Posts de Etelvina Gonçalves da Costa (387)

Poetisa e Escritora

VOLTEI A SER MENINA

 

 

 

 

 

 

 

Voltei a ser menina

De Té

 

Voltei a ser menina quando senti que me amavas

Meu coração bate descompassado e quando penso em ti

quando me envias beijas..fico louca de desejos

e sedenta fico que seja um dia real esse teu beijo

amar-te como contemplar o nascer do sol

Quando me chamas minha querida com voz meiga e sentida

Não me sinto sozinha reforças a minha segurança

Quebras meus medos minhas indecisões

Ter.te é como ter um porto de abrigo

depois de um vendaval.

Quando for tua completamente nessa noite será o eclipse da lua

Na distancia basta fechar os olhos e sinto teu cheiro

Escuto os teus passos visiono-te e sei onde estás

Capto a tua energia que me segura e me faz mais forte

Escuto a tua voz sonora a tua meiguice

De ti gosto de tudo mas aquelas tuas mãos me hipnotizam

Sonho senti-las a amaciar meu corpo

E teus braços em doce enleio

A pesquisar o mais fundo dos meus sentidos

Mãos forte seguras a prenderes me dentro de ti

a sondares as minha intimidades

Prendo-to não te quero deixar fugir

Fecho os olhos quando me extasias

Entrares dentro de mim é como mergulhar fundo no mar

É como pisar o mármore de uma catedral

Roçar as minhas mãos nas pedras sagradas

Ouvir musica celestial deslumbrar-me com a luz a entrar pelos vitrais

Amar-te é é repor uma vida que não conheceu o amor

Ensinares-me a amar e ser o que nunca fui

Uma mulher completa pronta para amar e ser amada

Uma mulher para te ajudar a veres mais longe

A fazer com que deixes fluir de dentro de ti

Os valores que andam reprimidos.

E um dia quando fechar meus olhos para a eternidade

Sei que tudo quanto possuo te deixo

Apenas levarei teu coração

Com a certeza que valeu a pena.conhecer-te e amar-te

Que valeu a pena, com meu carinho minha timidez

Construir a ponte. que nos fez finalmente ver a luz

Refletida na nossas vidas

Prometo fazer-te feliz

 

De Té Etelvina Costa

20-04-2917

149,515

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

REDONDILHAS

 

 

 

 

 

 

Redondilhas

De Té

 

Repeles a felicidade.

Receias viver esse momento

Não te vejo nesse intento

Cruze em ti essa tristeza

Que te toma tu o dizes

Mas por muito que o afirmes

Já lhe dou grande leveza

E se desvanece com certeza

Levada pelo ar de algum vento

Tu és criador da beleza.

A natureza fez-te artista

e o és sem dureza

E te deu tanta leveza

No seu cantar de guarida

Em que se abrigam peregrinos

Sedentos desses gracejos

que se manifestam de ti

Que transbordam de desejos

E os resguardam para si.

Consola-te pois amigo

Nossas dores o céu as cure

Que não se chore nem murmure

Dá azar e aflição

E faz mal ao coração

A vida é uma ilusão

Que se consente e se sente

Não é folha seca de Estio

Vem a neve que a rebente

Ou que a torne em desafio

Amanhã há mais.

 

Té Etelvina Costa

Do meu baú

Postado em Peapaz a 14-04-2017

 

151.515

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

POETAS DO AMOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poetas do amor

 

Ao som da viola escutam-se serenatas

Semeiam ilusões para o seus amores

Caiem estrelas brilhantes em chuva de prata

que iluminam o trilho dos trovadores

 

Em graça e louvor se distinguem os cantares

Dedilhando as violas com veneração

Arautos das estradas cantam serenatas

seus cantos se elevam em grande emoção

 

E as cordas trinam e o som as encoraja

Poemas acertam nas melodias

Marcando o rasto da chuva de prata

Companheiras da vida de sonhadores

 

Há queixumes na aragem que bem os sinto

Em compasso ungido de lágrimas de amor

Quando seu canto é seu triste brado

Seus amores perdidos,suas histórias de amor

 

De Té Etelvina Gonçalves da Costa

14-03-2017 

 

 

 

152.515

 

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QUADRAS COM MOTE

 

 

 

 

 

 

 

 

QUADRAS COM MOTE -IN POESIAS COM RIMAS

Quadras com mote

De Té

 

Amor amor que coisa linda

Foi a lição de Nosso Senhor

Amor amor quero-te ainda

Mas a vida tornou-a em dor

 

Meu primeiro amor

Uma graça plena

Uma giesta em flor

Uma açucena

 

Delicias plenas

Sonhos de encantar

Que lindas janelas

Para namorar

 

Loucura de amor

Cheiro de jasmim

A mais bela flor

Que quero pra mim

 

Primavera da vida

princesa do mar

foi nessas areias

que eu te fui chorar

 

Outono invernia

De folhas caídas

E a terra adquiria

Essa dor sofrida

 

Dias sempre iguais

Nesta invernia

Solidão de cais

Adviria um dia

 

Para me abrigar

Curvada rendida

Não tinha luar

Andava perdida

 

Por te querer assim

minha alma serena

não te posso amor

tenho muita pena

 

Tenho muita pena

Deste meu penar

Chegai à invernia

É tarde para voltar

 

DE: Té Etelvina Costa

Do meu báu

 

154.515

 

 

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ANIVERSÀRIO DO PEAPAZ 2017

 

 

 

 

 

 

Dia 8 de Abril de 2017

Aniversário do Peapaz

 

Neste espaço à nossa disposição escritores poetas e outras formas de expressividade fazem crescer com seus poemas, suas escritas, numa variante de oportunidades que lhes proporciona este maravilhoso Blog criado com muito amor pela nossa querida Sílvia...

 

Sem ela, sem a sua pertinaz força pelo seu carisma grande poetisa mulher, de grande cultura, de grandes saberes, muitos de nós não teríamos oportunidade de expressar nosso trabalho neste espaço que acarinhamos e nos é muito querido.

 

Desejo pois que este dia se comemore por muitos mais anos Com amor paz e grande felicidade.

 

São estes os meus votos com parabéns a todos que dão o seu melhor para engrandecer estas páginas que dão vida aos nossos trabalhos.

 

Sílvia aqui lhe deixo os meus parabéns pela sua amizade pela sua compreensão pela sua disponibilidade e prontidão para todos os que necessitam da sua ajuda.

 

Estamos todos de parabéns por mais um ano em que se comemora o aniversário do Peapaz

 

Parabéns aos administradores que fazem esta máquina prosseguir e a Sílvia uma querida fundadora que tem mantido este seu sonho vivo Felicidades Sempre.

 

Como não sei montar escrita em imagens aqui deixo umas palavras e uma imagem tirada do google Muito obrigada a todos por me aceitarem ser vossa companheira e pelo carinho que tenho recebido pelo meu trabalho de poetisa e escritora.

 

Viva o peapaz por muitos anos.

 

O sonho comanda a vida

 

E se não houvesse quem sonhe

 

O mundo não avançaria...

 

Com todo o meu carinho um.grande abraço de parabéns por este dia que se festeja

 

De Etelvina Costa

 

 

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MOMENTOS

 

 

 

 

 

Momentos

De Té

 

A cada instante se estilhaçam, meus puros anseios

Me dizes palavras ao ouvido, que de todo me enobrecem

Devaneio entre tua voz meiga, doce ternura, e receios

Querendo-te perco-me nessas ternuras, que me enternecem

Transbordam de mim desejos tão arrebatantes

Tua imagem vive comigo,resplandecente de luz

Quisera ser pássaro, e subir ao mais alto dos mirantes

Poder alcançar -te, verdade de amor, que me seduz.

Longe de ti,meu coração tremulo sofre de saudade

E a alegria fenece, triste, solitária, padece, sucumbe.

Meus lábios pedem teus beijos.e meu corpo a verdade.

Que nossas palavras escondem desejos tão inibidos

Imbuídos de preconceitos, quando tudo é tão sincero

Ambos sabemos o que queremos,e suportamos afligidos.

 

DE Té Etelvina Costa

02-03-2017

 

159.515

 

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Poetisa e Escritora

uma variedade de poetrix

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma variedade de poetrix

De Té

 

Poetrix

 

1

Sobre a arca chinesa/ da china transportada

Num vaso cresce, encantada!

Linda orquídea perfumada.

 

2

De uma acácia rubra!

Que enfeitava a minha janela!

Chorei, só de me recordar dela.

 

3

O meu tino! Desatina.

Quando as recordações me invadem.

Da minha África perdida.

 

4

Lá na roça! Ao alvorecer!

Ouviam-se! Os rumores vindos do rio.

Era a natureza a chamar.

 

5

Toca o sino com afã, logo cedo, pela manhã.

Café, mandioca torrada, com manteiga.

Estão na mesa.

 

6

Nas férias! a criançada

Corria a mata cerrada.

Sem medo.

 

Já era noite fechada.

Sentados, à roda da fogueira.

O velhinho, nos contava histórias de medos…(a)

 

7

Recordações? são saudades.

Que o coração retém.

Faz-nos tão bem….

 

8

Da paz abençoada! em guerra se transformou.

Porquê? Só o povo sofreu….

Tudo ficou em nada…só a arrogância avultou.

 

De Té Etelvina Costa

Nota:(a) “velhinho” era o nome carinhoso que meu pai deu ao seu fiel cozinheiro que era mais patrão que o próprio patrão porque dele não se sabia a idade nem o nome, e era dele grande sabedoria, altivez e carinho. Emanava muito respeito e sua palavra era lei. Na cozinha mandava ele, mas eu acho, que ele mandava em tudo até no meu pai. Uma

só palavra! e a criançada se aquietava. Tinha por ali aparecido, quando se desbravava a mata para o plantio, e ali ficou: Veio, certa manhã, das matas cerradas do outro lado do rio. Era por todo adorado. Meu pai o mandou batizar de João mas nunca perdeu o” velhinho” era então o velhinho João que recordo com saudade, meu velhinho querido. Nunca se perdeu de nós, até à hora da separação a que a guerra nos obrigou.

 

Publicado em: 27/08/2007 07:51:06

Última alteração:22/12/2007 10:09:34

Postado em Peapaz a 05-03-2017

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CAMINHOS CRUZADOS

 

 

 

 

 

 

 

Caminhos cruzados

De Té

 

Que dúvida tão grande se toma de mim

Entre o recordar e esquecer

Deixar correr as recordações

São momentos em que buscamos as lembranças

Nos cofres fechados do nosso coração

Podia dizer-te aveludando o teu coração

Que tantas vezes ainda penso em ti

Um primeiro amor despertado num poema

de uma adolescência cheia de fantasias

Mas….sinto que vou confundir tudo com o passado

Tão longe e já tão afundado na distância

Como sinto hoje como o tempo

Nos alterou o entendimento

Tudo se altera com o tempo

Nada escapa a essa mutação

Que torna triste um coração que foi alegre

E alegra a tristeza que sentiste

Naquele dia em que partiste

E eu verti lágrimas silenciosas

Seguiste o que te estava destinado viver

Grande caminho havia para percorreres

Duas rotas dois descaminhos o meu e o teu

Mas eu sabia que continuavas a ter-me no pensamento

Procuras e desencontros, palavras que o vento levava

e o recado se perdia na lonjura daquela nossa áfrica amada

Que muitas vezes não chegavam ao destino

A guerra te chamou a cumprires a tua obrigação

Tudo muda e a ausência tomou conta dos nossos destinos

Ambos deixamos passar demasiado o tempo

Ou outros interesses abafavam os nossos corações

Lá estou eu a falar do passado

Quando o que interessa é o presente

Que por entre as nuvens assombradas do nosso pensamento

Perderam a valia e quedaram-se sombrias e pensativas

Num inesperado reencontro tardio

Já tão lonje desse dia em que nossos olhares de promessas tanto diziam

Reparamos ser o resto do que nos separava

Apenas um reencontro em que recordamos um passado

Lembranças que já não diziam nada

Já nada importava e que tinham traçado o nosso destino

Nem nos demos conta, que tal como nós,

Apenas se tinham cruzado no caminho.

 

TÉ Etelvina Acosta

164.511

 

 

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TRIPLIX

 

 

 

 

 

 

 

 

Do poetrix "duas faces "fez-se este triplix

 

No

meu sentir,

desgasto-me em emoções.

Breu

Baixou de repente,

Roubou minha’alma.

Amargura

Me embebe, pois

a tristeza reina em meu ser.

Impera

Essa negridão que me embarga.

Absoluta, revezo meus sentidos e ouso viver.

Vida

E a animação, fervor e alegria,

luz, calmaria e imensidão.

Desabrocha

abrindo, passagem

em mais uma jornada de esperanças.

Na

obscuridade

Fecho meu ciclo de dor e agonia.

Luz

ai terá escoamento, e

meu ser se alinha ao Criador, tomando o centro

das

cerradas e impenetráveis obscuridades.

Livrei-me em confiança serena e sublime.

Cores

Intensas, avultam resplandecendo de

Alegria e

Esperança

Existência do futuro.

De novos ciclos em um novo renascer

de

Afoiteza incontida.

Peço e clamo pela

Paz,

Conciliação

Em um novo e eterno reviver!

 

/Té/Denise Mara Do meu baú

Postado em Peapaz a 25-03-2017

 

 

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DESESPERO DO POETA

 

 

Desespero do poeta

De Té

 

Em alvoradas nubladas.

A verbosidade

é gélida sombria.

De sentimentos reflexivos

Só em chama ardente

plagio o meu coração

E faço minha essa unção

E sinto a possessão

Do que em mim desabrocha inconstante

E é este ardor

Que me toma o coração

Que as converte em chamas

calorosas. que aquece. queima.

Ilumina essa obstinação

E desperta a aurora

Tão nublada.

E lhe devolve o deslumbramento

E então o verbo flui abrasador inquieto

E reverte essas alvoradas

Em maravilhosas auroras

 

De Té Etelvina Costa

25-07-2017

 

157.515

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FALHADOS DESÍGNIOS

 

 

 

 

 

 

Falhados desígnios

De Té

 

Eu canto com o vento

Nas suas contendas

No seu desvario

Queixumes abertos

E canto sem canto

Meus cantos magoados

Murmúrios sinceros

Esse é o meu canto

Nas horas caladas

Minhas feridas

Meus suspiros repletos

Do meu desespero

E dos meus silêncios

Falhados desígnios

Desfragam momentos

Tão vulneráveis

E por tal tormento

Peço ao vento

Que os leve de mim

Pois meu suplício é vão

É de procura de paz

E não de amargura

Leve o pó as folhas

Leve tudo, leve tudo

Mas não leve meu amor

Mas não leve minha alma

Não leve meus sentimentos

Pois meu canto já não é meu

Nem seu vórtice o segura

 

De Té

Etelvina Costa

25-03-2017

 

 

168,515

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CANTATA

 

 

 

 

 

169.515

 

Cantata/Serenata

De Té

 

Noite dentro ouvia ensonada.

Sonhava com cânticos do além.

Sentada no leito estremunhada.

Os sons me despertavam porem.

 

Então na sacada me debruçava.

Com beijos, rosas rubras me atiravas.

Uma voz harmoniosa vibrava.

Cantigas de amor me dedicavas.

 

Dedilhando guitarras melodiosas.

Arautos do amor se convertiam.

Com as tuas rosas radiosas

Na sacada eu me aparecia.

 

Tempos que nunca se olvidavam.

Bem longe estão essas alegrias.

Sonhos que as idades embalavam.

Onde estás tu, arauto das minhas fantasias.

 

A lua sorria serena e iluminada.

Brilhando sobre o grupo de trovadores.

Da sacada da menina rosada e enleada.

De encanto sorria pelos amorosos louvores.

 

De Té

12~010~09 Da mesma autora no Recanto das letras

Postado em Peapaz em

24-03-2017

 

 

 

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HESITAÇÕES

 

 

 

 

 

Hesitações

De Té

 

Espanto os meus medos

Reforço os meus sonhos

Exorcizo fantasmas

Supliciantes e usurpadores

Acolho-me á plenitude

Que o universo presenteia

Aonde posso libertar

A torrente que da minha essência

Me devasta

Solto-me de inquietações

E deixo-me arrebatar

Até onde a idealidade me permite

Olvido que as angustias

Se ampliam nos medos

Que a debilidade me acorrenta

e o quebrantamento me domina

Caminho e castigo

A renúncia

Que se acalora e se embrenha

Veemente e imobilizadora

Na fogosidade da minha caminhada

Mas olhando mais além

Vejo no alvorecer das minhas hesitações

O engrandecimento

Do horizonte matizado

Prenúncio de um dia de resplandecente primavera

 

De Etelvina Costa

19-05-2017

 

170.515

 

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PELO PLANETA TERRA

 

 

Pelo planeta Terra

De Té

 

Este amor tão repleto

Que abafa o meu peito

Causa de meus males

Sinto-me agitada

Como um vendaval

E o que se me apresenta

É intemporal

A terra incendiada

Tamanha desdita

Por infame tirania

Está agonizante

Por tanto infortúnio

O céu não tem estrelas

Uma lua sem brilho

Um mar tormentoso

Consome o areal

Minha boca geme

Meus lábios secura

Da minha amargura

Um doce é veneno

Com sabor a fel

Já não há abelhas

Consumiu-se o mel.

 

De Té Etelvina Costa

18--05-2017 

 

171-515

 

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AMANTES DO AMOR

 

 

 

 

 

 

 

Amantes do amor

De Té

 

Apaixonados, nesse fogo que é conquista

Que vibra inalterável em emoções

Enquanto esse amor engrandece é o paraíso.

Nessa felicidade, que é encantamento

Nasce e permanece, para além da vida

Tão imortalizado, como perpetua a essência

Na voragem do tempo, sempre o mesmo fulgor.

Que não tem fim e se eterniza.

Viver o amor é pura magia

Benção de mistério que não se explica·

 

De Té Etelvina Costa

16-05-2017

172,515

 

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O AMANHÃ NUNCA NINGUÉM VIU

 

O amanhã nunca ninguém viu

Apenas consciencializar que a vida e a felicidade somos nós que a construímos e a destruímos pela nossa falta de força de discernimento para nos desenraizarmos do que nos impede de procurar novos caminhos

De Té

 

De ti o silêncio, deserto sem fim.

De ti, sonhos e desagrados

De ti, horas vazias,outras de ledice.

De ti esperanças goradas,outras enaltecidas

De ti que predizes dar fim ao passado.

De ti que estamos na mesma história.

De ti Que sabemos o que queremos

Recuso as tuas realidades, tão exasperadas.

Que construíste, no teu assombro de vacilações

Rasga o passado, que mata o presente.

Que te impede a tua caminhada frente ao futuro

Rasga os logros, em que te encobres.

Rasga os medos, que te afretam.

Quebra as grilhetas que te aprisionam.

Retira a venda com que te cegaram

Esquece o passado que te não deu felicidade

Destrói a máscara que vestes que está ultrapassada.

Quebra a frontispício que já não te diz nada

Exorciza esse espectro irreconhecível que te vence

Que só a ele dá glória, vaidade,

Negas o presente por onde encetaste nova caminhada

E o futuro? O que há-de vir?

Não tens futuro? Esperas o amanhã?

E o amanhã nunca ninguém o viu.

E o amanhã somos nós que o construímos

Apenas o tempo há-de vir.

E baixo os olhos sobre o tempo com uma lágrima

Que me deixa torturada, decepcionada

E o melhor desse tempo se vai perdendo.

Depois não há nada, apenas fica o vazio.

E afago uma hora, em que esse vazio

Que devasta a nossa existência!

Se verta em amenidade em verdade em consistência

E então, o nosso deserto, que é meu e teu,

Que tem o livro aberto, de uma história.

Que a ambos pertence. Que ainda não tem fim.

Se tornará de considerar. Será nosso merecimento

 

De Té Etelvina Costa

5-05-2017 

 

 172..515 ou 16  esta numeração mudou de 16 para 15 mas é a mesma lsta do backup ???????

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UM MINUTO DE FANTASIA

 

 

 

 

Um minuto de fantasia transforma a nossa alegria

De Té

 

Transformo os meus rios

Em rotas de festas

Danças e cantares

Festejos reais

Regozijo ficção

A vida precisa

de imaginação

Acreditar que a fantasia

tem essa função

é ter o sonho

na sua mão

Se é pelo sonho

que o mundo avança!

Porque não acreditar

que dentro de nós

Ai vive a criança,

que viveu o sonho

e a fantasia,

Se isso lhe trouxer,

toda a alegria,

Porque não deixar

que ela persista?

E dispo-me da tristeza

E visto-me garrida

Enfeito os cabelos

de margaridas

Sorrio ao mundo

Invado-me de plangência

e, sou a princesa

com toda a beleza.

Nem que seja uma hora

ou apenas um dia

Tenho uma madrinha

Fada maravilha

Em tudo o que toca

transforma em vida

E já não há guerra

fome, desgraças.

Lautas iguarias

Em mesas fartas.

Já não há pobreza

E, a solidariedade

Amplia os seus braços.

E há trovadores

Estéticos cantores

Versejam pelos caminhos

castelos e cidades,

Histórias verdadeiras,

Outras fantasiadas

as damas sorriem

de tão enseadas

e o rei sisudo

dá grandes gargalhadas

Os cavaleiros

Despojam armaduras.

Seguram com ternura

As mãos delicadas,

da sua bem amada,

No salão do paço

Perante o rei.

Curvam-se com vénia

Pedem permissão,

para cortejar

a sua bem amada

O rei regozijado.

Agora governa

Um povo feliz

E tudo já tem

Uma outra graça

É preciso sonhar.

Que todos o façam.

Um minuto de sonho

numa existência de tristeza

a vida tem outra beleza.

E a realidade tem outra leveza

 

Té..Etelvina Costa

03-06-06

Do meu baú

13-05-2017

 

175,516

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IMUTÁVEL

 

 

 

 

 

 

 

Imutável

De Té

 

Eu amo tudo o que foi

O que fez parte do meu mundo

Dos que já partiram

Dos que foram já não são

Das feridas que já não doem

Mas ficou a marca

Daquela força que me domava

Dos amores que sonhava

Dos amigos que desertavam

Dos que partiram

Das recordações que vivem no meu coração

Esse amor eterno que não me deixa

Do que ainda existe

mas que distanciados de mim

Continuam a ser a alma viva

Que me fazem viver

De tudo o que foi Eu sinto a dor

De tudo o que já não é meu, sinto o amor

O amor deixa a recordação eterna

A dor, deixa a ferida aberta,foi ferro em brasa marcado

O que vivi e já não vivo

Coabita eternamente dentro do meu ser

Nada se perde tudo é eterno para alem do fim

Porque não há fim há sempre principio

 

Do meu baú

14-10-2010

Para o Peapaz 14-05-2017

 

 

176.516

 

 

 

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