Posts de Gustavo Antonio Drummond (550)

DELÍRIO DE UM POETA

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DELÍRIO DE UM POETA

Escreve no espelho d'água,
partículas de sentimentos,
mágoas do interior,
âmago de amor insano,
Beijos palpáveis,
Prazer e tormento,
Metáforas amáveis,,
fingimentos concretos,
abstratos sólidos
que não é, nem será.
Encena sorrisos,
dóceis, completos;
sendo causa, se faz efeito.
Seu lar ... tantos lugares,
De Olinda a Bagdá.

Meticulosamente preciso,
precisa se imaginar
ser túneis, hangares,
futuro passado,
passado presente;
transpor utópicas pontes,
se afogar em fontes
turvas, anfíbias,
poesias agudas,
romântica hipocondria.
olhar muda,
ilógicas certezas.

[gustavo drummond

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UM CANTO QUASE TRISTE

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UM CANTO QUASE TRISTE

Canto deste jeito,
talvez por ser triste
porque você existe
o coração exige
tempo é exíguo
canto ...

em si
lá no meu interior
cedo ou tarde
como se
houvesse amor
a noite domina
suave alarde
ou quase ...

sonora quimera
sinistro lamento
toada liberta
violão acústico
acordes rústicos,
para te fazer dormir

sempre maravilhosa
mulher ainda
futura menina
cantar de rosas
bem-vinda
tão linda
persiste
insistente
cantar quase triste!...

[gustavo drummond]

 
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PROCISSÃO

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PROCISSÃO

Sob um sol irado,
se arrastam, contritos
hipócritas fanáticos,
fantasmas fantásticos,
párias sem pai.

Hinos descorados;
corpos esqueléticos,
vozes em farrapos,
nuvens ausentes,
rumo ao inexistente.

Devotos ácidos,

terços percorridos,
pés áridos,
pó envolvente;
sofrida gente ...

[gustavo drummond]

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FRUSTAÇÃO

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FRUSTAÇÃO

Pegou uma adaga
na caixa de adágios
Intuiu matar o poema
Sem ter ciência
Que ele é imortal.
Inútil, inócua saga,
Nada lhe valeu ser hábil
Seu indecoroso lema
Desprovido de sã consciência
Como esperado, se deu mal.

(gustavo drummond)

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FRUSTAÇÃO

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FRUSTAÇÃO

Pegou uma adaga
na caixa de adágios
Intuiu matar o poema
Sem ter ciência
Que ele é imortal.
Inútil, inócua saga,
Nada lhe valeu ser hábil
Seu indecoroso lema
Desprovido de sã consciência
Como esperado, se deu mal.

(gustavo drummond)

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MEIO-DIA

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MEIO-DIA
 
Quando os ponteiros
apontam para o infinito,
Dia pela metade.
Logo, o cheiro
da noite, seus mistérios.
O relógio de parede contrito,
batidas pontuais.
Equinócio particular, diário.
Um íntimo hemisfério;
Ecoa sem alarde;
despertando o amor,
acordando a coragem,
Despe-se o sentimento,
da seda oriental incolor.
No exato e preciso momento,
fugaz, passageiro,
da partida, última viagem
rumo ao adeus.
 
(gustavo drummond)
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O POETA DORME

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DORME POETA

O poeta dorme estressado
sobre versos brancos, leves;
sonha com lugares estranhos,
fatos inusitados, seres sedentos.

Agora, indiscreto, visita o passado.
Um ataque de animais moleques,
Papagaios silentes, verdes, fanhos.
Quanto mais foge, sente-se dentro.

Sina de um bardo alucinado, louco,
aprisionado por poemas marginais,
Acha ter havido tudo; mas foi pouco,
Ninfas iradas não o deixam em paz.

(gustavo drummond)

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SOMOS POETAS

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Salve o DIA DO POETA- 20 DE OUTUBRO -

SOMOS POETAS

O poeta institui, renomeia o intangível,
recorda as peripécias do impossível,
tem algo de vidente, muito de louco,
se inspira em detalhes e por tão pouco .

..
O inusitado lhe é próprio e propício,
lhe são íntimas as palavras e sinais,
se entranha nas raízes, testa os indícios,
de toda audácia e meiguice é capaz.

Laurel do poeta é ser lido, ecoada sua voz,
nas olarias, periferias, prostíbulos, usinas,
personagem de sonhos utópicos reais.
Afinal ... poetas somos todos nós
.
[Gustavo Drummond]

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ELEGIA

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ELEGIA

Rosa moça,
Se atreve
Ser humana flor
No espelho o reflexo
ecoa ameno.

Que se atreve e ousa.
Quem percebe o olor?
Este sorriso breve
beijos incontáveis.
Tão linda assim ...

Tenros, novos desejos
Se desenvolvem rebentos,
Esse quê de pecado. apelos
De ser humano, unguento
Momento de encantadora deusa.

Mais
Divino
Ser.

(Gustavo Drummond)

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ATRAÇÃO

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ATRAÇÃO

Balança
sacode
dança,
me acode
te beijo,
te hipnotizo
só seja
granizo
te pego
me agarra
te amarro,
não nego
te amo.
Escraviza
seu amo,
escrava-rainha,
levanta poeira
princesa primeira,
meu carnaval,,
se contorça
com força
meu interior
Vampira
suspira
de amor
qual a cor
de seu ser,
cereja,
sereia,
te espero,
considere,
venha,
antes
se
puder.

[gustavo drummond]

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AMOR HARMÔNICO

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AMOR HARMÔNICO

É tão bonito, meu amor,
voce me dizer sim, como resposta,
sem que nada lhe tenha indagado;
é como se a mesa estivesse posta
para uma íntima ceia futura.

É tão bom, minha vida,
quando me conta seus sonhos de ternura,
mesmo antes de tê-los sonhado.
Voce veste a roupa que mais gosto, cor
de empatia, insinuante, suave transparência

É tão gostoso, querida,
voce dizer no meu ouvido, a leitura
de poemas a serem escritos,
sem dimensão nossa absorvência,
ampla abrangência, mais que um mito.

[gustavo drummond]

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INCURÁVEL

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NÃO HÁ REMÉDIO

É possível a cura para a dor,
insônia, aflição e tédio.
Para amor, inexiste remédio.

Há solução para a tonteira, tormento,
rotina, cólica, aluamento, assédio.
Para males amorosos, nada se conhece.

Ameniza-se a saudade,
solidão, silêncio, soluço,
até alterações do pulso.
O amor... este não tem recurso.

Nem fé, devoção ou sorte,
não há cura para bem ou mal,

Problema infernal,
de imensurável porte.

[gustavo drummond]

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DIÁLOGO

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DIÁLOGO

-Você é poeta rapaz?
-Sou nada Seu moço,
só escrevo uns versinhos,
quando bate a solidão,
têm serventia, gotas de carinho,
servem de companhia;
amansam o coração.

-Mas quem escreve versos não é poeta?
-Ás vezes é.
Mas tem gente que nada escreve
produz um silêncio bonito ...
Eles enfeitam as pausas,
alteram os sentidos,
mudam as funções,
coisas que todos sabem,
nem tinham botado atenção.

-Mas escreve umas coisinhas.
-Monto palavras, apenas,
para um amor; Ai sim!
Esmero nos adjetivos,
capricho nos pingentes,
soa definitivo ...
Fico a beira
de um colapso...
Compondo como se,
entre abraços a beijasse,
grudadinha em mim;
passado vira presente,
um gostar sem fim.
Só isso...,

[gustavo drummond]

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TAMBORES DE MINAS

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TAMBORES DE MINAS:

Saltam os muros de pedras,
passeiam pela Mata Atlântica,
navegam pelo velho Chico.
dormem em grutas históricas,
cantam o mesmo hino::
"Libertas Quae Sera Tamem",
percorrem intrigantes minas
onde moram os diamantes.
Vem de minas,
cantos gerais,
serestas nas esquinas,
encantam demais,
lavadeiras do Jequitinhonha,
passam, lavam, cantigas ,
mensagens de paz.
Nostalgia sofrida.
mares mineiros
vivem inteiros
nas mentes;
estão nos quintais
ao lado.
amores de Minas
ecoam
pelas montanhas
de norte a sul.
Minas são tantas...
Minas se levanta
sem sequer dormir...

[gustavo drummond]

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REGALO

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REGALO

Num cavalo árabe exuberante
Voo por nebulosas, cometas
Viso buscar precioso, agrado.
Anel, solitário, de saturno.

Viajo em vorazes galopes,
Jornada conturbada, estressante.
Ágil, sem pegadas, sinais, rastos.
Faço o impossível para o ser amado.

Projeto, em sonho surreal, nascido.
Meta determinada, áspera, determinante.
Por amor, me movo sem temor, destemido
Esperança que se emocione, se encante.

(gustavo drummond)

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CADÊ MINHA POESIA?

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CADÊ MINHA POESIA?
 
Não encontro o poema
que escrevi cedo da noite,
com esmêro, dignidade.
Não está onde não coloquei.
 
Levei dois litros de absinto
para compô-lo, consultei
horóscopo, bulas, Wikipédia,
evaporou, por descuido, teima.
 
Sua falta é como afiado açoite,
Estigmatiza minha criatividade,
Na memória confusa guardei,
Me devolva; recompensa lírica.
 
(gustavo drummond).

 

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