Posts de Edmilson dos Santos (32)

A bunda quando abunda...

Renoir - Estudo para Banho

 

A bunda quando abunda...

Edmilson dos Santos

 

Sui generis, considero a bunda uma das partes mais bonitas e excitantes do corpo da mulher. Flama os olhares por onde passa, pois ela e somente ela oferece aquele gingado malevolente que desperta o imaginário masculino. Propriedade da morena, negra, mulata, loira... pouco importa. Admiro-as todas e mais do que tudo, respeito-as em quaisquer instâncias por onde trafeguem a graça e a beleza feminina.

 

Não precisa ser famosa e nem adianta ser somente perfeita nas formas. Muito menos é necessário que se apresente desnuda. A bunda gostomosa (permitam-me o neologismo de gostosa+formosa) deve ter personalidade. Inesquecível, será sempre "a bunda", nunca "uma bunda". Firme e altiva precisa dizer a quem se embevece com o panorama divino: "Olha-me, mas só chegarás a mim SE e QUANDO EU quiser!" E só.

 

Algumas bundas, por tão singulares, parecem ter vida própria - caminham pelas ruas, sobem escadas, mergulham nos mares, deitam-se nas areias da praia, escolhem seus biquinis e suas roupas, alheias ao tempo e ao vento. Independente do desejo de quem as enverga, provocam pensamentos reflexivos comoventes às suas vítimas. Paradoxalmente, são o equilíbrio dos corpos das deusas que as ostentam e o desequilíbrio hormonal que por instantes acomete quem as olha e cobiça.

 

Reitero o que disse acima – respeito-as sempre. [Mas, cá entre nós, a bunda quando abunda... inunda!]. É isso.

 

Finalizo oferecendo-lhes (aos leitores e não às bundas) um poema de Carlos Drumond de Andrade, que costumo chamar de Tratado sobre a Bunda.

 

A bunda, que engraçada

Carlos Drumond de Andrade

 

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

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Perdido

Perdido

Perdido pelo mundo dos sonhos
Vaguei de lá para cá
E ao buscar o teu céu
Entrei pelo caminho das estrelas
Onde por diversas vezes tropecei
Ao roubar o canto dos bem-te-vis
Para enfeitar teus cabelos.

Por tanto tropeçar caí.

Edmilson dos Santos
Cabo Frio, 10 de março de 2010 – 22h08

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mundo em transformação

mundo em transformação

giro verde ao teu azul
e os cinzas todos desafio...
e as cinzas? ah! incertezas!

Edmilson dos Santos
São Paulo, 12/02/2010 11:07:09

*Em resposta ao desafio de Denise Severgnini proposto no Site da Magriça
CLONIX
Poetrix originado de outro, substituem-se palavras e pontuação, mas a essência é a mesma, promovendo uma nova leitura.
Para ser publicado deve ter a permissão do autor do poetrix.
O clonix não é colocado ao lado do poetrix como o duplix, mas abaixo. Cada autor assina o seu clonix.
___________________________

Verde-essência

Entreaberta porta,
mundo-vida esperado,
adentra metamorfoseado.

Mardilê Friedrich Fabre
___________________________

Giramundo

É hora incerta
e lá vem o mundo, de verde essência
girando, girando na porta entreaberta

Lilipoeta
___________________________

Metamorfose

Gira o mundo no verde-essência
Na porta entreaberta, incerteza
Um gris surge em hora incerta

Denise Severgnini

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4P3L0!

4P3L0!

C4m1l1nh4,
Ch4m0-73,
CL4m0 3 r3cl4m0!!!</p><br /><br />

3dm1l50n d05 54n705
São Paulo, 12/02/2010 – 09h</p><br /><br />

~ 35CR1745 3XÓ71C45 ~
O CÓDIGO DESTA ESCRITA É ESTE:
0 I MUDA PARA 1
Z - 2
E - 3
A - 4
S - 5
T - 7
B - 8
O - 0

Se gostaste...tenta!
Edmilson dos Santos
São Paulo, 12/02/2010 09:07:09

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Dor

Dor

Meu peito doi
de saudade, de amor,
de ilusão que se desmanchou,
de prazer que se acabou.

Meu peito doi
e sangra e se esvai,
mas, nem sei escrever um poema
para diluir esta dor.

Edmilson dos Santos
São Paulo, 07/12/2009 08:43:04

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Madrugada

Madrugada

Madrugada
notívago
à procura
de uma notívaga...

Madrugada
silencioso
escuto o grito da noite
que me impede de dormir...

Madrugada
não sei escrever
como um poeta que sonha
nem sei sonhar o sonho de um poeta...

Edmilson dos Santos
São Paulo, 07/12/2009 02:43:04

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Camilinha... Camila Pequena?

Camilinha & Camila Pequena?

Conheceu
minha cama intacta.
Era só a Camilinha.
Voltou
e ainda deseja dormir.
Assina Camila Pequena.

Essa mudança de nome,
é insinuação
fugaz...
de uma menina pequena,
com vontade de dormir
intacta...
pelo menos uma vez?

Ofereço-lhe os meus braços.
Foram feitos para o abraço...

Edmilson dos Santos
São Paulo, 05/10/2009 00:27:58
Para um amor platônico

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Por si acaso vuelves/Se por acaso voltares

Por si acaso vuelves

Intacta,
tengo yo guardado
la nuestra cama.
Intacta.
En ella no quiero dormir.
Intacta.
Quiero que la encuentres
igual que al partir.
Intacta.

*****************************
Se por acaso voltares

Intacta,
tenho guardado
a nossa cama.
Intacta.
Nela não quero dormir.
Intacta.
Quero que a encontres
igual a deixaste ao partir.
Intacta.

São Paulo, 05/09/2009 21:26:12

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Conto de fadas

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Conto de fadas

Na paisagem, uma lembrança do teu corpo
Ondulado como as montanhas.
Percebo anjos, ninfas, fadas...

Quem saberá a denominação
De todos os demais entes
Que moram nos teus olhos?

Mais abaixo, perto daquelas cavernas escuras

O ogro eterno que te roubou de mim.

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