Posts de ELIETH TAVARES CASTRO (196)

Quando a dor vem da alma

Quando a dor vem da alma

Quando ainda era acadêmica ouvi de um professor algo que nunca esqueci "quando tudo dói a dor não é física"... 
 
Talvez eu não tenha dimensionado naquele instante a grandeza desse diálogo. 
 
Hoje geriatra, vivenciando diariamente a rotina dos meus pacientes, vejo o quanto esse olhar me abriu para compreender cada um que chega com dores por todo corpo; muitas vezes não sabendo nem por onde começar ou sequer explicar como acontece.
 
Ouço com atenção às queixas de dores de cabeça, no estômago, musculares, ósseas, palpitações, náuseas, coceiras...
 
Depois faço apenas uma pergunta "o que está realmente acontecendo com você?" 
 
Após um minuto de hesitação e até espanto, a maioria cai num choro convulso e doloroso.
Deixo o choro libertador acontecer e então no lugar das queixas álgicas ouço término de relações, perdas de pessoas queridas, problemas financeiros, medos, angústias e ansiedades... 
 
Novamente lembro-me da frase, "quando tudo dói a dor não é física"...
 
Não é! A dor é na alma... 
 
Tudo que nos faz mal e guardamos, por um mecanismo de defesa, vai sair de alguma forma... muitas vezes em forma de doença! 
 
É nosso corpo físico gritando pelo resgate da nossa alma... 
 
É nosso corpo nos confrontando com nosso eu... 
 
É nosso corpo nos mostrando o que não vai bem... 
 
É nosso corpo dizendo "olhe pra você"
 
As vezes é difícil compreender e até acreditar nisso. Normal! Estamos tão mentais, tão obcecados pela objetividade que só mesmo adoecendo, doendo, machucando é que paramos para valorizar nossas sensações e nos perceber...
 
Ninguém gosta de sentir dor, ninguém quer adoecer, todo mundo teme se machucar... 
 
Alertas! 
 
Quantos alertas nosso corpo precisa nos enviar para olharmos pra ele, de verdade!
 
Sejamos mais atentos, gentis e cuidadosos com nosso corpo... 
 
Sejamos mais atentos, generosos e amorosos com nossa alma...
 
Toda dor é real...
 
Toda dor é tratável...
 
Todo corpo deve ser templo...
 
Toda alma deve ser leve..
 
 
 
 
Postado por 
Autor: Roberta França 
Medicina Geriatrica
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Emmanuel nos fala sobre o Carnaval

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer. 

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras.

Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando connosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.

Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.

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A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO

A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO


A paz que trago hoje em meu peito é diferente da 
paz que eu sonhei um dia… Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter 
paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais 
enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes 
que a vida nos oferece. A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na 
esperança, na confiança, na fé… Ter paz é ter a consciência tranquila, é 
ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou…
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos
momentos mais difíceis da vida. Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que 
diz palavras que constroem. Ter paz é ter um coração que ama…
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza 
sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam…
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos 
agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade…
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer…
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer 
os medos, as fraquezas, as carências…
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros
como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e 
aprender até com os insetos… É a vontade de dividir o pouco que tenho e 
não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e
ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governam mundo…A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, 
das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. Pense nisso!
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar 

um poderoso aliado chamado silêncio. Lembra-te de usar o silêncio quando 
ouvir palavras infelizes. Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura. Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza. Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia. Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha. Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é
uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz. Pense nisso! ANDRÉ LUIZ.

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Grande é a Escola da Vida

Grande é a Escola da Vida

GRANDE É A ESCOLA DA VIDA

 
 
Grande é a escola da vida humana!...
Disputaste situações de destaque, junto ao homem
de altos negócios, crendo encontrar ele o apoio de que
necessitas, entretanto, na maioria dos casos, é
justamente esse chefe responsável quem precisa de tua
proteção sacrificial, a fim de sobreviver.
Aceitaste a união esponsalícia com o cavalheiro
nobre e robusto, admitindo seja ele o benfeitor que se te
fará defesa e salvaguarda, nas trilhas humanas, e, quase
sempre, nele percebes o homem fatigado e aflito que
não prescinde do teu auxílio, de modo a cumprir os
encargos que a vida lhe reservou.
Solicitaste em casamento a jovem de bonita
figuração, na certeza de que ela se te erguerá em
consolo e fortaleza na jornada humana e,
freqüentemente, nela descobres a mulher frágil e por
vezes doente, a requisitar-te continuada atenção para
que não resvale em leviandade ou loucura.
Pediste à vida um filho, na esperança de conquistar
em teu próprio rebento um companheiro fiel que te
continuará o trabalho ou te realizará os mais belos ideais
e terminas, muitas vezes, por identificá-lo na posição de
um amigo infatigável, a fim de que não te arraste a
problemas insolúveis.
Recebeste nos braços uma filha querida, imaginando
que o futuro nela te configurará a presença de alguém
que te abençoará na velhice ou te assistirá na
enfermidade, mas em muitas ocasiões, cedo reconheces
nesse coração adorável uma criatura vacilante e rebelde,
a reclamar-te tolerância incansável, para que te não
precipites na delinqüência.
E assim caminharás na estrada terrestre, aprendendo
a amar e a construir, auxiliar e suportar a com heroísmo
e paciência, até que te ausentes do Plano Físico na luz
da vitória sobre ti mesmo.
E se perguntares ao Senhor da Vida o porquê de
tudo isso ele te dirá certamente:
- "Sim, enviei-te os necessitados do mundo para que
pusesses igualmente atender à tua necessidade de
elevação".
 
 
Meimei.
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Aceite a Correção

 

Paulo, Apóstolo, em sua Epístola aos Hebreus, prescreve: Na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça naqueles exercitados por ela...

* * *

Como você tem lidado com as correções que recebe?

Você é daquelas pessoas que não admite ser corrigida? Que mesmo que o outro tenha razão nos apontamentos, não dá o braço a torcer e não assume que errou, na presença de alguém?

Ou já consegue absorver bem as críticas, sorvendo o que elas podem lhe trazer de bom?

Quanto é difícil para você dizer: Desculpe, você está certo?

Reflitamos com a mensagem do Espírito Emmanuel, do livro Fonte Viva:

A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de seus sulcos retificados brotam flores e frutos deliciosos.

A árvore, em regime de poda, perde grandes reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.

A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.

Qual ocorre na esfera simples da natureza, acontece no reino complexo da alma.

A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa? mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.

A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.

O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.

Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.

Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em brancura, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito.

Surge, revestida de espinhos ou misturada de fel, como remédio curativo e salutar.

Não percamos, portanto, a preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.

A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.

* * *

Só não suporta críticas aquele que ainda é dominado pelo vício do orgulho.

Por mais duras que sejam e, por vezes, carregadas de veneno, precisamos aprender com elas, retirando apenas o remédio de que necessitamos para crescer.

Essa é a postura da humildade, é a postura daqueles que ganham a existência, que avançam sem cessar.

Os orgulhosos, os teimosos, os endurecidos, esses ficam para trás, estagnados.

Não tenha medo de ser criticado. Se você se enxerga muito suscetível, isto é, aquele que a qualquer sinal de correção se magoa, se retrai, é bom rever as atitudes, refazer os caminhos.

O mundo de provas e expiações é também o mundo da lapidação. Pedras brutas que somos vamos sendo esculpidas pela vida, e as críticas são poderoso cinzel, que não deve nos dar medo.

Aceitemos a correção.

Redação do Momento Espírita, com base no
cap. 6, do livro Fonte Viva, pelo Espírito
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.
Em 25.7.2014.

 
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Consumismo impede que a vida seja desfrutada

Consumismo impede que a vida seja desfrutada

 
 
O dinheiro, coisa estranha, pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. Se utilizado bem, com consciência, leva ao progresso, impulsiona a prosperidade; se empregado de maneira equivocada, ao invés de auxiliar, torna-se estéril, carrega miséria e morte, promove flagelo, atormenta a existência.
 
Abordo o tema por sentir que, nesses últimos meses, atravessamos dias de exagerada valorização da riqueza e da cobiça. Avareza, um dos pecados capitais, está presente em nosso cotidiano de maneira cada vez mais marcante.
 
Infelizmente, em nosso meio assumidamente consumista e desperdiçador, falta harmonia e equilíbrio. Desejos (muitas vezes banais) se sobrepõem à possibilidade de transcendência, impedindo que a vida seja desfrutada em seu amplo esplendor de possibilidades.
 
Nesses tempos, abundantes como nunca de bens materiais e confortos de todo tipo, vivemos carentes, paradoxalmente, de prodigalidade. O dinheiro deixou de ser um meio e se tornou um fim em si mesmo. Muitas pessoas, iludidas, esquecem, cegadas pelo excesso de querer acumular, como saborear as frutas do jardim. Sem respeitar a utilidade do dinheiro, por todo canto a cobiça se espalha, uma idolatria vazia e perigosa.
Vamos entender com cuidado: o dinheiro não é mais do que dinheiro. Sem essa certeza, criaremos sociedades injustas e carentes de senso de dignidade, dando ao dinheiro mais importância do que ele tem. Refletindo bem, o dinheiro é coisa melancólica. Morrer com trinta milhões no banco é desperdiçar trinta milhões de oportunidades. Ainda pior, é assumir não compreender trinta milhões de vezes que não podemos viver sem os demais, sem nos socializarmos, sem nos unirmos uns com os outros.
 
Plutarco, grande na sabedoria e na sensibilidade, indicava: "a bebida elimina a sede, a comida satisfaz a fome; mas o ouro não elimina nunca a avareza". Tinha razão, o avaro nunca acumulou o bastante, nunca está seguro de ter o suficiente. Vive insatisfeito, interessado em ter um capital que não emprega para nada, pois, sem objetivos legítimos, sua trajetória não passa de um vício grotesco.
 
Com sua visão límpida das coisas, Gandhi indicou: "Na Terra, há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não tanto para satisfazer a avareza de alguns".
 
Acertou no diagnóstico e nas corajosas formas práticas de enfrentar serenamente o problema. Inspirados pelo otimismo inabalável que caracterizou a trajetória dessa grande figura devemos, entendendo que a contrapartida da avareza é a generosidade, lutar com confiança para que se espalhe tanto a generosidade material como sua irmã mais velha, a dos sentimentos.
 
Do ponto de vista da espiritualidade, posso afiançar que, na medida em que a generosidade se destaca, enfraquecem nossos carmas e a vida fica iluminada. Isso sim é que é poupança! 
Autoria: Marina Gold
 
 
 
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Carta do Nosso Pai

Carta do Nosso Pai

 
 
Meu querido, 

Você é Meu filho e eu te amo. É simples assim. Independente do que você tenha feito ou não tenha feito. Eu te amo Você tem um espírito eterno vivendo dentro do seu corpo, e Eu conheço o seu espírito intimamente e te amo.

Você está nessa Terra vivendo a sua vida, tomando as suas decisões, tentando descobrir a melhor coisa a fazer e como fazer, como viver, como sobreviver - e é uma luta. Eu sei disso e compreendo, pois essa é a batalha da vida, mas tudo isso pode ficar mais fácil se você simplesmente se conectar, se conectar espiritualmente a Mim.

Pois embora a sua vida continue e você envelheça e depois morra, o seu espírito nunca envelhece. Nunca morre. O seu verdadeiro eu, aquele que agora mora dentro do seu corpo, vai viver para sempre.

É por isso que não é pelas coisas materiais deste mundo, que você deve lutar, porque um dia vai ter que deixá-las para trás. O que realmente conta são as coisas do espírito: amor, bondade, misericórdia, compreensão, generosidade. Essas são as coisas que o fazem rico - rico em espírito. Essas são as coisas que o fazem forte - forte espiritualmente.

Quando chegar o dia de você deixar para trás o seu corpo, a única coisa que vai contar é a força do seu espírito. Então faça o bem. Demonstre amor. Ame a sua família. Ame os seus vizinhos. Ame as pessoas que encontra. Ame o seu inimigo. Tenha misericórdia, compaixão e seja gentil. Porque ao compartilhar estas coisas - ao demonstrar amor - você Me mostra aos outros. Pois Eu, Deus, sou Amor e Eu te amo. Quero passar a eternidade com você.

Quando chegar à porta no final do caminho, no final da sua vida, você vai precisar da chave para abrir a porta para entrar na Minha casa, onde tudo é amor, mas essa chave não vai lhe custar nada, basta estender a mão agora mesmo que Eu lha darei. A chave é o Meu filho Jesus. Eu estendo essa chave para você agora mesmo e digo: "Pode ficar com ela porque Eu te amo". É como se Eu estivesse lhe oferecendo a chave dos Meus tesouros, dizendo: "Esta chave é sua porque Eu te amo". Com ela você pode abrir o cofre e ver que esta cheio de tesouros.

Então receba a Minha chave - a chave que vai fazer com que seja possível você viver Comigo para sempre. Diga apenas: "Sim, Deus, eu quero a Chave da Vida, quero o Seu Filho Jesus, a Chave do Seu cofre. Eu a recebo. Eu a aceito". Assim essa chave será sua para sempre.

Eu te amo. Você é Meu filho e Eu lhe dou a Chave da Minha herança, a Chave do meu cofre, a Chave da Eternidade! Ela é sua, se você somente a receber. 

Com amor para sempre, 

O Seu Pai do Céu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Provação e Aprendizado

Provação e Aprendizado

Provação e aprendizado

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Quando a dor nos bate à porta e enche de sombras nossa vida costumamos chorar ou nos desesperar.

Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo: os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou família perfeitas.

Nessas horas de provação lamentamos e choramos. Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.

Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam.

Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.

Acredite: ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre bons e maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.

Muitas vezes nos perguntamos: Por que isso aconteceu comigo? A pergunta deveria ser diferente: Para quê isso aconteceu comigo?

Sim, toda e qualquer experiência – sofrida ou feliz – traz um aprendizado importante. São momentos que vão enriquecer nossa alma.

Deus não brinca com as nossas vidas. E se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.

Faça uma retrospectiva: observe os momentos difíceis de sua existência. Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida.

A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. A família difícil nos oferece a lição da tolerância.

Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. Essas lições são interiorizadas: nós as guardaremos para sempre.

Na verdade, as dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo.

Se algo ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: O que posso aprender com isso? Como posso melhorar a partir desse episódio?

Mas, atenção: nada disso significa que devemos cultuar a dor. Nada disso! Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos.

Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.

Assim, busque soluções, lute por sua felicidade. Mas faça tudo isso com tranquilidade.

Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora. Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.

Acredite: por mais amarga seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.

Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça.

Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções.

E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais.

Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.

Em geral, a solução está bem próxima. Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema. Com calma, logo poderemos ver a luz no fim do túnel.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12 e no
livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.

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Abraço de Filho

 Abraço de filho
 

Abraço de filho deveria ser receitado por médico.

Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.

Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.

Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...

Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.

E nada como o abraço de um filho...

Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui.Abraço de Ajude-me.

Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!

Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.

Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.

E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.

Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.

O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.

Se a alta tecnologia – mal aproveitada – nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.

Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.

Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.

O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.

É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.

E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.

Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.

E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.

Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.

Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.

Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.

Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

* * *

Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?

Aprendamos a abraçar com o pensamento.

O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.

São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.

Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós.

 

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 27, ed. FEP.

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"ALMAS PROBLEMAS"

"ALMAS PROBLEMAS"

 
 
A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida...
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.
O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...
O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.
Todos eles provêm do teu passado espiritual.
Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas tu também. Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.
Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis. Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.
Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.
Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.
Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses... Horas soam em que um sentimentos de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado... Ledo engano!
Só há liberdade real, quando se resgata o débito. Distância física não constitui impedimento psíquico. Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.
O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado. Arrima-te ao amor e sofre com paciência.
Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir. Ama, socorrendo.
Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.
O problema toma a dimensão que lhe proporcionas. Mas o amor, que “cobre a multidão dos pecados” voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis ao médium Divaldo Pereira Franco
 
 
 
 
 
 
 
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PESSOAS QUE NÃO MAIS REENCARNARÃO NA TERRA. PORQUE?

Allan Kardec, abordando a questão da geração nova, em A Gênese, diz para que os homens sejam felizes na Terra, é preciso que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que só se dediquem ao bem.

Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica neste momento entre os que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, visto que, se assim não fosse, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos inferiores, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinarem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.

No dizer dos Espíritos, a Terra não deverá transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.

Tudo, pois, se processará exteriormente, como de costume, mas com uma única e capital diferença: uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra, aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.

Trata-se, pois, muito menos de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, é neste sentido que Jesus entendia as coisas, quando declarava: “Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido”. Assim, os que esperam ver a transformação operar-se efeitos sobrenaturais e maravilhosos ficarão bastante decepcionados.

A época atual é de transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelas características que lhes são peculiares.

As duas gerações que se sucedem têm ideias e pontos de vista opostos. Pela natureza das disposições morais e, sobretudo, das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo. Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e estejam aptos a secundar o movimento de regeneração.

Ao contrário, o que distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, por se recusarem a reconhecer um poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos anti-fraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme; enfim, o apego a tudo o .que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza

 

 

 

 

ANA MARIA TEODORO MASSUCI- Espirit book

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SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2018

 

“COMO É FEITO O RESGATE DOS ESPÍRITOS NOS CASOS DE MORTE VIOLENTA? ”

 

Ninguém, em circunstancias de morte violenta, em acidentes fatais, jamais estará desamparado, à míngua de uma assistência espiritual socorrista.

Todos são socorridos e atendidos em suas necessidades específicas, de acordo com o respectivo grau de maturidade consciencial, merecimento e a gravidade do estado pessoal de cada um.

Quando ocorre um acidente ou desastre doloroso no plano físico, imediatamente, no mundo espiritual, os Centros ou Núcleos de Pronto Socorro e Atendimento Espiritual mais próximos tomam conhecimento da ocorrência, providenciando com a máxima urgência o socorro das vítimas acidentadas que venham a morrer ou que fiquem poli traumatizadas e em estado grave no local do sinistro.

Nestas circunstancias emergenciais a pessoa moribunda agonizante ou desencarnante emite pensamentos aflitivos que se propagam na multidimensionalidade extrafísica, como se fossem verdadeiros S.O.S. telepáticos, os quais são devidamente captados e registrados por meio de sofisticada tecnologia, possibilitando a imediata localização e identificação pessoal das vítimas do desastre.

Equipes de socorro espiritual dirigem-se imediatamente ao local do acidente para a prestação do respectivo socorro e demais providências de amparo assistencial.

A título de exemplo, no capítulo XVIII – Resgates Coletivos, do livro Ação e Reação, psicografado e editado pelo Espírito André Luiz, 2a. ed. FEB, páginas 236 e seguintes, encontra-se o relato de um desastre aviatório.

Qual era a situação das pessoas vitimadas?

Vários desencarnados no referido acidente encontravam-se em posição de choque, presos aos respectivos corpos físicos, mutilados parcial ou totalmente, entretanto alguns apresentavam-se em melhores condições de lucidez consciencial.

Outros sentiam-se imantados aos próprios restos cadavéricos, gemendo de dor e sofrimento, e outros ainda gritavam em desespero, mantendo-se também aprisionados aos despojos físicos, em violenta crise de inconsciência, numa profunda perturbação.

Os espíritos socorristas, médicos e enfermeiros em especial, a todos atendiam com elevado sentimento de compaixão, prestando a assistência espiritual de acordo com a situação de cada um.

Comentários elucidativos a respeito da situação de cada vítima, feitos por generoso mentor espiritual, merecem ser analisados para efeitos de esclarecimentos educativos, objetivando a autoconscientização e o autoconhecimento de cada um e de todos.

O socorro espiritual é ministrado indistintamente a todos, sem nenhuma exceção.

A expressão – “Se o desastre é o mesmo para todos, a morte é diferente para cada um”, é um ensinamento importante e merece ser assimilado.

Nem todos podem ser retirados dos despojos físicos, cadaverizados, logo imediatamente.

A afirmação de que “Somente aquele cuja vida interior lhe outorga a imediata liberação”, é de relevante significado educativo, pois revela a necessidade moral de se buscar o autoconhecimento e a consequente emancipação psicológica e emocional indispensável para maior autonomia e discernimento conscienciais, ainda em plena vida física.

As pessoas que se dispuseram a viver em harmonia com a cosmoética nada têm a temer diante do momento decisivo e crucial da própria morte física.

Aquele cuja vida consciencial se manteve em desalinho, vivendo em descompasso desarmônico com as Leis da Vida, concentrando-se no egoísmo, perdendo valiosas oportunidades de amar e bem servir ao próximo como a si mesmo, e, por conseguinte, ficando mais condicionado às manifestações instintivas e emocionais, sem nenhuma preocupação com os valores espirituais para o próprio crescimento e desenvolvimento consciencial, este fica apegado ao corpo físico, não tendo condições de manter equilíbrio harmônico e a lucidez consciencial indispensáveis à neutralização dos impulsos de atração e imantação energética que o retém ao cadáver mutilado.

Nestas circunstancias, o desencarnado permanecerá ligado por tempo indeterminado aos despojos cadavéricos que lhe pertencem.

Este tempo indeterminado está na dependência “do grau de animalização dos fluídos que lhes retêm o espírito à atividade corpórea”. (p. 238).

Pode levar horas, dias ou meses até a completa e plena autolibertação psicológica, emocional, consciencial e espiritual.

Mas aquelas vítimas desencarnadas no desastre, as quais não têm condições de se afastar do próprio cadáver, ficarão relegadas ao sabor das circunstancias, por tempo indefinido, sem nenhum outro tipo de assistência socorrista?

Jamais isto acontece.

Todas, sem exceção, são amparadas sempre.

“Ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo”. (p. 239).

KARDEC RIO PRETO | Cícero Marcos Teixeira

Fonte: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/T_autores/TEIXEIRA_Cicero_tit_Morte_e_significados.htm

 

 

às fevereiro 12, 2018  

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DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

"17 ANOS ESTIVE ENCARNADO" ERA UM ESPÍRITO MORTO, HABITANDO UM CORPO VIVO. PSICOGRAFIA DO ESPÍRITO ELEUTÉRIO, .

 
A última vez que estive encarnado na Terra, meu Espírito ganhou como instrumento de aperfeiçoamento e burilamento um corpo disforme e mentalmente prejudicado. Vivi por 17 anos, não foi uma Reencarnação longa, foi somente o tempo que meu Espírito infrator precisava para completar um tempo que eu mesmo em outra existência aniquilara, esses 17 anos foram para mim de grande valia. Aprendi muito e "Resgatei Dívidas" muito grandes.
Embora tenha sido uma vida difícil, para meu Espírito, muito mais difícil foi para minha mãe que se redobrava em trabalhos como lavadeira, serviço que fazia em casa, e tomar conta de mim. Tamanha a minha dependência que não era capaz de absolutamente nada, paralítico e deficiente mental, nunca proferi uma palavra sequer e a paralisia me deixava estático em uma cama.
Apesar disso tudo agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de nesses 17 anos aprender muita coisa. Fui suicida numa encarnação anterior, era um homem inteligente e muito ativo, mas não soube dar valor a vida e num dia de desespero tirei minha própria vida. Ah! Se as pessoas soubessem o que é ser um suicida, da dor imensa que passa quem comete tal ato e não mais haveria suicídios. Por não ter dado valor ao corpo sadio voltei nessa triste condição em que não tinha a menor lucidez, os raros momentos de lucidez eram através de sonhos conturbados, mas ao acordar de nada mais me lembrava.
Eu era um “espírito morto” habitando um corpo vivo.
Hoje, tanto tempo depois de ter passado por essa experiência posso dizer a vocês que ela me foi muito valiosa. De grande valia também para minha mãe que juntamente comigo falhara em outra existência e que dessa vez aprendeu o que é ter que cuidar de alguém tão dependente, e aprendeu muito mais que isso, aprendeu a me amar como só as mães sabem. Eu e ela, cada um sofrendo proporcional ao que precisava sofrer.
Bendita encarnação! Deus é amor e não estamos eternamente fadados aos erros de outrora, temos a chance de melhorar nossa situação mesmo que a duras penas. Penas essas impostas por nós mesmos, nunca por Deus, pois que Ele em seu amor não pune ninguém.
Muita paz.
Eleutério.
Médium: Débora S. C.
Antonio Carlos Piesigilli
 
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Abortamento

Abortamento

 

Em que momento acontece o milagre da vida? Em que instante o sopro Divino passa a animar o corpo daquele novo ser que logo surgirá na Terra?

A resposta a essas perguntas sempre inquietou a Humanidade. Debruçaram-se sobre ela filósofos, religiosos e cientistas. Apenas a religião oferece certezas.

O mais interessante é que essas certezas são muito semelhantes, o que indica que as diversas tradições religiosas, ao redor do Mundo, guardam entre si muitas coisas em comum.

Por exemplo, quase todas as religiões ensinam que a vida inicia no momento da concepção.

Naquele momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, inicia-se o mais complexo e comovente processo: a formação de um novo corpo humano.

E, asseguram os religiosos, é nesse instante sublime que o Espírito se une ao corpo em formação.

Por isso, também, todas as religiões são unânimes em reprovar o abortamento. A única exceção é quando a gravidez ameaça a vida da mãe. E isso também é uma unanimidade entre todas as crenças.

Ora, se é assim, se todas as religiões humanas o desaconselham, por que a Humanidade insiste no abortamento?

O que faz com que pai e mãe escolham matar seu filhinho? O que nos move em direção a um ato que vitima uma criatura frágil e desprotegida?

Resposta: nosso egoísmo. Quando nos vemos em uma situação que ameaça nosso conforto, em geral nos defendemos escolhendo uma atitude defensiva.

O problema é quando a nossa atitude defensiva viola os direitos dos outros. E isso, definitivamente, acontece quando se faz um abortamento.

Sim, porque no silêncio do ventre cresce um corpo que já tem dono. Será a morada de um Espírito imortal, abrigará um filho de Deus.

Quantas vezes nós, os que acreditamos em Deus, pensamos que aquele corpo em formação é a morada de um irmão nosso? Um ser especial que as mãos de Deus depositaram em nosso colo?

E como recebemos essa vida nova? O que fazemos com o Divino presente que nos chega às mãos? Será certo sufocá-lo quando está ainda tão frágil e pequenino?

Não. A vida pede proteção, amparo.

Em todos os países e idiomas do Mundo, a maternidade é louvada como sublime. Não podemos, em nome da modernidade, corromper os valores morais e éticos que herdamos. A lei natural é a do progresso. Jamais de retrocesso.

Hoje, o discurso de muita gente é que a mulher deve ter poder de decisão sobre seu corpo.

A legalização do abortamento é tratada como avanço dos direitos humanos, pois se alega que a medida vai proteger as mulheres pobres que fazem abortamentos ilegais.

São argumentações equivocadas. Partem de princípios errôneos.

Primeiro, porque o feto é um ser à parte. Ele não faz parte do corpo da mãe.

E cabe a pergunta: De que direitos humanos falamos? Direitos humanos são para garantir práticas éticas e não para legalizar o assassinato de crianças.

E se desejamos, de fato, proteger as mulheres pobres das consequências de um abortamento ilegal, deveríamos investir em saúde e educação.

São antídotos. Mulheres informadas usarão métodos contraceptivos, terão acesso a informação. Não precisarão matar para evitar uma gestação.

Por outro lado, onde fica o amor que tanto falamos e aspiramos sentir? O exercício do amor nos recomenda cuidar dos mais fracos. Que amor é esse que se desvencilha da vida que floresce?

O amor acolhe, abençoa, fortalece. É a expressão máxima da solidariedade. O amor, com certeza, não mata.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.02.2010.

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A força do exemplo

A força do exemplo

 
Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus. Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando _ exemplo de amor! Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha _ exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi: "Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?" 
 
Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campanhia de uma residência _ alguém presto resolve o seu problema _ exemplo de solidariedade! 
 
A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando _ exemplo de fé! Vem-me à mente, outro ensinamento: "O templo que o homem ergue, seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o in feliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem". 
Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os "bons tempos" e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles, dizendo: "Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma". Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias _ exemplo de trabalho! 
 
O tempo transcorre. Continuo com minhas observações. Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida _ exemplo de vício! Pitágoras exarou: "Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio". 
 
Respiro a longos haustos. Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito me atende com carinho e atenção _ exemplo de gentileza! Na vitrine deparo com um extraordinário dizer do Pe. Antonio Vieira: "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive". 
 
Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna _ exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento: "Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante". 
 
Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: "O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou em casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore". 
 
Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros... A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gorjeiam. Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado: 
 
"É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura". _ Sêneca. 
 
"Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco: na infância, então, é onipotente". _ Fénelon. 
 
"As palavras comovem, os exemplos arrastam". _ Provérbio árabe. 
 
"Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas". _ Pe. Manuel Bernardes. 
 
"... vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós". _ JESUS. 
 
Retorno ao meu lar, meditando numa extraordinária frase da autora espiritual Joanna de Ângelis: "Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade".
 
Autor: Daltro Rigueira Viana
 
(Jornal Mundo Espírita de Novembro de 2001)
 
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Retrato de Mãe

Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier
Depois de muito tempo, 
sobre os quadros sombrios do calvário. 
Judas, cego no além, errava solitário... 
Era triste a paisagem, o céu era nevoento...

Cansado de remorso e sofrimento, 
Sentara-se a chorar... 
Nisso, nobre mulher de planos superiores, 
Nimbada de celestes esplendores, 
Que ele não conseguia divisar, 
Chega e afaga a cabeça do infeliz. 
Em seguida, num tom de carinho profundo, 
Quase que em oração ela diz: 
- Meu filho, porque choras?

Acaso não sabeis? – replica o interpelado, 
Claramente agressivo. 
Sou um morto e estou vivo. 
Matei-me e novamente estou de pé, 
Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... 
Não ouvistes falar em Judas, o traidor? 
Sou eu que aniquilei a vida do Senhor... 
A princípio, julguei poder fazê-lo rei, 
Mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz. 
E em flagelo e aflição 
Eis que a minha vida agora se reduz... 
Afastai-vos de mim, 
Deixai-me padecer neste inferno sem fim... 
Nada me pergunteis, retirai-vos senhora, 
Nada sabeis da mágoa que me agita... 
O assunto que lastimo é unicamente meu...

No entanto a dama calma respondeu: 
- Meu filho, sei que choras, sei que lutas, 
Sei a dor que causa o remorso que escutas... 
Venho apenas falar-te 
Que Deus é sempre amor em toda parte... 
E acrescentou serena: 
- A bondade de Deus jamais condena: 
Venho por mãe a ti, buscando um filho amado. 
Sofre com paciência a dor e a prova. 
Terás em breve, uma existência nova... 
Não te sintas sozinho ou desprezado!

Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo: 
- Mãe? Não venhais aqui com mentira e sarcasmo. 
Depois de me enforcar num galho de figueira, 
Para acordar na dor, 
Sem mais poder fugir à vida verdadeira. 
Fui procurar consolo e força de viver. 
Ao pé da pobre mãe que forjara o ser !.. 
Ela me viu chorando e escutou meus lamentos. 
Mas teve medo dos meus sofrimentos. 
Expulsou-me a esconjuros, 
Chamou-me monstro, por sinal 
Disse que eu era 
Unicamente o espírito do mal,
Intimidou-me a terrível retrocesso, 
Mandando que apressasse o meu regresso
Para a zona infernal de onde eu vinha... 
Ah ! Detesto lembrar a horrível mãe que eu tinha... 
Não me faleis de mães, não me faleis de amor, 
Sou apenas um monstro sofredor...

Inda assim – disse a dama docemente: 
- Por mais recuses, não me altero, 
Amo-te filho meu, amo-te e quero 
Ver-te de novo a vida 
Maravilhosamente revestida 
De paz e luz, de fé e elevação... 
Virás comigo à terra, 
Perderás pouco a pouco, o ânimo violento, 
Terás o coração 
Nas águas de bendito esquecimento. 
Numa existência de esperança, 
Levar-te-ei comigo 
A remansoso abrigo. 
Dar-te-ei outra mãe ! Pensa e descansa !...

E Judas neste instante. 
Como quem olvidasse a própria dor gigante, 
Ou como quem se desgarra 
De pesadelo atroz, 
Perguntou: - quem sois vós? 
Que me falais assim, sabendo-me traidor? 
Sois divina mulher, irradiando amor, 
Ou anjo celestial de quem pressinto a luz?

No entanto ela a fitá-lo frente a frente, 
Respondeu simplesmente: 
- Meu filho, eu sou a mãe de Jesus!!!

Do livro "Momentos de Ouro", Maria Dolores (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)

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O Evangelho segundo o Espiritismo

O Evangelho segundo o Espiritismo

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, é nosso bálsamo de esperança, nosso guia, companheiro de todas as horas. No Capítulo V - Bem-Aventurados os Aflitos, no Item 25, sobre a Melancolia, Allan kardec justifica o porque, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida.
 
Vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele.
 
Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
 
Resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade.
 
São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus, vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito.
 
Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.
 
Se, no no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos; sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar.
 
Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra.
 
- François de Genève. (Bordéus)

 
JOANNA DE ÂNGELIS, no Livro: Joanna de Ângelis Responde, Psicografia de Divaldo P. Franco (Perg. 15) afirma que a fé é a flama divina que aquece o espírito e dá-lhe forças para superar tudo: mágoas, desaires, revoltas, traições e até mesmo a morte.
 
A fé é imprescindível para a aquisição do equilíbrio.
 
A fé inata deve ser adicionados os valores da reflexão e da prece, de modo a canalizar a inspiração superior que passa a constituir fonte geradora de preservação do necessário capital da confiança.
 
Às vezes, para que as semente que jazem no solo das almas, em latência, se desdobrem em embriões de vida, torna-se imperioso condicionamentos psíquicos, somente possíveis mediante a busca sistemática pela razão, pelos fatos, através da investigação.
O homem não pode prescindir do valioso contributo da fé.
 
O que hoje não consigas, perseverando com dignidade e paciência, lograrás amanhã. (Perg. 16)
 
A paciência significa autoconfiança.
 
A pirâmide se ergueu bloco a bloco.
 
As construções grandiosos resultara da colocação de peça sobre peça.
 
Consequência do cansaço, do marasmo, da rotina, a irritabilidade significa sinal vermelho na tarefa que executas.(Perg. 17)
 
Caso te sintas portador de constante mau humor, estás necessitando de auxílio da paciência, a fim de refundires o ânimo, renovares conceitos e atividades, orando, com a sede de quem, urgentemente, precisa da água da paz.
 
Recorre à paciência, sempre e em qualquer situação, e ela te ajudará a servir, amar e aguardar amanhã o que hoje se te afigura improvável o irreversível...
 
A paciência é, também, irmã da fé, porquanto, todo aquele que crê espera e confia tranquilamente.
 
Pessimismo é enfermidade que engendra processo de psicose grave por antecipação de um mal que talvez não ocorrerá.
 
Entrega-te a Deus e deixa-te conduzir tranquilamente.
 
Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.
 
Na Perg. 19, JOANNA DE ÂNGELIS pede-nos que reflitamos:
 
REFLETE:
 
Quem tem fé, não se abate ante noite escura.
 
Quem confia, não se desespera na convulsão.
 
Quem ama, não se debate na desconfiança.
 
Quem crê, não se tortura na incerteza.
 
Quem espera, não se atira nos braços da aflição.
 
Quem serve, não se agasta com a ingratidão
 
Quem é gentil, não aguarda entendimento.
 
Quem é puro, não se revolta com as calúnias.
 
Quem perdoa, não pára na caminhada a fim de recolher escusas.
 
Quem se renova no Cristo, não retorna à prisão do erro.
 
Se tens fé, PERSEVERA.
 


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Maternidade

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Vemos em cada manifestação da Vida determinada meta de desenvolvimento, qual anseio do próprio Deus a concretizar-se.
Na Criação, o clímax da grandeza.
Na caridade, o vértice da virtude.
Na paz, a culminância da luta.
No êxito, a exaltação do ideal.
Nos filhos, a essência do amor.
No lar, a glória da união.
De igual modo, a maternidade é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso.
Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério sempre divino.
Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o inderrogável recurso à existência humana, reclamando paciência e carinho, renúncia e entendimento.
Maternidade esperada.
Maternidade imprevista.
Maternidade aceita.
Maternidade hostilizada.
Maternidade socorrida.
Maternidade desamparada.
Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos.
Principais responsáveis por semelhante concessão da Bondade Infinita, as mães guardam a chave de controle do mundo.
Mães de sábios...
Mães de idiotas...
Mães felizes...
Mães desditosas...
Mães jovens...
Mães experientes...
Mães sadias...
Mães enfermas...
Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas.

Mães da Terra! Mães anônimas!
Sois vasos eleitos para a luz da reencarnação!
Por maiores se façam os suplícios impostos à vossa frente, não recuseis vosso augusto dever, nem susteis o hálito do filhinho nascente - esperança do Céu a repontar-vos do peito!...
Não surge o berço em vosso coração por acaso.
Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança transitória entre os homens, todas vós sereis amparadas e sustentadas pela Bênção do Amor Eterno, sempre que marchardes fiéis à Excelsa Paternidade da Providência Divina.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "O Espírito de Verdade", cap. 50, edição FEB)

 

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O Tempo

 

Todas as criaturas gozam o tempo – raras aproveitam-no.
Corre a oportunidade – espalhando bênçãos.
Arrasta-se o homem – estragando as dádivas recebidas.
Cada dia é um país – de vinte e quatro províncias.
Cada hora é uma província – de sessenta unidades.
O homem, contudo, é o semeador – que não despertou ainda.

Distraído cultivador, pergunta: - que farei?
E o tempo silencioso responde, com ensejos benditos:

De servir – ganhando autoridade.
De obedecer – conquistando o mundo.
De lutar – escalando os céus.
O homem, todavia, - voluntariamente cego.
Roga sempre mais tempo – para zombar a vida,
Porque se obedece – revolta-se orgulhoso,
Se sofre – injuria e blasfema,
Se chamado a conta – lavra reclamações descabidas.

Cientistas – fogem da verdadeira ciência.
Filósofos – ausentam-se dos próprios ensinos.
Religiosos – negam a religião.
Administradores – retiram-se da responsabilidade.
Médicos – subtraem-se à medicina.
Literatos – furtam-se à divina verdade.
Estadistas – centralizam a dominação.
Servidores do povo – buscam interesses privados.
Lavradores – abandonam a terra.
Trabalhadores – escapam do serviço.
Gozadores temporários – entronizam ilusões.

Ao invés de suar no trabalho – apanham borboletas da fantasia.
Desfrutam a existência – assassinando-a em si próprios.
Possuem os bens da Terra – acabando possuídos.
Reclamam liberdade – submetendo-se à escravidão.

Mas chega, um dia – porque há sempre um dia mais claro que os outros,
Em que a morte surge – reclamando trapos velhos...
O tempo recolhe, então, apressado – as oportunidades que pareciam sem fim,
E o homem reconhece – tardiamente preocupado,
Que a Eternidade infinita – pede contas do minuto...

André Luiz
(Do livro “Coletânea do Além”, FCXavier)

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