Posts de ELIETH TAVARES CASTRO (76)

Porque não lembramos de vidas passadas?

Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.

Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.

Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.

 
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as consequências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.

Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.

“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.“

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Psicografia: Francisco Cândido Xavier     .Emmanuel
 
 
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Vigiemos Nossos Pensamentos

Vigiemos Nossos Pensamentos

 

Vigiemos Nossos Pensamentos –
A natureza de nossos pensamentos é que determina nossa felicidade ou infelicidade. Quando estou pensando bem, meus pensamentos são bons, quando penso mal acontece o contrário e acabo sendo envolvido pelo mal.
Meus pensamentos estão intimamente relacionados com meus sentimentos. É importante força de vontade e determinação para policiá-los. Pensamos interminavelmente durante todo o dia e na maioria das vezes não percebemos que estamos pensando.
É quase o que acontece com a nossa respiração, sabemos que respiramos sem cessar, no entanto, não reparamos que estamos espirando quando por algum motivo a respiração nos falta.
O pensamento funciona da mesma maneira, só que esquecer que estamos pensando pode nos causar sérios contratempos e aborrecimentos. De uma hora para outra podemos nos sentir infelizes, irritadiços, estressados, ciumentos. A razão disso é que o pensamento sempre volta para nós, sob a forma de sentimentos.
A escolha portanto, será sempre nossa. Com nossa mente criamos verdadeiros monstros que nos perseguem e podem nos devorar. Com ela também criamos fantasias, sonhos, céus, felicidade. Jamais nos tornaremos irritados sem ter tido pensamentos irritantes, jamais faremos cenas de ciúmes sem antes termos tido pensamentos ciumentos.
Quando nos sentirmos aborrecidos, melancólicos ou deprimidos, verificaremos nossos pensamentos pois o “mal pensar” poderá estar provocando esses maus sentimentos.
Toda atenção é pouca para controlar nossa mente. Nosso pensamento negativo é que transforma nossa vida para pior.
É bom também que não olvidemos que na fase evolutiva em que estamos, nossos pensamentos podem ser influenciados por inimigos espirituais que ainda comprazem em nos fazer mal.
Policiemos nossa mente e jamais nos esqueçamos do preceito evangélico do: “Orai e vigiai” (Mt 26:41)
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Mundo de Regeneração (J. Herculano Pires)

Mundo de Regeneração (J. Herculano Pires)

 
 
1. HUMANIDADE CÓSMICA - Aquilo que há cem anos parecia uma simples utopia, ou alucinação de um visionário, hoje já se tornou admitido até mesmo pelos mais fortes redutos da tradição terrena. A evolução acelerou-se de tal forma, no transcorrer deste século, a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, que o sonho de uma humanidade cósmica parece preste a mostrar-nos a sua face real, através das conquistas da ciência. Nossos primeiros vôos nas vastidões espaciais alargaram as perspectivas da vida humana, ao mesmo tempo que as investigações do cosmo modificaram a posição dos cientistas e dos próprios setores religiosos mais tradicionais. Admite-se a existência de mundos habitados, em nosso sistema e fora dele, e a possibilidade do estabelecimento de um próximo intercâmbio entre as esferas celestes. 
 
O Livro dos Espíritos já afirmava, desde meados do século dezenove, que o cosmos está povoado de humanidades. E Kardec inaugurou as relações interplanetárias conscientes, através das comunicações mediúnicas, obtendo informações da vida em outros globos do nosso próprio sistema solar. Na secção "Palestras Familiares de Além-Túmulo", da "Reveu Spirite", Kardec publicou numerosas conversações com habitantes de outros planetas, alguns deles, como Mozart e Pallissy, emigrados da Terra para mundos melhores. Todo o capítulo terceiro da primeira parte de O Livro dos Espíritos refere-se ao problema da criação e da formação dos mundos, contendo, do item 55 ao 58, os períodos anunciadores da "Pluralidade dos Mundos". 
Os Espíritos afirmaram a Kardec que todos os mundos são habitados. A audácia da tese parece temerária, e está ainda muito longe de ser admitida. Mas é evidente que em parte já está sendo aceita por todo o mundo civilizado. Por outro lado, a condição fundamental para a sua aceitação já foi também admitida: a de que as formas de vida variam ao infinito, de mundo para mundo, uma vez que a constituição dos próprios globos é também a mais variada possível. Hoje, nos países cientificamente mais adiantados, como os Estados Unidos e a Rússia, fazem-se experiências de laboratório para o estudo da astrobiologia. As sondas espaciais, por sua vez, demonstraram a existência de vida microscópica nas mais distantes regiões do espaço, e o exame de aerólitos vem demonstrando que as pedras estelares trazem para a terra restos de fósseis desconhecidos. 
 
Concomitantemente com esses progressos, na própria Terra as investigações científicas se ampliaram, revelando através da Física, da Biologia e da Psicologia, novas dimensões da vida. A Física Nuclear, a Biônica, a Cibernética e a Parapsicologia modificam a nossa posição diante dos problemas do mundo e da vida. Os parapsicólogos demostram a existência de um substrato extrafísico na mente humana, e portanto na constituição do homem, ao mesmo tempo que os físicos nucleares revelam a natureza energética da matéria. Nossas concepções vão sendo impulsionadas irresistivelmente além do domínio físico, em todos os sentidos. A humanidade múltipla, de natureza cósmica, habitando dimensões desconhecidas, já não parece mais uma utopia ou uma simples alucinação. 
 
No item 55 de O Livro dos Espíritos encontramos esta afirmação, em resposta à pergunta de Kardec sobre a habitabilidade de todos os mundos; "Sim, e o homem terreno está bem longe de ser, como acredita, o primeiro em inteligência, bondade e perfeição. Há, entretanto, homens que se julgam espíritos fortes e imaginam que este pequeno globo tem o privilégio de ser habitado por seres racionais. Orgulho e vaidade! Crêem que Deus criou o Universo somente para eles". No item 56 vemos esta antecipação: "a constituição dos diferentes mundos não se assemelha." E no item 57, a explicação de que os mundos mais distantes do sol tem outras fontes de luz e calor, que ainda não conhecemos. 
 
A tese da pluralidade dos mundos habitados leva-nos imediatamente ao conceito de solidariedade cósmica. No item 176 encontramos a afirmação de que: "todos os mundos são solidários". Esta solidariedade se traduz pelo intercâmbio reencarnatório. Os espíritos mudam de globos, de acordo com as necessidade ou conveniência de seu processo evolutivo. Essas migrações, entretanto, não são feitas ao acaso, mas segundo as leis universais da evolução. Cada mundo se encontra num determinado grau de aperfeiçoamento. Suas portas serão franqueadas aos espíritos, na proporção em que estes vão, por sua vez, atingindo graus superiores em sua evolução pessoal. Como os homens nas relações internacionais, espíritos superiores podem reencarnar-se em mundos inferiores, cumprindo missões civilizadoras. Da mesma maneira, espíritos, de mundos inferiores podem estagiar em mundos superiores se estiverem em condições para isso, e voltar aos seus globos, para ajudá-los a melhorar. 
 
A humanidade cósmica é solidária, e a civilização cósmica é infinitamente superior ao nosso pobre estágio terreno, de que tanto nos vangloriamos. Há mundos de densidade física fora do alcance dos nossos sentidos, habitados por humanidades que nos pareceriam fluídicas, e que não obstante são, no plano em que se encontram, concretas e definidas. Humanidades felizes, que se utilizam de corpos leves e habitam regiões paradisíacas, numa estrutura social em que prevalecem o bem, o amor, a paz, o perfeito entendimento entre as criaturas. Humanidades livres da escravidão dos instintos animais e dos corrosivos morais do egoísmo e do orgulho, que infelicitam os mundos inferiores. 
 
"A vida dos Espíritos, no seu conjunto, segue as mesmas fases da vida corpórea", ensina Kardec, no comentário que faz no item 191 de O Livro dos Espíritos. Os espíritos passam gradativamente "do estado de embrião ao de infância, para chegarem, por uma sucessão de períodos, ao estado de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que nesta não existe o declínio nem a decrepitude da vida corpórea". Assim, as concepções geocênctricas de céu e inferno, como prêmio ou castigo eternos de uma curta existência num pequeno mundo inferior, são substituídas pela compreensão copérnica da vida universal e do progresso infinito para todas as criaturas. Bastaria esta rápida visão da humanidade cósmica para nos mostrar como ainda estamos, infelizmente, distantes de uma assimilação perfeita da Doutrina Espírita. Quando conseguirmos compreender integralmente esta cosmo-sociologia e suas imensas conseqüências, estaremos à altura do Espiritismo. 
 
2. DESTINAÇÃO DA TERRA - Os Espíritos explicam, no capítulo terceiro da primeira parte de O Evangelho Segundo o Espiritismo: "A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores é antes relativa que absoluta. Um mundo é inferior ou superior em relação ao que esta abaixo ou acima dele, na escala progressiva". A medida cósmica é a evolução. "Embaixo" e "em cima" são expressões graduais, e não locais. A Terra já foi um mundo inferior, quando habitado pela humanidade primitiva que nela se desenvolveu. O seu progresso foi ainda incentivado por migrações de espíritos, realizadas em massa, no momento em que um mundo distante conseguiu subir na escala, dos mundos. Seus "resíduos evolutivos" foram então transferidos para o nosso planeta. Criaturas superiores aos habitantes terrenos, exilados na Terra, deram-lhe extraordinário impulso evolutivo. Assim, ela passou de mundo primitivo para a categoria de mundo de expiações e provas. 
 
Essa é a condição atual da Terra. Mas é, também, a condição que ela está preste a deixar, a fim de elevar-se à categoria de mundo de regeneração. Vejamos, porém, como explicar o nosso estágio atual. Ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo citado: "A superioridade da inteligência de um grande número de habitantes indica que ela não é um mundo primitivo destinados à encarnação de Espíritos ainda saídos das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles revelam são a prova de que já viveram, e de que realizaram algum progresso. Mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o índice de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os colocou numa terra ingrata, para ai expiarem as sua faltas, através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que mereçam passar para um mundo mais feliz". 
 
Ao mesmo tempo, Espíritos ainda na infância evolutiva, e Espíritos de um grau intermediário, mesclam-se às coletividades em expiação. Representamos uma mistura de exilados e população aborígine. Os antigos habitantes do mundo primitivo convivem com os imigrantes civilizadores. Mas estes mesmos civilizadores ainda são bastante imperfeitos, e realizam a sua missão expiando as faltas cometidas em outros mundos. A explicação prossegue: "A terra nos oferece, portanto, um dos tipos de mundos expiatórios, de que as variações são infinitas mas que tem por caracter comum o de servirem de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses mundos, os Espíritos têm de lutar ao mesmo tempo com a perversidade dos homens e contra a inclemência da natureza, duplo e penoso trabalho, que desenvolve simultaneamente as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, transforma o próprio castigo em proveito do progresso do Espírito". 
 
Esta bela comunicação é assinada por Santo Agostinho, que usa o título de santo para fins de identificação. A seguir, com a mesma assinatura, temos uma mensagem sobre a condição do mundo em que o nosso planeta se transformará: o mundo de regeneração. Este mundo, explica o Espírito: "serve de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes". São, portanto, simplesmente escala de aperfeiçoamento na cadeia universal dos mundos. Prossegue a informação espiritual: "Nesses mundos, sem dúvida o homem está ainda sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas livres das paixões desordenadas que vos escravizam." Estas frases traduzem uma bem-aventurança com que há muito sonhamos: "A palavra amor está gravada em todas as frontes; uma perfeita eqüidade regula as relações sociais" . 
 
Não estamos diante de uma humanidade perfeita, mas apenas de um grau de evolução superior ao nosso. O homem ainda é falível, sujeito a se deixar levar por resíduos do passado, arriscando-se a cair de novo em mundo expiatários para enfrentar provas terríveis. Quem não verifica o realismo desta descrição, comparando o nosso desenvolvimento atual com o nosso passado, e verificando as diretrizes do progresso terreno? Os Espíritos não anunciam uma transição miraculosa, mas uma transformação progressiva do mundo, que já esta em plena realização. Nosso mundo de regeneração será mais ou menos feliz, segundo a nossa capacidade de construí-lo. O homem terreno atingiu o grau evolutivo que lhe permite responder plenamennte pelas suas ações. Deus respeita o seu livre-arbítrio, para que ele possa aumentar a sua responsabilidade. 
 
No mesmo capítulo citado, e com a mesma assinatura espiritual encontramos ainda estes esclarecimentos. "Acompanhando o progresso moral dos seres vivos, os mundos por eles habitados progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, vê-lo-ia percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas através de graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles mesmos avançam na via do progresso. Assim marcham paralelamente o progresso do homem, o dos animais seus auxiliares, dos vegetais e das habitações, porque nada é estacionário na natureza. Quanto esta idéia é grande e digna do Criador! E quanto, ao contrário, é pequena e indigna de seu poder, a que concentra a sua solicitude e a sua providência sobre o imperceptível grão de areia da Terra e restringe a humanidade aos poucos homens que a habitam!" 
 
Esta concepção cósmica não é grandiosa apenas no seu aspecto exterior, mas também e principalmente no seu sentido subjetivo, e, portanto, profundo. O que mais se afirma, em toda a sua extensão, é o princípio de liberdade e de responsabilidade humana. Os Espíritos, que são as criaturas humanas, encarnadas ou não, aparecem como os artífices do se próprio destino pessoal e coletivo, e como os demiurgos platônicos que modelam os mundos. Deus lhes oferece a matéria-prima das construções, mas são eles os que constroem, com inteira liberdade - dentro das limitações naturais das condições de vida em cada plano - cometendo crimes ou praticando atos de justiça, bondade e heroísmo para colherem os resultados de suas próprias ações. 
 
O sentido ético dessa concepção é revolucionário. Deus não está, diante dela, em nenhuma das duas posições clássicas do pensamento filosófico e religioso: nem como o Ato Puro de Aristóteles, indiferente ao Mundo, nem como o Jeová humaníssimo da Bíblia, comandando exércitos e dirigindo as ações humanas. Só mesmo a síntese cristã do Deus-Pai, velando paternalmente pelos filhos, corresponde à sua grandeza. E é justamente essa síntese que se corporifica na idéia de Deus da concepção espírita. Mas, como até hoje, o Deus-Pai do Cristianismo não se efetivou entre os homens, o Espiritismo o apresenta em novas dimensões, promovendo a sua revolução ética no mundo em transição. 
 
3. ORDEM MORAL - É precisamente a revolução ética do Espiritismo que estabelecerá a ordem moral do mundo de regeneração. Aquilo que hoje chamamos ordem social, porque baseada nas relações de sociedades que implicam transações utilitárias, será de tal maneira modificada, que poderemos mudar a sua designação. A humanidade regenerada, embora ainda não tenha atingido a perfeição relativa dos mundos felizes viverá numa estrutura de relações de tipo moral. Os valores pragmáticos serão substituídos naturalmente pelos valores morais, porque o homem não mais valerá pelo que possui, em dinheiro, propriedades ou poder político, mas pelo que revela em capacidade intelectual e aprimoramento espiritual. 
 
A dinâmica social da caridade, que o Espiritismo hoje desenvolve ativamente, em nosso mundo de provas e expiações, tem por finalidade romper o egocentrismo social dos indivíduos atuais, para em seu lugar fazer desabrochar o altruísmo moral que caracterizará o cidadão do futuro. Mesmo no meio espírita, muitas pessoas não compreendem o sentido da filantropia espírita, entendendo que ela se confunde com os remendos de consciência das esmolas dos ricos. A verdade, porém, é que a caridade é o único antídoto eficaz do egoísmo, esse corrosivo psíquico, que envenena os espíritos e toda a sociedade. A prática da caridade é o aprendizado necessário do altruísmo, é o treinamento moral das criaturas em expiação e prova, com vistas ao mundo de regeneração. 
 
Vemos no item 913 de O Livro dos Espíritos essa colocação precisa do problema: "Estudai todos os vícios, e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo. Por mais que lutais contra eles, não chegareis a extirpá-las, enquanto não os atacardes pela raiz, enquanto não lhes houverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da sociedade. Quem nesta vida quiser se aproximar da perfeição moral, deve extirpar do seu coração todo sentimento de egoísmo, porque, o egoísmo é incompatível com a justiça, o amor e a caridade; ele neutraliza todas as outras qualidades." 
 
Mas a prática da caridade não pode limitar-se à criação de serviços de assistência. A caridade espírita não é paternalista, mas fraterna. Não pode traduzir-se em protecionismo, mas em ajuda mútua: a mão que distribui não socorre apenas, porque também recebe. Só há uma paternidade: a de Deus. Sob ela, desenvolve-se a fraternidade humana, com deveres e direitos recíprocos. No capítulo XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 5, encontramos esta exposição do problema: "caridade e humanidade são as únicas vias de salvação; egoísmo e orgulho, as de perdição". Este princípio é formulado em termos precisos nas seguintes frases: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu entendimento, e ao teu próximo, como a ti mesmo: toda a lei e os profetas se resumem nesses dois mandamentos." E para que não houvesse equívoco na interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta-se: "E eis o segundo mandamento semelhante ao primeiro," Quer dizer que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar ao próximo, nem amar ao próximo sem amar a Deus, de maneira que tudo o que se faz contra o próximo, contra Deus se faz. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: "Fora da caridade não há salvação." 
 
O Livro dos Espíritos, em seu item 917, dá-nos a chave dessa relação, explicando: "De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de desenraizar é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria, da qual o homem ainda muito próximo da sua origem, não pode libertar-se. Tudo concorre para entreter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação. O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e sobretudo com a compreensão que o Espiritismo vos dá, quanto ao vosso estado futuro real, não desfigurado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábito, as usanças e as relações sociais. O egoísmo se funda na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma, perante a imensidade. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo." 
 
O amor do próximo não pode existir sem o amor de Deus, e vice-versa, porque o apego ao mundo, aos bens materiais, aos valores transitórios da Terra, aguça o egoísmo. A "importância da personalidade", por sua vez, é incentivada pela ordem social utilitária, baseada no jogo de interesses imediatistas. A compreensão espírita do mundo e do destino do homem modificará a ordem social. A certeza da sobrevivência e o conhecimento da lei de evolução arrancarão o homem das garras do imediatismo: ele pensará no futuro. Assim fazendo, verá as coisas de mais alto e aprenderá que o valor supremo e o supremo bem estão nas leis de Deus, que são a justiça, o amor e a caridade. Compreender isso é amar a Deus, amar a Deus é praticar as suas leis. Sem o amor de Deus, o homem alimenta o amor de si mesmo, o egoísmo, que o liga estreitamente ao mundo e aos seus bens transitórios e falsos. 
 
A referência às instituições egocêntricas, à legislação humana contrária às leis de Deus, à organização social e injusta e à educação deformante, mostram-nos o que acima acentuamos, ou seja, que a caridade não se limita à assistência. De que vale amparar apenas os pobres, os necessitados, e entregar à loucura e à embriagues do dinheiro e do poder os ricos do mundo? Espiritualmente os dois são necessitados, pois o rico voltará na pobreza, a fim de corrigir-se pela reencarnação. Cumpre, por isso mesmo, lutar pela transformação social, pela modificação da ordem egoísta que incentiva e perpetua o egoísmo, no círculo das reencarnações dolorosas. 
 
Qual, porém, a maneira de lutarmos por essa transformação? O item 914 a aponta: a educação. E Kardec, no comentário final sobre o item 917, a reafirma: "A cura poderá ser prolongada, porque as causas são numerosas, mas não é impossível. A educação, se for bem compreendida, será a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-ão endireita-los, da mesma maneira como se endireitam as plantas novas". As respostas dadas a Kardec eram de Fénelon, um educador. O próprio Kardec, pedagogo, estava à altura de compreender, e prontamente endossou a opinião do Espírito. 
 
As pessoas pouco afeitas ao estudo dos problemas políticos e sociais estranharão o caminho indicado. Não obstante, se foi Platão o primeiro a tentar a reforma do mundo pela educação, com a sua "República", foi Rousseau o primeiro a obter resultados positivos nesse sentido. Ambos eram utópicos, mas exerceram poderosa, influência no mundo. E depois deles, compreendeu-se, principalmente a partir da Revolução Francesa, que nenhuma transformação podia efetuar-se e manter-se, sem apoiar-se na educação. As próprias formas de transformação violenta, como a Revolução Comunista e as Revoluções Nazistas e Fascistas, na Alemanha e na Itália, apoiaram-se imediatamente na educação. Porque educação é a orientação das novas gerações e a transmissão às mesmas de todo o acervo cultural da civilização: é a criação do futuro, a sua elaboração. 
 
Educar, entretanto, não é apenas lecionar, ensinar nas escolas. A educação abrange todos os setores das atividades humanas e todas as idades e condições do homem. Daí a conclusão de Kardec, no mesmo comentário citado: "O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se ele deseja assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro." A educação espírita deve ser feita em todos os sentidos, através da palavra e do exemplo, numa luta incessantes contra o egoísmo e em favor da caridade. 
 
Nos capítulos sobre a lei de igualdade e a lei de justiça, amor e caridade, Kardec e os Espíritos apontam os rumos dessa batalha pela transformação do mundo. O próprio Espiritismo é um gigantesco esforço de educação do mundo, para que a humanidade regenerada de amanhã possa substituir o quanto antes à humanidade expiatória de hoje. Mas é necessário que os espíritas se eduquem no conhecimennto e na prática da doutrina, para que possam educar o mundo nos princípios de renovação, que receberam do Consolador. 
 
4. IMPÉRIO DA JUSTIÇA - A ordem moral será o império da justiça. O mundo de regeneração não poderá efetivar-se, portanto, enquanto não criarmos na Terra uma estrutura social baseada na justiça. Já vimos que a tarefa é nossa, pois o mundo nos foi dado como campo de experiência. Submetidos a expiações e provas aprendemos que o egoísmo é nefasto e que devemos lutar pelo altruísmo, a começar de nós mesmo. Mas como fazê-lo? Qual o critério a seguir, para que a educação espírita do mundo se converta em realidade, produzindo os frutos necessários? 
 
Kardec nos explica, ao comentar o item 876: "O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se queria para si mesmo, e não de querer para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, tomando o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, pode-se estar certo de jamais desejar para o próximo senão o bem. Desde todos os tempos, e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo." 
 
O critério apontado, como vemos, é o da caridade. O império da justiça começará pelo reconhecimento recíproco dos direitos do próximo. A lei de igualdade regerá esse processo, Kardec declara ao comentar o item 803: "Todos os homens são submetidos às mesmas leis naturais; todos nascem com a mesma fragilidade, estão sujeitos às mesmas dores, e o corpo do rico se destrói como o pobre. Deus não concedeu, portanto, a nenhum homem, a superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte. Todos são iguais diante dele". 
 
Liberdade, igualdade e fraternidade, são os rumos da civilização. Em Obras Póstumas aparece um trabalho de Kardec sobre esses três princípios, tantas vezes deturpados, mas que deverão predominar, no mundo de justiça. Escreveu o codificador: "Estas três palavras constituem, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o mais absoluto progresso da humanidade, se os princípios que elas exprimem pudessem receber integral aplicação." A seguir, Kardec coloca a fraternidade como princípio básico, apontando a igualdade e a liberdade como seus corolários. 
 
A igualdade absoluta não é possível, dizem os contraditores dos ideais igualitário, alguns mesmo alegando que a desigualdade é lei da natureza. Citam, em favor dessa tese, o fenômeno da individualidade, bem como a diversidade de aptidões. Lembram que os próprios minerais, vegetais e animais se diversificam ao infinito. Mas esquecem-se de que a lei natural não e' a desigualdade, mas a igualdade na diversidade. Vimos como Kardec define a igualdade dos homens perante Deus. Vejamos também a sua explicação das desigualdades no plano social, que é precisamente o plano material da fragmentação e da especificação. 
 
Escreveu Kardec, no comentário ao item 805: "Assim a diversidade das aptidões do homem não se relaciona com a natureza íntima de sua criação, mas com o grau de aperfeiçoamento a que ele tenha chegado, como Espírito. Deus não criou, portanto, a desigualdade das faculdades, mas permitiu que os diferentes graus de desenvolvimento se mantivessem em contato, a fim de que os mais adiantados pudessem ajudar os mais atrasados a progredir, e também a fim de que os homens, necessitando uns dos outros, compreendam a lei da caridade, que os deve unir!" 
 
Nada existe como absoluto em nosso mundo, que é naturalmente relativo. A fraternidade, a igualdade e a liberdade são conceitos relativos, que tendem, porém, para a efetivação absoluta, através da evolução. No mundo de regeneração esses conceitos encontrarão maiores possibilidades de se efetivarem, porque a evolução moral terá levado os homens a se aproximarem dos arquétipos ideais. O Espiritismo nos convida à superação do relativismo material, para a compreensão dos planos superiores a que nos destinamos, como indivíduos e como coletividade. Nossa marcha evolutiva está precisamente traçada entre o relativo e o absoluto. 
 
O império da justiça, no mundo de regeneração, marcará o início da libertação dos Espíritos que permanecerem na Terra. Mas esse mesmo fato representará a continuidade da escravidão, para os que forem obrigados a retirar-se para mundos inferiores. A desigualdade se manifesta na separação das duas coletividade espirituais, mas apenas como uma condição temporária da evolução pelas próprias exigências da igualdade fundamental das criaturas. Essa igualdade fundamental, que se define como origem, natureza e essência, - origem, pela criação divina, comum a todos os espíritos; natureza, pela mesma qualidade, que é a individualização do princípio inteligente; essência, pela mesma constituição espiritual e potencialidade consciencial; - desenvolve-se através da existência, nas fases sucessivas da evolução, que constituem as formas temporárias de desigualdade, para voltar à igualdade no plano superior da perfeição. Trata-se de um processo dialético de desenvolvimento do ser. Podemos figurá-lo assim: os espíritos partem da igualdade originária, passam pela desigualdades existenciais, e atingem finalmente a igualdade essencial. 
 
A justiça de Deus é absoluta, e por isso mesmo escapa às nossas mentes relativas. Mas na proporção em que formos evoluindo, alargaremos as nossas perspectivas mentais, para atingir a compreensão das coisas que hoje nos escapam. O Espiritismo é doutrina do futuro, que age no presente como impulso, levando-nos em direção aos planos superiores. É natural que muitos adeptos não o compreendam imediatamente, na inteireza de seus princípios e de seus objetivos. Mas é dever de todos procurar compreendê-lo, pelo estudo atento e humilde, pois sem a humildade necessária, arriscamo-nos à incompreensão orgulhosa e arrogante. 
 
A maneira do Reino do Céu, pregado pelo Cristo, e das leis do Reino, que ele ensinou aos seus discípulos, o Espiritismo prepara o império da justiça na Terra. Não pode fazê-lo senão pela prática imediata da justiça através dos princípios que nos oferece, convidando-nos à aplicação pessoal dos mesmos em nossas vidas individuais, e sua natural extensão, pelo ensino e o exemplo, ao meio em que vivemos. A transformação espírita do mundo começa no coração de cada criatura que a deseja. Por isso ensinava o Cristo que o Reino de Deus está dentro de nós, e que não começa por sinais exteriores.
 
 
J. Herculano Pires
 
 
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Nosso Lado Sombra (Hammed)

Nosso Lado Sombra (Hammed)

 
 
Cantos ensombreados, salas nubladas, sótãos escuros, porões enegrecidos podem ser excelentes metáforas para entendermos os departamentos íntimos da nossa casa mental – nosso “lado sombrio”. Todos temos aspectos escuros, dissimulados, reprimidos e ignorados.
 
Disse o Dr. Carl Jung: “Todo homem tem uma sombra e, quanto menos ela se incorporar à sua vida consciente, mais escura e densa ela será. Desse modo, ela forma uma trava inconsciente que frustra nossas melhores intenções. E, disse em outra ocasião: “Aquilo que não fazemos aflorar à consciência aparece em nossas vidas como destino”.
 
Se tomarmos consciência exata de tudo aquilo que está dentro de nós, encontraremos salvação e bem-estar; no entanto, se desconhecemos e não expressamos o que está em nossa intimidade, então encontraremos destruição e insanidade
Na antiguidade e na idade média, os demônios serviram de bode expiatório para toda sorte de impulsos e emoções deploráveis dos seres humanos. A concepção medieval era simplista: acreditava-se que todo e qualquer pensamento ou ação era proveniente de agentes malignos, não se admitindo que as denominadas possessões pudessem ser também desordens ou desequilíbrios emocionais que surgiam da área mais escura e negada de nós mesmos – a nossa sombra pessoal.
 
É frequente acreditarmos que existe somente a sombra de desvirtude – faces inaceitáveis da nossa personalidade, que negamos e que nos causam embaraços. Esses são impulsos que não queremos mostrar ao mundo nem a nós mesmos. Entretanto, há também uma sombra de luz – um lugar onde enterramos nossa autenticidade, potenciais e aptidões inatas; há deuses embrionários dentro de cada ser humano esperando o desenvolvimento.
 
Por analogia, a sombra é uma “mochila” que levamos nas costas e que; quase nunca é vista claramente. Nela está tudo aquilo que não vemos e não admitimos em nós mesmos. Uma vez levada à luz da consciência, dela emergem as nossas facetas ocultas.
 
As áreas sombrias da psique apenas são escuras quando dissimuladas e reprimidas; quando retiradas do fundo do abismo do reino interior, encontramos suas funções latentes e seus valores não manifestados; aí então ficamos integrados.
 
Nós achamos que somos maus, no entanto somos apenas ignorantes.
 
Nós achamos que temos um interior inadequados, no entanto temos um jeito de ser único.
 
Nós achamos que deveríamos ser perfeitos, no entanto somos apenas seres em desenvolvimento espiritual.
 
Nós achamos que somos anormais, no entanto somos apenas criaturas vivenciando a normalidade da imperfeição humana.
 
Tudo que é muito escondido um dia emerge abruptamente. Nosso lado sombrio, quando aceito, pode se corporificar em forma de liberdade, saúde e serenidade.
 
Devemos viver como se fôssemos um livro aberto. Não queremos dizer com isso que precisamos viver escancarados para o mundo, mas que, se fechados, ficaremos impossibilitados de nos vermos claramente.
 
Deus não quer que vivamos os anseios e os projetos de vida dos outros, e sim que concretizemos nossas propostas e anseios existenciais. Nosso movimento interno ou inclinação natural são os motivadores que nos incitam à realização pessoal. E, fora de nossa realização pessoal, não há felicidade, paz e alegria de viver.
 
O fato de negarmos a nós mesmos nos impede a liberdade de viver de forma legítima, sincera e verdadeira. Os aspectos internos que mais tememos podem ser o meio de acesso para a solução que estamos procurando ou a ideia-chave para nossos conflitos.
 
Pelo Espírito: Hammed
Psicografia: Francisco do Espírito Santo Neto;
Do livro: Um modos de entender, uma nova forma de viver.
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Caridade

Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto – é o prato de sopa.
Para o triste – é a palavra consoladora.
Para o mau – é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
Para o desesperado – é o auxílio do coração.
Para o ignorante – é o ensino despretensioso.
Para o ingrato – é o esquecimento.
Para o enfermo – é a visita pessoal.
Para o estudante – é o concurso no aprendizado.
Para a crianca – é a proteção construtiva.
Para o velho – é o braço irmão.
Para o inimigo – é o silêncio.
Para o amigo – é o estímulo.
Para o transviado – é o entendimento.
Para o orgulhoso – é a humildade.
Para o colérico – é a calma.
Para o preguiçoso – é o trabalho.
Para o impulsivo – é a serenidade.
Para o leviano – é a tolerância.
Para o deserdado da Terra – é a expressão de carinho.

 

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.Araras, SP: IDE, 1985
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Ninguém, em circunstancias de morte violenta, em acidentes fatais, jamais estará desamparado, à míngua de uma assistência espiritual socorrista.

Todos são socorridos e atendidos em suas necessidades específicas, de acordo com o respectivo grau de maturidade consciencial, merecimento e a gravidade do estado pessoal de cada um.

Quando ocorre um acidente ou desastre doloroso no plano físico, imediatamente, no mundo espiritual, os Centros ou Núcleos de Pronto Socorro e Atendimento Espiritual mais próximos tomam conhecimento da ocorrência, providenciando com a máxima urgência o socorro das vítimas acidentadas que venham a morrer ou que fiquem poli traumatizadas e em estado grave no local do sinistro.

Nestas circunstancias emergenciais a pessoa moribunda agonizante ou desencarnante emite pensamentos aflitivos que se propagam na multidimensionalidade extrafísica, como se fossem verdadeiros S.O.S. telepáticos, os quais são devidamente captados e registrados por meio de sofisticada tecnologia, possibilitando a imediata localização e identificação pessoal das vítimas do desastre.

Equipes de socorro espiritual dirigem-se imediatamente ao local do acidente para a prestação do respectivo socorro e demais providências de amparo assistencial.

A título de exemplo, no capítulo XVIII – Resgates Coletivos, do livro Ação e Reação, psicografado e editado pelo Espírito André Luiz, 2a. ed. FEB, páginas 236 e seguintes, encontra-se o relato de um desastre aviatório.

Qual era a situação das pessoas vitimadas?

Vários desencarnados no referido acidente encontravam-se em posição de choque, presos aos respectivos corpos físicos, mutilados parcial ou totalmente, entretanto alguns apresentavam-se em melhores condições de lucidez consciencial.

Outros sentiam-se imantados aos próprios restos cadavéricos, gemendo de dor e sofrimento, e outros ainda gritavam em desespero, mantendo-se também aprisionados aos despojos físicos, em violenta crise de inconsciência, numa profunda perturbação.

Os espíritos socorristas, médicos e enfermeiros em especial, a todos atendiam com elevado sentimento de compaixão, prestando a assistência espiritual de acordo com a situação de cada um.

Comentários elucidativos a respeito da situação de cada vítima, feitos por generoso mentor espiritual, merecem ser analisados para efeitos de esclarecimentos educativos, objetivando a autoconscientização e o autoconhecimento de cada um e de todos.

O socorro espiritual é ministrado indistintamente a todos, sem nenhuma exceção.

A expressão – “Se o desastre é o mesmo para todos, a morte é diferente para cada um”, é um ensinamento importante e merece ser assimilado.

Nem todos podem ser retirados dos despojos físicos, cadaverizados, logo imediatamente.

A afirmação de que “Somente aquele cuja vida interior lhe outorga a imediata liberação”, é de relevante significado educativo, pois revela a necessidade moral de se buscar o autoconhecimento e a consequente emancipação psicológica e emocional indispensável para maior autonomia e discernimento conscienciais, ainda em plena vida física.

As pessoas que se dispuseram a viver em harmonia com a cosmoética nada têm a temer diante do momento decisivo e crucial da própria morte física.

Aquele cuja vida consciencial se manteve em desalinho, vivendo em descompasso desarmônico com as Leis da Vida, concentrando-se no egoísmo, perdendo valiosas oportunidades de amar e bem servir ao próximo como a si mesmo, e, por conseguinte, ficando mais condicionado às manifestações instintivas e emocionais, sem nenhuma preocupação com os valores espirituais para o próprio crescimento e desenvolvimento consciencial, este fica apegado ao corpo físico, não tendo condições de manter equilíbrio harmônico e a lucidez consciencial indispensáveis à neutralização dos impulsos de atração e imantação energética que o retém ao cadáver mutilado.

Nestas circunstancias, o desencarnado permanecerá ligado por tempo indeterminado aos despojos cadavéricos que lhe pertencem.

Este tempo indeterminado está na dependência “do grau de animalização dos fluídos que lhes retêm o espírito à atividade corpórea”. (p. 238).

Pode levar horas, dias ou meses até a completa e plena autolibertação psicológica, emocional, consciencial e espiritual.

Mas aquelas vítimas desencarnadas no desastre, as quais não têm condições de se afastar do próprio cadáver, ficarão relegadas ao sabor das circunstancias, por tempo indefinido, sem nenhum outro tipo de assistência socorrista?

Jamais isto acontece.

Todas, sem exceção, são amparadas sempre.

“Ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo”. (p. 239).

KARDEC RIO PRETO | Cícero Marcos Teixeira

Fonte: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/T_autores/TEIXEIRA_Cicero_tit_Morte_e_significados.htm

 

 

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Os exilados voltaram

Os exilados voltaram

Todas as estruturas com alicerces condecorados com as sutilezas da inferioridade padecerão diante da nova luminosidade.

Os exilados voltaram. Aqueles que há tempos daqui partiram para recuperarem-se em mundos inferiores. Agora, imantaram e estão levando com eles outros, que se exilam, pois a grande maioria da Humanidade continua perniciosa, se deu ao destino de trilhar a obscuridade e promovê-la.

Sob a luz do Sol dos dias atuais, não há mais espaço para manutenção de obras ineficazes, sejam aquelas que não se prendem aos laços da verdade, aquelas que não são viabilizadas para incorporação ao bloco do bem, e aquelas alicerçadas em estruturas imorais e amorais.

Todas as estruturas com alicerces condecorados com as sutilezas da inferioridade padecerão diante da nova luminosidade, instalada, pouco a pouco, pelas luzes da fase de regeneração que se bonifica na Escola Terra e, gradativamente, vem banindo do ambiente todos os empecilhos que possam atrapalhar sua plenitude no bem.

As mudanças previstas por Deus, dirigidas pelos seus Ministros, se instalam no tempo condecorado, independente da vontade dos seus filhos. Até porque os que se liberam para o bem seguem as diretrizes que os levam a colaborar nas obras do Pai.

As revoluções determinadas pelo Criador chamam-se progresso, e estas acontecem impulsionadas pelo amor. Então, todo filho que empenhar-se pelo aprendizado, consciente ou inconscientemente, prontifica-se a zelar pelo amor, pois já está nele incorporado.

As rotas alternativas por muitos procuradas, acreditando serem favoráveis ao atendimento das vontades, para após lançar-se na vontade maior, são trilhas que facultam a derrota, e levam o indivíduo a lamurias e aflições incontáveis.

Não há mais minuto no planeta Terra para ser contado a título de "amanhã eu resolvo", "depois eu conserto", "com o tempo se dá um jeito"; o tempo tem que ser usado proveitosamente, porque minutos de momentos únicos somente retornam em outro tempo incomparável.

A urgência convida a todos a se integrarem às correntes fluídicas que se aprimoram para conquistas superiores. O tempo destinado em busca de ofertas prometidas, sem a certeza da vitória, fica para aqueles que se escondem e se omitem das conjunturas que percebem nos novos dias. Para estes ficarão as partes manchadas pela ignorância, pelos equívocos e pela vontade de permanecer em climas expiatórios, aplaudindo as dores e os sofrimentos, ferramentas benditas para remanejar o Ser para os devidos rumos. Então, embora tomados pela angústia de se verificarem em um estado de infelicidade, estarão sendo alertados para se liberarem dos pensamentos e ações impróprias à sustentação de dias primorosos onde possam apreciar o sorriso flores e banharem-se em fluidos salutares.

Nas impropriedades pela qual transita grande massa de Espíritos encarnados e desencarnados, facilmente é notado o desconhecimento da verdade, e a corrosão causada pela hospedagem dos germes que se nutrem de vibrações putrefativas.

Abandonaram, os indivíduos instalados nessa ordem, as certezas do melhor que tinham ao lado para dedicarem-se às trilhas infundadas ditas belezas da vida. Aplaudiram e estimaram o prazer mundanizaram-se e acolheram a materialidade, como se a composição dos vários estágios da matéria não sofresse as transformações necessárias, já que as energias sustentam os átomos seguem linha do progresso e, para tanto, circulam por inúmeras hospedagens. Conquanto, nem em todas cabe ao Espírito voltar a experimentar, pois além de por lá já ter transitado como em outros níveis mais a avançados, o aprendizado daqueles momentos estão sedimentados e foram desenvolvidos, tanto é que cresceu tornando-se Espírito; agora, não é moralmente correto usar conteúdos de estágios inferiores para usufruir prazeres materiais.

Onde hoje somos hospedes e, em considerando especialmente os encarnados, onde as variações são abruptas, seria de se esperar que o Espírito as sentisse mais firmemente, e imprimisse os passos mais acertadamente. Entretanto, grande número entretém-se no desvio, onde as variáveis são plenamente visíveis aos sensores físicos.

As mortes se dão a cada átimo, e os Espíritos que se deixaram mundanizar, atendendo os reclames do ego, quando tal momento chega e essa morte os arrasta do círculo do solo do mundo, deparam com os favores da verdade que os exila nos rumores dos sofrimentos, como medida misericordiosa para promover o despertar para a luz.

Seguidamente somos informados e alertados que irmãos menos favorecidos moralmente retornaram do exílio, local onde ficaram por séculos para buscarem aprimoramento, e aqui se encontram, mais uma vez, para provas finais e traçar seus dias futuros. Observa-se, entretanto, que continuam perseverantes no desequilíbrio, permanecem renitentes; relutam quanto à disciplina, evangelização e educação.

Entre nós, procuram envolver aqueles que se permitirem às suas sutilezas, e os arrastam para o seu convívio, não obstante, estarem cientes que praticam o mal, porém assim desejam e fazem.

Visto os enredos destacados, deduz-se facilmente ser nosso dever habilitarmo-nos pela verdade, para não cairmos nas teias das trevas. Jamais procurar confundi-la, tentando demonstrar pseudoparceria, pois a verdade não aceita doses dissimuladas, ela é ou deixa de ser. Jesus a usou por todo o período que caminhou sobre o solo terrestre e, por isso mesmo, foi condenado. Condenaram muitos outros, inclusive Allan Kardec.

Hoje, em plena transição planetária, adentrando as condições de um mundo melhor, a Terra classifica para a Nova Era somente aqueles que aderiram à verdade, embora não a tenham sedimentado na totalidade, mas trabalham seus sentimentos nesse sentido. Todos os que estiverem aplaudindo as obscenidades serão exilados, para onde mecanismos próprios destinados a redenção estarão à espera, para ajudá-los na promoção espiritual necessária ao progresso.

Não sejamos nós os próximos exilados a retornar ao paraíso perdido.1

  1. Veja resposta dada à questão 1019 de O Livro dos Espíritos-Allan Kardec.

O autor é engenheiro aposentado, pós-graduado em Administração. Atua como médium e expositor no Centro Espírita Leon Denis (CELD) e é autor do livro "Coisas da vida na visão espírita", Ed. O Clarim. Roberto Vilmar Quaresma - RIE Abril de 2014.

Fonte: A Casa do Espiritismo

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Sono e Repouso

Sono e Repouso

Joanna de Ângelis.
Canal: Divaldo Franco
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O sono é uma experiência que faz recordar a desencarnação.
É uma pré-morte ou treinamento para ela, em razão do entorpecimento da consciência, da vontade e graças à ausência de defesa a que fica exposta a criatura. No sonho, às vezes, a lucidez espiritual, sintonizando com a vida exuberante, fixa impressões que se incorporam às lembranças em tons agradáveis ou afligentes, representativas dos lugares e pessoas onde e com quem se esteve. Como ninguém sabe com segurança se, ao dormir, despertará no corpo, mais tarde, dois impositivos se fazem indispensáveis para um bom repouso: a prece e a harmonia mental. A oração abre as portas da percepção ao indivíduo e o equilíbrio mental o conduz às regiões felizes. O sono é fenômeno fisiológico de alta magnitude para a vida animal, sem o qual inúmeros distúrbios se instalam no ser. Não apenas dormir é importante, senão, bem dormir, especialmente para o homem. O repouso físico aliado ao prazer emocional constitui-lhe fator indispensável à saúde.
Antes do repouso noturno, deixa as preocupações à margem. O travesseiro não aconselha a ninguém. A noite bem repousada, os encontros espirituais durante a fase do sono, são os propiciadores da inspiração que soluciona as questões em pendência.
Assim, lê uma pequena página de otimismo antes de dormir, a fim de que ela te estimule os centros do pensamento sadio. Ora com íntima confiança em Deus. Entrega-te em paz ao repouso. Quando despertares, estarás renovado e, se retornares à Pátria Espiritual, enquanto o corpo dorme, terás melhor condição de compreender e seguir tranqüilo os novos rumos que a vida te concede.
 
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Mãe que trabalha fora do lar prejudica a educação dos filhos?


Raul – Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec recebe dos Espíritos a informação de que a paternidade é uma verdadeira missão e, mais do que isto, que é um grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro, conforme notamos na questão 582. Acredito que a questão grave não seja a situação em que a mãe precisa trabalhar fora do lar, mas sim, como fará ela a necessária compensação, quando ao lar retorna.

É certo que admitimos que a ausência da mãe sempre provocará, sobre os filhos pequenos, processos de carências que ninguém suprirá devidamente. De acordo com o tipo de Espírito, essas carências poderão atingir índices altos de transtornos na formação da personalidade infantil, a desaguar nos desajustes da adolescência, quando não corrigidos a tempo.

Faze-se, assim, importante que a mãe que trabalhe fora de casa, empreenda maiores esforços para envolver a criança, atendê-la, entendê-la, ajudá-la em seus trabalhos escolares, dialogando sempre. Enfim, torna-se imprescindível que os pais, e particularmente a mãe, conversem com as crianças sobre as razões ponderáveis.

Não deverão os pais, em chegando ao lar, fixarem-se nas intermináveis novelas, em leituras de jornais delongadas, irritando-se com a aproximação ou solicitação dos pequenos, aos quais, antes deveriam buscar para aconchegá-los.

Nesses casos, depois que os pais cheguem em casa, eles próprios superarão o cansaço para cuidarem, com atenção e carinho, dos filhos que ficaram sem eles durante todo o dia, ou grande parte do dia. Os finais de semana, igualmente, deverão ser passados junto dos filhos, aproveitados na companhia deles, salvo em casos de necessidade imperiosa que determina o contrário.

Necessário se faz renunciar a alguns prazeres e divertimentos, enquanto os filhos disto careçam, a fim de formá-los no equilíbrio para o futuro, agindo dentro da orientação espírita, de acordo com o que nos lembra a Codificação Espírita.
Raul – Em “O Livro dos Espíritos”
 
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Essa é uma história verdadeira. Ela de fato aconteceu em um centro espírita de uma pequena cidade do estado de Minas Gerais, há algum tempo atrás.

Conta-se que os médiuns estavam realizando seus trabalhos de esclarecimento e doutrinação num centro espírita do estado de Minas Gerais. Subitamente um preto velho incorporou numa médium e começou a falar. No momento em que os trabalhadores perceberam que o espírito incorporado era um preto velho, mandaram suspender a incorporação. Nesse centro não eram aceitos pretos velhos, pois os dirigentes consideravam que os pretos velhos são espíritos não muito evoluídos. Por isso, ele não poderia ser admitido a orientar uma atividade de doutrinação. O espírito foi então convidado a se retirar do centro. O preto velho fez o que eles pediram e foi embora.

Logo depois, a médium incorporou um espírito de um filósofo, um doutor de nome difícil, provavelmente europeu, que foi muito bem recebido por todos os presentes. O filósofo deu instruções aos membros do centro, fez os trabalhos de doutrinação e todos ficaram felizes e maravilhados com a intervenção desse espírito, que consideraram um espírito muito elevado.

Os dirigentes então resolveram que já era hora de encerrar os trabalhos. No entanto, a médium novamente começou a incorporar um espírito. Todos olharam com interesse aquela manifestação mediúnica espontânea. Um dos trabalhadores disse que as atividades do dia já estavam terminando e perguntou quem estava ali. O espírito respondeu que era de novo o preto velho. O dirigente fez cara de tédio e perguntou o que ele ainda queria ali nos trabalhos do centro. O preto velho então disse:

– Zifio… Ce suncê mi permiti, só quiria que ocês sobessem qui o dotô que apareceu agora há poquinho era este preto velho aqui, que agora proseia com vosmicês.

Todos ficaram espantados com a revelação… O preto velho então começou a não mais falar como um preto velho:

– É engraçado isso, meus irmãos, pois quando eu apareci como preto velho, fui praticamente expulso dos trabalhos de vocês. Mas depois quando eu apareci no formato de um doutor, um filósofo europeu prestigiado, que tem conhecimento acadêmico, com toda a pompa e com ar de autoridade, todos me trataram muito bem, ouviram meus conselhos e ficaram felizes e maravilhados com a aparição. Por que isso, meus filhos? Devo alerta-los para esse comportamento de vocês. Prestem muita atenção nisso, meus irmãos…

No plano espiritual, assim como em toda a realidade universal, não existem aparências. As aparências existem apenas aqui na Terra. Deus, em sua sabedoria infinita, oculta aos vossos olhos as verdades do espírito camufladas pelas aparências do mundo… para que vocês aprendam a vê-las com os olhos do coração, com a visão da alma e possam enxergar a verdade como ela é. No plano espiritual, meus irmãos, não existem doutores, não existem classes sociais, não existem nacionalidades, não existem religiões, não existem raças, não existem essas divisões humanas que vocês criaram em toda parte para poderem se sentir melhores uns que os outros. No plano espiritual o que vale é o que você é lá no fundo, e não o que você tem.

Não, meus irmãos… todas essas divisões são ilusórias. No plano espiritual o que vale é o amor, a verdade, a paz, a harmonia interior. No plano espiritual ninguém é julgado por ser rico ou pobre, branco ou negro, doutor ou uma pessoa simples. Lembram-se do que disse o nazareno sobre isso meus irmãos? O mestre disse: “Deus revela aos simples de coração aquilo que esconde dos doutos”. 

Quando cada um de vocês chegar ao plano espiritual, meus filhos, os anjos de Deus não vão perguntar quantos títulos de doutor vocês conquistaram, quantos bens vocês acumularam, quanto sucesso vocês fizeram, quantos altos cargos vocês subiram na empresa ou quanto de boa fama vocês projetaram. Não meus queridos filhos… os anjos vão perguntar quanta luz você espalhou pela Terra; quanto você tocou o coração dos outros com justiça e benevolência e o quanto a sua obra foi pautada no amor e na paz… ou se sua passagem na Terra foi apenas um capricho do ego, voltada apenas para seu mundinho egoísta e para os prazeres da matéria.

Vamos tomar cuidado, meus queridos filhos, com o veneno da hipocrisia e do preconceito. Não permitam que as aparências do mundo roubem a sua essência. O importante, meus filhos, é o que cada um traz em sua alma, em seu espírito. O que importa de verdade é ser simples e verdadeiro… ser honesto e ter caráter, ser caridoso e ter o amor de Deus no coração. Não se deixem levar pelas aparências, todas elas estão erradas e vemos isso muito claramente quando chegamos ao plano espiritual. Lá, meus filhos, não existem discriminações, todos trabalham por Deus e Deus é a essência regente tudo. É isso que vocês devem buscar a partir de agora, meus queridos filhos.

O preto velho despediu-se de todos e então deixou a sala de atendimento do centro espírita. Os trabalhadores ficaram envergonhados com seu próprio comportamento, mas adquiriram uma pérola de sabedoria que nunca mais, em toda a sua vida, seria esquecida.

(Hugo Lapa)


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Maria de Nazaré

Maria de Nazaré


“Falar de uma personalidade da excelsitude de Maria de Nazaré é buscar o inconcebível para quem mora na faixa ainda dominada pelas sombras. Maria, mãe de Jesus, é um Espírito de pureza lirial, vindo de planos altamente iluminados, para receber e ter em sua companhia o Espírito mais evoluído que pisou o solo terreno, portador das mensagens de Deus para os homens – O Evangelho – código Divino já nas mãos dos homens, que deve ser vivido para que a humanidade se liberte dos sofrimentos, libertando-se da ignorância.”
Antes de reencarnar, Maria de Nazaré era Sophia, espírito de alta hierarquia, que se integrou em um engenhoso trabalho de esclarecimento espiritual a criaturas ainda envolvidas na ignorância, espíritos retardatários, nos quais o ódio e a vingança petrificaram os corações, manifestando o orgulho violento, sem que desenvolvessem o amor e a caridade.

Além de ser assistida por inúmeros luminares da espiritualidade maior, era seguida de perto por um deles cujo destino estava traçado para vir a ser o grande discípulo que o amor fez auscultar o coração do Cristo.

Sophia isolara-se, de certa forma, de seus futuros genitores, para que pudesse trabalhar na Crosta, em todas as frentes em que o amor pudesse sensibilizar os corações.

Estava assessorada por grande falange de benfeitores da Espiritualidade Superior, que tinham muito interesse na limpeza espiritual da Palestina e, principalmente de Nazaré, no afã de assentarem as bases da sua nave divina, para o Divino concerto da harmonia dos povos. A falange tomava todos os cuidados referentes àquela que iria figurar como mãe do Meigo Cordeiro de Deus e um trabalho tinha de ser feito: desagregar agrupamentos de espíritos inferiores em várias regiões do Oriente (todos eles orientados por entidades capazes de perturbar a harmonia) onde o Mestre haveria de descer com a maior corte espiritual até então prometida, para visitar e instruir a humanidade.

Nasce Sophia… espírito angelical abre os olhos no mundo terreno, onde seria filha de Ana e Eli, veio por convite e pela força do amor à humanidade e, acima de tudo, pelo prazer indizível de servir de canal para a chegada do Pastor Inconfundível de todos os povos, que decidiu vir pessoalmente encontrar-se com o seu rebanho e conduzí-lo pelos caminhos nos quais há paz e amor.

Maria de Nazaré, alma que se dispôs a compartilhar da tarefa de iluminar as criaturas, também pela presença física, foi joia preciosa do berço ao túmulo, que não agrediu a pessoa alguma, não humilhou os companheiros, não perdeu tempo com reclamações, não violentou o direito dos outros, não saiu do caminho da ordem, nada pediu para si e nunca disse “não” quando o coração queria ajudar, era uma estrela na Terra, que brilhava sem exigências.

Para sua descida à Terra, Maria estagiou nos vários planos da evolução espiritual, para assumir um corpo físico que lhe permitisse ser a condutora da Luz que iluminaria o mundo. Cumprida a sublime missão de favorecer a instauração de uma nova era para a humanidade, regressa a ambientes condizentes com a sua magnitude de estrela que, conduzida pela vontade do Criador dos mundos, vivendo na vigência plena de Suas leis, dirige a sua luz própria na direção dos corações que já se conscientizaram de que o progresso é vontade divina, nas dobras da evolução de tudo o que foi criado.

Para melhor cumprir o mandato divino que lhe fora outorgado pelo Senhor da Vida, solicitou aos planejadores da sublime missão a anulação de todos os títulos de nobreza espiritual que conquistara em multimilenária campanha – no que foi atendida – na retomada ascensional do trajeto de volta os foi recolhendo, sendo acrescentado, ao seu já rico acervo espiritual, mais um título grafado em letras de Luz, concedido por Deus e entregue pelas mãos iluminadas Daquele a quem ela favorecera com a sua aquiescência 
e com a humildade que caracteriza os grandes espíritos.

Por sua ação, cumpriram-se as profecias sobre a vinda do Messias de Deus que, por sua vez, deixa para a posteridade a promessa – já cumprida – de que enviaria outro Consolador, que ficaria para sempre com os homens.

Hoje, passados mais de dois mil anos, é que começamos a entender a importante missão deste espírito luminar que se chamou MARIA, a quem a nossa pequenez espiritual convencionou chamar de Mãe Santíssima e que, piedosamente, aceitou o título, favorecendo-nos ainda com a sua presença maternal junto aos aflitos que, inconformados com a indigência espiritual em que se identificam, buscam o consolo que lhes favoreça a evolução.
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Miramez (espírito)
 
 
Canal: João Nunes Maia
Obra: Maria de Nazaré
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Auto-afirmação

Auto-afirmação

 
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As raízes da auto-afirmação do indivíduo encontram-se na sua infância, quando os movimentos automáticos do corpo são substituídos pelas palavras, particularmente quando é usada a negativa. Ao recusar qualquer coisa, mediante gestos, a criança demonstra que ainda não se instalaram os pródromos da sua identidade. No entanto, a recusa verbal, peremptória, a qualquer coisa, mesmo àquelas que são agradáveis, denotam que está sendo elaborada a auto-afirmação, que decorre da capacidade de escolha daquilo que interessa, ou simplesmente se trata de uma forma utilizada para chamar a atenção para a sua existência, para a sua realidade.
Trata-se de um senso de identificação infantil, sem dúvida, no qual a criança, ainda incapaz de discernir e entender, procura conseguir o espaço que lhe pertence, dessa maneira informando que já existe, que solicita e merece reconhecimento por parte das demais pessoas que a cercam.
Quando a criança concorda, afirmando a aceitação de algo, age apenas mecanicamente e por instinto, enquanto que se utilizando da negativa, também denominada conceito do não, dá início à descoberta do senso de si mesma, do seu Self, passando, a partir desse momento, a exteriorizá-lo, afirmando o NÃO, mesmo quando sem necessidade de fazê-lo. E a sua maneira de auto-identificação que, não raro, parece estranho aos adultos menos conhecedores dos mecanismos da mente infantil.
Quando ocorre a inibição da negativa - o que é muito comum - esse fenômeno dará surgimento a alguém que, no futuro, não saberá exatamente o que deseja da vida, experimentando uma existência sem objetivo, que o leva a ser indiferente a quaisquer resultados, e, por cuja razão, evita expressar-se negativamente, deixando-se arrastar indiferente aos acontecimentos, assim desvelando o estado íntimo de inibição, de timidez e de recusa de si mesmo. Com o tempo essa situação se agrava, levando-o a um estado de amorfia psicológica.
O Self, por sua vez, se estrutura e se fixa através do sentimento, e quando este se encontra confuso, sem delineamento, a auto-afirmação se enfraquece e a capacidade de dizer NÃO perde a sua força, o seu sentido.
A auto-afirmação se expressa especialmente no desejo de algo, mediante duas atitudes que, paradoxalmente se opõem: o que se deseja e o que se rejei­ta.
Em um desenvolvimento saudável da personalidade, sabe-se o que se quer e como consegui-lo, o que se torna decorrência inevitável da capacidade de escolha. Quando tal não ocorre, há surgimento de uma expressão esquizóide, na qual o paciente foge para atitudes de submissão receosa e de revolta interior. Silencia e afasta-se do grupo s ocial que passa a ser visto com hostilidade, por haver-se negado a penetrá-lo, alegando, no entanto, que foi barrado... A sua óptica distorcida da realidade, trabalha em favor de mecanismos de transferência de culpa e de responsabilidade.
Mediante essa conduta, o enfermo se nega a liberação dos conflitos, mantendo-se em atitude cer­rada, por falta do senso de auto-afirmação. O seu é o conceito falso de que não é bem-vindo ao grupo que ele acredita não o aceitar, quando, em verdade, é ele quem o evita e se afasta do mesmo.
À medida que vão sendo liberados os sentimentos perturbadores e negativos que se encontram em repressão, os desejos de afetividade, de expressão, de harmonia, manifestam-se, direcionando-o para valiosas conquistas.
Com o desenvolvimento da capacidade de julgar valores, surgem as oportunidades de auto-afirmação, face à necessidade de escolhas acertadas, a fim de atender aos desejos de progresso, de crescimento ético-moral e de realização interior.
Por meio de exercícios mentais, nos quais se encontrem presentes as aspirações elevadas e de enobrecimento, bem como através de movimentos respiratórios e físicos outros, para liberar o corpo da couraça dos conflitos que o tornam rígido, a auto-afirmação se fixa, propiciando um bom relaxamento, que se faz compatível com o bem-estar que se deseja.
Com o desenvolvimento intelecto-moral da criança, passando pela adolescência e firmando os propósitos de autoconquista, mais bem delineadas surgem as linhas de segurança da personalidade que enfrenta os desafios com tranqüilidade e esperanças renovadas.
Nesse particular, a vontade desempenha importante papel, trabalhando em favor de conquistas incessantes, que contribuem para o amadurecimento psicológico, característica vigorosa da saúde mental e moral.
Em cada vitória alcançada através da vontade que se faz firme cada vez mais, o ser encontra estímulos para novos combates, ascendendo interiormente e afirmando-se como conquistador que se não contenta em estacionar nos primeiros patamares defrontados duran­te a escalada de ascensão. Desejando as alturas, não interrompe a marcha, prosseguindo impertérrito no rumo das cumeadas.
Esta é a finalidade precípua do desenvolvimento emocional, estabelecendo diretrizes que definam a realidade do ser, que se afirma mediante esforço próprio. Em tal cometimento, não podem ficar esquecidos o contributo dos pais, da família, da sociedade, e as possibi­lidades inatas, que remanescem do seu passado espiritual.
Estando, na Terra, o Espírito, para aprender, reparar e evoluir, nele permanecem as matrizes da conduta anterior, facultando-lhe possibilidades de triunfo ou impondo-lhe naturais empecilhos que lhe cumpre su­perar.
Quando a auto-afirmação não se estabelece, apresentando indivíduos psicologicamente dissociados da própria realidade, tem-se a medida dos seus compromissos anteriores fracassados e da concessão que a Vida lhe propicia por segunda vez para regularizá-los.
Cumpre, portanto, ao psicoterapeuta, o desenvolvimento de uma visão profunda do Self, de forma especial, em relação ao ser eterno que transita no corpo em marcha evolutiva.
Somente assim, se poderá entender racionalmente o porquê de determinados indivíduos iniciarem a auto-afirmação nos primeiros meses da infância, enquanto outros já se apresentam fanados, incapazes de lutar em favor da sua realidade, no meio onde passará a experienciar a vida.
A sociedade marcha inexoravelmente para a compreensão do Espírito eterno que o homem é, do seu processo paulatino de evolução através dos renascimentos, herdeiro de si mesmo, que transfere de uma para outra etapa as realizações efetuadas, felizes ou equivocadas, qual aluno que soma experiências educacionais, promovendo-se ou retendo-se na repetição das lições não gravadas, com vistas à conclusão do curso.
A Terra assume sua condição de escola que é, trabalhando os educandos q ue nela se encontram e propiciando-lhes iguais oportunidades de evolução e de paz.

Fonte:
Livro Amor imbatível amor - Cap. 39
Joanna de Ângelis - Psicografado por Divaldo Franco

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Vida e Obra de Divaldo Pereira Franco 

Vida e Obra de Divaldo Pereira Franco 
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Divaldo é um verdadeiro apóstolo do Espiritismo. Dos seus quase noventa anos, sessenta foram devotados à causa Espírita e às crianças excluídas, das periferias de sua Salvador.

Nasceu em cinco de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, Bahia, e desde a infância se comunica com os espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário, em 1943. Trabalhou como escriturário no antigo IPASE, em Salvador, aposentando-se em 1980.

É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores Espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o Mundo.

Seu currículo revela um exímio e devotado educador com mais de 600 filhos adotivos e mais de 200 netos, atendendo atualmente a cerca de 3.000 crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, por dia, em regime de semi-internato e externato.

Orador com mais de 11.000 conferências, em mais de 2.000 cidades em todo o Brasil e em 62 países, concedendo mais de 1.100 entrevistas de rádio e TV, em mais de 450 emissoras. Recebeu mais de 700 homenagens, de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais.

Como médium, publicou 202 livros, com mais de 8 milhões de exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universais. Dessas obras, houve 92 versões para 16 idiomas (alemão, albanês, catalão, espanhol, esperanto, francês, holandês, húngaro, inglês, italiano, norueguês, polonês, tcheco, turco, russo, sueco e sistema Braille). Além de 17 escritos por outros autores, sobre sua vida e sua obra. A renda proveniente da venda dessas obras, bem como os direitos autorais foram doados, em Cartório, à Mansão do Caminho e outras entidades filantrópicas.

Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em sete de setembro de 1947. Dois anos depois, iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas por seu intermédio. Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais guardou o que escreveu, até que um dia recebeu a recomendação para queimar tudo o que escrevera até ali, pois não passava de simples exercício. Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como Um Espírito Amigo, ocultando-se no anonimato à espera do instante oportuno para se identificar. Joanna revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta as pessoas necessitadas dando diretriz espiritual.

Em 1964, Divaldo, sob orientação de Joanna de Ângelis, selecionou várias mensagens de autoria da mentora e enfeixou-as no livro Messe de Amor, que se tornou o primeiro livro psicografado por Divaldo. Atualmente, o médium é recordista e conta com 202 títulos publicados, incluindo os biográficos que retratam sua vida e obra.

MANSÃO DO CAMINHO

Divaldo Pereira Franco é emérito educador. Fundou em 1952, na cidade de Salvador, Bahia, com Nilson de Souza Pereira, a Mansão do Caminho, instituição que acolheu e educou crianças sob o regime de Lares Substitutos.

Em 20 Casas Lares, educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída. Na década de 60, iniciou a construção de escolas, oficinas profissionalizantes e atendimento médico.

Hoje, a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional com 83.000 m2 e 50 edificações que atende a três mil crianças e jovens de famílias de baixa renda, na Rua Jaime Vieira Lima, n° 1 , Pau da Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador.

O complexo atende a diversas atividades sócio-educacionais como: enxovais, Pré-Natal, Creche, escolas de ensino básico de 1º e 2º graus, Informática, Cerâmica, Panificação, Bordado, Reciclagem de Papel, Centro Médico, Laboratório de Análises Clínicas, Atendimento Fraterno, Caravana Auta de Souza, Casa da Cordialidade e Bibliotecas. Mais de 30 mil crianças passaram, até hoje, pelos vários cursos e oficinas da Mansão do Caminho.

A obra é basicamente mantida com a venda dos livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras, seminários, entrevista e mensagens por Divaldo.

HOMENAGENS

Divaldo Franco recebeu homenagens em diversos países e cidades da América do Norte, Central, do Sul, Europa e África:

• 20 Comendas
• 334 Placas de prata, douradas e bronze
• 54 Medalhas • 49 Troféus
• 43 Moções de Congratulações
• 187 Diplomas e Certificados
• 12 Títulos Honoríficos significativos.

Dentre todas essas maravilhosas homenagens, destacam-se:

• 1991 – Título Honoris Causa em Humanidade, pelo Colégio Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas, em Montreal, Canadá em 23.05.1991.
• 1997 – Decreto de Ordem do Mérito Militar, 31.03.1997, pelo Presidente da República do Brasil.
• 2001 – Medalha Chico Xavier, do Governo do Estado de Minas Gerais.
• 2002 – Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, pela Universidade Federal da Bahia.
• 2002 – Homenagem da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Algumas Condecorações:

• 2005 – Título de Embaixador da Paz no Mundo, junto com o amigo Nilson de Souza Pereira. O título foi recebido em Genebra, na Suíça, em 30 de dezembro de 2005, pela Ambassade Universalle Pour la Paix.

Fonte de consulta: site da Mansão do Caminho.A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, close-up

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CONTATO COM O MUNDO DOS ESPÍRITOS

CONTATO COM O MUNDO DOS ESPÍRITOS

Como ocorre a comunicação entre encarnados e desencarnados, como identificar uma comunicação verdadeira de uma falsa e quais os problemas que podem surgir nessas ocasiões de contato são apenas algumas das perguntas importantes a serem consideradas quando se fala de comunicação com o mundo dos espíritos.

Gilberto Schoreder e Rosana Felipozzi
Em O Livro dos Médiuns (1861), Allan Kardec diz que toda pessoa que sente a influência dos espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Trata-se de uma faculdade inerente ao ser humano e, por isso mesmo, não é um privilégio. “Pode se dizer”, ele explica, “que todos são mais ou menos médiuns”. O que, hoje em dia, pode parecer uma afirmação óbvia para qualquer um que estude parapsicologia, foi comprovado apenas cerca de 70 anos depois com as pesquisas do cientista norte-americano, J.B. Rhine, da Universidade de Duke, provando estatisticamente que as capacidades mentais, chamadas mediúnicas, estão presentes em larga escala da população, em maior ou menor grau.

Para Kardec, Deus deu a mediunidade aos seres humanos para que eles penetrassem no mundo invisível estabelecendo, dessa forma, o contato com os espíritos. Isso, no entanto, só pode ser realizado por aqueles médiuns com capacidades acentuadas, sendo eles os responsáveis pelo contato entre o mundo dos encarnados e o dos desencarnados.

E, apesar de existirem várias formas de se estabelecer esse contato, também é preciso tomar alguns cuidados, uma vez que podem surgir problemas.

A comunicação com os espíritos pode ocorrer de várias formas. As mais conhecidas são a psicografia, a psicofonia, a intuição, a inspiração, a premonição e a audiência, entre outras. No entanto, como explica Aluney Elferr, todas as comunicações se realizam por meio do perispírito. “Ele é o agente intermediador de todas as manifestações mediúnicas, posto que o espírito não pode agir sozinho sobre a matéria”.

Os fenômenos estão ligados ao tipo de efeito que também varia de um médium para outro. Kardec ofereceu uma classificação que inclui médiuns de efeitos físicos; médiuns sensitivos; auditivos; falantes; videntes; sonâmbulos; curadores; pneumatógrafos (ou voz direta); psicógrafos.

“A comunicação ocorre”, continua Elferr, “primeiramente pela vontade, que é o carro-chefe de qualquer ocorrência espiritual – tudo nasce no pensamento. Depois, a simbiose com o médium se dá por meio de afinidades pré-existentes”. Aluney entende que a psicografia se tornou tão comum na comunicação com os espíritos por ser fácil de ocorrer e de ser verificada depois de recebida. Seu desenvolvimento tornou-se possível também pela facilidade que os espíritos encontram para manifestar seus pensamentos com clareza e objetividade.



UM PONTO QUE FREQÜENTEMENTE É LEVANTADO QUANDO SE FALA EM COMUNICAÇÃO com a dimensão espiritual é a separação entre as comunicações verdadeiras das falsas. Especialmente os cientistas dão muita atenção a esse aspecto.

Para Aluney, “o reconhecimento se dá através de constantes verificações e vigília”. Ele explica que, depois de um tempo, o médium treinado ou educado passa a ter segurança e começa a se conhecer melhor a conhecer as comunicações. “Mas não pensemos que isso ocorre de um dia para outro”, ele prossegue. “Sempre é possível ver médiuns com essas dúvidas, e então o melhor é recorrer à prece e ao amigo espiritual para nos ajudar. Mas somente o treino constante e a boa educação mediúnica nos farão, um dia, sermos médiuns bons, ou bons médiuns”.

O empresário e bacharel em Direito e Administração, Avildo Fioravanti, atual presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo (www.feesp.com.br), diz que se parte da premissa de que uma árvore boa não dá maus frutos. “Kardec disse que o espírito, por mais inteligente que seja e esteja tentando enganar uma pessoa, em algum momento acabará se traindo e demonstrando que aquela não é uma comunicação verdadeira. Porém, há apenas duas pessoas que têm condições de identificar uma comunicação: o médium e o público que está ouvindo”.

Fioravanti também concorda com Aluney ao afirmai que somente o estudo, aprofundamento e a prática trarão ao médium espírita a bagagem necessária para saber que tipo de mensagem se trata. “Geralmente”, explica, “numa falsa mensagem ocorrem elogios a determinada pessoa; o conteúdo exposto tem um teor de vaidade ou mesmo de egoísmo. E por esses aspectos que detectamos o nível do espírito”.

Essa postura parece mesmo ser geral. Wagner Borges – sensitivo espiritualista, instrutor de cursos de projeção da consciência, bioenergia e outros temas espirituais, e fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (www.ippb.org.br) – diz que, quanto mais preparado espiritualmente o médium estiver, maior será o seu discernimento a respeito das mensagens que recebe. “Por isso é necessário o aprofundamento do médium nos estudos espirituais sérios. A medida que for progredindo em seus estudos, e baseado em sentimentos elevados, suas percepções se ampliarão, e aí a identificação da procedência espiritual será clara e precisa”.



MAS COMO O MÉDIUM PODE TER CERTEZA DE ESTAR RECEBENDO A COMUNICAÇÃO de um espírito e não somente ouvindo sua voz mental? “Posso afirmar”, diz Avildo Fioravanti, “que no Espiritismo consideramos o termo animismo como sendo os conteúdos e experiências que o espírito traz de outras encarnações e que ficam gravados na consciência do perispírito como uma cultura, um conhecimento. Ao reencarnar, há um esquecimento natural, e no transe mediúnico ocorre muitas vezes que o médium coloca, junto com as palavras transmitidas pelo espírito, palavras do seu repertório”.

Fioravanti ressalta que esse mecanismo enriquece a comunicação, não é ruim, desde que o médium esteja preparado para isso. “Intercalar o conteúdo transmitido pelo espírito com o conhecimento do médium é, hoje em dia, considerado importante. Antigamente, considerava-se um erro, uma deficiência, mas tanto para Kardec quanto para os novos estudos desenvolvidos no Espiritismo, esse fenômeno contribui para a melhoria e aperfeiçoamento das comunicações. O que o médium não deve fazer é colocar palavras ou opiniões pessoais durante a comunicação, com a finalidade de alterar, influenciar e desvirtuar seu objetivo”.

Também é preciso ter em mente que algumas precauções são necessárias no contato com os espíritos. “No próprio Evangelho”, diz Avildo, “existe uma citação sobre esse assunto, que diz: ´Olhai se os espíritos que vêm a nós são de Deus´. Só podemos saber de fato se os espíritos que vêm a nós são de Deus ou pela linguagem, pelas vibrações, ou pela maneira como expõem um tema”. Segundo explica, espíritos superiores não gostam sequer de declarar seu nome, ou o fazem apenas em reuniões muito reservadas. Já os de ordem inferior gostam de dizer que são nobres ou que foram pessoas importantes no passado. “Porém, muitas vezes ocorre que um espírito sério se comunica em nome de outro espírito, como se fosse ele. Mais ou menos como o que acontece entre nós quando um político ou empresário manda alguém representá-lo numa reunião”.

Para Wagner Borges, um espírito pode alterar a aparência de seu corpo espiritual, mas não é capaz de alterar o seu padrão energético. “Pode até se parecer com um mentor espiritual”, explica Borges, “mas como as energias seguem o padrão do que a consciência pensa, sente e faz, o seu clima psíquico será insidioso e estranho. E o oposto também é verdadeiro: um mentor espiritual pode alterar a aparência de seu corpo espiritual para uma figura diferente, só para testar o discernimento do médium, mas suas energias e suas idéias continuarão sadias”. Em outras palavras, o médium deve prestar atenção ao teor das idéias passadas e à qualidade das energias manifestadas pelo espírito. “Pode-se dizer que o padrão energético de cada espírito é o seu cartão de visita consciencial. Compete ao médium saber avaliar se o cartão é válido ou não”.



ALGUNS PROBLEMAS PODEM SURGIR NO CONTATO COM OS ESPÍRITOS. “O contato com espíritos legais”, conta Wagner, “é sempre sadio, pois eles portam energias conscienciais elevadas. Porém, o contato com entidades enfermiças causa sérias intoxicações na aura do médium. Isso pode acarretar sérios distúrbios nas vibrações dos chacras e do campo energético (duplo etérico). Além disso, há o risco de distúrbios psíquicos, com alterações de personalidade e o surgimento de tendências estranhas no jeito de ser do médium desavisado. Pode-se dizer que muitas obsessões espirituais começam por aí”. Segundo ele, não custa nada relembrar o toque espiritual de Jesus: “Orai e vigiai”.

Para Fioravanti, tudo depende do ambiente em que o espírito está se comunicando. “Primeiramente, um médium nunca deve permitir que os espíritos se comuniquem fora do ambiente apropriado, ou seja, a casa espírita. Isso porque o médium pode se fragilizar diante do espírito e, na casa espírita, ande toda o ambiente é preparado para o trabalho de comunicação, ele estará seguro”.

O presidente da Feesp explica que muitos médiuns começam a receber espíritos dentro de seus lares, orientam um filho, um amigo, e alguns ainda cobram para fazer essa assistência. “Aí, o que ocorre é que os espíritos que se afinam com esse tipo de atividade vêm e, com certeza, não são espíritos superiores. Podem não ser maus, mas não são superiores. Muitas vezes, são espíritos brincalhões, frívolos, e acabam influenciando mal as pessoas. Há casos em que esses espíritos se sentem tão bem naquele ambiente que, quando a reunião termina, eles não vão embora; permanecem na casa, ficando ao lado do médium, acarretando sensações de muito mal-estar”.

Avildo também fala a respeito das chamadas sessões com o copo, algo que muita gente gosta de fazer como uma brincadeira. “Quando eu era menino”, explica Avildo, “nunca fui atrás dessas brincadeiras. Meu pai era dirigente de uma casa espírita e dizia que isso era perigoso. Apesar de não saber por quê, eu respeitava, temendo que algo de ruim pudesse me acontecer. Na verdade, uma pessoa que tenha um certo nível de conhecimento, não se identifica com certos tipos de brincadeiras, não é? Por exemplo, um professor não entra na classe jogando papel na cabeça dos alunos, derrubando coisas ou atirando cadernos no chão. Ele entra para dar aula. A mesma coisa acontece com os espíritos superiores; eles não vêm até nós para participar de brincadeiras”.

O problema, ele explica, é que nessas sessões com o copo estão presentes espíritos despreparados e, às vezes, com um pouco de maldade, o que pode tornar a “brincadeira” perigosa. O copo realmente se mexe por existir um ou mais médiuns nessas sessões, mesmo que sejam crianças. “De repente, numa dessas brincadeiras, as crianças resolvem parar e o espírito não quer. E nesse momento que podem começar a acontecer alguns problemas. Eu sei de um caso em que um grupo de adolescentes estava brincando com o copo e ele não parava. Os jovens começaram a se apavorar e, depois, esse copo foi arremessado contra a janela e quebrou do lado de fora da casa. E preciso tomar cuidado”. O mesmo se pode dizer sobre as tábuas ouija, cujo princípio é o mesmo, apenas com outro objeto. “Eu não tenho conhecimento”, prossegue Fioravanti, “de algum incidente que tenha havido com essa brincadeira, mas eu recomendo que não se brinque, porque você está brincando com uma inteligência. Um espírito é um ser inteligente cuja índole você não conhece. É mais ou menos como pegar qualquer indivíduo na rua, levar para dentro de sua casa para que ele participe de uma atividade qualquer. Penso que você jamais faria isso sem saber os antecedentes dessa pessoa”.



WAGNER LEMBRA QUE, PARA MOVER UM OBJETO NO PLANO FÍSICO, é necessária certa quantidade de ectoplasma para que os espíritos desencarnados possam utilizá-lo na produção dos efeitos físicos. “Ocorre que os espíritos apegados e obsessores estão mais próximos, no ponto de vista vibracional. Por isso, há uma forte possibilidade de que quem mexa o copo ou a tábua ouija seja alguém de um plano denso. Há espíritos levianos que adoram se passar por espíritos superiores, dando conselhos furados e aparentando uma nobreza que não possuem. Esses espíritos manipulam a energia psíquica das pessoas envolvidas nas sessões com o copo e a prancha, e movimentam os mesmos a partir desse uso indevido das energias alheias”.

Ele diz que é possível que um espírito superior possa se apresentar e ajudar alguém numa sessão dessas, mas não é o que mostra a prática mediúnica. “Normalmente, os amparadores costumam passar coisas úteis pelas vias da intuição, das idéias criativas, ou mesmo se encontrando com as pessoas durante o sono, quando elas estão projetadas fora de seus corpos densos, para aconselhamento e estudo de temas enobrecedores”.

Além desses cuidados que devem ser tomados, ainda existe o perigo do médium ficar dependente da comunicação espiritual. Para Wagner Borges, a maneira de se evitar isso é o médium estudar e elevar-se espiritualmente, sem se esquecer de que ele também é um espírito e, como tal, apresenta o seu próprio potencial criativo, independentemente do espírito-guia. Fioravanti diz que isso pode ocorrer se o médium estiver em desequilíbrio, com um nível vibratório semelhante ao do espírito, de forma que ambos entram em sintonia. “Se esse médium não tem condições de reverter esse desequilíbrio”, explica Avildo, “essa sintonia permanece e, dependendo do grau de envolvimento já atingido, o espírito pode se tornar um obsessor”. Caso o envolvimento não seja afetivo e esse espírito não mantenha pelo médium qualquer tipo de sentimento de ódio ou raiva, ele entra em sintonia e depois vai embora. Mas se houver um vínculo entre eles, ligado a um passado triste e doloroso, esse espírito pode querer prejudicá-lo.



“É BOM RESSALTAR”, PROSSEGUE FIORAVANTI, “QUE A MELHOR COMUNICAÇÃO É aquela em que há um bom entrosamento e afinidade entre o espírito e o médium. Após o término de uma comunicação recebida por meio de um bom médium, há uma elevação do seu nível vibratório. Às vezes, não permanece por muito tempo, mas se no caso for um espírito superior que está presente, consegue elevar as vibrações a ponto de manter no médium esse equilíbrio. É como ligar um rádio; tem que estar sintonizado na estação escolhida, senão mudamos, porque simplesmente não queremos aquela. Isso ocorre também entre o médium e o espírito que, quando estão sintonizados, transmitem uma boa comunicação, não havendo dependência de nenhuma das partes”.

Com outras palavras, Wagner Borges diz o mesmo. “O legal é ver um conjunto sadio: espíritos comunicantes elevados trabalhando com pessoas encarnadas excelentes”. E ele complementa dizendo que os estudantes espirituais devem ficar atentos para o fato de que o desenvolvimento parapsíquico – incluindo aí a mediunidade; as experiências fora do corpo; a ativação dos chacras; a telepatia; a clarividência e outras capacidades – não é o mesmo que desenvolvimento espiritual.

“Esse último é o desenvolvimento das qualidades de caráter e virtudes de um ser em evolução. E nem sempre os dois desenvolvimentos andam equilibradamente. Há médiuns que apresentam fortes qualidades mediúnicas, mas não portam bom senso e nem se utilizam de suas capacidades para melhoria de si mesmos ou dos outros. Alguns chegam a se utilizar da mediunidade para finalidades destrutivas e sem ética”.

“Para aqueles interessados nesses estudos e práticas espirituais, é sempre bom objetivar o desenvolvimento equilibrado de suas capacidades parapsíquicas como o desenvolvimento de paciência, do discernimento, da compaixão, do bom senso, da inteligência, da modéstia, além de muita alegria e agradecimento ao Todo pelas oportunidades de crescimento consciencial”.

Wagner conclui com uma lição espiritual que o espírito André Luiz lhe passou numa ocasião em que se encontrava fora do corpo: “O subdesenvolvimento da consciência se caracteriza pelo baixo nível dos pensamentos, que nascem no seu campo mental, e pelo alto grau de radicalismo, egoísmo, medo, orgulho, raiva e preconceito que se manifestam no seu campo emocional”.



NA CHAMADA INCORPORAÇÃO QUE OCORRE DURANTE O CONTATO COM OS PLANOS EXTRAFÍSICOS, alguns médiuns perdem totalmente a consciência e outros, não. São tipos diferentes de médiuns, como explica Avildo Fioravanti. “A maioria dos médiuns é do tipo consciente, ou seja, o espírito na verdade não incorpora; apenas induz, através dos pensamentos, a transmissão de uma mensagem. Ao médium cabe o papel de relatar com as suas palavras o conteúdo que está recebendo do espírito, que não manipula os órgãos que transmitem a fala do médium. Porém, existe uma mediunidade mais rara na qual o médium inconsciente transmite pensamentos emitidos pelos espíritos e, após o término do trabalho, não se lembra de nada do que falou. Os chamados médiuns de efeitos físicos também recebem uma ação mais direta do espírito quando, por exemplo, sob seu controle, utilizam as mãos do médium para pintar, desenhar, escrever. Às vezes, em sua vida cotidiana, esses médiuns nunca sequer aprenderam a pintar ou desenhar”.

Com relação à transcomunicação instrumental, Avildo cita Jesus. “Certa vez, Jesus disse que, se proibissem os homens de falar, as pedras falariam. A transcomunicação instrumental nada mais é do que as pedras a que ele se referiu. Nesse processo, os espíritos podem transmitir uma mensagem através de um aparelho eletrônico, gravar uma imagem ou até mesmo falar ao telefone. A complexidade do fenômeno pode ser verificada, por exemplo, na reprodução da voz obtida pelo espírito por meio da manipulação do fluido de um médium, presente ou ausente no local. Sem a participação de um médium e sem esse fluido, não haverá a compatibilidade molecular necessária para tornar possível a materialização da voz ou qualquer outra manifestação física. Nosso órgãos sensoriais estão vinculados às nossas dependências ou necessidades, e é por isso que não conseguimos ver ou ouvir esses espíritos”.

Outro tema importante no que diz respeito a essas comunicações com outras dimensões é a regressão a vidas passadas, ultimamente muito utilizada na psicanálise. Fioravanti diz que o assunto é importante, porque se fazem algumas confusões, tanto no meio espírita quanto entre leigos. “O Espiritismo”, diz ele, “estuda os fenômenos que sempre existiram na natureza. Nada foi inventado. Há alguns utilizados em consultórios ou laboratórios e que estão ligados aos processos mediúnicos, mas não têm nada a ver com o Espiritismo. A terapia de vidas passadas é considerada um fenômeno autêntico que pode ser utilizado pelo terapeuta, mas não na casa espírita, por não fazer parte do currículo de estudos da Doutrina Espírita. Respeitamos e sabemos que existem casos em que certos traumas mantidos no inconsciente podem, através de uma terapia realizada por um psicólogo ou psicanalista bem preparado, ser eliminados e, com isso, o sofrimento de algumas pessoas. É uma técnica válida para os tempos modernos”.

Fioravanti acrescenta que a comunicação com os espíritos só vem trazer um grande alívio à consciência humana.

“Durante muito tempo”, ele diz, “a humanidade viveu de maneira repressiva. Foi educada para ter medo, acreditar em promessas e culpas. O Céu e o Inferno eram os dois elementos para onde nossa alma se encaminharia. Quando Kardec trouxe explicações e exemplos racionais, extraídos do próprio evangelho, um mundo novo surgiu. Em sua afirmação os espíritos não morrem, mas sim continuam tendo uma vida muito semelhante à nossa, ele consegue transmitir um conforto incalculável a todos nós. Sabemos que, no Plano Espiritual, tanto as amizades quanto as famílias se constituem pelo afeto, e não pelos laços consangüíneos ou mesmo por interesse. Sendo assim, viveremos e sempre estaremos com aqueles por quem tivermos verdadeira afinidade e amor”.

É por esse motivo que Jesus disse: “Onde estiver seu tesouro, estará seu coração”.Resultado de imagem para uma imagem pára mensagem contato com o mundo dos espiritas

(Extraído da revista Espiritismo e Ciência 17, páginas 26-33)
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Comportamento e Tecnologia

Comportamento e Tecnologia



Evita o tumulto extravagante das novidades perturbadoras.
Harmoniza-te de forma que não sejas arrebatado pela ilusão de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo, fruindo somente prazeres, possuindo os equipamentos mais recentes, que logo são ultrapassados por outros mais complexos, incapazes, porém, de proporcionar-te a harmonia interior.
Essa correria insensata para a aquisição de instrumentos de utilidade tecnológica e virtual esconde, no seu bojo, a fuga psicológica do indivíduo que não se encoraja a viajar para dentro, procurando descobrir as razões dos conflitos que o aturdem, escondendo-se sob a tirania das máquinas que lhe permitem comunicação com o mundo e todos quantos deseje, sem produzirem a autorrealização no seu possuidor.
Ninguém vive em paz interior sem a consciência do dever retamente cumprido. Após anestesiar-se a consciência por algum tempo, ei-la desperta, gerando culpa e necessidade de corrigenda. Daí o enfermo moral busca novamente a distração nos mecanismos de fuga e transferência.
O ser humano está destinado à glória imortal. A sua é a fatalidade das excelsas bênçãos que o aguardam. Dessa forma, a conquista da dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e vivenciado desde as experiências mais simples, a fim de ser criado o condicionamento superior para que se transforme em aquisição valiosa. Eis por que o Espiritismo, na sua condição de filosofia exemplar, oferece o concurso da iluminação interior, explicando as razões da existência, sua finalidade, sua origem e sua culminância...

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Ilumina-te.
 
 
 
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A historia de Julio

Fui muito amado! Meus pais se desdobravam em atenção e cuidado para comigo. Fui o segundo filho deles. O primeiro, meu único irmão, Júnior, era perfeito e muito bonito.

 

Não tenho muitas lembranças do período em que estive encarnado com deficiência.

 

Fixo minha mente para recordar, sinto a sensação de que estava preso num saco de carne mole e disforme. Parecia que, ao estar encarnado, estava restrito a uma situação desconfortável e sofrida, porém sabia ser melhor que meu estado anterior, o de desencarnado.

 

Realmente estava restrito, era deficiente físico e mental. Tive paralisia cerebral.

 

Lembro que cuidaram de mim com ternura imensa, gostava quando falavam comigo, me acariciavam.

 

Meus pais tentaram de tudo para que eu melhorasse, fisioterapias, especialistas e cuidados especiais.

 

Vivi três anos e seis meses nesse corpo que agora bendigo, que serviu para que me organizasse do tremendo desajuste em que eu me encontrava. Não andei, não falei, ouvia e enxergava pouco e era portador de muitas doenças no aparelho digestivo.

 

Uma pneumonia me fez desencarnar.

 

Recordo pouco essa minha permanência na carne. É como recordar adulto a primeira infância, O desconforto muito me marcou, como também o imenso amor que meus pais tiveram e têm por mim.

 

Socorrido ao desencarnar por socorristas, fui levado a um hospital de uma colônia.

 

Estive internado numa ala especializada em crianças e deficientes. Lembro-me que lá sentia a falta da presença física de meus pais. Eles foram levados muitas vezes para me ver. Alegrava-me com essas visitas.

 

Meus pais, pessoas boas e com alguns conhecimentos espirituais, puderam, enquanto dormiam, ser desligados do corpo físico e vir me ver. Foram encontros emocionantes. Isso é possível acontecer com muitos pais saudosos. Infelizmente poucos recordam esses comovidos encontros.

 

Recuperei-me. Com o carinho dos tios, trabalhadores do hospital, sarei das minhas deficiências. Retornei à aparência que tinha na encarnação anterior, antes de ter começado com meu vício e danificado meu corpo sadio.

 

Dessa vez gostei de estar desencarnado e mais ainda do hospital.

 

Normalmente em todas as colônias há no hospital uma parte onde são abrigados os que foram deficientes mentais quando encarnados, isso para que recebam tratamento especial para se recuperarem.

 

Ressalvo que muitos ao desencarnarem não têm o reflexo da doença ou das doenças e ao serem desligados da matéria morta são perfeitos, nem passam pelos hospitais. Infelizmente não foi o meu caso. Necessitei me recuperar, após um ano e dois meses estava tendo alta e fui para uma ala no Educandário para jovens.

 

Vou descrever a parte do hospital em que fui abrigado.

 

Os quartos são grandes, ficam juntos muitos internos. Não é bom ficar sozinho, é deprimente. Gostava de ter companhia, de ficar com os outros. Logo me tornei amigo deles.

 

As colônias não são todas iguais. Tudo nelas é visando o bem-estar de seus abrigados. Mas em todas há lugares básicos, como nas cidades dos encarnados, que têm escolas, hospitais, praças, ruas etc. Nas colônias também, só que com mais conforto, bem-estruturados, grandes e bonitos. Visitando tempos depois hospitais em outras colônias, vi que todas são aconchegantes, diferenciando-se nas repartições, no tamanho e nos adornos.

 

Você, Júlio, não é mais doente. É sadio! Tem de se sentir sadio! Vamos tentar?”, dizia para mim Suely, uma das “tias”, sorrindo encantadoramente.

 

A deficiência estava enraizada em mim, necessitei entender muitas coisas para sanar seus reflexos.

 

Quando comecei a falar, passei a escutar e a enxergar normalmente e logo a andar.

 

O quarto em que estava, como todos os outros, tem a porta grande, sempre aberta, que dá para um jardim-parque com muitas árvores, flores, brinquedos e animais dóceis e lindos.

 

Nesse jardim há sempre muita claridade e brincadeiras organizadas. Ali há um palco onde há danças, aulas de canto, música e teatro. Do outro lado dos quartos estão as salas de aula. Gostei muito de ficar ali, naquela parte do hospital. Foi meu lar no período em que estive internado. Encantava-me com o jardim-parque e foi me divertindo sadiamente que me recuperei com certa facilidade. As brincadeiras fazem parte da recuperação. Não existem medicamentos como para os encarnados. Não senti mais dores nem desconforto.

 

O interno é transferido dali quando quer ou quando se sente apto. Sentindo-me bem, fui transferido, mudei para a ala jovem do Educandário, como já mencionei, onde estudei e passei a fazer tarefas.

 

Quando meu curso terminou, pedi para trabalhar na ala do hospital para recuperação de desencarnados que na carne foram viciados em tóxicos. Esse meu pedido tinha razão de ser. Fiquei contente por ter sido aceito e passei a trabalhar com toda a dedicação.

 

Na minha penúltima encarnação tive meu corpo físico perfeito. Que fiz dele? Recordei.

 

Quando estava me recuperando no hospital, as lembranças vieram normalmente. Como “tia” Suely explicou-me, recordar não acontece com todos. Muitos recuperados voltam a reencarnar sem lembrar de nada do passado.

 

Lembrei-me sozinho, sem forçar o meu passado, e “tia” Suely me ajudou a entendê-lo e não “encucar”, pois o passado ficou para trás e só podemos tirar lições para o presente.

 

Principalmente no meu caso, tentar acertar e não repetir os mesmos erros.

 

(Do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit)

 

* * *

Para saber mais sobre hospitais em colônias espirituais, leia o livro:

 

 

Três Arco-íris – Uma Colônia de Luz

Ditado pelo Espírito Josué

Psicografia: Eurípedes Kühl

Editora Petit

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Brilhe a vossa Luz

Brilhe a vossa luz

Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...
Iniciam-se viagens longas, embarca-se
e desembarca-se, entre esperanças renovadas
e prantos de despedida.
Viajores partem, viajores tornam.
Como é difícil atingir o porto de renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...
Para vencer a jornada laboriosa, é preciso
aprender com Alguém que foi o Caminho,
a Verdade e a Vida.
Ele não era conquistador e fundou o maior
de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou
os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu
os enigmas da alma, não era juiz e ensinou
a justiça com misericórdia, não era teólogo
e revelou a fé viva, não era sacerdote e fez
o sermão inesquecível, não era diplomata
e trouxe a fórmula da paz, não era médico
e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos
e levantou paralíticos do corpo e do espírito ,
não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi
o sábio dos sábios, não era escritor
e deixou ao planeta o maior dos livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis , não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por
suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há vinte séculos,
não era químico e transformou a lama das
paixões em ouro da espiritualidade superior ,
não era físico e edificou o equilíbrio da Terra,
não era astrônomo e desvendou os mundos
novos da imensidade, enriquecendo de luz
o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos
de bondade e esperança..
Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado
no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.
Bem aventurados os seus discípulos sinceros,
que se transformam em servidores do mundo
por amor ao seu amor!
Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago,
dentro da noite espessa.
"Brilhe a vossa luz", disse o Mestre Inesquecível.
Acenda cada aprendiz do Evangelho
a lâmpada do coração.
Não importa seja essa lâmpada pequenina.
A humilde chama de vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.
É indispensável, porém, que toda a luz do
Senhor permaneça brilhando em nossa jornada
sobre abismos, até a vitória final no porto
da grande libertação.

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Ouve a Consciência

 

   

Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.
Serve e caminha.
Não podemos construir os mínimos tópicos de alegria no próprio espírito, sem que nos rendamos com alegria ao trabalho que nos compete.
Somos material inteligente nas mãos sábias do Cristo. O Senhor, no entanto, não opera em nós através de constrangimento, porque o Reino de Deus deve realmente surgir nos recessos de nossas próprias almas.
Estuda os desafios que as circunstâncias te lançam em rosto.
É possível que todas as opiniões em derredor de ti se façam contrárias ,entretanto, conserva a paciência e espera por Deus, porque a opinião dos Mensageiros de Deus pode ser diferente.
Amar sem exigir compensação.
Colaborar para o bem nos lugares onde o mal se nos afigure solidamente instalado.
Aguardar sempre o melhor, ainda mesmo nas piores situações.
Todos somos obreiros do progresso.
Todos estamos endereçados à perfeição.

(Do livro "Caminho Iluminado", Francisco Cândido Xavier)

   

A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas. 
Quem vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias. 
Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:

 na conduta - sinceridade; 
no sentimento - limpeza; 
na idéia - elevação; 
na atividade - serviço; 
no repouso - dignidade; 
na alegria - temperança; 
na dor - paciência; 
no lar - devotamento; 
na rua - gentileza; 
na profissão - diligência; 
no estudo - aplicação; 
no poder - liberalidade; 
na afeição - equilíbrio; 
na corrigenda - misericórdia; 
na ofensa - perdão; 
no direito - desprendimento; 
na obrigação - resgate; 
na posse - abnegação; 
na carência - conformidade; 
na tentação - resistência; 
na conversa - proveito; 
no ensino - demonstração; 
no conselho - exemplo.

Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que ofereçamos a cada um.

(De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Lu

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ESTÍMULO

ESTÍMULO

Não condenar, não inculpar, não agravar os problemas de quem resvalou no caminho.
Todos temos aprendido de Jesus acerca da tolerância.
Todos refletimos no impositivo da compaixão.
Ainda assim, se não é certo "atirar a primeira pedra" aos companheiros que tombam, desgovernados, será justo negar apoio aos que se levantam?
Urge fortalecer o bem onde o bem aparece.
Quantas vezes, o lidador capaz de produzir um milhão de horas em ação de benemerência, cai exausto a meio da caminhada por lhe sonegarem alguns minutos de incentivo ao refazimento?
Mães e pais, esposos e esposas, comumente isolados no conforto doméstico, suscetíveis de atingir até a longevidade em silencioso heroísmo, cedo se recolhem à enfermidade ou à desencarnação prematura, por não encontrarem no espaço estreito do lar, em anos a fio de labor e abnegação, uma frase ou um gesto só,aquecidos de reconhecimento e de amor, que os induzam a sofrer e a viver.
Não te dês à lisonja que desfigura o caráter de quem a propina e costuma envenenar a mente desprevenida naqueles que a recebem.
Onde encontres a intenção nobre "fazendo força" para servir, cunha a frase espontânea de estímulo ao trabalho por moeda invisível de compreensão e de afeto, à maneira de adubo na árvore iniciante.
Estrelas derramam raios de luz nas sombras da noite.
Fios dágua formam deleitosos oásis balsamizando o deserto.
Podes igualmente clarear o caminho dos que edificam estradas novas para o futuro e amenizar a sede de energia dos que jazem ameaçados pelo desânimo, à frente dos empeços que enxameiam, no mundo, os alicerces das boas obras.
Uma palavra de entendimento, um gesto de bênção para as criaturas que fazem o melhor de si para o bem dos outros.
Um olhar generoso, uma prece furtiva, um aperto de mão. Frequentemente, o coroamento de todo um apostolado depende apenas disso. Se duvidas, observa o poder da gota de óleo quando é chamada a lubrificar a máquina seca.

ANDRÉ LUIZ
(Sol nas Almas, 21, W. Vieira)

 

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"Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças. Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio..."

 

Emmanuel

Tema – Comportamento individual perante as crises da sociedade humana.

As crises, as dificuldades, os desregramentos do mundo!...
De modo habitual, referimo-nos às provações terrestres, mormente nas épocas de transição, como se nos regozijássemos em ser folha inerte nas convulsões da torrente.
Em verdade, o mundo se encontra em renovação incessante, qual sucede a nós próprios, e, nas horas de transformações essenciais, é compreensível que a Terra pareça uma casa em reforma, temporariamente atormentada pela transposição de linhas e reajustamento de valores tradicionais. Tudo em reexame, a fim de que se revalidem os recursos autênticos da civilização, escoimados da ganga dos falsos conceitos de progresso, dos quais a vida se despoja para seguir adiante, mais livre e mais simples, conquanto mais responsável e mais culta.
Natural que a existência em si mesma, nessas ocasiões, se nos afigure como sendo um painel torturado de paixões à solta.
Costumamos olvidar, porém, que o mundo é o mundo e nós somos nós. Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças. Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio.
Assim também, no Planeta... Somos todos capazes de fazer cessar em nós qualquer indução à indisciplina ou à desordem. Cada qual pode assumir as rédeas do comando íntimo e estabelecer com a própria consciência o encardo de calafetar com a bênção do serviço e da prece todas as brechas da alma, de modo a impedir a invasão da sombra no barco de nossos interesses espirituais, preservando-nos contra o mergulho no caos, tanto quanto auxiliando aqueles que renteiam conosco na viagem de evolução e de elevação.
Faze-te, pois, onde estiveres, um ponto assim de tranquilidade e socorro. O deserto é, por vezes, imenso; no entanto, bastam algumas fontes isoladas entre si para garantirem a jornada segura através dele. Na ausência do Sol, uma vela consegue acender milhares de outras, removendo o assédio da escuridão.
Que o mundo se encontra em conflitos dolorosos, à maneira de cadinho gigantesco em ebulição para depurar os valores humanos, é mais que razoável, é necessário. Entretanto, acima de tudo, importa considerar que devemos ser, não obstante as nossas imperfeições, um ponto de luz nas trevas, em que a inspiração do Senhor possa brilhar.
 

Do livro "Encontro Marcado", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

 

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