Posts de Francisca de Caldas Menduiña (68)

Artista Plástica Poetisa e Escritora

ONTEM CANTEI

ONTEM CANTEI 

 

 

Ontem deletei-me nos teus braços

enlacei-me em ti com paixão,

ouvi palavras e juras de amor

mostraste-me como amar de verdade

ontem enlouqueci beijando tua boca

acarinhei teus cabelos com ternura,

deitei em teu colo te senti...todo

realizei meus desejos, nossos desejos

ontem beijei teu corpo me perdi de paixão

acariciaste meu corpo com emoção

 nos olhamos, sabíamos desta paixão,

perto ou longe o amor é o mesmo....louco!

ontem cantei o amor fazendo amor contigo

 era amor real, único. verdadeiro,

nossos sonhos são iguais, retratado nos atos

e nos dias seguintes nos amamos mais e mais.

 

..

MENDUIÑA

 

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Artista Plástica Poetisa e Escritora

ETERNOS MOMENTOS

ETERNOS MOMENTOS

 

Inevitáveis momentos quase me vejo,

de fadiga falto desfalecer,

devagar sigo esta vida que Deus me deu

sem murmúrios no dia a dia;

Às vezes nem sei a cor do sangue,

minha voz áfona e lenta sempre

me levam a dedicar meus dias olhando o céu,

a noite, a lua me cobre com seu manto branco

quase irreal, me traz felicidade,

da janela, a observo linda,

a vida humana é um mistério!

Enalteço a vida que tive antes,

o hoje tenho pressa, sem poder andar!

nessa dor que me invade quase inexato

nada reclamo, antevejo longos dias frios,

me levando a ser paciente em tudo  

displicente do mundo agora sou;

Sou hoje o resquício do que me fizeram

 

MENDUIÑA

 

 

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EU,SÓ E TRISTE

EU, SÓ E TRISTE

 

Minh’alma repele o que passo

Corpo transparente mostra tudo

Mente sem nexo nada penso..

Misturas de solidão, piedade de mim,

A calma que meus músculos estão

É puro medo do amanhã...

Está faltando uma veia no coração...

Dor! Esta dor que intimida meus pensamentos

Tira-me a fome, o fôlego, o sorriso...

Voando como vento vou pra longe

Vasculho em mim algo que me dê vida,

Meus olhos cantam aqueles olhos...

Amor que nunca desejaria ter,

Minha companheira dia e noite juntas,

És a sombra de tudo que faço...

Sem sentido.... estou ou ficarei...

O medo dói tanto!

Pra que ser poeta....

 Se não posso cantar meu canto!

Oh! Senhor misericórdia...

Minha súplica é frágil,

A boca nem abre..

Conheces a mim toda...

Tira de mim este fel...

Que amarga a vida e alma.

 

MENDUIÑA

 

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ECOS DO PASSADO

ECOS DO PASSADO

 

Sorrateiros pensamentos-

Nas tardes de inverno nebulosa

soam irresistíveis pensamentos

que doem dentro d’alma

agora o dia quase bucólico minha mente voa,

desprovida de mim mesma

quase entro em outra esfera,

tantas são as dores que se apresentam

a emoção toma conta dos pensamentos

antes de amor, agora de dor;

um mau estar se apodera deste peito,

afogo estas dores lá no fundo d’alma

quase imperceptíveis são os desejos

que outrora sentiam por ti.

Este coração agora sarado 

restam apenas pensamentos,

são este, de saudades de mim...

Agora meu domínio voltou

sou eu quem digo

Adeus para sempre.

 

MENDUIÑA

 

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LIBERDADE

 

LIBERDADE

 

Desperto no palco sombrio da noite

sinto-me filha das misérias noturnas

única filha sem horizontes

inefável tristeza me ronda

sangrando nas madrugadas nuas

acordes em desafino,

o grito de horror floresce em mim

como se a noite não acabasse

olhos fixos no nada, quase fúnebre,

solvendo minha imagem

refletida em mim mesma

desconheço se sou eu

nem sei as palavras que criei

minha linguagem vem do nada

desconheço as letras,

uma a uma escrevo sem rima

peço que nunca açoitem meus versos

da alma embalada na noite!

Como criança lamento 

tal desapego solitário

que sinto agora.

 

MENDUIÑA 

 

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Artista Plástica Poetisa e Escritora

VENTOS QUE SOPRAM

VENTOS QUE SOPRAM

 

Em teias de aranhas me envolveram

Por meses lamentei o dia que nasci

Do ventre de minha Mãe sai...não devia

Presa em armadilhas de ferro me vi, por maldade

Vivi triste quase perdi a vida de sofrimento

Em perigos me sentia dia e noite tinha medo de tudo

A paz me abandonou, me vi no inferno

Espezinhada fui por muitos, quase enlouqueci

Minhas  lágrimas me sufocavam, sempre só,

Entre o bem e o mal vivi, me mataram por dentro

Pensei em outros me deixei por último

Por isto desmoronei sem pensar

Pedi socorro a Deus de joelhos

E aos homens da lei supliquei

Entre a noite e o dia preferia está morta

Deus me ouviu e me livrou do inferno

teve misericórdia de mim

secou minhas lágrimas

me acolheu e me amou! 

 

MENDUIÑA

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NINGUÉM ME DISSE AMOR

NINGUÉM ME DISSE AMOR

 

 

 

Apenas olhei o mar ele me disse...

Por que tua alma chora tanto se te amo?

Sentada encolhi-me chorei,  então respondi!

Meu corpo perfeito sem mesuras era tudo dele...

Assim mesmo ele se foi, deu adeus acenando as mãos...

Perambulo desnorteada com  o coração chorando,

O amor que tinha foi-se sem uma despedida...

Míseros beijos ele deu e nada mais,

O mundo fundiu-se junto comigo de tanto amor,

Os dias tornaram-se fúnebres sem ele...

Levantei, juntei-me a águia voei  a tua procura...

Norte e sul visualizei do alto não te via,

Andei oceano afora afogando minha dor...

O coração em alvoroço sangrando...

Vi o luar do sertão lá tu estavas pensando em mim...

Duas lágrimas rolavam em teu rosto...

Este que tanto beijei com doçura e amor,

Pousei ao teu lado, sufoquei teus lamentos...

Escondia-te de todos com vergonha de si mesmo,

Calada toquei seu ombro...

viraste me abraçou

beijamos-nos loucamente.

..

 

 

 

 

MENDUINA

 

 

   

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