Posts de Etelvina Gonçalves da Costa (448)

Poetisa e Escritora

AS MENINAS COQUETES

 

 

As meninas coquetes

DE Té

Vasculhei no meu passado.

Varri ideias e tratos

Encontrei o teu retrato

E outros da nossa era

Lembrei esse nosso grupo

Apaixonados confusos

Rapazes de olhar profundo

E as meninas coquetes

De soquetes e sabrinas

Assim se vestiam as meninas

De olhar grudado ao espelho

Saia bordada abaixo do joelho

E armados em galãs

Caçadores de aventuras

Os rapazes com afã

Esbanjavam suas ternuras

Recordar o passado

Desse tempo que já não vem

Arrulhos de namorado

Nem sabiam por quem

E as meninas coquetes

De olhar lânguido á maneira

Já não queriam os soquetes

E tinham muitas peneiras

Adeus que me vou embora

Deixo a saudade a quem a quer

E pra quem tem boa memória

Desse saudável viver

 Té: Etelvina Da CostaDo meu bau

 

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

 

 

Lições de vida que testam a coragem

 

De Té

 

De mão forte fronte erguida.

Vou seguindo o meu destino.

Protegerei o meu caminho.

Com as forças que me restam.

Não quero minha alma abandonada.

Nem a quero desassossegada.

Seguirei devagarinho.

Não quero ficar esgotada.

Não quero ser apressada.

Prefiro meu jeito bem calmo.

Vou deixando na jornada.

Vou seguindo palmo a palmo

Levo comigo meus sonhos

Essa doçura perdida

Caem lágrimas de meus olhos

O sonho comanda a vida

Nunca a alma será ferida.

Quando a caminhada é segura

Mas ninguém adivinha.

Se no meio encontra agrura.

Ferida é dor que não cura

Quando a estrada é cortada

penedos e pedras estranhas

Vão impedindo a jornada

E o destino é cortado

Acoito-me na beira da estrada.

Meu coração amargurado.

Perde as forças na jornada.

Ergo a fronte sigo em frente

Piso socalcos calada

Ainda me restam forças

Não quero ficar assustada

Minhas mãos ainda estão fortes

Meus passos vão inseguros

Mas minha alma é meu norte.

Minha coragem é o meu rumo

 

De Té Etelvina Da Costa

29-01-2017

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Poetisa e Escritora

O GRANDE UNIVERSO E SEUS MISTÉRIOS

 

O grande universo e seus mistérios

De Té

 

Quando morre o dia, e nasce a luz

colorida,des cores do sol poente

Lindas sombreadas de intensa mescla,

que me poêm a divagar.

Quantos enigmas insondáveis

Pululam no universo magníficiente.

Quanto desconhecimento nos envolve

E o sinto no meu cismar

Que mais se pode ver,e conhecimento haver.

Apenas quando a noite toma o lugar do dia

Tudo enegrece e vem a melancolia

Logo vão despontando sinais de luz a nascer.

Estrelas que limitam os umbrais divinos

A nossos olhos resplandecem.

Faiscam.. iluminam a grande cúpula celeste.

Ósculos de luz,terra ilustrada, festival

  Rastos de iluminárias florescentes.

Trevas se invalidam. se anulam

grandiosidade. que não podem vencer.

A noite é um surpreendente painel

´Apresenta a diversidade planetária.

O luar invade de luz, inflama e alegra a terra

enegrecida de novas esperanças

Lua brilhante penetrante

 alarga horizontes de saberes e gera rumos

 

De Té Etelvina Da Costa

29-01-2017

 

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Poetisa e Escritora

 

                    

AS MIL VIDAS DE UMA VIDA , ETERNOS VIAJANTES

APOLOGIA

 

 

 

Mil vidas vivemos e em mil vidas nos emcontramose da mil vidas partimos e da mil vidas voltamos

eternos viajantes

De Té

 

Em mil vidas te esperei ,no mais recondito da minha alma

E vivi mil vidas sabendo que ainda te não tinhas revelado.

Em cada vida, não eras tu ,teu rosto ainda era uma sombra

Mo meu pensamento, por entre sombras , te afiguravas

entre véus diáfanos, busca insana das minhas mil vidas.

 

Fui rainha ,princesa ,senhora de reinos, castelos e palácios

Em terras de rios e mares, em paises exóticos, em terras altas ,

Estepes geladas, em pináculos montanhosos ,em planícies

Circulava em feiras, em vilas, cidades ,apenas mais um mulher

como outras, vivendo, fui presa a amores ,onde tua imagem vivia .

 

Em cada abraço, em cada beijo, eras tu que me tomavas de desejo.

Fui guerreira, vesti elmo, ergui a espada, enfrentava o inimigo

Fui prisioneira agrilhoada, invocava-te em horas de perigo

Esfumavaste, mas sentia tantas vezes, o teu toque numa luz baça

Mas em mil vidas, estavas acorrentado, em ignotos mundos.

 

Foste rei ,principe, mas distinguiste-te nas artes e nas letras

Senti a beleza harmoniosa, tocando lira a meus ouvidos

Mas não passava da imagem visionada em outras dimensões

Sabia-te lindo ,apaixonado, rodeado de belas mulheres e minha voz

era débil soluço e,lideraste pleias,, conquistaste cidades foste herói

 

Em altos mares ,naufragaste, teu barco se defez nas ondas alterosas

Morreste, mas voltaste às mil vidas, que tinhas de cumprir

E um dia achaste-me, enfim nossos olhos vibraram de amor

Trazias karmas de vidas passadas, já não eras a visão mas o real

Que em meus sonhos eu esperei mil vidas em desespero.

 

Desnudada. me possuiste  - sondando meus prazeres

Quando nos rios me banhava. apenas na sensaçao te adivinhava

Pelejaste com minha espada e a  meu lado. tua sonbra me escudava

Saia ilesa, deste-me água ,quando prisioneira fui escravizada .

Fui deusa,erguida em pedestal e por entre o povo te vi aclamando-me

 

Comigo ouviste a pregação de Jesus, desfilaste nos exercitos romanos

e na arena do coliseu fui  uma cristã salvaste-me, pele,jando bravamente

Saiste vencedor o povo te aclamou e foste levantado  e aclamado

 Prisioneiros dos resquicios das vidas passadas,, almas a purificar,

Amamo-nos paixão segura,, amor dedicado. , o nosso encontro almejado

 

Nos desassossegavam, , para que o reencontro caísse nos abismos

Sabemos o que queremos,,  desejo banhado ao sol resplandecente .

Mas quando o luar chegar aos nossos corações as sombras se diluem ,

Ficamos tu e eu , nosso amor,  o ceu se iluminara  os anjos cantaraõ aleluia

 A terra, será um mar de estrelas onde repousa nossa alegria resplandecente

 

 Estamos juntos, é uma festa, cantas para mim ris, teu sorrir harmonioso

 cânticos entram na minha alma , raro encantamento . te amo e te amarei,

Te amei nas mil vidas, te esperei, em palácios rutilantes, aflúvios de jasmins,

Em todos os lugares,que da morte resurgi,e te espererei e á morte, voltarei

 

Talvez que nos encontremos noutros planos,talvez que outras vidas terrenas ,

Viveremos esse amor, que se eternizará para além do grande universo cósmico..

 

 

 

De Té Etelvina Da Costa

 Nem todos os meus leitores vão entender este poema das mil vidas da vida  É uma apologia  Com receio postei ,atrevi-me.. Não é um poema perfeito . descrevo apenas com algum sentimento e alguns erros  o que dentro de mim representa a vida depois e antes dos vários planos em que segundo várias teorias de que a alma nunca morre. É complicado escrever sobre este tema que romance-ei para atenuar Fantasiei situações que se integraram em épocas ,tempos já passados .Criei duas personagens e a partir dai construi aquilo a que chamo as mil vidas de uma vida Eternos viajantes. Desculpem o atrevimento

 

 

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Poetisa e Escritora

MALIGNIDADE QUE MATA O SONHO

 

Malignidade que mata o sonho
De Té

Atingida nos seus sonhos mais discretos
Cairam sobre ele olhares sombrios
Olhares desafiadores tão directos
E o sonho assombrado, sucumbiu

Exaurido nas nevoas,, tempo sofrido
o sonho se abrigou, tão entristecido
As forças se perderam, e decaido
se fez ás lonjuras, tão perdido

Os sonhos são quimeras irreais
São liras, que criam musicalidades
São devaneios emotividades

Desesperos mistériosos idealidades
imagens que se erguem nas paisagens
O último adeus de um abraço

De Té Etelvina da Costa

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MISTÉRIO DA REMIÇÃO

 

 

Mistério da remissão

DE Té

 

São meus olhos os culpados do tormento

Ao sentir amornada a minha face.

 As lágrimas caindo se defazem,

na terra de ninguém ,ou de tanta gente

Ou serão os teus ,que os atormentam,

por se sentirem cativos, e lamentam,

continua dor, e sofrimento,

que o som das tuas palavras ditas

com dureza, projectassem tão mal

Foi a sombra, que ficou de ti sobre mim,

que arrojou nossa vida, noutro caminho.

e por ali ficasse, nas sobras do sítio que se desmereceu

e assim alterasse nosso desígnio.

Instalada a dúvida ,tudo ficou deambulando por baixo

do sol ,que nos cobre na esteira do mistério da remissão

 

De Té Etelvina da Costa

♥Bobby Solo. Una Lacrima Sul Viso♥

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Poetisa e Escritora

NO DIA SEGUINTE É SEMPRE PRIMAVERA


 

Quando a mente se turva

De Té

De tanto amor, que nos domina loucamente

Ciumes, desconfianças, turva-nos a mente

Se de real cousa ,alguma é nefasto dilema

Ainda tanto amor nos amálgama docemente

 

 

 

Nem calculamos a fortaleza deste sentimento

que nos amarra anos, sem que possamos viver

Num afastamento que  causa dor e sofrimento

E voltamos sempre, carentes ,quase a fenecer

 

 

,Saudosos, selamos a volta com mansidão

Nossas mãos tremem mais ,que o coração

Então juramos mil juras de conciliação

 

Como é lindo o amor feito luar sorridente

Calam-se  queixumes, limpam.se  lágrimas

É noite de lua cheia ,no dia seguinte é primavera

 

 

De Té Etelvina Da Costa

 

08-07-2017

 

 

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

PERDÃO POR ESTE AMOR

 

 

 

 

Perdão por este amor

De Té

Peço-te perdão, foi um amor repentino
Que assolou um dia meu coração
Que me criou tão grande desatino
E não menos confusão

Trazias doçura nos teus olhos
E senti que teu coração era bom
Condizias com meus eternos sonhos
Não sou vidente, apenas tenho este dom.

Passei dias horas, e todo o tempo
Era pouco, para discernir na minha concepção
Deixei para a calidez da noite o acerto
Que necessitava para esta solução

Do tempo que passei carregada de emoção
Amadurecendo este grande amor
Vivi à tua sombra tão cheia de ilusão
Receando sempre, se transforma em dor.

 

 

Hoje sinto – me compensada
Mais tranquila, com a certeza de que me queres bem
Já não vivo dependente, e exasperada
Quando te chamava, e do outro lado, ninguém.

Nunca saberás as horas que passei chorando
Pensando que me andavas a fugir
Desejando as tuas caricias e a tua voz doce me embalando
Mas creio neste momento: já nada nos impede de sorrir.

 

Já não te observo em imagem desfocada
Teus lábios já me falam ao coração
Mas já há outra consciência que me acalma a agitação.
De Té

Etelvina Da Costa

 

Partilho  o Belas Artes, partilhei o  Peapaz e escrevo em mais locais onde deixo poemas, e todos os meus poemas contam histórias de vida Geralmente quando vou procurar um poema altero pontos ,virgulas e até altero o sentido e troco palavras Tento aperfeiçoar cada vez mais a minha singela forma de escrever apenas com o sentimento . Mas este está tal como o escrevi nada alterei e já passaram uns anos e penso que ainda está tal como pensava nessa altura talvez que pudesse melhorar os versos tornar um poema mais elaborado com outras palavras mas nada alterei.Nunca publiquei para o grande publico porque ainda não me sinto capacitada para o fazer, Quero fazer mais e melhor sempre transmitindo para os poemas histórias de vidas .  

 

 

 

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

Engenhosas manipulações da imaginaçaõ

A imaginação concebe e configura fantasias conceitos, prognósticos, antevisões.
Que saem de engenhosos e hábeis manipuladores do pensamento edas palavras.
Futura-se o amanhã numa ideologia de inspiração.
Nem tudo é mau nem tudo é bom.
O sonho faz falta ao ser humano é essencial à vida
O imaginário é faca de dois
 
gumes.
Investigadores cientistas poetas escritores têm o dom de uma imaginação fertil e um pensamento desenvolvido.
Mas a par desse dom há de ter a sensatez e o dominio do pensamento lógico e o sentido do real .
Concordo com a ficção mas sem ser escandalosa e que altere os valores humanos.
Robotizar seres, tirar-lhes liberdade,
Condicionar harmonias e regras sociais,
São saltos de loucos num esgar de iluminados a quererem fazer história do mundo.
Classes sempre existiram, que fazem as divisões do ser humano.
As géneses com os adventos de novas ideias confundem um mundo já tão confuso
Perturbam os valores de um passado que se vai esvaindo.
Aparecem loucas previsões onde a palavra amor e louvor pela criaçao é banida.
Quem é o homem para conceber uma espécie humana,que não seja feita à imagem de Deus?
Ilusórios devaneios de quem visiona um mundo alienado,o mundo dos clones
Patológica fantasia que não elogia a obra do Criador.
Prognosticas alegorias lúgubres.
Renegações da génese na sua essência.
Transformando a vida numa sátira de pantomina.

De tta
07~10~09
 



A minha critica sobre O admirável mundo novo de Huxley
(Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de Julho de 1894 — Los Angeles, 22 de Novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley.


Em «Admirável Mundo Novo» Huxley descreve, num misto de fantasia e sátira implacável, uma sociedade futura de tipo totalitário. A ideia simplista do progresso, alicerçado apenas na técnica; o sórdido materialismo mecanicista e certas ideologias filiadas numa filosofia de inspiração pragmática -eis o alvo da sátira de Huxley. Neste livro, Huxley não é apenas o admirável romancista que já conhecemos; o seu alcance é maior.
Para quem não leu, em resumo, trata-se de uma previsão futurista de um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A vida em total comunhão com total falha de liberdade uma sujeição paranóica a castas e uma felicidade utópica que ninguém prevê o alcance.
Há quem diga que isto vai ser o futuro das gerações vindouras e que tudo se encaminha par essa situação. Em que todos somos feitos como clones, o modelo é sempre o mesmo o decalque é a realidade das vidas de cada um não há nem mais, nem menos, há o igual e a sujeição totalitária
Há uma apatia letárgica porque a imaginação essa capacidade inventiva que nos distingue não existe para alem desse modelo imposto.
Para nós os que escrevemos que concebemos um mundo no nosso imaginário de bem, de liberdade, de independência, de um imaginário concebível, que lidamos com o conceito amor ternura, solidariedade, que nos apetece dizer sobre este admirável mundo novo?
que é prognosticado como o futuro que se prevê já em certos fenómenos do comportamento da sociedade e dos humanos. É este o admirável mundo novo que queremos dar a nossos filhos? Dá que pensar e arrepia talvez o escritor tenha sonhado em ser Julio Verne e as suas antevisões mas que isto é sério é.

Mote: Que é para si um admirável mundo novo que antevemos para as gerações futuras? Bons textos  Tétita

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Poetisa e Escritora

CRUEZA....

 

 

Crueza

De Té


Pelos olhos teus

Eu perdi os meus

Em chagas de alma

Lágrimas vertidas

E tão condoídas

ânsias calcadas

 

Não quero

 

Que a noite ,seja teu calvário

Nem quero,, que sombrio e desnudo

trilhes sendas ,do teu rosário

Perdido nas sombras dessa noite

 

Abatido

 

Perdido

Sem previsão , que te espreita o perigo

 Pensares ,que foste apunhalado

Quando na renuncia, estás a implorar

Que teu amor,se venha entregar

 nos braços teus ,amimado

 

Crueza

 

É o que tua alma agora gera

Sem fé, o amor ,perde a beleza

Esquece,que ámanhã é outra era

Que ja vem ai a primavera

Que te regenera

ao sol da verdade

DE Té  Etelvina Da Costa

 

 

 

 

 

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Poetisa e Escritora

JURO.....

 

 

Juramento

(Cantigas de amor )

DE Té

Juro por Deus

 

 

Que esta seja a hora derradeira.
Que me vês nua a alma, por inteira.
Que me agrado de teus encantos
Por quem olhais  
meus espantos?
Se sois canto de louvor

também a minha dor.que me atormenta o peito.

 

 

Senhor meu que antes de ti
Outro não conheci
Nem meu corpo rodeou
Nem seus mimos e cortesias

me despertaram alegria

Nem me farão dobrar ,nem tão pouco cobiçar

 

 

Abriste meu silêncio
E não o pude evitar
Conhecer-te foi amar
E doei tudo o que tinha
Nada resta e em surdina
Cantarei e chorarei
Pois é isso que sei
Alimenta meu tormento 
amaina meu sofrimento

 

 

Já teus cânticos não rejeito
Que me abrasam o peito
E minha alma irão dilacerar
E a ti que és meu senhor
Se me tendes amor 
,Não vos posso escusar 
só a vós posso amar

 

 

DE Té Etelvina Da Costa

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Poetisa e Escritora

 

 

  

Lágrima por lágrima.

 

Autor desconhecido

 

Lágrima por lágrima hei-de te cobrar

Todos os meus sonhos, que tu carregaste, hás .de me pagar

A flor dos meus anos, meus olhos insanos, de te esperar

Os meus sacrificios ,meus medos , meus vicios . hei.de te cobrar

 

Cada ruga que eu trouxer no rosto , cada verso triste, que a dor me ensinar

Cada vez, que no meu coração , morrer uma ilusão ,hás-de me pagar

Toda a festa, que adiei ,tesouros que entreguei , à imensidão do mar, hás-de me pagar

As noite, que encarei sem Deus , na cruz do teu adeus , hei. de te cobrar

 

A flor dos meus anos , meus olhos insanos , de te esperar

Os meus sacrificios, meus medos , meus vicios, hei .de te cobrar

Cada ruga que eu trouxer no rosto, cada verso triste ,que a dor me ensinar

cada vez que no meu coração morrer uma ilusão , hás- de me pagar

 

Toda a festa que adiei , tesouros que entreguei a imensidão do mar ,hás- de me pagar

As noites que encarei ,sem Deus na cruz ,do teu adeus hei -de te cobrar

A minha fé reprimida, a esperança perdida, hás.de me pagar

A minha exaustão , mão no coração ,a dor a queimar,hei.de te cobrar

 

Se da vida sofrida ,e de tão perdida,não me puder libertar, hás-de me pagar

Pois sei que virás, de alma aberta vestir a saudade que te vai abjugar

Quebraste as cadeias ,pisarás as pedras de teu penar e me virás pagar

Mas a  voz que ouvias, eram ecos de preces perdidas, das alterosas  vagas do mar

 

Do meu Bau 

 Canta Maria Bethânia 

 

Apenas a última quadra e na composição algumas repetições alteram o original e são de minha autoria  mas a composição no seu todo  não me pertence apenas soube depois i que Maria Bethania cantava a letra  O créditos pertencem ao autor apenas usei por gostar do poema e como estava no meu baú  onde tenho centenas pensei ser meu verifiquei  depois que não era da minha autoria  foi passado sem nome como muitas vezes façi poemas e não identifico com nome   mas postei no meu blog .mais tarde verifiquei não ser meu e com as devidas considerações ao autor os créditos lhe pertencem apenas e como tenho vários incluindo um do mesmo genero postei só referido que era do meu baú.  os meus parabéns ao autor e a cantora .e as minhas desculpas .pelo engano.como escritora e poeta que sou também não gostaria de vêr um trabalho meu postado sem referenciar o nome de autor.isso respeito muito.

Já verifiquei o autor

 

 

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CISMAS

 

 

Cismas

DE Té

Rasguei meu coração

 

 

Em mágoa profunda

Fui ao fundo da tristeza 

Que me inunda

Porque cismam meus olhos por não te ver

 

Porque devaneiam

meus fantasmas

aturdidos por lhes resistir

Desfraldam cortinas voláteis dos meus sentidos

 

 

Frondosa sombra que é vã

no enredo dessa contenda

Clama se torna chama

 Nimbada de luar reflectem olhos de mafona

 

Demo que me contorna

Desdobro-me para os ludibriar

Apenas fitam os girassóis

Verdes e amarelos belos e tão singelos

 

Escondo-me no breu

No fundo do eu

Minha alma me acusa 

Me escudadas ironias lúgubres

 

Recolho-me no sonho que é meu.

 

De Té Etelvina Da Costa

...

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FADO SÓ`DEUS SABE

 

 

 

Só Deus sabe …... fado

DE TÉ

Só Deus sabe, o amanhã
Deste amor, cego e profundo.
Só Deus sabe, eu apenas sei.
que é ele, que me liga ao mundo.

 

Sobre as pedras da calçada.
Onde deixo cair meu pranto.
Por este amor, que eu canto.
E em poemas me desnudo.

 

Com palavras, que abatem.
Meus olhos, de ver mais fundo
Meus olhos, que tanto choram
por este amor, forte e profundo.

 

Quero deixar-te meus beijos.
Que consomem meu coração.
São promessas ,são desejos
Faz deles o meu perdão.

 

És amor, condenação
Poema do amanhecer
Tenho-te no meu coração
Enquanto vida tiver

 

 E na hora da partida 

chorarei de mansinho

Não desejo  macular

nosso amor de tanto carinho

 

Té Etelvina Da Costa

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NADA VAI MUDAR

 

 

 

 

Nada vai mudar

DE Té

Nada muda, no nosso quarto antigo

De livros velhos, e de pergaminhos

Lençóis , marcados pela tua doçura

Do bragal , rendilhado de candura

De um lindo amor tão reprimido em fio de navalha percorrido,

De um  tempo muito antigo…..

Mas o nosso amor foi sonhado

Para uma vida em comunhão.

Conhecer-te foi  bênção celestial

E não menos perturbaçãoo nosso amor foi um canto celestial

E nada nos impede  alcançar

 felicidade que não seja trivial

e todo o bem que vença o mal 

 O tempo é pouco para nos querermos

 São minutos que correm, e terminama nossa vida repentinamente

E não queremos, que o sol

Nos falte na nossa caminhada

o luar banhe nossos sentidos

Estou pronta a seguir os teus passos

Não dou ouvidos, às risadas dos velhacos vale mais uma hora nos teus braços

Que minha vida a esperar, feita em farrapos.

 

 

De Té Etelvina Da Costa

 

♥Bobby Solo. Io che non vivo senza te♥
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A MAGICA DO TEMPO /ENCANTAMENTO

 

 

 

 

 

 

A mágica do tempo Encantamento

De Té

 

Charme o possui de sobra.

É como se as mãos do universo,

o algemasse eternamente

ás ninfas que voejam á sua volta,

em canticos de sedução

Farta-se depressa, sacia-as de deleite

Arranca-lhes o fel Nutre-se com o mel

Amadurece-lhes a volúpia

Aveluda-lhes a linhagem,

avinagra.lhes o sangue

São velhas amarras, em edifícios em ruinas

Os pilares estremecem

Se forçadas, se descarnam

Arrastam-se insaciáveis

São advertências que mexem

com a alma ,que conduz ao pensamento

Já longe vai o tempo

Em que sem tranças de Sansão

Apenas com com seus pensamentos

Prendia fantasmas e esqueletos

e entre labirintos e medos, ampliava segredos

Mas quando um dia, soprar o vento forte

Há o enigma do fim

Olhos abertos, sorriem flutuando

Enchendo os vivos de espanto

E tu estarás entre eles,

definhado, aprisionado, ençaimado

Foi tua a opção ou adivinhação,

quando a cegueira passou

Teus olhos se iluminaram,

desprendeste-te das cadeias

sacodes-te nauseado, passo apressado

Queres regressar ao passado

Ao ninho abençoado

Mas perdeste a viagem

Perdeste- a magia do tempo

Da harmonia, e da calma ,que nos inebria

E nos repassa de quietude

 

De Té Etelvina Da Costa

 

♥Giovanni Marradi. Nostalgie♥
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APENAS ESTOU CALADA

 

 

Apenae estou calada

De Té

 

Hoje escrevo um poema triste

Que nasce do íntimo da minha mágoa

Revejo-me nas folhas moribundas que caem ,

ejazem pelas alcantiladas.

Soltas do sonho, que já as vicejaram

 

A brisa silenciosa, arrasta levemente

os restos do ilusão ,que se vai perdendo

Amargurada tristeza, que súplica silencio.

Envolta nas vestes enturvadas, saídas de sombras,

silhuetas esvoaçantes, pedaços do sonho, que se desfez.

 

Hoje escrevo, o que a minha alma me transmite.

Despida, gelada e insensível, quero-me embuçada

para que não descubram, que o sonho foi meu, e se perdeu.

Por sobre mim está o céu, com o seu véu diáfano

Onde as almas torturadas ,se encobrem.

 

Tremula sinto a aragem passar por mim

Entorpecida ,agazalho-me na tarra quente

Perdeu-se meu sonho que me fez sorrir,

Poderá parecer que estou serena e triste

Não! Estou apenas calada.

 

 

DeTé

Etelvina Da Costa

 

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Versinhos

  

Versinhos

De Té

 

Todo o mundo sente. Só quem não é gente.
Se as folhas caiem leva-as o vento
E a minha alegria esmoreceu.
Mas, ninguém se comoveu.

O mar ficou no mesmo lugar.
O vento uivou e não se calou.
O barco à mesma hora fez-se ao mar.
A menina gritou, ninguém olhou

O comboio apitou e logo partiu
O padre dá missa, tudo se aquietou

O sino da igreja não caiu
O sacristão muito badalou
.
Na torre cimeira o relógio parou

Um óh! de admiração juntou o povo
as horas certinhas,ele já não marcou
terá que se colocar lá outro novo.

O homem da esquina a loja abriu
sua voz alegre sauda a gente
Só a minha voz se não abriu
ia apressada tão ofegante

Um grito mudo de mim saiu
emocionada apenas eu o ouvi .

Afinal ele não me esperou
O comboio apitou ele partiu

o sol cintilou e eu nem o senti
Mesmo confusa continuo eu
E sigo integra mesmo sem ti

e foste tu quem me perdeu


Original de Té

 

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DESPOJADA

 

 

Quem me roubou?

De Té


Sinto, que de mim estão rindo.
Tudo ,quanto há em vós me vejo.
Que este mundo, se ri de mim.
Presinto tudo e, agora prevejo
que a graça se perdeu de mim.
Onde estás saudade dos beijos
Onde estás, fugiste de mim?
Partiste ,que mal te afligiu?
Mas arrastaste contigo o ensejo
Roubaste tudo ninguem viu
para agora sintir um vazio
em deserto de dunas perdida
Rodopio nesse areal  sem fim

 

E este tormento, esta angústia
Onde estão os meus desejos ?‘
 Meus pensamentos?
 Minhas ânsias?
Tudo roubaram das minhas entranhas
Quem lavrou essa sentença de morte?

Que me atirou para o vazio
donde nunca se sai com vida.
Quem me roubou este coração
a calma , o dom , a liberdade,
o sentimento,o sono,a alegria,

a ilusão, a temperança, a solidez
o ar, o tempo, o hoje, o ontem,

e a esperança do amanhã?
Até a minha musa arrastaram

e para longe a levaram.
Até meus versos dispersos,
Onde está minha alma de poeta,

que se ausentou de mim.

Ficou o resto de meu ser sem projecção
Para o exilar em sombras sem luz.
Quem afinal me roubou de mim?
Quem me arrancou toda a força do ser.
Exauriu o que em mim era vibração,
comunhão dádiva e nada deixou ficar.

Trapo vazio que o vento levou
Nem uma semente perdida,

que com o tempo pudesse vir a germinar.
 A emergir das profundezas para onde tinha sido atirada

Nada ficou dentro de mim
Nem um pedaço , tudo de mim que me foi roubado.
Só vazio....... nada ficou.
E essa sensação de perda que de mim se apoderou, trouxe o medo.
Para se juntar ao que restava amortalhado,
Desse sequestro de mim.
Sinto falta de mim, e de tudo que me foi roubado.

 De Té 

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Poetisa e Escritora

SEM TI.....incêndiadas

 

 

 

 

Amamo-nos tanto

Só Deus sabe quanto

Sem ti(Sentia tanto)

De Té

 

Que longa é a noite....

Dizia tantas vezes

Meus olhos não se queriam

fechar

Campainhas tilintavam nos

meus ouvidos

E eco indefinido ecoava

na alma....

A tênue luz rosa, que sobressai

na escuridão

Esconde-se demarca

a minha visão

Meus olhos já não alcançam

luz no breu

Decido comprimir-me

e chorar

Em quente roupa que me cobre

 Mas sinto-me gelada

Tremo de frio.... ou de angústia

Amei perdidamente, sem me sentir

amada

Estaria louca, ou ingenuamente,

Iludida, presa à cegueira da paixão

E eu fui caindo no abismo

perante tua desconsideração

tuas ausências, tua falta de zelo

e da tua ironia, tão sofisticada.

Fecho-me na concha

na hora má, dos maus destinos

O amor é feito de amor

Mas depois....

Deixa de ser flôr, mas erva ruim

menosprezada

Para ser uma erva amarga.,

veneno da dôr.

A guerra estalou entre nós

Como razões, sem razões

Os versos, fazem cair gotas

nos nossos corações

Palavras, emoções,

esfrangalhados corações

Ciúmes ,entrecortados nos 

corações

E amamos ,amamo-nos

tanto Senhor.

Só nós sabemos quando,

E quanto

esse amor foi soletrado

Tantas ,quantas nas brumas da saudade,

ecoavam nos nossos corações.

Tantas quantas vezes falamos

tantas quantas vezes em sonhos

Tantas quantas nas horas dolorosas,

se abriam, em murmúrios de amor,

e os olhos vertiam copiosamente

as lágrimas, que inflamavam

Chamáste-me muitas vezes

minha querida.. mas nunca

me disseste. Eu te amo!

Palavra que adormeçe a gente

 De tão fervorosamente ardente 

Ferimo-nos de mágoas

contidas, incêndiadas

Desgaste de sofrimento

Fazem distanciamento

Imaginava-te tal

como cresceste no meu sonho

Apenas nos abraçávamos

e no teu ombro amado

choraria

Sentiria teus braços apertar-me

e tua boca beijar-me

Com amargura a esmagar

o desentendimento

Disfarces emocionados

sem cobranças

Condoídos amantes

redimidos.

Te amo!Te amo!Te amo

Sempre te amarei 

Quanto te amei

Não há mais ninguém

no meu coracão

Nunca serás mentira

Nem martírio

Ninguém manda

no coração

Mas afervoraste esta

minha emoção

Apenas o alívio desta

alma triste

 Chorava porque partias

Partias sem dizer nada

As desculpas já não

enganavam

Es mentiras eram verdades

camufladas

Mais cedo ou mais tarde

Desistia , morria , partias

Partias tantas vezes

E eu esperava.......

E tantas vezes eu sabia

onde estavas

Como eu, nunca encontraste

Igual na vida...nunca

encontrarás

Tanto amor e  sofrimento

nunca foi paixão alucinada

mas um amor, grande amor

feito de abrigo ,de ternura,

candura e de coração

Não aguentei mais

Desta vez, fui eu que decidi

Quebrar estas alteradas

argumentações

Ficarei morta , em agonia

Despeço-me de ti

 Coração partido

Desta vez fui eu que parti

DE Té

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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