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Promessa estilhaçada

A fronte triste pende e a mão tremente e bela
resguarda esta maçã, que junto aos seios trago,
pois cravarias nela os dentes, sem estrago,
salvando em mim fiéis, os bicos de donzela.

Maravilhosos seios pontiagudos neles embarco
Meus lábios sedentos ousam profundo mergulho
Para enlevo da alma depura, sem nenhum orgulho
Saboreio beijos demorados e sacio meus desejos

Assim, ofereci meu corpo em ti gazela,
à ilusão de um som no qual em paz naufrago,
pois nesse ardor viril, sem pressa ao céu pressago,
há mares de pecado em cores de aquarela.

Viagem lúdica e saboreada por belos sentimentos
Que a epiderme retrata com demorado acalanto
Tudo se derrama e se condensa em suaves arrepios
A pele acusa os momentos únicos e inesperados

Eivada de paixão, saudade em tempo espera...
Olhei-me toda nua e em vão no quarto escuro,
rugi nas minhas mãos. Fui dor e fui quimera!
Nos ombros de Morpheus, chorei por mente insana...

Que agradável frenesi ver teu corpo esbelto e nu
Religado ao meu ansioso, voluptuoso e propenso
Ao toque mágico, dos dedos, ao olhar mais intenso
Tudo em ritmo constante, suave, forte e melodioso

Não há como negar a liturgia que se configura
A festa explode e se transparece de leveza e cura
Mordesses a maçã, roguei de modo impuro,
aos castos deuses meus. És tu meu céu... Nirvana!

Silvia Mota & Hildebrando Menezes

Poema original
Promessa estilhaçada
Sílvia Mota

A fronte triste pende e a mão tremente e bela
resguarda esta maçã, que junto aos seios trago,
pois nela cravarias teus dentes, sem estrago,
salvando em mim fiéis, os bicos de donzela.

Assim, ofereci meu corpo em ti gazela,
à ilusão de um som no qual em paz naufrago,
pois nesse ardor viril, sem pressa ao céu pressago,
há mares de pecado em cores de aquarela.

Eivada de paixão, saudade em tempo espera...
Olhei-me toda nua e em vão no quarto escuro,
rugi nas minhas mãos. Fui dor e fui quimera!

Nos ombros de Morpheus, chorei por mente insana...
Mordesses a maçã, roguei de modo impuro,
aos castos deuses meus. És tu meu céu... Nirvana!

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Como uma águia

Como uma águia

Dou-me a uma pausa.
A canção já não consegue encantar.
A música destoa na pauta.
É preciso parar e refletir,
repensar para seguir.

Nesse estado de hibernação
Avalio melhor meu percurso
Há que se compor em novo diapasão
Os novos planos e suas execuções
Não se pode negligenciar a carta de navegação

As palavras já não fluem certas.
Quebram-se, desconexas.
A razão se mostra emocional,
a beleza se funde com o trivial.

Vou buscar harmonia e sonoridade
O sentido pragmático da garimpagem
A lapidação do verbo e suas embreagens
A valorizar a bela e necessária estética.

Os passos se confundem na trilha incerta
que já não comporta meus sonhos parcos,
despojos guardados num barco prestes a naufragar...
O saber me neutraliza. A ignorância é concisa.

Tenho na bagagem a experiência
Dos bons e maus momentos
E desse arcabouço a essência

Do que é possível re-sonhar e possibilitar

Permite-me repousar.
Pequenas mortes fazem-me recuar
e poetizar tristezas
choradas em meu acervo sentimental.

É na medida da inércia
No estado de letargia
Que se renovam as forças
E afere-se melhor as potencialidades

Meu voo é rasante, aquém do normal.
A vida não pode parar.
Feito águia, recolho-me ao ninho.
Entro em processo de renovação.

Sei que os horizontes me esperam
Hei de quebrar meu bico na rocha
Para renascido da dor e das cinzas
Levitar e ascender aos céus

Desfaço-me das penas, dilaceração,
fardo pesado de lamentação,
das garras que se me fixam
detendo-me no mesmo lugar.

Nesse processo sofrido e necessário
Calculo melhor meus projetos de pouso
Mensurando as múltiplas fases do rosário
E dessas contas difíceis do calvário

Esqueço o tempo, persevero e espero
o momento certo de continuar
e pra bem alto, voar.

Carmen Lúcia Carvalho e Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/4384901

 

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Amo-te

Amo-te

Amo-te, a cada nascer da noite...
Onde mais espero a tua presença
Sentindo o frio bafejando o meu rosto
Quando tua ausência baila ao vento
E tua suave fragrância se espalha...

Como dói não tê-la ao lado, bem junto
Sentindo teu corpo colado ao meu
Amo-te com loucura, com ternura
Como quem te quer a toda e qualquer hora
Quando te vejo, te cheiro, te ouço, te sinto...

Ao refletir, ao tocar, ao imaginar, ao sonhar
Amo-te, quando teus fragmentos
me preenchem em cópula a memória,
e a tua satisfação em mim, aflora.
É um sentir tão forte, terno e constante

Que só é próprio de quem tem alma e adora
Amo-te quando a frequente saudade
balsâmica de ti, invade-me
Não tenho nem como descrever esse sentimento
Porque às vezes nem mesmo eu sei por quê?

Ele está repleto de pureza e de enlevo
Não há sinais de vaidade ou de posse
Que poder doutro mundo vejo que tens sobre mim?!
Um amor como esse é meu começo e meu fim
Embevecida nesse infinito desejo e prazer,

Amo-te.

Tal intensidade, consciente em mim,
desse humano privilégio!
Um amor para ser cantado e decantado no universo...
No céu, no sol, no ar, no luar, em qualquer lugar
Só me resta amar-te e dizer...

Amo-te!

Lufague & Hilde
http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5270001

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Separação

Separação

Quando em si, o amor
perdido na incógnita,
já não se alimenta.

Nada importa ou conforta
Decifrar os enigmas
Fecham-se janelas e portas...

Quando sua voz,
de angustias, dilacera.
Ouvir teu som até dói
Nada mais interessa.

Quando o coração enrijece,
E por dentro se faz caverna.
O que antes era prece...
Agora a tudo maldiz.

Quando as aflições,
transbordam os sentimentos:
Eu te amo!...
Tu me amas!...

Palavras vãs
Que se assopram pelos divãs
Como um sopro maldito
Saído da alma em prostíbulo
Rastejando feito mendigo

Quando os olhares quedos,
cruzam-se descrentes,
feito pupila inerte,
No ermo das solidões.

Nada mais arrepia a epiderme
Inexiste excitação e emoção
Tudo é vácuo e está vazio
Sem elos e conexões

Mapas de navegação
São rasgados
E tudo esta sem horizonte
Inexistem as lembranças
E esperanças pela frente

Quando quebrados,
são os reflexos dos sonhos.
Na frialdade púrpura do poente
Celebrando solenemente ,
Em ... fim!

Duo: Lufague e Hilde

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Solidão a dois

Solidão a dois

Não somos apenas cordiais com a solidão
Há entre nós certa cumplicidade rotineira
Ela é nossa inofensiva amada companheira
Acompanha-nos calada durante a jornada

Por todas as vezes que nos fascinam as madrugadas
Por alguns instantes ela nos inspira belas reflexões
Em outras vezes, por ser puro abrandamento de ações
Às nossas emoções turbulentas quando em desalinho

Sua condição de só, acompanha-nos e em nada nos assusta
Sabemos tirar proveito pelo uso consciente da autoestima
Nem altera nosso estilo e disposição ao enfrentar os problemas
A ela partilhamos nossas angústias e dela recebemos instruções

Ou as gratas oportunidades da vida se apresentam de bandeja
Em alta definição, somos verdadeiramente apaixonados por ela
Porque tudo que nos circunda está presente e nos faz companhia
Fica no ar uma pergunta abusada e que não quer se calar...

Atitude radical?

Não, somos apenas "habité"... E é ela que nos co-habita...

Possuída de nós mesmos é mais fácil a convivência.

Lufague & Hilde
http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5268898

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Lábios nos lábios

Lábios nos lábios

E eu pergunto à lua
Se ai, na tua rua
ainda é possível amar?
Responda-me com clareza

Eu quero que me diga com certeza...
Porque eu vejo assim, nós dois
Na mesma rua lado a lado...
E tão calados que é impossível sonhar.

E contigo acho que vale arriscar
Não me deixe a ficar por um triz
E eu queria ser a tua raiz
O teu verniz

O teu mel... O teu fel
Nós dois temos passado, presente e futuro...
Sinto que o amor é puro
Aposto nisso no escuro...

Apocalipse de horas nuas
Boca escarlate a dizer-te indecências
Minha pele a ficar carente
Perco toda a inocência

Soprando o hálito quente
Na curva da tua orelha
Assopro e te arrepio
Estremecidos na base do epicentro

Nosso corpo reclama o encontro
Tuas entranhas umedecidas
Queria olhar e esmiuçar o mundo
No rastro do teu olhar curioso

Vou ao encalço profundo
Perseguir os teus passos
Seguir as pistas impressões do fim do mundo
Em grande angular

E então dançar
Corpos colados e apaixonados
Respiração apurada
Sintonia no corpo e na alma

Ao som de blues deixar a minha mão
Amoldar-se ao teu pescoço
E os meus lábios morrem nos teus lábios... Enfim!

Luciah Lopez & Hildebrando Menezes

 

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Poeme-se... Já!

Poeme-se

Para não se perder nas armadilhas dos vazios
Que te deixa no buraco negro do espaço vadio
Para aliviar o sabor acre da cruel existência
Perdido no vácuo sem espaço para o toque carnal

Para que sempre possa amenizar da vida, os dramas
E deter a companhia necessária para as tuas chamas
Para não ator... Doar-se da inutilidade do tempo estreito
Onde é escravo das artimanhas e façanhas dos sujeitos

Para colorir de abstratos o prisma da nua realidade
Tão crua e insensível que precisa da cor da fantasia
Para encantar os óbvios de maviosidade.
Dando a eles um retoque de sensibilidade

Poeme-se...

Para não deixar despercebido: o fino véu transparente
Da beleza que cobre toda a fealdade nua da infelicidade
O doce alimento das idealizações puras e irrealizáveis
Dourando a pílula dos sonhos das não concretizações

Para que possa da simplicidade bem assombrar-se
E ter nela a sua doutrina possível das realizações
Para que em ti, acesas, brilhantes, iluminadas de neon
Todas as luzes permaneçam estrelas com tapetes de visom.

Poeme-se...

Lufague & Hilde

http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5267973

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O mundo mais colorido

O mundo mais colorido

Vou respirar profundo e suavemente o tempo
Deixá-lo fluir e escorrer entre os dedos como areia
Senti-lo no silêncio aromatizado refrescante
Como hortelã acariciando o meu sensível olfato

Extrair dos instantes, suaves fragrâncias
E nelas mergulhar com gosto... Intensamente
Das horas, resgatar esperanças docemente
Como o bem me quer de pétalas desfolhadas

Absorver trezentos e sessenta e cinco dias e noites
Como em um mundo mágico que se avista no horizonte
Sutilmente sentirei do que são feitos esses dias
Claro que ao lado na companhia da melhor parceria

Pessoa valiosa, de bons instintos, que me aprecia
Quem sabe descobrirei quanto dura a eternidade
Se for possível aferir e degustar tanta felicidade
Sob luares de sonhos, piscando olhares de estrelas

E nessa ânsia toda beber a paz que se avista da janela
Ou talvez enxergando como os pássaros...
O caleidoscópio de arco-íris beijando um jardim de flores
A luz de todas as cores invisíveis!

Lúcia Guedes (Lufague) & Hildebrando Menezes (Hilde)
http://www.recantodasletras.com.br/duetos/5266893

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Anseios apaixonados


Anseios apaixonados

Toma-me os olhos...
Contempla teu olhar no meu
E avista nele, quão excitável o teu
Penetra na minha essência

Faz de mim o teu cúmplice
Auto prisioneiro do teu ser
Toma-me em teus braços...
E deixa-te aconchegar por entre os meus

Quero estar em ti entrelaçado
Sentindo teu corpo amalgamado
Como dois em um apaixonado

Toma-me os lábios...
E absorva-me por inteiro
E sentes todo o meu desvelo,
O tanto quanto de ti eu quero

Minha necessidade de ti
É como do ar que respiro
Une tua boca à minha
Sinta o real valor do meu beijo

Faz-me penetrar o teu íntimo sabor
E nela, experimenta toda minha intensidade
Vem sentir a magia doce de se entregar
O frenesi dos verdadeiros amantes

A energia doce e sensual
Que só a paixão é capaz de domar
A fascinante beleza de se amar!

Lufague & Hilde
Homenagem ao dia dos enamorados

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Você é!

 

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O chá que me aquece na geleira
Lenha a queimar ali na lareira
Centelha que incendeia minha veia
Meu tablete de açúcar no café

Meu bombom recheado de nozes

O veludo felpudo que me seduz
Meu ventilador a refrescar-me no calor
O bálsamo que alivia toda a dor
A canção que acaricia meu coração

Mão que coça e roça as minhas costas

O braço que me enlaça no abraço
Meu colo gostoso, terno e macio
Melodia que alivia minha solidão
A realização de todos os sonhos

Paz guerreira que eleva a bandeira

Garra que me inspira e me pira
A maciês onde descanso da canseira
A solidez da certeza e da crença
Alicerce que sustenta a esperança

A alegria que me faz ser eterna criança

Misterioso mito das deusas do Egito
Minha redenção e meu pecado bendito
Arco - íris que desponta no horizonte
A fantasia de uma vida eletrizante

O meu amor mais puro e cristalino...

Que escorre da plenitude da fonte
E no qual me banho de unguentos
De noite, de dia, em todo momento
Meu vulcão ativo em plena erupção

Beijo na boca da mais ardente excitação.

Hildebrando Menezes

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Vício de Amar

 

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Essa dependência não tem cura e causa fissura
Nem há medicamento pra conter tanta loucura
Desse vício insano de te amar com tal fartura
Já pedi aos astros, santos e até joguei búzios

No Candomblé rezei à Yemanjá a Rainha do mar

Fiz despacho com galinha de angola na encruzilhada
E a cada estocada... Simplesmente nadica de nada!
Pelo contrário... Fiquei ainda mais apaixonado.
Se chegam notícias tuas... Vejo-me fascinado!

Mas se falta eis-me aqui perdido e decepcionado

Como conseguistes deixar-me assim enfeitiçado?
Só de olhar o teu semblante sinto-me arrepiado
Já imagino os escritos em minha lápide: Aqui jaz...
Um pobre poeta bem moço que morreu de amor!

Mas se você balbucia alguma fala... Babo feito fera

Ainda descobrirei a tua fórmula... Essa tua alquimia
A química que usaste para me deixar assim arriado
Já me sinto motivo de deboche nas rodas de samba
Onde gritam e azucrinam com todo tipo de chacota

Mas se você me olha e dá bola ou apenas me acena

Tudo vale à pena... Até essa falta tua que é obscena
E assim preencho os meus vazios de ti fora de cena
Aliso as dores das saudades que aflora dentro do peito
E clamo, grito, rezo, imploro, chamo por você no leito

No afago das carícias que só você sabe fazer com jeito

E até já nem ligo, nem me lembro de viver assim aflito
Com as lágrimas derramadas banhando o meu rosto
E beijando os meus lábios como se fosse a tua boca
Na quietude cristalizada do mais cálido de um abraço

Ouvida a melodia que emitiste do teu sinfônico poema

Que o eco penetrou pelos labirintos de meus tímpanos
E se alojou em meu coração como o canto do soprano
Ou o toque delicado e cirúrgico do bico de um beija-flor
Que ao sugar teu pólen nutriu-se da tua imensa beleza

E veio aqui deixar a sua mensagem de amor e de leveza.

Hildebrando Menezes

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TEU CHEIRO!

 

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Quero… Como quero
Tanto quanto espero
Saborear do teu cheiro
Que não é só da pele
Nem dos teus cabelos

Ou do suor após o sexo
Que exalou dos gemidos
Nas palavras sussurradas
Em canções da tua boca
Rútilo calor que inflama

Do hálito do teu beijo
Ventre aceso em chamas
Na fome voraz de desejos
Pelos lençóis da nossa cama
Dos fragmentos dessa vida

Orvalho de tuas lágrimas
Química da sensual essência
Dores dissecadas em esgrimas
Espinhos, farpas das feridas
Perfume da tua existência

Sinto saudades do teu riso
Inocente, pueril e rasgado
Que escancara meu paraíso
Lua em ti ao parir as suas fases
Constelação a despontar estrelas

Dança do semblante no espelho
Rostos colados das nossas faces
Que nos olhos fulguram o brilho
Na correnteza das centelhas
Mas o que eu mais sinto falta...

É do abrasador fulgor da tua alma.

Hildebrando Menezes

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A partilha... Uma reflexão!

 

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Nada se cria do nada...
Eis aqui a charada.
Só... Talvez...Da palavra
No alinhavar à outra ligada

Dá forma... Conteúdo... Ação!
Surgida de alguma inspiração
E este é um mistério da criação
Que borbulha suave no coração

E quando você rabisca...
Produz e se arrisca
Sabe disso e não petisca
Que alguém pode também

Na mesma ou qualquer outra hora
Estar a pensar e escrever agora
A verossimilhança de seus versos
Espalhados por todo o universo

Porque o conhecimento é livre!
Mas 'ególatras' o achamos nossos
Num sentimento meio possessivo
Aprisionamos esse grito num cofre

E se o vemos ali na frente estampado...
Nos sentimos logo como que lesados
É plagio do meu! É plágio do seu!
Por favor... Não falo do copia e cola

Eu digo e proclamo... Aqui e na escola
Que esta é uma questão mais profunda
Da sinceridade com uma escala de valores
Produzida entre as suas dores e seus amores

Muito comum nos acadêmicos escaninhos
E talvez responsável pela infinita miséria...
Onde uns tem tanto e outros tão pouco
E para vencer isso só vejo um caminho:

A partilha... Compartilhe! Escreva! Distribua...
Não retenha... Não negue... Ponha na rua
O que desejas a ti... Queira também aos outros
Não somos ilhas de amor e poesia

Que tal?! Topas mais essa parceria?!
Ela é ampla... Abrangente e infinita...
Oxigena a sua mente... Consolida o seu saber
Pense nisso e sê possível ...

Aplique! É só você querer

Sinto ser esta uma reflexão necessária...

Para viver bem uma produtiva vida.


Hildebrando Menezes

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Encantei-me ♥♥♥...


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Encantei-me do teu jeito manso e suave
De andar, rebolar e sorrir para mim.
Andas tênue como pluma pisando leve
Como se me prendesse do início ao fim
E fico todo derretido... Entregue assim...

Quando mergulho no brilho dos teus olhos
Ou quando me deparo com teu riso solto
Fico como bobo, estrábico a esmo e caolho...
E tudo em mim desbarateia e me deixa afoito
Como fico inocente, sem malícia e carente.

Minhas mãos e pernas ficam trêmulas
E meu coração bate apressado e descompassado
Esboço-a de mãos dadas comigo em minha mente
Depois a tenho por um breve e gostoso momento
No toque que pediste eu a saboreio suavemente


Sou para ti todo... Fazedor de intrépidas carícias
Sem entender o que se passa aqui e ao lado
Pode-se perceber o quanto estou apaixonado

Grudo um olhar suspeito e profundo
Dos teus olhos vou direto ao teu decote
E tudo na milionésima fração de segundos
Sinto teu corpo coladinho ao meu
E os dois ali silenciosos e mudos

Novamente volto lépido a te encarar
E fitotseus olhos negros como a noite
Fico então a sonhar contigo abraçadinho
Sem ter palavras para me expressar
E encanto-me com tua ofegante respiração

Tomo teus lábios rubros junto aos meus
Sinto o roçar dos teus mamilos rijos
E sou tomado de encantos e prazeres mil
Peço-te que me narre os teus segredos
E de vez por todas perco todo o meu medo

E a beijo... E a beijo... E a beijo!

Hildebrando Menezes
Nota: Inspirado no poema de Pablo Neruda “ Me encante”...

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/4519695

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AMÁVEL SEDUÇÃO

 

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Veneno ou antídoto?!

 

Quando pouso meus olhos em ti
Admiro o que vejo... De tão belo
Ou apenas leio teu verso singelo
Por vezes até mesmo estremeço

Com a tua voz meiga e melodiosa

Pela amável sedução bem gostosa
Os meus lábios beijam e te tocam
Sinto no ar a brisa do mar maviosa
Acalentando entre suaves encantos

Fico então tomado! Detendo loucuras...

Insanidades... Pululam suas agruras
Todos os meus sentidos ensandecidos
Mas estou meio que pouco me lixando...
Só quero desfrutar de ti aqui versando

O que nasce num repentino momento

Tão forte! Tão lindo! Tão eloquente!
Não há maior ganhador de loteria
Ou um torcedor fanático na vitória
Um Gol decisivo no último segundo

Que supere essa alegria invadindo

A ansiedade louca dessa minha libido
Nas horas incertas que colorem vida
Sois o meu sol... O meu ar e o meu mar
A minha calmaria... Que sacia e vicia

Vieste como intrépida tempestade...

Levantando e ruindo o meu telhado
Mas trouxeste junto contigo o riso
E foi ele o meu grande domador
Com seus mimos de doce amor

Às vezes em alucinado torpor

Que me fizeram esses estragos
A ficar assim nesse estágio
Que só sonha estar contigo
Não quero que vás embora

Almejo estar... Contigo a toda hora

Ao teu lado, mesmo que calado
Fica comigo...sois o antídoto
Para curar a doença maldita
Saudade sofrida da ausência

Que invade a minha mente

Estou sim... Meio que demente
Todo carente das tuas carícias
Sempre a querendo por aqui
Amando-te e te desejando...

No enigmático indecifrável mistério

Inenarrável e incompreensível
Que não consegue o possível
A desvendar... Ter o atingível
Só diz... Meio tímido e reservado
Ao balbuciar versos enternecidos

De eterno amor... Incomensurável.


Hildebrando Menezes

Veja o poema em vídeo:

Amável Sedução

https://www.youtube.com/watch?v=58whnli-Gvg

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Valores do Caráter

 


Palavras soltas sem o rigor das rimas.
Pequenas sutilezas que compõe a alma...
Saltam aos olhos... É a pedra de toque.
Um coração generoso é meritório!
Possui alta relevância. É satisfatório!

Mesmo nas inquietudes da vida... É digno!
E se pode perceber... Porque tudo inspira.
Não é invejoso... O bem nele sobra. Transpira!
Nos seus atos. Suas boas maneiras e trabalhos...

Tudo converge na mais sublime sinceridade.
Sua mola mestra condutora é a fraternidade.
Pedra burilada. Esculpida de probo caráter.
Foi herança do berço. Primorosa educação.

É fonte de água benta e pura. Santificada!
Sentença carinhosa do Mestre. Abençoada!
Onde o amor foi tecido com linhas de ouro.
Formando um ser exemplar. Valioso tesouro.

Correta e doce tradução da língua divina.
A mais casta estirpe... Linhagem das raças.
O mal ali não penetra. Não faz suas tranças.
Não corrompe a espécie. Não contamina.

Sua têmpera é feita de silêncios em alcovas.
Reflexões, pensamentos, emoções. Orações.
Onde os fardos são vencidos. Suas Privações.
Onde nasce a tolerância. Solidifica convicções.

A dádiva é espontânea. Costuram boas realizações.
A gentileza é natural... Sem fastidiosas conversações.
Sem o cultuar de vantagens espúrias... Favores gratuitos.
Encontrando pessoas assim... Siga neste mesmo intuito.

 

O exemplo arrasta mais que mil palavras!

Hildebrando Menezes

Nota: Dedicado à poetisa editora Jan Mell pela produção de vídeos poéticos...

Veja o poema em vídeo:

VALORES DO CARÁTER

https://www.youtube.com/watch?v=BV7KPIAes0w

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PERDÃO PRÓPRIO...

 

 

Eu já me perdoei
Por ser o que sou
Já não dói tanto
As inconsequências

Deste amor bandido
Que aposta no perdido
Tira leite das pedras
E não se conserta

Nem nas transparências
E as tantas displicências...
Desse jeito de ser criança
Mas para que ser adulto?

Em um mundo só de astutos
Sinto que perderei a poesia
Se me preocupar em demasia
Para que sentimento de culpa?

Se bagunçar-me noutra folia
Sem a pureza limpa da alegria
Gosto mesmo é da estripulia
Nesse jeito louco de se doar

Na vontade ébria de te amar

Hildebrando Menezes

Assista em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8tK45RGdCgY

Saiba mais…

Sopro eterno do amor

 

 

A alegria chegou nesse início de inverno gelado
Trazendo as tuas palavras elevadas e acaloradas
Hoje tremulam todos os poemas em tua homenagem

Diferente do que previste... Você nos trouxe a felicidade

Sois o próprio sopro poetisa, testemunhando a eternidade
Que em cada um dos poetas se percebe pela tua sinceridade
A nos ensinar que não precisamos nos vestir de falsidades

Jamais quebrastes... Com qualquer contrato ou lealdade

E em ti e por ti pude sentir o valor da verdadeira amizade
Que daí transcendeu para um amor navegando saudade
A intensidade de tua alma vai além de uma simplicidade...

Trás a força do tripé da igualdade, liberdade e fraternidade

Que só poderia vir de um autêntico coração e alma revolucionária
Sim! Você escreveu, sonhou e realizou... A ideologia extraordinária
Endurecendo pelo direito puro da privacidade, sem perder a ternura

Por isso e mais que isto conquistou em mim o lugar cativo e reservado

Que o vento e a brisa das tuas palavras me acariciaram
Trazendo a emoção refinada que me dominam e encantam
Por sentir bafejar o teu perfume cósmico poético e profético

Que sai de tua iluminada lavra abençoada pelos deuses

Sabes como ninguém... Poetar e separar sem fazer alarde
Só pelo prazer da arte mais límpida, profunda e comovente
Onde de fato... Misturam-se os sorrisos e as lágrimas

Da tua imortal chama que nos toca, inflama e proclama

Pela escrita preciosa... Mágica... Soberana... Transcendente
Com a humildade de quem se percebe apenas um ser humano
Sem aspirar à celebridade do brilho que já lhe basta como dádiva

Que soubestes conquistar pelo teu valor próprio... Sem vaidades.

 

Hildebrando Menezes

Assista em vídeo:

SOPRO DO AMOR HILDEBRANDO MENEZES

https://www.youtube.com/watch?v=0Qr_Os0kH4M

Saiba mais…

TRANSPONDO PERIGOS

 

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Nesta longa estrada
De curvas perigosas
Insinuantes e estreitas

A morte nos espreita
Há que ser cauteloso
Para a grande euforia

Do nosso encontro
Que ali à frente se irradia
No pôr do sol...

Na estrela que cintila
Na gotícula de chuva
No amanhecer... Alvorada!

Nos braços da amada
Ao canto do rouxinol...
Na magia da nossa paixão

Que o amor desponte
Desfile e nos encontre
Com o coração ardente

Alma pura e transparente
Na ternura, carinho e bondade
Sem medo da felicidade

Eu e você... Até a eternidade!

Hildebrando Menezes.

Saiba mais…

Tempo de sentir...

 

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Não somos marionetes do pensamento...
Mas sim seres vivos... Com sentimentos.
Juntando os trapos, farrapos e maus-tratos.

Falamos o que pensamos e amamos.
O significado quem dá... É o coração!
É você... Só você... Com a sua opinião.

Fez sentido? Despertou a sua emoção?
Então é o que importa... Desperta... Conforta!
Preenche os pedaços da vida... Lambe as feridas.

Nos aquece no frio... Acalenta a alma inquieta.
Devolve a doce juventude... Enamora... Revigora!
Voa sonhos... Manda as tristezas embora.

Lembranças chegam agora... Bem na hora.
Elevam a nossa força na crença do amor...
Vestem de esperanças... As vestes da dor.

Fazem da felicidade... Algo possível e atingível.
Na escalada da montanha do medo invencível.
Alça e lança à crença da ternura nas danças.

É a mão do pai... Do irmão... Do amigo... Do abrigo.
Que segura na sua... Que sonha e aposta contigo.
Levanta o mundo... Impulsiona-te rumo ao futuro.

Assim a tristeza será apenas um mote... Um calote.
Que o suporte do amor e da amizade... Da sorte...
Rompeu com os grilhões dos nós... E da morte.

É a oportunidade batendo à sua porta. Abre-a logo!
Deixa o hoje chegar que o ontem preparou o amanhã.
Assegura que haverá assim cheiros de flores e hortelã.

Dê o seu sorriso... Seu abraço... Com jeito.
Mate o seu desejo... Solte o melhor beijo.
Segure quem você ama... Acaricie... Toque!

Use as palavras mágicas... Peça desculpas!
Abuse das suas ternuras... Construa o perdão.
Não tema... Vença as armadilhas da solidão...
Demonstre! Espalhe! Exploda a sua emoção.

Hildebrando Menezes

 

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