Posts de Etelvina Gonçalves da Costa (483)

Poetisa e Escritora

VOÇÊ VAI CHORAR

 

 

 

 

 

xxx

 


Chorar a sambar

Chora….
Chora amigo agora
Porque ela foi embora
Teu bem-querer, tua paixão
Chora…
Chora, assim comovente
Tuas lágrimas sofridas
Que mostras a toda a gente

Chorar….

Chorar… não ajuda essa culpa
Já não vale a pergunta
Que a ti queres fazer
Chorar…. Assim vais aceitar
Ela quis acabar
Te deixou! Você chorou…

Chorar? Meu amigo é preciso
Quando a alma dá o grito
E você está lá dentro.
Chorar! Meu amigo é sublimar
É a mágoa que fica
Que é preciso expulsar.
Chorar…é carpir a tristeza
Você deu a ternura
Colheu a indiferença

Chorar meu amigo è emoção
dessa profunda amargura
Que agarrou o teu coração
Chorar …. Meu amigo é sentir
Que estás vivo e a sorrir
E lavar essa dor

Acaso meu amigo ao chorar
Você vai remediar
o mal que já foi feito?
Apenas…você está a aprender
Que quando se dá demais
Se acaba a sofrer.


De Té


 
 
xxx

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

O DELICIOSO ENCONTRO DO POETA E PINTOR

 

 

 

 

 

xxxx

 

Poeta pinta e esculpe talha e entalha
As janelas da minha alma abrem-se
Para dar côr e vida á minha poesia
É lá que vivem as minhas musas
É o paraíso das minhas emoções
Abre-se uma outra e outra
e adejam pelo meu pensamento
Em mil modulações espalham-se pelo éter
o vento leva-as são claridades fulgentes
libertas em visões resplandecentes
Enchem páginas de alegorias
Espraiam-se em mares das minhas harmonias
Desaguam em arvoredos
onde vive o misterioso pássaro azul
E os seus cantantes trinados
São céus das minhas esperanças
onde brilham as estrelas que me afogueiam
que me indiciam caminhos secretos
onde os rios são de luz
que se reflectem em mil cores
Fantasmagorias que me prendem
ali coloco o meu cavalete espalho as tintas
que ali estão mesmo à minha mão.
E ali se pinta a poesia
na expressão da sua alegoria
no delicioso encontro do poeta e pintor
frente a um modelo talha a liberdade
e entalha com seu cinzel o verso glorioso
Onde viva e voluptuosa emana a vida

Tetita

xxxx

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

DA VIDA

 

 

 

 

xxxx

 

Da vida

DE Té

 

Da vida que vivi, o que sobrou?

Sonhos ,miragens, foi o que ficou.

Cairam minhas mágoas, meus espantos,

e o que restou? Apenas prantos.

 

Da vida que vivi ,o que sobrou?

Saudades , saudades tantas ,que ficou.

Renúncias, tristezas e alegrias chorei.

Ledos e doces cantos ,que não cantei.

 

Meu fado, triste fado, me assombrou.

Quanto bem me roubaram, quem o levou ?.

Só espanto me deixaram, esse ficou.

 

Se de tão má sorte, fado meu tive que viver.

Triste de quem confia ,na dura sorte ter.

Apenas fica o choro do que findou.

 

De Té

xxxx

 

 

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

UMA ALMA PRISIONEIRA

 

 

 

 

Uma alma prisioneira

 

Sou uma alma solta ao vento

Sou uma espécie de naufrago em mar alto

Abandonada á sorte das ondas que me afundam

me enrolam me elevam e respiro

solto o grito da vida ,por escassos minutos

e me sintp mais forte

Depois novamente me conduzem ás profundezas

Inteiramente submersa sufocada ,anseio

que mais uma das ondas revoltas não me engula

e, me atire novamente para o alto

um jogo de tortura e ansiedade

Se num destes momentos de fúria das águas

me impulsionarem para a praia estarei liberta

ou eternamente a prisioneira de um mar revolto

belo tempestuoso que não lhe agrada intrusos nas suas águas

 

De Té

 

 

 

 

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

LENDA DA PRIMAVERA

 

 

PRIMAVERA

A lenda sobre o nascimento da Primavera, recolhida por Nelson Vainer, é ao mesmo tempo um hino ao amor materno e ao milagre sempre renovado da vida, na Humanidade e na Natureza. O obscuro poeta que a imaginou deve ter-se inspirado ao sentir a Vida no broto da planta e na criança que suga o leite materno. Deve também ter sentido que a vida da planta e a da criança são um só e mesmo milagre, obra do mesmo Taumaturgo e fruto de um impulso de caridade, fé e esperança.

Diz a lenda que nos tempos antigos o continente americano era uma gélida, silenciosa e estéril extensão de terra, onde os homens viviam transidos de frio e medo. Ora, aconteceu que certa mulher se afastou de uma taba com seu filhinho e foi colhida por violentíssima tempestade. Presa de desespero, a pobre mulher invocou Tupã e ouviu sua voz lhe dizer: - Sobe à mais alta montanha e faz teu filho tocar o céu com as mãos !

Envolvida pela borrasca e aconchegando mais o doce fardo, a índia foi galgando os degraus da cordilheira. Mas toda vez que alcançava o cume de uma montanha, outro mais alto lhe aparecia. A aflição e o cansaço a oprimiam, mas a voz, mais poderosa que a do trovão, insistia: - Sobe à mais alta montanha !
Por fim, já exausta e desanimada, a mãe atingiu o ponto mais alto dos Andes. Ergueu vitoriosa a criança e, ante o gesto milagroso dos bracinhos abertos, tocando o céu, a Primavera nasceu ! Então, o continente rompeu a cantar pela voz da passarada e recobriu-se de folhas, de flores e de frutos prenhes da vida, que é feita de caridade, fé e esperança.


Recolha em imagens do google



Saiba mais…
Poetisa e Escritora

MINHA TRISTEZA

 

 

 

Minha tristeza

De Té

 

Meus prantos vão definhando

e as saudades tão tristes

se vão fatigando

Quem dera , que assim seja

Imploro a meu santo protector

Me tira esta mágoa de amor,

que dói tanto, que ás vezes praguejo

e peço perdão ,por tal alucinação

Saudades ,que só assombro me deixara

e vida viver não permitir

Que a este coração , tão mal fizeram

Matar esta saudade, será sacrilégio?

Pois nosso amor foi venturoso

e do mais alto enviado

Desertou por grandezas ou incertezas

Causa foi de tal aspereza

que o bem aqui não se alcançou

contas dará pelo desamparo

ajuizar o feito tem seu preceito

pois se dele ainda vivo , e me desmereceu

Cessarei esta tristeza ,esta debilidade

que não me deixa viver,

e as amarras soltarei

Quebrarei as grilhetas do passado,

tão mal fadado, por bruxa madrinha enfurecida

de olhos fuzilantes , esvoaçante

E, me colocou nos lugares da amargura

Destino meu , má sorte

E, em vão na vida fui chorando

Até cega ficar de tanto lacrimejar

Quanto bem me roubaste ,

ternura dos meus sonhos de menina

Melhor mudar esta má sorte que perdura

dos crúeis fados negros maléficos

Cesse a saudade

Cesse a tristeza

Venha o sol mensageiro de vida

Se libertem as águas dos céus para regozijar a natureza

e as vibrações desse manancial se manifeste

postando as coisas nos lugares evidentes

As Ninfas soltarão os cabelos louros e dançarão em festival

A passarada esvoaçante banham.se em charcos

O espirito do Senhor espreita por entre nuvens rosadas e sorri

Escutam-se sons magníficos da orquetra celestial

Depois daa noite surje o dia vibrante de alegria

De Té

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

EU E TÚ......NÓS

 

 

 

 

 

 

 

Tarde demais.... Eu e Tu.....Nós
De Té

 

Agora sei. Nunca me amaste como eu te amei.
Apenas foi encantamento, que despertou em ti assombro.
Não honraste esse bem-querer de pura dádiva.
Sentimento impreciso na tua susceptibilidade.
Apenas fui sombra passageira,
como muitas outras a quem deste mais valia.
Nunca cheguei a sentir que eu, eras tu, e tu eu.
Duas chamas num só coração
Que o caminho iria ser percorrido de mãos dadas
Quantas vezes, lado a lado, e nos mentimos.
Eu, tu, nunca fomos, nem jamais seremos, eu e tu, nós.
Comungando do mesmo mistério do amor,
Primavera em flor do meu coração
Em ti? Enganoso, apenas um singular e quente desejo ambicioso.
Cruzaram-se os caminhos, e seguiram as rotas dos seus destinos.
Escrevendo as páginas dos seus desígnios.
Meu amor foi solitário, dilatado num deserto inabitado.
Sombras de ti, sinais mortos de esperança
Pairavam por sobre o meu céu, lindo, desejado, e turvava-o
Momentos ilusórios, que faziam renascerem ressentimentos.
Perdiam-se no caos das ambiguidades.
Abati-me, longas horas, dias, meses,anos; noites e dias.
 Amanheceres, de noites de vigilia, sofrimento da chama que me queimava.
Entardeceres melancólicos cruzavam espaços do meu entendimento.
Sem aplausos, resumidos, apenas resquícios desse deslumbre.
Insensato amor este, contido em secreto conflito do meu ser, com ferrete de delito
Foi-se sem glória, e regressei ao meu deserto sem fim.
Porém para quê negar? Sinto-te, não te apaguei da memória,
Certeza que me rebenta na alma. O único lugar, em que somos verdade.
Embriago-me de água da minha fonte, sou louca, poeta louca
Mas é nesta loucura que me reconheço.

De Té:

 

 

EU... VOCÊ...NÓS
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda

xxxxxx

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SOMOS O QUE PENSAMOS E SENTIMOS

 

 

 

 

 

xxxxxxx

 

A MEDICINA ESTÁ EM TI E TU NÃO A USAS.
A ENFERMIDADE VEM DE TI MESMO E NÃO TE DÁS CONTA!!!
HANSRAT ALI

SOMOS O QUE PENSAMOS E SENTIMOS!!!


Corpo e alma

Meu corpo exangue débil enfraquecido
Minhas mãos tremem e gélidas sentem o frio
Culpa desta alma abalada que me secou o sentimento
Desse amor que me exaltava e animava
Da fonte da sua energia revivia
Essa valentia que engrandecia
Sangue e alma avultava nessa emoção
Batia forte este coração saudável
Quando de alegria me envolvia nessa emoção incontida
Porque da alma apraza o mistério condimento
que revitaliza o corpo e lhe dá desembaraço e existência
E tal como de sublevação motim neste corpo doloso
se instalou o desanimo e o desconforto
assim a resposta da minha ledice se torna muda
Incurável enfermidade que amortalha.
o corpo seca e a alma se ausenta.

DeTé

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SEMPRE A AMANTE ULTRAPASSA O SER AMADO

 

xxxxx

 

 

 

 

xxxxx

 

 

 

BECAUSE I LOVE YOU

Oferta
Ao poeta da solidão
Rainer Maria Rilke o maior poéta lirico comtemporaneo Austro Alemão

SEMPRE A AMANTE ULTRAPASSA O SER AMADO
DE Té

 

Contemplo o etéreo firmamento

Quebrantado meu alento
Semi cerrados meus olhos,

Turvado meu pensamento
Emudecem concepções,

Tímidas quimeras
Evadem-se dos férteis caminhos

Dos cânticos dos poetas
Irmanados á folha largada

do ser, que a formou
Isolada pelo vento das nortadas,

fica leve, e flutuante
Arrastada pela terra, mar e nada
Sou irmão desse vivente,

que vagueia, e a essência nos igualou
Enjeitada assim, tal como a folha outonal
Perdida, extraviada e errante

O que sou assim será destino?
Se eu pudesse quebrar este esmorecimento,

que me toma, sem sentimento?
Sobrevinha outrora aspiração,

Abateria o caminho onde definho
Talvez meu mal se fosse,

Cruel desígnio de amante, apaixonada
Inteira sem limites ,nessa perseverança

deleitaria o ser amado
Entrega sem metas e de liberdade tomada.
Prezando a vida, olvidando o destino,

o amante amado ultrapassaria,
nessa dedicação sem medida,

Apenas por amor, suprema felicidade

DeTé

24~10~09

MOTE:

“SEMPRE A AMANTE ULTRAPASSA O SER AMADO”
Reflexão de Rainer Maria Rilke
Rainer Maria Rilke, in 'As Anotações de Malte Lauridis Brigge'
Poema original de Té Etelvina G da Costa

 

 

 

xxx

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SONHO ARRUINADO

 

 

 

 

 

 

SONHO

 

Quando um sonho se arruina

é uma hora de má sorte

É um abalo que afronta a morte

A sua energia é tão forte

Que rompe em exaltação

e luta-se pela realização

Éempunhando a sua força

que na alma se levanta

Chama à vida a emoção

 

Quando uma ilusão morre

Morre tambem o coração

Eclode um grande silencio

Onde cresce a solidão

e acresce a nostalgia

Deixa de haver noite e dia

e é tão grande emoção

Perece tambem a alegria

amortalha a paixão

 

E assim o sonho se esvai

que salta da tua mão

como bola de sabão

Se e´pelo sonho que se vai

que o mundo cresce e avança

que vibra como miragem

dando vida á emoção

 

De Té

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

NÃO OLHES QUANDO EU SAIR

 

 

 

 

 

 

Despedida

Não olhes quando eu sair!
O passado é passado.
Deixa que eu saia de mansinho.
Não quero, com os meus passos,
perturbar o silêncio do momento,
e te tome a fraqueza
e o arrependimento.
Não olhes!
Dá tempo, que eu
encontre o meu caminho.
Vestida de cruel mágoa e tristeza,
que foi o que me deste
em troca do amor,
que os teus braços testemunharam
quando me tomaste, inteira e sem temor,
na entrega da volúpia dessa afeição.
Não! Não olhes.
Não sei o que seria de nós dois,
se o vento apagasse tanta dor,
e esse tormento duro e magoado,
se convertesse em lágrimas de amor.

De Té

 

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

PELOS TEUS OLHOS

 

 

 

 

 

 

 Pelos olhos teus

Eu perdi os meus

Em chagas de alma

Lágrimas vertidas

E tão condoídas

ânsias calcadas

Não quero

que a noite seja teu calvário

Nem quero, que sombrio e desnudo

trilhes sendas do teu rosário.

Perdido nas sombras dessa noite

Abatido

Perdido

Sem previsão, de que te espreita o perigo

De pensares que foste apunhalado

Quando na renuncia estas a implorar

Que teu amor se venha entregar

e nos braços teus amimado

Crueza

É o que tua alma agora gera

Sem fé o amor, perde a beleza

Esquece,

Ámanha é outra era

e já vem ai a primavera.

que te regenera

ao sol da verdade

De Té


Saiba mais…
Poetisa e Escritora

ENTARDECER

 

 

 

 

 

x

Entardecer

E em cada fruto que amadurece
Existe o estigma que separa a morte da vida
gérmen que continua o ser recordações que vivificam
débeis gemidos tristes brandos
O corpo vai o espírito sombra que fica
Na chã que o recebe vai ser princípio e fim
Dessa primavera exuberante
Agora a eternidade
Brota e explode amor e dor
É o evidente de todo o ser
é o entardecer da vida
que acaba no breu da terra
Afectuosa quente de alas abertas
Na essência há a síntese que não pára
no cair do fruto sazonado
uma sintonia de nostalgia e alegria
Ambivalência que o invade
Dualismo duplicidade
No presságio que lateja
Da semente que testamenta
Do seu coração emocionado.
E nada se perde tudo permanece
Nesse ciclo eterno e divino

De Té
:

Todos na vida temos um entardecer. Somos como as árvores. A infância é verde, a mocidade um festivo explodir de brotos e de flores É na hora melancólica da tarde que surgem e amadurecem os frutos. (Menotti Del Picchia
xx

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SÓ......

 

 

 

 

 



É na voz do silêncio, que eu te escuto
Quando ele está assim tão caladinho
Não é do silêncio ,que eu tenho medo
Medo tenho, quando há burburinho.

No silêncio, eu escuto a tua alma
Que sei ,me fala dos teus lamentos
E é na quietação, que tu me falas
Que deixas fluir, os teus tormentos.

E escuto os sonhos, que te sustentam
Em abismos ,de calemas encobertas
E são esses desvarios, que te aguentam
Ilusões das tuas horas, tão incertas

Mas se considerares esse mutismo
E mesmo, que não fales nem sussurres
 Não estás solitário, tens meu abrigo

E sob o luar branqueado, que te ilumina
Nesse silencio apertado,não precisas falar

É que eu sei o que me queres dizer.

De Té

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

MEUS AUREOS CASTELOS

 

 

 

 

 

X

 

 

Meus aúreos castelos

 

Quero-te sempre conforme um dia te conheci

alma limpa ,pura singela e amante da alegria

Quero-te assim para não me esquecer de ti

Tal como eras para não me veres em agonia

 

Mas mudaste , atraiçoaste iludindo quem te ouvia

Então ao passares por mim vê como te lamento

pois há muito desmereceste quem tanto te queria

e que actualmente deplora este acontecimento

 

Ausente de ti me sinto perdida pois tua alma irmã

 e tuas mãos seriam meu guia, na senda da vida

desde esse dia logo quiz olvidar essa ideia vã

 

Vejo-me chorando em vão um sonho insensato

querer.te foi fácil porque te amei para além do meu tino

irreflectida pranteei e tombaram meus aureos castelos

 

De Té

 

XXXXXXXxxxxx

 

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SEM DESPEDIDA

 

 

 

x

 

 



 Sem despedida

Um dia dei-me conta que te perdia
Nas sombras duma noite mal dormida
Que te tirava assim da minha vida
 por onde andarias que não te via

Para alem de bons caminhos havia atalhos
Com os meus olhos de esperança segui teus passos
Interpelava os que comigo se cruzavam
As respostas eram escassas nada abonavam.

Um pouco mais à frente havia uma fonte
O cansaço dominava as minhas forças
 A agua escorria da minha fronte
Talvez que na nascente nomeando-te me  ouças

O eco da minha voz se fez ouvir
ecoou pelos montes e planícies
por mais que escutasse só o eco ouvisse

E meus ecos perdidos se calaram
voltei pisando as pedras onde deixei
as lágrimas tão cruas e sombreadas

De Té
 

X

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SILÊNCIOS

 

 

 

x

 

Tudo é silêncio

  

Tenho silêncios guardados.

Que não os conto a ninguém.

São sentimentos fechados.

São ecos de um passado.

Lindos milagres de amor.

 

E se no silêncio souberes.

Ler assim meus pensamentos.

Fica com eles então.

Guarda-os no coração.

Cala pra sempre eu te peço.

 

Silenciei minha dor.

No dia em que te perdi.

O sonho se desfez em mim.

Meus olhos guardam esse amor.

Jamais se separará de mim.

 

E é no silêncio da noite.

E nos dias de calmaria.

Que meu coração encontra.

A doçura da alegria.

Dessa tão densa ternura.

Que me fará companhia.

 

Então transformarei meu pranto.

Em melodias de encanto.

Da noite farei o dia.

Do inverno a primavera.

E plantarei alecrim.

miosótis e jasmim.

No silêncio da saudade.

 

 Portugal,

De Tetita (T,ta)

 

 

Poemas do meu caderno

x

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

PAIXÃO

 

 

 

 

 

x

Paixão

O desejo enlouquece e a alma apetece
o corpo se tortura, esfria e aquece
As posses se misturam , rasgos de amor e ternura
Que duram,perduram,em loucura
Quanto maior o desejo, que aquece e enlouquece
maior a tortura, de quem não se segura
libidinosas odes de ternura, que só se dissipam
quando arrefece esse desejo, tormento que dói
Se a posse ardorosa, não for harmonia
de canto e musica, e apenas alegoria fantasiosa
que morre e se desfaz em queixas de ânsias diluídas
Em trevas, que tem de ser esquecidas
em sulcos de soluços de amarguras

DE Té


x

Saiba mais…
Poetisa e Escritora

SAUDADE ESSE MAL ........

 

 

 

 

 

 

 

Saudade esse mal que não nos faz bem



E tão grande a crueldade

De quem chora a saudade

São penas de amor que o ordenam

sentimento contundente

que contradiz toda a natureza

É tão triste sofrer de saudade

É o amor que o ordena

e se vive assim sem ser vida

de tanto amor e tantas penas

Descansa desse coração em matirio

desse mal que mata o coração

é o amor e sua formosura

que se veste de ternura

e se chora o tormento

de te ter revestido

dessa paixão que acaba em lamento

Descansa desse coração em martirio

que se reveste de negrume

Nem olha os lirios dos campos

vestida de grande pranto

nem as aves tão brejeiras

que cobrem os ceus de chilreio

nem o verde dos campos

nem o céu que era teu encanto

olhas o céu e suspiras e aceleras teu coração

é grande a crueldade

de chorares tua saudade

de um amor de falsidade

e perdes a primavera .

que alegra teu coração

a saudade vive mansa na nossa alma

pelas boas recordações

Só a merece quem te quer bem



DE TÈ



Saiba mais…
Poetisa e Escritora

NÃO PASSOU DE EQUÍVOCO----

x

 

x

 

 

 

Equivoco

 

Esta alma lírio de pureza aveludado

apresentava alegria e confiança

Uma fé viva nessa jornada

E tão forte era sua esperança

 

Amor cego, se tornou afronta

e lhe encheu o peito de pesar

ali se afundou sua fortuna

e seus olhos se tornaram mar

 

 

Emergia numa crença inabalável

afortunada deixava seu peito cativo

de quem já na lonjura caminhava

 

Acorda desse sonho aferrolhado

num dia em que o sol se fez noite

e seus olhar se fez cego de abismado

 

De Té Etelvina Da Costa

 

x

Saiba mais…