas. Na ausência de coisas materiais que todas elas pudessem receber um grande abraço e uma declaração de quanto são amadas por aqueles que as geraram ou por aqueles que as acolheram.

 

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Isabel C S Vargas

PELOTAS/RS/BRASIL

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O QUE É A PEAPAZ?

 

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Vou explicar para quem não conhece

O que significa esta sigla tão importante.

É um portal aberto aos poetas e escritores

Que tem por objetivo primordial

Falar do amor e da paz.

Criado por Silvia Mota, escritora, poeta,

Advogada, mãe, ativista cultural e literária.

Neste portal entrei por acaso

Com visitas esporádicas e breves participações

Depois que aprendi a dinâmica

Sou frequentadora diária

Para desfrutar da companhia maravilhosa

De poetas e escritores de valor inestimável.

Aqui encontrei além da mestra,

Marcial, Maria Iraci, Soaroir,

Maria das Graças, Rosalina e também as Arletes.

A Chantal, assim como o João,

E tantos outros de imenso valor.

Não posso esquecer a Selda, a Janete,

A Márcia, a Mônica, Maria Cristina,

O poeta Malume e Paulo César.

Ah, são tantos poetas participantes

Destas páginas, colegas das letras

Artesãos das palavras, artistas proseadores

Que fazem o colorido do portal

Com suas mais elaboradas inspirações.

Vou encerrando para não me estender demais

Não sem antes mandar um abraço a todos citados

E mais a Lufague, a Sandra, a Anna, Amália,

Também para minha conterrânea Vera e a

Querida Rosemarrie, poeta aqui do Uruguai

Assim como Senda e aos demais poetas

De todos os cantos que fazem da PEAPAZ

Um portal de crescimento constante

Nestes cinco anos de atividade literária.

Parabéns!

 

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Isabel C S Vargas

Pelotas/RS/Brasil

 

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BULLYING! O QUE SIGNIFICA?

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Pode nos parecer muito estranha esta palavra, mas ao tomarmos conhecimento do seu significado e como se processa, estaremos diante de algo já conhecido.

O seu significado vem do inglês e quer dizer amedrontar. Refere-se a atitudes ameaçadoras que se processam por meio de agressões físicas ou verbais e que podem impedir o desenvolvimento físico e emocional saudável.

Segundo pesquisa realizada em 2002 e 2003 com 5500 alunos de quinta a oitava séries, grande número deles já se envolveram com isto, quer como agredidos, quer como agressores.

Caracteriza-se por qualquer agressão física ou emocional que seja praticada de forma sistemática e repetida. É o que ocorre com freqüência tendo como alvo aquela criança magrinha que passa a ser denominada “palito”, a alta que vira a “girafa”, o obeso que passa a ser conhecido como “baleia”, o de óculos que se transforma no “quatro olho” assim como o “vesgo”, o “barrigudo” que passam a ser conhecidos pelo estigma a eles atribuído quer se importem ou não. Aliás, se demonstrarem aborrecimento, então é pior, a carga é maior e se perpetua pelo simples prazer de saber que o alvo foi atingido.

Outras ações também podem estar relacionadas ao bullying, além de colocar apelidos, gozar, ridicularizar. Caracterizam-se por excluir, isolar, intimidar, dominar e ofender.

Há casos graves de crianças que tiveram que trocar de escola por não agüentarem a pressão exercida sobre eles. Outras tiveram de trocar de residência. Também já ocorreram suicídios em decorrência disto.

Pois bem, reconhecemos a velha e rançosa discriminação, nas atitudes praticadas pelos agressores.

O dano nesta conduta é pelo fato de ameaçar o aluno, deixando-o impotente para reverter tal situação, a ponto de causar prejuízos, impedindo-o de ter uma vida escolar saudável, proveitosa, tendo de submeter-se à agressividade por outro provocada.

Importante é o papel exercido pelo professor e pela escola, ao detectar tais comportamentos e coibi-los através de ações educativas que visem à convivência saudável, respeitosa, reconhecendo e respeitando a diversidade.

Com isto voltamos a salientar a importância da educação em direitos humanos, partindo de ações multidisciplinares envolvendo não só os alunos e professores, mas a escola como um todo, a família, a comunidade exercitando a convivência harmoniosa e a tolerância, não no sentido de permissividade com relação às atitudes erradas manifestadas, mas ao contrário conscientizando quem agride da importância da tolerância e aceitação do diferente.

Qualquer omissão neste sentido não só prejudica o ofendido como estimula o autor a levar este tipo de conduta para a vida futura e até praticá-la no âmbito familiar.

A educação pressupõe a aquisição de novas habilidades, além daquelas referentes aos conteúdos desenvolvidos, preparando os alunos para a convivência fraterna, para a busca da paz e que ensine a viver e ser feliz.

                                    ISABEL C S VARGAS

                                    PELOTAS/RS/BRASIL

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VIDA

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Recém nascida

Vida frágil

Cercada de amor

Vida

Que se cuida

Para desabrochar

Vida

Que cresce

Que enobrece

Que dá asa aos sonhos

Que voam alto

Sem limites

Sem timidez

Vida

Que poda sonhos

Destrói ilusões

Afasta pessoas

Semeia discórdia

Arranca seres

De nossas entranhas

Semeia morte

Destruição

Vida?

                                                

Isabel C S Vargas

PELOTAS/RS/BRASIL

 

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PARADOXO

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                Era o ano de 1986. Acabáramos de comprar a casa na praia. Sonho concretizado. Outros surgiram, posto que é importante ter sonhos sempre. Uma das primeiras providências: comprar uma muda de pinheiro. Menos de 10 centímetros aparecia fora do muro da frente, cuja altura era pequena (ainda é). Por que pinheiro? Explicação lógica não há. Apenas, o fato de gostar, talvez pela imponência ao se desenvolver, o que remete, de imediato, à força para enfrentar obstáculos sem se deixar abater. Quem sabe, pela idéia de longevidade, quase eternidade e, por conseqüência, segurança, estabilidade. Pode até a ordem ser inversa. Também nos proporciona a sensação de aconchego, proteção.

               Nos verões seus galhos dão sombra que refresca o que, sem dúvida, muito ele proporcionou quando descansávamos ou, apenas, sonhávamos na rede. Alegrava aos olhos e aos pássaros que por ali voavam.


                O pinheiro sempre nos traz a idéia de nascimento, natal, esperança, alegrias, riso de criança, luzes coloridas e felicidade. Para mim esta associação sempre foi inevitável, pois a aquisição da casa, o plantio do pinheiro coincidiu com a gravidez de meu filho caçula. Ambos cresceram fortes, lindos enlaçando a todos com seus braços. Ganhou anjo, estrela, luzes, enfeites vários para sinalizar o evento magno da cristandade e a alegria que deve ser para todos.

               Os anos passaram e ele adquiriu proporções imensas. Percebo que apesar de tudo de bom que foi proporcionado a todos, cada ser necessita de lugar próprio para desenvolver-se de modo a não influir negativamente no meio que o circunda. Problemas surgiram o que levou meu marido a mandar arrancá-lo para fazer algumas modificações. Com ele outras árvores, outras plantas.

           Sempre falo que é necessário mudar, não permanecer preso às coisas do passado, que é necessário exercitar o desapego dos bens materiais, mas não posso deixar de me sentir tocada por este acontecimento, por diversas razões. Arrancar o pinheiro é como arrancar a nós mesmos, arrancar nossas raízes que nos mantém presos a terra. A idéia de finitude se materializa. Talvez já não tenhamos mais tempo de ver outro pinheiro se desenvolver como este. Os nossos natais, antigamente tão alegres e cheios de surpresas, após a dolorosa perda que tivemos no último, não sei mais como serão.
Já estou a lamentar pelos pássaros que viviam à nossa volta, pelo beija-flor, visitante de honra da azálea e de outras flores, que perderão, assim como nós, o seu aconchego.

             Vejo a desconstrução à minha volta, rompimento com o passado, desmoronamento de territórios conhecidos (o que desestabiliza), mas não posso ignorar que é preciso desconstruir para criar novos sentidos e múltiplas possibilidades.

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                                       Isabel C S Vargas

                                       Pelotas/RS/Brasil

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ENTRE AS NUVENS

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Antes de vivermos, a vida é coisa nenhuma, mas é a nós que compete dar-lhe sentido, e o valor não é outra coisa senão o sentido que tivermos escolhido.

                                                                                                 J.P.Sartre

 

            Estou no avião que me traz de volta para casa. Minha visão é a de uma bela pintura feita por um artista.   Raios de sol refletindo-se em um céu azul no qual nuvens de algodão servem de almofadas para aparar sonhos, lembranças ou medos daqueles que confinados neste pássaro de ferro estão soltos no universo patrulhado por radares, computadores e toda parafernália que serve para facilitar a vida de todos, mas não garante a felicidade de ninguém.

            Vizinhos dos bancos atrás de mim estabelecem uma conversação amigável iniciada pelo costumeiro “de onde você vem? Quanto tempo vai permanecer? Que tipo de negócio trabalha?” e uma profusão de outras perguntas cujas respostas parecem formar elos que ao se interligarem dão sentido à vida de cada um. O que ouvi pareceu mais uma demonstração de poder, status, (embora o tom amigável) mostrando o quanto o “ter” parece superar o “ser” nos dias atuais, caracterizados pela fluidez no consumo e nas relações.

             Para passar o tempo, me distrair e me desligar da conversação alheia, abri um livro recém comprado, justamente com esta finalidade, ou seja, preencher lacunas, como a do tempo de voo.

            Logo no primeiro capítulo me deparo com perguntas tais como: De onde você veio? Do que se orgulha? Que família você formou?

            Minhas lembranças saltam - como os peixes que pulavam nas águas límpidas de Recife - de um passado distante e relembro a infância pobre - as dificuldades, a falta de perspectiva - transformada em semente e combustível de sonhos que foram realizados aos poucos.

            No segundo capítulo a autora fala do valor inestimável que é descobrir em meio às atribulações diárias uma lembrança carinhosa, reconfortante capaz de tornar o momento vivenciado mais doce.

            Imediatamente brotam de meu coração duas lembranças carinhosas: minha mãe e minha neta, lembranças estas que me fazem umedecer os olhos de lágrimas que não são percebidas por meu marido que ao meu lado, observa o imenso horizonte pela minúscula janela.

            A lembrança de minha mãe, a origem, o passado (presente eterno e inesquecível), a outra, minha neta (presente divino) o futuro, radioso, esperançoso refletido em seu maravilhoso sorriso.  Ligando as duas imagens a minha realidade, os meus filhos, meu orgulho.

             Junto estas lembranças à mensagem que encontrei no celular, momentos antes da partida, enviada por meu irmão pedindo notícias e me dou conta que apesar da distância do solo âncoras fortes me prendem ao solo e me sustentam e que onde quer que eu esteja os terei sempre comigo num elo indestrutível capaz de apagar qualquer aborrecimento do cotidiano.

             Fecho o livro para escrever. Deixo para continuar a leitura mais tarde.                            

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                               Isabel C S Vargas

                               Pelotas/RS/Brasil

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FUTURO

3541923942?profile=original O futuro não é algo solto desconectado do passado e do presente. Ele será sempre reflexo das vivências de meu passado, das lições que dele pude extrair e das atitudes do presente que é o que de concreto tenho em mãos. É no presente que posso corrigir rotas e planejar ações para que o futuro seja como almejo. Claro que há os imprevistos, acontecimentos não agendados, os acidentes de percurso. Se desejar um futuro calmo, não devo viver brigando, se quero ter certa tranquilidade financeira, tenho que agir no presente, se desejo viver mais leve, devo me desapegar tanto dos entulhos emocionais quanto dos físicos e assim prepará-lo hoje. Planejar ser feliz no futuro sem ter feito nada para isto no passado e não viver o presente com consciência e sabedoria é tolice pois o futuro não é local, tempo ou espaço delimitado. O futuro começa hoje.

Isabel C S Vargas
Pelotas/RS/Brasil

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HÁ VIDA EM TODAS AS ESTAÇÕES

“O sonho é o olho da vida.”

                                                                       Mia Couto

                                                          

 

 

              A sociedade mudou. O tipo de família também. Em meados do século passado a quantidade de mulheres no mercado de trabalho era inferior à de hoje.

             As transformações foram imensas no que se refere à área da comunicação.O avanço e a instantaneidade são inegáveis e irreversíveis.

             As mulheres ousaram sonhar. Para conquistar sonhos tiveram de trabalhar, com o trabalho ganharam segurança, confiança em si mesmas, maturidade para ver que tipo de relacionamento lhes serviria. Não mais a submissão, mas a cumplicidade, divisão de tarefas, responsabilidade pelas conquistas e fracassos que também passaram a ser partilhados.

             As mulheres daquela época não tinham a perspectiva de longevidade que ora têm, pelas melhores condições de vida, prevenção de enfermidades, maior acesso ao conhecimento proporcionado pela globalização.

             O estereótipo das mulheres maduras da década de 50 era diferente, assim como a postura e as idéias. Sem qualquer conteúdo pejorativo nestas palavras, eram velhas, porque não havia perspectiva de longevidade. A média de vida era em torno dos 50 anos não de 74 anos como agora, em nosso estado. Viver até os 90 ou 100 anos, não era cogitado, salvo raríssimas exceções.

Por toda uma conjuntura já mencionada, a mulher na maturidade, hoje, tem pensamento, imagem, e perspectivas diferentes.

              A difusão de informação aproximou umas das outras, permitindo que se reconheçam nas angústias, nos problema, frustrações, bem como nas aspirações, nos desejos, nos sonhos. As conquistas uma vez divulgadas conscientizaram e estimularam as demais as induzindo a traçarem objetivos e se permitirem ir em busca de um novo modo de viver, de conquistarem espaços e exercerem novos papéis. Os horizontes tornaram-se próximos, não mais inatingíveis.

            Com o papel desempenhado na sociedade, além do reconhecimento, teve de conviver com a sobrecarga de trabalho, que ao aposentar-se cessou. Esta época coincide com a saída dos filhos de casa. Esta mulher depara-se com novos desafios.

Mais um recomeço. Novo desafio. Reaprender a viver. Buscar novos sonhos, conviver em outros segmentos que proliferam em razão do aumento de pessoas na idade madura e na terceira idade. Não é preciso colocar chinelos e esperar a morte chegar. Há novos caminhos a serem percorridos, até porque existe a consciência de que só não envelhece quem morre cedo, e salvo casos específicos, o tipo de velhice que cada um terá , será resultado da maneira como a preparou.

Como já disseram é preciso estar atento... não temos tempo de temer a morte.Há vida na idade madura. Há grupos para conviver, aprender, trocar experiências. Há atividades múltiplas. Estudo, lazer, desfrutar de uma outra etapa que também é gratificante. São os netos que chegam. Novas aprendizagens e novos ensinamentos basta saber reconhecer cada oportunidade que se apresenta.

A interação entre as gerações mescla saberes, é saudável, produtiva.

A apatia que podia ser a companheira desta fase dá lugar à ação. A mulher tornou-se agente da própria vida, investidora de sua felicidade pessoal.

A visão mudou. Um novo ciclo começou. 

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ISABEL C S VARGAS

PELOTAS/RS/BRASIL

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COMO UM ARCO-ÍRIS

             

               3541924246?profile=original               Saí para caminhar, porque o tempo era curto para ir à academia. Em virtude disto, ao sair estava aborrecida. Este é um tempo meu, que não posso abrir mão, por uma questão básica de saúde. Já havia chovido. Decidi fazer a caminhada mesmo me arriscando a pegar chuva no caminho, que seria longo.

            Ao chegar próximo à rodoviária, ao olhar para o lado deparo-me com uma visão muito bonita. Já estava anoitecendo e o sol se escondendo (se virasse para o outro lado, veria nuvens pesadas, de um cinza chumbo). Seus raios batiam exatamente no prédio do Banco do Brasil. Em face disso, sua aparência era dourada, reluzente, linda. Parecia um espelho, refletindo uma luz muito intensa. Fiquei encantada. Aquela luz me tocou, pois me dei conta que nós também podemos refletir coisas boas, que alegrem, tragam conforto, luz, solidariedade, apoio para outrem. Vai depender de nós, das escolhas que fazemos. Podemos permanecer insensíveis, fechados como uma concha, impenetráveis para um sorriso, para a ternura, para o perdão, para a compaixão, tolerância e para a generosidade.

            A linha que separa tais situações ou sentimentos é tênue. Por isto, basta que as pessoas exercitem a sensibilidade, para fazer esta transmutação. Ás vezes, um sorriso, um gesto, uma palavra são suficientes para desencadear uma sucessão de coisas boas. O contrário também é verdadeiro.

            Neste momento observo que ao invés de olhar à direita, eu poderia ter me detido a olhar para o outro lado, o que aparentava um aspecto negativo. O meu semblante então, poderia ser de preocupação, ao invés de expressar admiração, alegria. Refletiria a tonalidade cinza, fechada, triste que era mostrada nas nuvens.

            Podemos nos espelhar na natureza e escolher o que queremos, ou devemos refletir. Somos, na realidade, espelhos uns dos outros. Muitas vezes refletimos o outro, em outras ocasiões ele nos reflete, daí a grande responsabilidade do que vamos passar.

Quando saí, estava aborrecida, pelos sentimentos que havia absorvido de outra pessoa com quem falara. Percebi que dependia de mim, dar continuidade a isto ou interromper esta cadeia de maus sentimentos.

No céu, mais uma vez, encontrei a resposta. De um lado, o sol, do outro as nuvens escuras, à minha frente, a imagem da transmutação a que me referi anteriormente. Lindo, colorido, encantador como numa história infantil, o Arco-Íris.

Parecia uma ponte a nos indicar o caminho.

É o caminho que devemos seguir. Durante o percurso buscar respostas dentro de nós, na natureza, nos pequenos grandes milagres da vida. Para isto é necessário reflexão, humildade, saber erguer os olhos para o alto, o que sem dúvida nos dará a dimensão de quanto temos que crescer, evoluir, aperfeiçoar, melhorar, se quisermos, neste nosso tempo, refletir luz e não sombras.

                                                          

                                   ISABEL C S VARGAS

                                    PELOTAS/RS/BRASIL

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